A California Filmes divulgou o trailer nacional da sequência ‘Deus Não Esta Morto: O Próximo Capítulo‘, quarto filme da franquia.
Confira, dublado e legendado:
Vance Null, que trabalhou como editor nos filmes anteriores, assume a direção.
Após uma inspeção inesperada de uma funcionária do governo local, famílias que educam seus filhos em casa são obrigadas a coloca-los na rede pública de ensino. A funcionária acredita que as crianças estão recebendo uma educação inferior em relação à escola tradicional e estão sendo doutrinadas por suas famílias a crerem na Bíblia. Surpreso com a interferência do governo, e acreditando no direito de educar seus próprios filhos, o reverendo Dave assume a defesa das famílias, e juntos vão a Washington para uma audiência histórica.
[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]
Se você ainda não assistiu ao filme, siga por sua conta e risco.
Venom: Tempo de Carnificina chegou aos cinemas e apesar das críticas mistas, tem feito bonito na bilheteria. Em uma trama ainda mais surtada do que no filme o original, essa sequência aposta numa pegada meio romântica entre Eddie Brock (Tom Hardy) e o Venom, enquanto ambos tentam superar o término com a ex (Michelle Williams), encontrando na relação deles a chave para o sucesso e para derrotar o Carnificina (Woody Harrelson). Pois bem, além de toda a história principal, essa continuação traz diversos easter eggs. Por isso, o CinePOP separou aqueles que dão possíveis pistas sobre o futuro da franquia nos cinemas. Confira!
Detetive Patrick ‘Pat’ Mulligan
Interpretado por Stephen Graham, o Detetive Mulligan é um dos principais personagens introduzidos no filme. Além dele ter seu papel relativamente importante na trama, seu suposto final é um grande indício de que ele poderá se estabelecer como o principal vilão de um possível terceiro filme da saga. Isso porque ele termina tendo contato tanto com o Venom quanto com o Carnificina, e depois aparece com seus olhos brilhando. E como o papel do vilão já foi resolvido nesse longa, tudo indica que, assim como nos quadrinhos, ele retorne como o Toxina, um simbionte que surge da fusão justamente do Venom com o Carnificina.
Protetor Letal
Lançada em 1993, essa minissérie de seis partes foi a primeira protagonizada pelo Venom e acabou servindo como base para a franquia dos cinemas. Nela, Eddie Brock decide agir como um tipo de anti-herói e acaba se mudando para São Francisco, onde combate o crime do seu jeito e enfrenta os planos malignos que a Fundação Vida tem para o simbionte. No filme, o Venom tenta emplacar para Brock o apelido de “Protetor Letal” algumas vezes, até que o humano cede e a relação deles se fortifica. Como essas revistas foram bases para partes importantes dos filmes, pode ser que a trama dos “filhos” do simbionte se expandam para um possível terceiro capítulo cinematográfico.
Mutações
Nos quadrinhos, a Shriek (Naomie Harris) é uma mutante. Porém, como o universo Marvel sempre teve seus direitos fragmentados nos cinemas, poucas pessoas apostavam que a Sony fosse usar essa origem da personagem no filme, já que os direitos dos X-Men nos cinemas pertencem à Disney. Na verdade, pouco se fala sobre a origem dela mesmo, mas a personagem afirma que seus poderes são frutos de “mutação”, uma palavra que a própria Disney evitou usar enquanto os X-Men pertenciam à Fox. Por outro lado, isso fortalece os rumores de que os dois estúdios estariam costurando um novo acordo pelo uso dos personagens em seus respectivos universos cinematográficos.
Nunca antes um filme do universo do Aranha referenciou tanto o herói sem efetivamente mostrá-lo. A primeira delas é quando o Venom está discutindo com Brock e fala algo como “responsabilidade é para fracassados”. É uma referência ao clássico lema do Cabeça de Teia nos quadrinhos e nos cinemas: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Mais tarde, em uma cena que já havia aparecido no trailer, Cletus Kasady (Woody Harrelson) estava escrevendo a história de sua infância em um cartão para Eddie, quando uma aranha sobe na folha. Nesse momento, Cletus fala sobre heróis terem suas origens e esmaga o bicho, diferente de Peter Parker, que acabou sendo picada pela aranha. Por fim, na cena pós-créditos, Eddie e Venom acabam sendo magicamente transportados para o Universo Cinematográfico Marvel, onde chegam no momento exato em queJ.J. Jameson (J.K. Simmons) revela ao mundo que o jovem Peter Parker (Tom Holland) é o Homem-Aranha. O Venom prontamente se interessa pelo rapaz, o que faz lembrar o começo do filme, quando ele fica reafirmando que Eddie é um hospedeiro medíocre que só se beneficia dele sem oferecer nenhum benefício em troca. Será que essa troca de hospedeiros vem aí?
