Criado por Don Mancini no final da década de 1980, Chucky, o Boneco Assassino, é um dos maiores ícones do terror mundial. Porém, com o passar dos anos, o brinquedo encapetado passou a ganhar novas versões que deram a ele diferentes visões e tonalidades, mas mantendo em comum sua maldade e a sede insaciável por homicídios. Nesse tempo, foram lançados filmes mais violentos, outros mais sarcásticos e até mesmo longas com uma veia cômica politicamente incorreta, dando a toda a história um jeitão de autoparódia. Agora, em 2021, o vilão retorna em uma série disponível que terá novos episódios lançados semanalmente no Star+, escritos e dirigidos pelo próprio Don Mancini, que pretende explorar pontos nunca antes trabalhados do personagem.

A premissa da série é a mesma de toda produção da franquia: um jovem compra o boneco pensando se tratar de um brinquedo inocente, mas passa um tempinho e as pessoas ao seu redor começam a morrer misteriosamente de formas horríveis. No entanto, a série traz um diferencial divertidíssimo que é o seu novo protagonista. Diferentemente das outras crianças, que eram apenas pirralhos sem maldade, o humano principal da vez é Jake Wheeler (Zackary Arthur), um pré-adolescente fascinado por bonecos e assassinos em série. Ele vive em um meio completamente tóxico, rodeado por pessoas que não respeitam seus gostos, sua sexualidade… Enfim, gente que não o respeita como ser humano. Assim, quando Chucky revela ser o espírito encarnado do psicopata Charles Lee Ray, eles meio que criam uma ligação na qual o bonecão do mal vai infernizar – e eventualmente assassinar – todo mundo que já encheu o saco do menino.



É uma relação que tem tudo para crescer, seja com o Chucky treinando o menino para ser um aspirante a psicopata ou até mesmo testando o garoto para ver até onde ele vai tolerar o endiabrado ruivinho. Fato é que esse primeiro episódio trouxe uma ambientação dos filmes adolescentes da década de 1980, mas passada nos dias atuais. Essa pegada de explorar o brinquedo junto a um protagonista que vive os típicos problemas adolescentes abre muitas portas para todo tipo de crueldade possível, o que vai agradar muito aos fãs. Agindo como esse tipo de anti-herói, que vai matar bullies, homofóbicos e parentes insuportáveis, o Chucky provavelmente será usado na série como uma ferramenta do descobrimento e crescimento de Jake. Afinal, todo mundo passa por problemas na adolescência, mas só alguns têm um assassino em série para ajudá-los a passar por eles.

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Assim, a primeira impressão que a série deixa é que será conduzida como um “Terrir”, tal qual a própria franquia nos últimos 20 anos, com elementos pontuais dos Slashers, que têm feito bastante sucesso recentemente, como nos casos de A Morte Te Dá Parabéns (2017) e Freaky: No Corpo de Um Assassino (2020), curiosamente ou não, ambos passados nesse meio estudantil.

Fora essa dinâmica entre menino e boneco, outro elemento que promete bastante é uma viagem ao passado de Charles Lee Ray, que nasceu e cresceu na cidade em questão. Logo nas primeiras cenas já é mostrada a relação do pequeno Charles com sua mãe, então isso promete bastante, já que o assassino praticamente só foi mostrado na fase adulta e momentos antes de fazer o ritual demoníaco que transferiu sua alma para o corpo de plástico e borracha do boneco.



Enfim, esse episódio piloto foi excelente para os fãs da franquia e provavelmente vai acabar conquistando alguns novos fãs, até mesmo pela qualidade da produção, que é bem alta.

Os novos episódios de Chucky estreiam toda quarta-feira no Star+.

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