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Crítica | Berthe Morisot – Uma mulher a frente de seu tempo

A beleza das artes e os confortos dos retratos da vida. Depois de muitos trabalhos como diretora de fotografia, a cineasta parisiense Caroline Champetier apresenta um dos seus primeiros trabalhos como diretora principal, nesse interessante tele filme Berthe Morisot. O projeto, que rodou muitos poucos cinemas, sendo exibido em outras janelas, possui uma direção de arte impecável que passa a sensação ao espectador de estar entrando em uma coleção de museus de todo o mundo. Para dar vida a essa importante artista francesa, a escolhida foi a bela Marine Delterme (Vatel – Um Banquete para o Rei, Paris-Manhattan), que explora sua personagem de maneira convincente.

Na trama, baseada na obra Manet, un rebelle en redingote de Beth Archer Brombert, conhecemos a vida adulta da pintora impressionista francesa Berthe Morisot (Marine Delterme) que passa por diversas transformações nos rumos de sua vida, principalmente quando conhece uma das maiores figuras das artes no século XIX, Édouard Manet (Malik Zidi). Berthe foi sempre uma mulher a frente de seu tempo e conseguiu o respeito de todos através de sua forte personalidade e suas obras inesquecíveis.

Uma das grandes damas do impressionismo, tem parte de sua vida detalhada nesse ótimo projeto. Com foco no primeiro ato em sua vida familiar e todo o inicial interessante pela pintura. Berthe nasceu em Bourges, era prática comum das famílias bourgeois em educar as filhas nas artes. Assim, ela e sua irmã tiveram aulas particulares com grandes professores da época. No segundo ato, o longa metragem, explora as transformações que Berthe passa após ter alguns de seus quadros bem comentados e seu encontro com uma das referências nas artes da época ,Manet. Os contextos políticos e sociais do século XIX também influenciam sua maneira de pensar e ver o mundo.

Há uma ênfase no relacionamento intenso da protagonista com Manet, onde crescem os atores em cena. Os dois são atraídos pelo contexto das artes mas o filme deixa claro que poderia ter sido uma grande história de amor também, talvez, atrapalhado porque Manet já era casado e ter sido diagnosticado com sífilis (causa inclusive de seu falecimento precoce aos 51 anos. Berthe foi musa inspiradora de quadros famosos do artista francês.

Nesse belo passeio pela história da arte européia, somos testemunhas de uma incrível trajetória de uma mulher à frente de seu tempo.

10 FILMES BRASILEIROS que ninguém te contou, mas você tem que assistir!

Retratando nas telas muitas realidades de todos os cantos do país, o cinema brasileiro vem conquistando cada vez mais os corações de todo mundo. Para você que quer descobrir mais obras nacionais, segue abaixo uma lista com alguns filmes interessantes que devem estar chegando aos cinemas ou streamings em breve:

 

Morte e Vida Madalena (Estreia em breve)

Inspirado em algumas histórias reais que o diretor Guto Parente escutou ao longo dos anos na sua vasta carreira no cinema – já são 11 longas-metragens no currículo – Morte e Vida Madalena, de maneira acertiva, e com uma narrativa pulsante ligada ao tragicômico, explora os caminhos e infinitas possibilidades da metalinguagem para expor os perrengues de uma profissão.

 

Pequenas Criaturas (Estreia em breve)

Ambientada numa Brasília de quase quarenta anos atrás, conhecemos Helena (Carolina Dieckmann) e seus dois filhos – uma criança e um adolescente – que chegam à capital do Brasil e se mudam para um prédio numa região central. Frustrada pela partida do marido, que logo viaja a negócios, ela se vê perdida e aflita, enquanto marcas do passado e inesperadas aventuras do presente se chocam, nos levando a um recorte cheio de conflitos, não só pra ela, mas para seus dois filhos.

 

Hora do Recreio (Estreia em breve)

Estabelecendo paralelos entre o poder da educação contra a violência, o fascinante documentário Hora do Recreio constrói uma narrativa que transita entre o documental e o ficcional, sempre alinhada ao discurso proposto. A partir de depoimentos de estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, a obra traça de forma impactante reflexões profundas sobre a sociedade brasileira.

 

Senhoritas (Estreia em breve)

Lívia (Analu Prestes) é uma arquiteta aposentada que após conquistar a estabilidade, vive seus dias ao lado do marido, sem muitos grandes momentos. Sua maior alegria vem do vínculo afetuoso com a neta, que ilumina seus dias. Tudo isso muda quando sua amiga Luci (Tânia Alves) volta o Brasil e muda completamente a forma de pensar e agir da protagonista. Se revelando aos desejos antes contidos, Lívia desperta para uma jornada de descobertas e libertação.

 

Meu Pai e Eu (Estreia em breve)

Após uma longa jornada que remexe, de forma dolorosa, com o passado — desde a concepção do filme até sua estreia brasileira na CineOP, integrando a Mostra Competitiva da 20ª edição — Meu Pai e Eu acompanha a trajetória de um homem que decide, com impressionante coragem, embarcar de peito aberto em busca do perdoar ou, ao menos, de uma melhor compreensão de um alguém próximo que se tornou indecifrável. Ao tentar decifrar esse mosaico emocional embaralhado pelo tempo, o filme nos conduz por intensos contrastes de sentimentos, que ressoam profundamente ao longo dos seus 73 minutos.

 

Cazuza, Boas Novas (Tem para aluguel em algumas plataformas)

O documentário Cazuza: Boas Novas, exibido com grande sucesso no Festival In-Edit Brasil, mergulha de forma sensível e intimista em um recorte marcante do fim dos anos 1980 — um período turbulento e intenso na vida pessoal e profissional do eterno Cazuza. A produção revela a explosão de emoções e criatividade de um dos nomes mais geniais da nossa música.

 

Honestino (Estreia em breve)

Honestino, novo trabalho do cineasta amazonense Aurélio Michiles, mistura documentário e ficção em uma obra visceral que escancara verdades de quem sempre esteve do lado certo da história. Com uma prévia contextualização de um dos momentos mais tristes da história brasileira – a ditadura militar – por meio de poemas, depoimentos, imagens de arquivos, chegamos até o início da década de 1970, quando o líder estudantil Honestino Guimarães desapareceu.

 

Dolores (Estreia em breve)

https://youtu.be/R8NZQ-MxaAI?si=McuhCffbQTeKKfyI

Dolores (Carla Ribas) é uma mulher solteira, já sexagenária, com marcas no passado. Perto de completar mais um aniversário, tem um sonho revelador. Mantém uma relação conflituosa com a filha Deborah (Naruna Costa), que aguarda a libertação do grande amor de sua vida para, enfim, ser feliz. Em contrapartida, Dolores possui uma ótima relação com a neta Duda (Ariane Aparecida), que trabalha numa espécie de clube de tiro e recebe uma oferta de emprego fora do país. Essas três mulheres vão se jogar em uma jornada em busca da realização de seus sonhos.

 

Assalto à Brasileira (Estreia em breve)

Paulo (Murilo Benício) é um jornalista renomado que atravessa um momento turbulento em sua vida: recém-demitido, vai até a agência do Banco do Estado do Paraná (Banestado) para pegar seus trocados da rescisão. Chegando no local, acaba presenciando um inusitado assalto. Enxergando na situação uma oportunidade de reportagem – e percebendo, aos poucos, que os bandidos são completos amadores -, Paulo acaba sendo peça-chave na comunicação entre polícia e os assaltantes.

 

A Natureza das Coisas Invisíveis (Estreia em breve)

Gloria é uma jovem super inteligente e comunicativa que acabou de entrar de férias. Sem ter com quem deixá-la, sua mãe, uma profissional da saúde, a leva diariamente ao hospital onde trabalha. Um dia, dá entrada na emergência Sofia, uma menina trans, neta de uma senhora que adoeceu. Com idades próximas, Gloria e Sofia logo se tornam amigas. As mães resolvem levá-las até um sítio, e lá começam a ultrapassar páginas do passado e abrir os horizontes para o futuro.

10 Verdadeiros Clássicos do Cinema Brasileiro que Completam 30 anos em 2021

A história é um dos aspectos mais importantes de nossa existência como seres humanos. É preciso sempre estudá-la e aprender com ela. A história nos faz olhar para o passado e refletir, como parte de nosso processo evolutivo. O aprendizado é o que nos faz seguir desejando sempre melhorar, mas também absorver muito. No cinema, isso não é diferente. Essa consciência é o que faz grande parte dos cinéfilos valorizarem muito mais as obras clássicas, buscando sempre elas como referência do que é feito hoje. E quando falamos no nosso cinema, notamos um grande salto em qualidade. Hoje, nossos filmes são internacionalmente badalados. Mas no passado já realizávamos obras de enorme sucesso de público e crítica.

Pensando nisso, como forma de homenagear o nosso cinema brasileiro, relembramos nessa nova matéria os filmes nacionais mais famosos que completam 30 anos de lançamento em 2021. Confira.

Matou a Família e Foi ao Cinema

Refilmagem do clássico homônimo de 1969 escrito e dirigido por Júlio Bressane (A Erva do Rato), a nova versão é adaptada por Neville d’Almeida (A Dama da Lotação), que assume roteiro e direção. O filme marcou o reencontro nas telas do ex-casal Claudia Raia e Alexandre Frota – que ficaram casados de 1986 a 1989. Na trama, Frota vive um jovem desequilibrado que mata os pais e vai ao cinema, onde assiste a quatro curtas com histórias pra lá de bizarras. Uma delas é protagonizada por sua ex-mulher. As duas versões são polêmicas e você com certeza já ouviu este título.

Gaúcho Negro

Tentativa de emplacar um filme de super-herói brasileiro nos moldes das produções Hollywoodianas. O Gaúcho Negro é uma figura misteriosa, parte do folclore do Sul do país. Ele é uma espécie de Zorro, usa vestimentas pretas, um chapéu, máscara e tem como armas chicote e boleadeira. O filme é impulsionado pela estrela Xuxa, na época no auge de sua carreira, que narra o filme e faz uma participação especial. Quem protagoniza na verdade é um de seus Paquitos e duas de suas Paquitas. Na trama, ao mesmo tempo em que o herói surge durante um festival de música no Rio Grande do Sul para impedir crimes de queimadas, um jovem do Rio de Janeiro (Cláudio Heinrich) chega no local e se apaixona por uma professora escolar (papel de Letícia Spiller). Juliana Baroni completa o elenco principal.

