O canal Freeform divulgou o trailer completo da 3ª temporada da série ‘Siren’.
Confira:
A nova temporada irá estrear no dia 02 de abril.
A trama do terror se passa na cidade de Bristol Cove, uma terra com uma lenda muito peculiar: a crença na existência de sereias habitantes daquele mar. A série gira em torno do regresso de uma destas sereias e da luta pelo domínio marítimo.
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A relação entre o elenco de um filme de terror e sua popularidade é um pouco mais complexa do que com outros gêneros, pois raramente um astro é garantia de sucesso. Por outro lado, muitas produções do gênero se saem muito bem sem um único nome de destaque no elenco. A ausência de astros mantém o orçamento modesto e torna os lucros ainda maiores.
O filme de John Carpenter é um dos poucos da lista que podem ser creditados por lançar uma carreira – no caso, a da atriz Jamie Lee Curtis. Desconhecida até então, ela se tornou uma das principais “scream queens” do cinema após enfrentar o assassino mascarado Michael Myers. Ela retornou para ‘Halloweey 2 – O Pesadelo Continua!’, ‘Halloween H20 – Vinte Anos Depois’ e ‘Halloween – Ressurreição’. Mesmo assim, ela se tornou uma estrela e atuou em filmes como ‘Um Peixe Chamado Wanda’ e ‘True Lies’.
É verdade que um grande nome do horror, Donald Pleasence, estava no elenco, mas ele certamente não era um grande chamariz de público.
O primeiro ‘Halloween’ faturou US$ 47 milhões nas bilheterias, mas, com ajustes de inflação, o valor atual seria superior a US$ 163 milhões.
A Sra. Pamela Voorhees, mãe do famoso assassino de Crystal Lake, foi vivida por Betsy Palmer, que era uma atriz relativamente conhecida na época. No entanto, as propagandas do filme não vendiam seu nome, focando apenas nos atrativos naturais do subgênero “slasher”.
A parte curiosa é que Kevin Bacon estava no elenco, mas naquela época ele tinha apenas três filmes no currículo. Ele também não tem muito destaque em ‘Sexta-Feira 13’ antes de ser brutalmente assassinado, mas sua carreira definitivamente se beneficiou do papel.
Embora não tivesse o icônico Jason Voorhees, ‘Sexta-Feira 13’ rendeu US$ 39,7 milhões nas bilheterias e teve o maior público da duradoura franquia.
Este deve ser o melhor exemplo da regra “astros não fazem filmes de terror”. Não só os personagens principais foram vividos por estreantes, como boa parte dos espectadores acreditou que ‘A Bruxa de Blair’ era de fato um documentário sobre as mortes daqueles indivíduos, popularizando a polêmica proposta de ‘Cannibal Holocaust’, lançado 1980.
Ajudou o fato de que os atores usaram seus nomes reais no filme. Além disso, nenhum deles teve uma carreira notável posteriormente, provando a regra inversa de que “filmes de terror não fazem astros”. Joshua Leonard teve o maior destaque, com um total de 65 títulos até hoje, normalmente em um papel menor ou em produções pequenas.
Apesar disso, o impacto cultural de ‘A Bruxa de Blair’ foi enorme. O filme se tornou o precursor precoce do gênero found-footage, que não por acaso foi usado em outro título que aparecerá nesta lista. No entanto, essa influência certamente não se estendeu à desastrosa continuação, ‘Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras’, que abandonou o formato, a tensão e o bom senso.
Produzido por míseros US$ 60 mil dólares, o arrasa-quarteirões do gênero faturou US$ 140 milhões nos EUA, a 5ª maior bilheteria de um filme de terror, e quase US$ 250 milhões no mundo todo.
O principal nome do elenco de ‘O Albergue’ era Jay Hernandez, pouco conhecido antes e não muito mais famoso depois do filme. O terror aproveitou a onda de ‘Jogos Mortais’ (que pelo menos contratou Danny Glover), lançado no ano anterior, e incrementou as torturas sádicas, que são as verdadeiras protagonistas do filme.
Se alguém alcançou destaque após esse longa, foi o diretor Eli Roth, que antes fizera apenas ‘Cabana do Inferno’. A verdade, porém, é que ‘O Albergue 2’ não repetiu o sucesso do primeiro, e o cineasta desistiu de dirigir o terceiro filme. Depois desses longas, Roth se aventurou no subgênero de canibais em ‘The Green Inferno’, que ainda nem tem estreia marcada nos EUA.
‘O Albergue’ estreou em 1º nas bilheterias americanas e chegou próximo de US$ 50 milhões de arrecadação, um ótimo resultado levando em consideração o orçamento de US$ 4,8 milhões. O total mundial foi de mais de US$ 80 milhões.
Não se pode nem acusar ‘Atividade Paranormal’ de pegar carona no formato usado em ‘A Bruxa de Blair’, pois seu lançamento aconteceu dez anos mais tarde. A verdade é que a o filme, realizado por microscópicos US$ 15 mil, foi responsável por seu próprio sucesso, que não teve nada a ver com astros.
Katie Featherston e Micah Sloat surgiram do nada, repetindo a fórmula de usar rostos desconhecidos (e nomes verdadeiros) para aumentar a sensação de realidade do filme. Ao contrário de Sloat, Featherston teve destaque na franquia, pois apareceu nos 4 longas feitos até agora. Sua carreira como atriz até inclui um papel na (curta) série ‘The River’.
‘Atividade Paranormal’ foi um dos mais recentes fenômenos do gênero, faturando US$ 107,9 milhões nos EUA e mais US$ 85,4 milhões no resto do mundo. A franquia já tem quatro filmes, mas ‘Atividade Paranormal 5’ e o spin-off latino ‘Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal’ já tem estreia marcada para 2014.
Baseado em livro de 48 páginas escrito por Carol Sakura e com ilustrações de Walkir Fernandes – que também é inspirado em um recorte familiar curioso da primeira – o divertido suspense infantil Anacleto, o Balão tem sua espinha dorsal no modo criativo de mostrar as percepções dos sentimentos aos olhos de uma criança. Esse foi um dos projetos selecionados para a mostra competitiva nacional da 7ª edição do Lanterna Mágica – Festival Internacional e Nacional de Animação.
Nesse curta-metragem do Paraná, acompanhamos a saga de um jovenzinho que um dia se vê de frente com um balão vermelho. Esse artefato de papel fino e com formatos variados passa a fazer parte da família, interagindo no café da manhã e até acompanhando jogos de futebol com toda a família. Após um tempo, algumas situações inusitadas começam a fazer parte das percepções do jovem e os sustos se tornam algo constante.
Do medo até a imaginação, em 12 minutinhos conseguimos absorver reflexões variadas sobre o universo ampliado a partir do livro. O balão, elemento fundamental dessa animação, encontra no seu vermelho o sentido de alerta e outros simbolismos ligados à sensações. As situações variadas vividas pelo núcleo familiar – acopladas em uma narrativa dinâmica e bem estruturada – ganham interpretações através do olhar infantil conseguindo uma ótima fórmula entre o suspense e o humor.
Produzido pelo estúdio Dogzilla e com direção da dupla que escreveu o livro, Carol Sakura e Walkir Fernandes, Anacleto, o Balão não se prende a ser um filme apenas para o público infantil, é um filme para toda família. Chamou muito a atenção em um set com ótimas obras no primeiro dia das mostras competitivas do Festival Goiano dedicado à animações, o Lanterna Mágica.
Estagnada mas nunca esquecida, essa é a volta da coluna “por onde andam?”, tão amada por você nosso querido leitor. Recebemos muitos e-mails, mensagens no Facebook, Instagram e WhatsApp pedindo por uma nova matéria desta coluna. E que filme melhor para dar continuidade a ela, depois de um breve hiato, do que Homem-Aranha, de Sam Raimi, o longa que mais forte deu o chute inicial para esta nova era que temos hoje do subgênero de super-heróis e que completou 16 anos de lançamento este mês – pois é.
Além disso, a nova “por onde andam” veio bem a calhar, coincidindo com o lançamento de Homem-Aranha: Longe de Casa, que traz o nosso cabeça de teia Peter Parker nas formas de Tom Holland. Aqui, no entanto, voltaremos à sua personificação original, como Tobey Maguire. Vamos lá.
Muitos podem não saber, mas a Marvel passou por uma epopeia até se tornar a maior potência, não só do subgênero, mas como do cinema pipoca da atualidade. Uma boa leitura para ficar por dentro do assunto é Marvel Comics – A História Secreta, de Sean Howe. No livro, temas como a quase falência da empresa são abordados. O que levou à venda de seus principais personagens para grandes estúdios produzirem superproduções. Funcionou momentaneamente, e ocasionou uma reviravolta positiva para a empresa. Nesse processo, o Homem-Aranha ficou com a Sony, então Columbia Pictures, e quase foi produzido com James Cameron na direção e Leonardo DiCaprio como o herói. Imaginem Schwarzenegger como o Doutor Octopus.
Para o bem ou para o mal, Tobey Maguire, então com 27 anos, interpretou o colegial Peter Parker. O filme perpassa rapidamente pelos anos escolares, incluindo uma viagem de turma ao laboratório que o transforma no superpoderoso herói, e depois já o tem tirando fotos num jornal. Maguire parece ter sido a escolha perfeita e até hoje possui seus admiradores, que o enaltecem como melhor Parker possível mesmo com a dancinha ridícula no terceiro. Antes do blockbuster, Maguire já havia chamado atenção no circuito independente com filmes como Tempestade de Gelo (1997), A Vida em Preto e Branco (1998) e Regras da Vida (1999).
Desde o término de suas obrigações como o Homem-Aranha, em 2007, Maguire apareceu em pouquíssimos filmes, cinco para ser preciso, e uma minissérie cômica – dentre os quais o mais conhecido é a reimaginação de O Grande Gatsby (2013). O ator emprestou sua voz para a animação O Poderoso Chefinho, na qual dublou Tim adulto, o narrador da história.
A escolha para a personagem no primeiro filme foi inusitada, já que os fãs do herói não abrem mão do cânone de seu primeiro grande amor perdido, Gwen Stacy. A personagem viria a aparecer no terceiro longa da franquia, e no reinício O Espetacular Homem-Aranha (2012). Embora tenham acertado na escolha (com Emma Stone protagonizando), ninguém deu muita bola. Aqui, é Mary Jane a opção, a vizinha de Peter e primeiro amor – assim diz Raimi. Para o papel, surge a ex-atriz mirim Kirsten Dunst, cuja primeira aparição nas telonas em Entrevista com o Vampiro (1994) foi nada menos que marcante. Ao menos ela teve mais sorte do que Shailene Woodley, que, deletada de sua participação como Mary Jane nos filmes de Marc Webb, jamais poderá ser vista. Atualmente, uma versão mais antenada etnicamente foi abordada, com a carismática Zendaya no papel emHomem-Aranha: De Volta ao Lar e Longe de Casa.
Aqui, Dunst adentrava nova fase da carreira e era vista pela primeira vez de forma unânime como uma bela jovem mulher. A naturalidade e química com Maguire foram o que a conseguiram o emprego. Porém, assim como Maguire, a carreira de Dunst parece ter sido afetada pela fama colossal proporcionada pelo longa, e isto talvez a tenha traumatizado. Desde então, ela vem se mantendo fora dos holofotes e tem optado trabalhar com cineastas renomados em filmes menores. Melancolia (2011), Destino Especial (2015) e O Estranho que Nós Amamos (2017) são exemplos disso. A atriz também participou da segunda temporada da série de sucesso Fargo (2015) e seu último trabalho lançado foi o terror de arte Woodshock (2017).
Mais de dez anos antes da participação relâmpago de um Chris Cooper acamado e moribundo na pele do arqui-inimigo Norman Osborn, identidade secreta do Duende Verde (que é para o Homem-Aranha, o que o Coringa é para o Batman), Willem Dafoe casava como uma luva no personagem. Além de ter sido um dos melhores antagonistas de um filme na história do subgênero, destruindo com sua atuação nas cenas dramáticas de esquizofrenia, quando o personagem trava embates consigo mesmo, Dafoe estava numa forma física tão ridiculamente confortável, que dispensou dublês para suas performances com o vilão já mascarado.
Dafoe, é claro, já era um ator renomado a esta altura, e serviu como peso ao elenco jovem. Algo como Jack Nicholson no Batmande Tim Burton, filme que iniciou a tendência de se ter o maior nome do elenco interpretando o antagonista. O ator já tinha duas indicações nas costas antes do filme, e recentemente engavetou mais uma este ano, por Projeto Flórida. Fora isso, Dafoe esteve em Onde Está Segunda?, da Netflix, e no novo Assassinato no Expresso do Oriente, ambos de 2017. O veterano talentoso também estrelou em uma superprodução da rival DC, como Nuidis Vulko em Aquaman, de James Wan.
Após o elogiadíssimo O Farol (2019), Dafoe retorna em Aquaman 2 (2022).
Na versão do Homem-Aranha na Marvel, nem Harry Osborn, nem Gwen Stacy deram as caras ainda. Mas no equívoco duplo do diretor Marc Webb, Harry ganhou vida nas formas de Dane DeHaan. Mais fiel aos quadrinhos, um então desconhecido James Franco era a imagem escarrada do filho de Willem Dafoe. O triângulo amoroso construído entre ele, Peter e MJ resvala ao longo da trilogia, assim como a subtrama envolvendo a morte de seu pai pelas mãos do Homem-Aranha, a quem Harry vê como o vilão da história, sem saber na verdade se tratar do alter ego de seu melhor amigo. Se isso não é drama Shakespeariano, eu não sei o que é.
Franco ficou conhecido com o filme, e desde então se tornou figura fácil no segmento independente, estrelando diversas produções e inclusive estreando como diretor. Dono de projetos conceituais e até difíceis de consumo pelo grande público, o ator já soma 38 créditos como diretor, entre longas, curtas, documentários, episódios de séries de TV e filmes feitos para a TV. Fora isso, tem obras cultuadas no currículo pós-Homem-Aranha, vide 127 Horas (pelo qual foi indicado ao Oscar) e Spring Breakers – Garotas Perigosas, de Harmony Korine. Franco também é dono de constante parceria com Seth Rogen, amigo pessoal, com quem trabalhou em comédias escrachadas como Segurando as Pontas (2008) e É o Fim (2013). Recentemente, recebeu inúmeros elogios da imprensa especializada por seu último trabalho, a homenagem O Artista do Desastre – indicado para melhor roteiro original no Oscar.
J.K. Simmons (Comissário Gordon JJ Jameson)
Simmons sempre foi aquele ator coadjuvante de luxo, que jurávamos já ter visto, mas não sabíamos muito bem onde. Sua caracterização como o editor linha dura do Clarim Diário foi tão certeira, que nenhuma outra produção do Aranha, até o momento, se atreveu a substituí-lo. Bem, o próprio ainda deseja voltar ao papel. Ainda mais depois de ver o resultado de sua participação como o Comissário Gordon dos novos filmes da DC, tendo estreado em Liga da Justiça(2017). Se arrependimento matasse…
O ator também, é claro, venceu o Oscar de coadjuvante na pele de outro tutor linha dura, o professor de música Fletcher, na obra-prima de Damien Chazelle, Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014). Ele faz uma participação especial em Homem-Aranha: Longe de Casa.
A escolha de elenco para Homem-Aranha foi perfeita. Poucos filmes do gênero souberam representar de forma tão impressionante os personagens dos quadrinhos em live action. Já citamos Willem Dafoe como Osborne e Simmons como Jameson, mas não bastasse isso, Sam Raimi fechou o caixão com este último prego, Rosemary Harris como a adorável tia May. Não tem para ninguém. Não tem para Sally Field como uma May mais avoada, nem para Marisa Tomei como a hot May. Harris é a encarnação definitiva da personagem. Se ao menos ela pudesse ganhar aquela torradeira. A atriz é uma veterana, tendo iniciado a carreira ainda na década de 1950, e possui 60 créditos em sua filmografia. Um de seus últimos trabalhos conhecidos foi a comédia de espionagem Guerra é Guerra (2012). Ela ainda está em atividade.