Mente coletiva
Enquanto a atenção estava voltada para a chegada do Venom ao MCU, uma informação importante foi dada em forma de piadoca: os simbiontes possuem mente coletiva. Na cena, antes de serem transportados para outra realidade, Venom e Eddie estavam deitados em um quarto de hotel vendo novela, quando o simbionte afirma acumular o conhecimento de 80 mil anos de experiências compartilhadas de forma “uni-mental” pela sua espécie alienígena. Nos quadrinhos, essa consciência é gerada por Knull, o deus dos simbiontes. Ele é uma das entidades mais poderosas do Universo Marvel recente por representar a escuridão. Por isso, já se envolveu com personagens poderosíssimos, como o Thor e os Celestiais, que serão retratados em Eternos, além do próprio Venom. Um fato interessante é que ele foi o responsável por cortar a cabeça do Celestial que acabou virando o “planeta” Luganenhum, mostrado na franquia Guardiões da Galáxia (2014 – 2017). Será que um fim de trilogia colocando o Venom contra seu deus estaria passando pela mente da Sony?
Venom: Tempo de Carnificina está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.
O aguardado filme solo do ‘Batman‘ ganhou dois novos cartazes individuais, destacando o Cavaleiro das Trevas e o vilão Charada.
Confira:
‘The Batman‘ tem estreia marcada para 04 de março de 2022.
Em entrevista, Reeves comentou que o longa será diferente dos filmes anteriores e não se apresentará como uma tradicional história de origem, como já vimos no passado. Conforme ele explicou, o longa fará referências às suas origens, mostrando uma perspectiva muito mais emocional e complexa.
“Eu senti que vimos muitas histórias de origem do personagem. Parece que as coisas vão cada vez mais longe nessa fantasia, e eu pensei ‘bem, um lugar onde ainda não estivemos é fundamentando-o da maneira que os quadrinhos Ano Um faz, chegando direto em um jovem Batman, não sendo um conto de origem, mas referindo-se às suas origens e abalando-o até o âmago. Você pode fazer com que sua história seja muito prática, mas também pensei que poderia ser o filme do Batman mais emotivo já feito.”
Além de Pattinson no papel principal, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard,Jayme Lawson, Gil Perez-Abraham, e os irmãos Max e Charlie Carver.
Através do Instagram, a página oficial da franquia ‘Jurassic World’ anunciou que a 4ª temporada da série animada ‘Acampamento Jurássico’ ganhou data de estreia: 03 de dezembro de 2021.
Além disso, foi divulgado um teaser misterioso que nos prepara para visitar uma nova ilha.
A trama se passa na mesma linha temporal de ‘Jurassic World‘ e acompanha um grupo de adolescentes que fora escolhido para a experiência única de viver uma aventura no lado oposto da Ilha Nublar. No entanto, o passeio foge de controle quando os dinossauros começam a atravessar para o outro lado, colocando a turma toda em um perigo iminente. Sem contato com o mundo exterior, eles terão que se unir para tentar sobreviver.
A morte da atriz Brittany Murphy, que nos deixou com apenas 32 anos de idade em 2009, chocou o mundo e causou uma enorme comoção – principalmente no tocante às “misteriosas” causas de seu falecimento. Afinal, ninguém conseguiria acreditar que uma jovem saudável e havia construído uma sólida carreira no cinema e na televisão poderia morrer em virtude de complicações de pneumonia e anemia. Mais do que isso, ninguém encontrava razões para que seu marido na época, o diretor e roteirista independente Simon Monjack, não havia feito nada para descobrir o que tinha de errado com sua saúde, nem sequer levá-la ao hospital.
Se há uma palavra que pode definir os males que acometeram Murphy, essa é resignação. Murphy encontrou enorme sucesso ao encarnar o clássico papel de Tai na comédia adolescente ‘As Patricinhas de Beverly Hills’, dividindo os holofotes com Alicia Silverstone e caindo no gosto do público e da crítica – motivo pelo qual ascendeu a uma fama estupenda e incontrolável. Entretanto, nada poderia prever seu relacionamento com Monjack ou o fato de que seria forçada a abandonar o próprio livre-arbítrio em prol de algo que acreditava ser “amor verdadeiro”, quando, na verdade, era a representação máxima de um tóxico laço que a transformava em uma marionete submissa a alguém mais poderoso (emocionalmente falando, não em relação a dinheiro ou influência).
Ao longo do documentário, dividido em duas partes de uma hora cada, a diretora Cynthia Hill tem um objetivo muito claro que parte de uma premissa sociológica e analítica formulaica, ainda que bem-vinda: nos levar aos bastidores da cruel magnanimidade de Hollywood e de como inúmeros artistas e aspirantes a artistas se rendem aos perigos do centro do show business contemporâneo. De certa forma, Hill abre espaço para discussões que são bem necessárias para os dias de hoje, como o bodyshaming e o machismo que as mulheres enfrentam desde sempre na sociedade, ou então o papel depreciativo de veículos midiáticos como os tabloides – ora, ela até mesmo consegue conversar com o infame Perez Hilton, que reconhece os condenáveis comentários que fazia a Murphy e a tantas outras celebridades.