Brincando nos Campos do Senhor

Apesar do elenco internacional renomado, de nomes como Kathy Bates (vencedora do Oscar), John Lithgow (duas vezes indicado ao Oscar), Tom Berenger (indicado ao Oscar), Tom Waits (indicado ao Oscar), Daryl Hannah e Aidan Quinn, este filme é uma coprodução entre Brasil e EUA (falado nas duas línguas) e tem na direção o argentino mais brasileiro de todos os tempos, o saudoso Hector Babenco. A trama mostra missionários fundamentalistas tentando converter os nativos das florestas brasileiras à sua religião. Baseado num famoso livro, o filme teve certo prestígio, apesar de hoje deixar evidente alguns equívocos, como ter Tom Berenger interpretando um indígena.

A Maldição de Sanpaku

O chamariz deste thriller criminal é a presença da estrela Patrícia Pillar impulsionando a obra e estampando o cartaz. Escrito e dirigido por José Joffily (Quem Matou Pixote?, 1996), o filme apresenta o golpista Gafanhoto (Roberto Bomtempo), que rouba uma pedra valiosa e termina na mira do mafioso Velho (Sérgio Britto). Enquanto foge, atrai para o perigo o colega Poeta (Felipe Camargo) e sua namorada Cris (Pillar), cujos olhos trazem a marca da tragédia. Completando o elenco, a saudosa Rogéria.

O Corpo

Baseado na história de Clarice Lispector, e com roteiro e direção de José Antonio Garcia (A Estrela Nua), esta comédia traz Antônio Fagundes na pele do farmacêutico Xavier, que vive uma relação bígama com suas duas mulheres: Carmem (Marieta Severo) e Bia (Cláudia Jimenez). Tudo começa a mudar de figura quando as duas descobrem que o marido arrumou mais uma amante, a dançarina de cabaré Monique (papel da também diretora Carla Camurati).

Vai Trabalhar Vagabundo II – A Volta

Um dos mais icônicos filmes de nossa cinematografia, o clássico Vai Trabalhar Vagabundo (1973), escrito, dirigido e protagonizado pelo saudoso Hugo Carvana, traz o ator como um malandro recém saído da prisão, tratando de dar um golpe pra cima de um falso rico, um sujeito que apenas finge ter dinheiro. Para a sequência, passada quase vinte anos após o original, Carvana retorna nas funções de diretor e protagonista, com o trambiqueiro Dino exilado em Acapulco, arquitetando sua volta ao Brasil financiado por uma rica viúva. Para chegar ao país ele arma seu próprio funeral. No elenco, os reforços de Marieta Severo e Marcos Palmeira.

A Grande Arte

Outro filme brasileiro com gosto internacional na lista, este longa é baseado num romance de nosso grande autor Rubem Fonseca. Produção nacional também falada em inglês e espanhol, quem dirige é o prestigiado Walter Salles (Central do Brasil). Na trama, Peter Coyote é um fotógrafo norte-americano no Rio de Janeiro, saindo em missão de encontrar o assassino de uma de suas modelos. O turco Tchéky Karyo e a bela Amanda Pays (conhecida pela série Flash dos anos 90) completam o elenco internacional. Já do nosso lado, Giulia Gam, Cássia Kis, Paulo José e o saudoso Raul Cortez dão o tempero brazuca para o suspense.

Forever – Juntos para Sempre

Mais uma produção com ares internacionais, quem comanda na direção é o lendário Walter Hugo Khouri (Amor Estranho Amor). Coprodução entre Brasil e Itália, o suspense dramático mostra a conturbada relação entre pai e filha, vividos por Ben Gazzara e Eva Grimaldi. A filha tenta se aproximar do pai, um rico e poderoso empresário, mas no percurso termina descobrindo seus segredos e relacionamentos. Vera Fischer, uma Ana Paula Arósio bem novinha e os saudosos Cecil Thiré e John Herbert são os reforços compatriotas.

O Inspetor Faustão e o Mallandro

Cult por excelência devido à sua qualidade, digamos, duvidosa, diversos críticos da nova geração tem redescoberto a obra e a reapresentado ao público. A ideia “brilhante” por trás do roteiro era juntar dois apresentadores famosos da época, mas que de atores tinham muito pouco: o ecstasy humano Sérgio Mallandro e a fábrica de bordões ambulante Faustão. Mas não apenas isso, no filme Faustão é um inspetor especializado em crimes contra animais e o meio ambiente que precisa se unir ao amalucado Mallandro, interpretando basicamente ele mesmo no filme, para impedir o tráfico de espécies em extinção.

Os Trapalhões e a Árvore da Juventude

Por falar em produções Hollywoodianas, nas décadas de 1980 e início de 1990, a trupe conhecida como Os Trapalhões reinou absoluto nas bilheterias brasileiras. Não tinha para ninguém, nem mesmo para as grandes produções vindas da terra do Tio Sam. Este filme de 30 anos atrás, no entanto, marca o último filme com, ao menos, três dos quatro integrantes originais do grupo de humoristas. Zacarias havia falecido em 1990, sendo sua última participação nas telonas o filme Uma Escola Atrapalhada (1990) e com o nome dos Trapalhões no ano anterior, Na Terra dos Monstros (1989). Esse filme já não contava com sua presença e marcou a última participação de Mussum, falecido em 1994. Na trama, Didi, Dedé e Mussum são guardas florestais protegendo a Amazônia (um tema ecológico recorrente na época e ainda muito atual), descobrindo a fonte da juventude e voltando a ser criança e depois jovens. Cristiana Oliveira é o reforço no elenco.

‘Sense8’: Episódio final da série deve estrear em maio deste ano

Depois de um cancelamento que devastou os fãs de ‘Sense8‘, a Netflix voltou atrás de encomendou um episódio final, de duas horas de duração, para dar um fim digno à história.

Agora, segundo o portal Sensate Brasil, é provável que a estreia aconteça em maio deste ano.

A Netflix, no entanto, ainda não confirmou a informação oficialmente.

Para comemorar o episódio especial de 2 horas que encerrará a jornada de ‘Sense8, Lana Wachowski, o elenco da série e a Netflix liberaram um vídeo de 15 minutos para agradecer aos fãs por todo o carinho ao redor do projeto.

Confira:

Arrowverse: Crossover ganha novo trailer estendido; Confira!

O crossover Arrowverseintitulado Elseworlds, ganhou um novo trailer estendido.

Confira:

O crossover contará com as participações de Ruby Rose (Batwoman) e Elizabeth Tulloch (Lois Lane).

Os episódios especiais irão ao ar entre os dias 9 e 11 de dezembro na CW.

 

Depois Do Casamento

(After the Wedding)

 

Elenco:

Michelle Williams

Julianne Moore

Billy Crudup

 

Direção: Bart Freundlich

Gênero: Drama

Duração: 110 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 07 de Novembro de 2019

Sinopse: 

A gerente de um orfanato em Calcutá, na Índia, luta para manter o estabelecimento funcionando. Desesperada por dinheiro, ela acredita ter encontrado a benfeitora perfeita, dona de empresa multimilionária. No entanto, para receber o dinheiro, ela precisa viajar até Nova York e conhecer a mulher por trás da riqueza, em meio a uma pomposa celebração matrimonial.

Curiosidades: 

» O longa é um remake americano da produção homônima lançada em 2006;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘O Quinteto’: Reboot é CANCELADO pelo canal Freeform

De acordo com o SpoilerTV, o reboot de ‘O Quinteto‘ (Party of Five) foi cancelado depois de apenas uma temporada pelo canal Freeform.

O canal ainda não confirmou a notícia oficialmente, mas deve liberar uma declaração em breve.

A primeira temporada registrou 0.1 na demo, e um total de 252 mil espectadores.

O reboot foi desenvolvido pela mesma dupla responsável pela produção original, Amy Lippman e Chris Keyser.

A nova versão trará uma abordagem bem pontual, trazendo como protagonistas um grupo de irmãos de descendência latina, cujos pais foram deportados de volta para o México. Sozinhos, eles terão que vencer as adversidades e sobreviver por conta própria.

O elenco conta com Brandon Larracuente, Emily Tosta, Niko Guardado e Elle Paris Legaspi.

O episódio piloto foi co-escrito por Lippman, Keyser e Michal Zebede.

O Quinteto‘ contou com seis temporadas, exibidas originalmente entre os anos de 1994 e 2000. O elenco contava com nomes que eventualmente se tornaram sucesso, como Matthew Fox (‘Lost‘) e Neve Campbell (‘Pânico‘), acompanhados de Scott Wolf, Lacey Chabert e Andrew e Steven Cavarno.

‘Fuja’: Novo vídeo traz 7 easter eggs INCRÍVEIS do suspense; Assista!

O Hulu divulgou um novo vídeo para promover o lançamento do suspense ‘Fuja‘, com 7 easter eggs incríveis na produção, que incluem diversas referências ao aclamado filme ‘Buscando‘ e ao mestre Stephen King.

Confira:

No Rotten Tomatoes, o longa conquistou 93% de aprovação, com nota 7.30/10 baseada em 83 reviews até o momento. Segundo o consenso gerla, o filme é “solidamente atuado” e “sagazmente construído”, transformando-se em um “thriller de suspense incrível”.

Confira os principais comentários:

“Uma frágil e sórdida diversão” – Entertainment Weekly.

“Um thriller perfeitamente dinâmico, bem editado e ágil” – FilmWeek.

“Representação de pessoas com deficiência é necessária, e Fuja faz isso do jeito certo” – The Mary Sue.

“Rápido e limpo – o filme vem, faz o que tem que fazer, e vai embora antes de conseguirmos agradecer” – The MacGuffin.

“A performance de Paulson é o que ajuda a transformar esse thriller em uma diversão distorcida” – Entertainment Voice.

A produção é dirigida por Aneesh Chaganty, responsável pelo thriller ‘Buscando‘.

A trama acompanha uma adolescente que passou toda a sua vida reclusa com sua mãe descobre um terrível segredo até então ocultado durante muitos anos. Será que a garota está ficando louca após tanto tempo enclausurada, ou a mãe é uma psicopata?

Kiera Allen e Pat Healy completam o elenco.

Além de dirigir, Chaganty coescreveu o roteiro ao lado de Sev Ohanian.

‘Ghostbusters: Mais Além’ é ADIADO em uma semana pela Sony Pictures

O aguardado ‘Ghostbusters: Mais Além‘ foi adiado mais uma vez! A Sony Pictures atualizou a grade de suas futuras produções, adiando o lançamento do longa em uma semana.

Agora, o filme será lançado oficialmente nos cinemas no dia 19 de novembro – data que anteriormente seria a estreia de ‘Top Gun: Maverick‘.

A mudança foi anunciada logo após os adiamentos de ‘Top Gun: Maverick‘, ‘Missão Impossível 7‘ e ‘Jackass para Sempre‘, que serão lançados apenas em 2022.

