De acordo com o Deadline, a franquia ‘Velozes e Furiosos‘ conseguiu ultrapassar a impressionante marca dos US$ 7 bilhões nas bilheterias mundiais – tornando-se a quinta maior saga da história do cinema.
Dentre os 11 filmes, incluindo o spin-off ‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw‘, US$ 1.946 bilhão foram arrecadados domesticamente, e US$ 5.083 bilhões foram internacionalmente – o que evidencia a força da franquia no mercado internacional.
Além disso, com o sucesso de ‘Velozes e Furiosos 10‘, a Universal Pictures se tornou o primeiro estúdio a superar a marca de US$ 1 bilhão domesticamente em 2023.
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 108 milhões. No mercado internacional, foram US$ 399.3 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 507.2 milhões.
Atualmente, a nova iteração estrelada por Vin Diesel já se encontra no TOP 3 das maiores bilheterias do ano, atrás apenas de ‘Super Mario Bros‘ (US$1.2B) e ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ (US$723.4M).
Dirigido por James Cullen Bressack, o longa será para maiores por “violência forte, linguagem, conteúdo com drogas e referências sexuais”.
Russell Hatch é um ex-agente da Interpol que prometeu proteger o filho de um informante morto anos antes em uma operação que deu errado. Quando gangues de rua impiedosas iniciam uma guerra territorial e o garoto é pego no fogo cruzado, Hatch não vai parar até mantê-lo seguro e lutar contra qualquer um que estiver em seu caminho.
Em O INTRUSO, um refugiado aparece nu dentro de uma mala na margem do rio Tâmisa. O enigmático visitante se apresenta a uma família burguesa de classe alta e é convidado a morar com eles como funcionário. Seduzindo cada membro da família em uma série de encontros sexuais, o estranho vira o mundo deles de cabeça para baixo, permitindo que se redefinam de maneiras radicais.
Curiosidades:
» Além de dirigir, Bruce LaBruce também assina o roteiro Alex Babboni e Victor Fraga;
Em entrevista ao Entertainment Tonight, Kirsten Dunst (‘Guerra Civil’) foi questionada sobre uma possível sequência para o clássico adolescente ‘Teenagers – As Apimentadas‘.
Infelizmente, a atriz rapidamente descartou a ideia de retornar para uma continuação.
“Não. Vamos deixar coisas boas quietas. Não preciso colocar uma roupa de líder de torcida. Eu nem sei o que eu faria [em uma sequência]. Seria uma treinadora ou algo assim? Vamos deixar como as coisas estão.”
Vale lembrar que, anteriormente, sua colega de elenco, Gabrielle Union, havia expressado interesse em revisitar a franquia.
“Hmmmm, então, talvez Isis possa ter uma [filha] adolescente,” declarou.
Lançado originalmente no ano 2000, o clássico filme adolescente carrega um legado concreto que se estende até os dias de hoje – e que rendeu nada menos que cinco sequências em VOD (a mais recente tendo sido divulgada em 2017).
Na trama, o time campeão de animadoras de torcida, de bairro rico, descobre que sua capitã anterior roubou a coreografia de um time concorrente, do centro da cidade. O campeonato está chegando, e elas precisam correr para criar outra coreografia.
Sucesso de bilheterias, ‘Teenagers – As Apimentadas’ arrecadou quase US$100 milhões mundialmente e teve uma recepção sólida pela crítica.
Através do seu Instagram, o diretor Mike Flanagan (‘A Maldição da Residência Hill’) confirmou que as filmagens do reboot de ‘O Exorcista‘ já foram encerradas.
Com estreia programada para 11 de março de 2027, o novo filme está sendo descrito como uma “radical nova visão para saga” – e não dará continuidade ao filme anterior, ‘O Exorcista: O Devoto‘, que foi concebido como o primeiro de uma fracassada trilogia.
Anteriormente, Flanagan havia revelado que pretende criar o filme mais assustador de sua carreira, com foco em trazer algo novo para a franquia ao invés de se apoiar na nostalgia dos capítulos anteriores.
“Não estamos em uma missão fácil, mas sempre senti que não há sentido em entrar em uma franquia consolidada sem trazer algo novo. Eu quis dirigir um novo filme da saga ‘O Exorcista’ porque estava convencido de que poderia adicionar algo significativo.”
Ele completa: “essa é a oportunidade de fazer algo que nunca foi feito anteriormente na franquia – algo que honre o legado dos filmes anteriores, mas que não se apoie em nostalgia. Eu apenas vi a oportunidade de fazer o meu filme mais assustador. Sei que as expectativas são altas. Ninguém está mais intimidado do que eu.”
David Harbour é o mais novo intérprete do herói ‘Hellboy’ nos cinemas. E embora ela não tenha crescido com a cultura da leitura de quadrinhos, o ator revelou durante a Comic-Con que este personagem em questão se diferencia da maioria dos demais.
Durante uma entrevista ao site The Hollywood Reporter, Harbour falou:
“Eu particularmente acho os quadrinhos do Mike Mignola lindos e ‘Hellboy’ é realmente um herói para a América em que vivemos atualmente. Eu olho para esse personagem como um anti-herói de berço. Ele não é como o ‘Batman’, que decidiu por esse caminho a fim de combater o crime. Ele simplesmente nasceu como essa criatura estranha, metade demônio, fruto de nazistas ocultistas e salvo por alguns caras que tentaram criá-lo da forma correta. Eu percebo que,para ele, ser herói tem a ver com descobertas. Afinal, seu destino ‘heróico’ é acabar com o mundo, o que o torna essa espécie de besta do Apocalipse. Ele vive em um dilema, que consiste em sua luta para ser um super herói, que de fato implica em não assumir sua ‘missão’ original, para a qual ele estava destinado”.
Ao longo da conversa, o ator também falou sobre seu relacionamento com histórias em quadrinhos, que se intensificou tardiamente:
“Eu lia algumas HQs, mas nunca fui o cara viciado nisso. Eu acabei me envolvendo com graphic novels mais tarde, por volta dos meus 20 e poucos anos. Nessa época, meus amigos me apresentaram à algumas GNs mais sombrias, como ‘Watchmen’ e ‘Hellboy’. Mas HQs não eram muito minha praia, confesso que gostava mais de desenhos como ‘A Caverna do Dragão’, ‘He-Man’ e ‘Thundercats’, esse tipo de coisa”.
A primeira temporada contou com 13 episódios. Ainda não há data de lançamento para a 2ª.
Na trama se passa duas gerações antes da destruição do planeta natal de Superman, KRYPTON, e segue Seg-El (Cameron Cuffe), o lendário avô do Homem de Aço e cuja casa de foi condenada ao ostracismo e envergonhada. Com a liderança de Krypton em desordem, Seg-El encontra o viajante terrestre Adam Strange (Shaun Sipos), que adverte que está prestes a salvar seu mundo amado do caos. Lutando para redimir a honra de sua família e proteger os que ama, Seg também enfrenta um conflito de vida e morte: Salvar seu planeta natal ou deixá-lo ser destruído para restaurar o destino de seu futuro neto.
A sequência ‘Vingadores: Ultimato’ ganhou um novo cartaz. De origem russa, o material publicitário traz a heroína soviética Viúva Negra em destaque.
Confira:
As previsões indicam que ‘Ultimato’ fará um estrondo nas bilheterias, com expectativas de arrecadar 840 milhões de dólares apenas no primeiro final de semana.
Quanto à sua duração, a expectativa é que ‘Vingadores: Ultimato’ tenha 181 minutos (3 horas e 2 minutos).
Após os eventos devastadores de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘, o Universo entrou em destruição por causa do Estalar de Dedos do Thanos, o Titã Louco. Com a ajuda dos heróis sobreviventes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importa quais serão as consequências que os aguardam.
O cineasta Todd Phillips mais uma vez compartilhou uma série de imagens dos bastidores de ‘Coringa’, adaptação dos quadrinhos vencedora de dois Oscar.
As imagens trazem o astro e vencedor da estatueta de Melhor Ator, Joaquin Phoenix, em destaque, além de revelar alguns detalhes de artefatos usados na produção.
Uma publicação compartilhada por Todd Phillips (@toddphillips1) em
“Já faz tempo. Espero que todos estejam saudáveis e seguros. Mais algumas fotos dos bastidores. Agora parece que faz tanto tempo – no set com o melhor elenco e equipe de produção que já existiu”.
Envelhecer é um processo inerente e muitas vezes assustador. À medida que este novo tempo se abre diante dos olhos de forma encorajadora, é inegável seu fator intimidador. Com a memória muitas vezes definhando e a estrutura do corpo se comprimindo, o envelhecimento parece um regresso ao princípio, uma quase analogia ao Curioso Caso de Benjamin Button. E em Meu Pai (The Father), os maiores temores dessa fase da vida ganham uma profundidade inquietante pela belíssima atuação de Anthony Hopkins. Aqui, no primeiro filme do então dramaturgo Florian Zeller, o veterano vencedor do Oscar se despe da forma mais vulnerável possível, nos lembrando que há uma dolorosa dureza em viver uma longa vida.