Entretanto, Hill também esbarra em erros que se tornaram constantes e comuns em produções do gênero – e que já são vistas há algum tempo tanto nos streamings quanto na televisão e nas telonas. Há uma certa necessidade de englobar absolutamente todos os aspectos que giraram em torno de Murphy em detrimento de uma concisão que faça sentido e que não repita assuntos que já foram discutidos e concluídos. O foco aqui é – ou ao menos deveria ser – como uma pequena garota de Nova Jersey alcançou fama mundial antes mesmo de seus trinta anos e observou, impotente, enquanto definhava perante forças que não conseguia controlar; o resultado é uma mistura de múltiplos pontos de vista endereçados a reafirmar as teorias conspiratórias acerca de sua morte e a dar enfoque a Monjack e à sua nada confiável personalidade golpista.
Apesar do que certas pessoas podem achar, a produção não é difamatória – visto que traz os fatos que foram apresentados para a compreensão de seu falecimento. Brittany, desde que ganhou reconhecimento pelo supracitado filme de 1995, tornou-se a It girl que roubava as manchetes dos grandes jornais e ficou marcada com uma potencialidade ilimitada, inclusive levando-a a estrelar obras como ‘8 Mile – Rua das Ilusões’, ‘Garota Interrompida’ e ‘Grande Menina, Pequena Mulher’. E, enquanto posava com um grande sorriso, as pessoas próximas à performer percebiam uma mudança de comportamento – e, em nenhum momento, os entrevistados se lembram dela com ressentimento. Kathy Najimy, eternizada em ‘Abracadabra’ e ‘Mudança de Hábito’, se culpa no final do segundo episódio por não ter agido com mais insistência para tirá-la de seu encarceramento; Taryn Manning, de ‘Orange Is the New Black’, aparece brevemente e confirma a personalidade respeitosa e admirável de Murphy; e Alex Merkin, diretor do filme independente ‘Across the Hall’, compara a mudança de humor de quando entrava no set de gravações, agradecida por ser chamada para o projeto, e de quando conversava com o marido, retornando como uma assustada jovem que não confiava em si mesma.
Além de apresentar comentários da polícia local, do publicista da família e até mesmo da família de Monjack, Hill entra em contato com os investigadores e legistas que fizeram a autópsia do corpo de Murphy e desmistificaram as incabíveis teorias de envenenamento ou de perseguições governamentais. À medida que o documentário afirma que houve negligência por parte de Simon em levá-la ao hospital, ao mesmo tempo não responde com clareza o que precisávamos ouvir – e abre espaço para discussões intermináveis que envolvem escândalos com a própria mãe de Brittany, Sharon Murphy. E, mesmo que o apelo estético opte por uma modernização do gênero narrativo em questão, é normal nos recordamos dos recentes ‘Amy’, que explorou a vida da saudosa Amy Winehouse, e ‘What Happened, Miss Simone?’, que fez um retrato aplaudível da lendária Nina Simone.
O novo documentário da HBO Max pode não ser ruim ou intragável, mas parece determinado a conquistar apenas os fãs de mistérios criminais – se é que podemos afirmar que houve algum mistério – e da atriz. Ademais, não há muito de novo a ser descoberto aqui; o que temos é um entretenimento que podemos conferir despretensiosamente e, talvez, para compreender um pouco mais sobre a complexa engrenagem que rege Hollywood.
‘O Último Duelo’, o aguardado épico histórico dirigido porRidley Scott (‘Gladiador’) chegou hoje aos cinemas nacionais, junto com as avaliações dos críticos.
No Rotten Tomatoes, o longa estrelado porMatt DamoneAdam Driver registrou 86% de aprovação, a partir de 124 análises.
Ao total, foram 107 positivas e apenas 17 negativas.
Entre os principais comentários, os jornalistas elogiaram tanto o belo visual dos figurinos quanto as coreografias muito bem ensaiadas.
O roteiro também é exaltado por reproduzir a “vaidade masculina e a hipocrisia misógina” da era medieval, como diz a crítica do Washington Post.
Além disso, as performances de Damon e Driver também renderam diversos elogios, algo que já era esperado, considerando o histórico da dupla.
Confira as críticas:
“‘O Último Duelo‘ é uma obra-prima, tanto na tela quanto nas entrelinhas, ampliando a humanidade imperfeita dos homens e o poder corajoso de uma mulher.” – A Movie Guy.
“Um caso medieval brutal e assustador sobre poder, egocentrismo, hipocrisia, lealdade e verdade. O melhor filme de Ridley Scott desde ‘Perdido em Marte‘.” – CineXpress.
“A atuação de Damon é tão convincente que até nos distrai das cicatrizes faciais desagradáveis de seu personagem e do pior corte de cabelo que vi desde a temporada de futebol de 1976/77, embora eu sempre ache que Driver se adapta ao drama de época como poucos atores.” – Daily Mail.
“Repleto de visuais surpreendentes, e talvez salvo pela atuação precisa de Jodie Comer, o filme é bem-sucedido, apesar de tudo, uma relíquia arrebatadora.” – Mafia Post.
