De acordo com o THR, a atriz interpretará a esposa de Beetlejuice, personagem que não foi mostrada no primeiro filme.
O site também aponta que a atriz Catherine O’Hara também foi escalada para a sequência, reprisando seu papel do primeiro filme.
Jenna Ortega (‘Pânico’, ‘Wandinha’) também foi confirmada no elenco. A atriz alegadamente interpretará a filha da Lydia Deetz, personagem da Winona Ryder (‘Stranger Things’) no longa original, que também volta para a sequência. Justin Theroux (‘The Leftovers’) completa o elenco.
O novo filme estreará oficialmente no dia 6 de setembro de 2024 – 36 anos após o lançamento do longa original.
A produção será lançada no final de semana estendido do Dia do Trabalho – um feriado lucrativo para o estúdio e filmes do gênero. Neste mesmo período, a Warner Bros. já lançou a duologia ‘It: A Coisa‘ (US$1.17B) e ‘A Freira‘ (US$365.5M).
Em 2023, o estúdio irá apostar na sequência ‘A Freira 2‘ para este feriado.
Anteriormente, Burton havia comentado sobre o projeto: “Só sei se estou fazendo um filme quando estou no set filmando. Tento voltar à raiz de tudo. Brota de uma semente e depois cresce, e não dessas declarações. Estou trabalhando em ideias e coisas, mas é tudo muito cedo. Vamos ver como vai ser. Que tal essa resposta sem resposta?”
Lançado em 1988, o filme original acompanha a vida após a morte do casal Adam (Alec Baldwin) e Bárbara (Geena Davis), que sofrem um acidente de carro e ficam presos em sua casa de campo como fantasmas, assombrando-a.
Quando uma família rica e arrogante compra a propriedade, o casal faz de tudo para expulsá-los com a ajuda de uma assombração conhecida como Beteugeuse (Keaton).
A Apple TV+ divulgou o novo teaser da 2ª temporada de ‘Foundation‘, série sci-fi baseada nos romances do lendário Isaac Asimov.
Confira:
O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 14 de julho.
David S. Goyer e Josh Friedman são os criadores da produção.
A trama gira em torno de um grupo de exilados que parte em uma jornada monumental para salvar a humanidade e reconstruir a civilização após a queda do Império Galáctico.
A produção estreará oficialmente no dia 18 de junho.
“Anos se passaram desde a última vez que vimos Maggie e Negan, eles agora devem formar uma aliança tênue para completar uma missão perigosa. Eles vão à ilha de Manhattan, que desenvolveu as ameaças únicas ao se manter isolada desde o início do apocalipse dos caminhantes. Na cidade, Maggie e Negan encontram moradores de Nova York, fogem de um delegado com passado conturbado e caçam um famoso assassino. Mas à medida que a dupla se aprofunda na cidade infestada de zumbis, torna-se evidente que os traumas de seu passado tumultuado podem ser uma ameaça tão grande quanto os perigos do presente.”
O roteiro fica por conta de Eli Jorné, que também assume as funções de coprodutor executivo e showrunner.
O canal Starz divulgou o trailer completo da 7ª temporada do aclamado drama de época ‘Outlander‘.
Confira:
O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 16 de junho.
Vale lembrar que um spin-off, que servirá de pré-sequência da série original, foi confirmado e está em produção.
Baseado nos livros de Diana Gabaldon, o drama histórico segue Claire Randall (Caitriona Balfe), uma enfermeira de combate da Segunda Guerra Mundial que vai parar misteriosamente na Escócia, em 1743.
O elenco conta com Caitriona Balfe, Sam Heughan, Richard Rankin, Sophie Skelton, John Bell, César Domboy, Lauren Lyle, Caitlin O’Ryan, Mark Lewis Jones, Jessica Reynolds e Alexander Vlahos.
O ciclo final estreará oficialmente no dia 9 de junho.
A série apresenta dois novos monstros: Petra, o Gremlin da Ambição (Rosie Perez), e Keith, o Gremlin do Luto (Henry Winkler). Eles se juntam aos outros monstros que já conhecemos: Mona, a Monstro Hormonal (Thandiwe Newton), Simon Sex (Jemaine Clement), Tito, o Mosquito da Ansiedade (Maria Bamford), e Gavin, o Monstro Hormonal (Bobby Cannavale).
Além deles, outros rostos conhecidos da série original também aparecem, tais como Maury o Monstro Hormonal (Nick Kroll), Connie a Monstro Hormonal (Maya Rudolph), Emmy o Inseto do Amor (Aidy Bryant), Pete the Logic Rock (Randall Park), Rochelle a Inseto do Amor (Keke Palmer), Walter o Inseto do Amor (Brandon Kyle Goodman), o Mago da Vergonha (David Thewlis) e Sonya a Inseto do Amor (Pamela Adlon).
Anteriormente previsto para estrear no dia 24 de maio, o Star+ anunciou o adiamento da 2ª temporada de série ‘Bel-Air‘, reboot da comédia clássica ‘Um Maluco no Pedaço‘, em uma semana.
Agora, o segundo ciclo estreará oficialmente no dia 31 de maio.
Na nova temporada, Will (Jabari Banks) se encontrará em uma encruzilhada quando uma nova figura entra em sua vida e desafia seu aprendizado em Bel-Air. Ele terá que lidar com a vida doméstica com a família Banks, enquanto tenta reconstruir a confiança que foi quebrada no final do primeiro ciclo.
Confira o trailer legendado:
Vale lembrar que a série já está renovada para a 3ª temporada!
