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Após Top Gun, Quais Filmes dos Anos 80 que Poderiam ganhar Sequência?

Top Gun: Maverick, continuação do clássico Top Gun – Ases Indomáveis, chega aos cinemas em Maio de 2022. A sequência, planejada para este ano, chega 35 anos depois do original, trazendo Tom Cruise, jatos, motos, cantorias em bares e jogos de vôlei na praia. Ou seja, tudo o que queríamos (só está faltando uma canção tema bacana como “Take um Breath Away” e uma paixão avassaladora).

Mais do que nunca antes, andamos recebendo diversas continuações de filmes saídos lá da década de 1980, como Indiana Jones e Rambo. E algumas, inclusive, inesperadas, vide Wall Street, Tron e Blade Runner. Top Gun se encaixa neste último item. Por outro lado, alguns filmes que marcaram nossa infância continuam no limbo, nos fazendo sonhar há mais de 30 anos pela continuação de suas histórias.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu listar algumas das obras mais adoradas dos anos 80 que ainda não ganharam continuação (a maioria até está sendo planejada). Vem conhecer.

Os Fantasmas se Divertem (1988)

Beetlejuice para os íntimos, foi o primeiro sucesso da carreira de Tim Burton e o filme que o conseguiu a direção de Batman (1989). O fantasma amalucado e obsceno, personificado por Michael Keaton, virou ícone da cultura pop e ganhou até um desenho animado. Mas nada de sequência. Há algum tempo fala-se desta continuação, com o próprio Burton à frente – com uma recente peça de teatro na Broadway a ideia se intensificou. O projeto está em fase de desenvolvimento, mas esperamos que o diretor esteja mais inspirado, e volte às raízes, do que tem demonstrado em seus últimos lançamentos.

Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986)

Todas as crianças da década de 80, que cresceram assistindo às reprises deste longa de ação e fantasia na Globo, sonharam em um dia descobrir o que aconteceu com Jack Burton (Kurt Russell) depois que sai com seu caminhão numa noite de tempestade, com um monstro aparecendo em sua traseira. A brincadeira foi um cliffhanger que jamais seria continuado, enervando toda uma geração. O filme que ajudou a moldar o game Mortal Kombat, é claro, foi dirigido pelo mestre John Carpenter.

Existe certo falatório de um remake, que traria Dwayne Johnson no papel de Russell. Pode até ficar bem legal, mas o que os fãs queriam mesmo era ver Russell de volta ao papel, assim como o elenco original, numa sequência mesmo que muito tardia.

Um Tira da Pesada (1984)

Tudo bem, o longa responsável pela carreira de Eddie Murphy já teve duas continuações, sabemos disso. E Um Tira da Pesada 3 (1994) foi um fracasso tão grande que colocou fim nas aventuras do policial zoador Axel Foley por tempo indeterminado. Este é outro filme do qual rumores sobre uma possível continuação viraram quase uma lenda urbana em Hollywood. Uma série de TV focada no filho de Foley foi produzida, mas logo cancelada antes da estreia, e terminou se transformando num filme para a TV em 2013, ainda inédito também.

Agora, parece que a quarta aventura do peixe fora d´água finalmente sairá do papel, tendo confirmado roteiristas e diretores, além, é claro, de Murphy voltando ao papel. Será interessante vê-lo introduzido dentro deste novo contexto social. Ah sim, e os realizadores podem assistir ao novo Shaft (2019), da Netflix, para saberem exatamente o que NÃO FAZER!

Stallone Cobra (1986)

Ou simplesmente Cobra, como é conhecido mundialmente, é um veículo de ação para o astro Sylvester Stallone. Cobra foi o filme seguinte do astro, que estava no topo do mundo, após os sucessos consecutivos e absurdos de Rocky 4 e Rambo 2, ambos de 1985. Curiosamente, Cobra deve sua total existência ao item acima, Um Tira da Pesada. O filme sobre o policial de Chicago levado à Beverly Hills era inicialmente pensado para ter Stallone como protagonista. O veterano, por outro lado, recusou o projeto, que era muito mais voltado para a ação inicialmente.

Assim, moldado para a comédia, o filme caiu nas mãos de Muprhy, o transformando num astro. O roteiro de Um Tira da Pesada, entretanto, foi modificado ao ponto de se tornar este Cobra, muito mais violento e sombrio, ganhando status de cult entre os fãs de Sly. Já passou do tempo para o ator tirar o durão Marion Cobretti da aposentadoria para um novo filme.

Gremlins (1984)

Este é outro filme da lista que já teve uma continuação. Porém, uma que em 1990 desagradou mais do que agradou. As criaturas viscosas saídas do Mogwai fofucho Gizmo permanecem no subconsciente coletivo até hoje, demonstrando o sucesso que o longa fez em sua época. As criaturas já apareceram em toda a parte, em participações desde desenhos até comerciais de TV. Só não ganham um novo filme. Sim, é preciso fazer da maneira certa, e pensar numa história que valha ser contada e ao mesmo tempo insira os queridos personagens no contexto atual – para não ficar soando como uma obra tirada do passado e deslocada no tempo.

É preciso trabalhar bem para não meter os pés pelas mãos e se tornar mais uma franquia que vive dando com os burros n´água, vide Alien e Exterminador do Futuro. Essas sim, precisam de um tempo para se reconfigurar. Bem, parece que Gremlins 3 em breve sairá do papel também, com Chris Columbus (o roteirista original) e Steven Spielberg na produção. Nem precisa dizer que queremos as participações de Zach Galligan e Phoebe Cates, o casal protagonista original.

Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

De todos os itens na lista, este é um dos que os fãs mais queriam ver sair do papel e um dos mais difíceis. Muitos afirmam inclusive que não sabem como o filme aconteceu de fato, sendo que precisou de diversos acordos entre responsáveis pelos direitos de grandes personagens, como a Disney, a Warner e outros como o Pica-Pau, cujo direito está com a Universal. Nos dias de hoje, seria algo como se a Marvel e a DC se unissem para fazer um filme e ainda adicionassem personagens de outras empresas, vide Hellboy ou o Juiz Dredd.

Sentiram o grau de dificuldade que seria todos concordarem numa proposta boa o suficiente para todas as partes? Quem conseguiu o grande feito de unir Mickey e sua turma com Pernalonga e sua turma, além de diversas outras propriedades (como Betty Boop, o cãozinho Droopy e o citado Pica-Pau) foi o mega diretor e empresário Steven Spielberg, produtor do longa.  Bem, ao que tudo indica a mágica difícil, mas não impossível, está para acontecer novamente. Produzido novamente por Spielberg e por Robert Zemeckis (diretor do original), a sequência é planejada para 2020.

Os Goonies (1985)

Na lista, grandes filmes dos anos 80 que todos queriam ver continuação desde a década mais especial de todas irão, aparentemente, ganhar suas tão esperadas continuações. Goonies, um dos filmes mais queridos pelos fãs, há muito promete uma sequência. A cada ano, a cada reunião, o público exige uma nova aventura. O diretor Richard Donner quer e já disse topar a brincadeira. O diretor Spielberg igualmente não se opõe. O mais famoso da equipe, Josh Brolin, está mais do que dentro.

O que falta então? Um bom roteiro? Goonies tem a ver com ser criança e se meter em aventuras. Então, a história precisa abordar os filhos do elenco original e para isso escalar um novo time mirim – enquanto, quem sabe, os adultos se metem em seus próprios problemas. Veremos se esse será o caminho que irão seguir, mas já temos anunciada a sequência do longa. Resta saber se sairá mesmo do papel.

Conan (1982)

Outra continuação anunciada. Conan, o Bárbaro (1982) foi o primeiro grande filme de Arnold Schwarzenegger como protagonista. Baseado nos quadrinhos de Robert E. Howard, seu tom mais sóbrio e ritmo deliberadamente lento afastaram um pouco os fãs do material original. Assim, dois anos depois, em 1984, Conan, o Destruidor se aproximou mais do clima de HQs e trouxe um filme repleto de ação, aventura e fantasia. Pesando na balança hoje, o primeiro tem mais prestígio apesar do ritmo e o segundo envelheceu como a típica galhofa dos anos 1980, ou seja, é bem mais divertido.