Além de dirigir, Jason Reitman também ajudou a escrever o roteiro em parceria com Gil Kenan (‘Poltergeist’).

Na trama, uma mãe solteira e seus dois filhos chegam em uma cidade pequena e começam a descobrir sua conexão com os caça-fantasmas originais, além do legado secreto que seu avô deixou para trás.

Finn Wolfhard (‘It: A Coisa’), Mckenna Grace (‘A Maldição da Residência Hill’) e Carrie Coon (‘The Sinner’), Paul Rudd (‘Vingadores: Ultimato’) estrelam. O elenco também conta com o retorno de Bill Murray, Dan Aykroyd, Annie PottsSigourney Weaver.

‘Arremessando Alto’: Adam Sandler é olheiro de time de basquete em trailer de novo filme da Netflix

A Netflix divulgou o novo trailer do filme ‘Arremessando Alto‘ (Hustle), estrelado pelo Adam Sandler (‘Mistério no Mediterrâneo’).

O longa será lançado na plataforma no dia 10 de junho.

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Jeremiah Zagar é responsável pela direção.

Um olheiro de time de basquete que está em baixa na carreira (Sandler) descobre um jogador excepcional no exterior e leva o fenômeno para os EUA sem a aprovação do seu time. Agora, a dupla tem apenas uma chance de brigar por um espaço na NBA.

O elenco ainda conta com Queen Latifah, Ben Foster e Juancho Hernangomez.

Diretor de ‘Medo Profundo’ vai comandar novo TERROR de tubarão assassino

De acordo com o Deadline, Johannes Roberts, diretor de ‘Medo Profundo‘ e ‘Medo Profundo: O Segundo Ataque‘, vai comandar um novo terror sobre tubarões assassinos, intitulado ‘The Red Triangle‘.

A produção contará com um grande orçamento e será ambientada na Califórnia do Norte – uma região famosa por suas belas praias, mas também por uma particular parte do oceano conhecida como Triângulo Vermelho – local onde é registrado quase metade dos ataques de tubarões nos EUA.

Na trama…

Quando um cruzeiro com milhares de passageiros começa a afundar no Triângulo Vermelho, tubarões sedentos por sangue começam a atacar.

Além de dirigir, Johannes Roberts também irá assinar o roteiro do longa.

Em comunicado oficial, o cineasta declarou: “Esse filme levará produções com tubarões assassinos a outro nível.”

Byron Allen, Carolyn Folks, Jennifer Lucas, Chris Charalambous e Matthew Signer servirão como produtores executivos.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Luta pela sobrevivência no INTENSO trailer do thriller espacial ‘I.S.S.’; Confira!

O thriller sci-fi ‘I.S.S.‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Dirigido por Gabriela Cowperthwaite, o longa é baseado no enredo de Nick Shafir, que figurou na Blacklist dos melhores roteiros não produzidos de Hollywood.

Em um futuro próximo, as tensões aumentam em uma Estação Espacial Internacional, à medida que um conflito mundial irrompe na Terra. Processando todos os acontecimentos, os astronautas recebem ordens do solo: assumam o controle da estação por qualquer meio necessário.

O elenco conta com Ariana DeBoseChris MessinaPilou Asbaek, John Gallagher Jr.Costa Ronin Masha Mashkova.

O longa será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 19 de janeiro.

Confira o trailer SINISTRO de ‘Apartmento 7A’, pré-sequência de ‘O Bebê de Rosemary’

A Paramount+ divulgou o primeiro trailer do terror psicológico ‘Apartmento 7A‘, pré-sequência ao clássico ‘O Bebê de Rosemary‘.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O longa será lançado no serviço de streaming no dia 27 de setembro.

7a poster

Natalie Erika James (‘Relíquia Macabra’) é responsável pela direção. Ela também assina o roteiro ao lado de Christian White.

Ambientada em 1965, em Nova York, a trama se passará antes dos eventos do longa original, explorando o que aconteceu no apartamento antes da Rosemary Woodhouse se mudar.

“Enquanto passa por dificuldades após uma lesão devastadora, uma jovem dançarina (Julia Garner) se encontra atraída por forças malignas quando um casal mais velho e afortunado a promete uma chance de ganhar fama.”

O elenco ainda conta com Dianne Wiest, Kevin McNally, Jim Sturgess, Marli Siu, Andrew Buchan, Rosy McEwen e Kobna Holdbrook-Smith.

Confira o teaser de ‘House on Eden’, novo TERROR found footage estilo ‘A Bruxa de Blair’

O terror found footage ‘House on Eden‘ ganhou o primeiro teaser.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Além de roteirizar e dirigir, Kris Collins também estrela a produção ao lado de Celina MyersJason-Christopher Mayer.

Os investigadores paranormais Kris, Celina e seu cinegrafista Jay esperam os sustos de sempre ao embarcarem em seu mais novo caso. Mas, após serem misteriosamente redirecionados para uma casa abandonada no meio da floresta, eles se veem diante de uma força diferente de tudo o que já encontraram. À medida que a noite se transforma em caos, membros da equipe desaparecem e fenômenos sinistros sugerem uma presença antiga e malévola observando cada movimento deles.

O terror será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 25 de julho.

Atriz do live-action de ‘Lilo e Stitch’ estrelará novo TERROR slasher de inverno

De acordo com o Deadline, Sydney Agudong (‘Lilo & Stitch’) será a protagonista de ‘Bach Sh*t Crazy‘, terror slasher ambientado durante o inverno.

Na trama…

Um grupo de amigas da faculdade que se reúne para mais um fim de semana de despedida de solteira — desta vez em um luxuoso chalé de esqui que pertence ao noivo riquíssimo da noiva. A madrinha de honra, Maya (Agudong), se afastou da melhor amiga, Evie, cujo reencontro com a ex-namorada malvada da faculdade, Tess, ameaça arruinar a viagem.

Logo, uma competição de caça ao tesouro aumenta a tensão antes de tomar um rumo violento, deixando as mulheres isoladas em uma montanha isolada com um assassino à solta.

O elenco ainda contará com Gillian Bolt (‘Landman’), Thomas Lennon (‘Estranho Casal’), Sydney Cole Alexander (‘Ruptura’), Ashleigh Murray (‘Riverdale’), Lindsey Normington (‘Anora’), Evan Rubin (‘Casa de Dinamite’) e Cody Rigsby.

Josie Andrews comandará o longa, marcando sua estreia diretorial.

O site ainda afirma que Andrews colaborou ao lado de Catie Bolt e Gillian Bolt no roteiro, que é inspirado por situações que ela viveram na vida real.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘American Gods’: Confira a elogiada abertura da aguardada série

A produtora Elastic divulgou a sequência de abertura da nova série do canal Starz, ‘American Gods’, baseada na consagrada obra homônima de Neil Gaiman.  Com um viés futurista, ela traz tons neons e uma trilha sonora emblemática.

A série ainda nem estreou, mas a abertura já se tornou extremamente elogiada pelo mercado da TV.

Confira:

Vale lembrar também que a empresa possui uma vasta experiência no ramo, tendo feito as aberturas das séries ‘Demolidor‘, ‘Game of Thrones‘, ‘Westworld‘, ‘True Detective‘, ‘Man in the High Castle‘, entre outras.

Na trama de ‘American Gods‘, a Terra está sendo invadida por deuses novos e velhos, partindo da premissa que essas criaturas mitológicas existem devido à crença da população. Com o passar dos anos a fé em tais figuras foi se desfalecendo, abrindo espaço para novos deuses surgirem no mundo – estes alimentados pela obsessão nacional com a mídia, a cultura de celebridades, a tecnologia, etc.

Confira, com o trailer:

Com estreia marcada para 30 de abril nos Estados Unidos, ‘American Gods’ terá 10 episódios em sua primeira temporada e é produzida por Bryan Fuller e Michael Green, além de contar com a supervisão de Gaiman em toda a produção.

O elenco é composto por Ian McShane, Ricky Whittle, Gillian Anderson, Emily Browning, Orlando Jones, Crispin Glover e Pablo Schreiber.

 

‘The Flash’: [SPOILER] aparece pela primeira vez com uniforme; Confira!

[SPOILER]

Um dos momentos mais aguardados pelos fãs da série ‘The Flash’ está cada vez mais próximo de ser oficialmente apresentado.

A atriz Candice Patton, intérprete da personagem Iris West, foi flagrada durante as filmagens da produção trajando um uniforme de heroína.

Confira:

Alec Baldwin é preso após agredir homem por vaga de estacionamento; Entenda!

O aclamado ator Alec Baldwin foi preso na última sexta-feira (02) após se envolver em uma discussão com um estranho, por uma vaga de estacionamento. Os ânimos se afloraram e o veterano chegou a partir para as vias de fato, agredindo o homem.

Segundo a CNN, Baldwin machucou o estranho – cujo nome não fora revelado -, ferindo seu maxilar. Mediante o ocorrido, o veterano foi acusado por agressão e preso em Nova York. Após ser liberado, ele se comprometeu a comparecer ao tribunal, conforme pontuou a polícia local.

Essa não é a primeira vez que o ator teve problemas com as autoridades. Em 1995, Baldwin foi preso após agredir um fotógrafo que tirava fotos da sua então esposa, a atriz Kim Basinger, e de sua filha recém nascida. Em 2011, o veterano foi retirado de um voo da American Airlines, em Los Angeles, por se recusar a desligar o celular, se tornando agressivo com os comissários de bordo. Já em 2014, o astro foi acusado por conduta desordenada, ao andar de bicicleta na direção contrária, em uma rua de mão única em Nova York.

Confira as imagens da sua saída da prisão:

 

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’: Três gerações da franquia estampam belas capas de revista

A chegada de Star Wars: A Ascensão Skywalker’ marca o fim da Saga Skywalker nos cinemas. E para celebrar o fim de uma jornada que tem perdurado desde 1977, a revista Entertainment Weekly preparou uma edição especial, que traz as três gerações de Star Wars em belas capas, sendo também o grande destaque da publicação.

Além disso, o veículo publicou novas imagens do capítulo final da saga.

Confira:

O filme estreia no dia 19 de dezembro.

Assista ao trailer:

O grandioso elenco conta com Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas SuotamoBillie LoudNaomi AckieRichard E. GrantKery Russell e os veteranos Mark Hamill e Billy Dee Williams.

Carrie Fisher também aparecerá como a General Leia Organa através do uso de imagens nunca antes divulgadas de ‘O Despertar da Força‘.

[EXCLUSIVO] ‘A Gruta’: Carolina Ferraz teve medo da história do filme, diz diretor

O novo terror nacional estrelado por Carolina Ferraz, intitulado ‘A Gruta‘, já está disponível com exclusividade na plataforma Amazon Prime Video. E segundo o diretor, Arthur Vinciprova, a protagonista do longa chegou a ter medo da história, no instante em que leu o roteiro pela primeira vez.