Ambientada nos dias atuais, a trama acompanha a complicada jornada de Will, que veio as ruas da Filadélfia até os portões de uma mansão em Bel-Air. A nova versão tem um tom dramático e se aprofunda nos conflitos e emoções que eram impossíveis de se explorar no formato cômico de uma sitcom.
A Disney está se preparando para lançar uma nova plataforma de streaming que irá unir o conteúdo doDisney+, Hulu e ESPN+, conforme anunciado por Bob Iger, CEO da empresa, em um relatório para acionistas. (via Variety)
A intenção da empresa não é substituir os serviços existentes, mas sim oferecer aos assinantes a opção de acessar todo o conteúdo das três plataformas em um único aplicativo, sem necessidade de um valor adicional.
Essa medida visa proporcionar maior comodidade e variedade aos assinantes, permitindo que eles tenham acesso a uma ampla gama de conteúdos, incluindo filmes, séries, programas esportivos e muito mais.
O Disney+, Hulu e ESPN+ continuarão a existir individualmente, mantendo suas identidades e oferta de conteúdo exclusivo.
É importante ressaltar que, por enquanto, o anúncio se refere apenas aos Estados Unidos. Ainda não se sabe se essa fusão das plataformas ocorrerá também em outros países, como o Brasil, onde estão disponíveis o Disney+ e oStar+.
Os detalhes sobre o lançamento e disponibilidade internacional do novo serviço ainda não foram divulgados, apenas que chegará nos EUA ao final de 2023.
Lembrando que nesse mesmo relatório, foi divulgado que o Disney+ passou por uma queda no número de assinantes no primeiro trimestre de 2023, e começará a cortar conteúdo de suas plataformas de streaming.
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer oficial de ‘Entre Estranhos‘ (The Crowded Room), série antológica estrelada por Tom Holland (‘Homem-Aranha’) e Amanda Seyfried (‘The Dropout’).
Com dez episódios, ‘Entre Estranhos‘ estreia com os três primeiros, seguidos por uma estreia semanal sempre às sextas-feiras até 28 de julho.
‘Entre Estranhos‘ conta a história de Danny Sullivan, um homem que é preso após seu envolvimento em um tiroteio em Nova York em 1979. A série é um suspense cativante contado por meio de entrevistas realizadas pela curiosa interrogadora Rya Goodwin (Amanda Seyfried). Progressivamente, a história de Danny se revela, apresentando elementos de seu passado misterioso e as reviravoltas que o levarão a uma descoberta que mudará sua vida.
Confira:
A cada temporada, a atração será focada em histórias envolvendo casos da vida real de pessoas com transtornos mentais.
Holland dará vida a Danny Sullivan, inspirado em Billy Milligan, a primeira pessoa a ser absolvida de um crime por causa de Transtorno de Personalidade Múltipla (também conhecido como Transtorno Dissociativo de Identidade).
O cineasta Akiva Goldsman, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme ‘Uma Mente Brilhante‘, será responsável pelo projeto.
Baseada na biografia ‘The Minds of Billy Milligan‘, de Daniel Keyes, a série é descrita como uma “emocionante antologia”, que irá explorar “as verdadeiras e inspiradoras histórias daqueles que lutaram e aprenderam a conviver com distúrbios mentais”.
Quem gosta de assistir a filmes de máfia geralmente se depara com dois elementos muito comuns nessas produções: o fato de elas serem estreladas quase que totalmente por um elenco masculino e quase que invariavelmente ou se passar na Itália, ou envolver pessoas de ascendência italiana. É como se isso fosse um pré-requisito para essas produções, que levou ao sucesso filmes como ‘O Poderoso Chefão’. Mas quem disse que a mulherada não faria bonito no comando dessas operações? Esta é a provocação que dá origem ao filme ‘Mafia Mamma: De Repente Criminosa’, comédia de ação que estreia a partir desta semana em circuito nacional.
Kristin (Toni Collette) é uma mãe comum, em uma cidade comum nos Estados Unidos. Ela está sofrendo agora porque seu filho acaba de sair de casa para ir para a faculdade e ela não está sabendo lidar com a ausência. No mesmo dia, descobre que seu marido a estava traindo com uma mulher mais jovem. Arrasada com tantas mudanças em sua vida, ela mal pode acreditar quando seu telefone toca e, do outro lado, é Bianca (Monica Bellucci), dizendo que seu bisavô acabara de falecer e que precisa que ela vá até a Itália tomar conta dos negócios da família. Mesmo sem ter contato com esse parente, Kristin decide viajar, afinal, um tempinho fora pode fazer bem ao seu coração partido. O que ela não esperava era chegar lá e descobrir que o negócio que herdara nada mais era do que o controle de uma das mais perigosas máfias da Itália, que, no momento, está em guerra com outro grupo rival e precisa dela para negociar a paz.
‘Mafia Mamma: De Repente Criminosa’ é dividido em três momentos bem marcantes: começa com um drama cômico da vidinha comum da protagonista, em seguida foca na comédia, contrastando as reações da personagem dentro do mundo perigoso da máfia, e, por fim, descarrilhando numa violência trash tosqueira, com literalmente cenas de braços espichando sangue e dedos voando pelos ares. Esta última parte é toda decorada com a galhofa: a câmera não foca na mutilação, mas vemos o sangue e as partes do corpo espalhadas no cenário, conferindo o ar cômico à situação absurda.
Além do roteiro divertido de Amanda Sthers, J. Michael Feldman e Debbie Jhoon, que constrói o contraste entre o jeito estadunidense de ser com a sisudez da máfia, chama a atenção o filme ter Monica Bertolucci como a apadrinhada do patriarca; a atriz, de quase 60 anos, está completamente deslumbrante no filme, hipnotizando a gente toda vez que entra em cena.