Cliff Robertson personificou a imagem do doce e conselheiro tio Ben. Ele foi o responsável por imortalizar a frase: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Como todos sabem, o mentor e figura paterna de Peter Parker precisa ser assassinado para que o herói aprenda uma grande lição. Na nova encarnação do Aranha, já na Marvel, não fica 100% clara a existência ou perda do personagem, tudo é muito sutilmente pincelado. Robertson, falecido em 2011 aos 88 anos, não era muito parecido com sua contraparte nas telas, na vida real. Quem já assistiu ao documentário De Palma (2015), sobre o lendário cineasta Brian De Palma, sabe das “travessuras” que o veterano ator aprontou durante as filmagens de Trágica Obsessão (1976), tornando a vida do diretor e de seus companheiros de cena bem difícil. Homem-Aranha 3 (2007) foi seu último trabalho no cinema – o personagem volta em forma de flashback.
Bem, se a DC ainda não é conhecida por roubar os atores da Marvel, ela ao menos pode ser conhecida por recolher os atores desta que é uma das primeiras grandes produções da fase de prata dos quadrinhos no cinema. Willem Dafoe em Aquaman, Simmons como Gordon e agora temos o fortão Joe Manganiello, que viveu o bully Flash, trocando de lado e se tornando o vilão Exterminador, o mercenário mais cultuado da casa. Um vídeo seu caracterizado como o inimigo havia vazado na internet – se tratava de um teste.
Mas como pudemos ver na cena pós-créditos de Liga da Justiça(2017), Manganiello aparece com as vestimentas, tapa olho e barba branca do criminoso em uma reunião no iate de Lex Luthor (Jesse Eisenberg). Especula-se que ele será a grande ameaça, ou uma das, em The Batman, filme nebuloso sobre o herói da empresa, que tem Matt Reeves na direção e se encontra em fase de pré-produção. São prometidas também duas outras aparições do personagem, em Liga da Justiça- Parte 2 e num filme solo. O ator, marido de Sofía Vergara na vida real, e esteve no elenco do blockbuster Rampage: Destruição Total.
Bill Nunn (Joseph ‘Robbie’ Robertson)
Outro ator que infelizmente não está mais entre nós, Bill Nunn faleceu jovem aos 62 anos em 2016. Com uma carreira datando do início da década de 1980, Nunn ficaria marcado como o personagem Radio Raheem no hino essencial de Spike Lee, Faça a Coisa Certa (1989). Na pele de Robbie, jornalista veterano do Clarim Diário, presente em várias encarnações do herói, seja nos quadrinhos ou nos desenhos animados, Nunn refletiu a amizade e cumplicidade do personagem em relação ao jovem Parker. Em alguns momentos durante a trilogia, detalhes deram a entender inclusive que Robbie sabia da dupla jornada do protagonista. Os últimos trabalhos do ator foram as participações no filme A Luta por um Ideal (2012), com Viola Davis e Maggie Gyllenhaal; e na série Sirens.
Atriz e diretora estabelecida, Elizabeth Banks é ativista de causas das mulheres. Muito ligada ao feminismo e à representatividade por direitos igualitários, Banks começou a carreira na pele da secretária Betty Brant, que nos quadrinhos tinha uma quedinha por Peter. Nos filmes, o afeto pelo protagonista também se faz presente. Mas não pense que a personagem é subestimada – ela chega dando conselhos ao herói e mantendo a disciplina do chefe autoritário, inclusive rendendo momentos hilários no terceiro filme, na cena com os remédios do patrão.
Como atriz, Banks é mais adepta do cinema independente, apesar de já ter se aventurado outras vezes pelo mainstream. A mais famosa delas foi como Bozolina Effie, da franquia Jogos Vorazes(2012-2015). Ano passado foi a vez dela se tornar a vilã, na pele de uma mais jovem e recauchutada Rita Repulsa, em Power Rangers. Como diretora, ela está vinculada ao novo As Panteras, que terá Kristen Stewart como uma das três protagonistas.
Como a trilogia foi dirigida por Sam Raimi, amigo de longa data do ator Bruce Campbell, sua participação nos três filmes estava mais que garantida. A parceria da dupla começou lá atrás, com o primeiro filme de ambos, o terror Evil Dead – A Morte do Demônio (1981), filme de conclusão de curso, realizado entre amigos. Este filme também se tornou uma trilogia, e Campbell ficaria imortalizado numa simbiose como o herói canastrão Ash. Nos filmes do Homem-Aranha, o ator faz participações, sempre hilárias, a cada filme interpretando novo papel.
No primeiro, ele é o anunciante da luta que Parker faz para ganhar dinheiro, e é através de um equívoco seu que nasce o nome Homem-Aranha. Na continuação, de 2004, ele vive o porteiro da peça de Mary Jane, que não deixa o herói adentrar, e no terceiro, o maître trapalhão de um restaurante chique. Campbell reviveu Ash na série Ash VS Evil Dead, produzida por Raimi, que durou três temporadas, e infelizmente chegou ao fim.
Como dito no item acima, o diretor Sam Raimi começou a carreira em filmes de terror. Seu desejo por comandar um filme de super-herói ficou claro logo de início também. Sem os direitos para tal, resolveu criar seu próprio em parceria com a Universal. Desta forma, nascia Darkman – A Vingança Sem Rosto (1990), com Liam Neeson e Frances McDormand, um longa que tem filme de origem de super-herói escrito nele todo. Depois do terceiro filme do Homem-Aranha, de 2007, voltaria às raízes com o hilário e assustador Arraste-me para o Inferno (2009). Seu último filme na direção foi o blockbuster que veste com nova roupagem um dos maiores clássicos da sétima arte, Oz: Mágico e Poderoso (2013), pré-sequência de O Mágico de Oz (1939).
‘Superman’, superprodução da Warner/DC que planeja recomeçar um universo inteiro de personagens nas telonas, estreou no último fim de semana no Brasil e grande parte do mundo, incluindo os EUA, é claro. Ninguém tinha dúvidas que o longa se tornaria um dos maiores de 2025 – e seu primeiro fim de semana de arrecadação mostrou isso. Mas o novo longa do maior super-herói de todos não se tornou a maior abertura nos cinemas do ano, e sim chegou em terceiro.
O feito ainda assim é impressionante, levando em conta que este ano tivemos muitos sucessos nas telonas. Como forma de comemorar essa vitória, muito necessária para a DC/ Warner no cinema, iremos recapitular para você o top 10 das maiores estreias (em território norte-americano) de 2025 até o momento. Levando em conta que o ano ainda está na metade e muita água pode rolar até o dia 31 de dezembro (e as posições se reconfigurarem algumas vezes). Confira abaixo.
E não é que a franquia de terror juvenil ‘Premonição’ ainda tinha gás para dar em seu sexto exemplar. Se você perguntasse há seis meses, qual filme iria fazer mais impacto nas bilheterias: ‘Premonição 6’ ou a nova animação da Disney/Pixar, não existiria qualquer dúvida para grande parte dos cinéfilos. Porém, ‘Premonição 6’ não atropelou apenas ‘Elio’, ele tirou de jogada ‘Branca de Neve’ (o remake em live-action) e até mesmo o elogiadíssimo ‘Pecadores’, de Ryan Coogler. ‘Premonição 6’ estreou com impressionantes US$51 milhões em seu fim de semana, e já juntou US$285 milhões ao redor do mundo. Alguém duvida que o sete vem aí?
Levando em conta que ‘F1’ tem o mesmo diretor de ‘Top Gun: Maverick’ e prometia fazer com carros de corrida fórmula 1 o mesmo que havia feito com caças a jato, o sucesso do filme era garantido. Melhor ainda quando protagonizando temos um astro do porte do vencedor do Oscar Brad Pitt. Porém, apesar da expectativa, e da trama com certa semelhança, ‘F1’ não chegou perto da estreia de ‘Top Gun 2’, que obteve impressionantes US$126.7 milhões em um único fim de semana. ‘F1’ teve uma abertura mais “modesta”, com US$55.6 milhões, que foram o suficiente para coloca-lo como uma das 10 maiores estreias do primeiro semestre de 2025. Já no fim do ano, o longa deve deixar o ranking.
08 – Missão: Impossível – O Acerto Final
Por falar em ‘Top Gun: Maverick’, quem chega agora ao ranking é o astro do filme. Tom Cruise é dono de um feito impressionante e inigualável. Ele conseguiu se manter no topo da cadeia alimentar de Hollywood por nada menos que quatro década, chegando à metade da quinta. Ou seja, se mantendo relevante para os estúdios e para o público, e ainda possuindo a capacidade de levar nas costas as maiores superproduções. Só na franquia ‘Missão: Impossível’ são oito longas, no período de três décadas. O oitavo ‘Missão: Impossível’ estreou com US$63 milhões e já soma mais de meio bilhão de dólares ao redor do mundo. Mas como está no fundo do ranking, pode ser que seja substituído em breve no top 10.
Bom era o tempo em que a Marvel dominava as bilheterias mundiais, lançando um sucesso irretocável atrás do outro. Esse tempo ficou para trás – não que não possa ser recuperado. Porém, hoje o maior estúdio do mundo fica entre erros e acertos, entre sucessos e fracassos. Bom também o tempo que o MCU podia lançar qualquer filme de personagens secundários e fazer deles grandes estrelas pop. ‘Thunderbolts’ foi a tentativa de a Marvel obter o mesmo sucesso de ‘Guardiões da Galáxia’ com seu próprio ‘Esquadrão Suicida’. Apesar de ser melhor do que os dois filmes da citada franquia da rival DC, e também um dos mais interessantes filmes da casa, o longa não teve a mais expressiva das bilheterias. No entanto, o interesse foi o suficiente para garantir a sétima posição do ranking, com US$74.3 milhões.
A onda dos remakes em live-action das animações clássicas da Disney pegou esse ano um outro estúdio. Falo da Dreamworks / Universal, que decidiu refazer ‘Como Treinar o seu Dragão’, filme animado de 2010. Esperava-se que o longa fizesse muito sucesso. Dito e feito. A versão de carne e osso (e CGI) de dragões e vikings superou sua contraparte animada, e já tem no cofre mais de meio bilhão de dólares. Sua estreia foi com impressionantes US$84.6 milhões, o que deverá garantir uma possível sequência.
Para todos aqueles que afirmam que o mais recente filme do ‘Capitão América’, agora estrelado por Anthony Mackie, foi um fracasso, saiba que ele ocupa a quinta posição, abrindo o top cinco, das maiores estreias de 2025 no primeiro semestre. Se fosse tão fracasso assim, por que poucos filmes conseguiram superá-lo? Tudo bem que sua bilheteria total não foi das mais expressivas do estúdio, mas a expectativa pelo filme era inegável, ainda mais se formos analisar sua arrecadação na estreia. O longa somou US$88.8 milhões em um único fim de semana.
É inegável que os cinemas não possuem mais a força que tinham antes da pandemia. Na realidade, a pandemia só serviu para fortalecer os streamings, que já travaram uma batalha dura com as telonas antes do coronavírus. Durante a pandemia, diversas empresas viram a oportunidade de lançar seus serviços de streaming, como a Disney+ e a HBO Max. Quando as coisas voltaram ao normal, grande parte do público casual escolheu assistir aos filmes de casa ao invés de pagar para ir ao cinema. Isso prejudicou a indústria e grande parte dos blockbusters. Por exemplo, esperava-se um desempenho melhor do quarto ‘Jurassic World’. Mesmo assim o longa obteve um desempenho bom, com US$91.5 milhões em seu fim de semana de estreia – que apesar de ser inferior à trilogia que veio antes, o colocou como quarto de 2025.
Agora sim, chegamos ao anunciado novo filme do Homem de Aço. O novo Superman dos cinemas, comandado por James Gunn, tem uma missão muito maior do que apenas ser um blockbuster de sucesso. Ele precisa ser o primeiro pilar de um universo cinematográfico compartilhado – que promete reerguer a DC na cultura pop. É indiscutível que esse objetivo foi conquistado, já que o longa chega como a terceira maior estreia nas bilheterias norte-americanas em 2025. E se você está se perguntando por que apenas americanas e não mundial, o motivo é que fica difícil medir de forma justa pois cada filme estreia em determinados mercados de forma diferente e em datas diferentes. Ou seja, não seria uma comparação justa, pois determinado blockbuster pode estrear em mais países do que outro. Seja como for, ‘Superman’ obteve a maior estreia para um filme solo do herói, batendo ‘O Homem de Aço’ (2013), com US$122 milhões. E que venha não só a continuação, como outros filmes do universo DC.
Por falar em remakes em live-action de animações da Disney, ‘Lilo & Stitch’ foi uma das produções mais recentes a ganhar nova encarnação – sendo que sua animação data de 2002. Existia certa dúvida se o longa iria se sair bem, ainda mais levando em conta que teria a concorrência do clássico ‘Branca de Neve’, agora em carne e osso. Mostrando que a vida real pode influenciar bastante uma produção na atualidade, ‘Branca de Neve’ se tornou um fracasso, enquanto ‘Lilo & Stitch’, pegando bastante do apelo junto às crianças, se tornou um dos maiores sucessos do ano. ‘Lilo & Stitch’ foi o filme chegou mais perto de ser considerado um fenômeno em 2025, quase tão grande quanto ‘Barbie’, por exemplo. Daquele tipo do qual para todo lugar que olhávamos, víamos pessoas usando roupas com Stitch. O longa arrecadou US$145.5 milhões em um único fim de semana.
A maior estreia de 2025 é também um campeão bastante inusitado, que demonstrou que nem sempre um filme fadado ao fracasso irá seguir o destino que todos esperam dele. Quando lançou seu primeiro trailer, ‘Um Filme Minecraft’ era anunciado pela grande maioria como um fiasco garantido, isso porque ninguém gostou das prévias, e esperava-se que o filme seguisse pelo mesmo caminho. De forma bastante imprevisível, foi só o filme estrear que se tornou o maior sucesso do ano. Explicação para isso? Bem, podemos começar dizendo que o público chamado “comum” não dá muita atenção para análises de trailer e previsões de sucesso. Foi como capturar um raio na garrafa, afinal o filme é totalmente recomendado para as crianças, e se mostrou um excelente programa com a família. ‘Minecraft’ fez US$167.7 milhões em seu fim de semana de estreia, e será difícil ser batido. De cabeça, pensamos apenas em ‘Wicked 2’ e ‘Avatar 3’ como potenciais filmes a bater tal estreia.
A 4ª temporada de ‘The Magicians‘ ganhou o primeiro trailer.
Confira:
A quarta temporada será lançada no dia 23 de janeiro de 2019.
Na nova temporada, “Mesmo com novas identidades, nosso grupo principal está longe de estar seguro, já que dentro do Castelo Blackspire, um monstro antigo, poderoso e inábil escapou do confinamento e saltou para um novo hospedeiro, Eliot. A temporada terminou com o monstro encontrando Quentin, e a 4ª temporada vai mostrar o monstro procurando os outros, e uma outra coisa… ”
A CWfinalmente divulgou quando a 8ª (e última) temporada de ‘Arrow‘ será lançada. O ciclo final da série irá estrear no dia 15 de outubro. Vale lembrar que a última temporada terá apenas 10 episódios.
Baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série deu origem ao Arrowverse da CW.
A trama segue Oliver Queen, um playboy bilionário de Starling City, que passa cinco anos naufragado em uma ilha misteriosa. Após seu retorno à Starling City, ele se reencontra com sua mãe, Moira Queen, sua irmã, Thea Queen, e seu melhor amigo, Tommy Merlyn. A série centra-se em Oliver reacendendo seus relacionamentos, passando as noites caçando, e, às vezes, matando criminosos como um vigilante encapuzado. Ele descobre uma conspiração para destruir os Glades, um bairro mais pobre da cidade que se tornou sobreposta com a criminalidade. John Diggle e Felicity Smoak ajudam Oliver em sua jornada. Oliver também se reconecta com a ex-namorada, Laurel Lance, que ainda está irritada com seu envolvimento na morte presumida de sua irmã. A série também apresenta flashbacks de Oliver no período em que esteve na ilha, e mostra como ela o mudou.