O cineasta revelou a informação durante uma entrevista com a nossa jornalista e crítica Rafa Gomes. Na ocasião, ele ainda revelou como foi o processo de escalação de Ferraz para o papel da freira de ‘A Gruta‘:

“Eu tinha o nome dela em mente, pois tinha assistido a um filme em que ela interpreta uma travesti e tinha achado muito interessante a escolha dela de fazer um papel que fosse completamente diferente de tudo que ela já havia feito. Eu gostei muito da interpretação dela e aí mandei o roteiro. Ela adorou o material e quis marcar uma reunião na mesma hora e então ela está conosco desde o princípio”.

Vinciprova ainda compartilhou um detalhe curioso relacionado ao envolvimento da atriz com o projeto, revelando que o medo da história foi um dos fatores que a motivou a assumir o papel de protagonista:

“Foi muito engraçado porque ela me disse que, um dia antes de receber o roteiro, ela havia comentado com a atriz e sua amiga de longa data Glória Pires, que jamais faria um filme de terror, por achar que não tinha nada a ver com o seu perfil. E um dia depois ela recebeu o roteiro e ficou empolgada, por ver que personagem era desafiadora e também porque a história tinha realmente te dado medo e a tinha achado super interessante. Foi muito legal ter esse feedback dela”.

Assista ao trailer:

O filme foi escrito e dirigido por Arthur Vinciprova, e conta a história de um grave acidente em uma gruta interditada, onde um rapaz se torna o único sobrevivente. Quatro corpos foram encontrados no local e a perícia indica que esse mesmo jovem assassinou brutalmente seus amigos, esposa e a guia de turismo. Em estado grave, ele nega os assassinatos e recusa-se a colaborar com a polícia. Certo de que sua esposa foi possuída por uma força demoníaca, pede ajuda a uma freira.

O elenco ainda conta com Nayara Justino, Arthur Vinciprova, Fábio Soares, Luciene Martes e Jhenifer Emmerick, além das participações especiais de Pietro Mário, Anna Zelma Campos e Mônica Izidoro.

A diabólica ‘Garota Exemplar’ do filme com Ben Affleck realmente existiu… Você sabia?

Em 2014, o cineasta David Fincher e a escritora/roteirista Gillian Flynn arrebataram as audiências com o retrato sádico de uma bela mulher de cabelos loiros, rosto misterioso e um comportamento obsessivo e compulsivo. A sagacidade de ‘Garota Exemplar’ apresentou às audiências do mundo todo uma personagem cheia de artimanhas diabólicas, bem planejadas e impecáveis. Com o vitimismo à flor da pele, ela distorce pontos de vistas e cria provas contra e a favor de si mesma, manipulando tudo ao seu redor.

A história de Amy Dunne se parece muito com a da atriz americana Marie McDonald. Estereotipada após uma aparição na comédia ‘Pardon My Sarong’ (1942), da dupla Abbott e Costello, a jovem e bela de cabelos loiros foi apelidada por Hollywood como Marie “O Corpo”, graças às suas curvas bem marcadas. O título acabou sendo um entrave na sua carreira, que teve seu auge em inúmeros papéis coadjuvantes e apenas um de protagonista ao lado de Gene Kelly no musical ‘Vida à Larga’ (1947). Com o tempo, sua carreira minguou, assim como seu nome. Ficou apenas aquele conturbado relato de um sequestro, seguido por espancamento, à la ‘Garota Exemplar’. A história renasceu, com um minucioso trabalho de pesquisa feito pela revista americana EW, que hoje nós contamos para você.

30 e poucos anos e quatro casamentos já na conta, McDonald chegou a ser amante do infame gangster Bugsy Siegel, até ele ter sido assassinado à queima roupa de dentro de sua mansão em Beverly Hills. Sua relação mais tumultuada foi com o magnata de calçados Harry Karl, com quem ela casou duas vezes, sendo a segunda apenas seis semanas depois de formalizar o divórcio. Mas o que ele tem a ver com tudo isso? Já vamos chegar lá.

Era a madrugada de três de janeiro de 1957, quando Marie McDonald ouviu um barulho de fora da janela de sua suntuosa residência na região nobre de Los Angeles. Com seus três filhos, a empregada e o motorista dormindo, a atriz se viu em meio a um sequestro, pouco depois de testemunhar seu cachorro correndo atrás de um homem que insistia em perturbar seu sossego familiar com insistentes batidas na cerca. Ao lado dele, outro rapaz armado. Ambos trajavam jaquetas de couro.

O clássico conto de suspense não para aí. Cheios de ameaças, os agressores – um afro americano e um mexicano – forçaram sua entrada na casa, pediram joias, dinheiro… e seu corpo. Pegaram tudo o que queriam, mas antes de partir deixaram um bilhete feito com recortes de jornal, que dizia “ela não será machucada por dinheiro”. O colocaram dentro da caixa de correios da residência e partiram com McDonald vendada para um lugar desconhecido.

Marie McDonald conta aos repórteres sobre seu sequestro

 

Em pratos, Marie retrata seus momentos de terror em cativeiro

Após dirigirem pelo deserto californiano por mais de uma hora, a atriz ficou refém dos sequestradores em uma espécie de bangalô, onde foi forçada a tomar uma série de comprimidos com whiskey, conseguindo driblá-los, escondendo alguns debaixo da língua. Pouco depois, Marie Tuboni – mãe de Marie – recebe uma ligação de um homem alegando estar com sua filha, ameaçando-a caso a polícia seja contatada. O mesmo acontece com Harry Karl, seu (ex)marido. Com a polícia envolvida no crime, faltava encontrar a atriz desaparecida.

Sob o comando dos sequestradores, Marie tinha acesso a um telefone, deliberadamente deixado em um cômodo vazio onde ela estava com seus olhos vendados. Após horas em cativeiro, a atriz decidiu usá-lo para pedir socorro. Sua primeira ligação é para o colunista de fofoca Harrison Carroll. A segunda foi feita a Michael Wilding – futuro ex-marido da atriz Elizabeth Taylor. A terceira foi para o empresário Harold Plant.

Ao ser pega no telefone pelos bandidos, Marie se vê em uma luta corpo a corpo com a dupla, que ameaça matá-la. Após ser brutalmente espancada, ela é novamente vendada e jogada dentro do carro. Pouco depois ela é colocada para fora, sendo abandonada em meio à paisagem desértica. Machucada e perambulando pelo crepúsculo, ela se depara com os fortes faróis de um caminhão, dirigido por Richard D. Corn.

A estrada desértica próxima à cidade Coachella (Califórnia), onde Marie foi encontrada

Essa foi a história contada por Marie McDonald em 4 de janeiro de 1957 à imprensa hollywoodiana e à polícia de Los Angeles. Cercada por holofotes, policiais e repórteres desesperados para descobrir o que aconteceu, a atriz assume as mesmas características de Amy Dunne, relatando as 12 horas de terror e sofrimento. Ela vira notícia nacional, se torna alvo de pena e compaixão da opinião pública. Até que sua história começa a degringolar.

Os flashes e a atenção alimentaram ainda mais a história de Marie, que quanto mais era contada, maior ficava. Alegações de abuso sexual e novos relatos feitos diretos do hospital (alguma semelhança à Amy Dunne?) surgiram. Após uma extensa investigação, informações contraditórias e análises de perícia que diagnosticaram totalmente o contrário, Marie McDonald foi a julgamento, onde o seu suposto caso foi encerrado e seus agressores “jamais” encontrados.

O retrato falado dos supostos sequestradores

Com sua história perdendo força, uma nova reviravolta trouxe seu ex-marido para o centro do turbilhão. Alegando ter encontrado seus sequestradores em Las Vegas, Marie teria pagado U$5 mil dólares em troca de informações sobre o mandante do crime, que era ninguém menos que Harry Karl. O empresário chegou a se submeter voluntariamente ao detector de mentiras para provar sua inocência. À partir disso, o descrédito com o caso da atriz simplesmente desvaneceu.

Harry Karl se submete ao detector de mentiras voluntariamente

Saindo das sombras em direção aos holofotes, o conto de Marie McDonald é uma daquelas histórias peculiares, que mescla o drama hollywoodiano com a constante luta contra o ostracismo social, natural de um ramo sedento por novos artistas que atraiam a atenção do público. Se tudo isso foi pelas mesmas razões doentias de Amy Dunne, é difícil saber, mas a atriz conseguiu resgatar – de maneira verídica – aquele mesmo anseio dilacerado nas palavras de Norma Desmond, de ‘Crepúsculo dos Deuses’: “Eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos”.

Ryan Murphy escala trio jovem para série de suspense ‘The Shards’, adaptação do livro de Bret Easton Ellis

A aguardada adaptação de ‘The Shards‘, obra de Bret Easton Ellis, acaba de ganhar forma: Igby Rigney, Homer James Jigme Gere e Graham Campbell foram confirmados no elenco da série que será produzida por Ryan Murphy para o canal FX.

Igby Rigney, conhecido por suas participações em séries de terror dirigidas por Mike Flanagan (The Midnight Club, Missa da Meia-Noite, A Queda da Casa Usher), interpretará uma versão jovem do próprio Bret Easton Ellis — autor do romance original e também produtor executivo do projeto.

Homer Gere (filho de Richard Gere) e Graham Campbell farão suas estreias na televisão nos papéis de Robert e Thom, respectivamente.

A série é baseada no livro homônimo de Ellis, lançado em 2023, que mistura elementos autobiográficos com ficção, em uma narrativa tensa ambientada na Los Angeles dos anos 1980.

Na trama, um adolescente de 17 anos vive um turbilhão emocional enquanto tenta desvendar o mistério de um novo colega enigmático e um serial killer à solta — o “Trawler” — cujos crimes parecem se aproximar perigosamente de seu círculo de amigos.

A produção será dirigida por Max Winkler (filho de Henry Winkler) e contará com o próprio Ellis entre os produtores, ao lado de Nick Hall, Kathleen McCaffrey, Brian Young e da equipe da Ryan Murphy Productions.

A série será transmitida pelo canal FX e distribuída pelo estúdio 20th Television, com quem Murphy mantém um contrato de exclusividade.

Além dos recém-anunciados, a modelo e atriz Kaia Gerber também já havia sido confirmada no elenco principal.

Com um enredo denso e atmosfera de paranoia juvenil, ‘The Shards‘ promete seguir a linha de sucessos anteriores de Murphy como ‘American Horror Story’ e ‘Dahmer’, explorando o lado sombrio do desejo, do medo e da obsessão em um cenário de privilégios, violência e juventude.