Bebendo na fonte de sucessos que se passaram a capital mundial da pizza, em ‘Mafia Mamma: De Repente Criminosa’ sobram referências a ‘Comer, Rezar, Amar’, ‘Sob o Sol da Toscana’ e outros romances do tipo. Através dessa roupagem, o filme de Catherine Hardwicke(que dirigiu o primeiro ‘Crepúsculo‘ e também ‘Miss Bala‘, com Sandra Bullock) busca jogar luz sobre a importância da autoestima na mulher para se tornar uma pessoa independente e respeitada, não importa em qual ambiente esteja. O empoderamento flui de maneira orgânica na história, construindo um arco convincente da protagonista, envolvendo-a com o espectador.
‘Mafia Mamma: De Repente Criminosa’ é uma comédia divertida que traz bons valores ao espectador – ou melhor, à espectadora, pois é um filme de máfia para mulheres. Programão para levar a mamãe para se divertir despretensiosamente no cinema.
O icônico astro Jamie Foxx continua a se recuperar no hospital após uma emergência médica no mês passado.
E parece que sua situação não está tão favorável quanto foi divulgado.
Segundo uma fonte do RadarOnline, o estado de saúde do ator ainda é “muito grave e seus amigos e familiares estão esperando o melhor, mas já se preparam para o pior.”
O site afirma que a situação de Foxx vem piorando a muito tempo, até chegar em um ponto extremamente perigoso.
Seu estado de saúde é delicado, e há um grande mistério por trás de sua condição, principalmente pelo fato de que ele não foi levado para o hospital em uma ambulância, mas em um veículo particular.
O Disney+ registrou uma queda significativa no número total de assinantes no primeiro trimestre de 2023, perdendo 4 milhões de assinantes nos primeiros três meses do ano, conforme relatado em uma carta aos investidores.
A empresa atribuiu parte dessa perda ao Disney+ Hotstar, na Índia, que perdeu os direitos de streaming de partidas ao vivo de críquete, sua principal atração no país.
Além disso, houve uma perda de 300 mil assinantes nos Estados Unidos, representando uma queda de apenas 1%.
No entanto, o streaming conseguiu ganhar 900 mil novos assinantes internacionalmente, excluindo o Disney+ Hotstar, resultando em um aumento geral de 2% no número de assinantes.
Ainda assim, a queda nos números totais de assinantes é motivo de preocupação para a plataforma de streaming.
Enquanto isso, a Disney anunciou planos para remover “certos conteúdos” de seu catálogo do serviço de streaming e reduzir a produção de originais, seguindo uma estratégia semelhante à adotada pela Warner Bros. Discovery na HBO Max, ou, futuramente, Max.
O objetivo é economizar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,8 bilhão em impostos.
Christine McCarthy, diretora financeira da Disney, afirmou que a revisão do conteúdo no serviço de streaming visa alinhar-se às mudanças estratégicas na curadoria de conteúdo.
“Estamos no processo de revisão do conteúdo em nossos serviços, para nos alinharmos com as mudanças estratégicas em nossa abordagem à curadoria de conteúdo”
Já o CEO Bob Iger enfatizou a importância de produzir conteúdos que impulsionem o crescimento do Disney+ e que sejam mais seletivos no investimento em marketing.
“Percebemos que fizemos muito conteúdo que não está necessariamente impulsionando o subcrescimento [do Disney+],” disse Iger. “Seremos mais cirúrgicos, não vamos gastar muito dinheiro comercializando coisas que não terão impacto nos resultados.”
Essas medidas visam otimizar a oferta do Disney+ e melhorar sua eficiência financeira, focando em conteúdos que realmente agreguem valor e impulsionem o crescimento da plataforma.
Johnny Depp confirmou que Al Pacino aceitou um papel na cinebiografia do artista Amedeo Modigliani, que se tornará o segundo filme de Depp como diretor.
Depp fez sua estreia na função em 1997 com ‘O Bravo‘, drama no qual contracenou com Marlon Brando (‘O Poderoso Chefão’).
25 anos depois, ele vai retornar ao cargo de diretor através de uma cinebiografia do artista italiano Amedeo Modigliani.
Com início das gravações marcado para o ano que vem, o longa é baseado na peça de Dennis McIntyre e é escrito por Jerzy e Mary Kromolowski.
A trama é ambientada em Paris ao longo da década de 1910 e vai acompanhar a história do pintor e escultor considerado por si mesmo um fracasso crítico e comercial enquanto navega por 48 horas turbulentas e agitadas que se tornarão um ponto de virada em sua vida, solidificando sua reputação como uma lenda artística.
Através de um comunicado, Depp comemorou o projeto, dizendo:
“A saga da vida do Sr. Modigliani é uma que estou incrivelmente honrado por trazer para a tela. Foi uma vida de grandes dificuldades, mas um eventual triunfo – uma história universalmente humana com a qual todos os espectadores podem se identificar.”
O filme chega aos cinemas nacionais dia 23 de Maio de 2024.
A trama de ‘PLANETA DOS MACACOS: O REINO‘ é ambientada vários anos após os eventos de ‘Planeta dos Macacos: A Guerra‘, e as sociedades primatas cresceram desde que César trouxe seu povo a um oásis, enquanto os humanos foram reduzidos a uma existência selvagem. Alguns grupos nunca ouviram falar de César, enquanto outros distorceram seus ensinamentos para construir impérios florescentes. Neste cenário, um líder primata começa a escravizar outros grupos para encontrar tecnologia humana, enquanto outro macaco, que viu seu clã ser levado, embarca em uma jornada para encontrar a liberdade. Em meio a tudo isso, uma jovem humana se torna a chave para a busca da liberdade, embora ela tenha seus próprios interesses.