No ano seguinte houve ainda uma tentativa de juntar Conan com outra criação de Howard, a guerreira Red Sonja em Guerreiros de Fogo (1985). O problema? Como os direitos de Conan estavam com outro estúdio que não o liberou, a solução foi trazer Arnold caracterizado como o personagem, mas com o nome Kalidor (seria mais fácil chamá-lo de “Konan”). Em 2011, um remake do original com Jason Momoa morreu na praia. Agora, o próprio Arnold planeja A Lenda de Conan. Como será o personagem na terceira idade?

Um Príncipe em Nova York (1988)

Segundo filme de Eddie Murphy na lista. Talvez muitos jovens hoje em dia não saibam, mas nos anos 1980, Murphy era não só o humorista mais popular do mundo, como também um de seus maiores astros. O sujeito ganhava uma verdadeira “baba” por seus filmes, todos sucesso de bilheteria. Além de dominar os cinemas, Murphy representou a cultura afro-americana numa época em que não se tinha a representatividade de hoje. Ou seja, nem é preciso dizer que o ator foi importantíssimo, entre outras coisas, para a questão cultural e social no cinema mainstream de Hollywood.

O genial Um Príncipe em Nova York foi um de seus maiores sucessos da época e contava sobre um príncipe africano vindo para os EUA a fim de encontrar uma mulher que pudesse amar de verdade. Nos bastidores, Murphy dava show e interpretava diversos personagens, incluindo um barbeiro branco. Em 2020, a tão aguardada continuação estreia e a história mostrará o príncipe Akeen descobrindo que tem um filho nos EUA, assim precisando retornar ao país para conhecê-lo.

Tudo por uma Esmeralda (1984)

Pegando carona no sucesso de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981), este filme foi apenas um dos que viram potencial no gênero da aventura de matinê e trataram de confeccionar uma história nos mesmos moldes. Dos “imitadores” foi o mais bem sucedido. Com um timaço como Robert Zemeckis na direção e Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito no elenco, Tudo por uma Esmeralda se mostrou um vencedor nas bilheterias e tirou do papel uma continuação logo no ano seguinte: A Joia do Nilo (1985).

Apesar do sucesso deste segundo filme também, a ideia morreu por aí (talvez os protagonistas tenham se interessado em seguir caminhos diferentes). Em 1989, o elenco se reuniu para A Guerra dos Roses, um novo longa juntos, mas sem qualquer ligação com a série. Vê-los a esta altura do campeonato talvez não funcione tão bem, mas vale a pena lembrar que Douglas continua “chutando traseiros” na pele de Hank Pym, nos filmes do Homem-Formiga da Marvel. Ou seja, se Harrison Ford pode, por que ele não?

Bônus:

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Ferris Bueller é um ícone sem defeitos. O rapaz matador de aula, personificado por Matthew Broderick, fez tanto sucesso que ainda é citado até hoje, referência em produções como Deadpool (2016). Ele o filme estão entranhados na cultura pop e até hoje segue como o filme de John Hughes que todo mundo viu, adora e cita. O que poucos sabem é que, embora não tenha gerado uma continuação, o longa derivou uma série, que foi ao ar quatro anos depois, em 1990, e durou apenas uma temporada de 13 episódios.

Bem, nenhum dos atores originais retornou, e Ferris foi interpretado por Charlie Schlatter. A curiosidade aqui é que no papel de sua irmã Jeannie, tínhamos ninguém menos do que Jennifer Aniston, que quatro anos depois ficaria imortalizada no papel de Rachel na série Friends. A mensagem aqui é não desistir nunca.

Voltando ao tópico, sabemos que com alguns clássicos não se mexe, mas não seria legal ver Ferris adulto (com a volta de Broderick), casado com Sloane (Mia Sara), às voltas com os filhos e travando um duelo de esperteza com eles? Afinal, por mais sagazes que as crianças de hoje possam ser, derrotar Ferris Bueller na malandragem não é tarefa fácil. Ah sim, o filme teria que contar com as presenças de Alan Ruck como o melhor amigo Cameron, e Jennifer Grey como sua irmã. Seria catártico. Só acho.

Lost | Estavam eles mortos desde o começo?

Por: Lucca Torres

Há 11 anos, o episódio final de Lost ia ao ar, chocando – e frustrando – muita gente com sua revelação bombástica, que encerrou anos de teorias dos fãs e acabou virando um meme de proporções mundiais. Afinal, as pessoas acompanharam o seriado esse tempo todo só para descobrir que os personagens estavam mortos? Pois bem, ao contrário do que foi difundido pela internet, o final deixa claro que eles NÃO estavam mortos desde o começo. Confira no texto.

Se você vive pela internet, com certeza já deve ter escutado sobre o polêmico fim da série Lost. Muitos até falam que o final é muito ruim porque todos estavam mortos esse tempo todo. O que faz com que algumas pessoas realmente passem longe da série por conta desse equívoco. Elas nem pensam em começar a ver porque já sabem do “final ruim”. Porém, essa história de “todo mundo quase morto” é fruto de um falso entendimento, que se tornou uma falsa memória coletiva. Hoje, até algumas pessoas que assistiram a série acreditam que todos estavam mortos desde o primeiro episódio.

Portanto, entenda de uma vez por todas o verdadeiro final da série, e porque você deveria dar uma chance a esse marco da TV.

Para começar, precisamos falar sobre como Lost foi a série precursora de teorias e discussões na internet. A cada novo episódio os fóruns online explodiam com milhões de teorias e comentários. Teorias essas que os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof amavam instigar com referências escancaradas na própria série.

Essas teorias iam desde “a ilha é um experimento científico” até “eles estão mortos e a ilha é um purgatório”, e os produtores sempre davam um jeito de dar uma instigada nessas e outras teorias mirabolantes, mas realmente a do purgatório era a mais popular entre elas.

Estavam mortos desde o começo?

Lost sempre foi conhecido por inovar na sua forma de contar a história, seja com os famosos flashbacks que mostram acontecimentos do passado dos personagens e também flashforwards, que inovaram mostrando acontecimentos do futuro. Porém, na sexta e última temporada, a narrativa introduziu os flash-sideways, que mostravam uma espécie de realidade alternativa onde a ilha vivia submersa e o avião da Oceanic 815 nunca caiu. E durante toda a última temporada acompanhamos essa realidade alternativa paralelamente ao que era mostrado na “realidade normal”.

A Ilha submersa.

Mas o mundo e as pessoas desses flash-sideways eram totalmente diferentes das que conhecíamos. James Sawyer, por exemplo, era um golpista totalmente imoral. Já nesse “mundo paralelo”, era um policial boa pinta. Percebemos então que aquela realidade não era um simples mundo onde eles não caíram na ilha. As coisas eram bem diferentes.

Foi aí que a trama começou a mostrar a verdade. Desmond lembra de tudo que viveu na ilha e tomou como missão fazer todos se lembrarem. Então, durante a parte final da última temporada, somos brindados com momentos lindos e inesquecíveis de personagens amados, mas que já haviam morrido, se reencontrando.

Charlie e Claire se reencontram.

Porém, os flash-sideways eram intercalados com os acontecimentos do presente na ilha, então, durante toda a última temporada, temos duas tramas:

● Na ilha: Os sobreviventes tentando lutar contra a ameaça da “fumaça preta”;

● Na realidade alternativa: Desmond reunindo todos com a intenção de fazer com que se lembrassem.

Descobrimos então que a realidade alternativa nada mais era do que um afterlife, um “pós-morte”. Nem céu, inferno, purgatório ou umbral. Aquilo era um meio termo, um lugar onde todos poderiam “seguir adiante” juntos.

E é o que acontece no último episódio. Ao mesmo tempo em que acompanhamos Jack literalmente dando sua vida pela ilha e caminhando em direção a morte, temos o mesmo Jack no pós-morte relembrando tudo com o auxílio do “O Guia”, que é representado pelo falecido pai do personagem.

O Guia.

Jack pergunta se ele é real, e O Guia responde: “Eu sou real, você é real, tudo que aconteceu com você foi real, todas as pessoas ali são reais”.

Então Jack pergunta se todos que estão no afterlife estão mortos e tem como resposta: “Todo mundo morre um dia, Jack. Alguns antes de você e outros, depois”.

Ou seja, todos que estão na ilha estão vivos, enquanto aqueles que estão no afterlife estão mortos. E a explicação de todos estarem juntos ao mesmo tempo é que não existe “agora” no afterlife.

Esses diálogos vieram praticamente para mostrar a todos que tudo aquilo que eles viveram na ilha aconteceu. E o afterlife, que foi introduzido na sexta e última temporada, era um pós-morte.