A gangue está de volta, mas dessa vez, o jogo mudou. Enquanto retornam a Jumanji para resgatar um dos seus, eles descobrem que nada é o que parece. Os jogadores precisarão desbravar partes desconhecidas e inexploradas, dos desertos áridos às montanhas cheias de neve, tudo para escapar do jogo mais perigoso do mundo.
A CBS All Access cancelou oficialmente a série de suspense ‘Interrogation‘ depois de apenas uma temporada.
A trama seguia uma história não-linear, onde cada um dos primeiros nove episódios é centrado no interrogatório de alguma das pessoas que podem estar envolvidas em um crime que ocorreu décadas atrás.
Se tivesse um filme do desenho “Caverna do Dragão” quem seriam os mais cotados para os papéis?
Durante muito tempo, o jornalista que vos escreve, esteve pensando em uma maneira de falar para vocês leitores sobre um de seus desenhos preferidos durante a infância, “Caverna do Dragão”.
Após muito relutar e analisar como esse sucesso dos anos 80 (que teve três temporadas e 27 episódios, sem um final) poderia correr em paralelo com o mundo do cinema, um dia, a lâmpada acendeu em uma madrugada.
Já que nenhum produtor se mobilizou (ou se mobilizou e não se concretizou) para fazer a versão cinematográfica desse clássico, vamos tentar dar uma ajudinha, pensando em quem seria os atores, o diretor, o roteirista que se encaixariam como uma luva nos carismáticos personagens dessa grande história.
Lembrando que essa não é, nem de longe, uma idéia tão original assim. Se você procurar pela internet, verá outros sites fazendo algo parecido. Mas prometo a vocês que os nomes abaixo são frutos de grande pesquisa feita por esse maluco ligado à sétima arte. Antes de analisarmos os personagens e seus melhores artistas para interpretá-los, vamos contar rapidamente a história para quem não conhece. Sim, é possível que alguém não conheça!
A curta sinopse (que você encontra parecida em qualquer site que fala sobre o seriado) é a de um grupo de jovens amigos que estão num parque de diversões e acabam embarcando em uma montanha russa.
Durante esse passeio, um portal se abre e leva-os à um outro mundo. Nesse outro lugar, ganham roupas e armas mágicas de um anão velhinho chamado Mestre dos Magos. Após o susto e de se estabilizarem no novo ambiente, buscam desesperadamente o caminho de volta para casa. Mas não é tão fácil assim, aos poucos vão descobrindo muitas dificuldades, além, de volta e meia entrarem em atrito com o vilão da série,Vingador, um ser maléfico que deseja dominar por completo esse novo lugar em que eles estão.
Agora que estamos ambientados com a história, vamos sonhar um pouquinho?
Hank
O líder do grupo. Nutre uma paixão por Sheila e se sente muito culpado por ter convencido seus amigos a entrar no carrinho da montanha russa. Seu poder é um arco que cria flechas energéticas e muitas vezes até corda esse arco vira.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas:Ryan Gosling
Porque: É o grande ator do momento (e esse momento ficará por bastante tampo). É capaz de fazer uma árvore ou um deprimido que se apaixona por uma boneca inflável de maneira espetacular. Talvez o único ator do planeta que poderia transformar “Cinderela Baiana” em um filme ‘assistível’. Imaginem ele contracenando com a Carla Perez. Brincadeiras à parte, seria a grande chance de ver Gosling e Fassbender em um filme juntos.
Eric
Com sua roupa de cavalheiro, Eric, é um dos mais chatinhos personagens (isso não quer dizer que não o adoramos). Especialista em colocar o grupo em perigo, muito por sua arrogância e egoísmo. Seu poder é um escudo que protege uma pequena área ao seu redor quando acionado.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas:Christopher Mintz-Plasse
Porque: Além de já ter provado competência no adorado “Kick-Ass”, não existe pessoa no mundo do cinema mais parecida com Eric do que esse jovem ator.
Diana
A grande atleta do grupo, elasticidade é o seu forte, ajuda muito ao grupo com suas acrobacias. É uma das personagens mais confiantes da trama e possui como poder um bastão que é muito usado em acrobacias e que regenera caso quebrado.
Quem deveria interpretá-la nos cinemas:Paula Patton
Porque: Além de ser uma bela atriz, a talentosa Paula Patton mostrou muitas habilidades em cenas de ação, no filme “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”. Sem dúvidas daria uma excelente Diana.
Sheila
É irmã de Bobby. Sempre procura proteger o corajoso irmãozinho das confusões que o mesmo se mete. Seu poder é uma capa que possui um capuz o que da invisibilidade quando preciso.
Quem deveria interpretá-la nos cinemas: Carey Mulligan
Porque: Uma das mais talentosas atrizes da nova geração, Carey Mulligan, tem o tom certo para essa personagem que além de guerreira tem que ser uma espécie de mãe e irmã ao mesmo tempo. Seria uma ótima oportunidade de refazer a dobradinha comRyan Gosling (“Drive”) e Michael Fassbender (“Shame”).
Presto
A insegurança em pessoa. Tem um dos poderes mais interessantes: um chapéu de feiticeiro. Pena que o jovem de óculos não controla direito o poder recebido se atrapalhando em muitas situações. É um típico nerd que tem em todo grupo de jovens.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas:Daniel Radcliffe
Porque: Quer melhor maneira de fugir do rótulo de ser o eterno “Harry Potter” do que dando vida a um personagem de uma saga como essas? É uma chance que o Danielagarraria na hora e nem pensaria duas vezes. Obs: O óculo que deverá ser usado, não pode ser nem um pouco parecido com o do Harry Potter, caso contrário, pensaremos que estamos em outro filme.
Bobby
O mais jovem dos amigos, sem dúvidas, o mais corajoso do grupo. Com um temperamento extremamente inconseqüente, cansa de colocar a todos em perigo. É o irmão caçula de Sheila. Seu poder é um tacape (igualzinho ao usado pelo “Capitão Caverna”) muito poderoso que ajuda e muito o grupo a sair de enrascadas (muitas vezes em situações criadas por ele mesmo).
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas: Haley Joel Osment
Porque: O famoso garotinho de “O Sexto Sentido” cairia como uma luva na papel do valente Bobby. Mesmo estando mais velho, não tenham dúvidas que ele ficaria perfeito como o jovem herói.
Mestre dos Magos
Figura presente em quase todos os episódios, é uma espécie de guia do grupo. Figura bastante controversa até pelos fãs da série. Não se sabe se ele está ali para ajudar mesmo ou para atrapalhar (como ocorre em alguns episódios). Tem o poder de irritar os jovens quando fala algo ambíguo e desaparece instantaneamente.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas:Bruno Ganz
Porque: Bruno sabe muito bem dar a carga de mistério que o personagem precisa. Mostrou seu talento em filmes extremamente difíceis e papéis desafiadores. Tenha a certeza: daria muito certo! Talvez, até um Oscar acabaria na estante da casa dele.
Uni
Um filhote de unicórnio com um chifre poderoso que tem um carinho especial por Bobby (e vice-versa). Tem alguns poderes mágicos não muito bem controlados. É marcado por um episódio em que por sua causa o grupo acaba não voltando para casa.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas:Andy Serkis
Porque: Andy Serkis é perito em dar vida a seres computadorizados. Ninguém no planeta faz isso com tamanha maestria como o veterano ator inglês que já foi o traiçoeiro Smeagol (Gollum) na saga “Senhor dos Anéis”.
Vingador
Como toda boa história tem que ter um vilão emblemático, no caso de “Caverna do Dragão” o papel fica com Vingador. Com muitas habilidades (todas usadas para o mal), seu único objetivo é possuir as armas poderosas do grupo de jovens e ampliar seus poderes no reino.
Quem deveria interpretá-lo nos cinemas: Michael Fassbender
Porque: O sensacional ator alemão está dando o que falar por suas repetidas boas atuações em filmes como: “Um Método Perigoso”, “X-Men – Primeira Classe” e “Shame”. O ator, que usa muitas suas expressões faciais, não deixa muitas dúvidas que faria um vilão inesquecível. Você duvida?
Quem deveria ser o roteirista:
Aaron Sorkin, Zack Snyder, J.J. Abrams
Porque: Nas mãos desses três, sinônimo de coisa boa com certeza viria.
Porque: É o melhor ‘trilheiro’ atualmente. Chegará em breve ao patamar de John Williams.
Quem deveria ser o diretor:
David Lynch
Porque: Seria a maior loucura da história do cinema, bizarramente genial. Abusaria de figuras esquisitas, cenários psicodélicos somados a genialidade de um dos maiores diretores da sétima arte. Imaginem o final desse filme? A pessoa ia ter que voltar aos cinemas 20 vezes para entender! E isso não seria de forma alguma ruim e sim, maravilhoso!
Retratar os horrores de qualquer guerra é sempre uma jornada angustiante por conta dos inúmeros conflitos emocionais que muitas vezes são os focos de produções a cada ano. Para você que curte o assunto e obras com amplo contexto sobre esses embates, segue abaixo uma lista com algumas dicas:
Tempo de Guerra
Lançado nesse início de 2025 nos cinemas, o drama Tempo de Guerra nos leva até a história real de um grupo de soldados que ficaram cercados em uma casa por inimigos, em meio a conflitos no Iraque.
Dunkirk
Dirigido por Christopher Nolan, Dunkirk nos mostra o cerco feito pelos alemães na cidade francesa de Dunkirk e a evacuação das forças aliadas desse lugar.
Na trama, conhecemos o grupo de batalha liderado pelo sargento Don Collier (Brad Pitt). Nesse grupo, estão o religioso Bible (Shia Lebouf), o esquentadinho Grady Travis (Jon Bernthal), o inteligente Gordo (Michael Peña). Já perto do fim da batalha mais sangrenta que a humanidade já viu, o pequeno batalhão é chamado para invadir cidades alemãs que ainda não haviam se rendido, ao mesmo tempo e para ajudar nesse objetivo, ganham o ‘reforço’ do datilógrafo Normam (Logan Lerman) que acaba sendo introduzido aos horrores da guerra pelo enfurecido líder do grupo.
Na trama, ambientada na cidade de Antuérpia no ano de 1942, conhecemos Wilfred (Stef Aerts) um jovem policial belga que se vê completamente perdido na sua função presenciando atos cruéis de nazistas que ocupam o lugar onde nasceu sem que o governo belga nada possa fazer. Quando seu destino cruza com o outro oficial, Lode (Matteo Simoni), esse último ligado à resistência contra os nazistas, um ato que causa a morte de um oficial nazista fazem esses dois personagens se envolverem em uma trama repleta de reviravoltas onde a iminência da tragédia para todos os lados se torna algo visível.
Na trama, dirigida pelo cineasta Aaron Schneider, conhecemos o capitão da marinha norte-americana Ernest Krause (Tom Hanks) que tem uma missão muito complicada, na fase inicial da Segunda Guerra Mundial, liderar diversas embarcações de mais de três dúzias de navios norte-americanos e britânicos a cruzar o enorme Oceano Atlântico e protege-los dos ataques perigosos dos enormes submarinos nazistas. Ao longo de todo o filme, vamos vendo toda a angústia e pressão na cabine de comando.
Na trama, somos jogados novamente para os horrores da Primeira Guerra Mundial, mais precisamente para o ano de 1917 e no início do mês de abril (exatamente no dia em que os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha e seus aliados), onde dois jovens soldados britânicos recebem ordens claras e objetivas para atravessarem um enorme território, inclusive passar próximo das linhas inimigas, tudo isso para entregar uma mensagem importante que pode salvar todo um batalhão com mais de 1.500 britânicos. Assim, reunindo forças de onde podem os jovens enfrentarão obstáculos complicados para chegarem até seu objetivo.
Na trama, ambientada na década de 40, conhecemos o carismático Desmond Doss (Andrew Garfield), um jovem que fora criado no interior dos Estados Unidos junto com seu irmão Hal, sua mãe e seu conturbado pai. Após apaixonar-se por uma linda enfermeira chamada Dorothy Schutte (Teresa Palmer), Desmond resolve se alistar no exército norte americano para lutar na segunda guerra mundial por achar que é seu dever. Cheio de princípios e invocando leis que poucas pessoas conheciam ele quer se manter no exército mas sem tocar em nenhuma arma, fazendo parte do corpo de médicos para ajudar nas batalhas quando preciso. Isso causa uma grande confusão com seus superiores, o Capitão Glover (Sam Worthington) e Sargento Howell (Vince Vaughn) que fazem de tudo para ele desistir. Só que a fé é gigante para esse jovem e mesmo indo a corte marcial consegue os direitos de ir pro campo de batalha totalmente desarmado e assim irá enfrentar os horrores da guerra tentando mostrar seu valor.
Ambientado na guerra civil na Somália, esse filme retrata a história real de alguns soldados que ficaram em fogo cruzado após dois helicópteros serem surpreendentemente abatidos.
Na trama, ambientada já no fim da Guerra do Iraque conhecemos os soldados norte-americanos Matthews (John Cena) e Isaac (Aaron Taylor-Johnson), que durante uma inspeção a um lugar suspeito no meio do deserto acabam sendo encurralados por um conhecido sniper iraquiano que trava com eles um terrível e manipulador jogo psicológico, principalmente com Isaac, que se refugia atrás de uma grande parede quase destruída, e após Matthews ser atingido. Assim, ao longo dos intensos 88 minutos de projeção, somos testemunhas de um confronto entre o desespero e a paciência.
Na trama, conhecemos o atirador de elite do exército norte-americano Chris Kyle (Bradley Cooper), um texano de origem humilde que por volta dos 30 anos resolve abandonar a vida de cowboy e ingressar nas forças armadas norte-americanas. Enviado para uma das maiores zonas de conflitos que o mundo já viu nesse e no último século, Kyle conseguiu virar uma lenda, assassinando mais de 100 pessoas nos combates em que marcou presença. Obviamente, sua vida familiar sofre um grande tormento cada uma das quatro vezes que vai e volta da guerra.
O grande Jack Nicholson completou 83 anos na última terça-feira, dia 22 de abril. E embora muito atrasados, não poderíamos deixar de homenagear esta verdadeira lenda viva da sétima arte. Considerado um dos maiores atores de todos os tempos, Nicholson é dono de nada menos do que 12 indicações ao Oscar como ator – e três vitórias: duas como ator principal (Um Estranho no Ninho e Melhor é Impossível) e uma como coadjuvante (Laços de Ternura).
O veterano está afastado das telas desde sua pequena participação da comédia de James L. Brooks, Como Você Sabe (2010), na qual interpretou o pai de Paul ‘Homem-Formiga’ Rudd. Antes disso, dividiu as telas com Morgan Freeman em Antes de Partir (2007), dirigido por Rob Reiner – em seu último filme como protagonista até então. Rumores recentes davam sua saúde como debilitada. Mesmo assim, o ator chegou a ser vinculado ao remake americano da comédia alemã As Faces de Toni Erdmann (2016), o qual protagonizaria ao lado de Kristen Wiig. O projeto está em andamento com Lisa Cholodenko (Minhas Mães e Meu Pai) na direção e Wiig ainda a bordo, mas a presença de Jack na obra não é mais mencionada.
Seja como for, aos 82 anos, aposentado ou não, Jack Nicholson já nos trouxe muita alegria e questionamentos em seus filmes. E imprimiu mais talento e importância do que a maioria dos mortais, garantindo sua passagem tranquila para a imortalidade no panteão da sétima arte. Pensando nisso, o CinePOP, com a ajuda de vocês, o grande público, selecionou os 10 melhores filmes do ator. Lembrando que a lista foi criada com a média tirada das notas que os longas do ator receberam do grande público. Vem conhecer.
10 | Cada um Vive Como Quer (1970)
Uma das grandes parcerias de Jack Nicholson no cinema foi com o diretor Bob Rafelson, que o dirigiu em quatro filmes – este foi o primeiro. Indicado para quatro prêmios no Oscar, incluindo melhor filme e ator para Nicholson, o longa traz o astro na pele de Robert Dupea, um sujeito que abdica de sua vida rica e confortável e passa a trabalhar como proletário em perfuradoras de petróleo.
