Guy Ritchie é um dos diretores mais populares da atualidade por uma série de razões – sendo a principal delas o seu apreço por produções cinematográficas focadas em reis do crime e gângsteres, bem como uma utilização da ação e da aventura em larga escala. Ao longo de sua carreira, o cineasta encabeçou produções como a duologia ‘Sherlock Holmes’, o filme de espionagem ‘O Agente da U.N.C.L.E.’ e o remake em live-action de ‘Aladdin’ (que inclusive ultrapassou US$1 bilhão em bilheteria).
Agora, Ritchie está de volta ao cenário do entretenimento com o suspense de ação ‘Na Zona Cinzenta’, que chega aos cinemas nacionais no próximo dia 14 de maio e que conta com um carismático elenco que inclui Henry Cavill, Jake Gyllenhaal, Eiza González e Rosamund Pike. O longa conta a história de dois especialistas em resgates que embarcam na difícil missão de recuperar uma fortuna bilionária que foi roubada. Para isso, eles precisam encontrar uma rota de fuga segura para a experiente negociadora, mas o plano rapidamente se transforma em uma guerra explosiva de estratégia, traições e sobrevivência.
Como podemos imaginar, o longa-metragem tem toda a conhecida essência do realizador em cada uma de suas sequências – para o bem, ou para o mal. No geral, o sucesso do projeto vale da bem-vinda química do elenco protagonista, em especial do trabalho quase simbiótico que Cavill e Gyllenhaal entregam com suas performances como os habilidosos Sid e Bronco, que têm a missão de proteger a advogada Rachel Wild, interpretada pela magnética González, de um poderoso magnata que embolsou uma quantidade imensurável de dinheiro. O trio é dotado de personalidades densas o suficiente para nos engajar na narrativa, e despojadas na medida certa para trazer ritmo e dinamismo à história.
O projeto não é livre de defeitos e, eventualmente, diminui o conflito principal em prol de alguns convencionalismos bastante pertinentes, além de diálogos expositivos demais para nos deixar fazer um pouco do trabalho em ligar os pontos e entender o que está acontecendo. Porém, Ritchie deixa bem claro que sua intenção não é trazer algo novo, e sim brincar com os elementos que já conhece para construir, ao longo de uma hora e quarenta minutos de duração, uma aventura prática o bastante para nos deixar satisfeitos quando saímos da sala do cinema.
A crítica completa será lançada em breve.