A série ainda não tem previsão de estreia.

‘Star Wars’: Ewan McGregor comenta se irá interpretar Obi-Wan Kenobi novamente; Vem ver!

Após a premiação do Globo de Ouro, o ator Ewan McGregor deu uma entrevista para falar sobre seu papel em ‘Fargo’, porém, acabou sendo questionado sobre se gostaria de retornar para Star Wars e até mesmo para um filme derivado da franquia, focado em seu personagem Obi-Wan Kenobi.

“Existem muitas conversas, e eu adoraria interpretá-lo novamente, claro, porém não sei mais do que você sobre isso. Não há planos no momento. Amei o novo [Os Últimos Jedi]. Eu acabei de ver durante o natal e achei muito muito bonito, adorei”

De acordo com o Omega Underground, o derivado de Star Wars focado em Obi-Wan Kenobi pode entrar em produção no começo de 2019.

Star Wars: Os Últimos Jedi‘ é um grande sucesso no mundo todo, com US$ 1.090 bilhão arrecadado até o momento.

Leia a nossa Crítica em Vídeo | Star Wars: Os Últimos Jedi – Comentamos o filme mais aguardado de 2017

Corre ver a matéria especial do Jânio Nazareth, Repórter Hollywood, sobre a première do filme:

‘A Bússola de Ouro’: James McAvoy entra para o elenco da série de TV

O astro James McAvoy (‘Fragmentado’) é mais nova adição ao elenco da série de TV baseada nos livros Fronteiras do Universo, do autor Philip Pullman. Ele interpretará o Lorde Asriel, o tio da protagonista.

A atriz mirim Dafne Keen, a Laura de Logan, viverá a protagonista Lyra, segundo o Deadline.

O site também confirma o ator Lin Manuel-Miranda (‘Moana’) no elenco. Ele viverá o piloto Lee Scoresby. E o diretor Tom Hooper (‘Os Miseráveis’) dirigirá ao menos 8 episódios.

Foram ao todo três livros publicados: ‘A Bússola de Ouro‘ (Northern Lights, 1995), ‘A Faca Sutil‘ (The Subtle Knife , 1997) e ‘A Luneta Âmbar‘ (The Amber Spyglass, 2000).

A saga de fantasia acompanha duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, cujas histórias se entrelaçam durante suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo diversos mundos. Ciência, tecnologia, mágica, feiticeiras, ursos-polares falantes e gobblers são alguns dos elementos dos livros.

O primeiro livro foi adaptado aos cinemas em 2006, com o filme ‘A Bússola de Ouro‘ (His Dark Materials: The Golden Compass), que trazia Nicole Kidman, Daniel Craig, Eva Green, Eric Bana e Kevin Bacon em seu elenco. Com orçamento de US$ 180 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 372 milhões mundialmente e encerrou a franquia.

A série será produzida pela Bad Wolf e New Line, ainda sem previsão de lançamento. O programa é uma produção original da BBC britânica.

30 anos de ‘Um Maluco no Pedaço’ | Uma série mais atual do que nunca

Hora de sentir o peso da idade, galera. O seriado sensação dos anos 1990 completou 30 anos de existência e mesmo tendo acabado há décadas, segue muito popular, não só no Brasil, mas também no mundo.

O papel que lançou a carreira de ator de um tal de Will Smith (não sei se vocês já ouviram falar nele), segue mais atual do que nunca. Os episódios das seis temporadas da série seguem com exibições na TV fechada e parecem dar bastante audiência, já que o canal Comedy Central exibe uns seis episódios diariamente.

No Brasil, Um Maluco no Pedaço – que contava a história de Will Smith, um jovem da Filadélfia que ia morar com os tios ricos, tentando se adaptar ao estilo de vida de Bel-Air e tendo de lidar com o preconceito – foi transmitido pelo SBT e pela Nickelodeon. O fato de ter sido exaustivamente exibido na TV aberta claramente contribuiu para o sucesso da série. Afinal, as trabalhadas de Will e Carlton foram assistidas por milhões de crianças na hora do almoço, no lanche da tarde e até mesmo no comecinho da noite (houve uma época em que a faixa das 18h era povoada por séries ou desenhos, como Scooby-Doo). E como essa geração de criança cresceu, o legado da série afeta diretamente a vida dos atuais jovens-adultos. Mas não dá para atribuir esse sucesso somente a exibição popular. Afinal, a série só é exibida se tiver audiência, e ela só tem audiência se for minimamente boa.

O ponto aqui é que Um Maluco no Pedaço era excelente. Além do olhar cômico espetacular, que era impulsionado por um humor físico – que não precisava recorrer à violência para fazer graça – e um texto muito inteligente, que normalizava certos absurdos, a série tinha um quê dramático que variava entre o sutil e o explícito de forma muito competente. Por isso, havia episódios em que você podia terminar com dor na barriga de tanto rir e outros que terminavam de forma mega-pesada.

Junto a isso, temas sociais eram abordados sem qualquer tipo de vergonha ou medo de sofrer retaliação. Praticamente todo episódio trazia Will citando ou incitando o debate sobre a vida negra nos EUA. Ao mesmo tempo, a série mostrava uma família afro-americana extremamente rica. Os Banks não passavam dificuldades financeiras, eram todos bem-sucedidos e ocupavam cargos de destaque, como ser juiz ou apresentadora de televisão. Não era mais um caso do humor sobre uma família negra pobre ou que ganhavam destaque/ dinheiro graças a pessoas brancas.

Pode parecer bobeira para alguns, mas isso mexe diretamente com a representatividade. É de um valor inestimável.

No momento, com a questão do Black Lives Matters, os 30 anos de Um Maluco no Pedaço trazem a tona diversos temas que já eram discutidos na série há 30 anos, mas que não mudaram nem um pouco. Em tempos em que policiais americanos dão “seis tiros de aviso” em pessoas negras, como disse Jazz na série, os discursos contra o preconceito do seriado se fazem cada vez mais importantes.

Crítica | Desalma – Misticismo e Bruxaria na nova e TENSA série de Terror da Globoplay

Há cerca de dois anos a plataforma Globoplay, centrada em produções nacionais da Rede Globo e afiliadas, começou a investir em produzir conteúdo de exclusividade para a plataforma – séries, filmes e especiais que não seriam exibidos em rede aberta, disponíveis apenas no seu streaming. Nessa leva de novos investimentos foi anunciado a série ‘Desalma’, que contou até mesmo com um painel exclusivo na última edição presencial da CCXP, em 2019. Agora, quase um ano depois e com o hype lá em cima – afinal, a proposta era uma série de terror – finalmente ‘Desalma’ chega aos assinantes da Globoplay.

Com dez episódios de cerca de quarenta minutos o enredo de ‘Desalma’ costura duas histórias que ocorreram em um intervalo de 30 anos. Em 1988 temos o núcleo dos jovens Roman Skavronski (Eduardo Borelli), Aleksey (Nicolas Vargas), Melissa (Camila Botelho), Halyna (Anna Melo), Bóris Burko (Lucas Soares) e Ignes (Valentina Ghiorzi), que estudam juntos na pequena cidade de Brigida, em algum lugar entre Santa Catarina e Paraná. Em Brigida vivem famílias descendentes de ucranianos e russos que vieram para o Brasil no passado, mas que, ainda hoje, mantêm as características e tradições herdadas daquele país. Roman namora Halyna, a filha da bruxa Haia (Cássia Kis), mas, do nada, termina com ela, às vésperas da celebração da Ivana Kupala, uma festa mística que remete a forças da natureza. É nessa noite que Halyna morre afogada em um lago, e o destino da cidade fica selado para sempre. Trinta anos depois, Giovana (Maria Ribeiro), viúva de Bóris (Ismael Caneppele), se muda para Brigida para tentar entender o que aconteceu com o marido, e, junto com Ignes (Cláudia Abreu) ela vai descobrir que os segredos do passado sempre voltam para cobrar justiça.

Desalma’ é uma série complexa e muito instigante. Toda a direção de arte é extremamente hipnotizadora, com tons de azul e cinza dando o aspecto sobrenatural da série. Os figurinos, a trilha sonora, as locações e a produção de arte se alinham e conseguem transportar o espectador para uma parte do Brasil desconhecido para muitos, e somos levados a realmente acreditar (ou duvidar) de que a história realmente se passa no Brasil.

O roteiro escrito pela best-seller Ana Paula Maia é cheio de idas e vindas temporais, e, com tantos personagens (e atores jovens que não se parecem tanto assim com suas versões mais velhas) o espectador sente alguma dificuldade de entender quem é quem na trama. Também os diálogos causam estranheza – falas que se encaixariam muito bem em um texto literário, mas que parecem irreais quando faladas em voz alta, afinal, ninguém fala com essa cadência e entonação constantemente pausada no dia a dia. Talvez nesse quesito recaia um pouco da interpretação exageradamente solene do elenco, especialmente do núcleo juvenil de 2018. Um pouquinho mais de naturalidade não faria perder o mistério da trama.

Carlos Manga Jr., Pablo Muller e João Paulo Jabur alcançam uma direção harmônica ao equilibrar tantos elementos de ‘Desalma’ sem perder o foco do que realmente é o grande atrativo da série: o misticismo e a bruxaria, o medo pelo desconhecido, a cultura eslava, o suspense suave de um crime cometido no passado – elementos que são o fio condutor para a história. Em tempo: a tal festa de Ivana Kupala – que é uma celebração real dos povos eslavos – é o ápice dá série, no episódio 4, e tanto a versão de 1988 quanto a de 2018 brilham na tela como grandes festas em seus tempos.

Desalma’ é uma bela e hipnótica série, dessas que você não consegue largar porque fica completamente envolvido pelas personagens Halyna e Haia, pela mística Brigida e seu folclore ucraniano, pela imensidão da natureza do nosso Brasil e pela história que, devagarinho vai te envolvendo em sua teia. Como um bom feitiço de bruxa mesmo.

‘Titãs’: Vaza imagem da Donna Troy como a Moça-Maravilha

A 2ª temporada de ‘Titãs‘ já está em produção. Por conta disso, inevitavelmente algumas novidades acabam chegando ao público antes da hora em vazamentos inesperados. 

No caso, os fãs podem ver agora como será o visual da atriz Donna Troy ao encarnar a Moça-Maravilha, sidekick de Mulher-Maravilha.

Confira:

Segundo uma reportagem publicada pelo site Screen Rant, a audiência da série aumentou desde o episódio piloto até o season finale. Os números em relação aos serviços de streaming podem ser complicados de adquirir, mas organizações encontraram modos de traçá-los e descobriram que os números foram crescendo após a segunda semana da estreia – com o boca a boca positivo.