Meu Paiacompanha um fragmento tão peculiar da existência humana, ao tratar a extrema fragilidade da nossa vida a partir de uma determinada idade. Com as memórias comprometidas e uma certa confusão mental quanto a lugares, feições e circunstâncias, Anthony (Hopkins) é um senhor de idade irreverente, de fala dura e gênio indiscreto e difícil de lidar. Acostumado a uma certa independência, ele tem uma resistência enorme em viver a velhice com o auxílio de uma cuidadora, uma insistência da sua filha, vivida por Olivia Colman. Com uma agressividade que não tem quase nada de passiva, ele sempre deixa bem claro que sua sanidade segue como de costume e não se sujeitará à qualquer submissão que tente provar ao contrário.
Mas como alguém que já apresenta um quadro inicial de demência, Anthony vive os seus dias em uma constante luta interna para obter um certo controle sobre sua própria vida. Sabendo, em seu íntimo, que seu raciocínio já não é tão ávido como em sua juventude, ele ainda digladia com comportamentos passivos agressivos na tentativa de se provar dono da sua mente. Como alguém sufocado pelo medo de perder suas memórias e sua própria essência, ele internaliza o doloroso sofrimento de diariamente tentar se reconhecer, revelando nesse entrave uma feição completamente diferente na atuação de Hopkins. Como um ator que, incrivelmente, ainda é capaz de surpreender as audiências, o veterano se apresenta de forma profundamente debilitável e exposta, não tem medo de explorar um universo totalmente vinculado à sua própria faixa etária e hipnotiza os olhos do público, que marejados sofrem o mesmo sofrimento que ele.
De uma delicadeza tão dolorosa e sensível, Meu Paitraz um roteiro surpreendente, que explora a simplicidade do envelhecimento em toda a sua complexidade. Como uma peça que fora adaptada às telonas, a obra de Zeller revela ainda uma riqueza de detalhes que só poderia ser extraída de uma experiência pessoal. E nesta trama, o cineasta explora os dilemas que englobam todos os envolvidos nesse processo tão angustiante. A partir da atuação de Colman, vemos ainda o outro lado dessa atmosfera, ao testemunharmos a difícil decisão de ter que colocar seu pai em uma casa de amparo, gerando quase um abismo emocional de distância entre pai e filha.
Com um design de produção que se incorpora à história, Meu Paiconta com uma estratégia narrativa inteligente, ao transformar todos os elementos técnicos da produção em uma extensão direta da trama. Fazendo-nos enxergar o mundo pela ótica turva de Anthony, Zeller contrasta a ótica fictícia do protagonista com a visão verdadeira dos fatos e das circunstâncias, nos levando a perceber – literalmente – como funciona a confusão mental de uma pessoa que apresenta um quadro de demência. Nos confundindo de propósito, o roteiro do drama é certeiro ao também conseguir justificar sua própria técnica narrativa e principalmente o seu final, quando as pequenas dúvidas que ainda permaneciam na mente do personagem principal e da audiência são sanadas quando ele tem a visão completa de seu pleno definhamento físico e mental.
E quando ficamos diante deste clímax, Anthony Hopkins atinge um novo pico em sua atuação, regado por profundas lágrimas e uma sensação de abandono que beira o comportamento infantil. Entre alucinações e uma pequena crise de pânico, sua genuína entrega no proporciona uma das experiências mais difíceis de assistir. E como um remédio amargo que desce rasgando a garganta, Meu Paié o retrato mais autêntico e real da fase mais temida pelo ser humano. Doloroso de assistir, mas belíssimo de contemplar, o primeiro filme do francês Florian Zeller é ainda a entusiasmada expectativa pelo que mais esse brilhante e novato cineasta tem a compartilhar com o restante do mundo.
Filme fica disponível na plataforma a partir dessa quinta-feira, dia 15 de abril, para aluguel a R$24,90
A Sociedade Americana dos Negros Mágicossurge no line up do Festival de Sundance 2024 como uma espécie de falha na matrix. Se levando a sério – como se realmente tivesse algo a nos ensinar -, o longa de Kobi Libii é pedante, se coloca em um pedestal imaginário que lhe garante o direito de “palestrar” sobre o restante da audiência e tem a audácia de se associar a um vitimismo brega e que não convence mais ninguém atualmente. Simulando guerras raciais inexistes e se apropriando de problemas reais para tentar justificar sua proposta mal desenvolvida, a comédia dramática usa o racismo como uma muleta social, uma desculpa para um comportamento doentio que desconsidera outras raças e transforma o preconceito em algo unicamente aplicado e existente contra pessoas pretas.
Na trama, Aren (Justice Smith) é recrutado por uma sociedade secreta onde os negros dedicam suas vidas a uma única causa: tornar a vida de pessoas brancas mais fácil. E como coadjuvantes de suas próprias histórias, os membros dessa instituição orbitam ao redor daqueles personagens caricatos e redundantes, apresentados como rascunhos miméticos do comportamento humano. E fazendo um paralelo soberbo e arrogante entre duas raças, a comédia dramática tenta apresentar parte de seus protagonistas como nobres, (quase) imaculados e justiceiros – apenas por conta da cor de sua pele -, enquanto o outro espectro é introduzido de forma animalesca, superficial e tola, seguindo a mesma premissa racial.
Ofuscando questões reais e dando as costas para casos genuínos de racismo, o longa é uma mera mimetização de um surto coletivo social que surgiu nos idos da pandemia, em que movimentos como o Black Lives Matter passaram a reduzir essa problemática a tudo e qualquer coisa. A fim de criar uma agressiva ruptura interna na sociedade, eles ajudaram a colocar negros e brancos em lados opostos de uma guerra inventada por filósofos do Twitter amargurados e sedentos por confusão. A Sociedade Americana dos Negros Mágicos reduz o racismo real a uma piada de mau gosto, tornando nossa comunidade em tokens, chaveirinhos que existem para “facilitar” e “amenizar” as agruras da “ira branca”. Profundamente constrangedor, o longa é fruto de um compilado de tweets feitos por pseudointelectuais que querem parecer descolados, inteligentes e “aliados” de uma causa que se quer entendem – mas engolem por temer o linchamento virtual.
Com um humor que funciona em raríssimas ocasiões e um viés dramático que se quer se aproxima dos verdadeiros dilemas raciais existentes no mundo, a produção é uma tentativa preguiçosa de diminuir uma comunidade inteira apenas por suas origens caucasianas, à medida em que envergonha a nós, negros, nos apagando em direção a uma falsa posição de vigilantes sociais que só são capazes de se esquivar do racismo quando se dedicam a uma bajulação inconveniente e reducionista. E na expectativa ideológica de que seu filme abra um debate sobre o racismo sistêmico, o novato cineasta Kobi Libii logo descobrirá que aquelas opiniões do Twitter consideradas por ele e por tantos outros como sendo tão “sensatas”, na prática não passam de meras problematizações ruins, infundadas e que já não convencem nem o afegão médio. A verdade é que estamos cansados dos sequestros de pautas importantes e dessas conversas rasas, embasadas em nada. E o fracasso sociocultural desse filme é uma evidência clara disso.
E se esforçando para dar sentido a um roteiro marcado por frases de efeito e momentos constrangedores, o ator Justice Smith até tenta nos convencer de algo, mas se perde em um longa que jamais deveria ter saído da gaveta. Ofensivo para negros e racista contra brancos, a comédia dramática não funcionaria nem como uma ironia mal executada, muito menos como uma tentativa de sátira do contexto social em que nos metemos, ao permitirmos que pessoas seriamente problemáticas tentassem ditar como o negro deveria se comportar, votar, se relacionar e se apresentar. Se perdendo em seu próprio personagem, o filme é incapaz de fazer uma autoanálise e ao contrário do poderoso Ficção Americana, não sabe usar a metalinguagem para confrontar preceitos enganosos e enganadores.
E por falar neste aclamado indicado ao Oscar 2024, ele é quase uma resposta direta a essas simulações bregas e ignorantes que o progressismo racial criou com seus debates tolos e mal elaborados destilados na internet. Uma aula de roteiro e uma crítica social afiada, a produção – desenvolvida e lançada antes desta comédia -, é uma reflexão à frente do seu tempo sobre como reduzimos um povo unicamente a sua cor. É como se nós, esses tais “negros mágicos”, fôssemos apenas isso: rabiscos e sketches estereotipados de uma negritude inventada. Como se só pudéssemos ser aquilo que os regentes ideológicos da cultura afro determinaram. Marionetes daqueles mesmo filósofos do Twitter. Pastiches de um povo e não um povo genuíno.
E por fim, a comédia dramática tenta florear e colorir seu debate frouxo fazendo um “somebody love” com seu roteiro, tentando trazer pequenas reflexões sobre a realidade do racismo estrutural. Mas ao invés de verdadeiramente abordar esse problema – real e ainda vigente -, a produção fica nas obviedades, transforma tudo em racismo e se esquece de que tal reducionismo simplesmente apaga os inúmeros casos que de fato acarretam em vítimas. E não se engane, preconceito contra pretos é real e precisa ser combatido. Mas definitivamente não é o que acontece em A Sociedade Americana dos Negros Mágicos.