09 | Profissão: Repórter (1975)
Grandes artistas buscam sempre colaborar entre si. E Jack Nicholson, considerado um dos melhores atores de sua geração, já na década de 1970, se colou com diretores de peso ao longo de sua carreira. Foi exatamente o que ocorreu aqui, quando o ator estrelou este thriller dramático e foi dirigido pelo icônico Michelangelo Antonioni. No longa, Nicholson interpreta um repórter escalado para cobrir uma guerra. No caminho, resolve assumir a identidade de um conhecido seu falecido, um traficante de armas. Maria Schneider (O Último Tango em Paris) contracena com o ator.
Indicado para três prêmios no Oscar, incluindo melhor ator para Jack Nicholson, este filme narra a jornada de dois oficiais da marinha durões (Nicholson e Otis Young) designados a levarem um jovem oficial para a prisão. No caminho, eles decidem dar uma última mostra de diversão para o sujeito. A Última Missãorecebeu uma espécie de sequência 44 anos depois, com o filme A Melhor Escolha (2017), dirigido por Richard Linklater e protagonizado por Bryan Cranston, Steve Carell e Laurence Fishburne.
Com o filme dirigido por Tim Burton, o ator não foi indicado ao Oscar. Mas prestígio Nicholson já tinha de trabalhos anteriores, então aqui ele simplesmente se diverte e, é claro, enriquece com um acordo que lhe garantia uma porcentagem da bilheteria.Batmanfoi um fenômeno sem precedentes e que não será replicado, pois ocorreu numa outra época – e se Tubarão (1975) introduziu ao mundo os blockbusters, podemos afirmar que Batmanelevou o jogo a outro patamar (com uma das campanhas de marketing mais agressivas e pioneiras da história). Grande parte do feito se deve à presença do ator na pele do vilão Coringa.
O Coringa, de Batman, foi um dos grandes vilões da carreira de Jack Nicholson. Mas vocês já viram este filme? Caso a resposta seja não, os convido a conhecer o Coronel Nathan Jessep, encarregado da base em Guantanamo Bay. Num dos melhores e mais subestimados filmes da década de 1990, os astros Tom Cruise e Demi Moore vivem advogados investigando um possível assassinato dentro da marinha, que os leva diretamente a um dos homens mais poderosos da América – papel de Nicholson. Sem dúvida, todas estas séries investigativas devem muito à Questão de Honra. Não por menos, a obra foi indicada para 4 prêmios no Oscar, incluindo filme e ator coadjuvante para Nicholson.
Um grande ator não se acomoda. E Nicholson, no auge de seus 60 anos, já tendo se provado repetidas vezes nas décadas de 1970 e 1980, termina a de 1990 com uma nota altíssima. Com Melvin Udall, seu personagem neste filme, um escritor com TOC, o astro conquistou toda uma nova gama de fãs, demonstrando para uma geração mais recente quem era Jack Nicholson. Muitos o conheceram através deste desempenho e passaram a admirá-lo. Como não? O filme foi indicado para 7 Oscar, e levou os prêmios de melhor ator para Nicholson e melhor atriz para Helen Hunt, seu par no longa.
Nicholson sempre foi um ator metódico e através de seus desempenhos criou personagens tão icônicos que entraram para a história da sétima arte. Isso numa época em que os blockbusters não existiam – Jack nunca foi um ator a se embrenhar por grandes estúdios e produções, sempre optando por roteiros mais profundos. E aqui ao lado do lendário Roman Polanski, os dois criam uma verdadeira explosão. Chinatowné considerado o noir definitivo, sempre citado no topo das obras do gênero – o longa é um dos filmes preferidos do grande público no IMDB. Nicholson interpreta um detetive particular metido numa verdadeira teia de aranha, envolvendo conspirações e o sistema de distribuição de água em Los Angeles nos anos 1930.
A prova da versatilidade de grandes atores está em aceitarem papéis nos mais variados gêneros de obras cinematográficos. E Jack Nicholson pode dizer que sua filmografia é bem eclética. De dramas pesados, passando por comédias, até superproduções e filmes de suspense, Jack fez de tudo. Inclusive terror – onde começou a carreira nas produções de baixo orçamento de Roger Corman. Depois da fama, no entanto, e da vitória no Oscar como melhor ator, o primeiro filme de terror que fez foi O Iluminado. Mas não pense que essa foi uma manobra arriscada, pois o longa é baseado num livro de Stephen King e teve como diretor ninguém menos do que o gênio Stanley Kubrick. O resultado foi uma obra-prima do gênero, que é o terceiro filme da carreira do ator mais amado pelos fãs.
Como existe muito talento espalhado pelo mundo da sétima arte, nem sempre é possível juntá-los em uma vida. De fato, muitos atores ou diretores são amigos em suas vidas particulares, ensaiam trabalhar juntos, mas muitas vezes não conseguem. Veja só este caso: Jack Nicholson e Martin Scorsese só conseguiram concretizar sua tão aguardada parceria em 2006, com ambos já na terceira idade, em fases maduras de suas carreiras. Bem, os fãs reclamaram? Claro que não, pois antes tarde do que nunca. E que filme, meus amigos. Aqui, Jack vive o mafioso Frank Costello, sempre com a polícia em sua cola, mais perto do que nunca de apanhá-lo. Assim, ele infiltra um de seus homens na polícia, para lhe dar pistas das operações, mas o que ele não sabe, é que a polícia também tem um homem infiltrado em sua organização.
Rufem os tambores. E o filme mais adorado da carreira de Jack Nicholson pelos fãs da sétima arte é… Um Estranho no Ninho. O filme que deu o primeiro Oscar de melhor ator para Jack, e numa fase de sua vida em que ele estava no auge de sua forma, é definitivamente um de seus trabalhos mais inesquecíveis. Muitos afirmam que ninguém vive um louco como Nicholson – que sempre foi meio doido em sua vida particular também. E o filme que começou de maneira forte esta tendência foi este – no qual o ator vive um sujeito que para escapar da cadeia, alega insanidade e vai parar num hospital psiquiátrico, no caminho conhecendo inúmeras “figuras”.
E você, quais seus filmes preferidos de Jack Nicholson? Comente.
Os personagens icônicos do cinema muitas vezes se tornam parte da cultura popular, transcendendo gerações e moldando o imaginário coletivo. No entanto, com o passar do tempo, atores se aposentam, diretores mudam e as franquias enfrentam o desafio de se reinventar para continuar relevantes. Reboots, sequências e novas interpretações surgem como ferramentas para preservar legados, mas exigem equilíbrio entre inovação e respeito à essência original.
Neste contexto, franquias lendárias como James Bond, Indiana Jones, Rambo e outras enfrentam momentos decisivos em suas trajetórias. A transição de protagonismos, mudanças nos direitos e a busca por novas visões criativas refletem a constante evolução do entretenimento. A seguir, exploramos o futuro e os desafios dessas figuras que marcaram o cinema, destacando as expectativas e as possíveis direções para seus próximos capítulos.
Com o fim da jornada de Harrison Ford como Indiana Jones (após o decepcionante ‘A Relíquia do Destino‘, 2023), a franquia se prepara para um inevitável recomeço. Agora nas mãos da Disney e sob os olhos atentos do público, a saga do arqueólogo aventureiro poderá ganhar um novo intérprete em breve. A expectativa cresce ainda mais com a possibilidade de um novo diretor – que certamente dará o tom de para onde a saga irá seguir. É claro que qualquer ator daria tudo para conseguir o papel, agora resta saber qual direção o enredo irá tomar, se por um intérprete bem jovem, ou com certa bagagem. Seja como for, os nomes mais interessantes que vêm sendo mencionados são Glen Powell, Bradley Cooper,Chris Pine e Austin Butler. E você, escolheria quem?
A iminente reescalação de James Bond marca um novo capítulo na longeva franquia 007, agora sob o comando da Amazon, que adquiriu os direitos da série com grandes planos em mente. Para iniciar essa nova fase, o renomado diretor Denis Villeneuve foi escalado, prometendo trazer sofisticação e densidade dramática ao universo do espião. Com a saída de Daniel Craig, o mundo especula quem herdará o terno icônico, enquanto a saga se reinventa para os tempos atuais. Aaron Taylor‑Johnson, Tom Holland, Jacob Elordi e Harris Dickinson estão entre os nomes mais comentados para ocupar a vaga.
Com Sylvester Stallone aposentando oficialmente a bandana, a franquia Rambo caminha para um inevitável recomeço nas telas. A Lionsgate já sinaliza interesse em reimaginar o icônico veterano de guerra para uma nova geração, adaptando-o a temas contemporâneos. O desafio será manter o espírito combativo e emocional do original sem cair na repetição ou diluir sua essência. O próprio Sly, dono do personagem, disse em diversas entrevistas, rasgando elogios, que gostaria que o novo intérprete do guerrilheiro fosse Ryan Gosling. Ou seja, um Rambo loiro. Bem, mas quem somos nós para contrariar o ícône da ação.
Com Bruce Willis afastado das telas por motivos de saúde, o futuro de John McClane em ‘Duro de Matar‘ passa por uma inevitável reavaliação. A Fox (agora sob a Disney) já considera formas de revitalizar a franquia, seja por meio de um reboot, uma prequel ou até mesmo uma nova geração de heróis. Aliás, os planos já existiam antes da saída de cena de Willis – com um sexto filme que seria uma prequel. Recriar o carisma sarcástico e humano de McClane sem Willis será o verdadeiro teste de fogo para qualquer novo projeto. Embora esse aqui não passe de pura especulação, alguns nomes interessantes que se encaixam no perfil são os de Miles Teller, Taron Egerton eJeremy Allen White.
Snake Plissken
O cultuado Snake Plissken está fora das telas desde os anos 90 e a ideia de um reboot de ‘Fuga de Nova York‘ já ronda Hollywood desde os anos 2000. Na época, boatos apontavam para Gerard Butler – que não teve a benção de Kurt Russell por ser escocês. Outros boatos apontavam para um filme chamado ‘Fuga do Planeta Terra‘ – autoexplicativo. Os direitos estão sob a batuta da Spyglass e de John Carpenter, que permanece como produtor e guardião do legado do personagem.
A escolha do novo intérprete — para substituir o insubstituível Russell — será decisiva para manter o espírito anárquico e cínico do anti-herói vivo para novas audiências. Embora a escolha mais óbvia fosse Wyatt Russell, o filme de Kurt, o jovem ator já disse em entrevistas que seria um pesadelo e quer se manter bem longe. Sendo assim, alguns nomes interessantes são os de Charlie Hunnam, Christian Bale e até Josh Brolin.
A pergunta que fica é: teremos um novo Mad Max? Após o sucesso estrondoso de ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘, o futuro da franquia tinha tudo para seguir em alta velocidade, mas terminou batendo num enorme quebra-molas chamado ‘Furiosa‘ – fracasso de bilheteria. Por ser uma franquia cult muito querida, e um IP muito reconhecível, talvez a Warner a deixe apenas descansando por um tempo, para depois tirá-la da gaveta.
Outra questão é: George Miller continua comandando? Uma solução seria tê-lo como produtor, e trazer um novo olhar para um vindouro filme. Daí fica outra dúvida, Tom Hardy retornaria para o papel título? Se o intérprete de ‘Venom‘ desistir ou for afastado, uma solução seria ter Paul Mescal ou quem sabe até Joel Edgerton ou Sam Worthington herdando o papel.
Desde sua estreia em 1987, ‘RoboCop‘ passou por reboots, séries e animações, mas nenhum revival conseguiu igualar o impacto do original. Infelizmente, a reimaginação do nosso José Padilha para o clássico em 2014, apesar da enorme qualidade, não atingiu o esperado junto aos fãs, e terminou encerrando sua curta carreira antes de se tornar uma franquia. Agora sob os direitos da Amazon, um novo projeto está em desenvolvimento, mas ao que tudo indica se trata de uma série e não um filme, prometendo retornar às raízes satíricas e violentas do clássico de Paul Verhoeven.
A missão: encontrar um novo intérprete capaz de honrar o legado de Peter Weller e atualizar o policial cibernético para os dilemas do século XXI. Sendo uma série, acreditamos que o escolhido será um nome desconhecido, mas caso fosse um novo filme, a escolha certeira seria Cillian Murphy. E Michael Fassbender em segundo lugar.
Esse aqui é ainda mais clássico e data do início dos anos 1970. O policial que atira primeiro e pergunta depois, é claro, precisaria ser repaginado para os tempos politicamente corretos de hoje. Aliás, ele já havia sido reconfigurado logo em seu segundo filme nas telonas, justamente pelos mesmos motivos – e isso ainda nos anos 70. Foram cinco filmes no total, estrelados pelo inigualável Clint Eastwood.
Mas agora, com a lenda aposentado do papel, ‘Dirty Harry‘ bem que poderia retornar no estilo blockbuster de ação. Como quase não fazem mais filmes policiais para as telonas, com grandes orçamentos, talvez a solução seja uma série de TV, quem sabe. Os direitos da franquia, ainda sob controle dos estúdios Warner, podem ser reativados em breve. Manter o equilíbrio entre a personalidade implacável do personagem e as sensibilidades atuais será fundamental para ressuscitar o mito sem perder sua essência brutal. Um nome há muito tempo está associado ao papel, e é o de Hugh Jackman. Ele é o homem certo e não aceitamos substitutos.
A estrela da franquia ‘Alien‘ é uma das personagens femininas mais icônicas da sétima arte, e também uma das mais duronas. Sigourney Weaver a interpretou com brilhantismo por quatro filmes, sempre dando uma abordagem diferente à sua evolução: de sobrevivente à guerreira, de heroína trágica à ressuscitada – sua história não teve um desfecho próprio após o gancho do quarto filme em 1997.
Porém, agora com Weaver chegando perto dos 80 anos idade (a atriz está com 75 atualmente), fica difícil encarar as cenas de ação rebuscadas necessárias para enfrentar uma criatura como o Alien. A Disney conseguiu de forma satisfatória “rebootar” a franquia, com ‘Alien: Romulus‘ e a vindoura série de TV ‘Alien: Earth‘. Mas o que queríamos mesmo é a volta de Ripley, nem que para isso precisem reescalar a personagem. Nomes como Rebecca Ferguson, Florence Pugh ou a mais desconhecida Chase Sui Wonders (do reboot ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado‘ e da série ‘The Studio‘) são interessantes.
O inesquecível Robert Englund será para sempre lembrado por seu papel como o vilão slasher Freddy Krueger na franquia ‘A Hora do Pesadelo‘. O ator viveu o personagem por sete filmes – ao longo de uma década, de 1984 a 1994. Ah sim, não podemos esquecer o crossover ‘Freddy vs Jason‘, de 2003 – o oitavo filme com Englund no papel. Seu papel foi tão marcante, que ele fez uma participação especial assustadora em ‘Stranger Things‘, na quarta temporada, de 2022. Mas quando foi a hora de criar o reboot de 2010, outro ator foi escolhido para o papel do assassino: o indicado ao Oscar Jackie Earle Haley.
Apesar do esforço do ator, o reboot não deu muito certo (já que funcionou mais como remake) e não continuou a franquia. Com um título tão suculento assim, acreditamos que a Warner, através da New Line, não deixará parado por muito tempo – apesar de já ter passado 15 anos desde o último. O caminho a seguir seria reescalar o vilão mais uma vez, mas será que o público aceitaria outro intérprete? Aqui alguns nomes que funcionariam são os de Richard Brake, Jamie Campbell Bower e Caleb Landry Jones.
Com o título de ‘Nightmare on Elk Avenue’, o episódio gira em torno dos medos do protagonista adolescente da série, Adam, depois de assistir ‘A Hora do Pesadelo’.
A ABC agendou a estreia do episódio para o dia 24 de outubro.
Criada por Jannik Tai Mosholt, Esben Toft Jacobsene Christian Potalivo, a série teve excelente repercussão junto ao público global, incluindo os EUA, Reino Unido, Brasil, França e Alemanha, além da sua nativa da Dinamarca.