Então, toda aquela teoria de que eles estavam mortos desde o começo caiu por terra, porque todos se lembram dos momentos que passaram na ilha, e a fala do Guia a Jack é auto-explicativa: tudo na ilha aconteceu mesmo.

Mesmo que não vejamos alguns personagens como Hurley, Sawyer e Kate morrerem, não significa que isso não acontecerá um dia, como diz O Guia: “Todo mundo morre um dia”. Então podemos pressupor que Sawyer poderá morrer com 100 anos de idade. Mas, independentemente disso, eles sempre vão se encontrar ali no afterlife.

Na cena final da série, vemos Jack morrendo na “realidade da ilha”. Ao mesmo tempo, todos no afterlife estão se encontrando e se abraçando, sentados numa igreja para seguir adiante.

E apesar de ser uma igreja, Lost não determina qual religião é correta, fica a seu critério determinar para onde estão partindo. Seja para o além, céu ou qualquer lugar. Então a série encerra com Jack fechando os olhos, fazendo um paralelo com a primeira cena do primeiro episódio, onde ele abre os olhos e acorda na ilha.

Os paralelos entre a primeira e a última cena da série

Muitas pessoas não entenderam esse final e espalharam por aí que todos estavam mortos, mas a verdade é que tudo que aconteceu na ilha foi real. Todas as temporadas, todos os momentos felizes e tristes, todos os mistérios e intrigas aconteceram. O pós-morte é apenas um elemento introduzido na última temporada para encerrar a série. Tudo aquilo que aconteceu… Bem, aconteceu.

Os fãs precisam ficar atentos, pois a jornada da série ‘Lost‘ na plataforma de streaming Amazon Prime Video está chegando ao fim.

Todas as quatro temporadas serão removidas da grade de programação no mês de setembro, em data a ser anunciada.

A mudança acontecerá em virtude da chegada do novo streaming Star+, que teve a sua estreia em solo brasileiro na última terça-feira (31). A produção passará a ser um dos principais títulos exclusivos da plataforma, que pertence à Disney Company.

OS 10 Filmes de Terror mais Esperados para 2022

Começando com um novo filme da amada franquia ‘Pânico’, 2022 promete ser um ótimo ano para aqueles que são fã do gênero TERROR.

2022  

Pânico (2022)

Esperamos ansiosamente o dia em que os protagonistas da franquia Pânico irão fugir do assassino Ghostface numa cadeira de rodas ou de muletas. Enquanto esse dia não chega, o trio Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette retorna para o quinto exemplar da franquia, e o primeiro sem a direção de Wes Craven (falecido em 2015). No filme, jovens talentosos e promissores interpretam novos personagens e novamente devemos adivinhar quem dentre eles é a verdadeira identidade do serial killer. A estreia ocorre em 14 de janeiro de 2022.

A Órfã 2

Alguns filmes para conseguirem “continuar” suas histórias – ou melhor, lucrar com a franquia – precisam apelar para uma pré-sequência, já que seguir com uma linha narrativa pode se mostrar uma tarefa impossível. É a opção que o segundo A Órfã escolhe. Segundo filme do famoso terror de 2009, sobre uma “criança” psicótica, vivida pela menina Isabelle Fuhrman. Agora, com a jovem crescida e com 23 anos, a produção terá que “rebolar” para manter sua aparência de criança. Julia Stiles também protagoniza. A data ainda não foi confirmada, mas sabemos que o longa está em fase de pós-produção e pode vir a ser lançado no início de 2022.

Jeepers Creepers – Reborn

Quarto filme da franquia Olhos Famintos, após o horrendo terceiro episódio, este novo trata-se de um reboot. O longa é prometido como o primeiro de uma próxima trilogia, mas a história já não está nos cheirando nada bem. A verdade é que o primeiro, produzido por Francis Ford Coppola, se tornou uma obra cult, mas já não era essa “Coca-Cola” toda, em especial no que diz respeito ao visual da criatura – digno de produções de TV vide Buffy – A Caça-Vampiros. O novo irá acompanhar um casal viajando para um festival de filmes de terror e começando a ter premonições (é serio?) sobre o vilão Creeper. Este será o primeiro a não ter envolvimento do diretor Victor Salva, um abusador sexual infantil condenado. O filme foi gravado secretamente durante a pandemia e deverá ser lançado em breve.

Espíritos Obscuros

Outro que estamos bem curiosos, este Antlers no original, marca a primeira incursão no gênero terror do celebrado cineasta Scott Cooper – conhecido por filmes de prestígio, vide Coração Louco e Aliança do Crime. Na trama, Keri Russell é uma professora primária, e Jesse Plemons é seu irmão xerife de uma pequena cidade nos EUA. Ambos começam a perceber o estranho comportamento de um dos alunos dela, que pode estar ligado a uma lenda folclórica local sobre uma criatura da floresta.

O Cavaleiro Verde

Este é outro item que entra no topo da nossa lista de interesses. A começar por ser produção da excelente A24, estúdio responsável por verdadeiras obras-primas independentes. Depois por ter roteiro e direção de David Lowery, de Sombras da Vida (A Ghost Story, 2017), um dos filmes mais significativos de anos recentes. Finalizando, por contar uma história de terror lendária, passada no universo do Rei Arthur.

Nope

O novo terror do Jordan Peele (‘Corra!‘ e ‘Nós‘), ganhou título, cartaz e data de estreia. O filme se chama ‘Nope‘, uma gíria para ‘Não‘ em inglês. Por mais enigmático que seja o título, o cartaz também oferece poucos insights sobre o que os fãs podem esperar da experiência. A estreia está marcada para 22 de julho de 2022. O elenco conta com Daniel Kaluuya (‘Corra!’), Steven Yeun (‘The Walking Dead’)  e Keke Palmer (‘Scream Queens‘) – que será a antagonista do terror.

Atividade Paranormal

As palavras de ordem para os filmes na atualidade são plataforma de streaming. E cada grande estúdio deseja popularizar a sua. Assim, até mesmo a Paramount está investindo pesado na sua Paramount+, querendo entrar nessa briga de cachorro grande. As medidas recentes para equilibrar as coisas tem sido os anúncios de sequências de sucesso diretamente na plataforma. E o reboot da franquia Atividade Paranormal é uma delas. O filme terá roteiro de Christopher Landon (A Morte te dá Parabéns) e é descrito como uma “reformulação inesperada”. A previsão de estreia é para o dia 4 de março de 2022.

Cemitério Maldito

Um dos mais populares livros do autor Stephen King, Cemitério Maldito ganhou sua primeira versão para as telonas em 1989. Embora não seja nem de longe uma obra-prima, o filme marcou época e gelou a espinha de crianças de toda uma geração, incluindo a minha. Basta uma segunda olhada hoje, no entanto, para ver que muito de seu misticismo ficou na infância. Porém, mesmo com todos os seus problemas, o antigo paira acima do “mal cheiroso” remake lançado 30 anos depois, que promete causar mais sono e amnésia do que medo e sustos. Assim, novamente a Paramount anuncia uma nova produção neste universo, desta vez na capacidade de pré-sequência, para o lançamento exclusivo em sua plataforma Paramount +.

Halloween Ends

No dia 14 de outubro de 2022 chega ao fim a nova trilogia capitaneada por David Gordon Green para o assassino da máscara branca Michael Myers, desta vez lidando não apenas com uma idosa Laurie Strood, mas uma tríade de mulheres que inclui a filha e a neta da protagonista. Mas será que o vilão finalmente ficará enterrado a sete palmos? Duvidamos muito.

Evil Dead Rise

Novo filme na cronologia oficial da franquia Uma Noite Alucinante/A Morte do Demônio, desta vez a protagonista será uma jovem mulher e a trama se passará num cenário urbano. O escolhido pelo criador Sam Raimi para escrever e dirigir foi o desconhecido Lee Cronin. A estreia acontece no HBO Max em 2022.

Crítica | Esticando a Festa – Uma EMOCIONANTE e surpreendente pérola da Netflix

Sabe aquela sensação de começar a assistir um filme que você não dá nada por ele, às vezes ele é até meio chato no início e, de repente, quando você menos espera, se dá conta de que ele te surpreende e se transforma em um ótimo filme? É exatamente isso que acontece com ‘Esticando a Festa’, novo sucesso da Netflix que não sai do Top 10.