“Processar luto, processar trauma e lidar com o recomeço são as temáticas do filme”, explica Juliana Rojas sobre Cidade; Campo. Lançado nos cinemas brasileiros no último dia 29 de agosto, o quarto longa da diretora brasileira teve sua estreia mundial, e foi premiado, na 74° Berlinale – Festival de Berlim, em fevereiro deste ano.
Durante o evento na capital alemã, o CinePOP teve a oportunidade de uma entrevista exclusiva com a cineasta antes da sua premiação como Melhor Direção da mostra paralela Encounters. Ao longo do bate-papo, Juliana falou das suas inspirações para o projeto, as causas sociais debatidas, como exploração do trabalho e representatividade lésbica, além de não deixar de lado sua marca registrada: a atmosfera fantasmagórica.
Cidade; Campoconta duas histórias de migração, memória e fantasmas entre a cidade e o campo. Após enchentes devastadoras em sua cidade natal, a trabalhadora rural Joana (Fernanda Vianna) se muda para São Paulo para encontrar sua irmã Tânia (Andrea Marquee), que mora com o neto Jaime (Kalleb Oliveira).
Em um segundo momento, Flávia (Mirella Façanha) e Mara (Bruna Linzmeyer) lutam para recomeçar a vida em uma casa abandonada, mas a primeira desconfia haver algo na mata ao redor da residência e essa suspeita abala o relacionamento entre as duas. Confira abaixo a entrevista com a nossa maior cineasta do horror fantástico brasileiro atualemente.
Um Ponto e o Recomeço
CinePOP: Como você escolheu este título Cidade; Campo, a poética do ponto e vírgula, como uma pausa e recomeço? Você já tinha a intenção de fazer o filme em duas narrativas?
Juliana Rojas: É uma linguagem poética, um ponto e vírgula tem uma pausa, mas também tem uma ideia de continuidade na mesma sentença. É isso que eu queria pro filme, dividido em duas partes, duas histórias com personagens e locais diferentes, mas que tivesse também uma relação entre esses dois espaços e entre os elementos dessas histórias. A motivação do filme é refletir sobre as nossas origens e como isso nos afeta. Além disso, conhecer a existência e a identidade desses dois lugares [cidade e campo].
Relações de Exploração do Trabalho
CinePOP: Você trata nos seus outros filmes Trabalhar Cansa (2011) e As Boas Maneiras (2017) dessa relação do patrão empregado, e agora com a precarização do trabalho com aplicativo, e o que não tínhamos visto antes que é o trabalho rural. Como você teve a ideia de integrar o trabalho do campo nessa sua perspectiva do horror da relação entre as pessoas e o trabalho?
Juliana Rojas: O trabalho rural entra num aspecto diferente do que na cidade; embora tenha a ver com elementos que eu venho falando nos outros filmes, nesse a precarização é o que chamamos de “uberização” da força de trabalho. Acredito que é um elemento interessante da história da Joana [que vem do campo para cidade].
Já o campo acho que tinha a ver com como essas relações de trabalho dentro do campo, mesmo numa lógica de uma fazenda que você está cultivando para você e para vender. Com a chegada opressora dos cultivos de soja, de cana, de milho pelas grandes empresas, que compram espaços gigantescos de terra, isso tem mudado. Existe não somente a questão da agressividade para expulsar o pequeno produtor, mas também a questão ambiental, de como isso afeta e destroi os recursos naturais desses lugares. Os mais vulneráveis sempre são as pequenas comunidades.
Letícia Alassë e Juliana Rojas no Festival de Berlim 2024
Baseada nos Casos de Mariana e Brumadinho?
CinePOP: Um assunto também que acredito que é bastante ousado em Cidade; Campo é falar sobre a tragédia que aconteceu com a ruptura da barragem nas cidades de Minas Gerais. A personagem Joana representa esse sobrevivente que perdeu tudo e tenta recomeçar, é isso muito impactante pra gente relembrar. Quando você decidiu trazer essa essa tragédia para narrativa?
Juliana Rojas: Para mim, a inspiração foram relatos de pessoas que foram vítimas do desastre tanto de Mariana quanto Brumadinho, porque foi algo que me impactou pessoalmente até por eu ter vários familiares, não na região específica, mas em Minas Gerais, então uma região que eu conheço. Essa região foi totalmente destruída, a natureza, o rio, as pessoas, as comunidades, tudo desapareceu.
Acompanhei muito de perto, para mim, além do simbólico, é [uma reflexão de] um desastre causado por uma empresa estrangeira que vem explorar recursos no Brasil e causar um impacto natural extremamente agressivo. Eles destroem os locais e depois seguem em frente, seguem lucrando.
Representa, portanto, muito bem como funciona o capitalismo. Não cito no filme [as cidades] porque não é um filme sobre esses eventos em particular. Apesar de remeter, não achei adequado, porque se eu fosse falar desse episódio particular teria que ser um filme inteiro sobre isso. [Este assunto] é muito complexo e tem muitas camadas e muitos personagens.
Sexualidade Homoafetiva Feminina na Tela
CinePOP: Outro assunto que eu queria trazer é também a ousadia da segunda parte do filme, com o casal Flávia e Mara e a cena de relação sexual entre elas. Atualmente, o público tá muito pudico. Por exemplo, Pobres Criaturas [filme de Yorgo Lanthimos, indicado a 11 Oscars, 4 vitórias], as pessoas reclamam por ter cenas de sexos. Como você decidiu introduzir uma cena que a gente não tá habituado no cinema brasileiro de forma natural, não sendo esta a temática principal. Qual a importância dela no filme ?
Juliana Rojas: A presença dessa cena tem vários aspectos. A história sobre esse casal busca compreender essa mudança de construir a vida nesse outro local, nessa fazenda, após a morte do pai da Flávia. Essa parte é sobre a relação delas e como elas lidam com essa mudança. Era importante tê-las como um casal sapatão e que eu representasse o amor delas, até porque depois dessa sequência começa uma fase da história que elas começam a se afastar. Ou seja, tinha a ver com a construção dramatúrgica dessa segunda parte, além disso acho que tem a ideia também de representação do corpo.
Como a Mirella [Façanha], que faz a Flávia, falou no debate da premiere tem a questão de serem corpos que não são geralmente representados nos filmes e ainda mais em cenas assim, pois são copos sapatões, gordo e negro, portanto existe a importância de criar essas imagens e também a ideia de que o corpo também é um território da gente, um espaço de afeto e identidade.
Cinema de Gênero Brasileiro
CinePOP: Para finalizar, queria falar do aspecto fantasmagórico do filme. Como você encontrou essa atmosfera, teve alguma inspiração? Para mim, remete ao filme Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2010, do Apichatpong Weerasethakul. Você o tinha visto e o teve como referência?
Juliana Rojas: Com certeza, assisti muitos filmes que lidam com fantasmas e com relação à natureza. Buscando inspiração, eu lembro do filme japonês A Floresta dos Lamentos[2007], da Naomi Kawase, e tem a ver com uma personagem num processo de luto e ela recorre a floresta como um significado de espiritualidade, é um filme que me marcou bastante. Tio Boonmee [quer dizer, o cineasta Apichatpong] também gosto muito da cinematografia dele, acho que temos elementos em comum, como a relação entre o passado e o presente, isto é, a memória e o presente, a relação entre a natureza e o urbano, várias coisas, então, com certeza, teve uma inspiração.
CinePOP: Falei que era a última ,mas por curiosidade, depois de Sinfonia da Necrópole[Juliana Rojas, 2014] e agora que tem uma canção original “Alecrim” neste filme, você planeja fazer um filme totalmente musical?
Juliana Rojas: Não, por enquanto não, mas eu adoraria. Tenho vontade sim, tenho vontade de ver um filme totalmente musical. “Alecrim”, do filme, foi minha mãe que compôs a letra e a música
Após alguns cartazes promocionais serem liberados, mostrando todos os heróis do Marvel Studios, um fã se inspirou e criou um cartaz apenas para os vilões da “Casa das Ideias”. O resultado ficou sensacional. Confira:
Enquanto isso, a revista EW divulgou as 15 capas variadas para a edição de ‘Vingadores: Guerra Infinita’. As artes mostram detalhes dos heróis, como a nova armadura do Homem de Ferro e o Peter Parker vestindo o Aranha de Ferro. Confira a galeria:
A rede de cinemas AMC divulgou que ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ terá 2 horas e 36 minutos de duração. A informação ainda não é oficial, mas bate com informações internas da Marvel.
Se isso for verdade, significa que ‘Guerra Infinita‘ será o filme mais longa da Marvel – superando ‘Capitão América: Guerra Civil‘ (2 horas e 27 minutos).
Só nos resta aguardar. Fiquem de olho no CinePOP para novidades!
A trama vai mostrar o vilão Thanos juntando as Jóias do Infinito e declarando guerra contra os Vingadores, que estão separados após os eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil‘.
‘Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas em 26 Abril de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 02 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.
