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Crítica | Ficaremos Bem – Stellan Skargard estrela comovente drama representante da Noruega ao Oscar 2021

Quanto amor resta quando tudo o mais está prestes a acabar? Quanto carinho e afeto podem ser resgatados, reacendidos, quando todas as brigas e discordâncias são apequenadas diante de uma trágica notícia que muda toda a configuração de uma família? São esses questionamentos que direcionam o longa ‘Ficaremos Bem’, indicação da Noruega a uma vaga no Oscar 2021 e que chega esse mês ao público brasileiro através das plataformas de aluguel sob demanda e também na Amazon Prime e Apple TV+.

Anja (Andrea Bræin Hovig) é uma renomada artista e coreógrafa, que acaba de retomar sua carreira com a estreia de seu novo espetáculo. Quando volta para casa, sente-se mal subitamente e marca uma consulta com um especialista, certa de que não será nada e estará bem para as festas de fim de ano que se aproximam. Porém, quando o médico lhe telefona com o resultado dos exames e comunica que Anja está com um câncer em estágio avançado, incurável, e que ela terá apenas alguns meses de vida, Anja irá repensar sua vida e sua relação com Tomas (Stellan Skarsgård), um homem com quem vive há anos mas com quem ainda não é casada. Será que todo esse tempo que viveram juntos, compartilhando uma vida, terá valido a pena, quando Tomas passou a maior parte desse tempo dedicando-se ao próprio trabalho e reservando pouco tempo para os filhos pequenos que tem com Anja?

Em pouco mais de duas horas de produção, em ‘Ficaremos Bem’ o espectador é convidado a refletir sobre o trajeto, não sobre o destino. Quer dizer, o longa propõe pensar não na finitude da vida ou no impacto que uma doença como o câncer causa nas famílias, mas sim em como devemos viver nossos dias enquanto não temos um prazo de validade fixado em nosso destino.

De uma maneira bem simples e coesa, o roteiro de Maria Sodahl busca retratar a angústia, os desafios e as inseguranças diárias de uma pessoa com câncer, que repensa suas escolhas, seus acertos e erros na vida e tenta, de alguma maneira, acertar aquilo que não lhe parece bem, ainda que nem sempre com alguma delicadeza. Inspirado na vida pessoal da própria Maria Sodahl, que também dirige o longa, uma das coisas mais interessantes em ‘Ficaremos Bem’ é o fato de que todos os médicos que aparecem no filme são médicos de verdade, e não atores.

O casal protagonista consegue transmitir exatamente a problemática da incerteza, com Stellan Skarsgård bem em seu papel de um homem que causa sentimentos duais no espectador, ao mesmo tempo amoroso e negligente por tanto tempo – o tipo de sujeito facilmente reconhecível em muitas famílias. Ao focar sua história no inesperado da má notícia – afinal, ninguém planeja descobrir um câncer às vésperas do Natal –, ‘Ficaremos Bem’ é um filme dramático e reflexivo, que não propõe soluções, mas sim um caminho para pensar no quanto boa parte do que damos importância em vida quase nunca é de fato importante, e que só percebemos o valor das coisas quando estamos prestes a perdê-las.

‘Primal’: Criador da animação divulga nova imagem de bastidores da 2ª temporada; Confira!

A aclamada e visceral animação adulta Primal, de Genndy Tartakovsky, conquistou recentemente um Emmy Award de Melhor Série Animada e apenas aumentou nossas expectativas para a próxima temporada.

Enquanto detalhes concretos sobre o segundo ciclo não são revelados, temos de nos contentar com algumas atualizações esparsas – e, recentemente, Tartakovsky ofereceu uma nova imagem de bastidores que anuncia o término do storyboard dos capítulos futuros.

Confira:

Em entrevista ao SyFy Wire, Tartakovsky disse que os fãs podem esperar um ciclo bastante diferente do anterior.

“O maior desafio da 2ª temporada foi não ser clichê”, ele comentou. “Quando entramos num gênero como esse, é fácil fazer o que já foi feito. E, inicialmente, esbarramos nisso e eu odiei, porque era muito fácil. E estava errado”.

Ele continua:

“Eu desconstruí tudo e então reimaginamos totalmente a 2ª temporada. E, pelo fato da narrativa ter tido bastante sucesso na primeira temporada, decidi experimentar mais. Não quero dizer avant-garde, mas é relativamente diferente em relação ao modo como contamos as histórias… Estou muito animado para isso. Acredito que seja o melhor trabalho que fiz, porque é diferente. Será uma experiência diferente”.

Lembrando que a produção é transmitida pela Warner Channel no Brasil.

Vale lembrar que a série já está renovada para a 2ª temporada e tem previsão de retorno para 2021.

A série gira em torno de um homem das cavernas no alvorecer da evolução e de um dinossauro à beira da extinção. Unidos pela tragédia, a dupla desenvolve uma amizade inesperada que se torna o único modo de sobreviver em um mundo primitivo e violento.

A animação foi criada e dirigida pelo vencedor do Emmy Genndy Tartakovsky (Samurai JackStar Wars: A Guerra dos Clones).

‘Homem-Aranha 3’: “Fãs” ficam REVOLTADOS com a Sony e bombardeiam canal do estúdio com dislikes; Confira!

O primeiro trailer de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ foi lançado em agosto, mas só chegou ao YouTube depois que alguns trechos foram vazados online.

E, como já se passaram pouco mais de dois meses desde então, os fãs já estão ficando irritados com a demora do novo trailer da aguarda sequência.

Por conta disso, o canal da Sony está sendo bombardeado por dislikes nos trailers de outras produções.

Em apenas dois dias, uma prévia comemorativa de ‘O Homem nas Trevas 2‘ teve mais de 09 mil dislikes contra apenas 900 likes.

Já os teasers dedicados aos personagens de ‘Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City‘ somam mais de 21 mil dislikes contra 09 mil likes ao todo.

Além disso, todos os vídeos publicados pelo estúdio recebem comentários do tipo “Não ligamos para isso, queremos o trailer de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’.

Outros comentários ainda reforçam:

“Vamos mostrar à Sony que os fãs é quem mandam.” 

Confira:

Enquanto a Sony continua tentando desmistificar que os Homens-Aranhas de Tobey Maguire e Andrew Garfield estarão em ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘, novos supostos vazamentos parecem corrobar essa teoria.

Foram postadas no Twitter imagens dos uniformes que devem ser usados no filme, e parecem ser reais. A Sony não comentou.

Confira:

Lembrando que Homem-Aranha: Sem Volta para Casa terá nada menos que duas horas e meia, e chegará aos cinemas nacionais em 16 de dezembro.

Assista ao trailer:

Pela primeira vez na história cinematográfica do Homem-Aranha, nosso herói amigo da vizinhança é desmascarado e não consegue mais separar sua vida normal dos grandes riscos de ser um super-herói. Quando ele pede ajuda ao Doutor Estranho, os riscos se tornam ainda mais perigosos, e o forçam a descobrir o que realmente significa ser o Homem-Aranha.

Dirigido novamente por Jon Watts, o elenco conta com Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Jamie Foxx, Alfred Molina, Martin Starr e Jacob Batalon.

O Mês do Terror | Os Estranhos (2008) – Filme quebra a segurança doméstica

Horror protagonizado por Liv Tyler assusta pelo realismo da situação

Em meio a um mundo caótico, existem poucos lugares que automaticamente transmitem uma sensação de segurança. Especificamente dentre esses locais, nenhum transmite mais essa ideia do que uma casa; independente se o indivíduo vive sozinho ou não.

Dessa maneira, quando a sensação de segurança natural de um lar é quebrada por alguma invasão imediatamente é gerado um pavor extremamente fácil com que praticamente todas as pessoas podem se identificar. Não surpreendente esse tipo de situação é um terreno fértil para filmes de terror. Geralmente é aceito que o primeiro exemplar desse estilo de terror remonta a 1909.

Foi nesse período que o diretor D.W. Griffith (infame pela produção O Nascimento de uma Nação) lançou The Lonely Villa, cuja trama apresentava um grupo de ladrões que ao constatar que um rico empresário não está em casa acaba invadindo o local e fazendo a família do mesmo de refém. 

A obra de Griffit foi a primeira desse estilo.

A obra teve seu quinhão de importância por apresentar os primeiros exemplos de cortes intercalados, em que o público tinha o vislumbre do medo da esposa em proteger as crianças quanto do marido voltando desesperado para casa.