Cassie (Victoria Justice) tem vinte e poucos anos e curte a vida adoidado. Para ela, a vida é uma grande festa, que emenda em outra, e mais outra, e outra mais. Isso a distancia de sua melhor amiga, Lisa (Midori Francis), que é focada no trabalho e não curte muito sair à noite para badalar. No dia do aniversário de Cassie, as duas têm uma grande discussão sobre esse assunto e, no fim da noite, Cassie sofre um acidente e morre tragicamente. Um ano depois, Cassie precisa resolver as pendências que deixou na sua vida para poder entrar no Paraíso, e isso significará ter que recorrer conhecer seus erros e aprender a perdoar.

Sinceramente, ‘Esticando a Festa’ não é o tipo de filme que a crítica ama – porém, é exatamente o tipo de filme que agrada seu público-alvo. Sim, ele é recheado de clichês e dá até para antecipar os dramas e as reviravoltas que serão apresentados no longa, mas, nem por isso, o filme se torna maçante ou fraco. Ao utilizar o conceito de vida após a morte com chance de reconciliação com as pendências não resolvidas da vida e trabalhar este tema no universo jovem adulto ‘Esticando a Festa’ acerta no tom certo para abordar o tema sem recair em espiritualidade. Talvez por isso tenha se tornado um sucesso imediato desde a sua estreia na Netflix.

Carrie Freedle elabora um roteiro previsível, porém gostoso de seguir pois por mais que a jornada seja de Cassie, o que importa mesmo é acompanhar a vida das pessoas com as quais ela precisa se reconciliar: Lisa, sua mãe (Gloria Garcia) e seu pai (Adam Garcia). Tudo bem que a parte da mãe fica bastante superficial e mal trabalhada, e a do pai peça uma dose extra de boa vontade, mas o que rouba mesmo o espetáculo é a história de Lisa, interpretada pela fofíssima Midori Francis, da série igualmente fofíssima ‘Dash & Lily’, também da Netflix.

O filme de Stephen Herek parte da protagonista Cassie para contar como no final das contas a única coisa que levamos da vida são as relações que construímos com as pessoas que conhecemos. Assim, os primeiros vinte minutos do filme são bem enjoados porque a vida dessa protagonista é bastante vazia e baseada em valores distorcidos, portanto esse iniciozinho das cerca de uma hora e quarenta de duração pode dar uma cansada, mas vale a pena insistir pois ‘Esticando a Festa’ – apesar do título bem ruim português, que não condiz com sua essência – pode te surpreender, e não se espante se no final uma lágrima ou duas escorrerem no seu rosto, pois, por mais clichê que o filme se apresente, ele consegue construir um bom arco dramático que engaja a emoção do espectador.

‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’: Confira o hilário retorno de [SPOILER] ao MCU

A Marvel Studios divulgou uma cena de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, mostrando o retorno de Trevor Slattery, o falso Mandarim vivido por Ben Kingsley em ‘Homem de Ferro 3‘.

Na prévia, Shang-Chi (Simu Liu) e Katy (Awkwafina) acabam encontrado o esconderijo de Slattery, que explica como saiu da prisão e se tornou um servo do verdadeiro Mandarim (Tony Leung), que guardava uma espécie de rancor do bom e velho Trevor.

Além disso, a cena também mostra Morris, uma criatura mitológica oriental de seis patas, quatro asas e sem cabeça

Apesar da estranha aparência digna dos contos de H.P. Lovecraft, os roteirista da Marvel conseguiram fazer de Morris uma criatura adorável.

Assista:

Anteriormente, a página oficial de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ divulgou dois novos pôsteres da adaptação, destacando Trevor e seu bichinho de estimação.

Confira:

Lembrando que ‘Shang-Chi’ estreou há apenas uma semana e já se tornou o filme do MCU mais bem avaliado pelo público no Rotten Tomatoes, com 98% de aprovação.

O longa estrelado por Simu Liu conseguiu tomar o lugar de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ (2019), que registrou 95% de aprovação do fãs.

Logo atrás vêm ‘Capitão América: O Soldado Invernal’ (2014) e ‘Guardiões da Galáxia’ (2014), que contam com 92%.

Outros títulos bastante elogiados, como ‘Homem de Ferro‘ (2008), ‘Os Vingadores’ (2012) e ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ (2018) alcançaram 91% de avaliações positivas dos fãs.

Até o momento, a adaptação dirigida por Destin Daniel Cretton já acumulou são US$ 157 milhões!

O filme já está em exibição nos cinemas nacionais!

Confira a nossa crítica:

Crítica | Shang-Chi – Marvel acerta novamente com filme envolvente, emocionante e com cenas de ação IMPRESSIONANTES

Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme também conta com Awkwafina, Tony Chiu-Wai Leung, Michelle Yeoh, Florian Munteanu, Fala Chen e Ronny Chieng.

Shang-Chi é o filho de um globalista com base na China que criou e educou o descendente dele em um recluso complexo chinês, treinando artes marciais e adquirindo habilidades insuperáveis. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser, vendo-se obrigado a se rebelar.

Daniel Craig explica o que deu errado em ‘007: Quantum of Solace’: “Uma grande dor de cabeça”

Lançado em 2008, ‘007: Quantum of Solace‘ é considerado o menos atrativo dos filmes estrelados por Daniel Craig como James Bond.

Com apenas 64% de provação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa também foi muito criticado pelos fãs, recebendo apenas 58% de avaliações positivas.

Em um documentário lançado na Apple TV+, Craig e os produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson refletiram sobre o que deu errado na sequência.

De acordo com o Collider, eles disseram que grande parte da culpa foi devido à greve dos roteiristas realizada enquanto o longa estava sendo desenvolvida.

“Tivemos uma greve dos roteiristas e foi uma grande dor de cabeça”, disse Craig. “Tínhamos um roteiro, mas não estava concluído. O filme até que funciona, mas reconhecíamos que não estava no nível de ‘Cassino Royale’. Quando pegamos o roteiro, sabíamos que iríamos enfrentar a ‘síndrome da sequência’. Já sabíamos que não poderíamos superar o primeiro… Mas fiquei impressionado com os números durante a estreia.”

Inclusive, Broccoli disse que o filme começou a ser gravado mesmo antes do roteiro estar pronto.

“Basicamente, começamos a filmar sem um roteiro, o que nunca é uma boa ideia. Mas o roteiro foi entregue, e eu me lembro que o roteirista que o entregou pegou o cheque e depois se mandou se mandou do estúdio para aproiar a greve. Estávamos com muitos problemas e tivemos que nos virar para fazer o filme andar nos trilhos, o que não deu muito certo. Mas eu olho para trás, e, você sabe, ainda é um bom filme.”

Por conta desse problema nos bastidores, ‘Quantum of Solace acumulou apenas US$ 586 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de nada menos que US$ 200 milhões.

Apesar de não ter sido um fracasso completo, esse foi o filme que menos arrecadou desde que Craig assumiu o papel.

Lembrando que ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ estreia em 30 de setembro nos cinemas nacionais.

E a demora promete valer a pena, já que teremos o filme mais longo de toda a franquia. Segundo o estúdio United Artists, a sequência 163 minutos – 2h 43m – de duração, revelou o IndieWire.

Até então, os filmes mais longos da franquia eram ‘007 – Contra Spectre’ (160 minutos) e ‘Cassino Royale’ (145 minutos)

Confira o trailer dublado e legendado:

Na trama, o agente secreto britânico (Daniel Craig) está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. No entanto, sua paz está com os dias contados, já que uma nova missão lhe é dada.

Dirigido por Cary Joji Fukunaga (Beasts of No Nation e True Detective), ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ traz também o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco e ainda apresenta Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek.

Jovem parte em busca de seu sonho musical no trailer com ACESSIBILIDADE de ‘No Ritmo do Coração’; Assista!

A Diamond Films divulgou um trailer com acessibilidade do drama musical ‘No Ritmo do Coração‘.

Confira:

O longa é escrito e dirigido por Sian Heder.

Ruby é a única pessoa que não é surda em sua família. Ao mesmo tempo em que enfrenta os dilemas da idade e a responsabilidade de ser a intérprete da família, Ruby descobre seu talento musical. Em meio a dificuldades nos negócios da família, se vê dividida entre seguir sua paixão pela música em outra cidade e o medo de deixar os pais.

Emilia JonesMarlee Matlin e Troy Kotsur estrelam a produção.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 23 de setembro.

