Os anos 1980 ficaram marcados pelo nascimento de diversos clássicos do cinema norte-americano. De Volta Para o Futuro, ET, Robocop, Karatê Kid e muito mais. Além do cinema, a cultura pop em geral era muito forte. Artes plásticas, música, produtos e esporte ficaram cada vez mais populares ao redor do planeta. O mundo iniciava um processo de globalização que não parou mais, até por conta da chegada das novas tecnologias. Nesse meio, houve uma colisão de mundos entre um dos maiores astros do cinema de ação americano com o maior jogador de futebol do planeta.

Com uma trama bastante inesperada, Fuga para a Vitória (1981) uniu em tela Pelé, Sylvester Stallone, Michael Cane e Bobby Moore, astro da Seleção Inglesa. O contexto desse filme é muito interessante, já que Pelé era provavelmente o ser humano mais conhecido do planeta nos anos 1970. Sua passagem pelo New York Cosmos foi fundamental para a consolidação do futebol nos Estados Unidos. Juntamente a ele, Stallone era um astro em ascensão. Seu nome tinha explodido também nos anos 1970, com o sucesso fenomenal de Rocky – Um Lutador. Então, juntar esses dois ícones de mundos diferentes em tela não era dos trabalhos mais fáceis.

E mais difícil ainda era encontrar uma justificativa para ter os dois juntos. A solução foi tão estranha quanto criativa. O diretor do filme, John Huston, decidiu colocá-los como prisioneiros aliados de um campo de concentração na Alemanha Nazista. Ao melhor estilo Space Jam, os nazistas, liderados pelo ex-craque da Seleção Alemã, o major Karl von Steiner (Max Von Sydow), decidem fazer um jogo de futebol contra os aliados para poderem usar a vitória como forma de propaganda da superioridade alemã. O que ele não contava é que o capitão John Colby (Michael Caine) também fora jogador de futebol e contava com a ajuda de Luis (Pelé), que vinha de Trinidad e Tobago, e do goleiro Hatch (Stallone). O resultado? Bem, vou deixar para vocês descobrirem no filme.

É interessante destacar que Pelé e Stallone começaram uma grande amizade na produção do filme, e que o Rei do Futebol foi responsável por criar e coreografar todas as jogadas que aparecem no longa. Mas isso não impediu uma discussão sobre protagonismo. Em dado momento da produção, contam as histórias que Stallone teria feito uma pressão para marcar o gol decisivo do jogo. No entanto, após passar a compreender melhor o esporte, o próprio Garanhão Italiano percebeu que não faria sentido nenhum um goleiro marcar um gol decisivo.



Mas a relação dos dois foi tão positiva que nem mesmo a lesão atrapalhou a amizade. Isso porque Stallone decidiu ir fundo no treinamento de goleiros. Ele ficava tentando defender os chutes de Pelé. Em uma dessas tentativas, o brasileiro carregou o pé e lançou um chute explosivo que quebrou um dedo de Sylvester Stallone. Outra pessoa que gostou muito de Pelé foi o diretor John Huston, que o chamou para estrelar A Vitória do Mais Fraco (1983), um filme sobre uma escola que tem sua sobrevivência definida em uma partida de futebol.

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