A partir do relato de diferentes gerações, o documentário Abrindo o Armário mostra como os gays, drags queens, e pessoas não-binárias foram enfrentando resistências, conquistando espaços e lutando por direitos para construir uma identidade política, social e coletiva.
[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]
Se você ainda não assistiu o quarto episódio da segunda temporada de Loki, evite esta matéria, pois ela contém spoilers
Diante de toda a enrolação que foi a primeira temporada, ver como um time de roteiristas empenhado em aproveitar cada segundo de tela faz a diferença. A essa altura da série, na temporada anterior, já havia uns dois episódios que pouco avançavam ou desenvolviam a trama. Isso reflete muito na interpretação da temporada como um filme cortado em seis partes. Ficava a sensação de que Michael Waldron não sabia o que estava fazendo (e convenhamos que dados seus outros trabalhos na Marvel, ele provavelmente não sabia mesmo) com o seriado e nem como aproveitar essa oportunidade para desenvolver os personagens e a própria história.
Neste quarto capítulo, a segunda temporada de Loki chegou ao auge das séries do MCU até o momento. Não só por seu ato final avassalador, mas por realmente mostrar uma evolução orgânica e madura de seu protagonista, trazendo alguns dos melhores diálogos de todo o Universo Cinematográfico Marvel. Dando prosseguimento ao gancho do terceiro episódio, a história deste começa revelando o tal segredo que a Senhorita Minutos (Tara Strong) escondia sobre Aquele Que Permanece (Jonathan Majors) a Ravonna Renslayer (Gugu Mbatha-Raw). Como grande mistério até mesmo da temporada anterior, Ravonna foi uma leal comandante das tropas do déspota e teve sua memória apagada após ajudá-lo no que precisava. Obviamente, isso despertou a fúria de uma personagem que está perdida desde que sua realidade foi destruída novamente. É uma das vilãs que tem motivo para isso. Afinal, ela só viveu mentiras e abdicou de sua humanidade por uma mentira da qual ela sequer teve escolha de acreditar ou não. Toda vez que descobriu alguma coisa, foi “resetada” e voltou a sua função. E dessa vez, sendo influenciada pela inteligência artificial psicótica, ela tinha tudo para criar um caos maior. Quer dizer, ainda pode criar, né? Já sabemos que antes de morrer de verdade, as pessoas “podadas” vão para o Vazio. E é provável que voltemos a ver essa dimensão entre as dimensões em breve.
Outro destaque é a Senhorita Minutos. Além de uma referência simples, mas brilhante a Jurassic Park, no momento em que ela tentava tomar o controle da AVT, ela realmente dá seus últimos passos como uma verdadeira inteligência artificial psicopata. Todas as suas aparições no episódio envolvem algum tipo de manipulação sobre outros personagens, mostrando que o livre-arbítrio dado a ela por Aquele Que Permanece a transformou em uma criatura egoísta e focada apenas em criar possibilidades para que ela conseguisse o que queria para si e para seu amado, não se importando com as incontáveis vidas que poderiam ser (e foram) perdidas no caminho.
Ela manipula Ravonna, manipula – literalmente – os sistemas da AVT, colapsando o Tear Temporal, e seu último gesto “em vida” é olhar para um confuso Victor Timely (Jonathan Majors) e dizer que ele nunca será Aquele Que Permanece. Isso foi uma mistura de deboche com desafio, que certamente poderia ter moldado uma mente mais fraca a seguir o rumo desejado por ela. E cá entre nós, o fim dado a ele foi heroico, mas nada garante que ele tenha realmente morrido em sacrifício. Isso sem contar um dos momentos mais tensos de toda a produção até aqui, que foi ela sorrindo e se divertindo ao ver os Homens-Minutos e a Dox sendo triturados na sua frente.
Essa cena, inclusive, foi muito bem executada ao usar do poder da sugestão para criar um cenário devastador sem precisar mostrar o que estava acontecendo. Dessa forma, eles souberam construir o suspense por meio da sonorização de ossos quebrando e sangue escorrendo, auxiliado pelo olhar sinistro da “reloginha assanhada”, não interferindo na classificação indicativa da série e causando o mesmo efeito de choque no público.
E a condução do episódio soube usar magistralmente o senso de urgência. Houve alguns momentos de leveza que foram imediatamente cortados pela Sylvie(Sophia Di Martino), que fez aquele papel de “mãe mandona”, trazendo os personagens de volta para a realidade em momentos de breve desconexão, como no momento em que Ouroboros (Ke Huy Quan) e Timely enfim se encontraram, criando um leve paradoxo e levando a um pedido mútuo de autógrafos, ou no ainda mais absurdo momento, em que tudo poderia acabar repentinamente e Mobius(Owen Wilson) sugere que eles esperem comendo uma torta. O esculacho dado pela Sylvie é tão intenso que certamente até outras variantes dele sentiram o esporro em suas realidades. E o melhor de tudo é que isso leva diretamente para o momento mais espetacular de toda a franquia Loki no Disney+.
Mas antes de falar sobre esse momento em especial, preciso abrir um parênteses aqui para comentar uma referência muito boa desse momento do encontro de OB com Victor. Quando eles estão conversando e o simpático nerdzinho explica que todo seu conhecimento registrado no Manual da AVT veio das ideias geniais de Victor Timely, o próprio cientista diz que suas ideias vieram dos ensinamentos de Ouroboros, criando um baita de um paradoxo. Em uma frase simples, OB diz que é uma situação muito complexa, como uma cobra mordendo seu próprio rabo. Isso pode ter passado despercebido, mas remete ao próprio Ouroboros da mitologia nórdica. Nela, a entidade Ouroboros é representada como uma serpente gigantesca, que circunda a Terra e… Morde o próprio rabo.
Dito isso, o esculacho que a Sylvie dá em Mobius deixa o coitado do agente estático. Já é a segunda vez na série que jogam na cara dele que ele jamais teve a curiosidade de ir atrás de sua vida de verdade em sua linha do tempo. E como já visto anteriormente, é uma questão muito particular para ele – e a série sabe disso. Na verdade, detalhes da produção indicam que ele irá para ela antes do fim da temporada, visto que o “card” do ator Owen Wilson nos créditos finais traz um papel escrito “Awake” (desperte ou acorde) e há um frame no trailer da série que traz o Loki em frente a uma loja de motos aquáticas chamada “Piranha”. E como todos sabemos, Mobius tem um fascínio fora do comum por Jet-skis.
De qualquer forma, Loki percebe o descontrole da Sylvie e vai atrás dela, que ironicamente acabou parando na lanchonete, onde eles comeriam torta. Em um momento espetacular, o Deus da Trapaça abre o jogo e diz que ela precisa acreditar mais no que eles estão fazendo, porque apesar dos horrores que a AVT já fez, eles estão lutando pela sobrevivência do máximo de ramificações possíveis e que se ela só seguir com essa história de matar quem aparecer pela frente, se seguir dominada pelo ódio, tudo que vai conseguir é uma inevitável destruição. Vale lembrar que esse Loki não é o mesmo que foi morto pelo Thanos(Josh Brolin) em Vingadores: Guerra Infinita (2018). Ele saiu diretamente de 2012, então não viveu a morte da mãe, as traições feitas ao irmão, a destruição de Asgard e nem mesmo as lições de companheirismo e perdão que teve com seu irmão Thor (Chris Hemsworth) em seus últimos dias. E ainda que soubesse seu destino, ele compreendeu e aprendeu sobre a vida e as perdas na marra. Ele compreendeu que não é mais um vilão, ao mesmo tempo que não consegue se enquadrar como herói, porque suas ações influenciam diretamente na morte de trilhões. Como o próprio diz para Sylvie, concluindo o diálogo mais impactante da franquia, “nós somos Deuses”. E como um Deus, ele está disposto a tudo para garantir o destino das vidas desconhecidas que estão nas mãos deles. Não para adorá-los, conforme alguns deuses do MCU usariam como justificativa, mas porque todos merecem uma chance. Ele é O anti-herói.
Em meio ao caos gerado pelo colapso da Senhorita Minutos, que é resetada pelo OB, liberado o uso de magia na AVT, Loki e Sylvie tentam chegar à sala do Tear Temporal, atingindo o futuro que foi mostrado no comecinho da série, quando Loki ainda ficava viajando no tempo sem controle. Na época, não havia ficado claro como ele teria sido podado no momento exato para retornar ao então presente, mas aqui é mostrado que foi o próprio Loki quem o fez, criando mais um paradoxo forte.
E então chega a hora do gancho que deixou todos atônitos. OB, Casey e Victor Timely trabalharam juntos para solucionar o colapso do Tear Temporal, achando uma solução que alargaria os anéis temporais da máquina, mas teria que ser instalado no aparelho emissor urgentemente, porque o Tear colapsaria em alguns momentos. O problema é que a radiação temporal do caminho era fortíssima, o que certamente arrancaria a pele e envelheceria quem passasse por lá. Loki assume a responsabilidade, mas Timely diz que ele deve ir, porque ninguém conhece a máquina mais do que ele. E caso haja algum problema, ele poderia resolver. Só que ele é destruído pela radiação no exato momento em que pisa na pista, dando início a uma incursão de realidades, cujos efeitos ainda são desconhecidos no MCU.
