Atualmente em exibição nos cinemas, a cinebiografia ‘Michael’ mergulha na trajetória do Rei do Pop até o auge da era “Bad”, em 1988. No entanto, novas informações revelam que o projeto original era muito mais denso e pretendia abordar diretamente as denúncias de pedofilia que marcaram a vida do cantor.
De acordo com a Variety, o roteiro inicial utilizava a técnica ‘no meio dos acontecimentos’, começando em 1993, um dos períodos mais sombrios de Jackson. A cena de abertura mostraria o artista confrontando seu reflexo enquanto luzes de viaturas policiais brilhavam ao fundo, sinalizando o início das investigações de abuso sexual infantil no rancho Neverland.
Embora o plano original fosse dedicar grande parte do terceiro ato ao impacto dessas acusações, a sequência foi inteiramente descartada. Segundo fontes da produção, o corte ocorreu após advogados do espólio de Jackson, que atua como produtor do filme, identificarem uma cláusula contratual em um acordo firmado com Jordan Chandler, um dos acusadores, que proíbe qualquer menção ou representação dele em produções cinematográficas.
A descoberta tardia forçou uma reformulação completa do desfecho. Somado a isso, o roteirista John Logan enfrentou problemas pessoais quando sua casa foi atingida por um incêndio, atrasando o cronograma. Como resultado, o lançamento, inicialmente previsto para abril de 2025, foi adiado sucessivamente até chegar à primavera de 2026.
Para salvar o projeto, o elenco se reuniu por 22 dias em Los Angeles para filmagens adicionais, focadas em um novo terceiro ato. Essas refilmagens elevaram o orçamento, inicialmente aprovado em US$ 155 milhões, em cerca de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões. O espólio de Jackson assumiu os custos extras e, consequentemente, aumentou sua participação financeira no lucro do longa.
‘Michael’: Cinebiografia teria cena do cantor sendo PRESO em 1979
Agora, em vez de encerrar com controvérsias judiciais, ‘Michael’ finaliza sua narrativa com o astro no auge da turnê “Bad”. A cena final mostra o cantor se preparando para subir ao palco para uma performance eletrizante, preservando a imagem gloriosa do artista.
Apesar dos cortes, o estúdio não descartou o material removido, cerca de 30% do conteúdo deletado pode ser utilizado em futuras sequências. O produtor Graham King já indicou que possíveis continuações focariam nos álbuns “Dangerous” (1991) e “Invincible” (2001), além da construção de Neverland.
Internamente, espera-se que o filme arrecade pelo menos US$ 700 milhões globalmente.
‘Michael’ está em cartaz nos cinemas nacionais.
Crítica 2 | ‘Michael’ é uma embalagem bonita para uma caixa VAZIA. Para alguns, isso basta…
Dirigido por Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’, ‘O Protetor’), o filme propõe um retrato cinematográfico profundo sobre a vida e o legado de Michael Jackson. A trama vai além dos palcos, acompanhando a jornada do artista desde a descoberta de seu talento precoce como líder dos Jackson Five até sua transformação em um visionário global, impulsionado pela busca incessante de se tornar o maior artista do mundo.
O roteiro, assinado pelo três vezes indicado ao Oscar John Logan (‘Gladiador’, ‘O Aviador’), oferece ao público um lugar na primeira fila para observar a vida de Michael fora dos holofotes, alternando com as performances mais emblemáticas do início de sua fase solo.
A cinebiografia marca a estreia de Jaafar Jackson no cinema, assumindo o desafiador papel de seu tio. O elenco principal conta ainda com nomes de peso da indústria: Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier e Juliano Krue Valdi.
A produção executiva está sob o comando do vencedor do Oscar Graham King (‘Bohemian Rhapsody’), em parceria com John Branca e John McClain, figuras ligadas diretamente ao espólio de Michael Jackson e responsáveis por projetos como ‘This Is It’.



