Ranking | Do Pior ao Melhor de Chris Hemsworth fora do Universo Marvel



O nosso querido e belo Chris Hemsworth completa 38 anos nesta quarta-feira, dia 11.

Em 12 anos de carreira no cinema, Hemsworth coleciona alguns trabalhos memoráveis e outros nem tanto. É o momento, portanto, de dar uma pausa na imagem da divindade de longas madeixas e um enorme martelo, para lembramos de seus outros papéis. Para isto, o CinePOP elaborou um ranking do pior ao melhor filme, de acordo com a métrica do Rotten Tomatoes (RT). 

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Como dito, todos os filmes do universo Marvel estão de fora, também estão exclusos participações especiais, isto é, poucos minutos em tela como nos filmes da franquia Star Trek (2009 e 2013). Vamos a lista: 

12 – Amanhecer Violento (Red Down, 2012) – RT 14%

Nesta refilmagem de Amanhecer Violento (1984), originalmente protagonizada por Patrick Swayze e Charlie Sheen, Hemsworth é Jed Eckert. Ele lidera um grupo de jovens a lutar contra os inimigos invasores que tomaram o governo dos Estados Unidos. Obviamente, não possui a atualidade do original, no período da Guerra Fria, mas presta uma homenagem. O filme lidera o ranking na pior posição, porque os personagens são muito mal desenvolvidos e a lógica da invasão norte-coreana é completamente fora do tom. 

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11 – O Caçador e a Rainha de Gelo (The Huntsman: Winter’s War, 2016) – RT 16%

Motivados pela sucesso do primeiro filme A Branca de Neve e o Caçador (2012), com arrecadação de mais de $155 milhões apenas nos EUA, a Universal Pictures decidiu dar continuidade a saga. Apesar do elenco contar com Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain e Emily Blunt, o filme foi um fracasso comparado ao antecessor. Para ter uma idea, a bilheteria chegou a $48,3 milhões nos EUA. O visual continuou fabuloso, mas o enredo não comprovou a necessidade de uma sequência. 

10 – MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black: International, 2019) – RT 23%

Repetindo a dupla de Thor: Ragnarok (2017), Hemsworth e Tessa Thompson, a continuação da franquia MIB foi um dos maiores fiascos do ano passado. Depois do legado de Will Smith, a Columbia aproveitou o universo extraterrestre para explorar a simpatia do público pelos atores, mas a sugestão dos novos agentes não agradou o público e, muito menos, a crítica. Por outro lado, há rumores de um quinto filme com o elenco original. 

9 – Reféns do Crime (Ca$h, 2010) – RT 30%

9 Refens Do Crime

Como os dois primeiros trabalhos de Chris Hemsworth não estão nesta lista, Star Trek (2009) e A Trilha (2009), Reféns do Crime representa seu primeiro papel relevante em longas. A produção, no entanto, foi lançada diretamente em DVD não apenas no Brasil como também nos EUA. Dez anos atrás, o ator deu vida a Sam Phelan, um homem que encontra uma mala de dinheiro e começa a ser perseguido. O enredo, as atuações e a estrutura da obra são de filme B, contudo esta foi a sua primeira chance de mostrar que tinha jeito para a ação. 

8 – Hacker (Blackhat, 2015) – RT 33%

8 Hacker
8

Considerado uma das piores realizações do renomado Michael Mann, diretor de O Informante (1999) e O Último dos Moicanos (1992), Hacker é uma obra de temática oportuna – terrorismo cibernético -, mas com um enredo inerte e confuso. Sendo já uma super estrela como Thor (2011 e 2013), o ator não consegue salvar a trama intrincada e a produção naufraga em bilheteria, apenas $19,6 milhões no mundo inteiro.

7 – No Coração do Mar (In the Heart of the Sea, 2015) – RT 45%

No mesmo ano de Hacker e Vingadores: A Era de Ultron, Hemsworth fecha o calendário com a super produção de Ron Howard (Apollo 13,1995). Durante as filmagens, o ator chocou os fãs com as imagens de perda de massa muscular para viver o segundo capitão Owen Chase. Inspirado na história de origem do clássico Moby Dick, o filme possui ares de épico e uma belíssima composição fotográfica junto aos efeitos especiais. Contudo, a crítica não perdoou a junção de vários elementos de aventura, fantasia e o raso embasamento histórico. A produção custou por volta de $100 milhões e arrecadou $93,9 milhões no mundo inteiro, ou seja, foi um prejuízo, apesar de um grandioso espetáculo. 

