Anjos da Lei 2

Anjos da Lei 2

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Mais humor e muito mais bromance

Baseado na série de TV dos anos 1980 (que revelou o astro Johnny Depp), Anjos da Lei (2012) se tornou um enorme sucesso de público e crítica (principalmente nos EUA). Os motivos foram três. O roteiro escrito por Michael Bacall e Jonah Hill, a direção frenética da dupla Phil Lord e Christopher Miller (responsáveis pelo igualmente alucinado Uma Aventura Lego) e a química perfeita dos protagonistas Hill e Channing Tatum. O sucesso em Hollywood se traduz em continuação, mas aqui felizmente Anjos da Lei 2 é cínico o bastante para brincar inclusive com esta condição.

O próprio título original, 22 Jump Street (ao invés do tradicional 21), já é motivo de piada, quando a delegacia secreta é transferida para a igreja abandonada ao lado da antiga. A dupla protagonista Schmidt (Hill) e Jenko (Tatum) se graduou e agora vão para a universidade. Lá, precisam desvendar um novo caso de drogas envolvendo a morte de uma aluna. O esperado era que a sequência repetisse o original, no entanto, Anjos da Lei 2 se sai tão bem, que pode ser dito ter superado seu antecessor.

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O humor continua uma metralhadora, atirando para todos os lados. Sobram piadas internas, referências ao primeiro filme, ironia aos clichês de filmes de ação, e por aí vai. Grande parte disso já havia sido apresentado na produção anterior, porém, esta sequência consegue elevar ainda mais o material, rompendo os limites. Mesmo que não queiramos admitir, Anjos da Lei 2 é um filme muito engraçado e funciona. Se torna mais satisfatório do que o anterior porque agora já sabemos exatamente o que esperar. O filme usa de humor inteligente e quando precisa utilizar de humor idiota, o faz sabendo do fato, apontando para ele e rindo junto conosco.

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A direção continua com Lord e Miller, e Jonah Hill apenas cria a história (sem assinar o roteiro desta vez). Se no primeiro a aposta era na inversão de papéis dos protagonistas (Hill era o popular e Tatum andava com os nerds) e em uma segunda chance no colegial, aqui o mote é o relacionamento de amizade entre a dupla, o chamado bromance (relacionamento entre homens heterossexuais, próximo a um romance). Dessa vez é Tatum quem recebe uma segunda chance, quando os laços de amizade com o provável traficante (Wyatt Russell) o levam a uma possível carreira como jogador de futebol americano.

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O fato o afasta de seu parceiro. Como consolação, Hill se aproxima da bela Maya (Amber Stevens), uma estudante de arte, com quem desenvolve um relacionamento amoroso. Desta subtrama sai uma das guinadas mais histéricas do roteiro. Mais do que seu predecessor, Anjos da Lei 2 é uma grande brincadeira, que não se leva a sério nem por um minuto. Tudo é criado de forma jocosa, nos deixando entretidos durante toda a projeção.

É admirável perceber como um roteiro pode ser trabalhado de tal forma, na qual não nos dá descanso do seu humor autoconsciente.  Tudo parece existir para tirar sarro de algo, ou como base de um comentário satírico sobre elementos formadores de sua própria estrutura. As idades dos protagonistas, velhos demais para a universidade, é uma gag recorrente aqui. Uma das piadas mais legais vem com as cenas entre os créditos, que brincam incessantemente com as possíveis continuações.  Anjos da Lei 2 já é anunciado como a continuação mais engraçada de todos os tempos. Veja e confirme.


Crítica | Extraordinário é extraordinário... e vai te fazer chorar litros!


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