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Crítica | Dark entrega final belíssimo e se consolida como uma grande história de amor

Após pouco mais de um ano de espera, Dark finalmente retornou às telinhas da Netflix para sua terceira e última temporada, não por acaso lançada no dia 27 de junho de 2020 – data do apocalipse/fim do ciclo temporal na produção. O CinePOP já conferiu todos os últimos oito episódios da série e traz aqui sua crítica. O texto procura expandir um pouco o já abordado nas primeiras impressões publicadas anteriormente. Embora evite contar spoilers essenciais para a experiência do espectador, a crítica irá sim oferecer um detalhamento mais aprofundado da trama principal. Então, se você é daqueles que acha que tudo é spoiler, é melhor reservar a leitura para após a maratona.

Lançada em dezembro de 2017, Dark nasceu como a “Stranger Things alemã”, afinal tinha como ponto de partida o desaparecimento de um garoto, mas tratou rapidamente de mudar sua imagem e conquistar uma multidão de fãs afoitos por teorias e conspirações. Complexa, multitemática, envolvente e pautada na racionalidade mesmo diante de situações absurdas, a série pode ser descrita como um drama, uma ficção científica, uma saga de viagem no tempo e por aí vai. E tudo isso está correto. Agora, uma coisa que pouca gente percebeu ao longo dos dois primeiros anos e que acaba alavancado na temporada final é que, na verdade, estamos diante de uma história de amor.

Sim, Dark é sobre amor. E o quão estranho é dizer isso em se tratando de uma produção que apresenta o adultério como algo presente em praticamente todas as famílias retratadas. Mas é fato. É sobre o amor entre pais e filhos (elemento primordial na conclusão da história), e também sobre o amor entre Jonas e Martha. A relação dos dois é marcada pela total incapacidade de ambos em se afastarem um do outro, mesmo após descobrirem que Jonas, na verdade, é filho de Mikkel, irmão mais novo de Martha. “Somos um par perfeito. Nunca duvide disso”, falam os dois em determinado momento da segunda temporada. 

Todo o terceiro ano é focado na trágica relação entre Jonas e Martha. Após ver a amada ser assassinada por sua versão mais velha, Adam, Jonas descobre que existe um novo universo paralelo, com uma nova Martha. E a temporada começa justamente aí. 

Dark dedica seu S03E01 todo a explorar este mundo e o conceito de multiverso. Se Jonas é a figura principal na “Terra 1”, é Martha quem rouba a cena neste novo cenário. São vários os paralelos entre os protagonismos dos dois personagens, que vão desde detalhes do figurino (é Martha que usa o agasalho amarelo na “Terra 2”) e locações (Martha mora na casa de Jonas) às dinâmicas sociais e atividades relacionadas ao ciclo temporal. É quando conhecemos outras versões de Martha, que se comunicam com o Jonas mais velho e com o próprio Adam. 

A complexa saga criada por Baran bo Odar e Jantje Friese sempre buscou instigar o máximo seus fãs, oferecendo muito mais perguntas do que respostas. E isso continua na temporada final. É claro que temos respostas para questões fundamentais, sobre a origem dos dois universos e o ponto de partida dos ciclos temporais que sempre terminam com o apocalipse. Mas a dupla de criadores não tratou de rechear os episódios de respostas para todos os mínimos questionamentos dos espectadores. Há muito do que não foi dito, e há muita beleza nisso. Produções como Lost e The Leftovers – para citar duas obras que rechearam a cabeça do público com perguntas – já haviam apontado o caminho de que muitas vezes a melhor opção está no mais simples, no mais delicado, no mais humano. 

O episódio final de Dark está entre os melhores desfechos de séries dos últimos anos não por apresentar respostas para todas as perguntas, mas por oferecer, ao longo de sua uma hora de duração, uma trama com começo, meio e fim, não necessariamente nessa ordem. Sem entrar em detalhes para não prejudicar a experiência do público, a produção conseguiu entregar um final tocante, triste e, por que não, esperançoso. E com várias interpretações possíveis. Isso não significa que precisamos de um “final explicado”, mas que o término pode te tocar de uma forma diferente que em outras pessoas. Se alguns podem ver como o fim satisfatório de uma grande história de amor, outros podem ver como a completa anulação da mesma. Eu, pessoalmente, opto pela primeira opção, pela opção mais romântica. Lembra um pouco, embora de forma diferente, o que acontece ao final de Desejo e Reparação ou mesmo o recente A Vida Invisível, com personagens que se encontram mesmo que diante de desencontros.

Embora boa parte da narrativa envolva Jonas e Martha, e as ótimas atuações de Louis Hofmann e Lisa Vicari só ajudam no destacamento dos personagens, vários outros arcos são explorados ao longo da temporada. É particularmente interessante descobrir em que momentos no tempo estão “perdidas” Hannah (Maja Schöne) e Katharina (Jördis Triebel). Ou mesmo para onde/quando Franziska (Gina Stiebitz), Bartosz (Paul Lux) e Magnus (Moritz Jahn) foram levados pelo Jonas do futuro. Mas o núcleo que se destaca mesmo acaba sendo aquele que sobrevive ao apocalipse em 2020: Claudia (Julika Jenkins), Peter (Stephan Kampwirth), Elisabeth (Carlotta von Falkenhayn) e Noah (Mark Waschke). Claudia segue sendo uma das personagens mais bem desenvolvidas da produção, e é particularmente fascinante entender um pouco de como nasceu a relação entre Elisabeth e Noah, mesmo que ainda houvesse muito a ser explorado nesse sentido.

Dark navega de forma elegante entre todas essas épocas, e passa a transitar entre os dois mundos do mesmo jeito. Por sinal, a série encontrou uma forma eficiente de organizar as transições entre tempo e espaço. Quando pulamos do mundo de Jonas para o de Martha, há um efeito de transição bem claro, que ajuda o espectador a se situar.

Desafiadora e cativante, a série já quebrava a cabeça do espectador quando falava apenas de viagem no tempo e ciclo temporal. Agora, temos discussões sobre multiverso, linhas do tempo, realidades sobrepostas, emaranhamento quânticos e até conceitos como o Gato de Schrödinger. Curiosamente, nada disso torna o texto pedante ou exageradamente rebuscado. Por vezes, parece querer se explicar demais, mas a dinâmica entre os personagens faz a trama caminhar de forma fluida. Inclusive, fica notório que por mais que a racionalidade e a ciência ainda sejam elementos fundamentais na condução da história, há cada vez mais um reforço do aspecto humano e sentimental.

Ao longo de seus 26 episódios, Dark nunca optou pelo caminho fácil. Diante de um labirinto temporal e espacial, poderia focar em poucos personagens para contar sua história, mas até o último momento trata de explorar o máximo de pessoas possíveis. Isso torna a experiência mais difícil, é verdade, mas também a faz ser muito mais proveitosa. Neste sentido, é curioso notar como o espectador vai se envolvendo cada vez mais com as jornadas de cada um dos personagens. Como boa série alemã, a produção por muitas vezes pareceu sempre apresentar protagonistas frios e pouco carismáticos. Ao final da terceira temporada, no entanto, o público está completamente engajado em jornadas de nomes como Hannah, Katharina, Ulrich e companhia. E, é claro, Jonas e Martha. Por mais que não sejam propriamente um casal, e somos lembrados algumas vezes que a Martha em cena não é a “Martha de Jonas”, a ligação entre os dois é evidente e magnética. 

Ao mesmo tempo em que oferece um final que pode ser abraçado como definitivo, a série reserva uma ceninha final para deixar aquela dúvida na cabeça do espectador. É pouco provável que tenhamos um retorno de Dark, mas a produção está mais que permitida a continuar na cabeça do fã. E assim ficará por bastante tempo.

‘Riverdale’: 4ª temporada ganha psicodélico cartaz oficial; Confira!

Riverdale retorna em breve para sua 4ª temporada e, agora, o próximo ciclo ganhou seu primeiro cartaz oficial.

Confira, junto ao trailer:

Vale lembrar que o próximo ciclo irá estrear no dia 9 de outubro.

Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.

A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.

O elenco inclui KJ ApaLili ReinhartCamila MendesCole SprouseMadelaine Petsch, Madchen Amick, Luke Perry, Ashleigh Murray, Skeet Ulrich, Casey Cott, Charles Melton, Mark Consuelos e Vanessa Morgan.

‘Parasita’ ganha dois BELÍSSIMOS cartazes colecionáveis; Confira!

O aclamado e premiado ‘Parasita’ continua a nos encantar mesmo meses depois de seu lançamento. Agora, a empresa NEON lançou dois incríveis cartazes colecionáveis para os fãs do longa-metragem.

Confira:

Vale relembrar que o longa arrecadou US$ 48.9 milhões nos Estados Unidos. Já, no mercado internacional, foram US$ 155.6 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 204.5 milhões mundialmente.

Dirigido por Bong Joon-ho, o longa-metragem sul-coreano foi indicado a seis categorias do Oscar, levando quatro prêmios para casa, tornando-se o primeiro filme de língua não inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme em quase cem anos de premiação.

Suas outras conquistas incluíram Melhor Roteiro OriginalMelhor Filme InternacionalMelhor Diretor.

A produção acompanha um  jovem e sua família desempregada. Eles acabam ficando obcecados com a vida de uma outra família. Algo acontece e este clã desamparado se vê envolvido num grande problema.

O elenco conta com Song Kang-ho, que trabalhou com o diretor  em O Hospedeiro (2006) e ‘Expresso do Amanhã’ (2013), e Choi Woo-shik, de ‘Invasão Zumbi’ (2016) e Okja.

‘One Night in Miami’: Estreia diretorial de Regina King é adquirida pela Amazon

Segundo o Collider, o longa One Night in Miami, estreia diretorial da vencedora do Oscar Regina King, teve seus direitos de exibição adquiridos pela Amazon Studios. A compra foi efetuada pouco depois da atriz ser indicada ao Emmy Award 2020 pela série Watchmen.

Ainda não se sabe quando a obra será lançada.

Confira a primeira imagem do filme:

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O filme é baseado na peça homônima assinada por Kemp Powers, que assina o roteiro da adaptação.

Ambientada na noite do dia 25 de fevereiro de 1964, a narrativa gira em torno de um jovem Cassius Clay – antes de ser conhecido por Muhammad Ali -, pouco depois de ter saído vitorioso na luta contra Sonny Liston para o título de peso-pesado, chocando o mundo do boxe. Entretanto, as leis de segregação da era Jim Crow dos Estados Unidos forçaram Clay a comemoração no Hampton House Motel em Overtown, Miami, se unindo a três amigos para discutir sobre suas vidas e sobre a responsabilidade de manter a vitória de um homem negro durante o movimento pelos direitos sociais.

Eli GoreeKingsley Ben-AdirAldis HodgeLeslie Odom Jr. estrelam o longa-metragem.

Terence Blanchard (Destacamento Blood) compôs a trilha sonora da releitura. Jody KelinKeith CalderJess Wu Calder entram como produtores.

Apesar de não ter estreia confirmada, credita-se que o filme será lançado a tempo da comemoração do Mês da História Negra em fevereiro de 2021 (a tempo de competir para o Oscar).

‘Songbird’: Terror pandêmico de Michael Bay é MASSACRADO pela crítica internacional

Songbird, novo terror pandêmico produzido por Michael Bay, foi exibido para a crítica internacional – e parece que o filme é bem aquém do esperado.

