Se 2019 provou ser um grandioso ano para a música, 2020 vem superando todas as nossas expectativas ao se transformar em uma gigantesca e quase generalizada homenagem às dançantes produções dos anos 1970, 1980 e 1990.

Desde o estrondo sonoro que Dua LipaThe Weeknd causaram com álbuns irretocáveis até o retorno de Lady Gaga ao gênero que a colocou no topo do mundo, diversas canções nos encantaram nesses breves quatro meses – e merecem nossa total atenção.

Por isso, separamos uma singela lista que traz para você as 15 melhores músicas lançadas neste ano (até o momento é claro).



Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

15. “I LOVE YOU’S”, Hailee Steinfeld

Hailee Steinfeld vem nos prometendo seu álbum de estreia há alguns anos e, desde o lançamento de seu single “I Love Myself”, trilhou um delicioso caminho de amadurecimento que passou por “Back to Life”, “Afterlife” e, finalmente na incrível rendição de “I Love You’s”, que faz homenagem do melhor jeito possível à canção de Annie Lennox – sem deixar de imprimir sua identidade upbeat e seus profundos e poéticos versos.

14. “RING”, Selena Gomez

Selena Gomez é outro nome que vem ganhando mais força com o passar dos anos. Seis anos depois de lançar Revival, a artista voltou imbatível com o que podemos apenas encarar como a melhor entrada de sua discografia – o íntimo, sexy e poderoso Rare, que conta com uma das melhores faixas de sua carreira. “Ring” é um flerte com suas raízes latinas que move-se através de uma sensual e envolvente batida (e apostas em vocais que oscilam entre o contralto e o soubrette).

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13. “BY MYSELF”, Maya Hawke

Se Maya Hawke já nos encantou com sua performance como Robin na adorada série Stranger Things, é bem provável que sua cândida voz venha nos arrebatar para um mundo onírico. Investindo em sua ainda recém-nascida carreira musical, Hawke nos presenteou com o suave country-rock “By Myself”, salpicada com uma mistura perfeita de vocais dramáticos e um baixo simplesmente delicioso que nunca deixa de mostrar sua presença no cenário fonográfico.

12. “CHASING THUNDER”, Kesha

Depois de vencer a complicada batalha contra seus próprios demônios, Kesha recuperou sua alegria de viver e demonstrou que estava pronta para abraçar seu novo lado com High Road – e, quando já pensávamos que ela não poderia superar a si mesma, ela escolheu a música certa para concluir seu mais recente álbum de estúdio: o hino “Chasing Thunder”, que une elementos country-pop e do gospel com um poderoso e inesquecível liricismo.

11. “MISTAKES”, Jonas Blue & Paloma Faith



2020 vem se mostrando um ano de prosperidade para o pop – que havia, já há algum tempo, rendido-se ao trap e ao rap. E, no centro de tudo isso, temos o retorno triunfante de Paloma Faith, que desceu de seu pedestal como atriz para mergulhar no synth-pop com a minimalista “Mistakes”, composta ao lado do produtor Jonas Blue, que deixa o escopo sonoro em segundo plano e permite que a cantora renda-se a uma narcótica performance.

10. “ROSES”, Adam Lambert 

Se há alguém que sabe a importância do final do século passado para a música contemporânea, esse alguém é Adam Lambert. Ascendendo em uma carreira astronômica, o cantor e compositor conseguiu encontrar-se mais uma vez em uma zona de conforto exuberante, haute couture e sinestésica com “Roses”, a melhor faixa de Velvet – ainda mais quando percebemos que o lendário Nile Rodgers emprestou seus instrumentos e sua produção para a construção dessa track.

9. “BOSS BITCH”, Doja Cat

Aves de Rapina: O Álbum já abre do melhor jeito possível com a incrível proeminência de Doja Cat e a impecável arquitetura de “Boss Bitch”. Apesar de bastante familiar (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), a canção transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz.

8. “SILVER LANDINGS”, Mandy Moore



Mandy Moore ficou mais de uma década sem voltar ao cenário musical, tendo se isolado para uma desintoxicação em prol de saúde. E, quando menos esperávamos, a atriz e cantora retornou de modo triunfal com o álbum Silver Landings, imprimindo sagazmente um grand finale homônimo que, mesmo não caindo no gosto popular, tem uma emocionante identidade própria que trabalha com a repetição de acordes e vocais impecáveis.