“Este filme espetacular simplismente vai deixar seu coração acelerado e partido ao mesmo tempo.” – The Sun.
“O filme é um espetáculo horrendo de uma época em que as mulheres eram tratadas como bens móveis e éguas procriadoras, e o estupro era um crime contra a propriedade. A verdade aqui é parcial, mas importante.” – Age of the Geek.
“‘O Último Duelo’ é um filme tão rico e visualmente deslumbrante quanto enriquecedor de forma intelectual. É uma história recompensadora, mas nada fácil de digerir.” – Midwest Film Journal.
“As cenas de ação são realmente épicas, mas o questionamento no centro do tema, poderia ter sido tratado com muito mais sensibilidade. Seu estilo narrativo arrastado também prolonga o tempo de execução, que já é exagerado.” – FlixChatter Film Blog.
Assista ao trailer:
Baseado no romance homônimo publicado por Eric Jager em 2004, o roteiro foi escrito por Nicole Holofcener, ao lado de Ben Affleck e Damon, que já foram premiados com o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1998 por ‘Gênio Indomável‘.
Dirigido por Ridley Scott, o longa é ambientado na França do século XIV e contará a história da vida real dos cavaleiros Jean de Carrouges (Damon) e Jacques Le Gris (Driver), que participaram do último duelo até a morte, sancionado oficialmente depois que Carrouges acusou Le Gris de estuprar sua esposa, vivida por Jodie Comer.
A Warner Bros. divulgou uma nova sinopse oficial de ‘Matrix Ressurrections‘ que estabelece um ambiente muito semelhante ao filme original, mas virando-o de cabeça para baixo. Ou seja, Thomas Anderson estará mais uma vez dentro da ‘Matrix‘, sem saber de seu passado após os acontecimentos de ‘Revolutions‘, mas o mundo digital será diferente.
“Em um mundo de duas realidades, o cotidiano e o que está por trás dele, Thomas Anderson terá que optar por seguir o coelho branco mais uma vez. A escolha, embora seja uma ilusão, ainda é a única forma de entrar ou sair da Matrix, que está mais forte, mais segura e mais perigosa do que nunca”.
O que achou da sinopse?
‘Matrix Ressurrections‘ estreará no Brasil numa quarta-feira, dia 22 de Dezembro de 2021.
Assista:
O novo filme contará com o retorno de Keanu Reeves (Neo), Carrie-Ann Moss (Trinity), Jada Pinkett-Smith (Niobe) e Daniel Bernhardt (Agente Johnson), além de introduzir Yahya Abdul-Mateen II, Neil Patrick Harris, Christina Ricci e Priyanka Chopra.
‘Matrix’ foi lançado em 1999 e aclamado pelo mundo por conta dos efeitos visuais pioneiros. O original ganhou quatro Oscars e arrecadou 463 milhões de dólares em todo o mundo.
Seguiram-se duas continuações, ‘Matrix: Reloaded’ e ‘Matrix: Revolutions’, ambas lançadas nos cinemas em 2003.
Ao todo, a trilogia arrecadou US$ 1.6 bilhão de dólares para a Warner Bros Pictures.
Nostalgia tem sido a lei máxima que guia produções de Hollywood em tempos recentes
Após lançar seu primeiro trailer, o futuro Matrix: Ressurreição deixou no ar mais perguntas do que respostas. Obviamente, com tudo o que envolve a mitologia da consagrada franquia isso já era algo de se esperar. Dentre as principais dúvidas que serão respondidas está: o que será o enredo e como ele continuará com o que foi mostrado na trilogia.
A dupla Neo e Trinity (Keanu Reevese Carrie-Anne Moss) aparentemente está de volta, porém, com a ausência do ator Laurence Fishburne no papel do icônico Morpheus. Esse pode ser um indicativo de que a problemática envolvendo a realidade virtual criada pelas máquinas ainda não foi resolvida ou que um novo ciclo irá começar.
Tendo isso em mente, começa a surgir o risco de que tudo que apresentado (desenvolvido e concluído nos filmes anteriores) pode ser reapresentado ao público; dessa forma abandonando qualquer sensação de evolução em prol de resgatar a nostalgia proveniente das obras anteriores – principalmente do primeiro capítulo.
Neo e Trinity estão de volta.
A mencionada palavra (Nostalgia) tem sido uma fonte de combustível para Hollywood por décadas, não se limitando a tempos recentes. Algumas das obras que surgiram ao final da década de 70 eram, conforme apontado por seus criadores, homenagens às produções mais antigas que, de alguma maneira, os influenciaram quando ainda eram pequenos.
O diretor George Lucas com Star Wars de 1977 é um exemplo, uma vez que ele jamais negou que a obra foi fortemente inspirada pelas histórias em quadrinho de Flash Gordon. Já Indiana Jones tinha suas raízes muito ligadas aos antigos filmes de aventura também da primeira metade do século XX.
