Com o anúncio da escalação de Halle Bailey para viver a princesa Ariel no Live-Action de A Pequena Sereia,o  Infame Tribunal da Internet voltou a agir com toda a força. Não preciso dizer que as opiniões divergentes começaram a pipocar nas redes sociais e uma verdadeira guerra virtual começou. Há quem defenda a escalação da atriz e há quem não aceite a mudança da etnia da personagem. E como esse debate é antigo e parece cada vez mais longe de terminar, separamos alguns casos em que a mudança de etnia de um personagem acabou dando muito certo. Confiram!

 

O Rei do Crime (Michael Clarke Duncan)

Talvez um dos filmes de super-heróis mais odiados de todos os tempos, Demolidor: O Homem Sem Medo (2003) tenta adaptar o Demônio de Hell’s Kitchen com uma pegada mais adulta e sombria, similar aos anos dourados de Frank Miller à frente das HQs do herói. Só que Mark Steve Johnson acabou perdendo a mão na direção e contou com um roteiro raso e com a atuação péssima de Ben Affleck como o herói título, e o filme terminou como 2h13  de pura enrolação, efeitos mixurucas e trilha sonora de Evanescence. Mas se teve alguma coisa que se salvou em meio a toda essa tragédia foi a atuação de Michael Clarke Duncan como o imponente Rei do Crime. Duncan manda MUITO BEM ao dar uma camada de emoção ao personagem e, claro, consegue ser fisicamente ameaçador no auge de seus 1,96m de altura e 142 kg.

Enfim, o ator era um monstro atuando e assustadoramente forte. A única diferença dele para o personagem era a cor de sua pele. Michael era negro, enquanto o Rei do Crime das HQs é branco. E assim como hoje, na época também houve reclamação quanto a etnia do vilão.

 

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Bane (Tom Hardy)

A trilogia Cavaleiro das Trevas do diretor Christopher Nolan foi super aclamada por público e crítica ao trazer uma proposta mais “pé no chão” para o herói. Então, quando anunciaram que Bane seria o vilão de O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), não dava pra esperar que fossem adaptar o Lutador de Wrestling bombado com veneno e falando com sotaque latino. Em vez disso, Nolan transformou o vilão em um terrorista nascido no Oriente, mas passou bem longe de ser interpretado por um ator oriental ou até mesmo Latino, que é a etnia original do personagem. O escolhido para dar vida a Bane foi Tom Hardy, ator britânico e branco. Diferentemente das reclamações feitas quando trocam um personagem branco por um negro, praticamente não houve críticas a escolha de Hardy para o papel.

Tom mandou bem demais e foi o grande destaque do filme. Como passou o tempo inteiro usando uma máscara que encobria praticamente todas as suas expressões faciais, ele teve de carregar a atuação quase que exclusivamente com linguagem corporal e olhares ridiculamente expressivos.

 

Heimdall (Idris Elba)

Heimdall é o Guardião de Asgard. Muito mais que um “porteiro” dos Deuses, ele protege a Cidade Dourada dos invasores e visitantes indesejados que chegam pela Bifrost, a Ponte do Arco-íris. Na mitologia Nórdica, Heimdall também era o responsável por tocar a trompa que avisaria o início do Ragnarok, o fim dos tempos nórdico. E como divindade nórdica, muita gente criticou a escalação de Idris Elba para vivê-lo na franquia Thor, do Marvel Studios. O choro quando o anunciaram foi tão alto que dava para ser ouvido em Jotunheim, mas acabou que ele surpreendeu a muitos ao entregar um guardião MUITO badass e importante na construção do personagem principal.

Na verdade, não é exagero dizer que ele, junto a Lady Sif, foi o único dos guerreiros de Asgard a conseguir destaque no primeiro Thor (2011). A aceitação do público foi tão boa que ele ganhou mais tempo de tela nas sequências e até mesmo apareceu em Vingadores: A Era de Ultron (2015) e Vingadores: Guerra Infinita (2018).

 

Valquíria (Tessa Thompson)

Outra personagem do Universo de Thor a mudar de etnia foi a Valquíria. Enquanto ela é branca e loira nas HQs, a versão escolhida para estrelar Thor: Ragnarok (2017) é negra com cabelos negros. Também houve muito choro quando anunciaram Tessa Thompson para o papel, mesmo com ela vindo de um grande trabalho em Creed: Nascido Para Lutar (2015), mostrando ser uma boa atriz.

Assim como Heimdall, a Valquíria caiu no gosto da galera e ganhou mais espaço em Vingadores: Ultimato, conquistando uma posição relevante em Asgard.

 

Aquaman (Jason Momoa)

Mas quando o assunto é mudança de etnia, não há ninguém que represente tanto o sucesso quanto o Aquaman de Jason Momoa. A versão dos quadrinhos é loira dos olhos azuis, quase um alemão subaquático. Quando Momoa foi escalado e trouxe para o personagem suas raízes havaianas, o choro virtual foi tanto que seria capaz de afogar um atlante.

Jason nunca foi conhecido por ser um grande ator, mas seu carisma e a forma com que o roteiro abordou o personagem fizeram dele um Aquaman excelente! Não à toa que o o filme foi um sucesso e se tornou o primeiro longa da DC a bater US$1 bilhão em bilheteria e Jason, hoje, é praticamente insubstituível no papel do Rei de Atlântida.

 

Bem, se fica uma lição nesses casos é que uma boa atuação e/ou um bom roteiro são mais importantes do que a etnia dos personagens – caso ela não tenha ligação com a origem do personagem, como no caso do Pantera Negra ou do Shang-Chi. Então, sobre a polêmica do “Caso Pequena Sereia”, só há uma coisa a ser dita: Aguardem o filme sair e julguem após assisti-lo.

 

 

 

 

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