6 – Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman, 2012) – RT 49%

Branca de Neve e o Caçador é melhor que No Coração do Mar? Poucas pessoas vão pensar duas vezes antes de responder, entretanto, como uma reinvenção dos contos de fábulas, o primeiro agradou mais que o segundo. Na onda deste modelo de filme, vide A Garota da Capa Vermelha (2011) e Espelho, Espelho Meu (2012), o sucesso de bilheteria foi estrondoso, o que deu origem a trágica continuação mencionada acima, quatro anos mais tarde. 

5 – 12 Heróis (12 Strong, 2018) – RT 50%

5 12 Herois

Chegamos ao Top 5 com um drama de guerra, liderado por Hemsworth e Michael Shane (Entre Facas e Segredos), sobre heróis da vida real diante dos desdobramentos após o 11 de setembro no Afeganistão. Sempre presente em tramas de ação, o ator consegue mostrar sua energia e aptidão para o tal, em contrapartida, as críticas aos seus projetos recaem sobre o raso conteúdo. Neste caso, o roteiro é tido como uma publicidade de enaltecimento norte-americano. 

4 – Resgate (Extraction, 2020) – RT 63%

A produção da Netflix destaca a grande capacidade de Hemsworth em conduzir sozinho um filme de ação. Além do protagonista Tyler hake, o ator também lança-se como produtor do filme, investindo o retorno do seu sucesso em Hollywood. Com uma empolgante trama de resgate, o filme tem como cenário um acerto de contas entre líderes do tráfico de Índia e Bangladesh, o que dá um toque de originalidade ao projeto. Afinal não é todo dia que vemos perseguição de carros nas ruelas de Dhaka [na realidade, as filmagens foram feitas em Ahmedabad, na Índia].

3 – Maus Momentos no Hotel Royale (Bad Times at the El Royale, 2018) – RT 75%

Lançado no mesmo ano que Vingadores: Guerra Infinita e 12 Heróis, a produção orquestrada por Drew Goddard (roteirista de Perdido em Marte, 2015) ficou às sombras e ganhou ares de cult, apesar do grande elenco composto por Jeff Bridge e Jon Hamm, para citar alguns. Na trama, sete estranhos, com sete segredos, se encontram no hotel do título e a trama brinca com o mistério de forma inteligente e contexto social, apoiada nas excelentes performances. 

2 – Rush: No Limite da Emoção (Rush, 2013) – RT 88%

Após ser escolhido para viver o personagem Thor do universo Marvel, este foi o principal trabalho de sua carreira de 10 anos. Elogiado até então pelo seu sexy appeal, a incorporação do piloto James Hunt o levou ao status de grande intérprete. Esta primeira parceria com o diretor Ron Howard, o levaria também ao epopeico No Coração do Mar (2015). Ademais, o filme recebeu duas nomeações ao Globo de Ouro – Melhor Filme de Drama e Melhor Ator Coadjuvante para Daniel Brühl (Adeus, Lênin, 2003)

1 – O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2012) – RT 92%

Lançado diretamente em DVD no Brasil, o filme roteirizado e dirigido por Drew Goddard [sim, o mesmo de Maus Momentos no Hotel Royale] tornou-se cult do gênero terror e considerado pela crítica um dos melhores filmes de 2012. Apesar da divulgação após Thor (2011), o filme é um dos primeiro do ator. Aqui, ele vive o jovem Curt, o estereótipo do esportista bonitão, mas com poucos neurônios. O sucesso da obra é devida a sua metalinguagem de discutir de forma divertida os clichês dos filmes de terror adolescentes e ainda conta com a participação especial de Sigourney Weaver (Alien, o Oitava Passageiro, 1979). 

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Letícia Alassë
Crítica de Cinema desde 2012, jornalista e pesquisadora sobre comunicação, cultura e psicanálise. Mestre em Cultura e Comunicação pela Universidade Paris VIII, na França e membro da Abraccine, Fipresci e votante internacional do Globo de Ouro. Nascida no Rio de Janeiro, mas desde 2019, residente em Paris, é apaixonada por explorar o mundo tanto geograficamente quanto diante da tela.

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Letícia Alassë
Letícia Alassë
Crítica de Cinema desde 2012, jornalista e pesquisadora sobre comunicação, cultura e psicanálise. Mestre em Cultura e Comunicação pela Universidade Paris VIII, na França e membro da Abraccine, Fipresci e votante internacional do Globo de Ouro. Nascida no Rio de Janeiro, mas desde 2019, residente em Paris, é apaixonada por explorar o mundo tanto geograficamente quanto diante da tela.