No artigo Backward glances: The cultural and industrial uses of nostalgia in 2010s Hollywood cinema, assinado por Matthew Cooper, é definido que os filmes mencionados anteriormente são representações muito particulares do período em que foram feitos.
“Star Wars” foi a conjunção de diversas inspirações de George Lucas.
“Para Davis e Jameson, esses filmes correspondem às ansiedades culturais da era predecessora (os levantes sociais dos anos 60) e da severa crise pós-moderna de historicidade e mudanças nas formas de representatividade. Nas décadas desde então, as assim chamadas ondas de nostalgia podem ter fluído e refluído…”
Ainda assim, até a virada do século, o uso de nostalgia na produção de filmes era tratado muito mais como uma forma de homenagem à alguma obra importante do passado (como Scarface em 1983) do que uma ferramenta, no sentido mais direto, para atrair o maior número possível de espectadores.
Foi somente com os anos 2010 que algo mudou na percepção do público, mudança significativa o suficiente para que a presença de elementos nostálgicos em lançamentos se tornasse algo negativo para alguns. É importante separar os diferentes tratamentos nostálgicos que surgiram nesse período, uma vez que nem todos foram elaborados com fins de reviver uma marca valiosa.
“Scarface” de 1983 foi uma homenagem a um clássico do gênero gangster.
O musical fenômeno La La Land nada mais é do que um tributo à nostálgica fase dos musicais dos anos 50 (como Cantando na Chuva) e às performances de Fred Astaire nos anos 30; O Artista, lançado em 2011, propôs uma revisita ao período final do cinema mudo e à complicada transição dos artistas para o sonoro; A Forma da Água foi, em parte, uma homenagem às ficções científicas dos anos 50 envolvendo monstros.
Todas as três obras compartilhamuma ligação sentimental que seus idealizadores tinham para com uma época anterior, além de terem sido destaques nas suas respectivas temporadas de premiação. Entretanto, junto a eles veio outra forma de nostalgia simbolizada no resgate de marcas extremamente populares do passado.
Nesse sentido, a estratégia utilizada pela Disney após a compra da Lucasfilm, e por consequente da marca Star Wars, foi de pronto resgate do sentimento nostálgico envolvendo a trilogia original (1977-1983) e enfático distanciamento da trilogia prequel (1999-2005). O que se seguiu foi a trama em O Despertar da Força e seu evidente esforço de se assemelhar o máximo possível com o filme original.
Financeiramente a abordagem funcionou e serviu de ponta de lança para que outra franquia famosa, Jurassic Park, produzisse tentativas de sequência do filme original dirigido por Steven Spielberg. O que se constatou pelo público, bem rapidamente, foram que tais propriedades não estavam sendo resgatadas ou continuadas mas sim requentadas; cobertas com um novo verniz sob a desculpa de atrair um novo público.
O que se provou foi uma resposta negativa do público na mesma proporção dos números positivos de bilheteria. O último capítulo da mencionada nova trilogia de Star Wars, citando como exemplo, tem a menor porcentagem de aprovação do público dentre todos os nove filmes, porém, teve o saldo final ultrapassando a marca do bilhão.
Resta à Matrix: Ressurreição declarar a qual tipo de nostalgia ele pertence; um tributo pessoal e sentimental a uma trilogia que marcou época no cinema ou uma tentativa de entregar a mesma história já conhecida pelo público com sutis diferenças para que se passe por um novo capítulo.
De acordo com o empresa, a Spectrevision vai desenvolver uma versão “mais acessível e atualizada do Zé do Caixão, apresentando o personagem para um público maior”.
“Zé do Caixão é uma figura icônica que merece ser reimaginada para a cultura contemporânea,” afirma Daniel Noah, um dos fundadores da Spectrevision. “Estamos ansiosos para criar um novo filme que capture a arte sombria e peculiar de Jose Mojica Marins para o nosso mundo moderno”.
O personagem também ganhará um reboot mexicano através da One Eyed. O roteiro da produção está sendo escrito por Lex Ortega e Adrian Garcia Bogliano (‘Here Comes The Devil’).
Ortega será responsável pela direção do terror, que reimaginará o Zé do Caixão como uma figura da história mexicana.
“Faz sentido ambas as novas histórias serem ambientadas nos EUA, onde os filmes do Zé do Caixão cativaram toda uma geração de fãs de filmes de terror nos anos 70, e no México, onde a migração da cultura brasileira trouxe novas possibilidades para o personagem,” declarou Betina Goldman, diretora da produtora One Eyed.
A One Eyed também fechou um acordo com a UK distribution para restaurar o catálogo do Zé do Caixão com a Arrow Films. Detalhes sobre o lançamento ainda não foram anunciados.
“Esses filmes são muito importantes, não só para a história cinematográfica brasileira, como também para a história do gênero em geral,” afirmou Kevin Lambert, presidente de conteúdo da Arrow Films.
Inicialmente criado como o antagonista de ‘À Meia Noite Levarei Sua Alma‘ (1964), e interpretado pelo próprio diretor, Zé do Caixão apareceu em nove filmes e três séries de televisão, além de músicas, videoclipes e quadrinhos.