O ator Andy Serkis, conhecido por ter interpretado Caesar na recente trilogia ‘Planeta dos Macacos‘, disse que o novo filme irá “impressionar as pessoas”.
O novo filme é dirigido por Wes Ball (‘Maze Runner’) e, mesmo que Serkis não esteja no elenco do novo filme, o ator antecipou que já sabe alguns detalhes da produção e que está excelente.
“Acho que [o diretor] Wes Ball fará um trabalho incrível com este filme”, confirmou Serkis ao CinemaBlend. “Acho que, pelo que ouvi e vi, há artes conceituais incríveis. E onde eles escolheram pousar a história e decolar com a próxima iteração, acho que vai impressionar as pessoas.”
Além de dirigir, Ball assina o roteiro em conjunto com Josh Friedman (‘Expresso do Amanhã’).
Confira a primeira imagem oficial:
O filme original de 1968 é baseado em um romance do escritor francês Pierre Boullee estrelado por Charlton Heston, que vive um astronauta que pousa em um planeta e descobre uma civilização avançada de macacos governando humanos primitivos.
Na reviravolta final, ele descobre que ainda está na Terra, que sofreu uma guerra nuclear apocalíptica.
O filme foi um sucesso comercial e crítico após seu lançamento e gerou inúmeras sequências e uma série de TV ao longo da década de 1970.
Em 2011, surgiu a trilogia iniciada com ‘Planeta dos Macacos: A Origem‘, que narra como os primatas assumiram o controle sob o comando de César, interpretado por Andy Serkis através da tecnologia de captura de movimento.
O filme não foi apenas um sucesso retumbante de bilheteria, mas também recebeu algumas das melhores críticas da história da franquia, levando a um novo conjunto de filmes que terminou com ‘Planeta dos Macacos: A Guerra’ (2017).
Comandada por Rupert Wyatt e Matt Reeves, a trilogia rendeu mais de 1,6 bilhão de dólares.
Lançado em 2018, o thriller de ação ‘Covil de Ladrões‘ chegou recentemente ao catálogo da Amazon Prime e já está na 7ª posição entre os filmes mais assistidos da semana.
Estrelada por Gerard Butler, a trama gira em torno de uma saga de crimes que cruza a vida de dois grupos: a unidade de elite do departamento de polícia local e a equipe de assaltantes de banco mais bem sucedida do estado, formada por ex-militares que usam suas habilidades e experiências para infringir as leis.
Na época do lançamento, o longa dirigido por Christian Gudegast (‘Invasão a Londres’) recebeu apenas 41% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Inclusive a crítica Empire diz que:
“‘Covil de Ladrões‘ é astuto e sólido em alguns momentos, mas decepciona com sua confiança numa trama rasa e na atuação rude e exagerada. É um filme apenas para os admiradores de Butler.”
Por outro lado, a resposta dos assinantes daAmazon Prime é bastante positiva nas redes sociais.
Entre os comentários, o público vem elogiando o título como um excelente filme de ação.
A série de ficção científica ‘Fundação‘ (Foundation), baseada no livro homônimo de Isaac Asimov, ganhou um novo teaser da sua segunda temporada pela Apple TV+.
A série retorna dia 14 de Julho.
Abaixo você confere o novo teaser:
A série foi criada por David S. Goyer e Josh Friedman.
Quando o revolucionário Dr. Hari Seldon prevê a queda iminente do Império, ele e um grupo de seguidores leais se aventuram nos confins da galáxia para estabelecer a Fundação em uma tentativa de reconstruir e preservar o futuro da civilização. Enfurecidos pelas alegações de Hari, os governantes Cleons — uma longa linhagem de clones imperadores — temem que seu domínio sobre a galáxia possa estar enfraquecendo, pois são forçados a contar com a realidade potencial de perder seu legado para sempre.
A NEON divulgou o primeiro trailer da versão restaurada e remasteriza de ‘Oldboy’, clássico filme de ação sul-coreano dirigido por Park Chan-wook. O longa foi lançado há 20 anos, em 2003.
O longa será relançado nos cinemas dos EUA no dia 16 de agosto.
Confira o trailer, juntamente com o cartaz:
Oh Dae-su é um homem comum que, após ser levado para uma delegacia por estar alcoolizado, desaparece misteriosamente. Ele acorda em um quarto de hotel transformado em uma estranha prisão, onde é acusado do brutal assassinato de sua esposa. Confinado nesse ambiente claustrofóbico, Dae-su recebe pouca comida, respira um gás que o faz dormir diariamente e só tem contato com o mundo exterior através de uma televisão. Determinado a provar sua inocência, ele luta para sobreviver e se preparar para enfrentar a injusta pena que lhe foi imposta.
O filme fez um enorme sucesso mundialmente, e 10 anos depois, em 2013, ganhou um remake estadunidense dirigido por Spike Lee e protagonizado por Elizabeth Olsen e Josh Brolin, que foi extremamente mal recebido pelo público e crítica.
Dirigido por Nick Cassevetes (‘Diário de uma Paixão’), a história é centrada em um homem que se infiltra num culto satânico responsável pela morte da ex-mulher e pelo rapto da filha.
Coster-Waldau dá vida ao “vice-detetive Bob Hightower, que encontra sua ex-mulher assassinada e sua filha sequestrada por um culto satânico. Frustrado pelas investigações dos oficiais, ele sai da força policial, arranja várias tatuagens e se infiltra no grupo para caçar o líder com a ajuda da única vítima que escapou”.
A produção estreará oficialmente no dia 18 de junho.