Crítica | ‘American Horror Story: Double Feature’ entrega um 4º episódio meticuloso e incrivelmente construído

Particularmente, não sou muito fã de episódios em flashback, a não ser que saibam ser construídos de forma não descartável – e American Horror Story já provou algumas vezes que não consegue fazer isso muito bem. Temos, por exemplo, o total desperdício da oitava temporada, ‘Apocalypse’, que permaneceu grande parte da narrativa isolada em um passado pré-desastre nuclear e se esqueceu da história em questão, apressando-se em fornecer qualquer conclusão meia-boca para os fãs; ou então com as constantes inversões em ‘Hotel’, que falhavam em executar a proposta em seu completo potencial. E, agora, o ótimo ciclo intitulado ‘Double Feature’ do mesmo contorcionismo para revelar alguns detalhes sobre os mistérios de Provincetown e dos “sugadores de sangue”.

No geral, a trama não apresenta nada de novo, por assim dizer, além de contar a breve história de origem de certos personagens – incluindo Belle Noir (Frances Conroy), Austin (Evan Peters) e a Química (Angelica Ross). Entretanto, apesar de um território familiar, a execução do episódio ascendeu a níveis espetaculares e com pontuais deslizes técnicos, cortesia da talentosa Axelle Carolyn – isso sem mencionar o sólido roteiro assinado, mais uma vez, por Brad Falchuk. Até mesmo a estética parece sofrer uma alteração comedida, sem perder a essência da antologia de terror e honrando o próprio nome; mas isso era de se esperar, considerando que Carolyn já havia emprestado suas habilidades para outra obra, ‘Creepshow’, e para um dos melhores capítulos de ‘A Maldição da Mansão Bly’ (também em flashback, por coincidência).

Desde a estreia da décima temporada, todas as tramas cruzavam caminho com a misteriosa figura da Química, apresentada brevemente no capítulo anterior. Em “Blood Buffet”, como ficou intitulada nova iteração, Ross volta para um espetáculo performativo como a ambiciosa e inconsequente cientista. Especializada em bioengenharia e graduada em Universidade de Harvard, ela se muda para a cidade litorânea em busca de paz – e um lugar para que foque em seus experimentos sem atrair muita atenção. Afinal, ela desenvolveu uma pílula que consegue aumentar exponencialmente a seção cerebral responsável pela criatividade e, para tanto, precisa de cobaias que sirvam como objeto de análise, tanto para os efeitos benéficos quanto para os colaterais.

O episódio encontra potencial ilimitado que, seguindo os passos dos predecessores, vem investindo um cuidado construtivo invejável e que há muito já não víamos na série. Em ‘Red Tide’, primeira parte de ‘Double Feature’ que chegará ao fim em apenas duas semanas, o teor satírico e frenético dos anos anteriores deixa de existir em prol de uma calma e sucinta narrativa que pode não ser tão original assim, mas que utiliza os múltiplos estereótipos e fórmulas do gênero a seu favor – como, por exemplo, a mitologia dos vampiros. Infundidos em um turbilhão que segrega o talento da mediocridade, a temática metalinguística nunca esteve presente de forma tão definitiva na série quanto agora.

Belle Noir é a primeira a sentir os efeitos da pílula e, ao contrário do retrato que o público tinha dela, sua história de vida nos causa comiseração: apesar da paixão pela escrita, ela lançou o primeiro livro por conta própria, embarcando em uma turnê fracassada para promovê-lo, ao menos até chegar em Provincetown. Acompanhada de um marido egocêntrico e insuportável, cuja deturpada ideia de “apoio” o colocava em um patamar divino, a romancista não conseguia se livrar do sentimento de frustração, comum a qualquer um que já tenha mergulhado na carreira artística – e é aí que a Química aparece para lhe oferecer uma solução mágica, que a transforma em uma máquina criativa e que lhe proporciona uma purgação regada a sangue e a vingança. Anos depois, ela volta para a cidade, agora uma mulher de fama e reconhecimento, e apresenta a pílula para Austin – cujo desespero o fez recorrer a performances nada inspiradas para ter o que comer.

Falar da competência do elenco é cair na redundância, visto que American Horror Story, ainda que não tenha acertado sempre no tocante à condução ou às reviravoltas, teve atores e atrizes de peso para nos cativarem. Mas aqui, Conroy entrega uma das mais incríveis rendições do ano em um profundo e meticuloso arco de morte e ressurreição que a reitera como uma das grandes atrizes de sua geração (e que pode lhe garantir uma indicação ao Emmy, inclusive). Ross, por sua vez, mostra todo seu carisma e é guiada pelo dinamismo de um roteiro impecável para postar-se como uma anti-heroína complexa e sem discernimento do que pode causar.

‘Double Feature’ continua em uma maré de exibições espetaculares e mantém-se firme na premissa de que se valeu desde sua estreia. Com poucos episódios remanescentes até o início da segunda parte, a temporada já pode, firmemente, ser considerada uma das melhores do panteão e deve ser apreciada em cada uma de suas miméticas e categóricas engrenagens.

Assista ao trailer dublado do polêmico ‘Querido Evan Hansen’ e confira as primeiras críticas

A adaptação do aclamado musical ‘Querido Evan Hansen‘ teve seu trailer dublado divulgado após ser exibido no no Festival de Toronto 2021.

Assista e confira abaixo as primeiras críticas:

Com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção dividiu a imprensa estrangeira e recebeu diversas críticas por apresentar problemas na execução de seu roteiro e na direção.

Para alguns críticos, o longa possui distrações gigantescas, que revelam uma artificialidade em todo o desenrolar narrativo. Já outros profissionais fizeram pequenos elogios às boas intenções do filme, que visa tratar sobre temas delicados como depressão, suicídio, trauma e luto.

Confira avaliações:

“Querido Evan Hansen poderia ter sido divertido, mas existem muitos problemas evidentes que não podem ser ignorados por uma questão de entretenimento”. – Valerie Complex, Deadline Hollywood Daily

“As más escolhas de direção de Chbosky anulam o sucesso empolgante que Querido Evan Hansen teve no palco, com uma cascata de distrações gritantes que continuamente apontam a artificialidade do gênero”. – Tina Hassannia, indieWire

“Querido Evan Hansen me incomodou na Broadway, e não me cai bem agora, apesar de algumas melhorias inteligentes no material”. – Peter Debruge, Variety

“Mesmo se você entrar com reservas, mesmo se você não sucumbir aos seus momentos mais extravagantes, o filme se aproxima furtivamente de você. Vá em frente, sorria, deixe doer ou derrame uma lágrima – você não está sozinho”. – Steve Pond, TheWrap

“Apesar das distrações incômodas, Platt e companhia ainda conseguem entregar a mensagem certa na hora certa”. – Michael Rechtshaffen, Hollywood Reporter

“Querido Evan Hansen, obviamente, tem seu coração no lugar certo. Apesar das nobres intenções, no entanto, este é um filme que está quase em guerra consigo mesmo”. – Joey Magidson, Awards Radar

“Querido Evan Hansen dá uma voz agradável e melodiosa para importantes preocupações dos dias modernos, mas não tem os recursos dramáticos e cinematográficos para realmente decolar”. – Ian Freer, Empire Magazine

A Universal Pictures lançará o longa nos cinemas nacionais no dia 18 de novembro.

Ben Platt, intérprete de Evan Hansen na peça original, reprisa o personagem na versão cinematográfica. Vale lembrar que o astro foi premiado com o Tony Award por sua performance no musical.

Nik Dodani será Jared, amigo da família de artistas de Evan, enquanto Amandla Stenberg erá Alana, colega de classe de Evan que esconde uma profunda solidão. Stenberg também irá performar uma música original do longa. Julianne Moore interpretará a mãe do protagonista titular.

Kaitlyn Dever dará vida a Zoe, o interesse amoroso do desajeitado protagonista homônimo. Colton Ryan será Connor, um dos catalisadores principais da narrativa. Amy Adams será a mãe de Connor, enquanto Danny Pino será seu marido.

A trama acompanha um jovem estudante do Ensino Médio que sofre de ansiedade social e se vê preso em sua própria mentira, quando decidi fingir ter tido um relacionamento próximo com um colega de sala que cometera suicídio.

A peça conquistou seis Tony Awards em 2017, incluindo o de Melhor Musical.

Stephen Chbosky (‘As Vantagens de Ser Invisível‘) assina a direção do projeto. Benj PasekJustin Paul ficam a encargo da trilha sonora.