Diferente de outros estilos do terror, os que envolvem invasão doméstica normalmente tem a atenção a seu redor influenciada pelo mundo real. Nos Estados Unidos pode se estabelecer que 1969 foi um ano determinante para esse medo na população, uma vez que o país assistia atônito o assassinato da atriz Sharon Tate ocorrido dentro de casa.

O próprio subgênero do slasher tradicionalmente se utiliza desse cenário como uma ferramenta para construir a tensão, envolvendo vítima e assassino. Propositalmente essa é a cena de abertura de Pânico, no qual a primeira vítima de Ghostface (interpretada por Drew Barrymore) é inicialmente assediada por telefone e depois perseguida dentro da residência.

Utilizando dessa abordagem mais identificada com o mencionado subgênero, o diretor e roteirista Bryan Bertino desenvolveu a premissa em torno de um casal acuado dentro de casa. Na trama o casal interpretado por Liv Tyler e Scott Speedman decidem passar a noite em uma cabana isolada na esperança de assim resolverem seus problemas conjugais.

O casal protagonista fica acuado na própria casa.

Infelizmente a noite tranquila é subitamente interrompida quando três figuras mascaradas passam a aterrorizá-los, forçando a dupla a lutar para sobreviver madrugada adentro. A inspiração para a trama, segundo Bertino, teria vindo de uma experiência na infância, quando uma pessoa desconhecida tocou a campainha da casa perguntando por alguém que a família do diretor não conhecia e no dia seguinte soube-se que a casa vizinha foi invadida.

A experiência foi de fato transportada para a produção com a função de ser a introdução dos antagonistas, assim como o primeiro indício do terror em si. O orçamento controlado da produção, de US$ 9 milhões, contribuiu para a escassez na variação de cenário, focando exclusivamente na casa principal.

Dessa maneira o filme atinge o efeito desejado de criar uma ligação do espectador com a casa, no sentido de que em um jeito ou de outro o público identificaria nela elementos que lhe são familiares em seus respectivos lares e assim o sentimento de invasão pudesse ser melhor assimilado. 

O próprio diretor admite que o design desse cenário em particular foi pensado para representar uma casa absolutamente ordinária (na realidade do norte-americano) para que assim tal situação não se distanciasse muito da realidade. Apesar da construção interessante, o filme foi recebido com críticas amplamente negativas. Isso não impediu a produção de ter uma sequência lançada em 2018, tendo um foco completamente diferente, envolvendo um novo grupo de personagens que devem enfrentar o trio de assassinos. 

 

‘Red One’: Dwayne Johnson será Papai Noel em filme natalino do Amazon Prime com diretor de ‘Jumanji: Próxima Fase’

De acordo com o The Holllywood Reporter, Dwayne Johnson assinou contrato com vai estrelar um filme natalino do diretor Jake Kasdan, com quem já trabalhou em ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ e ‘Jumanji: Próxima Fase’.

Com o título provisório ‘Red One, o longa é fruto de uma parceria entre o Amazon Prime e a produtora Seven Bucks Productions.

Descrito como uma comédia de ação e aventura pelos quatro quadrantes, o roteiro escrito por Chris Morgan (‘Velozes e Furiosos 8, ‘Bird Box”) vai mostrar o Papai Noel (Johnson) percorrendo o mundo, imaginando um universo totalmente novo dentro do subgênero.

Além de estrelar, Johnson será um dos produtores, junto com Dany e Hiram Garcia.

Previsto para o final de 2023, ‘Red One‘ deve começar a ser filmado logo no início de 2022.

Como o projeto está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgadas pelos próximos meses.

Lembrando que o próximo filme de Johnson éAlerta Vermelho, que será lançado pela Imagem Filmes nas telonas no dia 04 de novembro, uma semana antes de entrar no catálogo da Netflix.

Além de Johnson , o filme também pe estrelado por Ryan Reynolds (‘Free Guy’) e Gal Gadot (‘Mulher-Maravilha’).

Escrito e dirigido por Rawson Marshall Thurber (‘Arranha-Céu’), o longa já conta com milhões de visualizações em seus materiais oficiais e é considerado um dos mais aguardados do segundo semestre de 2021.

Na trama, quando a Interpol emite o alerta vermelho – um pedido global de busca e apreensão dos criminosos mais procurados do mundo – é hora de o melhor investigador do FBI, John Hartley (Dwayne Johnson) entrar em cena. A caçada vai colocá-lo no meio de um ousado plano de assalto, forçando-o a se unir ao golpista Nolan Booth (Ryan Reynolds) para capturar a ladra de obras de arte mais procurada do mundo, ‘O Bispo’ (Gal Gadot). Esta grande aventura vai levar o trio ao redor do globo, passando por pistas de dança, uma prisão isolada, pela selva e, o pior de tudo, constantemente um na companhia do outro. O elenco estelar conta ainda com Ritu Arya e Chris Diamantopoulos. Dirigido e escrito por Rawson Marshall Thurber (Central de Inteligência, Arranha-Céu: Coragem sem Limite) e produzido por Hiram Garcia, Dwayne Johnson e Dany Garcia, da Seven Bucks Productions, por Beau Flynn, da Flynn Picture Co., e pela Thurber’s Bad Version, Inc., Alerta Vermelho é um elegante jogo de gato e rato ao redor do globo.

Orçado em US$ 200 milhões, o longa é o projeto mais caro da Netflix, ultrapassando ‘O Irlandês’ (US$160 milhões), ‘Esquadrão 6’ (US$ 150 milhões) e ‘Bright’ (US$90 milhões).

‘Mila no Multiverso’: Começam as gravações da nova série brasileira do Disney+ com Malu Mader; Confira as imagens!

Disneyanunciou recentemente o início das filmagens de Mila no Multiverso, primeira série sci-fi brasileira que traz no elenco a icônica atriz Malu Mader.

Confira as primeiras imagens:

A produção está sendo rodada em São Paulo e terá oito episódios de meia hora cada, com lançamento agendado para 2022.

Em seu aniversário de 16 anos, a jovem Mila ganha de presente um dispositivo que pode levá-la a percorrer universos paralelos em busca de sua mãe, Elis. Entretanto, ela percebe logo que o desaparecimento da mãe é apenas o começo de uma perigosa aventura, pois Elis descobre a existência de múltiplos universos e começa a ser caçada por um misterioso grupo chamado “Os Operadores”. Mila terá que se adaptar rapidamente aos desafios e, com a ajuda de seus amigos Juliana, Vinícius e Pierre, irá partir em uma aventura incrível.

O elenco também conta com Laura Luz (Mila), Yuki Sugimoto (Juliana), Dani Flomin (Pierre), João Victor (Vinícius), Rafaela Mandelli (Diretora Verônica), Felipe Montanari (Bóris), Danilo de Moura (Domênico) e Amanda Lyra (Ilka).

Julia Jordão entra como diretora dos episódios, enquanto Cassio KoshikumoJanaina Tokitaka assinam o roteiro.

O Mês do Terror | Top 5 melhores filmes do estúdio Full Moon Features – Especialista no cinema B

Produtora é uma das referências no Terror B

O campo dos filmes do horror de baixo orçamento é vasto o suficiente para comportar uma concorrência interessante. Dentre eles a Hammer é a mais icônica e a que verdadeiramente teve um controle comercial desse mercado por certo tempo; ainda assim, a facilidade de se produzir esses tipos de obras (no qual os custos costumam ser relativamente baixos) seduz diversos aspirantes a lançar seus próprios projetos.

A Full Moon Features, fundada em 1988, é uma delas. Ela que começou logo após o fracasso do então último empreendimento de seu fundador, Charles Band, rapidamente se especializou em gêneros como terror e ficção cientifica; algo bem evidente quando se constata que muitas de suas obras, bem como do antigo estúdio de Band, adaptaram materiais escritos por H. P. Lovecraft (o pai do terror cósmico).

Outra estratégia interessante da empresa foi firmar um contrato de distribuição com a Paramount, dessa forma eles teriam a autonomia para produzir filmes com o menor custo possível ao passo que a gigante de Hollywood só se preocuparia com a venda do VHS dos filmes.

Dito isso, não é exagero pensar que a Full Moon tentou emplacar seu quinhão de franquias, principalmente após seu primeiro projeto em 1989 também ter sido seu maior sucesso de todos os tempos. Com isso em mente, seguem cinco filmes que, a despeito da qualidade técnica, marcaram o nome do estúdio no horror B.