A condução dessa reta final do episódio é espetacular. Você sente o desespero tomando conta de cada personagem em tela. Para isso, a direção abusa dos planos americanos, o que destaca as expressões dos atores diante do provável apocalipse. Então, quando as realidades colapsam, o episódio termina com um close de Loki (Tom Hiddleston), com lágrimas nos olhos, encarando o fim certo, iniciando sua jornada rumo ao mistério.
Os novos episódios deLoki estreiam toda quinta noDisney+.
Toda quinta-feira é dia de #TBT lá nas redes vizinhas, então, a partir de hoje toda quinta-feira também será dia de vocês, queridos leitores, encontrarem aqui no Cinepop uma dica #TBT: bons filmes e séries lançados antes do ano anterior (no caso, de 2022 para trás) para você conferir nos streamings, afinal, é tanta coisa boa sendo lançada que a gente até acaba deixando passar umas preciosidades por aí né. E como estamos no mês do recesso escolar, vamos começar com o longa de aventura ‘Esquadrão Secreto’, atualmente disponível para assistir no Telecine, na AppleTV+ e na Paramount+.
Jack (Owen Wilson) estava acampando tranquilamente com sua família quando uma colisão no céu faz com que um piloto caia no meio da floresta. Como um bom cidadão, Jack se aproxima do piloto na tentativa de ajudá-lo, sem saber que com isso seria contaminado com um objeto alienígena que lhe daria superpoderes. O tempo passa e Jack acaba se tornando um grande super-herói que auxilia nos conflitos mundiais constantemente – e, consequentemente, acabou se afastando de sua própria família. Em um determinado final de semana em que deveria passar algum tempo com seu filho Charlie (Walker Scobell), Jack recebe um chamado e precisa sair. Revoltado, Charlie decide chamar seus amigos para a casa do pai, sem imaginar que pessoas malvadas estariam rastreando o sinal para descobrir a verdadeira identidade do herói.
‘Esquadrão Secreto’ é um filme com um roteiro simples e um plot bem mastigado voltado para a garotada aí na faixa dos 10, 12 anos. E para atrair esse público não faltam referências ao universo cinematográfico dos super-heróis que vem conquistando os cinemas nas duas últimas décadas: temos desde o traje que lembra o Homem de Ferro a até mesmo a presença do ator Michael Peña, rostinho conhecido dos filmes da Marvel e também produtor de filmes como ‘Dora e a Cidade Perdida’, como o grande vilão que age de maneira infantil ao ponto de os jovens protagonistas se sentirem confortáveis em brigar com ele. O longa também traz Jesse Williams, o bonitão de ‘Grey’s Anatomy’, como um dos soldados malvados.
‘Esquadrão Secreto’ era uma das grandes apostas da Paramount+ para os cinemas em 2023, mas que acabou indo direto para o streaming brasileiro esse ano, mesmo tendo sido lançado lá fora no ano passado. Mas não se engane: o filme possui efeitos especiais bem-feitos que não deixa nada a desejar a outras produções do gênero. Mesmo tendo Owen Wilson e Michael Peña no elenco, o protagonismo recai mesmo sobre os quatro jovens atores que conduzem o enredo – Walker Scobell,Keith L. Williams, Momona Tamadae Abby James Whiterspoon –, lembrando produções como ‘Pequenos Espiões’ e ‘D.P.A.’.
O roteiro de Ariel Schulman, Henry Joost, Josh Koenigsberg e Christopher L. Yost parte do gênero da aventura e o mescla com boas pitadas de humor do universo juvenil, por vezes inserindo até piadas escatológicas para agradar ao público mais jovenzinho. Com esse pano de fundo o roteiro também aborda questões de amadurecimento juvenil pertinentes à idade, como lidar com pais separados, amores platônicos e a aceitabilidade social no meio escolar.
‘Esquadrão Secreto’ é bem desses filmes de férias mesmo. Através da aventura com ficção científica e toques de humor o longa agrada e se torna uma boa opção de sessão da tarde durante o recesso escolar.
Uma franquia de terror é normalmente tão forte quanto a presença de seu vilão. Em ‘A Morte te Dá Parabéns’, o assassino esconde sua identidade por trás de uma bizarra máscara de bebê, porém, o diretor Christopher Landon declarou que, antes de decidir como seria a máscara, havia pensado originalmente na imagem de um porco.
Quando estávamos em pré-produção [do primeiro filme], estava tentando decidir o que seria icônico para uma máscara. Creio que todos os grandes filmes slasher devem ter máscaras memoráveis e, à época, eu e minha parceira estávamos grávidos, e foi aí que pensei no bebê. Então fui até o nosso designer, Tony Gardner, e dei essa ideia a ele.
Considerando a história do filme, que se passa no aniversário de Tree e a coloca em uma espécie de looping temporal, escolher a máscara de bebê teve sua contribuição para o filme: Tree renascia a cada morte, voltando para o mesmo dia.
Enquanto isso, a imagem do porco como disfarce já foi utilizado em diversos outros filmes de terror, incluindo ‘Motel Diabólico’ e a franquia ‘Jogos Mortais’.
. Jessica Rothe, que interpretou a protagonista do primeiro filme, Tree Gelbman, retorna para a sequência.
Em entrevista ao site ComicBook.com, o diretor Matthew Vaughn revelou que a prequela ‘King’s Man: A Origem’ trará uma nova perspectiva para as cenas de ação em relação aos primeiros filmes.
“Tivemos [que mudar]”, ele comentou. “Tentamos reinventar a luta de espadas, por assim dizer. Fizemos algumas sequência de luta muito boas, e a as armas… Bom, ainda são revólveres”.
Quando os criminosos mais cruéis da história se reúnem para tramar uma guerra para roubar milhões, um homem deve correr contra o tempo para detê-los. Descubra as raízes da primeira agência de inteligência independente em ‘King’s Man: A Origem‘.
O elenco também inclui Ralph Fiennes, Liam NeesonAaron Taylor-Johnson, Harris Dickinson, Gemma Arterton, Rhys Ifans, Matthew Goode e Stanley Tucci.
Dirigido porMatthew Vaughn, ‘The King’s Man’ tem previsão de estreia para 14 de fevereiro de 2020 nos EUA.
O compositor Nathan Halpern divulgou recentemente uma das tracks originais do novo e perturbador terror ‘Devorar’.
Intitulada “Tempest”, a faixa mistura elementos clássicos e contemporâneos, criando assim uma angustiante atmosfera.
Ouça:
A Lakeshore Records também divulgou a tracklist oficial do álbum.
Confira:
1. Siren Call (1:24)
2. The Glass House (0:45)
3. Disquiet (0:55)
4. Swallow (2:01)
5. Something Unexpected (2:25)
6. Temptation (1:28)
7. Equilibrium (0:57)
8. Invasion (2:02)
9. Observation (0:49)
10. Dread (0:39)
11. Can’t Help It (0:33)
12. Precipice (0:54)
13. Hidden (0:51)
14. Tempest (1:32)
15. Love And Acceptance (1:52)
16. Panic (1:17)
17. Descent, Pt. 1 (1:17)
18. Descent, Pt. 2 (0:42)
19. They’re Expecting Us / Empty Nest (1:45)
20. Woods (1:39)
21. I Miss You Too (0:54)
22. Transition (1:01)
23. The Glass House (Reprise) (0:48)
O filme é dirigido e escrito por Carlo Mirabella-Davis.
Hunter (Haley Bennett) é uma dona de casa que engravidou recentemente e se vê cada vez mais viciada em se alimentar de objetos perigosos. Enquanto o marido e a família reforçam o controle sobre sua vida, Hunter deve enfrentar o segredo sombrio por trás de sua nova obsessão.
‘Pódio para Todos’ conta a história extraordinária dos Jogos Paralímpicos. Dos escombros da Segunda Guerra a terceiro maior evento esportivo do planeta, as Paralimpíadas deram início a um movimento global que continua mudando a perspectiva da sociedade sobre deficiência, diversidade e potencial humano.
Para promovê-la, a plataforma de streaming divulgou um vídeo de bastidores em que o elenco protagonista descreve seus personagens em apenas três palavras.
Jenkins foi o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme por seu trabalho em ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’. Ele também é responsável por outro recente ganhador da premiação, o drama ‘Se a Rua Beale Falasse’.
A produção é ambientada em um universo alternativo no qual a Undergroud Railroad, a série de rotas e casas seguras para as quais os escravos costumavam escapar no século XIX, é uma ferrovia de verdade com trens, maquinarias e mais.