No Rotten Tomatoes, a produção amargou apenas 18% de aprovação, com nota 3.50/10 baseada em 17 reviews (até o momento).

Confira os principais comentários abaixo:

“Uma divertida centelha do mais puro cinema trash” – Daily Telegraph (US).

“Apenas evite Songbird, porque é um filme totalmente horrível” – The Gate.

Songbird não é apenas ruim pela falta de julgamento da narrativa – é simplesmente um filme ruim” – Digital Spy.

“Talvez não haja um filme mais irrelevante que este em 2020” – Movie Show Plus.

“Há realmente muito pouco que transformaria esse universo em algo plausível, ainda mais habitado por personagens que são monótonos demais para causarem comoção” – Washington Post.

No Brasil, o filme será lançado pela Diamond Films e deve chegar em 2021.

Dirigido por Adam Manson (‘Into the Dark’), o filme é ambientado em 2024, ano no qual o atual coronavírus se transformou no mortal COVID-23, matando quase 50% das pessoas infectadas – e forçando o mundo a se restringir a campos de lockdown.

KJ Apa stars in SONGBIRD

SONGBIRD
Sofia Carson stars in SONGBIRD

KJ Apa estrela a produção como um jovem imune ao vírus, enquanto Sofia Carson co-protagoniza como a mulher pela qual ele se apaixona. Juntos, os dois devem descobrir um jeito de lutar pela humanidade.

Alexandra DaddarioBradley WhitfordCraig RobinsonDemi Moore e Paul Walter Hauser completam o elenco.

Simon Boyes assina o roteiro.

‘Drácula’: Chloé Zhao fala sobre sua abordagem para a adaptação futurista do clássico romance

Chloé Zhao está gradativamente se tornando uma das realizadoras mais prolíficas do cenário cinematográfico contemporâneo e, depois de ter levado duas estatuetas do Oscar para casa (Melhor Filme e Melhor Direção por Nomadland) e de estar supervisionando o vindouro Os Eternos, a cineasta já está pensando em um futuro e ousado projeto: Drácula.

A versão de Zhao não será apenas uma releitura do clássico romance de Bram Stoker, mas sim uma construção futurista, descrita como “um western de ficção científica”.

Em uma recente entrevista à Variety, a diretora falou sobre sua abordagem única para o icônico personagem e o motivo por tê-lo escolhido como projeto.

“É como olhar para o livro [Nomadland] de Jessica Bruder e realmente enxergar para além das páginas, descobrir significados por trás de cada página e a essência de cada uma. Sou uma grande fã do livro. E queria ver o que poderia achar e conseguir reimaginar um personagem que amo demais”.

Ela continua: “Eu amo personagens complicados. Esse é um livro importante para mim. Imortalidade é algo que comecei a explorar em Os Eternos, mas é algo que eu quero questionar a compreender”.

O filme está sendo desenvolvido pela Universal Pictures.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Vale lembrar que Karyn Kusama (‘O Convite‘) também está desenvolvendo sua própria versão do Drácula, também para a Universal.

‘Britney x Spears’: Documentário sobre a icônica cantora pop ganha trailer e data de estreia; Confira!

Netflix divulgou hoje (22) o trailer oficial de ‘Britney x Spears’, documentário sobre a icônica cantora pop que recentemente enfrentou o próprio pai nos tribunais em virtude de sua tutela.

A produção será lançada na plataforma de streaming no dia 28 de setembro de 2021.

Confira:

Erin Lee Carr, conhecida por seu trabalho em ‘Eu Te Amo, Agora Morra – o Caso de Michelle Carter’, fica responsável pela direção.

Para aqueles não familiarizados com o caso, Britney e Jamie Spears se enfrentaram na corte estadunidense desde 2019, quando veio a público o conhecimento de que a artista estaria sendo controlada pelo pai e forçada a realizar inúmeros tipos de atividade contra a vontade.

Em junho de 2021, Britney fez comentários sobre a tutela do pai acerca de sua vida pessoal e profissional, caracterizando-a como abusiva e constrangedora. “Só quero minha vida de volta”, ela disse, através do telefone. A performer também revelou que seu pai a obrigou a atuar em diversas produções e, como se não bastasse, a impediu de ter filhos ao colocar nela um DIU (método contraceptivo interno).

Vale lembrar que Jamie Spears comandava a tutela da filha desde 2008, pouco tempo depois de Britney ter sofrido um colapso mental em virtude do comportamento tóxico dos paparazzi e dos produtores.

Crítica | Baco Exu do Blues critica o funcionamento da engrenagem social no impactante ‘QVVJFA?’

Baco Exu do Blues, nome artístico de Diogo Moncorvo, começou a fazer sucesso a partir de 2016 quando lançou a adorada canção “Sulicídio”, ao lado do rapper Diomedes Chinaski, criticando a concentração exacerbada da música rap na região sudeste do Brasil. Desde então, trilhou uma carreira de enorme sucesso (e algumas polêmicas) que o transformaram em um dos performers nacionais de maior prestígio da atualidade. Conhecido por seus versos pungentes que falam com franqueza sobre amor, sexo, as relações de poder na sociedade e religião, o artista soteropolitano ganhou destaque por amalgamar diversos estilos musicais em suas composições – e, dois anos depois de ‘Não Tem Bacanal na Quarentena’, EP divulgado no início da pandemia do COVID-19, ele retornou aos holofotes com o aguardado ‘QVVJFA?’.

A obra, cujo título é acrônimo para ‘Quantas Vezes Você Já Foi Amado?’, estende-se ao longo de 12 breves faixas e trata de uma multiplicidade admirável de temas, desde a exaltação das fés de matriz africana no país, como a umbanda e o candomblé, até declarações atrevidas e ácidas sobre sexo. O resultado é uma sólida jornada autorreflexiva e que não poupa detalhes explícitos sobre tudo que se esconde na psique do eu lírico – algo que vimos na discografia do cantor anteriormente e que, no começo deste novo ano, vem com muito mais asperidade, talvez em virtude de alguém exaurido de tantas coisas controversas que ocorrem no mundo e em sua própria vida.

Considerando a importância de Baco Exu no cenário fonográfico contemporâneo, é natural que ele utilize sua voz para destilar declarações necessárias para que compreendamos o funcionamento complexo da engrenagem viciada que nos rege. A faixa de abertura, “Sinto Tanta Raiva…”, é resumida pelos impactantes versos “se acostume a ver preto e dinheiro; são só notas, baby, não fique com medo”, trajados com uma ironia impecável e traduzidos pela fusão entre o blues, o rap, o trip-hop e o trap – além de uma mensagem de bonança que encerra com chave de ouro um dos inícios mais icônicos dos últimos anos na música brasileira. E, enquanto o artista, a princípio, opta por metáforas diligentes, ele apenas prepara o terreno para a urgente explosão de “Inimigos”, que realiza um movimento crescente que ecoa em “atacaram meu povo primeiro” e nas inclinações aos estilos orientais que prenunciam o fim da produção.

Se há uma coisa que podemos compreender do álbum é a maestria com que todos os aspectos instrumentais colidem em profusão aplaudível às potentes letras que o performer assina. É claro que algumas delas pendem para algumas fórmulas tão utilizadas no mainstream, como a frustração amorosa de “20 Ligações” ou a bem-vinda crueza de “Mulheres Grandes”, que perdem um pouco de força frente a tantas tracks ótimas – e o mesmo acontece com a repetição minimalista de “Autoestima”, isolada na segunda metade do álbum. Entretanto, os deslizes são ofuscados em boa parte do tempo pelo que se esconde nas entrelinhas e pelo convite que Baco Exu nos faz para encontrá-las num cenário bélico de notas e melodias.

Uma delas é “Dois Amores”, cuja qualificação ambígua é seu maior bem: ao citar nomes como Doja Cat e Childish Gambino, o cantor promove uma interseção entre culturas diferentes unidas por passados traumáticos e pela necessidade de abrirem espaço às minorias sociais; aqui, as intercalações desconexas se manifestam pela dualidade titular que se expande para o conflito “Brasil x Caribe”, “Brasil x Giorgio Maggiore”, “crime x riqueza”, explanando dualidades não muito vistas – e que demonstram uma sagacidade invejável de seu feitor. Em “Cigana”, essa mesma dualidade aparece nas influências do funk brasileiro e internacional, pincelado com o dark-trap sensorialista e com uma singela história de paixão aguda goteja da literariedade do artista.

Há outras faixas que também merecem nossa atenção, como a cândida “Samba in Paris”, apresentada ao lado da famosa drag queen Gloria Groove: a efetiva química entre os dois é regada pela mistura interessante de piano, baixo e sintetizadores, canalizados para um dream-trap e um dream-hop de ponta; “Imortais e Fatais 2” promove um retorno ao hip-hop dos anos 2000, repreendendo o capitalismo predatório e servindo, ao se respaldar na nostalgia, como símbolo de reclamação pela cultura roubada da comunidade negra; e “4 da manhã em Salvador”, fechando esse arco introspectivo, adota um teor mais biográfico, consagrando-se como a canção mais latinizada do álbum (com a presença inesperada do violão) e uma narrativa de superação que denuncia a opressão sistêmica dos não privilegiados.

Ainda que com certos tropeços, ‘QVVJFA?’ é exatamente o que esperaríamos de uma produção vinda de Baco Exu do Blues – todavia, lidamos com críticas mais densas a que estávamos acostumados e com uma precisa iminência que apenas reitera seu valor socioartístico para o país.

Nota por faixa:

1. Sinto Tanta Raiva… – 5/5
2. Dois Amores – 5/5
3. Cigana – 4,5/5
4. 20 Ligações – 4/5
5. Mulheres Grandes – 3/5
6. Samba in Paris – 3,5/5
7. Sei Partir – 2,5/5
8. Autoestima – 3,5/5
9. Lágrimas – 4/5
10. Inimigos – 5/5
11. Imortais e Fatais 2 – 5/5
12. 4 da Manhã em Salvador – 5/5

‘Pico da Neblina’: 2ª temporada estreia na HBO Max!

A 2ª temporada de Pico da Neblina, drama brasileiro que imagina um cenário em que a maconha foi legalizada no país, finalmente estreou na HBO Max.

O novo ciclo estreou no último dia 03 de julho na plataforma de streaming.

Com a maconha recentemente legalizada no Brasil, Biriba deixa de lado o mundo do crime para se manter no ramo. No entanto, enquanto tenta se reinventar e conseguir vender suas mercadorias dentro da lei, o ex-traficante precisa lidar com alguns fantasmas do passado, assim como com seus sócios pouco experientes. 

Relembre e siga o CinePOP no Youtube:

A série é comandada por Quico MeirellesFernando MeirellesLuis CaroneRodrigo Pesavento.

Luis NavarroHenrique SantanaTeca PereiraDaniel FurlanMaria Zilda BethlemLeilah MorenoDexter e outros fazem parte do elenco.

The Christie Affair | Conheça o bizarro caso do desaparecimento de Agatha Christie

Pouco depois das nove e trinta da noite do dia três de dezembro de 1926, a famosa escritora britânica Agatha Christie, conhecida como a dama do crime, levantou de sua cadeira e subiu as escadas de sua residência em Berkshire. Beijou sua filha Rosalind, à época com sete anos, lhe deu boa noite e voltou para o andar de baixo. Entrou em seu Morris Cowley e começou a dirigir noite adentro. Ela só seria vista de novo onze dias depois.