A trama se passa seis anos depois de um vírus mortal aniquilar quase todos os humanos na Escandinávia. Nesse cenário pós-apocalíptico, dois irmãos dinamarqueses juntam-se a um grupo de jovens sobreviventes para descobrir se um novo mundo já começou em outro lugar. Todos esperam ainda que o pai dos irmãos esteja em algum lugar com respostas.
Um ex-jogador de basquete profissional perde sua esposa e sua família quando enfrenta a luta contra o vício. Ele tenta retomar sua alma e salvação ao se tornar o treinador de um diversificado time escolar.
Curiosidades:
» O título original da produção era The Has-Been;
» O cineasta Gavin O’Connor se afastou da sequência de ‘Esquadrão Suicida‘ para terminar esse filme;
Inicialmente prevista para ser lançado em dezembro, o suspense ‘Morte no Nilo‘, adaptação do livro de Agatha Christie que dará sequência ao filme ‘Assassinato no Expresso do Oriente‘, foi adiado por tempo indeterminado.
A Disney também suspendeu a estreia da comédia de ação ‘Free Guy: Assumindo o Controle‘, estrelada por Ryan Reynolds, que também estava programada para estrear em dezembro deste ano.
Uma nova data para ambas produções deve ser divulgada em breve.
Por enquanto, o único blockbuster ainda previsto para estrear em 2020 é a aguardada sequência ‘Mulher-Maravilha 1984‘, que será lançada no dia 24 de dezembro.
Durante suas férias no Egito, Hercule Poirot precisa investigar o assassinato de uma jovem herdeira, um crime que aconteceu a bordo de uma embarcação no Nilo. Um crime, muitos suspeitos. Um visual deslumbrante, luxuoso e com muito mistério que desperta a curiosidade. Você nunca viu um crime assim.
A obra de Agatha Christiechegou a ser adaptada para os cinemas em 1978, mas fracassou nas bilheterias, faturando meros US$ 14 milhões. A adaptação, no entanto, conquistou um Oscar de Melhor Figurino.
Com tanta violência no mundo em que vivemos: arrastões nas praias cariocas, corrupção, roubo de dinheiro público por meio de merenda escolar, políticos corruptos e seus falsos infartos, sempre que for possível olhar para um novo horizonte e usar o cinema para tal devemos e faremos isso. Precisamos fazer um bem maior ao nosso coração!
Sabe aquele filme que nos faz respirar fundo e abrir um lindo sorriso quando termina sua exibição? Se formos colocar nossa memória cinéfila para funcionar, lembraremos de obras-primas que emocionaram e fizeram um grande bem ao maior músculo de nosso corpo. Não importa a nacionalidade, não importa o diretor, não importa que são os atores que estão em cena, existem filmes que ficam marcados para toda uma vida em nossos corações. Você sabia que quando tivermos 70 anos de idade, nosso coração já bateu cerca de 2,5 bilhões de vezes e muitas dessas batidas foram provocadas pela sétima arte?
Pensando nisso tudo escrito acima, uma listinha com 10 filmes indicado por esse metido a cardiologista cinéfilo que quer fazer bem ao seu coração!
10. O Que Traz Boas Novas (Monsieur Lazhar, 2011)
Ganhador de mais de 26 prêmios internacionais, chegou aos cinemas brasileiros neste ano o novo e elogiado trabalho do cineasta Philippe Falardeau (do excelente C’est pas moi, je le jure!), O Que Traz Boas Novas. Qual o papel do professor? Educar ou ensinar? O longa levanta essa questão básica da educação centralizado nos interessantes diálogos entre pais, educadores e alunos. Além disso, o filme é delicado, transborda ao mesmo tempo pureza e maturidade. Na trama, após uma tragédia inestimável, uma escola enfrenta um grande problema com seus alunos. Abalados, pais e orientadores buscam uma saída para a superação de toda uma classe até a chegada do novo professor de origem argelina, interpretado pelo ótimo ator Mohamed Fellag (O Gato do Rabino). Esse é o tipo de filme para ver ao lado de quem você ama e quem sabe fazer uma sessão dupla e iluminar a sala de cinema com brilho no olhar, de ter encontrado alguém que te entende e gosta das mesmas coisas que você.
Olhares perdidos, sonhos e desejos. Dirigido pela dupla Brian Klugman e Lee Sternthal, As Palavras, chega aos nossos cinemas nessa semana com o objetivo de emocionar o público. Com uma abordagem que foge do tradicional conquista o espectador já nas primeiras cenas recheando o restante da trama com muitas surpresas e atuações de tirar o fôlego. O belíssimo trabalho fala sobre amor, literatura e o poder que as palavras possuem. Um filme que muitos cinéfilos vão adorar, com toda a razão. Esse é o tipo de longa metragem que você corre para uma locadora onde vende filme, enquanto o amor da sua vida está no banheiro, e a presenteia, pois sabe que esse filme tem muito a dizer a um coração apaixonado.
Um pôster do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulainpreso na parede de um quarto já era o primeiro indicador que iríamos conhecer um sonhador, romântico e que faz de tudo para ser feliz. Em Questão de Tempo, o diretor e roteirista neo zelandês Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill) nos leva a conhecer Tim e sua incrível jornada à procura de um futuro ao lado de um grande amor. Uma trilha sonora jovem e popular embala esse ótimo trabalho que é aquele tipo de filme que todo mundo na sala de cinema faz uma corrente imaginária positiva para que o desfecho seja feliz. Esse é o tipo de filme que você quer ver com a pessoa que ama. Se ela não puder ir, por ter provas no dia seguinte a exibição, vá com sua prima e pense nela. Fale do filme, mande mensagens no whatsapp, indique e faça o coração dela saber que precisa ver esse filme para entender cada dia mais que o amor de cinema está presente também na vida real.
07. Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (Ruby Sparks, 2012)
Para ela, com ela, sem ela. Dirigido pelos cineastas Jonathan Dayton e Valerie Faris, Ruby Ruby Sparks – A Namorada Perfeita aborda o amor como tema central, de uma maneira inusitada, transformando o espectador, desde o primeiro minuto, torcedor para o casal dos sonhos ter um final feliz. À bordo de uma máquina de escrever antiga, o público é levado para dentro dessa grande história, metáforas misturadas em sonhos preenchem a trama. Os diretores de Pequena Miss Sunshine acertam outra vez. O longa chega bem próximo da perfeição. É uma grande diversão além de um ótimo filme. Veja mil vezes, só não conte o final!
Um dos diretores mais fantásticos do cinema atual Paolo Sorrentino (que dirigiu a ótima atuação de Sean Penn no filme Aqui é o Meu Lugar) chega novamente aos cinemas brasileiros apresentando um personagem e seu conflito. Dessa vez, criticando assiduamente a alta sociedade europeia, seus altos e baixos, coloca um recheio de exuberância, luxo, dança e glamour através do olhar do amadurecimento de um homem e seus passeios nas memórias. Aos amantes de obras de arte, A Grande Beleza permite um grande tour, exclusivo para príncipes e princesas, por dentro de corredores memoráveis lembrando muito – nestas sequências – o clássico filme do russo Aleksander Sokurov, A Arca Russa. O protagonista fascina pois conhece tudo e todos. Molda seus raciocínios através da larga experiência que possui dentro dessa burguesia dominadora em que vive. É o tipo de filme que assistimos no chão do cinema, por não ter mais lugar na plateia, ao lado do amor de sua vida que pode reclamar um pouquinho pelo filme ser muito longo.
05. A Delicadeza do Amor (La Délicatesse, 2011)
Dirigido pela dupla David Foenkinos, Stéphane Foenkinos A Delicadeza do Amor chegou aos nossos cinemas no final de maio com o compromisso de manter a tradição de filmes água com açúcar que a França exporta aos montes durante todo o ano. Delicado como seu título, o filme consegue agradar todo tipo de público, por meio de canções, por rodadas de câmeras em 360 graus e diálogos muito bem construídos. O entrosamento em cena de François Damiens e Audrey Tautou (Bem me quer, Mal me Quer) é um ponto fundamental para que o carisma transborde na tela. O amor em sua forma mais delicada e o sofrimento em sua forma mais profunda são elementos que se misturam nesse romance.
04. Meu Pé de Laranja Lima (Meu Pé de Laranja Lima, 2013)
Como trazer a emoção de uma história que está no imaginário a 45 anos? Dirigido pelo famoso roteirista Marcos Bernstein (Central do Brasil), Meu Pé de Laranja Lima consegue emocionar e reunir todos os elementos de um bom filme. Atuações, roteiro, direção são alguns dos aspectos que andam em total harmonia. O espectador é brindado com uma verdade singela que é passada de maneira muito natural por todos os personagens. Os coadjuvantes também merecem destaque sendo muito bem aproveitados pela lente inteligente do diretor. O grande mérito do filme é brincar com o abstrato e a maneira como isso é passado ao público. O roteiro, adaptado, é crucial para que a execução se desenvolva naturalmente reunindo uma grande veracidade em cima de cada fala, cada gesto, cada expressão dos envolvidos nas sequências. Quer rir, chorar e se emocionar? Não deixe de conferir esse que será um dos grandes destaques do nosso contestado cinema neste ano. Bravo!
03. Meu Querido Intruso (Once Around, 1991)
Quem de nós, meros mortais, já não sonhamos em voar até a lua? O longa de Lasse Hallstrom (diretor também do excelente Regras da Vida) nos aproxima dessa experiência ao som de uma canção muito famosa que se torna o grande destaque do filme. Na trama, uma jovem sonhadora vai em busca de uma nova oportunidade de trabalho numa cidade longe de sua família. Como é muito ligada aos pais, se sente muito solitária no começo, até conhecer Sam, um homem mais velho e com ele viver uma intensa e divertida história de amor. Com um ótimo elenco e uma história cheia de amor e sentimentos, que giram ao redor de relacionamentos em tons de comédia e drama, Meu Querido Intruso agrada a qualquer tipo de público. É uma ótima dica para alugar na locadora mais próxima!
02. O Sonho de Wadjda (Wadjda, 2012)
Ganhador de elogios ao redor do mundo, desembarcou no Brasil o drama O Sonho de Wadjda. Tendo influência do clássico da década de 40, O Ladrão de Bicicletas, de Vittorio De Sica (Desejos Proibidos), o longa fala sobre a destemida juventude que calça All Star e com uma mescla de inteligência e sabedoria consegue burlar qualquer símbolo de prepotência de uma sociedade machista no tempos atuais. É no mínimo um filme ousado, aguerrido e alentado. Talvez chocante para alguns. Pelos diálogos nos identificamos e torcemos para que mais Wadjda apareçam nesse mundo tão perto e conservador. Bravo! É o tipo de filme que procuramos em dezenas de sites, inúmeras lojas, sites estrangeiros, pois queremos dar de presente para alguém que amamos e nutre a mesma paixão que temos pelo cinema.
“Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira.” Com essa frase do grande Pablo Neruda (que explica muito desse filme), o nosso líder dessa lista foi uma das grandes surpresas do Festival do Rio 2013. Produzido por Gael García Bernal (No), Paraíso é, antes de tudo, uma grande lição de como o amor é importante para nossas vidas. Guiados pela estética e inteligência da cineasta Mariana Chenillo, o drama mexicano possui uma grande pitada de humor que faz o público se emocionar em muitos momentos. É o tipo de filme que assistimos, como mero palpite em festivais de cinema, ao lado de quem amamos. Quando a fita termina, os olhinhos verdes mais bonitos da face da terra estão cheios de lágrimas pois sentiu o coração bater mais forte nessa linda história de amor. Vejam e sintam essa experiência maravilhosa que só o cinema pode proporcionar.
Alguns filmes tem tantos personagens interessantes abrindo-se camada diversas em seus arcos narrativos que bem que poderiam virar seriados! Fazendo esse curioso exercício, separamos abaixo algumas obras que poderiam seguir nessa corrente:
Na trama, conhecemos Maria (Chiara Mastroianni) e Richard (Benjamin Biolay), um casal de meia idade que tem um casamento de duas décadas. Ela, uma professora de direito, com uma queda por homens mais novos. Ele, um acomodado, com seu passado ligado à música. Quando o segundo confronta a primeira sobre a vida sexual virando uma atividade extraconjugal, Maria vai para um hotel em frente à sua casa para refletir e de forma inusitada acaba encontrando a versão mais nova do próprio marido, além de outros surpreendentes personagens do passado dos dois.
Na trama, somos apresentados a uma nova produção do cinema francês, um filme que aborda uma relação conflituosa entre a classe operária e seus patrões. Assim, atrás das câmeras vemos os bastidores com a visão de Simon (Denis Podalydès), um cineasta que chegou aos limites em muitos pontos de sua vida, inclusive com problemas no relacionamento familiar consumido por sua dedicação intensa ao seu ofício, que percebe aos poucos perder o controle sobre seu novo trabalho. Outras histórias vistas nesses bastidores acabam se juntando aos poucos.
Na trama, acompanhamos um mundo onde uma poderosa linhagem de poder milenar, conquistadora de inúmeros planetas, é interrompida pela ganância onde um senador tomou o poder mandando seu comandante mais cruel para dominar qualquer tipo de insurgência de rebeldes. Dentro desse contexto conhecemos uma comunidade pacífica com a agricultura como fortaleza e sustento onde se esconde Kora (Sofia Boutella), filha de parte dessa guerra, achada nos destroços de uma nave anos atrás, com um passado regado a duras lições de vida. Quando ela percebe que precisará voltar aos campos de guerra para enfrentar o enorme mal que quer dominar tudo e a todos pelas galáxias, ela parte em busca de alguns pessoas que formarão um grupo de possíveis heróis.
Na trama, acompanhamos Anna (Jessie Buckley), uma professora que está em busca de emprego e consegue um trabalho em uma empresa que vive de testar as possibilidades de sucesso de casais a partir de alguns testes e a retirada de uma das unhas para a real compatibilidade amorosa. Como seu casamento com Ryan (Jeremy Allen White) não anda nada bem aos seus olhos e a chegada de um impulsivo interesse amoroso em colega de trabalho, Amir (Riz Ahmed), Anna embarca em uma jornada em busca de respostas.
Disponível com exclusividade no Globoplay, o drama Vítimas do Dia é mais uma obra audiovisual que traz a guerra imposta em muitos cantos da cidade do Rio de Janeiro, sob o ponto de vista de dois personagens, que representam de inúmeras formas o choque entre a expectativa da vida e a possibilidade da morte em uma cidade marcada pela violência. Esse retrato comovente que mostra através da tensão a realidade, atravessa também o amor, a compaixão e o afeto através de um ótimo elenco.
Na trama, ambientada em meados da década de 70, conhecemos o assassino de aluguel Finbar (Liam Neeson), um homem já amargurado pelo seu passado que após a morte da esposa vem aos poucos começando a repensar suas escolhas e os rumos para o futuro. Morando numa vila de poucos habitantes, longe dos agitados dias de tensão política na outra parte da Irlanda, ele enfim resolve se aposentar. Mas a chegada ao local de um grupo associado ao IRA, liderado por Doireann (Kerry Condon) faz Finbar repensar algumas questões.
Na trama, conhecemos Rita (Cintia Rosa), uma mulher batalhadora que luta diariamente para conseguir seguir em busca de dias melhores ao lado do filho Léo (Nego Ney), no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro. No dia do aniversário de 12 anos do filho, Cintia passará por uma série de situações com enormes desgastes muitas dessas ligadas ao pai de Léo, Dudu (Jonathan Haagensen), um malandro com dívidas que rouba o dinheiro contado para a festa. Assim, ao longo de 24 horas, vamos conhecendo muitos conflitos e outros personagens que ajudam a contar essa história.