Cora não consegue imaginar o mundo que há além da fazenda de algodão ― e nem poderia. Das poucas coisas que lhe era permitido saber, ela sabia que a Geórgia não era um estado amigável para fujões. As cores do sangue derramado e o som dos gritos dos escravos eram claros na sua mente, e seus sonhos eram habitados pela angústia de suas companheiras de senzala. Em uma alma sedenta por liberdade, qualquer convite para ver o mundo além das cercas parece uma fonte cristalina. Cora não sabia dos segredos que se escondiam nas veias de seu país. Até que Caesar, um jovem escravo, contou-lhe sobre a ferrovia subterrânea que os levaria até os Estados Livres, onde não há mais escravidão. Cora terá que atravessar os Estados Unidos e enfrentar terríveis desaventuras. Mas nada pode conter sua coragem para transgredir as condições que lhe foram impostas – ela fará de tudo para ser livre.
A Amazon Prime divulgou hoje (08) o teaser oficial da 6ª e última temporada da aclamada série sci-fi‘The Expanse’.
O vídeo revela que os novos episódios estreiam no dia 10 de dezembro.
Confira:
Criada por Mark Fergus e Hawk Ostby, a série foi cancelada pelo SyFy depois de apenas três temporadas, mas posteriormente foi resgatada pela Amazon Prime.
Situada 200 anos no futuro, a história acompanha a luta de um detetive e o capitão de uma nave para desvendar uma das grandes conspirações da história da humanidade. Os seres humanos colonizaram os planetas do Sistema Solar. No entanto, estão longe de viverem em paz. Tensões sociais e políticas comprometem a vida de diversas colônias, que não aceitam a dependência da Terra e de Marte e da influência política e militar que eles exercem sobre os demais habitantes do sistema solar.
Mais um grande antagonista está chegando à série ‘Titãs’!
Através do Instagram, o ator Joseph Morgan(‘The Vampire Diaries’) revelou a primeira imagem oficial de Sebastian Blood/Irmão Sangue para a 4ª temporada do popular show, confirmando que o personagem será o principal vilão do novo ciclo.
Para aqueles que não conhecem, Blood foi introduzido na série animada ‘Jovens Titãs’, de 2003, e posa como um sacerdote sedento por poder que se torna um adversário recorrente de Ciborgue. Na série, ele é descrito como um homem “inteligente, introvertido e com um lado obscuro”.
Morgan havia sido confirmado no elenco algumas semanas atrás, ao lado deFranka Potente (‘Claws’) e Lisa Ambalavanar (‘The A List’).
Potente será May Bennett, um membro de alto escalão da Igreja de Sangue. Descrita como uma mulher no auge físico, ela é considerada uma predadora que está determinada a cumprir uma misteriosa missão.
Ambalavanar será Jinx, uma criminosa com conhecimentos em magia negra e com um talento especial para manipular os outros e causar caos.
Confira o anúncio:
Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix.
A trama segue jovens heróis do Universo DC enquanto eles crescem e se encontram em uma versão sombria da franquia clássica dos Jovens Titãs. Dick Grayson e Rachel Roth, uma jovem garota especial possuída por uma estranha escuridão, acabam no meio de uma conspiração que pode trazer o Inferno para a Terra. Eles se juntam à cabeça-quente Estelar e o amável Mutano. Juntos, eles se tornam uma família e uma equipe de heróis.
Kelsa (Eva Reign) é uma adolescente trans que está trilhando seu caminho para o último ano do Ensino Médio. Linda e cheia de confiança, ela é a crush de seu tímido colega de classe Khal (Abubakr Ali), que precisa tomar toda sua coragem para chamá-la para sair e viver os altos e baixos do amor na adolescência.
O Prime Video divulgou o novo trailer oficial da 3ª temporada de ‘Jack Ryan‘, série estrelada pelo John Krasinski (‘Um Lugar Silencioso’).
Confira, junto ao cartaz:
O próximo ciclo vai estrear oficialmente no dia 21 de dezembro.
Composta por 8 episódios, a terceira temporada mostrará o personagem titular “em fuga e em uma corrida contra o tempo. Jack é acusado em uma grande conspiração e se torna um fugitivo. Agora, caçado por todos os lados, ele é forçado a se esconder para se manter vivo enquanto tenta prevenir um enorme conflito global”.
Vale lembrar que a série já está renovada para a 4ª (e última) temporada!
Criada por Carlton Cuse e Graham Roland, a série traz o protagonista dos livros de Tom Clancy, mas não é realmente baseada em nenhuma trama escrita pelo autor.
Jack Ryan (Krasinski) é um analista promissor da CIA que segue um padrão de comunicações terroristas, levando à descoberta de uma estratégia intrincada que tem como meta a destruição global.
‘Black Mirror’ se tornou uma das maiores sensações televisivas do século – e não foi por qualquer motivo. A série, criada por Charlie Brooker, oferece uma perspectiva catastrófica dos avanços da tecnologia e da submissão do ser humano a uma entidade que, cada vez mais, controla nossas vidas.
Não é surpresa que, após a estreia da produção em 2011, ela tenha se transformado em uma sensação inimaginável, migrando para o mainstream e sendo adquirida pela Netflix para a construção de episódios futuros. E, apesar da qualidade da série ter decaído consideravelmente nesta última década, é sempre bom nos recordarmos dos tempos de glória do show – e de como ficamos paranoicos com algumas mensagens promovidas pelas histórias.
Pensando nisso, montamos um ranking dos dez melhores episódios de ‘Black Mirror’.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:
10. “METALHEAD”
“Metalhead” é um subestimado episódios que, de fato, merecia mais reconhecimento do que tem. Desde sua incrível construção estética – mergulhada no neo-noir sci-fi e na escolha monocromática da montagem – até a potente narrativa, a iteração presta homenagem a franquias como ‘O Exterminador do Futuro’ ao construir um futuro pós-apocalíptico em que as máquinas (ou, no caso, cachorros robóticos) se voltam contra os humanos e têm como única missão exterminá-los. Ainda que não totalmente original, o resultado é bastante positivo e termina com um cliffhanger dilacerante.
9. “USS CALLISTER”
Trazendo inúmeras referências a ‘Star Trek’, “USS Callister” veio sem muito barulho, causando uma impressão bastante positiva ao estrear na Netflix em dezembro de 2017. Contando com nomes como Jesse Plemons e Cristin Milioti no elenco, o episódio utiliza com maestria suspense, comédia e drama, promovendo uma exaltação saudosista de incursões sci-fi à medida que discorre sobre um frustrado homem que cria uma simulação realista ambientada numa espaçonave – onde seus colegas de trabalho são membros de uma tripulação e devem obedecer a seus comandos. O capítulo, inclusive, trouxe reflexões interessantes sobre abuso de poder e levou para casa quatro estatuetas do Emmy, incluindo Melhor Filme Televisivo.
8. “HANG THE DJ”
No futuro, o relacionamento entre as pessoas é metrificado através de um aplicativo de última geração – que indica a porcentagem de compatibilidade e até mesmo a duração de namoros com determinado parceiro. Mas isso não é o suficiente para Amy (Georgina Campbell) e Frank (Joe Cole) que, lutando contra o status quo que lhes é imposto, fazem de tudo para deixar as coisas rolarem, por mais que enfrentem obstáculos no meio do caminho. Inspirado pela era do streaming, o episódio foi indicado a três categorias do BAFTA e trouxe uma esperançosa reviravolta que suavizou o pesado ritmo de ‘Black Mirror’.
7. “THE ENTIRE HISTORY OF YOU”
“The Entire History of You” é ambientado em um futuro onde uma nanotecnologia de ponta registra os sentidos audiovisuais das pessoas, permitindo que uma pessoa revise suas memórias. O advogado Liam (Toby Kebbell) participa de um jantar com sua esposa Ffion (Jodie Whittaker), ficando desconfiado ao vê-la interagir zelosamente com um amigo dela, Jonas (Tom Cullen). Isso o leva a examinar suas memórias e as afirmações de Ffion sobre a natureza de seu relacionamento com Jonas. Com twists de arregalar os olhos e uma análise pungente sobre confiança e abandono, o episódio definitivamente não poderia ter sido deixado de fora da nossa lista.
É notável como a 3ª temporada de ‘Black Mirror’ é uma das grandes conquistas do circuito televisivo contemporâneo – contando com episódios simplesmente apaixonantes, derradeiros e angustiantes. “Hated in the Nation” é um desses exemplos: o thriller neo-noir acompanha duas detetives investigando mortes misteriosas que estão atreladas ao crescente uso de abelhas-robôs utilizadas para polinização. As vítimas são escolhidas em uma sórdida enquete online em que pessoas de caráter duvidoso e condenável são escolhidas como as “mais odiadas da nação”, tendo seu destino selado de uma vez por todas.
5. “SAN JUNIPERO”
‘Black Mirror’ pode não ter muitas histórias felizes, mas “San Junipero” foge dessa premissa engessada e se consagra como uma cândida trama romântica sci-fi que superou todas as nossas expectativas. Vencedor de duas estatuetas do Emmy Awards, o episódio apresenta uma “cidade-resort” chamada San Junipero, onde Yorkie (Mackenzie Davis) e Kelly (Gugu Mbatha-Raw) se conhecem e começam a se apaixona. A cidade é uma realidade simulada em que pessoas mais velhas podem viver para sempre, mesmo após a morte – e todas as questões existencialistas promulgadas pelo capítulo foram alvo de grande comoção pelos críticos e pelo público.
