Legacy of Lies estreia neste domingo, 01 de agosto, no canal Space

A emocional busca por redenção, cercada por um contexto de ultraviolência gráfica, trouxe um novo frescor para o gênero de ação. Liderado pela franquia de John Wick, esse quase subgênero repleto de catarse tem se consolidado como uma sensação global justamente por sair da zona de personagens bidimensionais, para um cenário onde a sensibilidade e a virilidade masculina caminham lado a lado. E Legacy of Lies embarca nesse zeitgeist hollywoodiano, com uma trama um tanto genérica, mas que cumpre o seu papel com facilidade.

Aqui, um ex-agente secreto do MI6 volta ao mundo da espionagem para uma última e perigosa missão, que o levará a confrontar os erros e as perdas do passado que ainda perseguem suas memórias. Com uma pequena filha e uma vida singela, esse hábil e solitário lobo deve desvendar uma conspiração, resolver seus problemas pessoais sozinhos e salvar a sua pequena garota, que segue refém nas mãos de uma perigosa magnata do crime. Fazendo um recorte de diversos filmes de ação, Legacy of Lies pode até não ser original ou disruptivo como fora John Wick em 2014 (a ponto até mesmo de mudar o nome do primeiro filme, tamanho seu impacto cultural), mas consegue ser uma enérgica e dinâmica experiência cinematográfica, que agrada os amantes do gênero.



Com Scott Adkins colocando todas as suas habilidades marciais para jogo, a produção segue do começo ao fim com um ritmo acelerado, dando pouco tempo de descanso para a audiência. Com cenas mais gráficas, o filme é uma boa sessão pipoca para quem apenas espera se divertir sem muito compromisso – com um entretenimento que não lhe exigirá tanto. Trazendo uma forte descarga de adrenalina, a produção abusa nas lutas corpo a corpo e prefere não se aprofundar tanto em sua narrativa, que flerta com questões sociopolíticas da Europa Oriental.

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Trazendo ainda um drama familiar com um toque de O Profissional, o thriller de ação perde um pouco por ter personagens pouco expressivos e que gerem uma genuína identificação, deixando o trabalho maior nas mãos de Adkins. Parte disso se dá em virtude dos inúmeros recortes que o filme faz de tantos outros sucessos que ainda seguem memoráveis para os cinéfilos mais ávidos. Independente disso, quando se trata da mais pura ação, o cineasta Adrian Bol acerta com sua câmera acelerada e cortes rápidos, proporcionando uma experiência envolvente para a audiência. Dando margem para uma nova sequência, Legacy of Lies é um ótimo programa de domingo e não vai frustrar as expectativas de quem ama uma boa e bem coreografada porradaria.

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