Seu desaparecimento deu início a uma das maiores caças já existidas na Inglaterra. Christie já era uma celebridade, estava no nome de todos e carregava consigo uma legião de fãs. Mais de mil policiais foram destinados ao caso, ao lado de centenas de civis. Pela primeira vez na História, os aviões também foram envolvidos na busca.

O Secretário de Christie, William Joynson-Hicks, praticamente intimou às autoridades que fizessem progresso mais rápido. Dois dos romancistas e contistas mais famosos de todos os tempos, Sir Arthur Conan DoyleDorothy L. Sayers, também foram arrastados para o mistérios. Seus conhecimentos iriam ajudar a encontrá-la – ou ao menos era o que se pensava.

Não levou muito até que a polícia localizasse o automóvel: ele havia sido abandonado num íngreme declive em Newlands Corner, perto de Guildford. Mas ainda não havia nenhum sinal de Christie, e nenhuma evidência de que ela estava envolvida em qualquer tipo de acidente.

O primeiro dia de investigações deu origem a um segundo e a um terceiro – e ainda não havia sinal dela. Especulações e boatos começaram a pipocar em todo o lugar. A imprensa participou de um dos dias da procura, inventando teorias absurdas sobre o que poderia acontecer. Uma perfeita história de tabloide, emulando elementos do próprio universo da autora: próximo à cena do suposto acidente de carro, havia uma piscina natural conhecida como Silent Pool, onde, segundo contavam, duas crianças morreram. Alguns jornalistas foram para um lado muito mais medonho, sugerindo que Christie se afogara deliberadamente.

Mas seu corpo não fora encontrado, e considerar suicídio como possível resolução era loucura. Sua vida profissional nunca estivera com prospecto tão otimista (seu sexto romance, O Assassinato de Roger Acroyd’, alcançava o topo das vendas e endossava seu nome na comunidade literária).

Muitos disseram que o incidente não foi nada além de uma jogada de marketing, uma aposta interessante para promover seu novo livro. Outros mergulharam em águas mais escuras, acreditando que ela havia sido assassinada por seu marido, ex-piloto da Primeira Grande Guerra e mulherengo. Vários sabiam de seus casos e que ele possuía uma amante fixa.

Na segunda semana da investigação, as notícias já tinham cruzado o oceano, aparecendo até mesmo na primeira página do The New York Times.

Não foi até o dia 14 de dezembro, onze dias após seu desaparecimento, que Agatha Christie foi encontrada, sã e salva num hotel em Harrogate, porém sob circunstâncias tão estranhas que levantaram mais perguntas que respostas. A própria escritora não conseguia explicar o que acontecera. Ela não lembrava de nada. E coube à polícia tentar juntar as pistas do que poderia ter ocorrido.

As autoridades chegaram à conclusão de que Christie havia deixado sua casa e viajado para Londres, batendo seu carro no trajeto. Logo depois, embarcou em um trem para Harrogate. Ao chegar à cidade, dirigiu-se a um spa e fez check-in no Swan Hydro – conhecido hoje como Old Swan Hotel – com quase nenhuma bagagem. Inexplicavelmente, utilizou o pseudônimo de Theresa Neele, amante de seu marido.

Ela foi reconhecida por um dos membros da banda do hotel, Bob Tappin, que alertou a polícia. Eles, então, avisaram ao esposo da romancista, que foi buscá-la no mesmo minuto. Porém, Christie não estava com a mínima pressa, deixando-o esperar no lounge enquanto trocava de roupa.

Agatha Christie nunca mais falou sobre seu desaparecimento. E é claro que, entre especulações não comprovadas e explicações insatisfatória, o lapso entre os dias três e catorze de dezembro de 1926 não foram esquecidos; muito pelo contrário, apenas aumentaram os rumores acerca da vida da escritora, deixando-nos com um mistério que nem mesmo Hercule Poirot poderia solucionar.

Crítica | ‘O Amor Mandou Mensagem’ é uma rom-com que entrega exatamente o que promete

E se uma mensagem de texto mudasse sua vida?

É essa a premissa de que a rom-com dramática O Amor Mandou Mensagemse vale. Na trama, assinada por James C. Strouse e baseada no romance homônimo alemão de Sofie Cramer, Mira Ray (Priyanka Chopra Jonas) se vê em uma espiral caótica depois que seu namorado, John (Arinzé Kene) é atropelado e morre. Depois de dois anos tentando lidar com o luto, ela volta à ativa, canalizando a dor para voltar a ilustrar e a escrever livros infantis – mas se vê num beco sem saída, visto que não enxerga mais as cores do mundo. Dessa forma, ela passa a enviar mensagens de texto para o número antigo de John, como forma de expressar o que sente e, talvez, conseguir seguir adiante.

O que ela não imaginava é que o número de seu ex-namorado, agora, pertence a Rob Burns (Sam Heughan), um crítico de música que também desacreditou no amor após ser abandonado pela noiva; sem perspectiva de redescobrir o que se perdeu, ele ganha a tarefa de escrever um grande artigo sobre Céline Dion (que aparece no filme como ela própria), a rainha das baladas românticas – mas não consegue mergulhar mais fundo que a leitura dos versos das canções. Quando ele recebe as mensagens de Mira, ele, a princípio, fica confuso com o que está acontecendo – mas gradativamente começa a construir laços com alguém que nunca viu. E, como é costumeiro nos filmes do gênero, ambos se encontram por “obra do destino” (ou, nesse caso, por obra de um coração partido).

Strouse, que também fica responsável pela direção, sabe que não está inventando a roda e que se arrisca ao oferecer mais um produto de um estilo fílmico que parece não ter mais o que apresentar. Entretanto, se levarmos isso em consideração, o resultado do longa-metragem é positivo, principalmente pela química entre Heughan e Jonas e pela presença ilustre de Dion – que rouba a cena em qualquer momento que aparece. Mesmo assim, nosso trabalho é dificultado quando tantos clichês se aglutinam em pouco mais de uma hora e quarenta de tela, em que cada cena pode ser premeditada instantaneamente.

A principal ideia da narrativa, todavia, não é nos levar a uma compreensão metafísica do amor; o que se esconde por trás dessa fachada formulaica é que, mesmo nos momentos mais difíceis e nas situações mais derradeiras, podemos encontrá-lo. Mira, por insistência da irmã, Suzy (Sofia Barclay), até mesmo sai em um encontro para ao menos resgatar um pouco do que sentia com John, mas se vê mais perdida do que imaginava e quase desiste de se relacionar com outra pessoa. E, depois de uma noite na ópera ‘Orfeu e Eurídice’ (que também está atrelada às memórias de seu falecido namorado), ela cruza caminho com Rob e ambos percebem que as coisas não foram destruídas – só precisam de um remendo.

Como é de se esperar, nem tudo são flores – e Mira eventualmente descobre que Rob recebeu e leu todas as mensagens que ela enviou. Sentindo-se traída e perdendo mais uma vez a fé de que poderia se reerguer; mas Rob, aconselhado pela própria Céline, abraça o brilho que Mira lhe deu para fazer o aguardado “ato de amor improvável”, publicando uma carta de declaração no jornal em que trabalha da maneira mais poética possível. E, como podemos imaginar, tudo se resolve e eles “vivem felizes para sempre”, mergulhados em um conto de fadas palpável e que, por vezes, tenta se esquivar dos maniqueísmos de enredo.

Não há muito o que falar da estrutura técnica do longa: Strouse constrói um enredo movido a campo, contracampo e paisagens quase oníricas – recursos adornados com algumas inflexões panorâmicas que entram em choque com o caótico em que vivem. A fotografia e o uso das cores também não fogem muito do convencional, mas, em vez de optarem por tons díspares entre os protagonistas, apostam em uma arquitetura que os une pela falta de prospecto na paixão (com investidas azuladas que representam tanto uma melancolia tardia quanto uma esperança necessária). Mas a trilha sonora é o elemento estético que mais nos chama a atenção, por ser inteiramente movida às clássicas músicas do exuberante catálogo de Dion.

Se O Amor Mandou Mensagem fosse lançado no final do ano, com certeza se tornaria um título obrigatório para as festas natalinas, regadas a amor e a mensagens positivas. Afinal, apesar dos inúmeros erros – que incluem diálogos cansativos e que beiram o constrangimento -, não podemos deixar de sentir uma pontada de conforto conforme os créditos de encerramento sobem (imaginando que, depois da tormenta, sempre vem a calmaria).

‘The Zone of Interest’: ACLAMADO drama histórico ambientado em Auschwitz ganha poderoso trailer; Confira!

A24 divulgou o trailer oficial de The Zone of Interest, aclamado drama histórico que acompanha um oficial nazista que comanda um campo de concentração em Auschwitz.

A produção fez sua estreia oficial no Festival de Cannes 2023, sendo ovacionado pela crítica – com lançamento nos Estados Unidos marcado para o dia 08 de dezembro.

Confira:

O filme, baseado livremente no romance homônimo de Martin Amis, é escrito e dirigido por Jonathan Glazer (‘Sob a Pele’).

Na trama, Rudolf Höss e sua esposa, Hedwig, se esforçam para construir uma vida idílica para sua família em uma casa localizada próxima a um campo de concentração em Auschwitz que está sob seu comando.

Christian FriedelSandra HüllerJohann KarthausNele AhrensmeierLilli FalkMedusa Knopf estrelam.

Além de conquistar 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e 95 pontos no MetacriticThe Zone of Interest foi selecionado como o representante britânico para a próxima cerimônia do Oscar.

Crítica | O Dono do Jogo

Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. Lançado nos Estados Unidos no final do mês de setembro do ano passado, O Dono do Jogo conta a história de uma lenda do Xadrez que esteve metido em ‘jogos políticos’ durante a famosa guerra fria. No papel principal, o eterno homem-aranha Tobey Maguire (que também produziu o filme) que às vezes meio exagerado, e sem tornar o protagonista uma figura com grande carisma, deixa o filme muitas vezes sonolento, já que é o grande pilar da trama. Nem a competente direção do craque Edward Zwick consegue deixar o filme atraente aos olhos cinéfilos.

Na trama, que não deixa de ser uma cinebiografia, conhecemos com mais detalhes a vida de Robert James Fischer, o Bobby Fischer (Tobey Maguire), uma lenda do xadrez mundial que nasceu em Chicago mas logo se mudou para Nova Iorque onde passou a freqüentar vários clubes de xadrez. Desde a adolescência sendo tratado como um grande gênio do tabuleiro, durante a Guerra fria, mais precisamente em 1972, resolveu lutar pelo título mundial e em uma épica batalha, venceu o campeão russo Boris Spassky (Liev Schreiber). O filme mostra parte do caminho de Fischer até essa batalha, com seus problemas sociais e suas paranóias constantes.

Não é que o filme seja ruim, longe disso. Mas ele não consegue prender a atenção nos seus momentos importantes. Talvez falte uma sagacidade ao roteiro e atuações um pouco mais inspiradas de Tobey Maguire e Liev Schreiber. O primeiro ato do filme é bastante corrido, a relação com sua mãe não é muito bem explorada, são deixadas lacunas que não são respondidas e que ajudariam a compreender melhor as ações do protagonista. A relação da irmã de Fischer com o enxadrista também é mal encaixada na trama, servindo apenas como enfeite de clichê já no ato final da história. Essa aceleração das relações familiares do ex=campeão mundial de xadrez, para se chegar logo na luta de tabuleiro com Spassky, é bastante atrapalhada, acabam ficando peças pelo caminho.