Steve Levenson, que escreveu o livro do musical, fica responsável pelo roteiro. Marc Platt (‘La La Land: Cantando Estações‘) e Adam Siegel entram como produtores do filme.

Kathryn Prescott, atriz de ‘Skins’ e ‘Tell Me a Story’, é internada na UTI após ser atropelada por caminhão de cimento

A atriz Kathryn Prescott foi internada na Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital de Nova York após ter sido atropelada por um caminhão de cimento na terça-feira (07).

Para quem não sabe, Prescott é mais conhecida por seu papel como Emily Fitch na série Skins e Susie em Tell Me a Story‘.

A informação foi publicada por sua irmã gêmea e agente, Megan, em seu perfil do Instagram.

Kathryn sofreu múltiplas fraturas, incluindo uma pélvis quebrada em dois lugares, além de ambas as pernas e o pé e a mão esquerda.

Apesar do grave acidente, seu estado é considerado estável e os médicos disseram que ela deve se recuperaria totalmente com os cuidados corretos.

No entanto, a atriz não tem nenhum membro da família na cidade para ajudá-la a se recuperar, e sua irmã está tentando conseguir viajar de Londres para NY para cuidar dela, já que os tratamentos requerem atenção 24 horas por dia.

Na publicação, Megan relata o transtorno que está passando para tentar se encontrar com a irmã, mas foi impedida de viajar por conta da pandemia do Coronavírus.

Confira:

“Recebi o telefonema mais terrível que já recebi na minha vida na noite de terça-feira. Minha irmã gêmea Kathryn foi atropelada por um caminhão de cimento enquanto cruzava uma estrada em Nova York no dia 07 de setembro. Depois de passar por uma cirurgia complexa, alguns dos ferimentos de Kathryn incluem: pélvis quebrada em dois lugares, ambas as pernas, o pé e a mão esquerda. Ela tem uma sorte incrível de estar viva. Ela evitou por pouco a paralisia. Os médicos estão esperançosos de que ela vai se recuperar totalmente, mas isso só será possível com os cuidados corretos agora.”

“Ela está sozinha em Nova York, sem membros da família. Preciso de ajuda para chegar a Nova York para cuidar dela. Terei que fazer companhia até que ela possa começar a andar novamente. Preciso estar lá para ajudá-la com tudo, já que ela está incapaz de se mover sozinha por um bom tempo. Ela precis ade cuidados por 24 horas por dia, mesmo depois de deixar o hospital. Eu solicitei à Embaixada dos Estados Unidos a isenção das atuais restrições que proíbem qualquer cidadão não americano nos Estados Unidos, mas tive meu pedido negado hoje e estou arrasada.”

“Já estou 100% imunizada, fiz um teste de PCR ontem e posso voar a qualquer hora. Tenho documentos do hospital que confirmam a extensão dos ferimentos de Kathryn e estou disposto a fazer qualquer coisa para chegar a ela o mais rápido possível. Se alguém souber de ALGUMA maneira de eu poder apelar da decisão da Embaixada dos Estados Unidos, por favor, entre em contato. COMPARTILHEM. Não sei o que fazer, mas preciso cuidar dela.”

Total Film divulga cinco capas especiais estampadas pelos ‘Eternos’

A Total Film divulgou suas cinco capas especiais em comemoração ao lançamento de ‘Eternos‘, que tem estreia marcada para o dia 05 de novembro de 2021 

Confira:


O Universo Cinematográfico da Marvel se dividiu entre o antes e o depois do Blip, o estalar de dedos de Thanos que varreu metade da população da Terra. Agora, a 4ª fase da narrativa da franquia começa a estabelecer onde todos os seus novos contos acontecem em relação a esse evento.

Viúva Negra‘ se passa antes do Blip, enquanto ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ se passa após a luta contra Thanos.

Agora, o produtor Nate Moore confirmou em entrevista para a Empire em que momento da linha temporal se passa ‘Eternos‘.

O filme será ambientado na mesma época que ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘.

“A história de Eternos se passa exatamente na mesma época que Homem-Aranha: Longe de Casa, com o mundo se recuperando do ataque de Thanos e do retorno de metade da população.”, afirmou.

Confira o trailer:

Eternos‘ segue a jornada de seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

O elenco conta com Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajak), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Don Lee (Gilgamesh), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

Gravações de ‘Entre Facas e Segredos 2’ já estão chegando ao fim, revela Rian Johnson

Em seu perfil do Instagram, o diretor Rian Johnson publicou uma imagem dos bastidores de ‘Entre Facas e Segredos 2‘, e revelou que as gravações já estão chegando ao fim.

Infelizmente, não é possível identificar nada revelador na imagem, mas já é uma ótima notícia saber que a sequência já está sendo finalizada.

Confira a publicação:

“Últimos dias…”, diz a legenda.

Anteriormente, Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia’) conversou com o SlashFilm e deu alguns detalhes sobre o projeto, rendendo elogios ao roteiro.

“É assustador. Estou nervoso com isso. Eu estou muito nervoso. É uma daquelas coisas em que agora a pressão está forte, porque as pessoas estão esperando coisas de você. Eu quero entregar. Eu me orgulho disso. Eu sou um jogador de jogos. Eu quero lançar um passe para touchdown. Eu sei que o roteiro é brilhante, eu sei que o diretor é brilhante e eu conheço todos que eles vão escalar – obviamente Daniel [Craig] está lá, ele é brilhante, e eu acredito que Ed Norton também foi escalado. Então, os nomes vão ficar maiores e melhores, e para mim, não consigo tirar isso da minha cabeça que – sempre haverá uma parte de mim que parece que sou novo nisso e ainda estou aprendendo, e quero ser capaz de me manter sozinho. Portanto, há um fator de intimidação, porque todos esses atores e diretores são apenas talentosos, experientes e vencedores de prêmios. Mas, no final do dia, é assim que avalio minha carreira, as pessoas com quem estou trabalhando. Os projetos em que estou, os diretores com quem trabalho. Então eu sei que ser anunciado como parte desse elenco é uma grande declaração, porque o primeiro filme foi esmagador.”, afirmou. 

O elenco também conta com Daniel Craig, Edward Norton (‘O Incrível Hulk’), Kathryn Hahn (‘WandaVision’) e Janelle Monáe (‘A Escolhida’).

Vale lembrar que a Netflix desembolsou mais de US$ 400 milhões para adquirir os direitos para produzir as sequências de ‘Entre Facas e Segredos‘, que foi uma das grandes surpresas de 2019, faturando diversas indicações e prêmios no circuito de festivais e preparando o terreno para um novo universo de mistério.

As sequências serão focadas no detetive Benoit Blanc, vivido por Daniel Craig, e não trará o retorno dos membros da família Thrombey.

As sequências trarão de volta também o roteirista e diretor Rian Johnson.

Talvez a notícia ainda mais empolgante é que a produção da primeira sequência está marcada para começar em breve.

De acordo com o Deadline, as filmagens de ‘Entre Facas e Segredos 2‘ começam em 28 de junho, daqui a apenas três meses. O filme será filmado na Grécia.

Recentemente, Johnson revelou detalhes sobre o próximo longa-metragem.

“Tem sido um grande turbilhão mental, porque eu permaneci com a primeira ideia por 10 anos. E com este, estou começando com uma página em branco. Não é realmente uma sequência de ‘Entre Facas e Segredos‘. Eu preciso inventar um título para ele para que eu possa parar de chamá-lo de ‘Sequência de Entre Facas e Segredos’, porque é apenas Daniel Craig como o mesmo detetive, com um elenco totalmente novo”.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e se tornou uma das obras mais aclamadas do ano passado.

Com orçamento de apenas US$40 milhões, o filme arrecadou mais de US$300 milhões mundialmente.

Michael Constantine, ator de ‘Casamento Grego’, morre aos 94 anos

De acordo com o The Hollywood Reporter, o ator Michael Constantine faleceu em 31 de agosto, aos 94 anos de idade, de causas naturais.

No entanto, a informação só foi divulgada oficialmente por seu agente no dia 08 de setembro, sem maiores detalhes sobre a partida do veterano.

Filho de imigrantes gregos, e batizado como Gus Efstratiou Joanides, o astro nasceu na Pensilvânia, em 1927 e começou a atuar em 1959 aparecendo na TV e no cinema de forma consistente até o início dos anos 2000.

Famoso por seu papel como Gus Portokalos na comédia ‘Casamento Grego, Constantine ganhou uma legião de fãs pelo papel.