Um dos grupos, conhecido como Parrot Analytics, conversou com o site e revelou algo chocante: a primeira temporada alcançou números esplêndidos, ultrapassando outras favoritas do público, como Gotham Raio Negro.

Titãs é estrelado pro Brenton ThwaitesAnna DiopTeagan CroftRyan Potter.

Todos os episódios da primeira temporada já estão disponíveis na Netflix. A nova temporada ainda não possui previsão de estreia.

‘Black Bottom’: Ator de ‘Community’ entra para o elenco do novo drama da Netflix

Segundo a VarietyDusan Brown foi elencado no mais novo filme original Netflix‘Ma Rainey’s Black Bottom’, ao lado de Viola Davis, Glynn Turman e Chadwick Boseman.

A história gira em torno de Ma Rainey, a pioneira musical conhecida como Rainha do Blues, no momento em que as tensões aumentavam gradativamente entre seu produtor e agente branco e os membros de sua banda. Ambientado em 1927, o longa é baseado na peça homônima de 1985 assinada por August Wilson, que levou para casa o New York Drama Critics’ Circle Award de Melhor Peça Estadunidense.

A direção fica a encargo de George C. Wolfe, enquanto Todd BlackDany WolfDenzel Washington entram como produtores. Constanza Romero entra como produtora executiva.

Outros membros da equipe incluem a vencedora do Oscar Ann Roth como figurinista e Branford Marsalia como compositor.

Ruben Santiago fica responsável pelo roteiro.

Brown é conhecido por seus papéis nos filmes 42, atuando ao lado de Boseman, e nas séries iZombieCommunity. Ele também ganhou reconhecimento ao viver o jovem Simba no musical da Broadway O Rei Leão.

‘Confederate’: Série dos criadores de ‘Game of Thrones’ é descartada pela HBO

O prospecto da série Confederate chegar na HBO causou bastante polêmica devido ao seu conteúdo potencialmente racista. Entretanto, o programa parece ter sido oficialmente cancelado por Casey Bloys, executivo da emissora, como forma de evitar mais controvérsias.

Segundo o TV Line, o show foi cancelado antes mesmo de ser lançada e não tem previsão de ser reavida por outro canal.

A produção traria uma linha do tempo alternativa, onde os estados sulistas dos EUA se dividiram da União, dando vazão ao surgimento de uma nação completamente distinta, onde a escravidão ainda é considerada legal ao ponto de se condensar em uma espécie de instituição.

Para os internautas, a temática dá vazão ao racismo, mostrando uma realidade diferente e dolorosa, caso a Terceira Guerra Civil Americana tivesse tomado rumos distintos.

Benioff e Weiss assumiram o papel de chefes da série, que contará com a produção executiva de Nichelle Spellman (‘Justified’), Malcolm Spellman (‘Empire’) e a dupla Carolyn Strauss e Bernadette Caulfield, ambos de ‘Game of Thrones’.

Autores se demitem da agência editorial de J.K. Rowling após polêmica de transfobia

As polêmicas acerca dos comentários transfóbicos de J.K. Rowling nas últimas semanas ganharam proporções ainda maiores e, nos recentes dias, nada menos que quatro autores da agência The Blair Partnership, supervisionada pela autora, se demitiram devido à “falta de posicionamento” em relação à comunidade trans.

“Essa decisão não foi fácil de ser tomada e estamos tristes e desapontados por termos chegado a esse ponto”, diz o comunicado oficial, assinado por Drew Davies, Ugla Stefanía KristjonudottirFox Fisher e um quarto nome não identificado. “Após os comentários de J.K. Rowling sobre questões de transgêneros, contatamos a agência com um convite para reafirmar a posição favorável à comunidade. Após a conversa, tivemos a sensação de que eles eram incapazes de se comprometer com ações apropriadas e significativas. […] Somos solidários com a comunidade LGBTQ+ em todas as áreas de publicação que trabalham para defender diversas vozes e experiências para colocar em xeque a homogeneidade da indústria”.

Recentemente, Rowling publicou uma carta aberta defendendo seus comentários e seu ponto de vista.

Confira, na íntegra:

“Essa não é uma carta fácil de escrever, por razões que logo se mostrarão claras, mas sei que é momento de me explicar acerca de um tema cercado de toxicidade. Eu escrevi isso sem qualquer intenção de acrescentar mais toxicidade.

Para as pessoas que não sabem: em dezembro do ano passado, fiz um tuíte em apoio a Maya Forstater, uma especialista em impostos que havia perdido seu trabalho por postagens ‘transfóbicas’. Ela levou seu caso para um tribunal trabalhista, pedindo para que o juiz julgasse se uma crença filosófica que sexo é determinado pela biologia é protegido pela lei. O Juiz Taylor disse que não.

Meu interesse em temas trans é pré-datado ao caso de Maya por quase dois anos, durante o qual acompanhei os debates sobre conceitos de identidade de gênero de perto. Conheci pessoas trans, li vários livros, blogs, artigos de pessoas trans, especialistas de gênero, pessoas interssexuais, psicólogos, especialistas, trabalhadores sociais e doutores, e segui o discurso online e em mídia tradicional. Em certo nível, meu interesse nesse tema tem sido profissional, pois estou escrevendo uma série criminal, ambientada nos dias de hoje, e minha detetive protagonista é de uma idade que se interessa e que é afetada por isso; mas em um nível pessoal também, como irei explicar.

Durante todo o tempo que vim pesquisando e aprendendo, acusações e ameaças de ativistas trans começaram a aparecer em meu Twitter. Tudo isso foi engatilhado por uma ‘curtida’. Quando comecei a me interessar em identidade de gênero e discussões transgêneras, comecei a tirar fotos de comentários que me interessavam, como modo de me lembrar o que deveria pesquisar mais tarde. Em uma ocasião, eu, sem percebi, apertei o botão de ‘curtir’ em vez de tirar uma foto. Aquela única ‘curtida’ foi evidência de pensamentos errôneos e um persistente baixo nível de assédio começou.

Meses depois, eu aumentei meu crime ao seguir Magdalen Burns no Twitter. Madgalen foi uma jovem e corajosa feminista e lésbica que estava morrendo em virtude de um tumor cerebral. Eu a segui porque gostaria de entrar em contato com ela diretamente, o que consegui. Entretanto, visto que Magdalen foi uma grande credora da importância do sexo biológico e não acreditava que lésbicas deveriam ser chamadas de fanáticas por não namorarem mulheres trans com pênis, os pontos se juntaram nas cabeças das ativistas trans, e o nível de abuso social aumentou.

Eu menciono tudo isso apenas para explicar que eu sabia perfeitamente o que iria acontecer quando eu apoiei Maya. Eu deveria estar no meu quarto ou quinto cancelamento na época. Eu esperava as ameaças de violência, que me diriam que eu ‘estava literalmente matando pessoas trans com meu ódio’, de ser chamada de vadia e, é claro, por meus livros serem chamados, apesar de um homem particularmente abusivo me disse que iria compostá-los.

O que eu não esperava, nas consequências do meu cancelamento, era uma avalanche de e-mails e cartas que choveram em mim, a maioria das respostas positivas, agradecidas e apoiadoras. Eles vieram de uma seção de pessoas gentis, empáticas e inteligentes, algumas trabalhando em campos que lidavam com disforia de gênero e pessoas trans, com preocupações profundas sobre o modo que os conceitos sociopolíticos estão influenciando a política, as práticas médicas e salvaguardas. Eles estão preocupados sobre os perigos para as pessoas jovens, gays e sobre a erosão de direitos de mulheres e garotas. Acima de tudo, estão preocupados sobre um clima de medo que não fará bem a ninguém – principalmente a juventude trans.

Eu havia me afastado do Twitter por vários meses tanto antes quanto depois de tweetar em apoio a Maya, porque eu sabia que não estava fazendo bem para minha saúde mental. Eu apenas retornei, porque queria compartilhar um livro infantil gratuito durante a pandemia. Imediatamente, ativistas que claramente acreditam ser bons, progressistas e gentis, assolaram minha timeline, acreditando no direito de policiar meu discurso, me acusar de ódio, me chamar de misoginia, me insultar e, acima de tudo – como qualquer mulher envolvida nesse debate saberá -, de TERF.

Se você não sabia – e por que deveria? -, ‘TERF’ é um acrônimo criado por ativistas trans que significa Feministas Radicais Trans-Excludentes. Na prática, uma seção considerável e diversa de mulheres estava sendo chamada de TERFs e a grande maioria nunca nem foram feministas radicais. Exemplos das chamadas TERFs variam da mãe de um jovem gay que estava com medo de que seu filho quisesse fazer a transição para escapar do preconceito homofóbico, para uma idosa histérica anti-feminista que jurou nunca mais voltar ao Marks & Spencer porque estavam permitindo que qualquer homem que se identificava como mulher entrar no provador feminino. Ironicamente, feministas radicais nem ao menos são trans-excludentes – elas incluem homens trans em seu feminismo, porque nasceram mulheres.

Mas essas acusações foram o bastante para intimidar muitas pessoas, instituições e organizações que outrora admirava, que se acovardaram ante a táticas infantiloides. ‘Eles irão nos chamar de transfóbicos!’. ‘Eles irão dizer que eu odeio pessoas trans!’. E depois, vão dizer que têm pulgas? Falando como uma mulher biológica, várias pessoas em posições de poder realmente precisam criar coragem”. [aqui, Rowling faz uma piada de mal gosto com a expressão “grow a pair”, dizendo que “é algo literalmente possível, de acordo com as pessoas que dizem que peixes-palhaço provam que humanos não são uma espécie dismórfica”.]

“Então por que estou fazendo isso? Por que falar? Por que não fazer minha pesquisa quietamente e manter minha cabeça abaixada?

Bom, eu tenho cinco razões em ficar preocupada com esse novo ativismo trans, e decidi que preciso falar.

Primeiramente, eu tenho um fundo de caridade focado em aliviar de privações sociais na Escócia, com ênfase em particular em mulheres e crianças. Dentre outras coisas, meu fundo apoia projetos para prisioneiras e para sobreviventes de abusos sexual e doméstico. Eu também financio pesquisas médicas sobre esclerose múltipla que se comporta de maneiras diferentes em homens e mulheres. Ficou claro para mim, há algum tempo, que o novo ativismo trans está tendo (ou deve ter, se todas as demandas forem atendidas) um impacto em várias das causas que apoio, porque está forçando uma erosão da definição legal de sexo e substituindo-o por gênero.

A segunda razão é que sou uma ex-professora e a fundadora de uma caridade para crianças, o que me dá interesse tanto em educação quanto em segurança. Assim como vários, eu tenho preocupações sobre os efeitos do movimento trans em ambos.