Na trama, ambientada em uma Minas Gerais na atualidade, conhecemos Zeca (Renato Novaes), um simpático homem, imaturo, por muitas vezes inocente, descompromissado com o que pode vir no futuro, que trabalha na biblioteca de uma escola pública localizado longos quilômetros longe de sua casa. Um dia, por conta de seus constantes atrasos por um presente ligado à crises de sono intensas, é demitido de seu trabalho. No mesmo dia, pega uma carona com Luísa (Grace Passô) e entre desabafos e papos sobre diversos assuntos aos poucos um vai abrindo o coração para o outro.
Na trama, conhecemos Luna (Gaite Jansen) uma estrategista de comunicação que vive dias intensos em seu presente com a afirmação de seu relacionamento com Mink (Martijn Lakemeier), um estudante que trabalha em um bar e ainda não se afirmar no que deseja fazer com sua vida. O relacionamento entre os dois pombinhos é muito carinhoso, com ótimos momentos mas existe uma situação que incomoda a protagonista, durante as vezes que faz sexo com o namorado não consegue chegar ao orgasmo, nunca encontrando seu ponto g. Para tentar mudar a situação e longe de ir para o diálogo (que deveria ser a alternativa mais certeira), resolve propor para Mink uma noite de aventura num Ménage à trois. Em busca da ponta do triângulo que falta, eles conhecem Eve (Joy Delima). Após uma noite cheia de prazeres, Luna começa a questionar de forma mais profunda seu relacionamento.
Na trama, conhecemos Dom (David Jonsson) e Yas (Vivian Oparah), dois jovens que se encontram de forma inusitada, numa galeria de arte e resolvem sair daquele lugar e irem andando pela cidade onde moram. Aos poucos vamos conhecendo essas duas almas. Dom é um jovem desiludido, até mesmo depressivo, abalado profundamente pelo término de um relacionamento onde descobriu por meio de uma foto que seu melhor amigo o estava traindo com sua namorada. Contador de profissão, tem uma paixão por música. Já Yas é super alegre, com uma energia contagiante. Ela tem o sonho de ser figurinista e também está passando por um recente término de relacionamento com feridas ainda em aberto. Essas duas almas vão buscando entender um ao outro enquanto se conhecem melhor.
O Rotten Tomatoes surgiu para ficar. Odiado por muitos – fãs da DC -, mas adorado por outros, o agregador de críticas segue servindo de balizador da análise de produções cinematográficas pela imprensa internacional. É claro que não devemos nos guiar unicamente pelas críticas e seguir nossos próprios instintos na hora de escolher os filmes. Aliás, para enriquecer nosso repertório é sempre bom ver de tudo. Sucessos e fracassos de crítica sempre existiram, isso não é novidade trazida pelo agregador.
Para mostrar que nem sempre concordamos com a maioria dos críticos, resolvemos listar 20 filmes mal avaliados pelo Rotten Tomatoes (ou seja, a maioria dos veículos de cinema internacionais), mas que nós simplesmente adoramos. Diga nos comentários se concorda com a gente ou discorda, e liste os filmes que você gosta e ninguém mais parece gostar. Vamos a eles.
Esse nos pegou de surpresa. Projeto dos sonhos da estrela Angelina Jolie, Malévola, a versão de carne e osso que dá ênfase à vilã de A Bela Adormecida tem 50% de aprovação. Não é uma nota tão ruim, mas garante o tomate podre. Jolie ficou perfeita na pele da bruxa e o filme já tem a continuação engatilhada para 2020.
Aqui no CinePOP, amamos a franquia Pânico. Concordamos que o terceiro filme é o mais fraco da cinessérie e o que deixa mais pontas soltas – o que traduz-se em furos no roteiro (alguém lembra da teoria do segundo assassino?). É curioso que os críticos tenham dado uma nota melhor ao segundo (1997) do ao primeiro (1996). No entanto, a injustiça ocorre mesmo nas notas do terceiro e, em especial, do quarto. Pânico 4 serviu para revigorar a franquia para os novos tempos, adicionando elementos não vistos antes. O filme amarga 59% de aprovação, por pouco não conseguindo se manter “fresco”.
Pobre José Padilha. Nosso conterrâneo tinha uma tarefa ingrata ao refilmar/rebootar o icônicoRobocop – O Policial do Futuro(1987), de Paul Verhoeven. O que Padilha entregou, no entanto, nos surpreendeu bastante, nem de longe merecendo o desprezo que recebeu pelo mundo. O novo RoboCop obteve 49% de aprovação.
O musical cheio de energia protagonizado por Hugh Jackman parecia ter nascido vencedor. Este que vos fala entrou com os dois pés atrás para a exibição e por pouco não saiu dançando e cantando da sessão. Isso não aconteceu, mas nas semanas que seguiram, esta foi a trilha sonora que me acompanhou para todo lado. Jackman, Zendaya, Efron e as canções cativantes não mereciam os 56% de aprovação.
The Rock é o astro do momento. Tudo que ele toca é ouro. Bem, não é exatamente assim. E em se tratando de Baywatch, infelizmente, estão mais do que certos. Porém, estão errados ao confinarem esta produção recheada de adrenalina e diversão a meros 50% – afinal quem esquecerá a cena em que o astro sobe com a lanchinha numa onda monumental e precisa lidar com as consequências deste ato.
Pulando de um astro da franquia Velozes e Furiosos para outro, agora é a vez de Vin Diesel entrar na dança. Tão alucinado, caricato e divertido quanto a mega franquia da Universal citada, o terceiro Triplo Xfinalmente abraçou a estupidez de tudo, adentrando um universo que muito bem poderia fazer crossover com o de Dominic Toretto e sua turma. Ah sim, ainda temos Ruby Rose. Os críticos nem quiseram saber e marcaram o Retorno de Xander Cage com 45% de aceitação.
Quem diria. O novo Power Ranger é muito legal. Confesso que não estava esperando gostar do filme, mas logo na cena de abertura somos fisgados com um plano-sequência de dentro de um carro envolvendo a fuga dos jovens da polícia. Depois, o filme segue para se mostrar uma mistura de Clube dos Cinco com filmes de heróis. Pena o resultado não ter impressionado, com 45% de aprovação. Esta é uma continuação que merecia ser desenvolvida.
American Pie – O Reencontro
A franquia American Pienão é exatamente bem vista pelos críticos. Hoje em dia talvez fosse menos aceita ainda. Então, é de se espantar que a atriz Tara Reid tenha nos confidenciado em primeira mão que o quinto filme está a caminho – veja no link. Nós adoramos essas comédias e sabemos que vocês também. No gosto dos críticos, porém, apenas o primeiro ficou acima da média. Assim como a série Pânico, American Pie teve seu quarto exemplar lançado muitos anos depois de um pseudo encerramento, se mostrando antenado com os novos tempos, sem esquecer sua essência. O filme obteve 44% de aprovação.
Invasão a Casa Branca
O melhor exemplar de Duro de Matar– que não é Duro de Matar – desde Duro de Matar: A Vingança (1995). Gerard Butler vive o segurança do presidente neste filme violento e cheio de ação como gostamos. Justamente por isso, não sabemos explicar o motivo de apenas 48% de aprovação. Já da continuação Invasão a Londresnão gostamos nem um pouco e concordamos com os 25% de aceitação.
Exibido no Festival de Cannes, onde causou reações mistas de amor e ódio, o último trabalho do polêmico Nicolas Winding Refn é o que podemos chamar de obra-prima. Um longa perturbador, que remete aos filmes giallo italianos, e traz atuações fenomenais – em especial da protagonista Elle Fanning. Demônio de Neon não é de forma alguma uma produção para os de estômago fraco e promete chocar. Um pesadelo em forma de longa metragem, a obra não emplacou junto aos críticos e amarga 57% de aceitação.
Os veículos de ação do astro Liam Neeson costumam cair no gosto do grande público e da maioria dos especialistas. Redescoberto aos 60 anos como herói de tais filmes, Neeson entrega bons exemplares deste tipo de cinema desde 2008. Desconhecido é um dos melhores. Numa trama que mistura suspense Hitchcockiano, inúmeras questões e reviravoltas, e adrenalina de histórias de espionagem, o longa resume tudo o que queremos deste tipo de filme. Infelizmente, com os críticos, Desconhecidoconsta com 56% de aprovação.
Perfeita é a Mãe
Uma das comédias incorretas mais subestimadas dos últimos anos, Perfeita é a Mãe se mostrou tudo o que o novo Caça-Fantasmas (2016) deveria ter sido e não foi. Mostra mulheres cansadas de precisar agir conforme o que a sociedade espera delas, em especial sendo mães e esposas. O filme é uma declaração, um atestado de basta, não mais. Fora isso, a forma incorreta como estas mulheres dizem f***-se para o mundo é de se aplaudir. Apesar de ser este libelo, Perfeita é a Mãe arrecadou 58% de aprovação. Sua continuação, igualmente injustiçada – apesar de inferior – teve destino ainda mais trágico junto aos críticos, com 29% de aprovação.
O mundo se emocionou e chorou com A Culpa é das Estrelas, romance dramático baseado na obra do romancista John Green. Mas quando foi a hora de prestigiar o próximo trabalho do autor, muitos deram para trás. Cidades de Papel não é tanto um romance, se comportando mais como o típico filme adolescente de amadurecimento, enfatizando a amizade de três jovens. Instantaneamente somos remetidos ao tipo de produção saída da década de 1980, em especial as de John Hughes, que os americanos sabem fazer muito bem. Apesar de tudo isso, o filme marcou apenas 56% de aprovação junto aos críticos.
Aqui, existia certa má vontade com Ben Affleck. Enaltecido como um grande diretor em suas primeiras três obras (Medo da Verdade, Atração Perigosa e Argo), o astro voltou a cair na boca do sapo devido a epopeia passada junto a DC Comics. Depois que se confirmou o Batman, o ator interpretou o personagem nos malfadados Batman Vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017), fracassos de crítica. No meio deste turbilhão, Affleck resolveu entregar a adaptação do universo de mafiosos escrito por Dennis Lehane. Apesar de suas inúmeras qualidades, a maioria dos especialistas torceu o nariz, deixando o filme com injustos 35% de aprovação.
Tem gente que simplesmente não entende uma brincadeira. O que Sylvester Stallone realizou aqui foi a mais pura homenagem aos heróis de ação das décadas de 1980 e 1990. Um prazer culposo de marca maior, que representa o que este tipo de cinema sempre significou, e ainda de quebra resgata do ostracismo grandes nomes do gênero. Apesar da emoção, do ar jocoso e de muitos tiros, porrada e bomba, Os Mercenários emplacou apenas 42% de aprovação junto aos críticos. Com a sequência Os Mercenários 2(2012), a coisa foi um pouco melhor com 66% de aprovação. Já no terceiro e igualmente divertido episódio – que trouxe grandes nomes como Wesley Snipes, Harrison Ford, Antonio Banderas e Mel Gibson – a nota voltou a regredir, com 32% de aceitação. Tem gente que não saberia o que é diversão nem se os atingisse na cabeça.
Pulando para um filme mais recente, o diretor Kenneth Branagh adapta o clássico de Agatha Christie de forma chamativa, com visual arrojado e linguagem jovem. Tudo isso, é claro, sem desmerecer o texto e as atuações. Justamente por isso, trouxe um elenco estelar, com nomes que fazem parte da nata do cinema mundial, vide Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Daisy Ridley e Johnny Depp. Uma pena a aceitação da crítica ter sido tão baixa, com apenas 57% de aprovação. Esperamos com sinceridade que isto não mine os planos para a continuação. Queremos ver o Agathaverse no cinema.
Muito se vendeu este filme como o Garota Exemplar (2014) de 2016. Bem, não chega a tanto – e isso precisamos reconhecer mesmo gostando também deste exemplar. O motivo da comparação se deve por ambos serem baseados em livros de suspense assinados por talentosas escritoras e por jogar os holofotes numa protagonista falha e cheia de desvios de personalidade. Assim como a Amy Dunne de Rosamund Pike, a personagem Rachel Watson é um prato cheio para Emily Blunt se deliciar – e que desempenho a atriz entrega. Mesmo que a conclusão do thriller tire parte do seu brilho, A Garota no Tremnão merecia a animosidade dos 45% de aprovação.
Todos nós amamos de paixão O Segredo dos Seus Olhos (2009) e o cinema argentino. Então, não era de se espantar que a maioria tenha entrado com os dois pés atrás nesta refilmagem norte-americana do já clássico moderno. Ah, e como é bom sermos surpreendidos positivamente. Preparados para odiar de forma gratuita esta versão estrelada pelos talentosos Julia Roberts, Nicole Kidman e Chiwetel Ejiofor, o que recebemos foi uma obra incrivelmente satisfatória, que não se atém a copiar o original, mas acrescentar muito à mistura, respeitando a produção argentina. Resultado: dar o braço a torcer faz parte. Bem, talvez não para uma grande parcela de jornalistas turrões, que erroneamente lascaram um 40% de aprovação no longa.
O backlash sofrido por (mais) esta adaptação do icônico personagem foi incrível. É difícil vermos na atualidade tais personagens clássicos representados de forma satisfatória. Mas ei, esta ao menos foi bem mais legal que as últimas roupagens de Tarzan, Robin Hood, Os Três Mosqueteiros e Sherlock Holmes (dirigido pelo mesmo Guy Ritchie). Acontece que aqui a proposta do cineasta foi transformar a mitologia em torno do Rei Arthur numa história em quadrinhos de super-heróis. Sim, é preciso comprar a ideia. No final, ganhamos inclusive a batalha final contra o vilão superpoderoso. Pode não ser para todos, mas é diversão garantida para aqueles que forem com a mentalidade certa. Nada isso importou para os críticos, que marcaram o filme com 30% de aprovação.
Vizinhos Imediatos de 3º Grau
Este é um item no qual talvez eu esteja sozinho. Justamente por isso deixei para último. A comédia estrelada por Ben Stiller, Vince Vaughn e Jonah Hill sofreu, e muito, com todo tipo de problema de bastidor. A começar por um crime cometido por vigilantes da vizinhança reais quando o filme estava para ser lançado. Justamente por isso, uma mudança no título precisou ocorrer de última hora, assim como a trama foi totalmente reformulada e o longa precisou ser refilmado para incluir na história a invasão alienígena (a fim de tirar o foco apenas das operações dos protagonistas na vizinhança). Com toda esta bagunça não é de se espantar que o filme não tenha dado certo. Mesmo assim, existe algo no clima de um pacato bairro de uma cidadezinha americana sendo perturbado por elementos externos que apela diretamente a mim e me faz lembrar de comédias como Meus Vizinhos São um Terror (1988). O filme tem irrisórios 17% de aprovação.
Alguns filmes conseguem conquistar tanto a crítica quanto o público, tornando-se verdadeiros queridinhos e até cultuados por gerações, mas mesmo assim acabam não ganhando uma continuação. Isso pode parecer contraditório, já que o sucesso costuma ser o principal motor para sequências e franquias, mas a realidade do cinema é muito mais complexa. Fatores como custos de produção elevados, agendas complicadas dos atores principais, ou até um final que se resolve de forma satisfatória, podem impedir que a história continue nas telas.
Além disso, a indústria cinematográfica está sempre em busca de novas franquias e projetos que garantam retorno financeiro seguro, o que às vezes faz com que ótimos filmes fiquem “presos” em limbo de desenvolvimento. Questões de direitos autorais, mudanças estratégicas dos estúdios e até riscos criativos também influenciam. Por isso, mesmo filmes queridos e aclamados podem acabar sem sequência — um fenômeno curioso que mostra que nem sempre o talento e o carinho do público são suficientes para garantir o próximo capítulo.
Abaixo iremos dar uma olhada em dez filmes que tinham tudo para ganhar uma continuação – e alguns até já prometeram fazer, mas nada saiu do papel até agora. Confira.
No Limite do Amanhã
‘No Limite do Amanhã‘ (2014) é um thriller de ficção científica estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt, que conta a história de um soldado preso em um loop temporal durante uma invasão alienígena, forçando-o a reviver o mesmo dia várias vezes para encontrar uma forma de salvar a humanidade. O filme foi muito elogiado por sua ação inovadora e roteiro inteligente, mas, apesar do sucesso crítico e de bilheteria moderada, ainda não ganhou uma sequência oficial. Rumores e interesses sobre uma possível continuação surgem ocasionalmente, mas até agora nenhum projeto foi confirmado pelos estúdios ou pelos envolvidos.