5) Herança Maldita (1995)

Por volta do ano de 1995 a situação não era das mais positivas para a empresa. A Paramount havia decidido não renovar o acordo de distribuição de VHS, o que nesse caso colocava a Full Moon como responsável tanto pela produção como agora pela venda dos filmes. A ideia de desenvolver Herança Maldita partiu do diretor Stuart Gordon, este que viu um pôster na sala de Band com o título mencionado e ao questionar o chefe sobre o que era ouviu a resposta de que era apenas um pôster.

O filme não tem medo de assumir a canastrice.

Essa situação ilustra perfeitamente algo recorrente na Full Moon: muitos filmes produzidos por ela vieram depois que seus pôsteres estavam prontos, logo o enredo produzido era montado ao redor do visual extravagante dessas peças publicitárias. Gordon (funcionário veterano do estúdio) recebeu autonomia total para desenvolver algo para aquele pôster, porém com um orçamento de US$ 500.000.

O que se criou foi uma adaptação de um dos contos de Lovecraft, intitulado The Outsider, sobre uma família que herda um castelo na Itália e vai conferir o local; como é comum no subgênero de casa mal-assombrada coisas ruins começam a acontecer. Um detalhe interessante da produção é que esse é o primeiro terror em que um ator recebeu trabalhos de prótese no corpo inteiro para viver um dos monstros; até então esse tipo de artifício se resumia a certas regiões como rosto ou a cabeça.

4) The Dead Hate the Living! (2000)

Desde que George Romero produziu, nos anos 60, A Noite dos Mortos Vivos que qualquer material sobre zumbis é bastante popular e, talvez o mais importante, fácil de se produzir. Reúna um determinado número de figurantes, utilize locações abertas e realize um processo de maquiagem básica neles enquanto mantém o foco da câmera em seus personagens principais.

O orçamento controlado é nítido na obra.

Foi com esse pensamento que no ano 2000 a Full Moon incubiu o diretor Dave Parker de produzir seu primeiro filme com zumbis, lhe conferindo um “incrível” orçamento de US$ 150.000; detalhe que tal valor é menor do que aquele que Romero teve a sua disposição em 1968. Além disso o filme inteiro foi rodado em 10 dias.

3) The Gingerdead Man (2005)

Existe um conto infantil famoso nos Estados Unidos sobre um homem feito de biscoito de gengibre; o personagem geralmente é atrelado às festividades natalinas, por esse ser um doce bastante consumido neste período, porém ele se tornou um personagem recorrente em algumas mídias infantis como desenhos animados. 

Pelo menos é impossível dizer que não tem personalidade.

Aí a Full Moon decidiu produzir uma versão em que ele é uma força assassina. O enredo, claramente inspirado em Brinquedo Assassino (estreia do boneco Chucky), apresenta um criminoso violento que é preso após atacar uma família dona de uma padaria e então é sentenciado à morte. Após seu corpo ser cremado suas cinzas são enviadas para sua mãe que realiza um ritual e funde a alma do filho à uma mistura de gengibre. 

A mãe deixa então esses ingredientes, anonimamente, com a família que foi vítima de seu filho anteriormente e, sem saberem, eles a utilizam na preparação de um boneco de gengibre, dando a oportunidade do antagonista se vingar. Dirigido pelo próprio Charles Band, o filme garantiu ainda mais duas sequências e um crossover com o todo poderoso Evil Bong (ele é exatamente o que parece).

2) Subspecies: A Geração Vamp (1991)

Além de utilizar zumbis e bonecos de gengibre assassinos, nada mais justo que as atenções que a atenção da Full Moon se voltasse para os icônicos vampiros; estes que eram também os monstros favoritos da Hammer. A produção na verdade é uma série de filmes produzidos entre a empresa do Charles Band e o estúdio romeno Castel Film Studios.

Um surpreendente obra que se destacou na parte técnica.

A trama geral da franquia tem uma premissa semelhante com o livro Drácula mesmo que eventualmente a trama seja levada para outro caminho. A história envolve inicialmente um vampiro milenar que planeja transformar a jovem protagonista em uma imortal; a diferença, nessa situação, pode ser encarada como a presença do segundo vampiro (mais amigável) que forma uma espécie de triângulo amoroso com ela.

A série começou em 1991 e durou até 1998, quando foi lançado o quarto título. Sendo o primeiro filme norte-americano a ser filmado em solo romeno, a obra se diferencia um pouco de outras da Full Moon, principalmente na parte técnica. Os efeitos especiais contaram com o uso de stop motion aliado a computação gráfica.

1) Bonecos da Morte (1989)

O maior sucesso do estúdio, a franquia Mestre dos Brinquedos (cujo primeiro exemplar recebeu por aqui o título acima) também foi a primeira produção da Full Moon após sua criação. Tendo na época o já mencionado acordo de distribuição com a Paramount, o filme inaugurou também uma tendência do estúdio que não duraria muito; esta sendo a exibição do making off dos projetos.

O primeiro exemplar fez bastante sucesso à época de seu lançamento, sendo bastante elogiado pelos aspectos técnicos e pelo carisma dos bonecos perigosos que atormentam os protagonistas. A obra recebeu mais cinco continuações diretas, bem como alguns spin-off, uma prequel e várias histórias em quadrinhos que se propõe a expandir a mitologia dos brinquedos.

 

Artigo | ‘Coraline e o Mundo Secreto’, o suprassumo do terror infantil

Em 2009, quase três décadas depois de ter comandado o clássico e aclamado ‘O Estranho Mundo de JackHenry Selick estava pronto para fazer história novamente ao adaptar a arrepiante narrativa Coraline e o Mundo Secreto para as telonas.

Baseando-se nos escritos do lendário autor Neil Gaiman, Selick voltou a explorar o gênero da animação em stop-motion para narrar a jornada de Coraline Jones (Dakota Johnson), uma jovem garota que se mudou contra a própria vontade para uma casa isolada no interior dos Estados Unidos, afastada dos amigos e do mundo que outrora conhecia. Apesar de cruzar caminho com inúmeros personagens bizarros e excêntricos, Coraline sempre se sentiu sozinha – isso é, até encontrar uma misteriosa porta escondida no casarão e descobrir um universo “ao contrário”, em que todos os seus desejos se realizassem.

Considerando que estamos lidando com uma obra assinada por Gaiman, a beleza e o encantamento com que Coraline enxerga essa nova dimensão não duram muito tempo – afinal, um mal espreita sua ingenuidade e sua inocência para mantê-la presa em um ciclo de caos e de terror. A princípio, a protagonista compreende que está em um lugar muito similar àquele que vive, mas com uma diferença: o irrefreável otimismo de seus Outros Pais e de todos que habitam o Outro Mundo funcionam como máscaras para os terríveis objetivos da Outra Mãe (dublada pela sempre incrível Teri Hatcher), também conhecida como Bela Dama, e que se transmuta de mãe em mãe para atrair as crianças e se alimentar de suas almas.

Quando lemos essa análise nua e crua sobre o teor do enredo, jamais imaginaríamos que a animação fosse direcionada aos mais jovens. Entretanto, é notável como Selick, talvez pegando algumas páginas emprestadas de obras conterrâneas que fizeram algo similar, arquiteta uma aventura destinada aos mais diversos públicos, desde as crianças até os adultos. Pessoalmente, lembro-me muito bem de me assustar com os botões nos olhos dos personagens do Outro Mundo e de como a Bela Dama se transforma em uma criatura aracnídea assustadora para atacar Coraline.

A genialidade da condução de Selick está atrelada à genialidade criativa de Gaiman – e é claro que o autor não havia escrito o romance pensando em levá-lo às mídias audiovisuais, o que deixa essa naturalidade e esse complexo organismo ainda mais surpreendentes. Há um notável respeito do diretor ao novelista e uma mutualidade de pensamento que se infiltra nas sutis entrelinhas da produção.

Até mesmo o nome da dimensão que divide a portinhola é genial – no português, traduzido como o supracitado Outro Mundo. A escolha do pronominal indefinido (other, no original) carrega consigo um teor simbólico de extremo valor para os laços entre pai e filho e para os futuros laços que o filho irá solidificar com o mundo: é normal que pessoas mais velhas alertem às crianças sobre possíveis perigos que possam encontrar no caminho – inclusive estranhos que podem “sequestrá-las” (não consigo contar nos dedos quantas vezes ouvi isso de minha mãe). Ao mesmo tempo, a questão do outro é chamativa por ser nova e por ser diferente do protegido e confortável microcosmos a que estamos acostumados – ou seja, nosso lar.