Seu intérprete, Jose Mojica Marins, faleceu aos 83 anos, em fevereiro de 2020.
Jamie Lee Curtis – Laurie Strode Judy Greer – Karen Nelson Andi Matichak – Allyson Nelson Anthony Michael Hall – Tommy Doyle
Kyle Richards – Lindsey Wallace
Dylan Arnold – Cameron Elam
Robert Longstreet – Lonnie Elam
Tristian Eggerling – Lonnie Elam
Charles Cyphers – Leigh Brackett
‘Halloween Kills – O Terror Continua‘ continua daonde o filme de 2018 parou e segue mostrando o confronto épico entre Laurie Strode e Michael Myers.
O pesadelo não acabou quando o imparável assassino Michael Myers escapa da armadilha de Laurie Strode para continuar seu banho de sangue. Ferida e levada para o hospital, Laurie luta contra a dor enquanto inspira os residentes de Haddonfield, Illinois, a se rebelarem contra Myers. Fazendo justiça com as próprias mãos, as mulheres Strode e outros sobreviventes formam uma multidão de vigilantes para caçar Michael e acabar com seu reinado de terror de uma vez por todas.
O filme é estrelado porJamie Lee Curtis e Nick Castle, reprisando seus papéis como Laurie Strode e Michael Myers, com James Jude Courtney também interpretando Myers. Judy Greer, Andi Matichak, Dylan Arnold, Kyle Richards, Charles Cyphers e Nancy Stephens repetindo seus papeis nos filmes de 2018 e 1978
Depois de um clássico boneco Chucky aparece em uma venda de usados num bairro suburbano, uma idílica cidade dos Estados Unidos é jogada no caos após uma série de assassinatos terríveis exporem as hipocrisias e os segredos de seus habitantes. Enquanto isso, a chegada de inimigos – e de aliados – do passado de Chucky ameaça expor a verdade por trás das mortes, bem como as origens do boneco demoníaco.
Na imagem, o investigador do FBI John Hartley (Johnson) enfrenta a ladra de obras de arte mais procurada do mundo, vivida por Gadot, enquanto o golpista Nolan Booth (Reynolds) observa ao fundo.
Na trama, quando a Interpol emite o alerta vermelho – um pedido global de busca e apreensão dos criminosos mais procurados do mundo – é hora de o melhor investigador do FBI, John Hartley (Dwayne Johnson) entrar em cena. A caçada vai colocá-lo no meio de um ousado plano de assalto, forçando-o a se unir ao golpista Nolan Booth (Ryan Reynolds) para capturar a ladra de obras de arte mais procurada do mundo, ‘O Bispo’ (Gal Gadot). Esta grande aventura vai levar o trio ao redor do globo, passando por pistas de dança, uma prisão isolada, pela selva e, o pior de tudo, constantemente um na companhia do outro. O elenco estelar conta ainda com Ritu Arya e Chris Diamantopoulos. Dirigido e escrito por Rawson Marshall Thurber (Central de Inteligência, Arranha-Céu: Coragem sem Limite) e produzido por Hiram Garcia, Dwayne Johnson e Dany Garcia, da Seven Bucks Productions, por Beau Flynn, da Flynn Picture Co., e pela Thurber’s Bad Version, Inc., Alerta Vermelho é um elegante jogo de gato e rato ao redor do globo.
Com estreia marcada para 12 de novembro na Netflix, o longa foi orçado em US$ 200 milhões, ultrapassando ‘O Irlandês’ (US$160 milhões), ‘Esquadrão 6’ (US$ 150 milhões) e ‘Bright’ (US$90 milhões).
A produção é dirigida e roteirizada por Rawson Marshall Thurber (‘Arranha-Céu’).
Lembrando que o novo ciclo têm estreia agendada para 17 de dezembro e que a série já foi renovada para a 3ª temporada.
Confira os títulos dos episódios abaixo:
Episódio 1 – A Grain of Truth Episódio 2 – Kaer Morhen Episódio 3 – What Is Lost Episódio 4 – Redanian Intelligence Episódio 5 – Turn Your Back Episódio 6 – Dear Friend Episódio 7 – Voleth Meir Episódio 8 – [NÃO REVELADO]
Criada por Lauren Hissrich, a série é baseada em uma saga literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski.
Geralt de Rivia (Henry Cavill), um solitário caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas muitas vezes se mostram mais perversas que as bestas. Mas quando o destino o leva a uma feiticeira poderosa e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três precisam aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.
O elenco ainda conta com Millie Brady, Freya Allan, Anna Shaffer, Jodhi May, Anya Chalotra e Björn Hlynur Haraldsoon.
Dirigido pelo cineasta visionárioRidley Scott, o longa conta uma emocionante história de traição e vingança contra a brutalidade da França do século 14. O épico histórico é um drama cinematográfico e instigante que explora o poder onipresente dos homens, a fragilidade da justiça e a força e coragem de uma mulher disposta a permanecer sozinha no serviço da verdade.