4. “NOSEDIVE”
“Nosedive” abriu com sucesso a 3ª temporada – e conquistou os fãs pela proximidade com a realidade. A trama, comandada por ninguém menos que Joe Wright (‘Orgulho e Preconceito’), é situada em um futuro próximo em que as pessoas possuem implantes córneos e utilizam um aplicativo de celular para avaliarem os outros a seu redor com um valor entre uma e cinco estrelas. Dentro desse complexo cosmos, Lacie (Bryce Dallas Howard) tenta ao máximo conseguir a pontuação necessária para comprar a casa dos sonhos e, além disso, se prepara para o casamento de uma velha amiga de infância. É a partir daí que tudo degringola – e Lacie se vê pega em uma burocracia que pode destruir a sua vida.
3. “WHITE BEAR”
Uma mulher acorda em uma casa e não tem ideia de como foi parar lá – ou até mesmo de quem é. Ao sair, ela percebe que várias pessoas a estão observando, gravando seus movimentos com aparelhos de celular, como se estivessem em transe. Os problemas aumentam quando ela começa a ser caçada por homicidas sedentos por sangue – aliando-se a uma jovem para tentar fazer com que tudo volte à normalidade. O que ela não imaginava é que tudo não passava de uma encenação, uma simulação criada para que ela revivesse o mesmo dia várias vezes como forma de punição pelos crimes que cometeu no passado.
2. “THE NATIONAL ANTHEM”
O capítulo que deu início a tudo. “The National Anthem” é uma das incursões televisivas mais bizarras da memória recente e, por essa razão – e por sua reviravolta aplaudível -, configura-se como um dos grandes episódios da antologia. Na trama, um membro da família real britânica é sequestrado e, para soltá-la, o criminoso exige que o primeiro-ministro performe atos sexuais com um suíno para todo o país através de uma transmissão ao vivo – levando-o a colocar em xeque os próprios valores e o que significa ser um grande líder. Aclamado pelos especialistas, o episódio deu o tom da série como um todo e deixou bem claro que finais felizes não seriam uma opção.
1. “WHITE CHRISTMAS”
Em dezembro de 2014, Brooker e seu time criativo aproveitaram a popularização dos “especiais de fim de ano” para lançar o episódio (ou longa-metragem, como preferir) “White Christmas”. Considerado como uma das melhores iterações da antologia, a trama gira em torno de dois homens (interpretados por Jon Hamm e Rafe Spall) que escondem segredos obscuros e que compartilham de suas respectivas histórias em uma tarde de Natal, isolados em uma cabana no meio do ártico. Entretanto, como já podemos imaginar, nada é o que parece ser – e as consequências de suas confissões são desastrosas.
O final dos anos 2000 e começo dos anos 2010 foi marcado por uma ascensão considerável de narrativas distópicas e pós-apocalípticas jovem-adultas, em que o mundo era remodelado através de uma visão pessimista e assustadoramente reflexiva em relação à nossa realidade. Podemos citar, por exemplo, a popularização de ‘Maze Runner’ ou ‘Divergente’ como sagas literárias que conquistaram o público e ajudaram a exponenciar esse subgênero – mas, sem sombra de dúvida, é ‘Jogos Vorazes’ quem detém a maior legião de fãs e que permanece como um estandarte político-social para a geração que cresceu com os livros.
Lançado em 2008 e chegando ao Brasil mais de um ano depois, o primeiro volume da série assinada por Suzanne Collins se consagrou como uma ótima obra que, em pouco tempo, ganhou adaptação para as telonas. A trama, ambientada no futuro, nos leva para o fictício país intitulado Panem (outrora conhecido como América do Norte), que ainda lida com as consequências de uma devastadora guerra civil que matou milhões de pessoas. Após o fim das sangrentas batalhas, o território ficou dividido entre a Capital e os Distritos, cuja tirânica dinâmica colocava estes como vassalos àquela e obrigados a escolher dois tributos, um de cada sexo, para participarem dos Jogos Vorazes – uma competição em que os jovens deveriam se enfrentar e se matar até restar apenas um -, como forma de reafirmarem sua subserviência e se expurgarem dos “pecados” que cometeram.
Dentro desse cosmos, acompanhamos Katniss Everdeen (eternizada por Jennifer Lawrence nos filmes), uma jovem do Distrito 12, o mais flagelado pela guerra e o mais empobrecido de todos, que se voluntaria como tributo dos Jogos após a irmã, Primrose (Willow Shields), ser sorteada como uma das participantes. Ao lado de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), um antigo conhecido que também é selecionado como tributo, ela embarca em uma jornada derradeira em que nem tudo é o que parece ser – e ela pode ser um dos símbolos de uma transformação revolucionária que colocará o poder da Capital e de seu presidente, Coriolanus Snow (Donald Sutherland), em xeque.
Enquanto o romance original teve recepção sólida por parte dos especialistas, o filme nos chamou a atenção pela fidelidade à história e por conseguir traduzir de forma competente um universo que se tornaria um grande sucesso de crítica e de bilheteria – ora, não é surpresa que caminhamos para a releitura de ‘A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes’, que se passa décadas antes dos eventos protagonizados por Katniss. E, ao longo de quase duas horas e meia, o diretor Gary Ross captura com exímia a essência dos escritos de Collins e nos convida a uma intrigante e dilacerante aventura que nos desperta discussões importantes – fossem à época do lançamento, fossem agora.
São inúmeros os elementos que roubam a atenção – a começar pela sólida direção de Ross, que se une à autora para ficar responsável pelo roteiro. É notável como o realizador tem um apreço pela história e a conhece a fundo, reunindo-se com um grupo talentoso para nos vender o que se propõe. E claro que isso não seria possível sem o talento inato de Lawrence como a personagem titular, dominando cada uma das cenas e conquistando inúmeras indicações e prêmios por sua interpretação – afinal, ela mergulha na construção de Katniss sem deixar de lado certas incursões que oferecem mais profundidade a ela. E, acompanhando-a de perto, temos interpretações incríveis de Woody Harrelson como Haymitch Abernathy, mentor de Katniss e Peeta; Elizabeth Banks como Effie Trinket, escolta dos dois tributos que, pouco a pouco, se transforma em uma amiga importante (ainda mais tendo informações muito importantes de dentro da estruturas da Capital); Sutherland em uma de suas atuações mais memoráveis e vilanescas como o Presidente Snow; Hutcherson em uma empática e comovente performance como Peeta; Stanley Tucci e Lenny Kravitz como os coadjuvantes Caesar Flickerman, apresentador dos jogos, e Cinna, estilista que fica responsável por causar um impacto significativo na relação entre os patrocinadores e Katniss; e vários outros.
Mesmo com problemas óbvios de ritmo e de estruturação, os pontos positivos têm mais força. Para além das já mencionadas atuações, a composição sonora é on point e inclusive conta com uma belíssima faixa assinada por Taylor Swift e The Civil Wars, “Safe & Sound”; a composição cênica e fotográfica aposta fichas em uma certa construção documentária que fornece mais realismo ao universo criado – aliadas a uma direção de arte que oscila entre as calamidades da guerra para os Distritos e a superficialidade ególatra e hedonista da Capital; o roteiro, apesar de se valer de fórmulas, emerge como um ponto imprescindível para uma história de origem que é explorada em todo seu potencial.
‘Jogos Vorazes’ marcou uma geração inteira e, anos depois do lançamento do livro e do longa, continua como um ótimo início de uma ótima franquia que merece ser revisitada pelas reflexões promovidas e por um frescor audiovisual e literário que influenciaria inúmeras produções posteriores.
A série foi criada e escrita por David West Read (‘Schitt’s Creek’).
Baseada no romance homônimo de M.O. Walsh, ‘The Big Door Prize’ conta a história de uma pequena cidade que muda para sempre quando uma máquina misteriosa aparece no armazém local, prometendo revelar o verdadeiro potencial de vida de cada residente.
Em uma recente entrevista ao ComicBook.com, o famoso astrofísico Neil deGrasse Tyson voltou a comentar sobre filmes de super-heróis e aproveitou para apontar qual clássico título é o mais irrealista – cientificamente falando: ‘Superman’.
O clássico longa-metragem de 1978, estrelado por Christopher Reeve, tornou-se uma das melhores produções baseadas em quadrinhos da história do cinema; todavia, segundo Tyson, algumas das cenas mais memoráveis da produção seriam catastróficas caso, de fato, possíveis de serem realizadas.
“É definitivamente ‘Superman’, quando ele voa ao contrário em volta da Terra e volta no tempo. Por favor, né?”, ele afirmou.
A cena a que o astrofísico se refere acontece nos momentos finais do filme, quando Eve Teschmacher liberta Superman, que havia sido preso por Lex Luthor, e o herói voa para parar um míssil que havia sido lançado para Nova Jersey. Ele consegue lançá-lo para o espaço com sucesso, mas erra um outro míssil na direção oeste, que causa grandes terremotos na Califórnia. O herói consegue lidar com a catástrofe e salvar outras pessoas, mas Lois acaba presa em seu carro durante um tremor e sufoca. Atormentado, Superman voa ao redor da Terra para reverter o tempo, permitindo-lhe evitar a morte de Lois e também do míssil.
