Recentemente foi divulgado que o Spin-off centrado em Furiosa, novamente dirigido por George Miller, começa a tomar forma. A personagem fez sua estreia nas telonas no indicado ao Oscar Mad Max – Estrada da Fúria (2015), umas das melhores coisas produzidas no terreno do entretenimento nos últimos vinte anos. O filme, é claro, é o quarto da franquia Mad Max – todos comandados por Miller. O papel foi imortalizado pela musa Charlize Theron, que de cabeça raspada, sem braço e toda suja fez da durona não somente a melhor personagem de sua carreira, mas uma das melhores femininas da história do cinema.

É claro que todos choraram pela não indicação da atriz e na pele de Furiosa, Theron sequestrou o filme do herói para si. Os fãs imediatamente clamavam por mais da personagem e, claro, mais de Theron. A notícia do filme solo da personagem, no entanto, não foi recebida com o maior dos entusiasmos. Explico: Furiosa agora receberá as formas da jovem Anya Taylor-Joy (A Bruxa). Joy, não me levem a mal, é uma ótima atriz, mas o que todos queriam mesmo era ver Theron de volta ao papel. Acontece que Miller e a equipe criativa optaram por uma prequel – um filme de origem para a personagem, apresentando sua juventude e como ela chegou no ponto onde a encontramos em Estrada da Fúria (e provavelmente saberemos como ela perdeu seu braço).

Pensando nisso, resolvemos criar esta nova matéria focada em filmes que trocaram os intérpretes que haviam imortalizado seus personagens ao optar por uma história de origem para eles. Vem conhecer.

Furiosa



O derivado de Estrada da Fúria ainda não ganhou seu título oficial, mas já foi confirmado pela Warner e terá o veterano George Miller, no auge de seus gloriosos 75 anos, na direção. Fora isso, foram confirmados também os atores Chris Hemsworth (Resgate) e Yahya Abdull-Mateen II (A Lenda de Candyman) no elenco – em personagens ainda não divulgados. Curiosamente, os dois são anunciados para outro filme dentro do universo Mad Max além deste, ou seja, terão papeis importantes. O que o filme não terá é a musa Charlize Theron novamente na pele de Furiosa, já que este filme de origem promete a jovem Anya Taylor-Joy, saída de Os Novos Mutantes, no papel protagonista. Esperamos que a Warner reconsidere e traga Theron de volta para uma nova história que continue Estrada da Fúria, em algum momento.

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Mad Max – Estrada da Fúria

Por falar no recém anunciado spin-off, esta não foi a primeira vez dentro da franquia apocalíptica que um rosto muito conhecido mudou de forma, é claro. Basta olharmos para o personagem que dá nome à franquia. Max Rockatansky começou sua carreira nas telonas e nas estradas lá atrás em 1979, nas formas de um Mel Gibson de então 21 aninhos. O filme ganhou uma continuação em 1981 e um desfecho para a trilogia em 1985 – com Gibson ainda sem completar 30 anos. Fenômeno cult, a trilogia Mad Max viveu no imaginário dos fãs de cinema com seu conteúdo pós-apocalíptico e muita ação. Mas o status de superprodução seria atingido trinta anos depois do último filme até então lançado, com Estrada da Fúria, quarto episódio que tirou a franquia do limbo dos 80’s. A esta altura Mel Gibson se encontrava com 57 anos, mas ainda demonstrando que podia ser um bad ass. A opção, no entanto, foi por um Max mais jovem, na pele de Tom Hardy, na época com 38 anos.

Han Solo – Uma História Star Wars

Desnecessário, sem graça e problemático, este derivado com um dos personagens mais carismáticos da franquia Star Wars demonstrou que não é qualquer coisa que eles joguem nas telas que os fãs irão comprar. Ninguém havia pedido um filme de origem do querido pirata espacial Han Solo, mas até que a coisa poderia funcionar se a visão insana de Christopher Miller e Phil Lord tivesse sido bancada até o fim pela Disney – nova detentora dos direitos da série. O medo de arriscar foi tão grande que terminaram decidindo pela demissão da dupla do projeto, contratando nos 45 do segundo tempo o “quadradão” Ron Howard. Resultado: um filme sem sal, sem gosto e sem personalidade, daqueles que esquecemos na semana seguinte. A superprodução se mostrou um dos maiores prejuízos do estúdio em anos recentes. O pé atrás, porém, havia começado com o anúncio de Alden Ehrenreich no papel de Solo – então conhecido somente nas formas de Harrison Ford. E você consegue imaginar mais alguém no papel? Devia ter continuado assim, ainda mais quando levamos em conta que Ford havia retornado ao personagem três anos antes em O Despertar da Força (2015).



Jack Ryan

Por falar em Harrison Ford, o ator é perfeito para certo tipo de papel. Ele consegue fazer bem o cafajeste com o sorrisinho do canto de boca – vide Han Solo e Indiana Jones -, mas ficou mais conhecido em sua carreira como o sujeito íntegro e incorruptível. O protótipo do bom moço profissional caiu como uma luva para o agente da CIA Jack Ryan, saído das páginas dos livros de Tom Clancy nas formas de Ford direto para os filmes Jogos Patrióticos (1992) e Perigo Real e Imediato (1994). Tudo bem, tá certo que a primeira aparição de Ryan nas telas foi como coadjuvante nas formas de Alec Baldwin – mas sem marcar muito, já que os holofotes absolutos eram do protagonista Sean Connery no papel de um Capitão russo de um submarino em Caçada ao Outubro Vermelho (1990). Na hora da trinca para Ford, a Paramount optou pelo início de Ryan nas formas de Ben Affleck (30 anos) em A Soma de Todos os Medos (2002). Não deu certo. E de novo, desta vez com Chris Pine (34 anos) em Operação Sombra (2014). Adivinhe? Burros n’água. Agora parece que as coisas finalmente fluíram na TV com a série Jack Ryan, da Amazon, onde o personagem é vivido por John Krasinski (40 anos).

O Poderoso Chefão 2

Nem toda troca de ator num papel icônico é ruim, afinal para toda regra existe a exceção. Quando falamos em O Poderoso Chefão (1972), clássico irretocável de Francis Ford Coppola, a imagem que nos vem logo à mente é a figura de Marlon Brando como o patriarca da família Corleone, Don Vito. O filme ganhou o Oscar e se mantém como favorito de 9 entre 10 cinéfilos. E no meio de tanto status lá está a estatueta da Academia para Brando. Na continuação, lançada dois anos depois, a história de Michael (Al Pacino) é continuada, mas uma reviravolta narrativa fez do segundo Poderoso Chefão uma das melhores continuações de todos os tempos. O fato da trama ser contada em duas linhas temporais. Ao mesmo tempo em que segue Michael continuando os eventos do primeiro, o filme volta ao passado para mostrar Vito de sua origem à ascensão, agora nas formas de um então promissor jovem chamado Robert De Niro. Resultado, Oscar nele também, fazendo o ator entrar pela porta da frente no time A de Hollywood.



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