‘Guerra Mundial Z‘ (2013), filme de ação e terror estrelado por Brad Pitt, que acompanha um ex-investigador da ONU tentando conter uma pandemia zumbi que ameaça extinguir a humanidade. Conhecido por suas sequências tensas e escala épica, o filme conquistou grande sucesso de bilheteria e fãs ao redor do mundo. Apesar do desejo dos fãs por uma continuação, o desenvolvimento da sequência enfrentou vários atrasos e mudanças no roteiro, e embora um possível ‘Guerra Mundial Z 2‘ tenha sido muito discutido, ainda não há uma confirmação oficial de que o projeto seguirá adiante. Aliás, por um tempo, David Fincher era creditado como possível diretor. Mas ao que tudo indica, ele e Brad Pitt preferiram fazer ‘As Aventuras de Cliff Booth‘, continuação de ‘Era uma Vez em Hollywood‘.
‘Aladdin‘ (2019) foi uma das adaptações em live-action de um clássico animado da Disney mais bem-sucedidas dos últimos anos. O filme é estrelado por Mena Massoud como Aladdin, Naomi Scott como Jasmine e Will Smith como o Gênio. O filme encantou o público com sua mistura de nostalgia, música vibrante e visuais deslumbrantes, tornando-se um grande sucesso de bilheteria mundial. Desde então, houve rumores e especulações sobre uma possível sequência que explore novas aventuras no universo de Agrabah, mas até o momento não houve anúncio oficial de continuação por parte da Disney.
Jumanji – Próxima Fase
Filme de 2019, se trata da sequência divertida e cheia de aventura do reboot da franquia, estrelada por Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan. O filme acompanha o grupo enquanto enfrenta novos desafios dentro do perigoso mundo do jogo Jumanji, com muito humor e ação. Após o sucesso de bilheteria e boa recepção do público, a possibilidade de uma nova sequência tem sido alvo de conversas entre os atores e estúdios, mas até o momento não há uma confirmação oficial sobre o desenvolvimento de um terceiro filme da possível trilogia (ou quarto se contarmos o original de Robin Williams – que está completando 30 anos em 2025).
Outra continuação de sucesso que não gerou terceira parte, essa de 2014. Comédia policial que acompanha os detetives Morton e Jenko, interpretados por Jonah Hill e Channing Tatum, enquanto infiltram-se em uma faculdade para desvendar um novo caso cheio de confusões e risadas. O filme manteve o tom irreverente do original e foi bem recebido pelo público, garantindo bom desempenho de bilheteria. Apesar do sucesso, uma possível continuação ainda não foi oficialmente confirmada, embora rumores e especulações sobre ‘Anjos da Lei 3‘ apareçam de tempos em tempos (como o insano crossover com os ‘Homens de Preto‘), sem nenhuma confirmação concreta dos estúdios ou elenco. A verdade é que a cena pós-créditos matou qualquer possibilidade de uma sequência ser levada a sério.
Star Trek – Sem Fronteiras
‘Star Trek: Sem Fronteiras‘ (2016) é o 13º filme da franquia espacial ‘Star Trek‘ (terceira se formos contar depois do reboot) e apresenta a tripulação da USS Enterprise enfrentando uma nova ameaça que coloca em risco a Federação. Com Chris Pine liderando como Capitão Kirk, o filme combina ação, aventura e os temas clássicos da série, explorando os limites do espaço e da amizade. Apesar de seu desempenho razoável nas bilheterias e recepção mista da crítica, não houve confirmação oficial sobre uma sequência direta, e os fãs aguardam ansiosamente por novidades sobre o futuro da saga nos cinemas. Já houve uma tentativa de trazer Quentin Tarantino como diretor, mas agora, quase dez anos depois, o longa ainda está em desenvolvimento. Zoe Saldana, que também está no elenco, agora é uma vencedora do Oscar.
‘Dois Caras Legais‘ (2016) é um dos melhores filmes a jamais ter ganhado uma continuação, embora fosse totalmente propício a isso. A comédia policial estrelada por Ryan Gosling e Russell Crowe, acompanha um detetive particular e um policial corrupto enquanto desvendam um mistério envolvendo uma jovem desaparecida e um caso de corrupção em Los Angeles nos anos 1970. O filme foi elogiado pelo humor ácido, química dos protagonistas e estilo retrô, conquistando boa recepção do público. Apesar do sucesso moderado, não há planos confirmados para uma sequência, e até o momento os envolvidos não anunciaram nenhum projeto para continuar a história. Dói no coração.
Filme de ficção científica e esportes, de 2011, estrelado pelo eterno WolverineHugh Jackman, o longa conta a história de um ex-boxeador treinando um robô gigante para competir em lutas futuristas. Misturando ação, drama e temas familiares, o filme conquistou uma base fiel de fãs, mas teve desempenho moderado nas bilheterias. Apesar do interesse de alguns espectadores por uma continuação, não há anúncios oficiais ou planos concretos para uma sequência até o momento. O que é uma pena. Hoje, poderia ser considerada uma sequência legado.
Pokémon – Detetive Pikachu
Ter o falastrão Ryan Reynolds como a voz do bichinho amarelo Pikachu parecia não ter erro para o primeiro filme em live-action do sucesso ‘Pokémon’. E quem assistiu gostou. Porém, ‘Detetive Pikachu’ (2019) até agora não ganhou o sinal verde para uma parte dois. Na trama, o carismático Pikachu ajuda um jovem a desvendar o desaparecimento de seu pai em uma cidade onde humanos e Pokémon coexistem. O filme foi elogiado pela combinação de humor, nostalgia e efeitos visuais inovadores, tornando-se um sucesso comercial. Embora tenha despertado interesse em continuar a história, até agora não houve confirmação oficial de uma sequência, mas rumores e discussões sobre ‘Detetive Pikachu 2‘ ainda circulam entre fãs e estúdios.
Mad Max – Estrada da Fúria
Sabemos que ‘Estrada da Fúria‘ meio que teve uma continuação, com a prequel ‘Furiosa‘, do ano passado. Mas, bem, não foi a mesma coisa. O filme não teve o protagonista Mad Max, e sequer contou com a participação de Charlize Theron como a protagonista. Por se tratar de uma prequel, Anya Taylor-Joy ficou com o papel principal. O resultado foi apenas um filme que se passou no mesmo universo. Sabe aquela máxima de um filme de Mad Max sem Mad Max? Para piorar, ‘Furiosa‘, apesar de sua qualidade inegável, se tornou um fracasso de bilheteria, colocando um possível ponto final nas aventuras hardcore no deserto pós-apocalíptico de George Miller. Esperamos que não. Tudo o que queríamos era mais uma chance de vermos em tela o “Max Louco”.
A nova produção é uma parceria da Blumhouse Productions e a Miramax, e tem estreia prevista para 25 de outubro de 2018.
Recentemente, o órgão de classificação indicativa americano classificou o filme como sendo para maiores de 18 anos, por conter “violência e imagens sanguinárias, linguagem ofensiva, uso de drogas e nudez”.
“Uma equipe britânica de documentaristas vem aos Estados Unidos para visitar Michael Myers na prisão, na intenção de relatar os acontecimentos da noite de terror do maníaco ocorrida há 40 anos, mas seu projeto se torna ainda mais interessante quando Myers escapa, recolhe sua máscara e procura se vingar de Laurie (Jamie Lee Curtis), deixando uma trilha de corpos pelo caminho. Nas décadas que se seguiram, Laurie se preparou para o retorno inevitável de Michael, para proteger principalmente sua filha Karen (Judy Greer) e sua neta Allyson (Andi Matichak).”
O elenco ainda conta com Drew Scheid (‘Stranger Things‘), Miles Robbins (‘Mozart in the Jungle‘), Dylan Arnold (‘Mudbound‘), Virginia Gardner (‘Os Fugitivos‘) e o retorno de Nick Castle, que interpretou Michael Myers em ‘Halloween: A Noite do Terror’, que voltará a vestir a máscara do vilão neste novo filme.
O quarto episódio, intitulado Darkness on the Edge of Town, irá ao ar no dia 21 de junho.
Baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série será para maiores de 18 anos.
Quando a pesquisadora do Centro de Controle de Doenças, Abby Arcane, retorna à casa em que passou sua infância em Lousiana, para investigar um vírus mortal transmitido por um mistérios pântano, ela desenvolve um vínculo amoroso com o cientista Alec Holland. Mas enquanto forças poderosas descobrem o lugar, Abby descobrirá que o pântano guarda segredos místicos, horripilantes e maravilhosos.
Após as imagens revelando o novo visual do Batmóvel na adaptação ‘The Batman’, os fãs logo apontaram as semelhanças do automóvel com os carros tunados da franquia ‘Velozes e Furiosos‘.
Cada Batman que lançam os caras cagam em uma coisa diferente,agora os caras misturaram o carro do batman com velozes e furiosos 🤷🏻♂️😂 https://t.co/0WMadM8wIG
Dirigido por Reeves, a trama irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.
“Este novo Batman precisava estar em conformidade com uma faixa etária definida. Ele é descrito como um jovem com cerca de 30 anos de idade, e a história não vai focar em sua origem, nem em seu combate ao crime em Gotham City. Ele é Bruce Wayne, ainda tentando encontrar o caminho para se tornar aquele detetive genial.”
Dirigido por Eric Pham, o longa quase não foi lançado após um processo judicial da Sony Pictures por causa dos direitos legais do Slender Man, personagem no qual o roteiro deste terror é levemente inspirado.
A trama segue a luta de uma mulher que, após a morte de sua mãe, deve salvar o seu irmão e as pessoas ao seu redor de um espírito sinistro sem rosto.
O elenco inclui Violett Beane, A. Michael Baldwin, Elle LaMont, Dalton Gray, Johnny Walter, Aaron Spivey-Sorrells, Peggy Schott, Kaylee King e Noe de la Garza.
O terror será lançado em VOD no dia 17 de novembro.
O novo filme do tio de Nicolas Cage,Francis Ford Coppola, é um dos favoritos ao prêmio de pior filme do ano. Não tem como começar um texto sem mostrar a insatisfação com a qualidade desse bisonho trabalho. Uma narração bizarra logo no início, parecia gravação de chamadas de filmes trash, já indicava a perigosa trilha que faria Twixt (nome original da trama e que não tem nada haver com aquele chocolate). Totalmente sem rumo, o roteiro é muito ruim perdendo o grande destaque negativo somente para a trilha apática que coloca o filme completamente fora de contexto, durante os poucos mais de 80 minutos de fita.
Na trama, um escritor (que usa um chapeuzinho ridículo a lá ‘Indiana Jones do terror’), mais ou menos famoso, visita uma cidadezinha para autografar seu mais recente trabalho. Após muitos diálogos estranhos com moradores (igualmente esquisitos) é envolvido em um misterioso assassinato. Com direito a sonhos com fantasmas, cenas peculiares e suspense sobre alguns fatos, o escritor corre atrás para apurar toda a louca história em que se meteu. O roteiro é escrito pelo próprio pai de Sophia Coppola, não lembrando em nada seus últimos bons trabalhos.
O longa tem momentos que beiram ao ridículo, o espectador ora fortemente para o filme terminar o mais breve possível. O famoso escritor americano Edgar Allan Poe é citado inúmeras vezes, coitado! Deve estar se revirando no túmulo uma hora dessas. A trilha sonora é horrível, leva o público, em determinados momentos, para dentro de um filme de faroeste e não para um filme de terror/suspense. Dá a ligeira impressão que a composição fora feita para algum outro trabalho, não esse. Val Kilmer (e seu rabo de cavalo) interpreta o escritor de contos de bruxas. Será que algum dia vai baixar, novamente, o santo em Val Kilmer? (fato que ocorreu em sua brilhante atuação no longa “The Doors”). O papel é terrível e a atuação beira à imperfeição.
A falta de bom senso destruiu qualquer pretensão que o filme tinha de fazer sucesso não só no Brasil como no mundo. Um dos piores filme do ano disparado, até agora. Merece todos os prêmios framboesa. O personagem principal, tem uma fala que traduz muito bem o sentimento do público: “Meu Deus, estou perdido”. Como Coppola conseguiu dirigir, roteirizar e produzir esse trabalho e não ver que tudo estava muito errado? Realmente, não dá para entender, seu pior filme. Fujam para as montanhas, cinéfilos!
Algumas obras cinematográficas conseguem em seu arco inicial prender nossa atenção, muitas vezes fruto de uma narrativa certeira que conseguem gerar o interesse sobre os assuntos abordados. Pensando em algumas dessas obras e pra você que está à procura de um bom filme para assistir, segue abaixo uma ótima lista abaixo:
Os Piores
Na trama, conhecemos Lily (Mallory Wanecque) e Ryan (Timéo Mahaut), dois jovens que moram no mesmo bairro e após uma seleção são selecionados para interpretar personagens em um filme chamado ‘Pissing in the North Wind’ que será rodado no bairro com direção do cineasta belga Gabriel (Johan Heldenbergh). Lily é uma jovem que possui um terrível trauma na sua vida, seu irmão pequeno, a quem era muito ligada, faleceu de câncer recentemente e no bairro é alvo de bullying. Já Ryan, meio rebelde, parece segurar suas emoções, é um jovem que não mora com a mãe e vê na irmã uma força maternal. Os dois, no filme vão interpretar irmãos e durante as gravações muitas emoções irão surgir e também novos conflitos.
Na trama, conhecemos Paul (Nicolas Cage), um infeliz professor universitário, especialista em biologia do desenvolvimento, que um dia começa a aparecer nos sonhos de milhares de pessoas e logo viralizando após um artigo ser publicado. A peculiar situação mexe com toda sua controlada rotina e a de sua família, o fazendo ir do céu ao inferno, primeiro como um sonho, depois com a chegada dos reflexos dos pesadelos.
A vida do veterinário Martin (Marian Mitas) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika (Jana Plodková) entra logo num embate com a sogra Dana (Milena Steinmasslová), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2004, o filme conta a trajetória de Oh Dae-su (Choi Min-sik, em atuação impressionante), um homem que após ser detido totalmente embriagado, é sequestrado e mantido assim por 15 longos anos. Quando enfim é libertado, aparentemente sem saber o motivo, tem alguns dias para ir atrás da verdade de seu encarceramento, embarcando assim em uma jornada de chocantes descobertas.
Pulp Fiction – Tempo de Violência
Na trama, conhecemos uma série de personagens ligados de alguma forma ao mundo do crime. Assassinos, traficantes mafiosos, esportista corrompido, psicopatas, assaltantes descontrolados. Acompanhamos por meio de um roteiro longe de qualquer linearidade um desfile macabro e contundente pelo espelho caótico da natureza humana que percorre as linhas da inconsequência.
Seven – Os Sete Crimes Capitais
Restando apenas uma semana para entrar na aposentadoria, o experiente detetive Somerset (Morgan Freeman) é designado para um caso macabro que logo se liga em outros tendo os sete pecados capitais como referência. Ao lado do novo parceiro, o impulsivo detetive Mills (Brad Pitt), ambos vão enfrentar dilemas e situações que nunca imaginaram.
Whiplash – Em Busca da Perfeição
Na trama, acompanhamos o jovem músico Andrew (Miles Teller), um garoto talentoso que estuda na escola de música mais prestigiada dos Estados Unidos. O protagonista é um prodígio da bateria e não pensa em outra coisa a não ser estudar e aperfeiçoar todos seus movimentos. Certo dia, durante uma seleção surpresa para a principal banda de Jazz da escola em que estuda, Andrew é recrutado pelo temido professor Fletcher (J.K. Simmons) e assim começa uma trajetória de dor, sofrimento, dedicação, esforço e amor pela música.
No início do ano passado, quatro irmãos pequenos embarcaram em um avião em Araracuara para ir encontrar o pai/padrasto no município de San José del Guaviare. Um acidente terrível acontece, com o meio de transporte caindo numa região de difícil acesso. Logo o governo colombiano é avisado e começa uma intensa busca pela difícil selva. Mas será que alguém sobreviveu? Ao longo de desgastantes 40 dias, as respostas vem chegando conforme pistas aparecem e com a adição necessária ao grupo de busca de voluntários representantes indígenas que melhor conhecem a região.