Coraline, sendo uma criança, ainda não tem experiência suficiente para lidar com os males do mundo e, movida pela imaginação e pelo agravante dos pais serem viciados em trabalho, é arrastada pela magia que se esconde atrás da portinhola. O mundo secreto que acompanha o título do longa-metragem coloca ambas as partes em um patamar de simbiose que é explorada ao extremo por um impecável roteiro e uma preocupação imagética que puxa elementos desde o expressionismo alemão até o minimalismo estético.

Assim como tantos outras produções da Laika, como ‘ParaNorman’‘Kubo e as Cordas Mágicas’, escolher personagens mais jovens é emblemático. Coraline, Norman e Kubo são estandartes da plasticidade sociológica e o fato de lidarem com eventos que fogem do
“normal” e que não são representados no dia a dia permite que cresçam e aprendam a reconhecer os próprios erros, utilizando as fraquezas como motores para destruir os vilões e resgatar aquilo que perderam. Coraline, sendo uma das primeiras a ganhar palanque considerável no mainstream e se afastando por completo da fabulesca e míope personalidade das princesas clássicas da Walt Disney, por exemplo, tem espaço de amadurecimento infinito – sendo apresentada, dessa maneira, como uma menina multifacetada que compreende os tortuosos caminhos que o destino lhe aguarda.

A heroína canaliza temas de universalidade bastante clara, sem que sejam analisados de forma cansativa e enfadonha. Incursões sobre medo, paranoia, confiança, traição e coragem de desdobram em cada do filme, ramificando-se em um crescendo que prenuncia, desde a sequência inicial, o embate final entre Coraline e seus temores mais profundos – motivo pelo qual o longa merece e deve ser redescoberto geração a geração.

‘Walker’ resolve cuidar de Micki na promo oficial do episódio 02×02; Confira!

A CW divulgou a promo oficial de “The One That Got Away”, 2º episódio da 2ª temporada do reboot ‘Walker’, estrelado por Jared Padalecki (‘Supernatural’).

Na trama, “Walker tem algumas preocupações sobre as ações de Micki e resolve mantê-la à vista, bem como em um possível novo informante. O Capitão James e o novo advogado local trabalham juntos para encerrar o caso e trazer Micki para casa. Stellla e Colton Davidson se unem para resolver um mistério enquanto mantém um olho em Trey – e cruzam caminho com um obstáculo interessante enquanto voltam para casa”.

O capítulo vai ao ar no dia 04 de novembro.

Confira:

Criada por Anna Fricke, a série é um reboot de ‘Walker, Texas Ranger‘ (1993-2001).

A trama acompanha Cordell, um homem que encontra o caminho de volta para sua família enquanto investiga crimes na unidade de elite do estado. Viúvo e pai de dois filhos, ele retorna para casa em Austin, Texas, depois de passar anos em um caso secreto de alta periculosidade. Com sua nova parceira, uma das únicas mulheres na história dos Rangers, Walker irá enfrentar novos desafios e, juntos, devem se tonar os heróis que o Texas tanto precisa no mundo contemporâneo.

O elenco ainda conta com Lindsey Morgan, Violet BrinsonKale CulleyJeff Pierre, Cobu Bell, Mitch Pileggi e Keegan Allen.

Genevieve Padalecki, esposa de Jared, é sua companheira na ficção e dá vida à Emily, falecida mulher de Cordell Walker que aparece em importantes flashbacks.

‘Abracadabra 2’ anuncia elenco completo e ganha primeiro teaser oficial; Confira!

O Disney+ anunciou hoje (31) o elenco completo da aguardada sequência Abracadabra 2’.

Com previsão de estreia para 2022, o novo filme marca o retorno de Bette Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker como as perigosas e divertidas Irmãs Sanderson e também trará os seguintes nomes: Whitney Peak, Lilia Buckingham, Belissa Escobedo, Doug Jones, Tony Hale, Sam Richardson, Hannah Waddingham, Juju Brener, Froy Gutierrez, Taylor Henderson e Nina Kitchen.

Detalhes sobre seus papéis não foram revelados.

Além disso, foi revelado o primeiro teaser oficial da produção.

Confira:

Anne Fletcher (‘Ela Dança, Eu Danço’) será responsável pela direção.

Em entrevista à SiriusXM, Najimy contou alguns detalhes sobre a produção:

“Sarah e Bette e eu tivemos algumas conversas pelo telefone para conversar sobre o roteiro e foi bem divertido, obviamente. Bette Midler, como Jess bem sabe, foi uma grande inspiração para minha vida inteira. Tipo, metade de mim é por causa de Bette Midler, a outra metade é por causa da minha mãe, Gloria Steinem. Então falamos bastante sobre notas e sobre se faríamos agora. Agora, precisamos ver locações, datas e quanto tempo vai durar. Então é isso, essas coisas”.

Jen D’Angelo, que roteirizou o original, foi contratado para escrever ‘Abracadabra 2‘.

O filme original carrega consigo uma legião de fãs. Lançado em 1993 e dirigido por Kenny Ortega (franquia High School Musical), a história gira em torno de Max Dennison (Omri Katz), um adolescente que explora uma casa abandonada ao lado de sua irmã Dani (Thora Birch) e sua nova amiga Allison (Vinessa Shaw). Depois de não acreditar em uma história que Allison conta, Max acidentalmente liberta um grupo de bruxas más que morava na casa. Agora, com a ajuda de um gato mágico, as crianças devem roubar o livro de magias das bruxas para impedi-las de se tornarem imortais.

Halloween para o dia das Bruxas! Relembre TODOS os filmes da icônica franquia de terror

Hoje é dia 31 de outubro. O famoso dia das bruxas. Ou Halloween. E nesta data, ele está de volta! 2021 marcou o retorno de um dos maiores vilões da história do cinema, o maníaco da máscara branca de William Shatner, Michael Myers. Quem gosta do gênero conhece bem Halloween – A Noite do Terror (1978), clássico do mestre John Carpenter, e as inúmeras continuações que esta obra-prima deu origem. Muito influente, pode ser dito que Halloween e Myers iniciaram o que temos até hoje dentro do subgênero slasher, no qual um psicopata mascarado massacra adolescentes com objetos cortantes. Os produtores de Sexta-Feira 13 (1980), por exemplo, não escondem de ninguém até hoje em entrevistas que o filme foi criado para pegar carona no sucesso da obra de Carpenter.

Atualmente, as homenagens seguem para este lendário terror, e filmes como Corrente do Mal (It Follows, 2014), de David Robert Mitchell, se mostram fortes discípulos do clima, estética e, em especial, trilha sonora do que foi orquestrado por Carpenter. Depois de um retorno triunfal (ao menos em questão de bilheterias) em 2018 com a sequência/ reboot Halloween, este ano os fãs foram novamente brindados com um exemplar da franquia, com Halloween Kills: O Terror Continua, novamente contando com um grande estúdio (Universal), de uma produtora do momento (Blumhouse) por trás. Antes de Halloween (2018), houve um hiato de 9 anos na franquia e 15 anos sem termos um filme destes nos cinemas.

Como forma de celebrar esta emblemática e clássica franquia, que é sinônimo do gênero terror e que completa 43 anos em 2021 – ou seja, mais velha que a maioria de vocês, nossos queridos leitores, e do que todos nós aqui no CinePOP também – criamos esta nova lista com os 11 filmes da franquia para que você fique por dentro de toda a saga de Michael e da família Myers. Vem com a gente.

PS. Muitos destes filmes estão presentes em plataformas de streaming, como a Amazon e a Netflix, portanto procure e garanta sua diversão.

Halloween – A Noite do Terror (1978)

Tudo começou aqui. Numa fatídica noite de Halloween, o dia das bruxas, uma criança mata a irmã mais velha. Levando em conta que o filme tem 40 anos, isto não é um spoiler atualmente. Mas o lance é que não vemos quem comete o crime em um primeiro momento, já que a cena é gravada em primeira pessoa, com a câmera servindo de olhos para o algoz. Mais um sinal da maestria de John Carpenter, em um de seus primeiros filmes. De fato, Halloween foi por muitos anos o filme independente mais rentável da história do cinema. Até o lançamento de A Bruxa de Blair (1999).