Confira abaixo:
“Anos se passaram desde a última vez que vimos Maggie e Negan, eles agora devem formar uma aliança tênue para completar uma missão perigosa. Eles vão à ilha de Manhattan, que desenvolveu as ameaças únicas ao se manter isolada desde o início do apocalipse dos caminhantes. Na cidade, Maggie e Negan encontram moradores de Nova York, fogem de um delegado com passado conturbado e caçam um famoso assassino. Mas à medida que a dupla se aprofunda na cidade infestada de zumbis, torna-se evidente que os traumas de seu passado tumultuado podem ser uma ameaça tão grande quanto os perigos do presente.”
O roteiro fica por conta de Eli Jorné, que também assume as funções de coprodutor executivo e showrunner.
[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA CONTÉM SPOILERS]
Se você ainda não assistiu aos filmes da franquia Guardiões da Galáxia, incluindo Guardiões da Galáxia Vol.3, talvez seja melhor evitar esta matéria, pois ela contém spoilers.
Agora que a franquia principal dos Guardiões da Galáxia chegou ao fim, é interessante ver como a saga avançou e como os personagens evoluíram ao longo dos filmes e especiais. No entanto, por se tratar de um universo compartilhado, criando crossovers com outras franquias, como visto em Vingadores: Guerra Infinita (2018), Vingadores: Ultimato (2019) e Thor: Amor e Trovão (2022), nem sempre há uma coesão de pensamentos entre seus diretores e roteiristas. Pensando nisso, selecionamos algumas dúvidas que rondaram os fãs na franquia, sendo algumas delas tentativas de retcons que a Marvel tentou fazer com esses personagens fora da saga principal de cada um – e que o James Gunn parece não ter dado muita bola, porque ignorou a grande maioria delas. Confira!
Ressuscitou ou foi pai?
Talvez a polêmica mais antiga da franquia seja essa sobre o Groot (Vin Diesel) original. No filme de 2014, ele é introduzido como uma criatura repleta de amor e com a capacidade de dizimar um corredor de capangas com apenas um braço, exibindo um sorrisão enquanto acaba com a vida deles. Ao fim de sua jornada, ele decide se sacrificar para salvar seus novos amigos. Porém, o Rocket(Bradley Cooper) guarda uma parte dele e replanta em um vasinho, o que faz nascer o Bebê Groot.
Desde então, parte dos fãs ficou em dúvida se o Bebê Groot era o mesmo Groot renascido ou se era um personagem novo. E essa pergunta foi feita tantas vezes em entrevistas e nas redes sociais, que o diretor e roteirista James Gunn fez um pronunciamento para acabar com todas as dúvidas de uma vez por todas: o Groot do primeiro filme morreu, e o Bebê Groot, que vimos crescer até o Vol.3, é um outro personagem, que pode ser considerado o filho do Groot que se sacrificou.
Em uma tradução mais literal, foi isso aqui que ele escreveu em 2017, alguns meses depois de Guardiões da Galáxia Vol.2 ser lançado em mídia física:
“SOBRE OS PERSONAGENS QUE VOLTARAM DA MORTE E COMO GROOT ESTÁ MORTO, ontem eu tuitei: ‘Personagens constantemente morrendo e sendo trazidos de volta em quadrinhos, filmes e TV fazem com que a morte/perigo não tenha peso em toda a história – eu odeio isso’. Embora o tweet tenha sido bastante retuitado, eu também tive os exemplos de Groot, Deadpool e Jesus Cristo sendo jogados contra mim. Expliquei em um tweet complementar que não estava falando sobre o que aconteceu na própria estrutura da história. Não se trata de mitos de ressurreição (como Groot ou Jesus) ou de diversão, mortes falsas como o que acontece com Deadpool. O que me incomoda é quando um personagem recebe uma morte bonita ou poderosa na cultura popular, que preenche o arco do personagem… E então é trazido de volta no filme, quadrinho ou episódio seguinte, porque, você sabe… ele é muito popular [para morrer]. Isso se tornou tão comum na TV, filmes e (especialmente) quadrinhos que qualquer morte significativa, pelo menos em franquias, perde seu impacto emocional. E, por extensão, toda morte e perigo perdem seu poder nessas histórias. Se “Um Estranho no Ninho” virasse Um Estranho no Ninho 2, 3 e 4, e em todas as sequências Randall Patrick MacMurphy fosse trazido de volta por algum procedimento médico de ponta no início do filme e sacrificasse por outro paciente em busca de redenção no final – bem, essa história meio que perderia o efeito. E até mesmo Um Estranho no Ninho original poderia deixar de ser um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Minha postagem original não foi direcionada a nenhuma empresa ou franquia – Marvel, DC e Days of Our Lives, que são rotineiramente apontados como culpados disso. Foi simplesmente em resposta a um tweet que me pedia para
— VOL. 2 SPOILER ABAIXO, GALERA —
“por favor, traga Yondu de volta.” Embora seja sempre possível ver Yondu em flashbacks ou prequels, eu pessoalmente nunca o trarei de volta à vida porque isso anularia seu sacrifício e o amor de pai para filho que tanto me afeta pessoalmente, assim como a todos os fãs ao redor do mundo. Uma das razões pelas quais Yondu é o personagem mais popular do segundo filme é POR CAUSA desse sacrifício, e a ideia de trazê-lo de volta no Vol. 3 ou 4 ou numa série do Yondu na Netflix porque vende muitos Pop Funko me horroriza e me enjoa. Como eu disse, eu odeio isso. E eu nunca vou fazer isso. Também mencionei que há exceções para a maioria das regras e, às vezes, a estrutura da história não precisa ocorrer em um filme – por exemplo, às vezes pode acontecer uma revelação que foi planejada o tempo todo, e às vezes essa revelação funcionará. A palavra “constantemente” no meu tweet original era importante – se os personagens fossem ocasionalmente revividos de maneiras interessantes que não diminuíssem a morte original, mas realmente melhorassem a história geral, eu não me importaria. Eu também mencionei para as pessoas que não entenderam o tweet original e que não leram o tweet seguinte, e que continuaram jogando o renascimento do Groot na minha cara, que esse exemplo realmente não funciona porque Groot está morto. Embora eu não pense necessariamente que é óbvio no Vol. 1, é importante dizer que se você explodisse e um pequeno pedaço de você começasse a se transformar em um bebê, eu não presumiria que esse bebê fosse você. Eu acho que é mais óbvio no Vol. 2, já que Baby Groot tem uma personalidade diferente de Groot, não guarda nenhuma de suas memórias e é muito, muito mais burro. E, claro, embora eu tenha dito tudo isso dezenas de vezes antes, é sobre isso que o tópico se tornou, com pessoas fazendo um “Grootsplaining” para me explicar por que eu estava errado e por que os personagens que criei para a tela não são o que penso que eles são. Desculpe, pessoal, não funciona assim. O sacrifício de Groot também teve peso e verdade. De qualquer forma, espero que todos tenham um ótimo final de semana. Estou aqui na bela St. Louis com minha família, feliz por estar de volta à minha cidade natal.”