Quem é que não se lembra do excêntrico patriarca da grande e barulhenta família de Nia Vardalos e sua fixação por Windex para tratar qualquer doença?

Entre seus principais títulos no cinema estão também ‘The Last Mile‘ (1959) e ‘The Hustler‘ (1961), no qual atuou com outras grandes lendas da época, como Paul Newman, Jackie Gleason, Piper Laurie e George C. Scott.

Ele também foi bastante elogiado por sua performance como o Papai Noel no clássico Um Natal Mágico‘ (1989).

Na TV, ele ganhou destaque na série de comédia dramática ‘Room 222‘ (1969-1973), centrada em um professor negro do ensino médio (Lloyd Haynes), que vai para um distrito escolar predominantemente branco e decide lutar tanto para se conectar aos alunos e ensiná-los a sensibilidade racial.

Seu papel como o diretor da escola, Seymour Kaufman, lhe rendeu um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em 1970 e uma indicação no ano seguinte, quando ele perdeu para Ed Asner, intérprete de Lou Grant em ‘The Mary Tyler Moore Show‘.

Seu último trabalho foi na sequência de ‘Casamento Grego‘, lançada em 2016.

Dossiê 007 | Goldeneye (1995) – Pierce Brosnan estreia como Bond e eleva o nível em 17º Filme

007 – Sem Tempo para Morrer, o vigésimo quinto filme oficial da franquia mais duradora do cinema, já está em exibição nos cinemas. Com o lançamento do grandioso filme, resolvemos criar uma nova série de matérias dissecando um pouco todos os filmes anteriores, trazendo para você inúmeras curiosidades e muita informação.

Seis anos separaram o décimo sexto e o décimo sétimo filmes da franquia 007 no cinema. Esse era o tempo recorde até então de intervalo entre produções da rentável série cinematográfica (tempo este igualado no intervalo entre SPECTRE e o vindouro Sem Tempo para Morrer) – que é também a mais longeva vinda de um grande estúdio. Antes, os filmes tinham um intervalo de dois anos em média, chegando a três no máximo. Mas aqui nos deparávamos com um grande problema para a EON Pictures após o lançamento de Permissão para Matar (1989). O fato causou o hiato com o maior período no qual os fãs ficavam órfãos das superproduções do espião 007 nas telonas. Mas seria por uma boa causa, que traria novos ventos para a franquia e a elevaria de nível para os novos tempos. James Bond estreava com os dois pés direitos na porta na década de 1990 em seu décimo sétimo filme. Confira abaixo os detalhes sobre Goldeneye e a estreia do quinto Bond.

Leia também: Todas as Matérias Dossiê 007 – até o momento

Produção

 

A verdade é a seguinte: a franquia 007 terminava os anos 1980 cambaleando. O fato não teve a ver com o intérprete em si (Timothy Dalton – embora tenha recebido parte da negatividade), mas sim com a concorrência grandiosa da época. Os anos 1980 foram onde os blockbusters atingiam níveis astronômicos, e marcariam o cinema entretenimento como o conhecemos. Filmes como De Volta para o Futuro, Rambo, Indiana Jones, Robocop, Top Gun, Batman, etc, reinavam na década. E neste período não podemos citar verdadeiramente nenhum filme de 007 como memorável. A franquia para competir precisava se reinventar. Assim era criado Permissão para Matar, o filme mais 80’s americanizado de James Bond.

O efeito da empreitada, no entanto, saiu pela culatra e Permissão para Matar se tornava o primeiro flop da franquia na história. Ou seja, o primeiro fracasso real da série no cinema. Embora sejam produções britânicas, os filmes de 007 sempre fizeram grande sucesso em Hollywood, a vitrine para o mundo; além de emplacar forte por toda a Europa igualmente. Com Permissão para Matar, a franquia conseguia emplacar novamente pela Europa, mas o público norte-americano simplesmente não compareceu, preferindo as outras aventuras do ano nos cinemas, desfalcando assim a bilheteria do décimo sexto filme. Esse fraco resultado financeiro jamais havia sido experimentado por uma produção da EON anteriormente. Ou seja, era hora de se reinventar.

Outro problema foi uma briga judicial entre os produtores e o estúdio. A United Artists, responsável pelo lançamento dos longas de 007 nos cinemas, havia vendido os direitos de exibições das obras na TV e o valor não havia sido o acordado pelas partes. A briga nos tribunais colocou uma barreira no próximo filme – que já vinha sendo planejado com Timothy Dalton retornando – o tal Property of a Lady, mencionado na matéria anterior. O grande atraso, porém, terminou eliminando a participação de Dalton do projeto e a escolha foi por começar do zero numa nova história e um novo intérprete.

Para o comando do décimo sétimo filme foi escalado o diretor Martin Campbell, que havia chamado atenção no ano anterior com o sci-fi de ação Fuga de Absolom. É dito inclusive que grande parte do roteiro precisou ser abandonado por conter inúmeras semelhanças com True Lies (1994), o “filme de James Bond” de Arnold Schwarzenegger. Fora isso, outro espião vinha fazendo muito sucesso nas telonas no início dos anos 1990. Jack Ryan, o personagem criado por Tom Clancy nos livros, era transposto para as telas e assumia as formas de Harrison Ford. Assim, seguindo a tendência de pegar carona nos sucessos da época, Goldeneye ganhava tintas das aventuras de Jack Ryan igualmente.

James Bond

Como todos sabemos, era chegada a hora de Pierce Brosnan “assumir o manto do espião”.  Brosnan quase ficou com o papel em Marcado para a Morte (1987) antes de Timothy Dalton, porém, os produtores da série Remington Steele (Jogo Duplo) não facilitaram a contratação do ator, pelo contrário. Dalton foi escalado, fez dois filmes e iria seguir na franquia como desejavam os produtores. Na época da divulgação de Rocketeer (1991), no qual interpreta o vilão, Dalton chegou a comentar sobre o terceiro filme que faria como James Bond, já anunciado. Seis anos depois, como nada havia acontecido naquela direção, o ator simplesmente sabia que sua hora no papel havia ficado para trás e optou por se desligar do personagem.

Atores como Mel Gibson, Liam Neeson e Hugh Grant foram contatados para o personagem, mas prontamente o recusaram. Finalmente a maré parecia favorável para Pierce Brosnan assumir o papel que havia nascido para interpretar. E o ator irlandês estreava com o pé direito em Goldeneye, elevando a franquia a outro nível. Em sua trajetória, no entanto, Brosnan ficaria conhecido por uma persona mais próxima do que havíamos visto em Roger Moore, do que o mostrado por Timothy Dalton e Sean Connery. Pierce Brosnan seria James Bond para toda uma geração, a minha geração, que pôde finalmente assistir a um filme do espião nas telonas em meados da década de 1990.

Missão Secreta

O grande mote por trás de Goldeneye era a estreia de um novo intérprete para James Bond e a apresentação do agente secreto mais famoso da sétima arte para toda uma geração – especialmente após uma lacuna de quase dez anos. O foco, mais do que uma trama complexa e mirabolante, precisava ser no protagonista. Desta forma, Goldeneye possui uma história simples e direta, mostrando todos os elementos que os fãs antigos aprenderam a gostar e perfeitos para capturar novos seguidores.

Aqui, James Bond segue a trilha de terroristas que roubam uma tecnologia conhecida como Goldeneye, um satélite capaz de desativar máquinas e levar o mundo moderno de volta à idade média. Seguindo suas pistas, 007 chega a um militar russo renegado e têm a grande revelação da trama. Um dos aspectos mais legais do décimo sétimo filme é a surpresa que apresenta em relação a um dos personagens – que a esta altura todos devem saber, mas que na primeira visita ao filme causa certo choque pelo diferencial em sua narrativa.

Bondgirls e Aliados

Pierce Brosnan começou sua era como James Bond de uma forma muito favorável. Goldeneye acertou em todos os aspectos que precisava. Além de um bom protagonista, história e vilão (além de cenas de ação), outro ponto positivo foram as Bondgirls. A principal é a programadora de informática russa Natalya Simonova, que é a única sobrevivente de uma chacina de terroristas a uma base que controla o tal satélite. A bela mulher de olhos claros consegue escapar e logo se torna parceira de aventura de James Bond – que a protege como testemunha essencial. A personagem é interpretada pela polonesa Izabella Scorupco, que na época emplacou superproduções como Limite Vertical (2000), Reino de Fogo (2002) e O Exorcista: O Início (2004) – mas que atualmente anda meio sumida.