O menino era Michael Myers, que é internado em um sanatório até os 21 anos, tratado por um médico que diz não ver nada em seus olhos negros a não ser o puro mal. Em uma noite próxima a um novo Halloween, o maníaco escapa e volta para seu velho bairro, agora usando um macacão de mecânico e uma máscara branca. Em seu caminho, jovens indefesas trabalhando como babás em um bairro tranquilo. Entre elas, Laurie Strode, papel de uma Jamie Lee Curtis de vinte aninhos. Seu médico, o Doutor Loomis (o veterano Donald Pleasence) decide ir atrás do paciente com seu calibre 38, mas pode ser tarde demais.

A graça e qualidade de Halloween está em criar o suspense. Está no que não mostra, muito mais do que mostra. É a preparação. É o que espreita nas sombras. É o perfeito uso das dimensões do escuro. No uso de lugares inofensivos para representar o perigo, como um pacato bairro, uma casa de subúrbio, o quarto de uma criança ou um simples armário. Todos se transformam nos locais mais assustadores que podemos imaginar nas mãos de John Carpenter. Ah, e o que falar da fabulosa trilha sonora, composta pelo próprio diretor, que se tornou inesquecível e inconfundível.

Halloween II – O Pesadelo Continua (1981)

Como dito, Halloween se tornava o filme independente mais lucrativo da história. Então, com a concorrência alta, todos queriam lucrar uma fatia deste bolo. O terror era um gênero fácil de fazer e que se caso atingisse o sucesso, poderia se mostrar muito rentável para seus criadores. Assim, não demorou muito para que uma continuação da Noite do Terror fosse planejada. E nela, quase todos os envolvidos originais retornariam.

John Carpenter e Debra Hill, os criadores do original, retornavam no roteiro e produção. Mas Carpenter abria espaço para Rick Rosenthal assumir a direção. O lendário produtor Dino De Laurentiis também entrava na festa, adentrando na produção da franquia aqui neste segundo. Os protagonistas Jamie Lee Curtis e Donald Pleasence igualmente retornavam para mais um round.

A história segue imediatamente após o desfecho do original, continuando a mesma noite – embora fora do filme tenha se passado três anos. Após ser baleado, Michael Myers some nas sombras, somente para continuar circundando a vizinhança. Ao saber que Laurie foi levada para o hospital, ele parte para terminar o serviço começado há algumas horas. Em seu encalço está novamente o Dr. Loomis. A palavra de ordem agora era mais e maior. Nada de sutileza. Para adentrar de vez o terreno dos slasher, em sua segunda investida, com mais dinheiro, o psicopata deixa mais corpos pelo chão, as mortes são mais violentas e ele se torna ainda mais invencível. Seu final igualmente é apoteótico.

Halloween III – A Noite das Bruxas (1982)

Com o psicopata finalmente dado como morto ao final do segundo filme, a ideia dos produtores John Carpenter, Debra Hill, Moustapha Akkad e Dino De Laurentiis agora era por uma subversão do que havia sido apresentado. Michael Myers foi muito bem utilizado nos primeiros filmes, mas agora a ideia era por uma reformulação e nova utilidade para o título Halloween. A ideia dos envolvidos era a de uma antologia – muito comum atualmente em séries de TV – na qual a cada novo capítulo, uma nova história com temática do dia das bruxas seria contada.

A primeira (e que se mostraria a única) nova trama foi escrita e dirigida por Tommy Lee Wallace, em parceria com Carpenter (que não foi creditado). A opção foi por um conto envolvendo uma empresa maligna fabricante de máscaras de Halloween para crianças. O plano bizarro e macabro da companhia era fazer com que todas as crianças que usassem a fantasia na data, fossem mortas quando um comercial de seu fabricante desse a deixa. Nada faz muito sentido e o filme não deu certo. O fracasso da terceira parte impediu que a ideia de novas histórias fosse introduzida.

Hoje, grande parte da graça do filme está mesmo em sua aura cult. Halloween III se tornou um destes filmes que possuem uma legião de fãs, apreciadores de seu enorme valor de prazer culposo e momentos pra lá de nonsense. Aqui temos, por exemplo, robôs que se passam por humanos, dentre os elementos desta farofa típica da década de 1980. Justamente por isso, o terceiro longa da franquia é o mais ambicioso e único, além de ser, obviamente, o que mais difere e destoa de todo o resto.

Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers (1988)

Autoexplicativo em seu subtítulo, o quarto filme da franquia viu seu menino de ouro precisar voltar às pressas depois que a nova abordagem naufragou. Os fãs queriam era ver o psicopata na máscara branca, isso ficou claro. Halloween foi criado como filme slasher, e mudar seu subgênero para um tipo mais alucinado envolvendo ficção científica e fantasia deixou os espectadores a ver navios. Assim, tudo estava bem de novo na série, com a volta do querido assassino.

Era aqui também que John Carpenter, Debra Hill e Dino De Laurentiis diziam adeus. Os três estiveram ao longo desta jornada, mas quando sua ideia anterior não funcionou, eles não quiseram saber de voltar para um quarto filme de Myers. Só Akkad permaneceu. Bem, ele e o veterano Donald Pleasence na pele do médico Dr. Loomis. Jamie Lee Curtis igualmente se manteve bem longe, desde o desfecho do segundo filme. O grande problema aqui foi que já haviam se passado seis anos desde o último Halloween e sete desde que Myers havia dado as caras. Neste meio tempo, além do personagem ter ficado adormecido para o público, o filme em si chegava tarde, deixando passar o bonde dos slasher quase por completo, tentando pegá-lo de forma atrasada já no fim da década.

Para termos uma ideia, Sexta-Feira 13 lançava um filme a cada ano durante os anos 1980, e A Hora do Pesadelo idem desde 1984. Halloween ficava adormecido num hiato, assim como seu vilão. Na trama, como num passe de mágica, o assassino acorda de seu coma para mais um round de matança. Na falta de vítimas para serem perseguidas, os roteiristas decidem criar uma filha para Laurie (papel de Danielle Harris) e explicar a saída de Curtis da franquia, matando sua personagem num acidente de carro no intervalo dos filmes.

Halloween 5 – A Vingança de Michael Myers (1989)

Continuação direta do quarto filme, gravado de forma contínua e lançado logo no ano seguinte, Halloween 5 seguiu exatamente os passos do anterior. Akkad voltava na produção e Pleasence marcava presença mais uma vez na pele do médico implacável na busca pelo maníaco. A menina Danielle Harris, sobrinha do psicopata no filme e heroína da vez após a saída de Curtis, também estava presente.

Se a intenção era transformar Halloween em um puro produto de entretenimento slasher planejado pelos produtores ao trazerem Michael Myers de volta para a franquia, podemos dizer que foi exatamente o que conseguiram. Halloween 4 e 5 são produções extremamente genéricas, sem qualquer originalidade ou sequer um décimo do brilhantismo do primeiro filme. Como forma de homenagem para a estrela da franquia, a personagem de Harris recebeu o nome Jamie.

Halloween 6 – A Última Vingança (1995)

Apesar de um desfecho enigmático, que deixou a porta não apenas aberta, mas escancarada, para uma sequência, ela só viria de fato seis anos depois. Isso que é falta de planejamento. Por mais que os dois episódios anteriores tenham sido extremamente rotineiros e sem fôlego algum, ao menos não foram obras inacabadas, como viria a se mostrar este sexto longa da franquia.

Primeiro filme protagonizado por Paul ‘Homem-Fomiga’ Rudd, Halloween 6 trouxe o ator na pele do herói que desbanca o psicopata imortal. Infelizmente, o filme guarda a última performance do veterano Donald Pleasence, que faleceu durante as filmagens sem conseguir completar sua participação. É notória a fragilidade do ator durante suas cenas. O fato se tornou um problema, já que a produção precisou ser reescrita e refilmada para se adequar à ausência do Dr. Loomis em trechos essenciais. Durante anos como parte de uma lenda urbana no submundo, uma edição do diretor foi lançada, mais de acordo com que o cineasta Joe Chappelle havia planejado.

Halloween H20 (1998)

Halloween surgiu como obra influente para todo um gênero e seus subgêneros. Depois de uma boa ideia que não vingou, no terceiro filme, viu as vindouras produções de sua franquia caírem no lugar comum de produções B repetitivas e perderem qualquer prestígio anteriormente adquirido. Era hora de voltar aos holofotes e nada melhor para isso do que aproveitar o recém-renovado sopro que os filmes de terror slasher ganhavam no fim da década de 1990, gerado por Pânico (1996).