James confirmou que o Bebê Groot não é o mesmo Groot do primeiro filme, mas um “filho” dele
Por um tempo, essa questão parecia ter sido resolvida, com os fãs aceitando que o Bebê Groot não era o mesmo personagem, até porque ele foi retratado com uma personalidade bem distinta em suas aparições posteriores, até mesmo quando cresceu e virou um Groot Adolescente. E agora, como um Groot adulto parrudo, ele lembra um pouco mais aquele personagem do primeiro filme, apesar disso refletir muito na criação que ele teve dos Guardiões, que conheceram o “Groot Pai” e certamente tentaram ensinar valores parecidos.
Mas essa polêmica voltou à tona em 2022, quando a Disney lançou a série de curtas Eu Sou Groot, que traz o bebê descobrindo o mundo assim que sai do vasinho. Os filminhos contam com o Groot fazendo coisas padrões dos bebês, como dando os primeiros passos, tomando o primeiro banho, dizimando a primeira população inteligente… E coisas do tipo. Porém, no último episódio, o Bebê Groot faz um desenho para dar de presente ao Rocket e aí que os fãs apontaram para uma tentativa de retcon.
Isso porque o Bebê Groot desenhou a cena do primeiro filme em que seu pai envolve os Guardiões com seu corpo para salvá-los, consumando assim o sacrifício que encerrou sua vida. Um dos argumentos trazidos na época era que a série foi a primeira produção envolvendo os Guardiões que não foi escrita e dirigida por James Gunn.
Porém, Gunn supervisionou o projeto e até mesmo emprestou sua voz a um relógio que aparece na série. Ou seja, ele sabia o que estava acontecendo ali. Então, o mais provável é que o Bebê Groot tenha apenas desenhado a despedida do pai baseado nas histórias que os Guardiões contaram para ele. Inclusive, se for comparar o desenho com a cena em questão, os personagens não estão na mesma posição, corroborando para que seja apenas a forma como o bebê imaginou a cena por meio das histórias que ouviu. Até porque o desenvolvimento do personagem se deu como uma figura completamente nova, o que teria ignorado esse suposto “retcon”.
Sabia ou não?
Em Guardiões da Galáxia (2014), a Gamora(Zoe Saldana) é enviada por Thanos (Josh Brolin) para ajudar na captura do Orbe. Durante o filme, ela planeja trair o “pai” e vender o objeto para o Colecionador (Benicio Del Toro), que explica para o grupo – surpreso – que aquilo é uma Joia do Infinito extremamente poderosa. Então, quando a assistente do Colecionador pega a joia com as mãos e explode tudo, os Guardiões decidem deixá-la com a Tropa Nova, em Xandar.
Só que em Vingadores: Guerra Infinita, Gamora diz que já sabia do plano de Thanos desde sempre e que sabia onde estava a única joia cujo paradeiro era desconhecido. Para complicar mais, em Vingadores: Ultimato, a Gamora de 2014 de outra linha do tempo sequer chegou a conhecer e formar os Guardiões, mas sabia sobre as Joias, então é um retcon, certo? Não necessariamente.
Primeiro porque, como visto em Guardiões da Galáxia Vol.3, apesar dessa Gamora de outra realidade ter outras vivências e uma personalidade distante da Gamora que morreu em 2018, quando Thanos a jogou do penhasco em Vormir, ela pode ter um desenvolvimento parecido com a da Gamora que acompanhamos por mais tempo. Ela mesma diz em Guerra Infinita que sua missão era encontrar a Joia da Alma, não as outras (não por acaso, Thanos tinha diversos filhos e aliados para isso). Mas, fora isso, o plano da Gamora do primeiro filme teoricamente já supõe que ela sabe do risco que o Orbe representa se cair nas mãos de Thanos, por isso que ela o leva para o Colecionador, uma entidade cósmica cujo propósito de vida é colecionar coisas e criaturas, mantendo-as protegidas em um porto repleto de capangas.
O Colecionador foi introduzido na cena pós-créditos de Thor: O Mundo Sombrio (2013).