Baseado em fatos históricos, O Último Duelo desvenda suposições antigas sobre o último duelo sancionado pela França entre Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jacques Le Gris (Adam Driver), dois amigos que se tornaram rivais. Quando a esposa de Carrouges, Marguerite (Jodie Comer), é violentamente atacada por Le Gris, ela se recusa a ficar em silêncio e acusa seu agressor em um ato de coragem que coloca sua vida em perigo. O julgamento foi seguido por um duelo extenuante que coloca o destino de todos os três nas mãos de Deus.
Curiosidades:
» Originalmente, os roteiristas Matt Damon e Ben Affleck iriam interpretar os personagens principais do filme. No entanto, Adam Driver foi escalado no papel de Affleck, que escolheu assumir um personagem secundário. O motivo da mudança foi para evitar conflitos na agenda no ator, que também estava comprometido com as filmagens de ‘Deep Water‘ (2022), no qual interpreta o protagonista;
Respeito. Isso é o que todo ser vivo merece e precisa ter, seja o ser humano, os animais ou as plantas e florestas. Em pleno século 21, ao mesmo tempo em que falamos sobre enviar civis ao espaço, ainda vemos notícias sobre pessoas que não aceitam que outras pessoas tenham fé ou crença religiosa diferente. Não estamos falando nem de tolerância religiosa, uma vez que não se trata de tolerar, mas sim de respeito à fé do outro e ao outro. É nessa pegada, porém através do humor, que estreia nos cinemas brasileiros esta semana a comédia nacional ‘Amarração do Amor’.
Bebel (Samya Pascotto) e Lucas (Bruno Suzano) vão casar. Embora se amem muito e estejam em um relacionamento estável há tempos, Bebel e Lucas são de religiões diferentes: ela é judia e ele é da umbanda. É aí que a coisa toda começa a complicar, pois, para organizar a cerimônia de casamento o casal fará participar suas famílias, que têm planos bem específicos para o dia especial: Samuel (Ary França), pai de Bebel, quer que a cerimônia seja realizada por um rabino e que Lucas se converta; já Regina (Cacau Protásio) quer que o dia aconteça em seu terreiro de umbanda, conforme o último desejo do avô de Lucas. No meio desse conflito familiar religioso, o casal irá perguntar se o amor que sentem um pelo outro é maior do que as diferenças de suas fés.
Com cerca de uma hora e vinte de duração, a comédia ‘Amarração do Amor’ tem um tom bem leve e mastigadinho para abordar um tema tão delicado e pertinente aos dias de hoje, que é a intolerância religiosa. Ao colocar em pauta duas religiões tão distantes quanto o judaísmo e o umbandismo – porém com tradições, elementos, simbologias e fiéis em número tão grande no Brasil –, o filme acerta em retratar como ambas as religiões têm papel importante na construção da sociedade brasileira. Entretanto, não passa despercebido que a produção tem mais domínio sobre determinada religião do que da outra, por vezes recaindo em pequenos estereótipos que não precisariam ser reforçados na telona, uma vez que são pouco trabalhados pelo enredo e entram em cena apenas para promover o riso.
O roteiro de Carolina Castro, Marcelo Andrade e Caroline Fioratti (que também dirigiu o longa) joga mais luz na disputa parental do que no relacionamento do casal, deslocando o protagonismo para briga pai versus mãe estilo ‘Casamento Grego’ ou ‘Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família’. Apesar de esse ser o núcleo mais interessante – com Cacau Protásio brilhando em cena, preenchendo a tela com todo o seu carisma e seu sorriso contagiante –, a timidez do casal protagonista acaba levando o espectador a não se convencer do vínculo que eles querem construir.
Bem didático e direto ao ponto, ‘Amarração do Amor’ é uma comédia nacional que faz uso do humor para promover a autocrítica e a autoanálise ao grande público, afinal, o respeito às religiões devem acontecer em todas as camadas sociais. É bonito ver um filme que retrate ao grande público os preceitos tanto da umbanda quanto do judaísmo. Quem sabe com a popularização dessas crenças, através do cinema, a intolerância diminua em nosso país.
Bebel e Lucas só querem um casamento simples, mas as diferenças entre suas famílias faz parecer difícil. Os pais de Lucas são mãe e pai de santo de um terreiro de Umbanda, e os pais de Bebel, de uma tradicional família judaica. Com ambas as famílias acreditando que sabem o que é melhor para seus filhos, se inicia uma divertida disputa acerca da cerimônia.
Estreia: 14 de Janeiro de 2022 no Amazon Prime Video
Sinopse:
A misteriosa invenção de Van Helsing, o “Raio de Transformonstrão”, fica fora de controle, transformando Drac e seus amigos monstros em humanos, e Johnny em um monstro! Em seus novos corpos incompatíveis, Drac, destituído de seus poderes, e um Johnny exuberante, amando a vida como um monstro, devem se unir e correr para encontrar uma cura antes que suas transformações se tornem permanentes.