Pawn Sacrifice, no original, não sei se é um filme que poderia dar certo, poderia ter sido melhor explorado no foco entre as grandes duas potências da época em que é ambientado. Parece que um abre alas foi feito para que a atuação do protagonista brilhe mas essa luz não acende em nenhum momento, acaba levando um xeque-mate.

Crítica | ‘A Noite Sempre Chega’ – Novo drama da NETFLIX é um recorte visceral e ‘pés no chão’ do viver à margem da sociedade

Baseado no livro escrito por Willy Vlautin, o novo drama da Netflix, A Noite Sempre Chega, é um retrato caótico das inconsequências que busca ligar os pontos de um drama pessoal ao processo de gentrificação, ampliando seus horizontes por meio dos lapsos de sobrevivência. Com uma das grandes atrizes da atualidade interpretando a personagem principal – Vanessa Kirby – o longa-metragem não oferece respiros, nem almeja o clássico final feliz; busca trazer um recorte visceral e ‘pés no chão’ do viver à margem da sociedade.

Lynette (Vanessa Kirby) precisa sobreviver em um contexto familiar complicado, convivendo com a mãe, Doreen (Jennifer Jason Leigh), e o irmão mais velho, Kenny (Zack Gottsagen). Quando ficam à beira de perder a casa onde moram, a protagonista precisa arranjar uma alta quantia em apenas 24 horas. Percorrendo, noite adentro, o submundo de uma cidade de oportunidades perdidas, ela é obrigada a confrontar o passado e ultrapassar qualquer limite de inconsequência.

Até onde você iria para salvar sua família? Através dessa pergunta – que parece cair em um senso cada vez mais comum no mundo do cinema -, o discurso acoplado ao roteiro busca reflexões sociais, apoiado por uma contextualização que se mostra eficiente ao unir gêneros cinematográficos em uma saga de sobrevivência construída a partir de personagens e seus conflitos.

Do drama de perder a casa (uma crítica à gentrificação) aos conflitos internos familiares (pena Jennifer Jason leigh ser tão pouco aproveitada) e à necessidade de encarar as verdades que a assombram, a protagonista é como um pêndulo cuja trajetória que desce ao inferno várias vezes, mas nem alcança a beira do céu, andando muito longe de qualquer rastro de esperança.

Para chegar a esse resultado, a narrativa busca um ritmo dosado, acelerando aos poucos, com uma fotografia que reforça a sensação de melancolia e introspecção. Nada fica pelas entrelinhas. Nosso guia pela história, a machucada personagem principal, reage não apenas com a razão: busca as emoções lá do fundo, gerando um mar de incertezas. Dentro desse caos emocional, a trama se desenrola, sustentada pela força da atuação de Vanessa Kirby, que mantém a atenção para essa complexa personagem.

Dirigido pelo cineasta britânico Benjamin Caron, que tem em seu currículo a direção de episódios de badaladas series recentes como Andor, Sherlock e The Crown, esse projeto é um duro soco no estômago: incomoda, cutuca feridas, e apresenta um retrato profundo da infelicidade e dos momentos em que nos vemos sem saída.

 

Diretor de ‘Coringa’ revela que ele e Joaquin Phoenix consideraram fazer uma PEÇA baseada no filme

Em uma recente entrevista à Variety, o diretor Todd Phillips comentou sobre o antecipadíssimo Coringa: Delírio a Dois’ – e revelou que ele e o astro Joaquin Phoenix (que interpreta o personagem titular) consideraram levar Arthur Fleck aos palcos da Broadway.

Durante a conversa, Phillips comentou que o projeto estava em fases iniciais desde o lançamento do primeiro filme, mas a pandemia de COVID-19 eventualmente suspendeu os planos.

“Quando começamos a pensar sobre isso, percebemos que levaria quatro anos para conseguir alcançar algo assim. E Joaquin teria que doar seis meses de sua vida para fazer [a peça] todas as noites”, ele comentou. “Então, pensamos em fazer isso [no teatro] Carlyle, em um âmbito menor. Mas então chegou o COVID”.

Anteriormente, Phillips trouxe detalhes sobre a aguardada sequência, afirmando que a Arlequina de Lady Gaga em Coringa: Delírio a Dois’ será bem diferente da dos quadrinhos.

“A voz aguda, o sotaque, a mastigação de chiclete e tudo aquilo de coisa atrevida que está nos quadrinhos, nós tiramos. Queríamos que ela se encaixasse neste mundo de Gotham que criamos a partir do primeiro filme.”, ele afirmou.

Segundo ele, a personagem será mais manipuladora e realista que as outras versões.

 

A nova Harley Quinn, batizada de Lee, é descrita por Gaga como uma personagem com falhas e imperfeições.

“Para mim, há muitos erros de afinação, na verdade, de Lee. Eu sou uma cantora treinada, certo? Então até a minha respiração era diferente quando eu cantava como Lee. Quando eu respiro para cantar no palco, eu tenho uma maneira muito controlada de garantir que estou afinada e que é sustentada no ritmo e no tempo certos, mas Lee nunca saberia como fazer nada disso. Então é como remover a tecnicidade de tudo, removendo minha arte percebida e estando completamente dentro de quem ela é”.

Coringa: Delírio a Dois’ fará sua estreia na 81º edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece de 28 de agosto a 07 de setembro.

Com estreia marcada para 03 de outubro nos cinemas nacionais, ‘Coringa: Delírio a Dois‘ traz a cantora Lady Gaga como a Harley Quinn, a amante do personagem vivido por Joaquin Phoenix.

Durante sua participação no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, a diretora de elenco Francine Maisler elevou as expectativas do público sobre a performance da estrela (via Deadline).

“Ela está muito bem o papel e sua performance vai explodir as mentes dos fãs. Eu não sugeri Lady Gaga. Não foi ideia minha, mas sim do [diretor] Todd Phillips. O que posso dizer é que ela está realmente surpreendente e muito convincente. Eu a vi atuando e fiquei impactada.”

Ela continuou:

“Todos nós sabíamos o que ela poderia fazer quando assistimos ‘Nasce uma Estrela’ (2018), mas eu pensei: ‘Caramba, ela está em seu habitat natural’. Algo que ela poderia fazer e ser ela mesma. Mas isso… Caramba, ela é muito boa. Joaquin impressiona, e ela consegue acompanhá-lo e não fica ofuscada, ela mostra o quanto é boa.”

Anteriormente, Gaga conversou com o Access Hollywood e afirmou que sua versão da personagem é completamente autêntica:

“Você sabe, minha versão da Harley é única e autêntica para este filme e esses personagens. Nunca fiz nada parecido antes, então será uma experiência completamente nova e muito divertida”.

Vale lembrar que a sequência promete ser um sucesso, considerando que o primeiro trailer se tornou o maior lançamento entre as prévias da Warner Bros. nos últimos anos.

Segundo a Variety, o trailer deCoringa: Delírio a Dois’ somando todas as plataformas conquistou 167 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas após o lançamento. A reportagem ainda afirma que os números do trailer e o engajamento nas redes sociais superaram os do primeiro trailer de ‘Barbie’, tornando-se o maior lançamento da Warner Bros.

Além disso, o trailer se tornou instantaneamente o vídeo mais comentado no YouTube na noite da estreia e conta atualmente com 25,9 milhões de visualizações apenas nessa plataforma.

Durante as primeiras 24 horas, o trailer da sequência deCoringa dominou o X, com 10 termos relacionados ao filme em tendência, incluindo #JokerFolieADeux, Gaga, Harley, Harley Quinn, Joaquin Phoenix, Joker, Joker 2, Joker2, Lady Gaga e Todd Phillips.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Vale lembrar que o filme ganhou classificação indicativa para maiores de 18 anos devido a cenas de violência, linguagem inapropriada, nudez completa e sexo.

Essa é a mesma classificação do filme anterior, mas a sequência deve ser um pouco menos perturbadora, já que o original foi classificado para maiores por “extrema violência sangrenta”.

Como o novo filme apresenta Lady Gaga como Harley Quinn, as cenas mais impactantes devem se concentrar na sexualidade.

O longa será um musical maníaco com Joaquin Phoenix reprisando o papel do Coringa e Lady Gaga interpretando Arlequina. A decisão de transformá-lo em um musical dividiu os fãs, mas o filme está sendo descrito como um “jukebox”.

Para quem não está familiarizado, musicais jukebox são aqueles que usam canções populares interpretadas pelos próprios atores, como vimos em ‘Mamma Mia!’ e ‘Moulin Rouge!’.

Segundo a Variety, o filme apresentará pelo menos 15 reinterpretações de músicas “muito conhecidas”, além de algumas canções originais. Uma das músicas em destaque será “That’s Entertainment”, do musical ‘The Band Wagon’ (1953).

O orçamento do filme está estimado em cerca de US$ 200 milhões, sendo um dos lançamentos mais aguardados da Warner.

Lembrando que Coringa: Folie à Deux estreia em 04 de outubro de 2024.

Confira as fotos, com a nova logo:

Vale destacar que Folie à Deux é um termo que significa “psicose compartilhada”, o que pode ser referência ao fato de que Gaga irá interpretar Arlequina.

Lançado em 2019, ‘Coringa‘ ultrapassou a impressionante marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, a partir de um orçamento de apenas US$ 70 milhões.

Millie Bobby Brown e Chris Pratt na prévia INÉDITA de ‘The Electric State’, novo sci-fi dos diretores de ‘Vingadores: Ultimato’

A Netflix divulgou uma prévia inédita de ‘The Electric State‘, sci-fi comandado pelos irmãos Anthony e Joe Russo (‘Vingadores: Ultimato’).

Confira, junto ao trailer, e siga o CinePOP no Youtube:

A produção será lançada na plataforma no dia 14 de março de 2025.

Millie Bobby Brown (‘Stranger Things’), Chris Pratt (‘Guardiões da Galáxia’) e Ke Huy Quan (‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’) estrelam a produção.

A trama é ambientada em um futuro alternativo onde humanos e robôs vivem juntos em harmonia relativa – e uma jovem adolescente (Brown) percebe que seu novo amigo robô, na verdade, foi mandado até ela por seu irmão desaparecido. Os dois, então, partem em uma missão para encontrá-lo, descobrindo uma gigantesca conspiração no caminho.

O elenco também é formado por Stanley Tucci, Jason Alexander, Brian Cox, Jenny Slate, Giancarlo Esposito, Anthony Mackie e Billy Bob Thornton.

Christopher MarkusStephen McFeely (‘Vingadores: Ultimato’) assinam o roteiro.

Crítica | ‘Coração de Ferro’ é uma boa série da Marvel, mesmo com seus problemas

A crítica em questão analisa os dois primeiros episódios da série.

É um fato dizer que a Marvel Studios e o cenário de super-heróis em si vêm passando por uma tristonha fadiga criativa – vivendo mais de easter eggs e fan-services do que de boas histórias que realmente encantem o público e apresentem facetas novas de um gênero bastante conhecido e explorado. É claro que, vez ou outra, produções interessantes nos chamam a atenção pela originalidade, como foi o caso da recente série ‘Agatha Desde Sempre’, que levou vários prêmios para casa, e do ótimo ‘Thunderbolts*’, que infelizmente não fez o sucesso de bilheteria que prometia.

