‘Superman – O Retorno’: Brandon Routh fala sobre a dificuldade de trabalhar com o diretor Bryan Singer

Durante uma entrevista para o Screen Rant, Brandon Routh confessou que foi extremamente complicado trabalhar ao lado do diretor Bryan Singer em ‘Superman – O Retorno’.

Na trama, Routh deu vida à Clark Kent/Superman, marcando a volta do personagem às telonas desde ‘Superman IV‘, lançado em 1987.

Questionado sobre o relacionamento com a equipe nos bastidores, Routh respirou fundo e disse:

“No geral, era um clima agradável. Mas de vez em quando [Bryan] Singer surtava. Por mais que ele fosse gentil comigo, eu via como ele tratava os outros e não era algo fácil de lidar.”

Apesar de não entrar em detalhes, Routh sugere que o cineasta agia com arrogância e desprezo com os outros funcionários da equipe.

E Routh não é o único a reclamar, pois Rami Malek contou ao The Guardian que “foi insuportável continuar as gravações de ‘Bohemian Rhapsody‘ e lidar com o ego de Singer“, que estava assumindo a direção.

Consequentemente, o cineasta foi demitido e substituído por Dexter Fletcher.

No ano passado, Sophie Turner conversou com a Rolling Stone e admitiu que guarda péssimas lembranças de Singer por causa de seu temperamento explosivo nos bastidores de ‘X-Men: Apocalipse‘.

Além disso, o cineasta foi alvo de diversas acusações de assédio sexual envolvendo menores de idade, inclusive foi obrigado a pagar uma indenização de US$ 150.000 a uma das supostas vítimas.

O valor foi estabelecido a partir de um acordo judicial firmado entre ambas as partes.

Cesar Sanchez-Guzman entrou com uma ação contra Singer, em 2017, alegando que o diretor teria abusado sexualmente dele em 2003, durante uma festa em um iate, em Seattle. Na ocasião, o rapaz tinha apenas 17 anos.

Embora tenha aceitado formalizar um acordo com Sanchez-Guzman, Singer reiterou sua inocência. E por meio de um comunicado oficial, emitido por seu advogado, Andrew Brettle, ele reforçou sua defesa: “O Sr. Singer negou, mesmo conhecendo o indivíduo, ter tido interações com ele há 15 anos”.

A suposta vítima também está enfrentando um processo, por ter declarado falência em 2014. Os credores de Sanchez-Guzman reabriram o seu caso contra ele, alegando que o rapaz não teria declaro o desenvolvimento de seu caso contra Singer como parte de seus ativos e bens. Sua dívida diz respeito a empréstimos estudantis.

Isso significa que, dos US$ 150 mil firmados via acordo, pouco menos de US$ 61 mil serão entregues aos credores da suposta vítima. O restante do valor, exceto os custos legais da ação, ficarão com Sanchez-Guzman.

Depois das acusações, Singer não dirigiu nenhum novo filme me Hollywood.

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