Talvez nem todos saibam, mas o CinePOP nasceu do amor pelos filmes de terror e da vontade de estar em contato com seus fãs. Sendo assim, nada mais natural que demos muita ênfase a este gênero tão amado por uma grande parcela dos cinéfilos em geral. O ano de 2020 não foi fácil para ninguém. Fechou os cinemas, nos fazendo apoiar somente nas plataformas de streaming para conferir nossos filmes de cada dia. No meio de tudo, não faltaram filmes de terror. Algumas preciosidades e outras tantas tranqueiras.

Caótico, assustador e fatídico como um bom filme de terror deve ser, 2020 não foi capaz de nos derrotar e ainda assim conseguimos reunir dez grandes produções cinematográficas do gênero terror para apontar numa lista. Sem mais delongas, vamos conhecer os piores filmes de terror de 2020. Ah sim, não esquecendo que esta não é exclusivamente a opinião do CinePOP, mas sim uma mescla da média das avaliações da imprensa especializada geral e, é claro, do grande público. Confira abaixo.

10 | Você Deveria Ter Partido



Começamos a lista “do lixo” com um filme que chegou direto em vídeo no Brasil. Bem, isso é quase uma redundância em se tratando de 2020. Apesar deste entrave, a obra tem sim bastante pedigree. No elenco protagonizando temos Kevin Bacon e Amanda Seyfried (que pode ser nomeada ao próximo Oscar por seu trabalho em Mank). E na direção, David Koepp, roteirista de sucessos colossais de bilheteria vide Jurassic Park (1993), Missão: Impossível (1996) e Homem-Aranha (2002), em seu primeiro filme na direção em cinco anos, desde que entregou o horrendo Mortecai, com Johnny Depp. Aqui, em sua segunda colaboração com Bacon (depois de Ecos do Além), o cineasta volta a investir numa história de casa assombrada. Para os críticos, apesar dos ingredientes certos, o filme nunca atinge seu potencial, ficando apenas na promessa.

09 | Jovens Bruxas – Nova Irmandade

Aproveite para assistir:



Quando o trailer para este filme foi lançado, ele confundiu bastante os fãs, que ficaram sem entender se seria um remake, uma continuação ou um reboot. No fim, acabou sendo um pouco de tudo. O filme recicla as mesmas cenas e até diálogos do original, assim como a estrutura de sua história (sendo uma refilmagem), mas ao mesmo tempo cita personagens do original (querendo ser uma continuação). No fim, é apenas uma desculpa para a Blumhouse capitalizar em cima de uma marca conhecida (um reboot). Para os críticos, apesar da boa intenção, o filme só serve mesmo para os aficionados pelo filme original.

08 | Os Novos Mutantes

Alguns filmes entram para a história, não por sua qualidade atemporal, mas sim pela grande problemática envolvendo seus bastidores. Os Novos Mutantes é um dos que mais chama atenção negativamente em anos recentes. Tudo porque sua data de estreia foi mudada tantas vezes, que os fãs ficavam se perguntando se algum dia veriam este filme realizado. Primeiro veio a compra da Fox pela Disney, e depois a pandemia. No meio disso tudo, o longa se tornava quase uma lenda urbana. Anunciado como primeira investida dos filmes de super-heróis pelo terreno do terror, Os Novos Mutantes se mostrou uma obra sofrida, chutada de um lado para o outro. E quando finalmente foi exibido ao público, metade execrou e a outra metade deu de ombros. Mas para os críticos, o filme torna inerte seus ingredientes potencialmente explosivos.



07 | Antebellum

Os trailers servem como uma prévia, para nos preparar para o que assistiremos no filme todo. Servem como um resumo para sabermos se determinada obra nos interessa ou não. Para nos mostrar o que estreará em breve. Ao ponto de muitos acharem que são os trailers a melhor parte da experiência de ir ao cinema. Bem, atualmente eles também possuem a função de nos enganar – quando o filme é picareta, é claro. Em anos recentes caímos feito patinhos com trailers como o de Esquadrão Suicida, por exemplo. Antebellum é um dos exemplos mais recentes. Sua prévia enigmática prometia uma panela de pressão racial no nível de Corra! (2017). Mas o que recebemos… bem, foi algo muito mais simplório, para dizer no mínimo. Para os críticos, o filme estrelado pela musa Janelle Monaè “falha em conectar suas imagens com qualquer sentido, resultando numa experiência desagradável que carece de substância e sustos”.