A terceira é que, por mais que seja uma autora banida, estou interessada em liberdade de expressão e tenho defendendo-a publicamente, mesmo no tocante a Donald Trump.

A quarta é onde as coisas começam a ficar pessoais. Estou preocupada sobre essa gigantesca explosão em mulheres jovens que querem fazer a transição e também sobre os números crescentes daqueles que des-transicionam (retornam para seu sexo original), porque se arrependem de ter feito algo que, em alguns casos, alteraram seus corpos irrevogavelmente, e tirado sua fertilidade. Alguns dizem que eles decidem transicionar depois de perceberem que têm atração pelo mesmo sexo, e que transicionar é parte movida pela homofobia, seja pela sociedade ou pela família.

A maioria das pessoas provavelmente não estão cientes – eu certamente não estava, até começar a pesquisar sobre isso – que, dez anos atrás, a maioria das pessoas querendo transicionar para o sexo oposto eram homens. A taxa agora foi revertida. O Reino Unido teve um aumento de 4400% de garotas desejando fazer o tratamento. Garotas autistas são fortemente representadas nesses números.

O mesmo fenômeno foi visto nos Estados Unidos. Em 2018, a pesquisadora e médica Lisa Littman foi explorar mais sobre isso. Numa entrevista, ela disse:

‘Pais online estavam descrevendo um padrão bastante incomum de identificação transgênera, na qual vários amigos e até mesmo grupos inteiros de amigos se identificavam como transgêneros ao mesmo tempo. Eu estaria errada se não considerasse contágio social e influências como fatores potenciais’.

Littman mencionou o Tumblr, o Reddit, o Instagram e o YouTube como fatores contribuintes para a Rápida Disforia de Gênero, na qual acredita que, no âmbito da identificação transgênera, ‘a juventude veio crescendo particularmente através de câmaras de eco’.

Seu artigo causou um furor. Ela foi acusada de viés ideológico e de espalhar informações falsas sobre pessoas transgênero, sujeita a um tsunami de abusos e uma campanha para descreditar tanto ela quanto seu trabalho. A revista tirou o artigo da internet e o reviu antes de republicá-o. Entretanto, sua carreira teve uma queda similar à sofrida por Maya Forstater. Lisa Littman ousou desafiar um dos pilares do ativismo trans, que é a concepção de identidade de gênero como inata, assim como a orientação sexual. Ninguém, os ativistas insistiram, poderia ser persuadido em ser trans. 

O argumento de vários ativistas trans é que, se você não deixar um adolescente com disforia de gênero transicionar, eles irão se matar. Em um artigo explicando o motivo de ter saído de Tavistock (clínica de gênero na Inglaterra), o psiquiatra Marcus Evans declarou que a ideia de crianças se matando caso não pudessem transicionar, não se ‘alinham substancialmente com quaisquer dados ou estudos na área. Nem mesmo se alinham com os casos que encontrei ao longo de décadas como psicoterapeuta’.

Os escritos de um jovem homem trans revelam um grupo de pessoas notavelmente sensíveis e sagazes. Quanto mais lia sobre suas declarações acerca de disforia de gênero, com descrições sobre ansiedade, dissociação, transtornos alimentarem, automutilação e ódio, mais me perguntava se, caso eu nascesse trinta anos mais tarde, eu também iria transicionar. A tentação de escapar da feminilidade seria grande. Eu lidei com um severo TOC quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade online que não conseguia encontrar em meu ambiente imediato, eu acredito que seria persuadida em me transformar no filho de meu pai que ele abertamente dizia que teria preferido.

Quando leio sobre a teoria de identidade de gênero, me lembro o quão mentalmente sem sexo eu me sentia. Eu lembrava das descrições de Colette sobre ser uma ‘hermafrodita mental’, e as palavras de Simone de Beauvoir: ‘é perfeitamente natural para a mulher do futuro se sentir indignada com as limitações impostas sobre seu sexo. A verdadeira questão não é se ela deve rejeitá-los, mas sim entender o motivo de aceitá-los’.

Visto que não tinha uma possibilidade realística de me tornar homem nos anos 1980, foram os livros e a música que me ajudaram a lidar com problemas de saúde mental e escrutínio sexual e julgamento que coloca várias garotas contra seus corpos quando adolescentes. Felizmente, para mim, encontrei meu próprio senso de alteridade, e minha ambivalência sobre ser uma mulher, refletida no trabalho de escritoras mulheres e musicistas que me garantiram que, apesar de tudo o que um mundo sexista tenta falar sobre o corpo feminino, não há problema em não se sentir compatível dentro de sua cabeça; não há problema em se sentir confusa, na escuridão, sexual ou não-sexualmente incerta de quem ou do que você é.

Eu quero ser bastante clara aqui: sei que transicionar será uma solução para alguns casos de disforia de gênero, ainda que eu esteja clara, através de uma extensa pesquisa, que estudos mostraram consistentemente que entre 60% e 90% de adolescentes com disforia de gênero irão crescer fora de sua disforia. De novo, me pediram para ‘apenas conhecer algumas pessoas trans’. Eu fiz isso: além de conhecer vários jovens, todos adoráveis, conheço uma mulher que se descreve como transsexual que é mas velha que eu e maravilhosa. Apesar de ser aberta sobre seu passado como um homem gay, eu sempre achei difícil pensar como ela como qualquer pessoa além de uma mulher, e acredito (e espero) que ela esteja feliz por ter transicionado. Ser mais velha, entretanto, a fez passar por um processo longo e rigoroso de avaliação, psicoterapia e transformação por etapas. A explosão atual do ativismo trans está urgindo por uma remoção de quase todos os sistemas robustos, através dos quais os candidatos a reatribuição de gênero devem passar. Um homem que não pretende passar por cirurgia e não tomar hormônios pode garantir a si mesmo um Certificado de Reconhecimento de Gênero e ser uma mulher respaldada pela lei. Muitas pessoas não têm ciência disso.

Estamos vivendo no período mais misógino que já presenciei. Nos anos 1980, eu imaginava que minhas filhas futuras caso eu tivesse alguma, teriam muito mais do que eu tive, mas entre o backlash feminista e uma cultura saturada de pornografia, acredito que as coisas ficaram piores. Nunca vi uma mulher denegrida e desumanizada como vejo hoje. Do líder de um mundo livre com uma triste história de assédio sexual e seu orgulho em dizer ‘pegá-las pela vagina’, até o movimento dos celibatários involuntários que se volta contra as mulheres que não vão transar com eles, para as ativistas trans que declaram que TERFs merecem apanhar e serem re-educadas, homens nesse espectro político parecem concordar: mulheres estão pedindo por problemas. Em todo lugar, mulheres estão sendo mandadas para calar a boca e sentar.

Eu li todos os argumentos sobre feminilidade não residir no corpo sexual, e as asserções que mulheres biológicas não têm experiências comuns, e eu os vejo, também, como profundamente misóginos e retrógrados. É claro também que um dos objetivos de negar a importância do sexo é erodir que o que alguns parecem enxergar como uma ideia segregacionista e cruel de que as mulheres têm suas próprias realidades biológicas ou – ameaçador do mesmo jeito – realidade unificadoras que as transformam em uma classe política coesa. As centenas de e-mails que recebi nos últimos dias prova que essa erosão preocupa vários outros. Não é o bastante para mulheres serem aliadas ao movimento trans. Mulheres devem aceitar e admitir que não há diferenças entre elas e as mulheres trans.

Mas várias mulheres me disseram antes que ‘mulher’ não é uma fantasia. ‘Mulher’ não é uma ideia na mente de um homem. ‘Mulher’ não é um cérebro cor de rosa, um receptáculo de Jimmy Choos ou qualquer das outras ideias sexistas que agora são ditas como progressistas. Além disso, a linguagem ‘inclusiva’ que chama as mulheres de ‘menstruadoras’ e ‘pessoas com vulvas’ diminui e desumaniza tantas mulheres do mesmo modo. Eu entendo o motivo das ativistas trans considerarem essa linguagem apropriada e gentil, mas para nós que fomos humilhadas por homens violentos, não é neutro, é hostil e alienável.

O que me traz para a quinta razão pela qual estou profundamente preocupada com as consequências do atual ativismo trans.

Estive no olho público por quase vinte anos e nunca falei publicamente sobre ser abusada doméstica e sexualmente. Não é por que tenho vergonha do que aconteceu a mim, mas sim porque é traumático revisitar e relembrar. Eu também me sinto protetora sobe minha filha do primeiro casamento. Não queria custódia completa de uma história que pertence a ela, também. Entretanto, um tempo atrás, eu a perguntei como ela se sentiria caso fosse a público falar sobre essa parte da minha vida, e ela me encorajou a seguir em frente.

Estou mencionando essas coisas agora não numa tentativa de gerar empatia, mas sim de solidariedade quanto ao número gigante de mulheres que têm histórias como a minha, que foram chamadas de intolerantes por tem preocupações sobre espaços de um sexo apenas.

Eu consegui escapar do meu primeiro casamento violento com certa dificuldade, mas agora estou casa com um homem bom e com princípios, segura e protegida de modos que não imaginava nem em um milhão de anos. Entretanto, as cicatrizes deixadas pela violência e pelo abuso sexual não desaparecem, não importa o quão amada você seja, e não importa o quanto de dinheiro você tenha. Meu nervosismo perene é uma piada familiar – e até eu sei que é engraçada -, mas rezo que minhas filhas nunca tenham as mesmas razões que tenho de odiar barulhos altos, ou ser surpreendida por pessoas atrás de mim.

Se você pudesse entrar em minha cabeça e compreender o que eu sinto quando leio sobre uma mulher trans morrendo nas mãos de um homem violento, encontraria solidariedade e afinidade. Eu tive uma sensação visceral do terror pelo qual essas mulheres trans passaram os últimos segundos na Terra, porque tive momentos do mais puro e cego medo, quando percebi que a única coisa me mantendo viva era a hesitação do meu agressor.

Acredito que a maioria das pessoas que se identificam como trans não apenas representem zero ameaça para outros, mas são vulneráveis pelos motivos que escrevi. Pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, são mais suscetíveis a serem assassinada por parceiros sexuais. Mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente mulheres trans de cor, são um risco em particular. Assim como qualquer outro sobrevivente de abuso doméstico e sexual que conheço, sinto empatia e solidariedade com mulheres trans que foram abusadas por homens.

Então, eu quero que as mulheres trans sejam protegidas. Do mesmo modo, não quero que garotas e mulheres [cisgênero] fiquem menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e provadores para qualquer homem que acredita ou que se sente como uma mulher – como eu disse, certificados de confirmação de gênero podem ser entregues sem qualquer necessidade de cirurgia ou hormônios -, então você abre as portas para qualquer homem que queira entrar. É a mais pura verdade.