A prova de que o plano da Gamora seguia a lógica de quem tinha conhecimento da letalidade das Joias do Infinito é que os Asgardianos, a mando de Odin, levaram o Éter, a Joia da Realidade, para ficar guardado com o Colecionador por não ser considerado seguro manter duas Joias do Infinito no mesmo lugar, como visto na cena pós-créditos de Thor: O Mundo Sombrio (2013), já que eles mantinham o Tesseract nos cofres de Odin. Neste caso, Gamora provavelmente não sabia que ele já tinha uma Joia em suas posses, mas deixar a Joia com o Colecionador não parecia ser uma ideia ruim para esses dois núcleos. E o próprio Colecionador, fazendo valer seu nome, confiava em seu poder de defesa para tentar ele mesmo manter as Joias em seus cofres.
Em outras palavras, por mais que pareça inicialmente um retcon, quando se para pra pensar, não se encaixa no conceito.
No primeiro filme, quando os Guardiões são capturados em Xandar, eles são fichados pela Tropa Nova e algumas informações são mostradas em seus registros. No de Gamora, sua origem indica que ela é a última sobrevivente de seu povo. O problema é que Guerra Infinita mostra o momento em que Thanos chegou ao planeta natal de Gamora e matou metade do povo, como ele queria fazer com o universo, enquanto usa um punhal para explicar suas ideias para a menina e manipulá-la para se juntar a ele em sua missão supostamente em busca do equilíbrio perfeito para todos.
A situação complica ainda mais quando Thanos sequestra a Gamora adulta e eles conversam sobre os conceitos deturpados de salvação que o Titã quer pôr em prática. Durante a conversa, ele diz a ela que as pessoas de seu planeta natal não conhecem mais a fome e pobreza, que as crianças de lá estão felizes e bem alimentadas. Nesse ponto, a produção de Guerra Infinita provavelmente não se atentou para a informação colocada no canto da tela do primeiro Guardiões e tomou essa liberdade.
Também existe a possibilidade do Thanos apenas ter mentido para a Gamora. Afinal, ele diz que nunca ensinou a filha a mentir, por isso que ela mente tão mal. E isso faria de Thanos um grande mentiroso? Pode ser, mas principalmente sua versão de Guerra Infinita não parece se apoiar em mentiras, apenas em conceitos deturpados. Pode ser também que os registros da Tropa Nova, lá no primeiro filme, estivessem errados. Mas considerando que eles são uma grande força policial da galáxia, não parece ser o caso. Então, é bem provável que isso seja mesmo um retcon não proposital.
Vingadores poliglotas?
A comunicação entre os heróis espaciais é uma grande polêmica no MCU. Porém, nos filmes dirigidos por James Gunn, ele explica que os Guardiões se entendem e entendem outros aliens por conta dos tradutores intergalácticos implantados em seus corpos. Inclusive, em Guardiões da Galáxia Vol.3, a Mantis (Pom Klementieff) diz que não consegue entender o que dizem as crianças presas na nave porque a língua delas não constava em seu tradutor, mostrando todo um cuidado do diretor com esses detalhes.
Em 2020, em uma sessão de perguntas e respostas no Twitter, Gunn foi questionado sobre a comunicação dos heróis em Guerra Infinita, principalmente porque o Thor (Chris Hemsworth) surpreende o Rocket ao supostamente entender o que o Groot adolescente fala. O Deus do Trovão, então, diz que aprendeu a falar “Groot” em Asgard. No Tweet, James Gunn disse que tudo não passou de uma brincadeira do asgardiano, que conseguia entendê-lo pela pureza.
“Thor estava fazendo uma de suas tradicionais piadas quando disse que ‘Groot’ era uma aula [lecionada em Asgard]. Meio que sendo um deus, ele não tem a mesma dificuldade que os Guardiões possuem para entender o Groot”, disse James Gunn.
Em outro Tweet, que questionou como Thor o entendeu de primeira e Peter Quill(Chris Pratt), que tinha um tradutor universal, não, James enfim explicou como funciona o tradutor de Quill e a linguagem do Groot:
“Ele não possui um tradutor universal. Ele possui um tradutor. E ele não possui todas as línguas nele (não tinha a linguagem de Sakaaran no primeiro filme, por exemplo) e as pessoas não aprendem Groot através da linguagem – eles aprendem isso se conectando com o Groot”, completou Gunn.
Em outras palavras, o Groot tem uma linguagem empática e isso gera um dos momentos mais bonitos do Vol.3, que é quando a Gamora e o público enfim se conectam ao Groot e pela primeira vez na saga, todos entendem o que ele diz: “Eu amo vocês”. Mas fora o Groot, os outros Vingadores entendem perfeitamente o que os Guardiões dizem, como o Bucky (Sebastian Stan), que entende o Rocket perguntando sobre o preço de seu braço metálico ou o Homem-Aranha (Tom Holland) entendendo a Mantis e o Drax (Dave Bautista) mesmo sem ter tradutor implantado. Isso não chega a ser um retcon, porque James segue com o conceito desse tradutor no último filme, então é só um grande erro/ descuido dos Irmãos Russo, que deixaram passar esse detalhe importante.
Sem capacete
Em Guerra Infinita e em Ultimato, Peter Quill aparece usando seu icônico capacete durante as cenas de batalha. No entanto, em Guardiões da Galáxia Vol.2, o Ego (Kurt Russell) quebra não apenas o capacete do Senhor das Estrelas, mas também seu precioso Walkman, com o Awesome Mix Vol.2 lá dentro. E no contexto do filme, essas quebras têm uma importância narrativa muito grande, porque é o momento em que seu pai, Ego, destrói contra a vontade de Peter os dois objetos que representam seus vínculos com sua persona da Terra (Walkman) e sua persona espacial (capacete), forçando o rapaz a se aceitar um Celestial e servir ao pai como uma bateria para A Expansão.