06 | Inheritance / Herança

2020 foi o ano em que a jovem atriz Lily Collins fez bastante sucesso à frente da série da Netflix Emily em Paris. Apesar de criticada por muitos, em especial os franceses, por seu retrato estereotipado dos cidadãos do país, o programa deu o que falar, foi assistido por muita gente, caiu nas graças de outras tantas, e se tornou uma das produções de maior audiência na plataforma. Mas nem só de glamour e passeios pela cidade das luzes foi feito o ano na magérrima atriz. Collins também estrelou este terror, no papel de uma advogada que recebe, após o falecimento de seu pai, uma herança traumática e assustadora. Na mansão deixada para ela, um quarto está escondido no subsolo – e no local, um homem aprisionado. Os críticos chamaram o filme de “pretenso suspense que espera muito tempo para abraçar sua premissa bizarra”. Para eles, “esta herança dever ser prontamente recusada”.

05 | O Grito



O jovem diretor Nicolas Pesce vinha dos elogios de seu trabalho anterior, Piercing (2018), quando aceitou ficar à frente do reboot de O Grito para a Sony, inclusive escrevendo seu roteiro. Em alguns vespeiros não devemos mexer. Pesce fez o melhor que pôde, injetando certa originalidade nessa premissa, mas parece que a ideia para este reboot que ninguém havia pedido já nasceu morta. A favor do longa, um elenco muito renomado, que conta ainda com dois indicados ao Oscar (Jacki Weaver e Demián Bichir). Na área da criatividade, Pesce investe em três linhas narrativas que se entrelaçam, e ainda confecciona um clima mais puxado para o chamado “terror de arte”, com uma narrativa deliberadamente lenta, focado na construção de uma atmosfera. Nada adiantou. O filme foi chamado de “monótono e genérico” pelos especialistas, que ainda enfatizaram o desperdício de elenco e diretor. Mais sorte da próxima vez.

04 | A Ilha da Fantasia

Por falar em ideias recicladas, aqui temos na lista outra produção da Blumhouse – que parece acertar e errar em medidas iguais. A premissa era boa, transformar o querido seriado da década de 1970, focado no drama e aventura, em um genuíno filme de terror. Os fãs podem até ter torcido o nariz, mas se o resultado fosse bom de verdade, todos acabariam embarcando no novo gênero. Acontece que na direção temos o mesmo sujeito que “cometeu”  Verdade ou Desafio (2018) dois anos antes para a mesma produtora (Jeff Wadlow), filme que se viu presente na maioria das listas dos piores de seu respectivo ano. O novo trabalho do cineasta percorre a mesma estrada de falta de prestígio. Para os críticos, o filme só conseguiu “mostrar os perigos de exumar uma franquia há muito tempo morta”.

03 | Brahms: Boneco do Mal II



Digam o que quiserem do primeiro Boneco do Mal (2016), mas ao menos o filme conseguia manter certo suspense e nosso interesse sobre o que de fato se passava na história sobre uma babá contratada por um casal de idosos para cuidar de seu filho: um boneco! A insanidade era tanta que acompanhamos a trama só para saber como iria terminar aquela loucura. E bem, precisava terminar de alguma forma. O desfecho, mais puxado para Sexta-Feira 13 do que para algo mais psicológico ou sobrenatural pode ter afastado alguns, mas fazia sentido dentro de seu próprio universo. E não deixava de ser surpreendente. Agora para a continuação – que nem deveria existir – pode esquecer tudo isso. Este é um filme totalmente diferente, que utiliza elementos que passavam muito longe do original – soando bem mais como Annabelle, por exemplo. Para os críticos, o filme “mais induz a sonolência do que acelera o pulso, da forma que elimina a eficiência de seu predecessor acima da média”.