7. “YOU SHOULD BE SAD”, Halsey

Em ManicHalsey abusa da essência do country-pop, mostrando que não pensa duas vezes antes de honrar suas principais influências: a ambientação explorada na emergência de Alanis Morissette é retraída para um dark-country-rock em “You Should Be Sad”, cujas declarações de superação são acompanhadas de uma frenética guitarra e uma ecoante superposição de vozes – o que explica o fato da canção ser o ápice do álbum e uma das melhores de sua carreira.

6. “STUPID LOVE”, Lady Gaga

Depois de faturar praticamente todos os prêmios de música e de atuação com Nasce Uma Estrela, Lady Gaga se mostrou pronta para voltar ao pop do modo mais colorido e vibrante possível. Em “Stupid Love”, a lendária artista segue os passos de seus conterrâneos e abre as portas para uma respaldo oitentista que nos lembra desde as demarcadas produções de Robyn até os próprios discos da cantora (como Born This Waye ARTPOP).


5. “BREAK MY HEART”, Dua Lipa

Em “Break My Heart”, Dua Lipa logo de cara opta por usar seus vocais mais graves, oscilando à medida que o minimalista synth-pop transforma-se numa onírica balada antes de um incrível dropbeat que deixaria Diana Ross e Gloria Gaynor extremamente orgulhosas. Envolta pelas notas agudas dos violinos e pela retumbante bateria, ela nos apresenta uma divertida história de amor ambientada num videoclipe irretocável, cuja direção de arte oscila entre o kitsch e o camp sem perder a mão de sutilezas coloridas, vibrantes – e bastante narcóticas.

4. “CUT YOU OFF”, Selena Gomez

Selena Gomez nos causou uma comoção gigantesca em 2020 e, além de Rare (que já ganhou seu espaço especial alguns itens acima), a cantora rendeu-se à melodia sensual do R&B com “Cut You Off”. A música, apesar de nutrir de uma inesperada e chocante coincidência “Never Be The Same”, ganha vida própria com a utilização do baixo e da bateria e também com libertadores versos de amadurecimento e superação.

3. “BLINDING LIGHTS”, The Weeknd

The Weeknd manteve seu posto imperial fonográfico com o lançamento de After Hours – e, mais que isso, com a divulgação do single “Blinding Lights”. A canção presta homenagem de forma escancarada a bandas como a-ha, emprestando um sample acelerado de “Take On Me” à medida que se aproxima do new wave e, principalmente, do dream-pop que nos arremessa de volta para a techno-music dos anos 1970.

2. “ONLY THE YOUNG”, Taylor Swift

Taylor Swift é, sem sombra de dúvida, um prolífico nome da esfera musical que não tem medo de arriscar: pulando do country para o pop, de lineares letras sobre relacionamentos para ácidos hinos políticos, a habilidade da artista em compor músicas é invejável e inegável – e, com o lançamento do documentário Miss Americana, Swift aproveitaria o momento de realização do longa para lançar o pungente “Only The Young” – uma espécie de balada mid-tempo electro-pop delineada com a conhecida mão de Joel Little (“Royals”) que nutre da produção impecável de ‘1989’ e vem à tona como uma música mais que necessária para os tempos atuais.

1. “PHYSICAL”, Dua Lipa

Dua Lipa ganhou o mundo em 2017 com seu single de estreia, “New Rules” – mas não seria até 2020 que calcaria seu nome como uma das futuras A-list da música contemporânea.

Meses depois de lançar “Don’t Start Now”, ela tomaria conta de praticamente todos os aplicativos de música com a estreia de Future Nostalgia (sem sombra de dúvida, o melhor álbum do ano até o presente momento). E é claro que tamanho sucesso crítico não poderia existir sem levarmos em conta a iteração intitulada “Physical”, que exala uma mistura bastante equilibrada e enérgica das explorações de Olivia Newton-John décadas atrás e da idealização da performer em homenagear todos os nomes que a influenciaram como musicista.

Acompanhada de nada menos que dois videoclipes icônicos, Dua Lipa trabalha ao lado de Jason Evigan e Koz para dar vida a uma enfática e vigorosa track que não falha em nenhum momento – e não deixa absolutamente nenhum elemento que absorve fora dos holofotes.

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