“OK, então ele voa de volta ao redor da Terra. O tempo se inverteu. Se ele tivesse desacelerado a Terra e parado, ele teria matado um bilhão de pessoas porque todos os oceanos teriam invadido os continentes – e tudo isso é no interesse de salvar Lois”, Tyson continua. “Então, em termos de violação de todas as leis conhecidas da física, isso é o máximo. O resto são coisas mágicas que talvez um dia descobriremos como fazer. Você sabe, como… Doutor Estranho. Você veja, eu prefiro o Rick de ‘Rick e Morty’, porque quando ele abre esses portais, ele usa ciência real, enquanto o Doutor Estranho usa magia. Então, é a ciência real que estou usando aqui”.
Vale lembrar que ‘Superman’ será reexibido nos cinemas nacionais entre os dias 26 de setembro e 02 de outubro.
Dirigido por Richard Donner, o filme traz consigo a emoção de reviver uma obra atemporal, considerada extremamente importante para ascensão dos filmes de super-herói ao longo das últimas décadas.
Lançado há mais de 40 anos, o filme traz Reeve como o herói titular que, na trama, luta contra seu arqui-inimigo, Lex Luthor, vivido por Gene Hackman.
A reexibição também prepara os fãs do herói para o documentário ‘Super/Man: A História de Christopher Reeve’. Com estreia marcada para 17 de outubro, a produção detalha a trajetória do intérprete do personagem, apresentando uma história nunca contada antes com registros e bastidores exclusivos.
Nos últimos dias, chegou ao catálogo da Apple TV+ um ambicioso projeto intitulado ‘Entre Montanhas’, estrelado por Miles Teller, Anya Taylor-Joy e Sigourney Weaver.
Na trama, dois agentes altamente treinados (Teller e Taylor-Joy) são designados para trabalhar em torres de guarda em lados opostos de um grande e supersecreto desfiladeiro, protegendo o mundo de um mal misterioso que se esconde em seu interior. Eles se conectam à distância enquanto tentam permanecer vigilantes na defesa contra um inimigo obscuro. Quando a terrível ameaça à humanidade é revelada, eles precisam trabalhar juntos em um desafio de força física e mental para manter o segredo dentro do desfiladeiro antes que seja tarde demais.
O filme nos chamou a atenção pela mistura de gêneros, mas por se portar como uma obra despretensiosa e que cumpre a promessa de entreter os assinantes da plataforma. E um dos elementos que mais desponta no longa é o fato dele ser pincelado com o melhor dos thrillers de conspiração.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando cinco filmes similares para você conferir nos streamings.
Veja abaixo as nossas escolhas:
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO (1997)
Onde assistir: Prime Video (Aluguel)
Apesar de uma recepção mista por parte da crítica, ‘Teoria da Conspiração’ se tornou um clássico cult com o passar dos anos e, até hoje, é relembrado como um dos mais famosos suspenses políticos dos anos 1990. Dirigido por Richard Donner, a obra trouxe nomes como Mel Gibson, Julia Roberts e Patrick Stewart no elenco – além de ter arrecadado US$137 milhões ao redor do mundo.
Na trama, Jerry Fletcher, taxista da cidade de Nova York, é um especialista em teorias da conspiração paranoicas. Ele está apaixonado por Alice Sutton, advogada do governo. Ele é capturado e submetido a testes pelo Dr. Jonas e percebe que há uma conspiração real. Depois de escapar, Jerry pede a ajuda de Alice, mas ela fica em dúvida se ele descobriu mesmo uma ameaça verdadeira ou é apenas louco.
V DE VINGANÇA (2005)
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Dirigido por James McTeigue em sua estreia no circuito de longas-metragens, ‘V de Vingança’ é um dos filmes mais adorados dos anos 2000 – principalmente pelas reflexões políticas que promove. Elogiado pela crítica especializada, a produção trouxe nomes como Hugo Weaving e Natalie Portman ao elenco e se consagrou como um grande marco na cultura popular, ainda mais entre os grupos anti-establishment.
O filme, baseado na HQ escrita por Alan Moore em 1982, mostra a Inglaterra sob o controle de um regime tirânico. Nela, as pessoas são vigiadas constantemente pelo Estado no estilo de 1984, de George Orwell. Neste cenário de opressão surge o codinome V. Vestido com uma capa e máscara ele enfrenta o sistema com táticas de guerrilha terrorista e representa a única esperança de liberdade contra o fascismo que impera.
O CÓDIGO DA VINCI (2006)
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Há uma década e meia, o mundo parava para assistir ao controverso ‘O Código Da Vinci’, drama de mistério estrelado por Tom Hanks e Audrey Tautou que se tornou um dos títulos mais adorados do público. A trama é centrada no simbologista Robert Langdon (Hanks), que é contratado para investigar um assassinato no museu do Louvre, que tem ligação com um mistério milenar envolvendo a linhagem de Jesus Cristo e o Santo Graal – cujas descobertas poderiam até mesmo comprometer o cristianismo.
Apesar da recepção mista, cujas principais críticas vieram no tocante ao roteiro e à condução de Ron Howard (isso sem mencionar o boicote da Igreja Católica e de diversos grupos religiosos), o filme arrecadou US$760 milhões nas bilheterias mundiais, tornando-se o segundo mais lucrativo do ano, além de ter gerado duas sequências diretas – ‘Anjos e Demônios’ e ‘Inferno’.
O ESCRITOR FANTASMA (2010)
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Lançado em 2010, ‘O Escritor Fantasma’ foi comandado por Roman Polanski e conquistou críticas bastante positivas por parte dos especialistas mundiais, além de ter garantido ao cineasta o prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim.
Estrelado por Ewan McGregor e inspirado no romance homônimo de Robert Harris, a trama é centrada e um escritor de sucesso que concorda em finalizar as memórias de Adam Long, o ex-primeiro-ministro britânico, e seu editor lhe garante que é a maior oportunidade de sua vida. Mas o escritor começa a descobrir evidências sugerindo que seu predecessor sabia de um segredo sombrio de Long e pode ter sido morto para evitar que a verdade viesse à tona.
Liam Neeson é um dos astros de maior fama dentro do gênero de thrillers de ação – e protagonizou inúmeras produções do gênero neste século. Um de seus mais famosos foi comandado por Jaume Collet-Serra e chegou aos cinemas em 2014: ‘Sem Escalas’.
Na trama, durante um voo de Nova York a Londres, o agente Neil Marks recebe uma série de mensagens enigmáticas, dizendo que um passageiro será morto a cada 20 minutos caso US$150 milhões não sejam transferidos para uma conta bancária. Inicialmente, Neil não dá atenção à ameaça, mas, quando o primeiro passageiro aparece morto, ele inicia uma investigação em pleno avião sobre quem possa ser o assassino.
Sucesso! A 2ª temporada de ‘The White Lotus‘ foi uma das mais relembradas durante o anúncio das nomeações à 77ª edição do Emmy Awards.
A aclamada produção criada por Mike White conquistou impressionantes 23 indicações à premiação, incluindo Melhor Série de Drama, Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama para Carrie Coon, Parker Posey, Natasha Rothwell e Aimee Lou Wood, e Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama para Walton Goggins, Jason Isaacs e Sam Rockwell.
Os vencedores serão revelados no dia 14 de setembro.
Ambientada na Tailândia, a terceira temporada foca em um grupo multigeracional, incluindo uma família em crise, um trio de amigas desajustadas, um casal improvável e o retorno de um conhecido e perigoso rosto.
O projeto foi criado por David E. Kelley, marcando sua primeira colaboração com Pfeiffer, com quem é casado há mais de três décadas, e com a A24.
Kelley entra como showrunner, roteirista e produtor executivo. Fanning e Kidman também assumem o cargo de produtoras executivas.
Na trama, Fanning estrela como Margo Millet, filha de uma garçonete do Hooters (Pfeiffer) e de um ex-lutador profissional, que sempre soube que teria que sobreviver sozinha. Então, ela se matricula na faculdade local, embora não consiga imaginar como conseguirá ganhar a vida. Ela ainda está descobrindo as coisas e nunca planejou ter um caso com seu professor de inglês – e embora o caso seja breve, não é breve o suficiente para impedi-la de engravidar. Apesar dos conselhos de todos, ela decide ficar com o bebê, principalmente por ingenuidade e anseio por algo maior.
Agora, aos vinte anos, Margo está sozinha com um filho, desempregada e à beira do despejo. Ela precisa de uma grande quantidade de dinheiro – e rápido. Quando seu pai distante, Jinx (Offerman), aparece em sua porta e pede para morar com ela, ela concorda em troca de ajuda para cuidar dos filhos. Então Margo começa a traçar um plano: ela iniciará um OnlyFans como um experimento e logo se verá adaptando alguns dos conselhos de Jinx do mundo da luta livre. Será esta a resposta para todos os problemas de Margo ou a fama na Internet tem um preço muito alto?
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