02 | Os Órfãos

Uma das grandes promessas para 2020, este terror logo viu cair por terra qualquer empolgação a seu respeito. Sábio foi o produtor Steven Spielberg que rapidamente cortou relações com a obra, retirando seu nome do projeto. Baseado no livro clássico “A Volta do Parafuso”, de Henry James, a história já foi levada ao cinema no passado, na forma do clássico do gênero Os Inocentes (1961). Este ano, serviu de matéria-prima para outra produção de prestígio, a segunda temporada da antologia A Maldição da Mansão Bly. Eles tiveram sorte, mas Os Órfãos não. A pobre Mackenzie Davis faz o que pode como a protagonista, mas sua personagem é simplesmente muito apática. E sim, você acertou, esta é mais uma trama de casa mal assombrada, com pitadas de “crianças assustadoras”. Uma jovem babá é contratada para cuidar de dois irmãos ricos, mas começa a ser atormentada pelo que encontra na mansão. Para os críticos, esta é “uma adaptação equivocada, estilosa, porém confusa”.

01 | A Possessão de Mary



Que rufem os tambores. Chegamos agora ao ápice da lista. Ou seria ao seu fundo. Esta é a pior produção de terror do ano de 2020. Apesar de ter estreado em 2019 em alguns países, esta preciosidade chegou ao Brasil no início do ano. Para começar, devemos dizer que este foi um filme que Nicolas Cage recusou! Sim, isso mesmo. O ator que faz de tudo e mais um pouco – a maioria de qualidade bem duvidosa. Quem pegou o protagonismo foi o vencedor do Oscar Gary Oldman – fazendo um “favorzaço” para o colega. Na trama, o ator vive um pai de família, começando um negócio de turismo ao lado dos entes. Para a empreitada, ele compra um barco. Para o azar de todos, a embarcação se mostra amaldiçoada. Para os críticos, o filme é “mal orientado, um desperdício do elenco, fazendo de sua história de terror sobrenatural uma bagunça encharcada”.

Menções Desonrosas:

Ameaça Profunda

Kristen Stewart conseguiu se reinventar como atriz séria em produções dramáticas e independentes. Mas quando foi a hora de voltar às produções comerciais, andou tropeçando. Primeiro com o reboot de As Panteras, e depois com este terror/ficção científica. Aqui ela vive uma cientista numa estação subaquática, se deparando com estranhos eventos. Para os críticos, “o elenco forte e o visual estiloso não são capazes de evitar o sentimento de deja vu provocado por uma história claustrofóbica genérica”.

Invasão Zumbi 2: Península

Continuações são perigosas. Mas poucos filmes em anos recentes escorregaram tão rápido e intensamente quanto a sequência do elogiadíssimo Invasão Zumbi (2016). A produção sul coreana que conquistou o mundo, fez tanto sucesso que é claro que geraria uma continuação. Os fãs só não esperavam que fosse assim. Os críticos chamaram o filme de “decepcionante”, e afirmaram que apenas os fãs mais ávidos do original poderão tirar algum proveito desta sequência.


Rogue

Sumida há algum tempo dos holofotes, a musa Megan Fox retorna às telas para… caçar leões. Bem, talvez a atriz devesse ser mais politicamente correta. Seja como for, aqui a estrela – cuja maior característica nunca foi o reconhecimento dramático de suas atuações – vive a líder de uma equipe de mercenários numa missão, em uma zona de guerra, se deparando com leões famintos. Aqui, uma curiosidade ocorre. Enquanto os críticos até enaltecem a obra como sendo acima da média, apesar de enfatizarem sua qualidade de “filme B”, o público não teve qualquer apreço pelo longa, tascando nele uma das notas mais baixas em 2020.

A Babá: Rainha da Morte

Dirigido por McG, o primeiro A Babá (2017) marcou um gol para a Netflix, caindo nas graças dos críticos e do público. Misturando terror e comédia à uma premissa insana, o longa se mostrou uma grande diversão para os adeptos deste tipo de filme. O sucesso fez a Netflix tirar da cartola uma continuação, que chegou três anos depois. Dessa vez, porém, o apreço dos fãs diminuiu, e o dos críticos, digamos, caiu por terra totalmente. Ainda dirigido por McG, para os críticos o filme “como a maioria das continuações, fica maior e mais sangrenta, e também muito mais idiota”. Alguns vão ainda mais longe, dizendo que o espectador pode simplesmente desligar o filme e ir dormir. Isso que é recepção negativa.

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