As realidades de um Brasil. No final do ano passado, depois de uma carreira em festivais de cinema no Brasil e em outros países, chegou ao circuito exibidor um dos filmes mais impactantes do cinema brasileiro dos últimos anos, Cabeça de Nêgo. Discutindo e fazendo refletindo sobre o preconceito, o racismo e muito sobre o precário sistema de educação pública do nosso país, o longa-metragem dirigido por Déo Cardoso é um soco no estômago que escancara a realidade vivida por muitos em um país sem oportunidades e preso a interesses.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Escrito e dirigido pelo pouco conhecido ator e também cineasta Matt Ross, Capitão Fantástico é um daqueles filmes que deixam nosso coração na boca, faz nosso raciocínio brilhar e mexe intensamente com nosso modo de ver e viver tudo que aprendemos até hoje em nossas vidas. Exibido no Festival do Rio anos atrás e com uma atuação brilhante do grande ator nova iorquino Viggo Mortensen, o longa-metragem de objetivos 118 minutos é, sem dúvidas, é um baita filme!
A esta altura você provavelmente está familiarizado com o termo ‘prazer culposo’. Caso contrário, ele se refere a qualquer coisa que gostemos mesmo não duvidando de sua falta de qualidade. No cinema o termo é muito usado para produções em sua maioria execradas pela patrulha do bom gosto, mas que terminam por cair nas graças de determinados grupos, se tornando cult. Na década de 1990, temos como exemplo disso produções como Showgirls (1995) e Anaconda (1997), hoje considerados bons filmes ruins.
Um filme pode nascer cult também, e muitas vezes ter consciência de toda a sua glória trash implícita. É o caso com este Paixão Obsessiva, novo lançamento da Netflix, que desde seus primórdios anunciava exatamente o que seria, prometendo uma pérola do cinema B. Para começar, o suspense usa como protagonistas Katherine Heigl e Rosario Dawson, duas atrizes talentosas, mas que não são exatamente o crème de la crème de Hollywood.
A trama é igualmente pra lá de batida, soando como algo que merecia lançamento direto em vídeo, ou como paródia do gênero ao qual pertence. Julia Banks (Dawson) é uma mulher moderna e bem sucedida, em vias de se casar. O prelúdio do matrimônio, no entanto, segue por caminhos tortuosos. Acontece que David (Geoff Stults), o noivo, tem em sua vida a ex-mulher Tessa (Katherine Heigl), e juntos são pais da pequena Lily (Isabella Kai Rice).
A loira gelada (Heigl) Hitchcockiana com esteroides vai gradativamente mostrando as garras e exibindo todo seu descontentamento com a nova relação do ex-marido, por quem ainda nutre sentimentos fortes. Temos aqui a justificativa básica, retratada na forma de uma conversa de boteco descompromissada, para os desvios de personalidade desta boneca psicopata: torturas psicológicas da mãe (papel da veterana Cheryl Ladd), que refletem na filha pequena (Rice).
Mas engana-se quem acha que os problemas acabam por aí. Julia (Dawson) também possui um passado secreto, na forma de um ex-namorado abusivo (Simon Kassianides), que, obviamente, irá voltar à tona em determinado momento, quando tudo se misturar nesta salada de frutas indigesta, mas nem por isso menos saborosa.
Para verdadeiramente apreciar Paixão Obsessiva você precisa ter o estado de espírito certo: mergulhar na galhofa, jogar qualquer sintoma de credibilidade pela janela, saber rir e degustar cada momento ridículo apresentado. Dá para fazer inclusive uma lista de itens a serem riscados dos famosos clichês do subgênero, como policiais tapados, o mocinho cego de tão ingênuo e a vilã que só falta gargalhar de suas maldades. Tessa deixa no chinelo personagens novelescas como Carminha (Adriana Esteves), de Avenida Brasil, e Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), de Senhora do Destino.
Heigl, mais acostumada a interpretar mulheres doces em seus filmes (a maioria comédias românticas), parece ter se divertido muito ao trabalhar seu ‘lado negro’, caprichando na atuação caricata e exagerando na medida certa para o público pegar raiva de sua personagem pedante. Fosse no Brasil, Heigl correria até o risco de apanhar na rua, como acontece com alguns intérpretes de novelas por aqui.
É impossível pensar que tudo não é criado de forma consciente pelos roteiristas David Leslie Johnson (A Órfã) e Christina Hodson (Refém do Medo), e pela diretora Denise Di Novi – produtora veterana dos filmes de Tim Burton, estreando na direção. Os realizadores praticamente “piscam” para o público, sabendo exatamente o quão “sério” é o produto que entregam. No clímax, por exemplo, reparem nos trajes fantasmagóricos de Heigl, criando um misto de vilão de filme de terror com inimigo de filmes de super-herói. Inúmeras vezes senti vontade de aplaudir as cenas, entre uma gargalhada e outra. E o final… Digamos apenas que é glorioso. Já quem for assistir levando tudo a sério, está mais a perigo do que os personagens dentro do filme.
Alguns filmes têm o poder raro de permanecer vivos na memória e no coração dos fãs, mesmo após uma década ou mais desde seu lançamento. Eles vão além do entretenimento imediato, criando conexões emocionais profundas, seja pela história envolvente, personagens marcantes ou cenas icônicas que se tornam referências culturais. Esses filmes geram debates, inspirações e nostalgias que atravessam gerações, mantendo seu espaço especial em conversas, redes sociais e maratonas de cinema. A força dessas obras está em sua capacidade de tocar temas universais e inovar em suas narrativas, conquistando públicos novos e antigos.
Além disso, esses filmes frequentemente redefinem gêneros, estabelecem novos padrões de produção e marcam fases importantes na carreira de atores e diretores. Eles se tornam símbolos de épocas, refletindo tendências sociais, tecnológicas e artísticas que ressoam com o público. Seja através de trilhas sonoras inesquecíveis, efeitos visuais impressionantes ou mensagens impactantes, continuam a inspirar novas produções e a alimentar a paixão dos fãs. Essa longevidade é a prova do impacto duradouro que o cinema pode ter, transformando simples histórias em verdadeiros legados culturais.
Pensando nisso, resolvemos revisitar 10 blockbusters que continuam na boca dos fãs, mesmo após uma década. Confira abaixo.
Mad Max- Estrada da Fúria
‘Mad Max: Estrada da Fúria continua sendo assunto entre os fãs mesmo após 10 anos de seu lançamento, graças à sua ação visceral, estética única e direção impecável de George Miller. O filme redefiniu o gênero pós-apocalíptico com sequências eletrizantes, efeitos práticos impressionantes e personagens marcantes, como Furiosa, vivida por Charlize Theron. Sua narrativa frenética e visual arrojado renderam seis Oscars e o status de obra-prima moderna. Além disso, inspira debates sobre representatividade, empoderamento feminino e cinema de ação autoral. É um marco cultural que permanece vivo na memória coletiva dos cinéfilos.
Star Wars – O Despertar da Força
‘O Despertar da Força‘ continua sendo lembrado com carinho pelos fãs por ter revitalizado uma das sagas mais amadas do cinema. Dirigido por J.J. Abrams, o filme trouxe de volta personagens icônicos como Han Solo e Leia, enquanto apresentou novos heróis, como Rey, Finn e Poe, para uma nova geração. Com cenas épicas, batalhas espaciais e a emocionante reintrodução de Luke Skywalker, ele resgatou a nostalgia dos clássicos. Sua estreia quebrou recordes de bilheteria e reacendeu o entusiasmo pelo universo criado por George Lucas. Até hoje, segue sendo um marco no retorno triunfal de Star Wars às telonas. Pena que o que começou bem, terminou de forma, digamos, tão pouco inspirada.
‘Perdido em Marte‘ é outro que segue vivo na memória dos fãs mesmo após 10 anos, graças à sua mistura envolvente de ficção científica, humor e esperança. Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Matt Damon, o filme conta a história do astronauta Mark Watney, que luta para sobreviver sozinho em Marte após ser dado como morto por sua equipe. Com uma narrativa empolgante, efeitos visuais deslumbrantes e um tom otimista, conquistou público e crítica, recebendo prêmios e indicações ao Oscar. Sua mensagem sobre resiliência e trabalho em equipe continua inspirando. É um clássico moderno da ficção científica que ainda rende conversas e admiração.
‘Vingadores: Era de Ultron’ pode ter sido um dos filmes mais decepcionantes da Marvel, mas nesses 10 anos foi reavaliado e subiu no conceito dos fãs – que ainda falam sobre o vilão Ultron. O longa continua sendo lembrado pelos fãs por ter expandido ainda mais o universo cinematográfico da Marvel. Dirigido por Joss Whedon, o filme trouxe os heróis mais poderosos da Terra enfrentando Ultron, uma inteligência artificial que se volta contra a humanidade. Com cenas de ação épicas, novos personagens como Wanda Maximoff e Visão, além de conflitos internos entre os Vingadores, a trama marcou uma fase importante rumo à Guerra Infinita. Apesar de opiniões divididas, ele é essencial para entender a evolução do time e suas dinâmicas. Até hoje, é reverenciado como um capítulo crucial da saga Marvel.
‘Divertida Mente‘ continua encantando o público graças à sua abordagem criativa e sensível sobre as emoções humanas. Produzido pela Pixar, o filme leva os espectadores a uma viagem pelo universo interno da mente de uma menina, onde personagens como Alegria, Tristeza e Raiva guiam suas decisões. Com animação vibrante, roteiro inteligente e uma mensagem profunda sobre aceitação e equilíbrio emocional, conquistou crítica e público, ganhando o Oscar de Melhor Animação. Sua capacidade de falar sobre sentimentos complexos de forma acessível faz com que permaneça relevante e querida. É uma obra-prima que emociona e diverte todas as idades até hoje. Ah sim, e deu origem à igualmente bem-sucedida continuação.
Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
‘Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros‘ permanece na memória dos fãs devido à sua ação empolgante e o retorno triunfante da franquia Jurassic Park. Dirigido por Colin Trevorrow, o filme reintroduziu os dinossauros em um parque temático moderno, mas com riscos inesperados quando uma criatura geneticamente modificada escapa, causando caos. Com efeitos visuais impressionantes e sequências eletrizantes, conquistou o público de todas as idades, renovando o interesse pela saga. Seu sucesso impulsionou uma nova trilogia e expandiu o universo dos dinossauros na cultura pop. Até hoje, é referência em entretenimento e aventura na tela grande. E como o Star Wars lançado naquele ano, se tornou o melhor capítulo de sua trilogia.
‘007 Contra Spectre‘ marcou um capítulo importante na era de Daniel Craig como James Bond. O filme, dirigido por Sam Mendes, mergulha Bond em uma missão global para desmantelar a misteriosa organização Spectre, trazendo ação intensa, espionagem sofisticada e um toque emocional mais profundo para o icônico agente secreto. Com cenas espetaculares, reviravoltas intrigantes e o retorno de personagens marcantes, a produção solidificou a renovação da franquia. Seu estilo moderno, aliado à tradicional elegância de Bond, somou pontos para esta encarnação. Embora não seja o preferido de ninguém, se destaca pelos vilões – mas nem tanto Christoph Waltz como Blofeld, e sim mais por Dave Bautista como o letal Hinx, protagonista da melhor luta da era Craig.
Missão: Impossível – Nação Secreta
Sabemos que um filme é marcante quando continua sendo referenciado. Por exemplo, toda vez que você ouvir sobre as loucuras de Tom Cruise e suas proezas, certamente ouvirá que o astro se pendurou do lado de fora de um avião enquanto este decolava. E bem, foi neste filme que isso aconteceu. E logo na cena de abertura, mostrando que não tinha tempo a perder. Fora isso, o quinto ‘Missão: Impossível‘ foi o responsável por apresentar a melhor personagem feminina da franquia, a dúbia Ilsa Faust, interpretada com maestria pela subestimada Rebecca Ferguson. Uma pena que ela tenha perdido a serventia para Cruise no decorrer da franquia, até ser “morta” e substituída pela bem mais insossa Grace, vivida por Hayley Atwell.
Deixamos o melhor por último. Ou por penúltimo. O que dizer do sétimo ‘Velozes e Furiosos‘ que não seja a emocionante despedida de Paul Walker. Mesmo quem não era fã da franquia, resolveu dar uma chance e saiu com os olhos “suando” do cinema. Foi também o primeiro filme da saga a render mais de US$1 bilhão em bilheteria mundial. Também pudera, com um elo afetivo deste. Fora esse grande fator, tínhamos também a introdução do vilão Shaw, vivido por Jason Statham, que depois ganhou derivado próprio, e a graciosa Nathalie Emmanuel como a hacker Ramsey, que viraria uma favorita da equipe. A música “See You Again”, de Wiz Khalifa, virou sinônimo do filme, tocou sem parar e segue como hino da amizade.
Tudo bem, ‘Homem-Formiga‘ é uma das “menores” franquias da Marvel, com o trocadilho sem perdão. É a sub-franquia menos rentável e menos, digamos, significativa de todas – sempre com uma trama em menor escala, que nunca possui grande repercussão no universo do MCU como um todo. E bem, parecia que eles haviam pego o jeito para a coisa, sempre com “o filme de assalto” do estúdio, assim como os filmes do ‘Homem-Aranha’ são centrados em escalas menores e mais urbanas. Afinal nem tudo precisa ter uma ameaça cósmica.
Porém, fica difícil defender o caso depois do horrendo ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ (2023). Mas aqui falamos do primeiro, você lembra do hype? Depois da saída de Edgar Wright, muitos perderam o interesse, mas o resultado foi melhor que todos esperavam. Um ponto extremamente positivo e comentado na época foi ter Paul Rudd como o protagonista. E a sacada de mestre ao introduzir dois Homens-Formiga no mesmo filme, com o veterano Hank Pym já aposentado. Justamente por causa disso, o longa original ainda recebe muito carinho dos fãs.
A Netflix divulgou um vídeo hilário com os dubladores de ‘Super Drags‘, primeira série de animação brasileira.
Confira:
A gigante do streaming confirmou a estreia para o dia 9 de novembro.
Recentemente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu uma nota de repúdio à produção, solicitando o seu cancelamento, por considerar o seriado prejudicial para o público infantil.
No comunicado oficial, a instituição reitera seu respeito à diversidade sexual, mas aponta os perigos de utilizar uma linguagem naturalmente considerada infantil para dialogar temáticas destinadas para o público adulto.
Confira:
“A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores.”
Ainda assim, a Netflix defendeu seu posicionamento com um vídeo, que traz a drag queen brasileira Silvetty Montilla dublando a personagem Vedete Champanhe, deixando claro que a classificação indicativa é 16 anos e é responsabilidade dos adultos em filtrar o conteúdo para as crianças.
Assista:
A gigante do streaming conta com o controle parental, que limita o acesso a certos títulos, quando ativado.
A série contará com cinco episódios que irão mostrar as aventuras de três jovens, Patrick, Donny e Ramon, que de dia trabalham em uma loja de departamento com clientes irritantes e um chefe escroto. À noite, eles liberam suas divas internas para se tornar Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim, três fabulosas Super Drags que foram recrutadas para reunir a comunidade LGBT e espalhar amor pelo mundo.
Jason Bateman, produtor executivo e diretor, estrela como Marty Byrde, junto à indicada ao OscarLaura Linney como sua mulher, Wendy.
Na trama, os Byrde e seus filhos adolescentes, Charlotte e Jonah, são, para todas as intenções e propósitos, uma família comum com uma vida comum. Exceto pelo trabalho de Marty, um consultor financeiro de Chicago que é também o mais importante lavador de dinheiro para o segundo maior cartel de drogas do México. Quando as coisas ficam feias, Marty precisa tirar sua família dos arranha-céus de Chicago e se mudar com ela para a região bucólica dos Lagos Ozark, no Missouri.
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