Com produção de Moustapha Akkad e dos irmãos Weinstein (gulp!), Halloween H20 chegava, como diz o título, vinte anos depois do original, esquecendo todas as continuações depois do segundo episódio. É claro que nenhum retorno em grande estilo para a franquia estaria completo sem sua musa original, assim, Jamie Lee Curtis voltava a dar o ar de sua graça no combate definitivo com maníaco mascarado. Uma grande homenagem, Halloween H20 não conseguiu escapar, no entanto, do sentimento da época – provido, dizem as más línguas, pelas pinceladas de Kevin Williamson no roteiro (não creditada).

Assim, certo humor autoconsciente era adicionado, com personagens espertinhos e outros tipos de tiradas. E funcionou. H20 se mostrou extremamente bem sucedido em sua proposta, um retorno digno a todos os envolvidos e um final perfeito para o vilão. Bom, ao menos pensava-se. Como o dinheiro sempre fala mais alto…

Halloween Ressurreição (2002)

Era para Halloween H20 ter colocado um ponto final na franquia. Mas o filme foi elogiado e deu lucro, logo os produtores queriam mais. Porém, como continuar um desfecho perfeito, de uma obra que funcionou como pura homenagem e celebração. Bem, estragando tudo novamente! E se H20 era fruto de sua era mais metalinguística e recheada de humor, Ressurreição, quatro anos depois, foi fruto da sua. A opção aqui foi inserir a moda do momento, os Reality Shows, em sua trama.

Desta forma, saída de uma “ideia brilhante”, Michael Myers, involuntariamente, se torna astro de seu próprio programa, quando competidores tentam sobreviver a uma noite em sua antiga casa. O único ponto positivo aqui é a volta para Haddonfield, cidadezinha original, e a protagonista Bianca Kajlich, que já demonstrava carisma no início de carreira. De resto, são vergonhosas as participações de Tyra Banks e Busta Rhymes, além de uma explicação pra lá de estapafúrdia sobre o que de fato ocorreu no desfecho de H20. Ah, nem me faça falar da participação de Curtis aqui…

O diretor Rick Rosenthal, do segundo filme, é quem assume as rédeas deste que é considerado um dos piores (senão o pior) filmes da franquia.

Halloween: O Início (2007)

O resultado bem menos que satisfatório de Ressurreição, mesmo com uma porta escancarada para uma sequência, fez os produtores desistirem de continuar a história a partir dali. Ainda mais se formos pensar no sucesso de H20. O caminho a seguir, cinco anos depois, foi por um remake do original. Mais uma vez, Halloween se tornava produto de seu meio e nesta época as refilmagens de clássicas obras de terror estavam em voga.

O escolhido para tal faça, no entanto, foi nada menos do que equivocado. O açougueiro Rob Zombie ganhou carta branca do estúdio para fazer Halloween à sua maneira. Então, o “cineasta” escreveu e dirigiu uma espécie de reimaginação, repetindo grande parte do original lá de 1978, acrescentando apenas mais violência, baixo calão e um prelúdio tão ruim e dispensável que termina se tornando o calcanhar de Aquiles do longa. Basicamente, Zombie resolve explicar o motivo de Michael Myers ser como é, sendo que a falta de uma explicação sempre foi mais assustador. Será que ninguém ensinou isso a ele?

H2: Halloween 2 (2009)

Como tudo que é ruim ainda pode piorar, Zombie voltaria para a sequência do remake – esta foi uma das poucas refilmagens de uma obra clássica que teve continuação. Este Halloween 2, no entanto, não é uma reedição do Halloween II de 1981. O diretor até brinca com tal premissa, levando Laurie (interpretada pela atriz Scout Taylor-Compton) rapidamente para um hospital, somente para depois frisar que o filme não irá seguir por este caminho.

Dentre as novas bizarrices de Zombie, a pretensão de fazer de Halloween uma obra de arte, inserindo imagens abstratas, como um cavalo branco e a mãe de Michael como uma espécie de anjo (vivida pela esposa do cineasta, Sheri Moon Zombie). Fora isso, este é o filme mais violento da franquia, uma violência pesada e realista. E também o mais desagradável e sombrio. Malcolm McDowell reprisa o papel de Sam Loomis (imortalizado por Donald Pleasence), transformando o personagem num salafrário. No elenco, dois veteranos de filmes do gênero, Brad Douriff, a voz do boneco Chucky, é o Xerife, e Danielle Harris, que viveu Jamie nos filmes dos anos 1980, é Annie, amiga de Laurie.

Fora tudo isso, Zombie resolve que seu gigante Michael Myers (Tyler Mane) não usará a icônica máscara aqui, deixando o vilão caracterizado como um mendigo barbudo psicótico. O assassino chega inclusive a falar pela primeira vez na história da franquia. Isso que é bagunçar o coreto.

Halloween (2018)

Chegamos ao recente exemplar da franquia, que se propôs a iniciar uma nova trilogia para  Halloween, Michael Myers e Laurie Strode. Quase dez anos depois da investida malfadada de Rob Zombie pelo universo do assassino mascarado, esta produção prometia colocar o nome da marca tão importante para o terror nos holofotes outra vez. E de fato conseguiu!

Produzida pela Blumhouse, de Jason Blum, e bancado pela Universal (primeira vez que um filme da franquia tem lançamento de um grande estúdio), este filme, intitulado simplesmente Halloween, foi escrito por Danny McBride e dirigido por David Gordon Green. Se os nomes causam estranheza, o motivo se justifica por estarem mais acostumados a realizar comédias – apesar disso não trouxeram qualquer bom humor à proposta – ainda muito banhada num teor sombrio. Além disso, o lendário John Carpenter retornou a um filme da franquia na produção e trilha sonora. A ideia aqui foi esquecer todas as continuações e seguir do primeiro, se passando 40 anos depois.

O Mês do Terror | Penny Dreadful (2014-2016) – A série que mais se aproximou da Liga Extraordinária nas HQs

Produção reuniu elementos clássicos da literatura gótica

Um dos trabalhos mais interessantes que surgiram na indústria dos quadrinhos em tempos foi lançado em 1999, assinada pelo excêntrico autor Alan Moore e com a arte de Kevin O’Neill: A Liga Extraordinária. Sua premissa básica era a reunião de alguns dos mais famosos nomes da literatura inglesa (de preferência do estilo gótico, mas esse fator não era imperativo).

A ideia de criar tal grupo nasceu de uma iniciativa secreta do governo britânico, que incluiu Campion Bond (ancestral do famoso agente criados nos livros de Ian Fleming) de reunir uma equipe para recuperar um artefato roubado por Fu Manchu. No que consta o próprio Moore a ideia de criar a série nasceu de um brainstorm entre ele e O’Neill sobre quais eram seus personagens favoritos da literatura.

A partir daí, quando transpostos para o texto, essas personalidades sofreram certas desconstruções para se adequar ao enredo pensado, sendo Allan Quatermain (uma espécie de precursor de Indiana Jones) o exemplo mais notório de uma desconstrução. Em 2003 foi realizada uma adaptação para o cinema tendo Sean Connery como grande estrela; produção essa que se tornou sinônimo de como não abordar uma HQ para a grande tela.

Filme foi o último de Sean Connery antes de se aposentar.

O conceito acerca da equipe ficaria esquecido até 2013, quando o roteirista John Logan começou a desenvolver o rascunho do que ser um novo drama ambientado na Inglaterra vitoriana e envolvendo elementos fantásticos da literatura. Nas palavras do presidente do canal Showtime, David Nevins, para a jornalista Nellie Andreeva do Deadline: “Logan tem sido obcecado com monstros da literatura desde a infância”.

O próprio nome do projeto, Penny Dreadful, funciona como uma referência a um estilo da literatura vitoriana mais acessível (consequentemente tida também como de baixa qualidade) para a classe operária, esta que normalmente apresentava histórias de mistério bem curtas e eram produzidas com materiais baratos. Seu estilo de publicação seguia um formato serializado, ou seja, a cada semana um novo capítulo era publicado.

O início da década de 2010 foi muito positivo para o roteirista, uma vez que seu trabalho em Operação Skyfall foi amplamente aclamado. Junto a ele no projeto estava também Sam Mendes, um diretor com grande renome em Hollywood, no cargo de produtor; a dupla até então estava no comando da franquia protagonizada por Daniel Craig nos cinemas.