Em meio a acertos e erros, o Universo Cinemático Marvel parece não estar conseguindo acertar como deveria – e isso não se deve inteiramente a tentativas falhas, mas a um óbvio boicote promovido por grupos que permanecem em resistência a personagens novos e à mais ínfima centelha de representatividade – seja em relação a qualquer minoria social. Coração de Ferro, a mais nova série desse panteão super-heroico, vem sofrendo do mesmo mal desde seu anúncio e desde o lançamento dos trailers promocionais, tendo chegado a receber um review-bombing nos agregadores de críticas antes mesmo de sua estreia oficial no Disney+. De qualquer forma, isso não muda o fato de que, através de uma perspectiva diferenciada, o projeto, cujos três primeiros episódios já estão disponíveis na plataforma de streaming, é prático e funcional dentro de seus limites (e com certeza irá atrair a ira de haters sem fundamentação qualquer).

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A trama acompanha Riri Williams, uma jovem supergênia que fez sua estreia no MCU em Pantera Negra: Wakanda para Sempre’ e que volta às telas através de Dominique Thorne em uma sólida performance. Aqui, ela retorna para sua cidade natal, Chicago, após ser expulsa do MIT em virtude de inúmeros problemas burocráticos – mas não antes de colocar as mãos em uma armadura tecnológica que construiu, levando-a consigo para dar continuidade a seus projetos. Marcada pela trágica morte do padrasto e da melhor amiga, Natalie (Lyric Ross), Riri se vê em um beco sem saída até cruzar caminho com Capuz (Anthony Ramos), um homem misterioso que lhe apresenta a junção entre magia e ciência – abrindo possibilidades únicas e arremessando-a para um mundo de perigos inimagináveis.

De forma geral, a série funciona mesmo dentro de limites perceptíveis – mas alguns pontos devem ser levados em consideração: logo de cara, percebemos que a construção do projeto é pautada em uma atmosfera mais urban, por assim dizer, não apenas centrada em uma conhecida metrópole, como destinado a um público específico, trazendo páginas emprestadas de produções como ‘Atlanta’ para erguer uma ambientação peculiar e que nutre de sua própria identidade. E, levando isso em consideração, é notável como o caráter dramático da obra é sutil, trazendo uma leveza que há bastante tempo não víamos dentro do MCU e garantindo que essa narrativa não seja apenas mais um projeto mercadológico qualquer.

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Em meio a essa ideia, certos elementos funcionam e outros não. De um lado, temos um fabuloso elenco que se entrega de corpo e alma a seus respectivos personagens – incluindo Thorne em seu glorioso e melancólico retorno como Riri Williams, singrando por uma vida conturbada que, na verdade, é apenas o desejo de se destacar e de mudar o mundo (por mais que o caminho não seja fácil); Ramos apresentando um novo lado de sua carreira performática como Capuz, alter-ego de Parker Robbins, ainda que não use e abuse do potencial do personagem; Ross em uma entrada única como Natalie, retornando como a IA acoplada ao traje de Riri e trazendo um lado cômico bem colocado; e nomes que incluem Shea Coulée, Sonia Denis, Shakira Barrera e Eric André.

De outro lado, há problemas de ritmo que permeiam o capítulo de estreia, emergindo como uma espécie de “crime imperdoável” por não conseguir nos cativar a princípio. A história desenrola-se de maneira unidimensional, com cenas bem orquestradas, mas que não se arriscam em qualquer momento. Sam Bailey, responsável pelos três primeiros episódios, assume a cadeira de direção e sabe como apresentar ou representar Riri ao público; entretanto, a realizadora escorrega em algumas escolhas repetitivas que são aparadas apenas no segundo capítulo – o que é interessante, considerando que ficamos mais engajados para descobrir os próximos eventos e a consagração oficial da personagem dentro do MCU.

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Coração de Ferro é uma boa série e ganha pontos ao não se valer de convencionalismos constantes de tantas obras do gênero super-heroico, mesmo que acompanhada de óbvios deslizes. Mantendo-se fiel ao que deseja entregar ao público, a nova atração da Marvel Studios é prática e funcional como deve ser – e em momento algum deseja dar um passo maior que a perna.

Lembrando que os três primeiros capítulos da série já estão disponíveis no Disney+.

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Papai Noel está em APUROS no trailer da sequência ‘The Night My Dad Saved Christmas 2’; Confira!

Netflix divulgou recentemente o trailer oficial de ‘The Night My Dad Saved Christmas 2’, sequência do filme natalino lançado em 2023.

O longa chega à plataforma de streaming no dia 6 de dezembro.

Confira:

O filme é dirigido por Joaquín Mazón, com roteiro assinado por Daniel MonederoFrancisco Arnal.

Ambientado em uma época natalina caótica, o filme acompanha Salva, um ladrão reformado que se esforça para ser um pai melhor, e seu filho adolescente enquanto tentam resgatar o Papai Noel, que foi capturado por um brinquedo rebelde. Com a ajuda de aliados travessos, eles têm apenas uma noite para enfrentar adversários inesperados e reacender o espírito do Natal.

Santiago SeguraErnesto SevillaUnax HaydenPablo ChiapellaJoaquín ReyesMaría BottoJosema YusteEmilio Gavira e outros estrelam.

‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’: Terror com astro de ‘Ruptura’ abre com 90% de APROVAÇÃO no RT; Confira as críticas!

Hokum: O Pesadelo da Bruxa, terror estrelado por Adam Scott (‘Ruptura’), chega em breve aos cinemas, mas já está fazendo um sucesso considerável entre a crítica internacional.

No Rotten Tomatoes, a produção abriu com expressivos 90% de aprovação, com base em 62 reviews publicadas até o momento. Segundo o consenso geral, o filme é “uma história clássica de casa assombrada, enriquecida com folclore atmosférico e sustos perfeitamente cronometrados”, que “consolida ainda mais o roteirista e diretor Damian McCarthy como um mestre moderno do terror”.

Confira alguns comentários abaixo:

“É assustador como ‘Hokum’ transita do mistério do assassinato para artimanhas sobrenaturais e, em seguida, para o terror psicológico com tanta segurança” – San Francisco Chronicle.

Hokum’ é uma homenagem muito eficaz às antigas histórias de casas assombradas. Scott e o pequeno elenco são sólidos, embora a mixagem de som e o design de produção sejam o que realmente incomodam” – The Film Maven.

“[O filme] pode não necessariamente reescrever as regras do jogo, e em algumas partes apresenta seu próprio tipo de exagero, mas é uma história de terror espiritual executada com eficiência, que pode te deixar arrepiado” – Film Feeder.

“A direção é surpreendentemente segura, propulsivamente sinistra e, sem dúvida, faz um uso divertido dos inúmeros elementos” – Flickering Myth.

“Graças a Deus por Adam Scott, cuja mera presença eleva a mecânica banal de Hokum’ a um nível assistível de filme de terror folclórico, mesmo que o resultado geral seja decepcionante” – The Cinema Spot.

Hokum’ é mais um filme de terror sobre traumas de infância e culpa, mas evita as armadilhas de outros filmes graças à sua história genuinamente emocionante” – Discussing Film.

“Verdadeiramente assustador, de arrepiar os cabelos… Um novo clássico em termos de thrillers de terror irlandeses” – joe.ie.

Anteriormente programado para chegar ao Brasil no próximo dia 30 de abril, o longa agora será lançado em 21 de maio pela Diamond Films.

A trama acompanha o solitário escritor Ohm Bauman, que se refugia em uma pousada isolada na Irlanda para cumprir o último desejo de seus pais. A despedida silenciosa se transforma em pesadelo quando histórias sobre uma antiga bruxa que assombra a suíte de lua de mel passam a invadir seus sonhos e sua mente. Entre visões perturbadoras e um desaparecimento chocante, Ohm é levado a um confronto aterrorizante com as forças que cercam o local e com os cantos mais sombrios de seu passado.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Damian Mc Carthy (‘Oddity – Objetos Obscuros’) é responsável pela direção e roteiro.

O elenco ainda conta com Peter Coonan, David Wilmot, Florence Ordesh, Will O’Connell, Mallory Adams, Sioux Carroll e Michael Patric.

‘Titãs’: Produtor dá detalhes sobre a participação de Bruce Wayne na 2ª temporada

Agora que Iain Glen foi confirmado no papel de Bruce Wayne em ‘Titãs‘, muitos fãs ficaram animados em ver o personagem plenamente, diferente das cenas fora de foco da primeira temporada.

Por outro lado, de acordo com o We Got This Covered, o produtor executivo Greg Walker foi à San Diego Comic Con e revelou que Glen não será visto propriamente como Batman.

“Estamos mais interessados ​​em entender o relacionamento de Bruce Wayne e Dick Grayson, com a premissa de que ele é muito bom em ser Batman, mas ele não em ser Bruce Wayne”, disse Walker. “Espere mais da ‘realidade psicológica e emocional de seu relacionamento'”.

Muitos fãs já vinham especulando que o relacionamento entre os personagens deve levar à transformação de Grayson como o Asa Noturna nas próximas temporadas.

As respostas vão surgir após a estreia da 2º temporada de ‘Titãs’, prevista para o outono norte-americano, que acontece entre 23 de setembro e 21 de dezembro.

No Brasil, a série é exibida pela Netflix.

‘Titãs’ é estrelada pro Brenton ThwaitesAnna Diop, Teagan Croft e Ryan Potter

Esai Morales será o vilão Exterminador,  enquanto Drew Van Acker dará vida a Aqualad e Chelsea T. Zhang será Devastadora.

‘O Mandaloriano’ vai ganhar documentário sobre os bastidores da produção

De acordo com o Comic Book, a Disney+ vai lançar um documentário explorando os bastidores da 1ª temporada de ‘O Mandaloriano‘.

Intitulado ‘Galerias da Disney: O Mandaloriano‘, o documentário foi produzido para comemorar o sucesso da primeira série live action baseada na saga ‘Star Wars.

Ao longo de oito episódios, o criador Jon Favreau irá se reunir com o elenco para discutirem como a série conquistou os fãs através de seus principais elementos.

Cada episódio será focado em um tema, como o processo de filmagem, o legado de George Lucas, construção dos personagens, a tecnologia inovadora da série, a arte por trás dos efeitos práticos, as criaturas alienígenas, influências criativas e as conexões com os personagens e acessórios que transformaram a saga em um ícone da cultura pop.

“Uma perfeita oportunidade para os fãs da série darem uma olhada nos bastidores e conhecerem uma perspectiva diferente. Os episódios vão esclarecer como ‘O Mandaloriano‘ surgiu através da união de colaboradores incrivelmente talentosos. Tivemos uma experiência animadora com a 1ª temporada e estamos ansiosos para compartilhar com o público.”

A estreia está agendada para 04 de maio, quando os fãs comemoram o dia mundial de ‘Star Wars‘.

Lembrando que ‘O Mandaloriano’ já está em exibição na Disney+.

Confira o trailer:

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passará no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

‘Adão Negro’: Sarah Shahi pode ter revelado qual será sua personagem na adaptação; Confira!

Desde que Sarah Shahi (‘City on a Hill‘) foi adicionada ao elenco da adaptação de ‘Adão Negro, seu papel permanece em segredo.