Curiosidades:
» O Amazon Prime Video está investindo alto na compra de produção caríssimas que seriam lançadas nos cinemas, como fez recentemente com ‘Sem Remorso‘. E agora o streaming investiu US$ 100 milhões para comprar os direitos da animação ‘Hotel Transilvânia: Transformonstrão‘, mas só vai lançá-la em seu catálogo no próximo ano.
» O streaming anunciou que o lançamento acontecerá apenas em 14 de janeiro de 2022.
» A produção contará com o retorno das vozes de Selena Gomez, Keegan-Michael Key, Molly Shannon, David Spade e Andy Samberg.
De muitos locais históricos religiosos visitados na Europa, a cidade de Fátima, em Portugal, ainda é um dos mais frequentados por católicos e fiéis do mundo todo, em suas peregrinações. Para quem não conhece essa história, foi lá que, em 1917, três crianças que pastoravam ovelhas, num campo aberto em Coimbra, tiveram uma visão celestial da Virgem Maria, interpretada pela atriz portuguesa Joana Ribeiro, mais conhecida por participar de O Homem que Matou Don Quixote, de Terry Gilliam. Segundo os meninos, a aparição trazia a santa toda vestida de branco e descalça. Anos depois esse encontro foi considerado um milagre pela Igreja Católica, sendo geralmente relembrado décadas depois.
Ainda nesse encontro, a criança mais velha, Lúcia (Stephanie Gil), foi a principal receptora dos conselhos da santa, tendo a função de trazer a paz para a população naquele momento de conflito do lugar que morava. Algo fundamental para uma época de grande turbulência, pois Portugal tinha, recentemente, se tornado uma república após a revolução e o país estava completamente envolvido no meio da Primeira Guerra Mundial, onde vários jovens morriam em batalhas. Seus nomes, inclusive, eram lidos pelo prefeito, em plena praça pública, para o conhecimento das famílias. E no intuito de anteceder por eles, Lúcia diz que a Virgem Maria iria aparecer uma vez por mês naquele lugar – justamente o fato que fez, no futuro muitos, se reunirem por lá.
No entanto, mesmo as famílias tentando manter aquilo em segredo, quando as pessoas ficaram sabendo a respeito das visões, houve na época a oposição da própria mãe de Lúcia (Lúcia Moniz) à igreja do Padre Ferreira (Joaquim de Almeida) ou mesmo ao prefeito Artur (Goran Visnjic). Ignorando todo conflito, Lúcia segue firme com sua missão advinda do acontecimento extraordinário, e, à medida que a notícia se espalha pela cidade, os fiéis começam a chegar para ver a garota que consegue falar com a Virgem e serem assim abençoados, embora só Lúcia possa ver a santa.
A trama de Fátima: A História de um Milagre segue então os relatos históricos que temos hoje através de flashbacks que são intercalados por cenas que se passam em 1989, com o professor Nichols, que ganha vida por um Harvey Keitel que não dava as caras desde sua participação em O Irlandês (2019), que entrevista em um convento a agora freira idosa Lúcia (a verdadeira morreu em 2005 com 97 anos), que em sua versão adulta é vivida pela sempre espetacular Sonia Braga. A conversa não chega a ser tão interessante como aquela que vemos em Dois Papas (2019), mas traz um debate curioso pelos pontos de vista dos dois serem bastante díspares em relação a religião, ainda que mantenham um mútuo respeito.
Esteticamente o filme tenta distinguir as duas épocas através de tonalidades dessemelhantes. Enquanto o presente é mais vivido e tematicamente cético, o passado é contrastado por uma cor meio sépia com gradação rosada, imprimindo uma espécie de aura mágica. E é nesse recorte que a ação realmente acontece, pois os atores mais experientes mantêm o ritmo, e o elenco principal europeu tem a função de executar as ações para o caminhar da narrativa. Visualmente Fátima também é um primor. A cinematografia do diretor italiano Marco Pontecorvo é acertada ao criar planos que parecem quadros da renascença – e pra quem ainda não está ligando o nome à figura, Marco é filho de Gillo Pontecorvo, diretor do clássico ítalo-argelino A Batalha de Argel (1966), obra bastante influenciada pelo movimento do Neorrealismo.
Talvez a credibilidade de vários andamentos, principalmente os que possuem mais diálogos, caia por terra, isso pelo idioma escolhido ser inteiramente o inglês, onde percebemos alguns atores que fazem personagens da mesma região com sotaques diferentes, com uns puxando para o dialeto americano e outros para o europeu. Como falamos, do ponto de vista visual, Fátima é bem bonito, porém o momento mágico da visão é prejudicado por uma cena digital pobre, que poderia ser melhor pensada. Da mesma maneira, ainda que tente passar os relatos de forma mais “realista”, este é claramente um filme direcionado para um público específico e disposto a entender o contexto e importância daquela história. Uma coisa é certa, Fátima é uma obra competente naquilo que se propõe ser.