A série contou com a “benção” do premiado Sam Mendes.

O elenco tinha em suas peças centrais nomes famosos também, com destaque para Eva Green (outra que curiosamente também esteve envolvida no universo 007) no papel mais central, seguida de Timothy Dalton (que foi James Bond em duas ocasiões em 1987 e 1989) e um antigo nome ascendente do cinema americano, Josh Hartnett.

A premissa da nova série se aproximava bastante do volume I da história de Alan Moore; na Inglaterra vitoriana uma mulher misteriosa deve reunir um grupo de personalidades excêntricas para concluir uma missão. No caso de Penny Dreadful esse trabalho é encontrar a filha desaparecida de Sir Malcolm (personagem de Dalton) apelidada de Mina, nome referente ao líder do grupo nos quadrinhos.

Além deles, a produção também apresenta uma versão mais jovem de Victor Frankenstein, bem como uma recriação do monstro do mesmo (que deseja descobrir se de fato possui uma alma, acima de tudo), e o imortal Dorian Gray. 

O monstro de Frankenstein foi um dos destaques da trama.

Apesar de todas as similaridades entre os dois materiais, jamais foi assumido por nenhum dos envolvidos na série quaisquer ligações com os quadrinhos. A despeito de ser uma adaptação ou não o seriado consegue facilmente caminhar com as próprias pernas, oferecendo uma construção de atmosfera que se mantém real (à estética londrina do século XIX) até certo ponto, porém, com a sensação de que qualquer acontecimento sobrenatural que possa ocorrer é completamente crível.

Ao longo de suas três temporadas a série obteve 91 nomeações para diversos prêmios e 16 vitórias, com muitos deles tendo em vista os aspectos técnicos como o visual e a atuação de Eva Green no papel de destaque. O fim do programa veio em 2017, após uma decisão que teria vindo do próprio John Logan no qual aquele era o momento propício para encerrar.

A série ainda receberia um spin-off intitulado City of Angels com novos personagens e ambientação. A empreitada, entretanto, teve apenas uma temporada antes de ser cancelada. 

 

‘007 – Sem Tempo para Morrer’ ultrapassa US$ 600 milhões mundialmente

Sucesso! A sequência ‘007: Sem Tempo Para Morrer‘, que marca a despedida do astro Daniel Craig como James Bond, ultrapassou impressionantes US$ 600 milhões nas bilheterias mundiais.

A arrecadação no mercado internacional foi impulsionada pela estreia na China, onde a produção arrecadou US$ 28.2 milhões – o que representa a terceira melhor estreia de uma produção hollywoodiana no país neste ano.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 133.3 milhões. Internacionalmente, foram US$ 472.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou impressionantes US$ 605.7 milhões mundialmente.

O longa está cada vez mais próximo de superar a arrecadação de ‘Velozes e Furiosos 9‘ (US$ 721M) e se tornar a MAIOR bilheteria do ano, para uma produção hollywoodiana.

Vale lembrar que ‘Sem Tempo Para Morrer‘ estreou nos EUA com US$ 56 milhões – tornando-se a quarta maior estreia de todos os filmes do James Bond no país, atrás apenas de ‘007 – Operação Skyfall‘ ($88.3M), ‘007 Contra Spectre‘ ($70.4M) e ‘007 – Quantum of Solace‘ ($67.5M).

Cary Joji Fukunaga (‘Beasts of No Nation’) é responsável pela direção.

Na trama, o agente secreto britânico está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. No entanto, sua paz está com os dias contados, já que uma nova missão lhe é dada. 

O elenco também traz o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright, além de apresentar Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek.

‘Venom: Tempo de Carnificina’ já arrecadou quase US$ 400 milhões mundialmente

Sucesso nos cinemas, a sequência ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ já arrecadou quase US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 190.4 milhões. No mercado internacional, foram US$ 205.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou impressionantes US$ 395.8 milhões mundialmente.

Confira nossa crítica em vídeo:

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

O Mês do Terror | Eraserhead (1977) | A estreia de David Lynch com o abstrato

Primeiro longa do diretor reúne todo o simbolismo que são naturais em suas narrativas

Apesar de não muito comentado, o subgênero do horror composto por obras abstratas é um dos mais curiosos que esse segmento do cinema tem a oferecer. A questão gerada no espectador e a montagem de cada cena que, não seguindo uma estrutura tradicional, pode ser discutida sob vários pontos de vista concede vida longa a tais produções.

O ucraniano Andrzej Zulawski e o japonês Nobuhiko Obayashi são alguns exemplos de profissionais que se aperfeiçoaram nessa narrativa, entretanto o grande nome que vem à mente quando se trata de temas interpretativos (sob um ponto do terror muitas vezes) é o de David Lynch.

Quando se pensa na carreira do excêntrico diretor a produção mais discutida é certamente Twin Peaks; o seriado que marcou época no início dos anos 90 e atraiu a atenção mundial para o mistério de quem matou Laura Palmer. Não só pela trama central mas o seriado se tornou alvo de análise constante por sua metalinguagem que se intensificou mais na segunda temporada.

Foi em “Twin Peaks” que Lynch lidou com a máxima do abstracionismo.

Mesmo assim, a tendência de Lynch implantar temáticas mais abstratas em suas narrativas data de bem antes à Twin Peaks; na verdade até mesmo antes de Veludo Azul (1986). Seu estilo já estava presente desde seu primeiro longa, em 1977, intitulado Eraserhead; anteriormente o cineasta só havia se aventura em curtas.

Falar da trama de Eraserhead é tentar definir como o diretor concebe cada idéia de projeto, porém o conceito geral segue Henry Spencer (interpretado por Jack Nance que também se tornaria um colaborador de longa data para Lynch) que inicialmente se apresenta como um operário infeliz, que vive na Filadélfia (cidade com grande importância pessoal para o cineasta) que está para entrar em período de férias.

Seus planos de repouso, porém, são interrompidos quando lhe chega a notícia de que ele tem um filho; criança essa que possui visíveis malformações. Sem escolha, Henry passa a viver com a mãe e a criança em um apartamento minúsculo e preso a um dia a dia sufocante entre os choros incessantes da criança e um trabalho terrível.

A vida de Henry é um pesadelo sem fim.

A produção de Eraserhead foi marcada pela turbulência, principalmente quando o assunto era financiamento. Sendo um projeto independente, Lynch teve dificuldade em obter a verba necessária da AFI (ONG responsável pela curadoria de obras historicamente importantes nos EUA) muito por razão do roteiro da obra, assinado pelo mesmo, ter pouco mais de vinte páginas.

Originalmente o financiamento veio de diversas fontes, com a primeira contribuição vindo de um conhecido do diretor que também era colaborador de Terrence Malick (cineasta com características similares a David Lynch). Eventualmente a esposa do ator principal, Jack Nance, contribuiu também ao passo que o próprio comandante do projeto teve que entregar jornais para manter uma parte do dinheiro entrando.

Em si, o texto da obra é alvo histórico de debates sobre qual é a melhor forma de abordá-lo. É de praxe para o diretor nunca explicar sua escrita pois assim cada espectador pode elaborar uma interpretação própria para o que acabou de ver; com Eraserhead muito se teoriza que o filme trata de como Lynch se sentiu com o nascimento não planejado da filha e quando mesma nasceu com necessidade de uma cirurgia de correção.

Ainda assim, o filme alcançou status respeitáveis junto a outros grandes cineastas da época; Stanley Kubrick teria afirmado que Eraserhead o ajudou a “estar no estado de espirito adequado” para dirigir O Iluminado três anos depois; John Waters (referência do cinema campie) considera esse seu filme favorito.

O que se percebe é que este exemplar simboliza o tipo de narrativa com o qual David Lynch alcançaria a fama poucos anos depois, bem como a curiosa relação dele com o público no qual a cada nova história ele gera um milhão de perguntas sem jamais indicar que dará alguma resposta.

 

 

 

‘Duna’ já arrecadou quase US$ 300 milhões mundialmente

Mantendo-se no topo das bilheterias norte-americanas pelo segundo final de semana seguido, a adaptação ‘Duna‘ já arrecadou quase US$ 300 milhões mundialmente.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 69.4 milhões. No mercado internacional, foram US$ 227 milhões.

Ao total, a adaptação já arrecadou US$ 296.4 milhões mundialmente.