Rumores apontaram que ela poderia estar interpretando Adrianna Tomaz, alter ego da deusa egípcia Isis… E parece que a estrela pode ter confirmado as suspeitas.

Em seu perfil do Instagram, ela compartilhou que está lendo alguns quadrinhos para se preparar, e dois desses quadrinhos fazem parte das edições dos Novos 52 do ‘Adão Negro‘, nos quais Isis desempenha um grande papel.

Na trama, ela é a responsável por ressuscitar o Adão Negro na tentativa de dominar o mundo.

Para quem não a conhece, ela é comumente descrita como uma versão maligna da Mulher-Maravilha e também tem os principais poderes da heroína, como super-força, velocidade, resistência e voo.

Confira a publicação:

“Pesquisa… ‘Adão Negro’.”

Lembrando que o elenco também conta com Quintessa Swindell (Maxine Hunkel),  Aldis Hodge (Gavião Negro) e Noah Centineo (Esmaga-Átomo)

Há alguns meses, Johnson compartilhou uma nova imagem de bastidores da ação Red Notice e aproveitou para confirmar que as filmagens de Adão Negro começam a partir de março de 2021, no início da primavera norte-americana.

Anteriormente previsto para ter início em julho deste ano, com lançamento marcado para dezembro de 2021, o filme foi removido do cronograma da Warner Bros. em virtude do COVID-19.

Por enquanto, não há previsão de estreia.

De qualquer forma, Johnson escreveu na publicação que “na primavera [norte-americana], vamos rodar o grande Adão Negro para o universo DC, na Geórgia.

Confira:

Apesar dos detalhes sobre a narrativa não terem sido revelados, os fãs já sabem que Adão Negro é o antagonista principal do herói conhecido como Shazam. Nos tempos modernos, entretanto, o personagem evoluiu para um anti-herói extremamente complexo e conturbado – tornando-se uma das criações mais proeminentes do panteão da DC.

O filme é dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Jungle Cruise’).

Confira as primeiras artes da adaptação:

‘Caça-Fantasmas’: Melissa McCarthy continua sem entender a recepção NEGATIVA ao filme

Já se passaram cinco anos desde o lançamento do reboot de Caça-Fantasmas‘, dirigido por Paul Feig e estrelado por mulheres, incluindo Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon e Leslie Jones.

Apesar de ter recebido 73% de aprovação da crítica especializada, o longa arrecadou apenas US$ 229 milhões pelo mundo, a partir de uma orçamento de US$ 145 milhões.

Além disso, a trama não conseguiu agradar aos fãs da franquia e não deixou uma lembrança marcante como os primeiros filmes.

Mas o pior de tudo foram os comentários sexistas de boa parte do público, afirmando que “mulheres não chegariam aos pés do elenco original”.

Durante uma entrevista para o ET Canada, McCarthy refletiu sobre o assunto e disse que ainda não entende por que o filme foi alvo de tanto ódio.

“Acredito que não há fim para as histórias que podemos contar, e há tantos reboots, relançamentos e interpretações diferentes. Não entendo como qualquer um desses derivados poderia estragar o que já foi feito, simplesmente não entendo. Não entendo a luta de certas pessoas para provar quem é mais tóxico e violento, ou quem consegue propagar mais ódio.”

Ela continuou, dizendo o quanto se orgulha de ter participado da franquia:

“Eu me orgulho do trabalho que fizemos e todos devem ser capazes de contar a história que querem contar. Se você não quer assistir, não é obrigado a assistir.”

Falando nisso,Ghostbusters: Mais Além‘ estreia em 19 de novembro.

As primeiras reações já foram divulgadas e os críticos classificaram a sequência como uma grata surpresa, afirmando que “é tudo o que os fãs precisavam”

O filme foi exibido de surpresa no painel da Sony na CinemaCON e foi recebido de forma bastante positiva.

O consenso geral é que o diretor Jason Reitman utilizou a nostalgia da franquia original da maneira correta, embalando o filme diversas referências aos originais com muita emoção, como uma carta de amor pai, Ivan, diretor dos dois primeiros.

Confira as reações:

“‘Ghostbusters: Mais Além‘… Uau! Não estava esperando o quão sincero esse filme é. Tem uma vibração muito infantil que lembra os filmes de Steven Spielberg. Jason Reitman é extremamente leal ao original.”

“‘Ghostbusters: Mais Além‘ foi realmente ótimo. Como alguém que não era um grande fã da franquia, me diverti muito, mesmo sem entender as referências. Um grande elenco que põe todo o seu coração no filme. Fãs novos e antigos vão adorar. Continuem até os créditos!”

“Acabei de ver ‘Ghostbusters: Mais Além‘, graças à CinemaCon e à Sony Pictures. Parecia uma carta de amor de Jason Reitman para seu pai e sua filha enquanto fazia um grande filme da franquia.”

“Eu vi ‘Ghostbuisters: Mais Além‘. Desculpem, ainda não tenho a crítica, mas o que posso dizer é que é o melhor da franquia, ponto final. Incrivelmente bem escrito, sem se apoiar muito na nostalgia e contando uma história melhor do que até mesmo o original. Um sucesso, em todos os sentidos.”

“Sim, ‘Ghostbusters: Mais Além‘ foi exibido no CinemaCon. Sim, eu vi. Sim, é muito bom. Sim, esta é a verdadeira sequência que você estava esperando. Tem muitas referências ao original e é uma homenagem nostálgica à franquia.”

“‘Ghostbusters: Mais Além é a sequência que os fãs esperam há décadas, do melhor ao pior. Tem ótimos novos personagens, muitas surpresas e muitas risadas com a quantidade certa de nostalgia. Eu amei muito. No entanto, não é perfeito.”

“Surpresa: ‘Ghostbusters: Mais Além‘ o explodiu o telhado da CinemaCon. Eu AMEI. Este filme significou tudo para mim – uma sequência emocional que é quase indecifrável para quem não está por dentro. Esse filme é o que os fãs estavam esperando.”

“Vi ‘Ghostbusters: Mais Além‘ na CinemaCon e é muito bom. Uma continuação sólida dos dois filmes originais. Nostalgia pelo original e uma forte reviravolta na trama de McKenna Grace como neta de Egon. E Paul Rudd tem as melhores falas. Os fãs vão gostar bastante.”

“Tive a incrível oportunidade de assistir ‘Ghostbusters: Mais Além‘ na CinemaCon. Sou um grande fã da franquia e estou feliz em dizer que o filme é tudo que eu esperava! Foi um filme tão divertido que ofereceu todos os tipos de fan service e eu adorei cada minuto!”

“Acabei de ver ‘Ghostbusters: Mais Além’ e ainda estou em choque… Estou nas nuvens. Simplesmente Uau… Eu amei. Preciso de um dia para processar e não consigo tirar o sorriso do meu rosto!”

Confira o trailer, dublado e legendado:

Além de dirigir, Jason Reitman também ajudou a escrever o roteiro em parceria com Gil Kenan (‘Poltergeist’).

Na trama, uma mãe solteira e seus dois filhos chegam em uma cidade pequena e começam a descobrir sua conexão com os caça-fantasmas originais, além do legado secreto que seu avô deixou para trás.

Finn Wolfhard (‘It: A Coisa’), Mckenna Grace (‘A Maldição da Residência Hill’) e Carrie Coon (‘The Sinner’), Paul Rudd (‘Vingadores: Ultimato’) estrelam. O elenco também conta com o retorno de Bill Murray, Dan Aykroyd, Annie PottsSigourney Weaver.

‘The Boys’: Fãs COMEMORAM renovação para a 4ª temporada; Confira as reações!

Ontem, foi revelado que a Amazon Prime renovou a série ‘The Boys‘ para a 4ª temporada depois de revelar que a audiência mundial da série cresceu 17% em relação à segunda temporada, e 234% em relação à primeira.

Se não bastasse a euforia pelo lançamento dos novos episódios, o público está ainda mais animado com a novidade, publicando mensagens de comemoração nas redes sociais.

Confira as reações:

“Desde nossa primeira conversa com Eric Kripke e a equipe criativa sobre a terceira temporada de The Boys, sabíamos que a série estava ficando ainda mais ousada — um feito impressionante, considerando o grande sucesso da segunda temporada indicada ao Emmy,” disse Vernon Sanders, head de televisão do Amazon Studios. “‘The Boys’ continua a ultrapassar os limites na narrativa, ao mesmo tempo em que diverte incansavelmente e atravessa a sátira social que parece muito real. Este mundo estilizado da série tem um alcance global incrível e a audiência do fim de semana de estreia é prova disso. Estamos imensamente orgulhosos do elenco e da equipe que gerou esta franquia para o Prime Video, e estamos ansiosos para trazer mais ‘The Boys’ para nossos membros.”

Em comunicado oficial, o showrunner Eric Kripke declarou: “Falando pelo elenco e equipe, somos muito gratos à Sony, Amazon e principalmente aos fãs por abraçar o programa e nos permitir fazer mais. Estamos empolgados em continuar a luta de Butcher e os Boys contra Homelander e os Seven, bem como comentar sobre o mundo insano em que estamos vivendo.”

Vale lembrar que a franquia ‘The Boys‘ também inclui agora uma série animada antológica com oito episódios, ‘The Boys Presents: Diabolical‘, disponível no Prime Video; assim como o spin-off ainda sem título, ambientado na única faculdade da América exclusivamente para jovens adultos super-heróis, que está atualmente em produção.

O novo ciclo introduz Jensen Ackles (Solider Boy), Laurie Holden (Condessa Carmesim), Sean Patrick Flanery (Supersonic), Nick Wechsler (Blue Hawk) e Miles Gaston Villanueva (Gunpowder).

Crítica | The Boys – 2ª temporada: Ainda mais sádica, violenta e ofensiva

Criada por Evan GoldbergEric Kripke e Seth Rogen, a série é baseada nos quadrinhos homônimos lançados em 2006.

A trama se passa em um mundo onde os super-heróis abraçaram o lado negro de suas famas, e irá focar em um grupo de vigilantes conhecido como “Os Garotos”, que são mandados para derrotar super-heróis corruptos com não mais do que coragem e disposição para lutar sujo.

O elenco inclui Karl Urban, Jack Qaudi, Karen Fukuhara, Erin Moriarty, Antony Starr, Dominique McElligott, Chace Crawford, Jessie T. Usher e Nathan Mitchell.

‘Citadel’: Mistério, confusão e mentiras dominam o teaser da série de espionagem dos Irmãos Russo; Confira!

A Amazon Prime divulgou o primeiro teaser de ‘Citadel‘, a ambiciosa série de ação e espionagem produzida pelos irmãos Anthony e Joe Russo.

Ainda sem sinopse oficial e com uma trama guardada a sete chaves, sabe-se que Richard Madden (‘Game of Thrones’) será um agente secreto chamado Mason Kane, enquanto Priyanka Chopra Jonas (‘Triplo X: Reativado’) será a agente Nadia Sinh.

Sem lembranças de suas vidas passadas, ambos trabalham para a misteriosa organização chamada Citadel.

Confira o teaser:

“Tudo o que você sabe é uma mentira.”

Com estreia marcada para 28 de abril, a atração terá seis episódios e também conta com Stanley Tucci (‘O Diabo Veste Prada’) e Lesley Manville (‘Trama Fantasma’).