Essa quebra é tão importante para o desenvolvimento do Peter, que durante a luta final, em que ele consuma sua vingança contra o pai, ele cita que ele não deveria ter matado sua mãe e destruído suas coisas. E como James Gunn disse no caso do Groot, ele não é adepto de trazer de volta elementos narrativos que já serviram ao seu propósito e deixaram a cena. No entanto, os Irmãos Russo não parecem ter entendido o personagem da mesma forma e só trouxeram o capacete de volta para os filmes. Até mesmo por uma questão de conveniência, para poder usar o Senhor das Estrelas em cenas espaciais sem precisar justificar uma troca de roupa para um traje espacial.
Bom, fato é que novamente James ignorou o que os Russo fizeram nos filmes dos Vingadores e manteve-se fiel a seu próprio planejamento para seus personagens. Por isso, no Especial de Festas (2022) e em Guardiões da Galáxia Vol.3 (2023), vemos Peter perambular por aí sem seu famoso capacete, que poderia, inclusive, tê-lo salvo ao final do último filme, sem precisar da ajuda de Adam Warlock(Will Poulter). Foi tipo um retcon do retcon.
É essa a premissa de que a rom-com dramática ‘O Amor Mandou Mensagem’ se vale. Na trama, assinada por James C. Strouse e baseada no romance homônimo alemão de Sofie Cramer, Mira Ray (Priyanka Chopra Jonas) se vê em uma espiral caótica depois que seu namorado, John (Arinzé Kene) é atropelado e morre. Depois de dois anos tentando lidar com o luto, ela volta à ativa, canalizando a dor para voltar a ilustrar e a escrever livros infantis – mas se vê num beco sem saída, visto que não enxerga mais as cores do mundo. Dessa forma, ela passa a enviar mensagens de texto para o número antigo de John, como forma de expressar o que sente e, talvez, conseguir seguir adiante.
O que ela não imaginava é que o número de seu ex-namorado, agora, pertence a Rob Burns (Sam Heughan), um crítico de música que também desacreditou no amor após ser abandonado pela noiva; sem perspectiva de redescobrir o que se perdeu, ele ganha a tarefa de escrever um grande artigo sobre Céline Dion (que aparece no filme como ela própria), a rainha das baladas românticas – mas não consegue mergulhar mais fundo que a leitura dos versos das canções. Quando ele recebe as mensagens de Mira, ele, a princípio, fica confuso com o que está acontecendo – mas gradativamente começa a construir laços com alguém que nunca viu. E, como é costumeiro nos filmes do gênero, ambos se encontram por “obra do destino” (ou, nesse caso, por obra de um coração partido).
Strouse, que também fica responsável pela direção, sabe que não está inventando a roda e que se arrisca ao oferecer mais um produto de um estilo fílmico que parece não ter mais o que apresentar. Entretanto, se levarmos isso em consideração, o resultado do longa-metragem é positivo, principalmente pela química entre Heughan e Jonas e pela presença ilustre de Dion – que rouba a cena em qualquer momento que aparece. Mesmo assim, nosso trabalho é dificultado quando tantos clichês se aglutinam em pouco mais de uma hora e quarenta de tela, em que cada cena pode ser premeditada instantaneamente.
A principal ideia da narrativa, todavia, não é nos levar a uma compreensão metafísica do amor; o que se esconde por trás dessa fachada formulaica é que, mesmo nos momentos mais difíceis e nas situações mais derradeiras, podemos encontrá-lo. Mira, por insistência da irmã, Suzy (Sofia Barclay), até mesmo sai em um encontro para ao menos resgatar um pouco do que sentia com John, mas se vê mais perdida do que imaginava e quase desiste de se relacionar com outra pessoa. E, depois de uma noite na ópera ‘Orfeu e Eurídice’ (que também está atrelada às memórias de seu falecido namorado), ela cruza caminho com Rob e ambos percebem que as coisas não foram destruídas – só precisam de um remendo.
Como é de se esperar, nem tudo são flores – e Mira eventualmente descobre que Rob recebeu e leu todas as mensagens que ela enviou. Sentindo-se traída e perdendo mais uma vez a fé de que poderia se reerguer; mas Rob, aconselhado pela própria Céline, abraça o brilho que Mira lhe deu para fazer o aguardado “ato de amor improvável”, publicando uma carta de declaração no jornal em que trabalha da maneira mais poética possível. E, como podemos imaginar, tudo se resolve e eles “vivem felizes para sempre”, mergulhados em um conto de fadas palpável e que, por vezes, tenta se esquivar dos maniqueísmos de enredo.
Não há muito o que falar da estrutura técnica do longa: Strouse constrói um enredo movido a campo, contracampo e paisagens quase oníricas – recursos adornados com algumas inflexões panorâmicas que entram em choque com o caótico em que vivem. A fotografia e o uso das cores também não fogem muito do convencional, mas, em vez de optarem por tons díspares entre os protagonistas, apostam em uma arquitetura que os une pela falta de prospecto na paixão (com investidas azuladas que representam tanto uma melancolia tardia quanto uma esperança necessária). Mas a trilha sonora é o elemento estético que mais nos chama a atenção, por ser inteiramente movida às clássicas músicas do exuberante catálogo de Dion.
Se ‘O Amor Mandou Mensagem’ fosse lançado no final do ano, com certeza se tornaria um título obrigatório para as festas natalinas, regadas a amor e a mensagens positivas. Afinal, apesar dos inúmeros erros – que incluem diálogos cansativos e que beiram o constrangimento -, não podemos deixar de sentir uma pontada de conforto conforme os créditos de encerramento sobem (imaginando que, depois da tormenta, sempre vem a calmaria).