Vale lembrar que o longa estreou nos EUA com ótimos US$ 40.1 milhões, o representa a MAIOR estreia da Warner Bros. desde o lançamento híbrido no streaming com a HBO Max no país – ultrapassando a estreia de ‘Godzilla vs. Kong‘ (US$31M).

Crítica | Duna – Denis Villeneuve corresponde às expectativas?

Vale lembrar que ‘Duna‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

A trama segue Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.

Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome’) estrela. O elenco ainda conta com Oscar IsaacRebecca Ferguson, Jason MomoaDave BautistaJavier BardemCharlotte Rampling, ZendayaJosh BrolinDavid Dastmalchian.

O Mês do Terror | Top 5 Produções do CLÁSSICO estúdio Hammer

Icônico estúdio britânico tem longo acervo

Dentre os vários estúdios focados em produções do terror, poucos tem o peso cultural e representação que a Hammer construiu. Fundada em 1934, a empresa não embarcou diretamente no terror, mas muitas de suas produções iniciais tinham muita identificação com o suspense (salvo algumas exceções como a comédia A Vida Pública de Henrique IX e o musical Sporting Love).

Entretanto, a fama do estúdio se espalhou de fato na década de 50 quando ele abraçou ativamente as propriedades dos monstros clássicos da literatura, especialmente o Drácula. Isso permitiu que a Hammer solidificasse a sua marca (ao acostumar o público com um modelo de produção mais singelo) e se tornasse referência para outros estúdios (que invejavam o baixo investimento e alto retorno de seus filmes).Tendo isso em mente seguem cinco exemplos de produções que impulsionaram a marca da Hammer Film Productions até o topo dos realizadores do terror.

5) Atração Mortal (1970)

Hammer e os imortais que se alimentam de sangue é uma relação mais do que conhecida, tendo sido esse tipo de enredo como alguns dos seus maiores sucessos de bilheteria. Com isso em mente, o estúdio se sentiu motivado a lançar uma adaptação do romance Carmilla de 1872, assinado por Sheridan Le Fanu.

“Carmilla” foi uma obra muito polêmica para a época.

Tanto o conto gótico quanto a adaptação de 1970 foram obras complicadas em seus tempos, pois elas se propõem a representar uma personagem abertamente homossexual. Na trama, Carmilla e sua suposta mãe se hospedam na residência do General Spielsdorf (interpretado por um dos astros da Hammer, Peter Cushing); lá a vampira se aproxima de sua sobrinha e gradualmente a jovem vai demonstrando que algo a está afetando.

4) O Homem que Enganou a Morte (1959)

Uma das parcerias que mais movimentou o estúdio no seu período áureo foi aquela entre o diretor Terence Fisher e a dupla de atores Peter Cushing\Christopher Lee. O realizador é creditado como um dos pioneiros no uso de cores para obras do estúdio e suas obras são facilmente identificáveis pela sexualidade exacerbada dos personagens.

Um dos filmes mais conhecidos de Fisher na Hammer.

Em O Homem que Enganou a Morte o diretor trabalha mais uma vez seu estilo de ambientação favorito: o cenário gótico do século XIX. A trama acompanha o Dr. Georges Bonnet que esconde um terrível segredo: vivendo há mais de cem anos ele necessita periodicamente de um transplante de glândula para se manter vivo. É partindo dessa premissa que ele parte para cometer crimes violentos de modo que possa assegurar sua sobrevivência.

3) O Monstro de Duas Caras (1960)

A história clássica de Robert Louis Stevenson a respeito do conturbado Dr. Henry Jekyll e sua contraparte violenta, o Sr. Hyde, é um dos romances policiais mais influentes de todos os tempos. Sua ambientação em uma Londres vitoriana, mistério central e questões sobre o bem e mal tornam a obra como um conceito de roteiro muito atrativo para o cinema.

Uma interessante releitura da clássica história do Dr. Jekyll.

Nas mãos do já mencionado Terence Fisher o enredo traz uma abordagem um pouco diferente; aqui o Dr. Jekyll é um cientista recluso cujo casamento está desmoronando e sua esposa está se relacionando secretamente com seu amigo (interpretado por Christopher Lee). 

Ao se expor ao famoso soro ele libera a persona de Edward Hyde que é o oposto do cientista em todos os aspectos (inclusive diferindo da versão original em que fisicamente ele é intimidador), porém, com uma enorme propensão à violência quando contrariado. Apesar de não ser uma reimaginação por completo, ela ainda oferece uma visão inédita do personagem.

2) O Vampiro da Noite (1958)

Mais uma vez a dobradinha Terence Fisher\Christopher Lee\Peter Cushing protagoniza uma nova obra, desta vez uma das mais icônicas do estúdio. A produção do mesmo não diferiu muito do que geralmente era feito pela Hammer; com um orçamento de £80.000 muito da variação de cenários do livro de Stoker teve que ser enxugado, eliminando assim cenas elaboradas de transição de um lugar para o outro (como a malfadada viagem de Drácula a bordo do Deméter).

Para muitos, Christopher Lee é o Drácula definitivo.

Ainda assim, o sucesso de público e crítica não foi atrapalhado pela redução de gastos. Calcula-se que o filme tenha dado um retorno de US$ 25 milhões, além de imortalizar Christopher Lee como uma das versões mais adoradas do famoso vampiro.

1) O Cão dos Baskervilles (1959)

Como não poderia deixar de ser, mais um título em que Terence Fisher comanda os dois atores previamente mencionados. Dessa vez o diretor deixa de lado a narrativa gótica de Drácula e Dr. Jekyll para se debruçar sobre Sherlock Holmes, mais especificamente o livro de mesmo título.

A dupla principal funciona muito bem em tela.

Na trama, Holmes (interpretado por Cushing) é contratado pelo último herdeiro dos Baskervilles (interpretado por Christopher Lee) para investigar uma antiga maldição que mata os membros da família há gerações. Sendo o cético que é, Holmes se sente desafiado a provar que tal problemática nada tem de sobrenatural e, como tudo na vida, tem uma resposta lógica.

Esse é outro exemplo em que o diretor demonstra saber como trabalhar a coloração de um filme, cada cena possui algum tom de cor que se destaca, o que realça a beleza da obra. Já o protagonista Peter Cushing entrega um Holmes bastante racional, não muito diferente de seu Van Helsing, com uma química sensacional com o Dr. Watson de André Morell.

‘Halloween Kills’ ultrapassa US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais

Michael Myers (aka The Shape, left) in Halloween Kills, directed by David Gordon green.

Michael Myers continua reinando! Justamente no dia de Halloween, a sequência ‘Halloween Kills: O Terror Continua‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 85.6 milhões. No mercado internacional, foram US$ 29.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou impressionantes US$ 115.1 milhões mundialmente.

Halloween Kills‘ segue em exibição nos cinemas brasileiros!

Vale lembrar que ‘Halloween Kills‘ estreou nos EUA com impressionantes US$ 50.3 milhões – o que representa a MELHOR estreia para um filme para maiores desde o início da pandemia.

Além disso, o terror também se tornou a terceira maior estreia da história para um filme de terror lançado em outubro, atrás apenas do reboot ‘Halloween‘ ($76.2M) e ‘Atividade Paranormal 3‘ ($52.5M).

‘Arcane’: Série baseada em ‘League of Legends’ ganha trailer final; Assista!

A Netflix divulgou o trailer final de ‘Arcane‘, série animada baseada na icônica franquia de games ‘League of Legends‘.

Confira:

A produção será lançada na plataforma no dia 6 de novembro.

Criada por Christian Linke e Alex Yee, a produção foi anunciada em 2019 em um evento de comemoração aos 10 anos de estreia do game.

Dos mesmos criadores de ‘League of Legends’, chega uma nova série de animação: Arcane. Ambientada na próspera região de Piltover e na oprimida cidade subterrânea de Zaun, a história explora as origens de duas campeãs icônicas e do poder que irá separá-las.

‘Eternos’: Clipe espanhol do filme faz referência a Thanos e a ‘Vingadores: Ultimato’; Confira!

Através do YouTube, foi divulgado um novo clipe oficial de ‘Eternos’, próximo filme da Marvel Studios.

O teaser em questão faz referência ao icônico vilão Thanos e ao longa-metragem ‘Vingadores: Ultimato’.

Confira:

Lembrando que o longa dirigido por Chloé Zhao chega aos cinemas nacionais em 04 de novembro.

Eternos‘ segue a jornada de seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

O elenco conta também com Salma Hayek (Ajak), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).