Josh Appelbaum, André Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg entrarão como roteiristas e produtores executivos.

‘Ahsoka’: Rosario Dawson compartilha selfies inéditas ao lado de Hayden Christensen e Dave Filoni; Confira!

Em seu perfil doInstagram, Rosario Dawson compartilhou selfies inéditas ao lado do criador de ‘Ahsoka‘, Dave Filoni e Hayden Christensen, que reprisou seu papel como Anakin Skywalker.

Como os fãs já sabem, Ahsoka foi aprendiz Padawan de Anakin durante o período das guerras, e vê-los juntos em carne e osso era o que faltava para tornar a saga ainda mais completa e fascinante.

Confira:

Lembrando que todos os episódios de ‘Ahsoka‘ estão disponíveis na Disney+.

Ambientada após a queda do Império, ‘Ahsoka‘ acompanha a Jedi renegada (vivida por Rosario Dawson) enquanto ela investiga uma ameaça emergente em um momento de vulnerabilidade da galáxia. Em meio à sua busca, ela terá de lidar com negócios inacabados pelos traumas de suas experiência de mestre e aprendiz ao lado da Mandaloriana Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo) e da lendária piloto rebelde Hera Syndulla (Mary Elizabeth Wintead).

Lars MikkelsenRay StevensonIvanna SakhnoDiana Lee InosantoDavid Tennant e outros também fazem parte do elenco.

O Outro Lado do Vento | Uma pérola escondida da NETFLIX

Longa carrega uma das histórias de produção mais conturbadas do cinema

Com sua imensa variedade de produções, a Netflix é como uma infindável biblioteca (ou locadora) no qual é muito fácil deixar certos títulos passarem despercebidos. Como em qualquer estabelecimento do tipo, os exemplares de maior nome costumam ficar à vista do visitante mais claramente do que qualquer outra coisa e no caso da Netflix esse exemplo se torna mais enfático devido à existência do algoritmo que mapeia a preferência do usuário com base no que ele consome, apresentando assim exemplares que são considerados mais apropriados para ele e consequentemente ocultando tantos outros que não se encaixam.

Um desses títulos, sem dúvida, é O Outro Lado do Vento: também conhecida como a última obra de Orson Welles. O mockumentário (falso documentário) do famoso cineasta teve uma produção extremamente complicada, marcada por processos judiciais, gravações que levaram anos para serem concluídas e escassez de recursos financeiros. 

Desde o início Welles lidou com o projeto como uma obra independente, no qual não só marcaria seu retorno às boas graças de Hollywood (conforme ele acreditava) como também seria um filme no qual ele teria o controle total de tudo que aconteceria; essa seria uma situação oposta ao que lhe ocorreu enquanto produzia sua obra mais famosa, Cidadão Kane, onde o estúdio mantinha o diretor sob controle e era detentor da palavra final.

Orson Welles (à esquerda) era persona non grata em Hollywood à altura que realizou seu último filme

O momento em que a ideia do filme foi concebida também é muito importante, ainda mais que pela duração do desenvolvimento ela se traduz de 1970 até 2018. Quando Welles anunciou que estava desenvolvendo seu próximo filme ele já era um cineasta “exilado” na Europa e no período entre 1948 e 1956 suas produções basicamente se concentraram por lá, tais como Othello (1948) e The Immortal Story (1968).

Toda a premissa de O Outro Lado do Vento se concentra no último dia de vida de um premiado diretor chamado Jake Hannaford que, incapaz de se adaptar às mudanças pelas quais o cinema passava principalmente com o movimento da Nova Hollywood, decide apostar na produção de uma última obra que conteria todos os elementos que estavam populares na época por filmes como Bonnie e Clyde e A Última Noite de um Homem, sendo eles sexo e violência explícita.

Dessa forma, com o filme ainda inacabado, Hannaford promove uma festa em sua casa convidando críticos e associados de longa data para exibir o que já havia do material. Ao mesmo tempo em que é desenvolvida essa linha narrativa, vai se mesclando a ela cenas do filme que está sendo exibido na festa; apresentando um casal de protagonistas que jamais falam e envolvidos em várias cenas explicitamente eróticas. Por se tratar de uma obra não finalizada, esse filme secundário não mostra qualquer linha narrativa clara que o espectador possa seguir para entender o que está acontecendo, nem mesmo os personagens da festa ou envolvidos na produção são capazes de entender o que está sendo mostrado.

Jake Hannaford (John Huston) é o protagonista e objeto de estudo em “O Outro Lado do Vento

De qualquer forma, Welles monta sua trama principal com um trabalho de câmera propositalmente caótico em meio às várias pessoas presentes na festa e invasivo no que consta aos constantes close-ups sobre o diretor protagonista. Narrativamente o filme não segue uma estrutura que simula fielmente a fórmula de um documentário mas a câmera tem uma presença bem fluída pelo cenário, focando pontualmente em vários convidados interagindo em cômodos diferentes. De vez em quando rendendo comentários direcionados do personagem em observação sobre o que quer que esteja acontecendo.

Durante uma conversa com Peter Bogdanovich, que também foi parte do elenco, Welles indicou como seria a estrutura de condução da trama. “Eu vou usar várias vozes para contar a história. Você escuta conversas gravadas como entrevistas e você vê algumas cenas diferentes acontecendo ao mesmo tempo”.

O enredo também é considerado uma metáfora aberta sobre o processo de envelhecimento de um artista, variando em termos de associação do protagonista com o autor Ernest Hemingway, essa defendida pelo próprio Orson Welles que o conheceu na década de 30, até possivelmente com Alfred Hitchcock que outrora já havia sido uma unanimidade na indústria mas que na fase final da carreira enfrentou grande dificuldade de se adaptar aos novos tempos, entregando dessa forma trabalhos considerados medíocres como Topázio e Cortina Rasgada.

A altura dos anos 70, Hitchcock, assim como Hannaford, estava longe do auge da carreira

Porém, a comparação mais imediata e talvez célebre acabe sendo com a mente por trás do filme. Nas ocasiões em que foi questionado se o protagonista interpretado por John Huston (outro célebre nome no panteão de cineastas de Hollywood) era uma representação da sua persona, Orson Welles foi direto ao negar e jogar a especulação para o colo de Hemingway. No entanto, é fácil tender a comparar O Outro Lado do Vento como uma representação satírica da trajetória profissional do próprio Orson Welles.

Antes considerado um prodígio do cinema pelo feito alcançado com Cidadão Kane e até mesmo um comunicador diferenciado por um dos primeiros mockumentários da história que foi sua transmissão radiofônica de Guerra dos Mundos em 1938, ele viu gradativamente os estúdios lhe dando as costas e com crescente dificuldade de financiamento dos seus projetos ele se voltou para o mercado europeu de cinema independente que foi ganhando amadurecimento a partir dos anos 50.

É justamente esse histórico complicado relacionado ao financiamento que Welles postergou por décadas a finalização de O Outro Lado do Vento. Inicialmente ele teve como principal investidor Mehdi Boushehri, cunhado do então Xá do Irã Reza Pahlavi. No entanto, após a deposição do Xá na Revolução Iraniana de 1979 o filme foi mantido em um cofre na França, primeiramente pelo novo regime do país e depois pela produtora francesa do cunhado do Xá.

Problemas financeiros, a até mesmo geopolíticos, atrasaram indefinidamente a pós produção do filme

Welles então iniciou uma batalha judicial para recuperar os direitos sobre os negativos; conforme é visto no documentário Serei Amado Quando Morrer, o cineasta apelou para o antigo código napoleônico relacionado à propriedade intelectual, mas a decisão da corte francesa manteve os direitos com o produtor.

Quando chegou o ano de 1985, Orson Welles faleceu sem jamais ter finalizado a edição de seu último filme. Ainda assim, seus associados e parentes continuaram o esforço de arrecadar recursos para terminar a produção o mais próximo possível de como o diretor sonhara em realizar. Por volta de 1998, Mehdi Boushehri decidiu por negociar os direitos sobre o filme, a fim de facilitar que ele fosse lançado e assim pudesse recuperar um pouco do investimento.

Poucos anos depois, Bogdanovich anuncia que vai buscar parceiros para terminar a pós-produção de O Outro Lado do Vento em um esforço que perdurou até 2018, quando a versão finalizada foi exibida no Festival de Veneza e no final do ano entrou no catálogo da Netflix

Ao final dessa saga, fica muito difícil não confundir o filme com a carreira de Welles. Um conceito que originalmente poderia ser o renascimento de um cineasta\um cineasta que no início da carreira apresentou conceitos que poderiam mudar o cinema, uma história sobre um diretor outrora grande que se tornou uma sombra reciclada de si mesmo\ um realizador que já foi considerado um prodígio de Hollywood por ter criado o maior filme de todos os tempos e nos estágios finais da vida precisava financiar os próprios projetos.

Tudo em O Outro Lado do Vento exala a exaustão, no bom sentido, do seu criador, o cansaço que transparece no Jake Hannaford de John Huston exibe bem isso; as câmeras invasivas que tomam a festa na casa do cineasta, como abutres em volta do corpo já deteriorado do protagonista, são as mesmas que muito se fartaram em mostrar Orson nos estágios finais da vida e ainda assim cabe a ironia de algumas delas serem de cineastas realizando gravações sobre o projeto de Hannaford; outrora o manipulador das câmeras, é Hannaford\Welles quem por elas agora era vitimizado.

 

Sandra Bullock está CHATEADA com as alegações de Michael Oher sobre ‘Um Sonho Possível’, afirma fonte

Michael Oher, cuja história inspirou o filme ‘Um Sonho Possível‘ indicado ao Oscar em 2010, está movendo um processo contra a família Tuohy, que o adotou e cuja história foi retratada na tela grande. (via ESPN)

Oher alega que nunca foi efetivamente adotado pela família, que eles se beneficiaram financeiramente de sua história e que ele nunca recebeu uma compensação pela adaptação de sua biografia para o cinema.

Enquanto o livro e o filme foram lançados com base na história de Oher, o jogador afirma que ele nunca recebeu uma parcela dos lucros.

Agora, uma fonte disse ao site DailyMail que a atriz Sandra Bullock ficou profundamente afetada pelas alegações de que seu papel vencedor do Oscar poderia ter sido baseado em uma mentira.

A atriz, que interpretou Leigh Anne Tuohy no filme, sente que o trabalho árduo e a dedicação colocados em uma história que ela acreditava ser verdadeira foram prejudicados pelas recentes revelações.

“Agora as pessoas não vão assistir e, se o fizerem, terão uma reação completamente diferente à sua intenção original,” disse a fonte, enfatizando que Sandra Bullock lamenta que um momento especial em sua vida tenha sido obscurecido por uma perspectiva alterada.

A situação se soma a um momento difícil para a atriz, que recentemente enfrentou a perda de seu parceiro, Bryan Randall, e está lidando com a turbulência tanto em sua vida privada quanto profissional.

Apesar das adversidades, Sandra Bullock está “mostrando força e está ansiosa por dias melhores pela frente“, conforme revelou a fonte. Enquanto algumas vozes críticas sugeriram que ela deveria “devolver seu Oscar de Melhor Atriz” após as polêmicas, seus fãs nas redes sociais vieram em sua defesa.

