‘Michael’: Spike Lee defende ausência de polêmicas em cinebiografia do Rei do Pop

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Atualmente em exibição nos cinemas, a cinebiografia Michael mergulha na trajetória do Rei do Pop até o auge da era “Bad”, em 1988. Apesar do sucesso de público, o longa se encontra no centro de uma polêmica devido à ausência de menções às acusações de abuso de menores que marcaram os anos posteriores da vida do cantor.

De acordo com a Variety, o cineasta Spike Lee manifestou-se em defesa da produção. Lee, que afirmou ter assistido ao filme duas vezes e “adorado”, argumentou que, como a trama termina em 1988, cinco anos antes da primeira acusação surgir em 1993, não faz sentido criticar a ausência do tema, já que ele não pertence ao período retratado.

“Antes de tudo, se você é um crítico de cinema e está reclamando dessas coisas… mas o filme termina em 88”, disse Lee. “As acusações que você menciona acontecem depois. Então você está criticando o filme por algo que quer ver nele, mas que não funciona dentro da cronologia da história. E ainda assim, o público compareceu. No mundo todo, as pessoas demonstraram seu amor”.

Lee, que teve uma relação próxima com o astro, também compartilhou um tom nostálgico: “Sinto falta do Mike. Sinto falta do Prince. Eles eram meus irmãos. Trabalhei com os dois. Pessoas lindas, lindas”.

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Embora a decisão de omitir os escândalos tenha gerado debate, a escolha não foi puramente criativa. Segundo apuração da Variety, o roteiro original previa uma abordagem bem diferente para o encerramento da obra.

Originalmente, grande parte do terceiro ato mostraria Jackson lidando com as consequências da primeira denúncia pública. No entanto, o espólio do cantor descobriu uma cláusula no acordo judicial de 1993 com Jordan Chandler que proibia a representação ou menção do jovem em projetos cinematográficos. Diante do impedimento legal, a equipe precisou refazer o final, focando o conflito dramático na relação conturbada de Michael com seu pai, Joe Jackson.

A descoberta tardia forçou uma reformulação completa do desfecho. Somado a isso, o roteirista John Logan enfrentou problemas pessoais quando sua casa foi atingida por um incêndio, atrasando o cronograma. Como resultado, o lançamento, inicialmente previsto para abril de 2025, foi adiado sucessivamente até chegar à primavera de 2026.

Para salvar o projeto, o elenco se reuniu por 22 dias em Los Angeles para filmagens adicionais, focadas em um novo terceiro ato. Essas refilmagens elevaram o orçamento, inicialmente aprovado em US$ 155 milhões, em cerca de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões. O espólio de Jackson assumiu os custos extras e, consequentemente, aumentou sua participação financeira no lucro do longa.

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Agora, em vez de encerrar com controvérsias judiciais,Michael finaliza sua narrativa com o astro no auge da turnê “Bad”. A cena final mostra o cantor se preparando para subir ao palco para uma performance eletrizante, preservando a imagem gloriosa do artista.

Apesar dos cortes, o estúdio não descartou o material removido, cerca de 30% do conteúdo deletado pode ser utilizado em futuras sequências. O produtor Graham King já indicou que possíveis continuações focariam nos álbuns “Dangerous” (1991) e “Invincible” (2001), além da construção de Neverland.

Michael’ está em cartaz nos cinemas nacionais.

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Dirigido por Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’, ‘O Protetor’), o filme propõe um retrato cinematográfico profundo sobre a vida e o legado de Michael Jackson. A trama vai além dos palcos, acompanhando a jornada do artista desde a descoberta de seu talento precoce como líder dos Jackson Five até sua transformação em um visionário global, impulsionado pela busca incessante de se tornar o maior artista do mundo.

O roteiro, assinado pelo três vezes indicado ao Oscar John Logan (‘Gladiador’, ‘O Aviador’), oferece ao público um lugar na primeira fila para observar a vida de Michael fora dos holofotes, alternando com as performances mais emblemáticas do início de sua fase solo.

A cinebiografia marca a estreia de Jaafar Jackson no cinema, assumindo o desafiador papel de seu tio. O elenco principal conta ainda com nomes de peso da indústria: Colman Domingo, Nia LongMiles TellerLaura Harrier e Juliano Krue Valdi.

A produção executiva está sob o comando do vencedor do Oscar Graham King (‘Bohemian Rhapsody’), em parceria com John Branca e John McClain, figuras ligadas diretamente ao espólio de Michael Jackson e responsáveis por projetos como This Is It’.

José Guilherme
José Guilherme
José Guilherme é jornalista formado e apaixonado por boas histórias desde a infância. Atua na cobertura de cultura desde 2023, com foco em cinema, séries e animes. Entusiasta do audiovisual, também valoriza boas conversas tanto quanto grandes narrativas.

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