No sábado de manhã, li que o governo escocês está seguindo em frente com seus controversos planos de reconhecimento de gênero, que irão, no geral, significar que tudo do que um homem precisa para ‘se tornar uma mulher’ é dizer que é uma. Para usar uma palavra bastante contemporânea, fui ‘engatilhada’. Presa por ataques impiedosos de ativistas trans nas redes sociais, quando estava apenas tentando dar um feedback para as crianças sobre as imagens que fizeram para meu livro durante a quarentena, eu passei a manhã do sábado em um lugar bastante conturbado na minha cabeça, conforme memórias sobre abusos sexuais que sofri em meus vinte e poucos anos voltavam constantemente. O abuso aconteceu em um lugar e em uma época de pura vulnerabilidade, e um homem se aproveitou da oportunidade. Não consegui me livrar dessas memórias e vi o quão difícil era conter minha raiva e decepção acerca do modo que meu governo está brincando com a segurança das mulheres e das garotas.

Na noite de sábado, olhando as imagens das crianças antes de ir para a cama, esqueci a primeira regra do Twitter – nunca, nunca esperar uma conversa com nuances – e reagi acerca do que senti ser uma linguagem degradante sobre as mulheres. Falei sobre a importância do sexo, e venho pagando o preço desde então. Eu fui transfóbica, fui uma puta, fui uma vadia, uma TERF, eu mereci ser cancelada, apanhar e morrer. ‘Você o próprio Voldemort’, disse uma pessoa, claramente sentindo que essa seria a única linguagem que entenderia.

Seria muito mais fácil tuitar as hashtags aprovadas – porque é claro que os direitos trans são direitos humanos e é claro que vidas trans importam. Há felicidade, alívio e segurança na conformidade. Como Simone de Beauvoir também escreveu, ‘… sem dúvida é mais confortável aguentar uma servidão cega do que trabalhar para a libertação de alguém; os mortos, também, são bem melhor vestidos na Terra do que os vivos’.

Números exorbitantes de mulheres são justificavelmente aterrorizadas pelos ativistas trans; sei disso, porque várias entraram em contato comigo para contar suas histórias. Elas estão com medo de doxxing, de perder seus empregos e meios de subsistência e da violência.

Mas infinitamente desagradável que seja esse alvejamento sobre mim, eu me recuso a abaixar a cabeça para um movimento que acredito que está causando demonstráveis ações para erodir ‘mulher’ como uma classe política e biológica, e oferecendo refúgio para predadores como alguns antes disso. Eu me coloco ao lado de homens e mulheres, gays, héteros e trans, que estão unidos pela liberdade de expressão e pensamento, e pelos direitos e pela segurança dos mais vulneráveis em nossa sociedade: jovens gays, adolescentes frágeis e mulheres que se respaldam em seus espaços de sexo. Votações mostram que essas mulheres são a grande maioria, e excluir apenas os privilegiados e sortudos de nunca terem enfrentando violência sexual dos homens, e que nunca se importaram em se reeducar o quão prevalente é.

A única coisa que me dá esperança é que as mulheres que podem protestar e se organizar estão fazendo isso, e elas têm alguns homens decentes e pessoas trans ao lado delas. Partidos políticos que tentam acalmar as vozes mais altas nesse debate estão ignorando as preocupações das mulheres sobre seus riscos. No Reino Unido, mulheres estão se unindo de lados opostos da mesma moeda, preocupadas sobre a erosão de seus direitos e a intimidação generalizada. Nenhuma das mulheres com as quais conversei odeia pessoas trans; pelo contrário. Muitas delas começaram a se interessar nesses temas por causa da juventude trans, e são bastante compreensivas acerca de adultos trans que querem apenas viver suas vidas, mas estão enfrentando backlash de um tipo de ativismo com o qual não concordam. A ironia suprema é que a tentativa de silenciar as mulheres com a palavra ‘TERF’ podem ter levado mais mulheres jovens em direção ao feminismo radical do que o movimento viu nas últimas décadas.

A última coisa que queria dizer é essa. Eu não escrevi esse artigo na esperança de que alguém toque um violino para mim, nem mesmo um pequenininho. Sou extraordinariamente afortunada; sou uma sobrevivente, certamente não uma vitima. Mencionei meu passado apenas porque, assim com qualquer outro ser humano no planeta, tenho uma história completa, que molda meus medos, meus interesses e minhas opiniões. Nunca esqueço a complexidade interior quando crio um personagem ficcional e eu certamente nunca esquecerei quando falamos de pessoas trans.

Tudo o que peço – tudo o que quero – é uma empatia similar, um entendimento similar, que seja expandido para as milhões de mulheres cujo único crime foi querer que suas preocupações fossem ouvidas, sem receber ameaças e abusos”.

Através do site The Trevor Project, que representa uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de informar e prevenir o suicídio entre jovens LGBTs, o ator Daniel Radcliffe rebateu os comentários transfóbicos que Rowling fez no Twitter, ressaltando a importância de defender e apoiar a comunidade trans.

“Eu percebi que certos portais de notícias provavelmente irão querer indicar uma briga entre eu e a J.K. Rowling, mas esse não é o caso e nem é importante no momento. Enquanto ela é responsável pelos rumos que a minha vida tomou, eu, que tenho sido honrado em trabalhar com o Projeto Trevor na última década, sinto que devo dizer algo. Mulheres transgênero são mulheres. Qualquer declaração contrária a isso apaga a identidade e dignidade das pessoas trans e vai contra o indicado pelos profissionais da saúde que têm muito mais domínio no assunto do que eu e a J.K. Rowling. De acordo com o The Trevor Project, 78% de pessoas transgêneros e não-binárias são discriminadas por causa de sua identidade de gênero. Nós precisamos fazer mais para apoiar essas pessoas, não invalidar suas identidades e não causar mais mal a elas.”

Essa não é a primeira vez que Rowling se envolve em polêmicas do tipo. E apesar de afirmar que não é contra a liberdade de gênero, ela já admitiu que é leitora de sites anti-trans.

Há alguns anos, ela também foi duramente criticada por compartilhar trechos de entrevistas tentando minimizar a luta da comunidade transgênero.

A atriz Emma Watson, que interpretou Hermione Granger em todos os oito filmes da série ‘Harry Potter‘, veio a publico defender as pessoas trans.

“As pessoas trans são o que dizem ser e merecem viver suas vidas sem serem constantemente questionadas ou informadas de que não são quem dizem ser. Quero que meus seguidores trans saibam que eu e tantas outras pessoas ao redor do mundo te vemos, te respeitamos e te amamos por quem você é.”

 

‘Uncharted’: Mark Wahlberg revela figurino de Sully para a adaptação; Confira!

Depois de postar seu look como Sully, Mark Wahlberg divulgou uma nova imagem de bastidores da adaptação de Uncharted, dessa vez revelando o figurino do personagem.

Confira:

O longa-metragem, cujas filmagens chegaram ao fim hoje mesmo, tem estreia marcada para 16 de julho de 2021 – na temporada de blockbusters de verão da indústria cinematográfica norte-americana.

Dirigida por Ruben Fleischer, a adaptação da Sony será ambientada antes dos eventos do primeiro jogo e servirá como uma história de origem para o aclamado personagem, quando Drake (Tom Holland) embarca em sua primeira aventura por regiões inóspitas ao lado do mentor Sully (Mark Wahlberg).

Para quem não conhece, Fleischer é responsável pelo sucesso de Venom, que arrecadou mais de US$850 milhões nos cinemas, além de ter trazido às telonas a franquia Zumbilândia e o filme de ação ‘Caça aos Gangstêres’.

O roteiro foi escrito por Jonathan Rosenberg e Mark Walker.

Antonio BanderasTati Gabrielle também fazem parte do elenco.

‘Meu Pai e Outros Vexames’: Comédia da Netflix com Jamie Foxx ganha cartaz oficial; Confira!

A Netflix divulgou o cartaz oficial da comédia ‘Meu Pai e Outros Vexames‘ (‘Dad Stop Embarrassing Me’), série estrelada por Jamie Foxx.

Confira, junto ao trailer:

A comédia será lançada na plataforma no dia 14 de abril.

Um pai solteiro, dono de uma empresa de cosméticos, precisa aprender na marra a lidar com a filha adolescente, que foi morar com ele.

A série é baseada no relacionamento de Foxx com sua filha Corinne, que produz a série ao lado de Alex Avant.

‘What If…?’: Peggy Carter e Steve Rogers estampam os novos cartazes incríveis da série animada; Confira!

A Disney+ divulgou mais dois cartazes oficiais de What If…?‘, a primeira animação da Marvel Studios, destacando as novas versões de Peggy Carter e de Steve Rogers.

Confira:

Lembrando que ‘What If…?‘ estreia em 11 de agosto.

E parece que esta será apenas uma de muitas séries animadas planejadas pelo estúdio.

Durante uma entrevista para a Variety, a vice-presidente executiva da Marvel, Victoria Alonso, confirmou que mais animações estão a caminho.

Além disso, ela disse que a Marvel Studios está investindo em uma divisão exclusiva para animações.

“Teremos nosso ramo de animações ampliado com um mini-estúdio, e haverá mais delas saindo do forno. Estamos muito empolgados em trabalhar em outras animações, esse estilo de arte sempre foi meu primeiro amor.”

Rumores sobre ‘Marvel Animation Studios‘ surgiram pela primeira vez no início deste ano, quando foram divulgadas vagas de emprego para a nova divisão do estúdio.

Enquanto aguardamos por novas atualizações, assista ao trailer da produção abaixo:

Laura Karpman, conhecida por seus trabalhos em Lovecraft Country‘L.A.’s Finest’, fica responsável pela trilha sonora da série.

What If…?’ é uma antologia que apresenta ao público cenários alternativos para os personagens mais icônicos da Marvel, e eles desde coisas sutis, como o Homem-Aranha entrando para o Quarteto Fantástico ou então o que aconteceria se o mundo soubesse que Demolidor é cego, até cenários mais extremos – por exemplo, e se Loki tivesse encontrado o martelo no lugar de Thor, ou Doutor Estranho tivesse se tornado um discípulo de Dormammu?

Outro aspecto bastante popular dessa compilação é explorar como o mundo seria se certos personagens tivessem sobrevivido ao invés de morrer. Por exemplo, um dos quadrinhos explora o mundo em que Ben Parker, tio de Peter, não tivesse morrido, ou então em que Gwen Stacy não tivesse morrido nas mãos do Duende Verde.