Já o processo, movido em uma corte no Tennessee, alega que Oher foi induzido a assinar um documento que concedeu aos Tuohy a autoridade de agir em seu nome, sob a falsa alegação de que se tornar um “guardião legal” era equivalente a ser um “pai adotivo”. Oher afirma que isso permitiu que os Tuohy se apresentassem como seus pais adotivos para obter ganhos financeiros.

Segundo ele, o acordo envolveu a família Tuohy e seus filhos biológicos, que receberam pagamentos consideráveis pelos direitos da história e uma porcentagem dos ganhos não definidos do projeto.

Oher, cuja carreira na NFL começou em 2009, diz que só teve tempo para analisar os detalhes legais após sua aposentadoria em 2016. O processo levanta questões sobre a exploração de histórias da vida real para fins financeiros e destaca a complexidade por trás das adaptações cinematográficas.

Relembre o trailer:

Chorão, do Charlie Brown Jr., vai ganhar cinebiografia nos cinemas

O renomado cantor Alexandre Magno Abrão, mais conhecido pelo seu nome artístico Chorão, vocalista do grupo Charlie Brown Jr., está prestes a ter sua história contada nos cinemas. O artista faleceu em 2013.

Segundo informações da Folha de São Paulo, o filme será uma adaptação do livro “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? Minha História de Amor com Chorão, escrito pela viúva do artista, Graziela Gonçalves. No livro, Graziela relata como o relacionamento dos dois ao longo de quase vinte anos a transformou profundamente.

O longa-metragem será dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes, os mesmos criadores do documentário Chorão: Marginal Alado’, e terá roteiro da Duda de Almeida, conhecida por seu trabalho em Sintonia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o elenco.

Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, nasceu em 9 de abril de 1970, em Tremembé–SP. O cantor e skatista alcançou a fama como vocalista da banda Charlie Brown Jr. e faleceu em 6 de março de 2013, em São Paulo, aos 42 anos, vítima de uma overdose de cocaína.

O documentário ‘Chorão: Marginal Alado’, está disponível na Netflix.

O documentário retrata a vida e a carreira do cantor brasileiro Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr. De depoimentos sobre sua vida pessoal e profissional e imagens de arquivo, o filme acompanha a história de uma das estrelas do rock mais importantes do Brasil. Chorão viveu duas décadas intensas de sucesso nacional e internacional, cheios de momentos polêmicos, até sua morte prematura, por overdose de drogas, em 2013.

Confira:

O filme foi dirigido por Felipe Novaes e levou para casa o prêmio de Melhor Documentário Nacional no voto popular da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Diretor de ‘Capitão América 4’ elogia o trabalho de Harrison Ford como Hulk Vermelho: “Um Monstro da Raiva”

‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’, o grande lançamento da Marvel Studios em 2025, trará Harrison Ford no icônico papel de general Thaddeus “Thunderbolt” Ross, o temido Hulk Vermelho.

Em entrevista à Empire, o diretor Julius Onah elogiou o trabalho de Ford como o Hulk Vermelho.

“Todos nós no set ficamos impressionados, tipo, ‘Caramba, ele mandou muito bem!'” diz Onah. “É realmente incrível ver de volta um Hulk que está destruindo tudo, um monstro da raiva”.

Para Harrison Ford, assumir o papel de Thaddeus Ross após a morte do talentoso William Hurt foi um grande desafio.

“Fiquei um pouco preocupado em substituir Bill Hurt, que era um ator maravilhoso. Eu estava determinado a encontrar a maneira certa de interpretar esse personagem depois que o público já o viu em outras versões. Sou apenas um pouco familiarizado com o Universo Marvel — vivo em outro universo — mas assisti a vários filmes da Marvel com atores incríveis, aparentemente se divertindo. E pensei, ‘Por que não eu?'”, afirmou.

Sobre a interpretação do monstruoso personagem, Ford disse: “Tentei entender a ambição dos cineastas e ser útil para eles. Eu não ficava em casa à noite pensando, ‘Ah, o que eu quero fazer quando me transformar no Hulk?’ Não me parecia uma proposta de atuação tão difícil”.

Confira:

Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ chega aos cinemas no dia 14 de fevereiro de 2025.

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Segundo o WorldOfReel, as extensas refilmagens do longa jogaram o orçamento para US$ 350 milhões a US$ 375 milhões.

Oficialmente,  o filme mais caro da Marvel foi ‘Vingadores: Era de Ultron‘ (2015) com US$ 365 milhões.

Dirigido por Julius Onah (‘O Paradoxo Cloverfield’), o longa servirá como sequência direta da série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘. Além disso, será o primeiro filme solo do herói desde ‘Capitão América: Guerra Civil‘, lançado em 2016.

O roteiro fica por conta de Malcolm Spellman e Dalan Musson.

Anthony Mackie, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Tim Blake Nelson, Shira Haas, Harrison Ford e Liv Tyler estrelam.

‘007’: Rumores revelam os principais candidatos para o papel de James Bond; Qual seu PREFERIDO?

A franquia 007 ganhou novidades promissoras com a notícia de que o cineasta Denis Villeneuve está sendo cotado para dirigir o novo longa. No entanto, a grande questão que intriga os fãs é quem será o próximo ator a vestir o icônico terno de James Bond, com lançamento previsto para 2028.

Segundo a Variety, fontes afirmam que o estúdio e os produtores estão interessados em escalar um ator britânico com menos de 30 anos. Nomes como Jacob Elordi (‘Saltburn’), Tom Holland (‘Homem-Aranha’) e Harris Dickinson (‘Babygirl’) estariam no topo da lista.

Embora haja especulações sobre Aaron Taylor-Johnson (35 anos) ou Henry Cavill (42 anos) serem possíveis sucessores de Craig, a idade deles dificulta a escolha. O favorito dos fãs, Idris Elba (52 anos), também é improvável, já que evitou rumores sobre Bond por anos.

‘Supergirl’: Primeiras exibições de teste dividem opiniões sobre o novo longa do DCU

As primeiras exibições de teste deSupergirl, novo longa da DC Studios focado na Última Filha de Krypton, já começaram a gerar repercussões nos bastidores.

De acordo com o ComicBookMovie, o corte exibido possui cerca de 2 horas e 5 minutos de duração e as reações iniciais indicam um resultado equilibrado, embora ainda existam pontos de melhoria.

Segundo relatos, o retorno não foi unânime em termos de aclamação, mas o filme é considerado sólido, apresentando cenas que brilham muito mais do que outras. Um dos grandes destaques positivos é a atuação de Milly Alcock, que foi bastante elogiada no papel principal.

Além disso, a presença do personagem Lobo foi confirmada em duas cenas de luta, embora as primeiras impressões apontem que o vilão da trama ainda parece pouco marcante ou “sem graça”.

Vale ressaltar que o objetivo dessas exibições-teste é justamente identificar o que funciona e o que falha na narrativa. A partir desse feedback, a DC Studios poderá realizar os ajustes necessários na edição ou até mesmo planejar refilmagens para fortalecer os pontos fracos.

Quanto à duração do longa, é provável que o tempo de tela sofra novas alterações nos próximos meses conforme a finalização do projeto avance.

O nos cinemas nacionais no dia 25 de junho.

Quando um inimigo inesperado e implacável surge como uma ameaça, Kara Zor-El é forçada, contra a sua vontade, a unir-se a uma companheira improvável. Juntas, elas embarcam numa jornada cósmica épica onde vingança e justiça estão em jogo – e onde Kara precisa confrontar as suas origens para encontrar o seu próprio caminho como heroína.

DC Studios escala roteirista de ‘Supergirl’ para novo filme da ‘Mulher-Maravilha’

Dirigido por Craig Gillespie (‘Cruella’), o longa é baseado nos quadrinhos Supergirl: Woman of Tomorrow, da DC.

O elenco ainda conta com Matthias Schoenaerts (Krem), Eve Ridley (Ruthye), David Krumholtz (Zor-El), Emily Beecham (Alura In-Ze), Jason Momoa (Lobo) e Ferdinand Kingsley (Elias Knoll).

James Gunn revela detalhes da nova ‘Supergirl’: “Ela não é o Superman”

Russell Crowe abre o jogo sobre o fracasso de ‘Gladiador II’

O astro Russell Crowe desabafou recentemente sobre os motivos pelos quais acredita que Gladiador II’, sequência do clássico dirigida por Ridley Scott, não conseguiu conquistar o público com a mesma força do filme original. Em entrevista ao Deadline, o ator comparou o sucesso do longa de 2000 ao desempenho da nova produção e foi categórico:

“Quando eles destruíram esse centro moral na sequência, foi muito interessante. O segundo filme mal alcançou a mesma bilheteria do primeiro, mas isso aconteceu mais de 20 anos depois. Quando você considera a inflação e a mudança no valor do dólar, eles fracassaram. E fracassaram porque não entenderam por que o primeiro foi bem-sucedido: ele tinha um núcleo moral”, afirmou.

Para ilustrar o que defende como a “alma” da história, Crowe relembrou que, durante a produção deGladiador (2000), precisou se opor firmemente às tentativas do estúdio de incluir cenas de sexo para seu personagem, Maximus. Segundo o ator, a ideia entrava em conflito direto com a essência de um homem devastado pela morte da esposa e do filho.

“Eu simplesmente continuei resistindo. Eu dizia: ‘Esta é a história de um homem que está vingando a morte da esposa e do filho. Não pode haver um momento nessa jornada em que ele pare para fazer sexo com alguém. Isso não faz sentido… isso destruiria a trajetória dele'”, explicou.

O embate com os executivos da época não foi simples, mas Crowe ganhou o apoio do diretor: “Eles discutiram comigo, me enviaram cartas sobre isso e tudo mais, mas eu mantive minha posição. Felizmente para mim, Ridley, embora provavelmente adorasse escrever uma cena romântica entre mim e Connie Nielsen, concordou comigo naquela época. E aquilo se tornou o núcleo moral do filme”.

Crowe explicou que o objetivo da equipe era criar algo “realmente clássico”, embora os executivos não compreendessem totalmente essa visão.

“Estávamos tentando fazer algo muito, muito tradicional, e o estúdio não entendia exatamente o motivo”, afirmou.

O ator destacou que sua intuição se provou correta quando o filme estreou nos cinemas e acabou atraindo um público surpreendente, registrando mais bilheteria entre mulheres do que homens:

“Na superfície, Gladiador parece um filme para homens, mas se fosse apenas para homens, seria um filme sobre revanche. Mas não é. É um filme para mulheres porque fala sobre vingança motivada pela perda e pelo amor. É uma diferença sutil, mas existe. Eu precisava que o personagem permanecesse nesse caminho”, concluiu.

A sequência GLADIADOR 2 segue o sobrinho do Imperador Commodus, Lucius Verus (Paul Mescal), o ex-herdeiro do Império. Ele é filho de Lucilla (Connie Nielsen) e foi interpretado por Spencer Treat Clark no primeiro filme. Há aproximadamente 15 anos, Lucius vive “no deserto”, sem nenhuma ligação com sua mãe, que pensa que ele pode estar morto.

Revoltado com o sistema e com as injustiças, Lucius é influenciado pela morte do seu ídolo, Maximus (Crowe), e decide se tornar um Gladiador. Ele é treinado pelo personagem de Denzel Washington, um ex-comerciante de escravos que se tornou rico e que guarda rancor dos imperadores.

Crítica | Mesmo não chegando aos pés do original, ‘Gladiador II’ é um espetáculo artístico de ponta (Nota: 7.0) 

 

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