Como o público adora uma menina má, a Bondgirl vilã acaba roubando a cena aqui também. A holandesa Famke Janssen igualmente era revelada pela décima sétima aventura de James Bond, no papel da psicótica Xenia Onatopp (um nome inesquecível) e a melhor capanga da era Brosnan. Sádica e com tendências masoquistas, a exótica antagonista atinge o orgasmo sempre que mata vítimas inocentes as metralhando. Janssen, é claro, escreveria seu nome em diversas produções da época, sendo a mais famosa a franquia X-Men, onde viveu a ruiva Jean Grey.

No lado do trio de aliados corriqueiros de 007, apenas um manteve sua forma original. Desmond Llewelyn retorna pela décima quinta vez ao papel do inventor e armeiro Q, provindo James Bond com uma BMW novíssima ao invés do costumeiro Aston Martin (que igualmente dá as caras no filme). Caroline Bliss se despedia da franquia com a saída de Timothy Dalton, igualmente vivendo Moneypenny somente em dois longas. Em seu lugar entrava Samantha Bond – atriz de nome bem propício para a franquia e que permaneceria por toda a era Brosnan. A adição mais chamativa, no entanto, era a da Dama Judi Dench no papel da chefe M, como a primeira mulher a assumir tal posto desde o início da franquia nos anos 60. A manobra foi muito comentada na época por ser à frente de seu tempo – e Dench permaneceria no papel até a era de Daniel Craig.

Vilões

Aqui é onde entra a grande revelação do vilão de Goldeneye. Por mais que durante a primeira metade do filme ganhemos como antagonistas os personagens do general russo interpretado por Gottifried John e a Xenia Onatopp de Famke Janssen, no terceiro ato do filme somos revelados que quem estava por trás das maquinações envolvendo o satélite perigoso era na verdade Alec Trevelyan, papel de Sean Bean. O sujeito é um agente do MI-6 renegado, que começa o filme como parceiro de James Bond em uma missão, com o título de 006. Após ser dado como morto e culpar 007 por tê-lo abandonado, Trevelyan assume a alcunha de Janus. Agora, com metade do rosto deformado no melhor estilo Duas-Caras de Batman, o antigo melhor amigo se torna o vilão a ser combatido pelo herói.

Além dos citados acima, Goldeneye conta ainda com outro traidor, o programador Boris Grishenko, vivido por Alan Cumming, colega de trabalho de Natalya, que estava mancomunado com os terroristas. Seu bordão “eu sou invencível”, se gabando de sua genialidade com os computadores, possui um desfecho irônico e hilário, mas também cruel. Ainda temos espaço para o contrabandista Valentin Zukovsky, vivido por Robbie Coltrane, que voltaria ainda na era Brosnan num próximo filme.

Relatório

Goldeneye foi um verdadeiro estouro. O filme fez o sucesso que os produtores buscavam na era de Timothy Dalton e que jamais atingiram ali. E tudo que precisou foi um hiato de quase dez anos para se reorganizarem e adentrarem uma nova década com uma mudança propícia. A concorrência da década de 90 também era pesada, mas desta vez a franquia 007 estava pronta e criou um filme à altura. O décimo sétimo James Bond foi um verdadeiro fenômeno, gerou grande expectativa e a cumpriu. Até mesmo os que não eram necessariamente fãs ou conhecedores da franquia estavam empolgados para ver o novo 007.

A era Brosnan marcava também na parte musical da franquia, com as canções temas tocando nas rádios e ganhando vida própria para além dos filmes. Aqui, a musa Tina Turner, servida pela musicalidade de The Edge do grupo U2, interpreta a música tema Goldeneye – abrindo com chave de ouro a franquia nos anos 1990. Turner, é claro, havia marcado também com a trilha sonora de Mad Max Além da Cúpula do Trovão (1985).

Goldeneye se tornava um grande blockbuster do cinema, atingindo números de bilheteria jamais vistos anteriormente. É claro que precisamos levar em conta o reajuste da inflação, e seguindo por essa linha, o filme de 1995 não chega perto de algumas produções do passado. No entanto, James Bond voltava ao auge de sua popularidade na era de Pierce Brosnan como há muito não era visto (talvez desde a era Connery). O espião da rainha voltava a ser famoso e bem visto com todas as gerações, e seus filmes no período eram eventos inseridos na cultura popular que precisavam ser vistos por todos. Isso era o mais importante e algo que não tinha preço. Desta forma, Brosnan não perdeu tempo para assinar numa continuação, que chegaria dois anos depois. Mas isso é assunto para o próximo Dossiê.

‘Silent Night’: Comédia natalina com Keira Knightley ganha previsão de lançamento

De acordo com o Deadline, a sombria comédia natalina ‘Silent Night‘, estrelada por Keira Knightley, finalmente ganhou previsão de estreia.

O longa – que estreará no Fantastic Fest neste mês – teve seus direitos adquiridos pela AMC+ e RLJE Films, e está programado para ser lançado nos EUA em dezembro, simultaneamente nos cinemas e em streaming. 

Camille Griffin será responsável pela direção, sendo este o primeiro longa-metragem sob o seu comando.

A trama segue um grupo de velhos amigos que se reúnem para celebrar o Natal no conforto de uma idílica casa de campo. Sobrecarregados com a inconveniência da destruição iminente da humanidade, eles abrem outra garrafa de champanhe e continuam com suas festividades. Mas nenhuma quantidade de estoicismo pode substituir a coragem necessária para sua última noite na Terra.

O elenco ainda conta com Matthew GoodeRoman Griffin Davis, Annabelle WallisLily-Rose DeppṢọpé Dìrísù, Kirby Howell-BaptisteLucy Punch, Rufus Jones e Trudie Styler.

Matthew Vaughn (‘Kingsman’), Trudie Styler (‘Moon’) e Celine Rattray servirão como os produtores do longa.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘007 – Sem Tempo para Morrer’ será o filme mais LONGO de toda a franquia; Confira o tempo de duração!

A demora para a estreia de ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ promete valer a pena, já que teremos o filme mais longo de toda a franquia. Segundo o estúdio United Artists, o filme terá 163 minutos – 2h 43m – de duração, revelou o IndieWire.

Até então, os filmes mais longos da franquia eram ‘007 – Contra Spectre‘, com 160 minutos, e ‘Casino Royale‘, com 145 minutos. ‘007 – Operação Skyfall‘ teve duração de 143 minutos. 

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 30 de setembro.

Confira o trailer dublado e legendado:

Na trama, o agente secreto britânico (Daniel Craig) está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. No entanto, sua paz está com os dias contados, já que uma nova missão lhe é dada.

Dirigido por Cary Joji Fukunaga (Beasts of No Nation e True Detective), ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ traz também o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco e ainda apresenta Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek.

‘Room 9 – Part 2’: Scout Taylor-Compton retorna para a sequência do terror

De acordo com o Bloody Disgusting, Scout Taylor-Compton (‘Halloween’) retornará para a sequência do terror ‘Room 9‘, intitulada ‘Room 9 Part 2: They Turned Us into Killers‘.

O novo filme também contará com Lauren FrancescaBrian Anthony Wilson no elenco.

Thomas Walton retornará à direção.

O primeiro filme girava em torno do quarto 9 em um hotel, localizado em uma pequena cidade, que foi palco de um macabro assassinato duplo. Décadas depois, com a cidade novamente aterrorizada por uma série de mortes brutais, uma mulher misteriosa chega para investigar e começa a ter flashbacks bizarros envolvendo os crimes do passado. Estaria ela conectada com os assassinatos… ou ela será a próxima vítima?

Confira o trailer:

‘Voyagers’: Sci-fi com Colin Farrell estreia na Amazon Prime; Confira o trailer dublado!

A ficção científica ‘Voyagers‘, estrelada por Tye Sheridan e Colin Farrell, já está disponível no catálogo da Amazon Prime.

Na trama, uma tripulação de astronautas numa missão multigeracional sucumbe à paranoia e à loucura, sem saber o que é real ou não.

Confira o trailer dublado:

O filme é escrito e dirigido por Neil Burger (‘O Ilusionista’).

Com o futuro da raça humana em risco, um grupo de jovens homens e mulheres, criados para serem inteligentes e obedientes, embarcam em uma expedição para colonizar um planeta distante. Mas quando eles descobrem segredos perturbadores sobre a missão, desafiam o próprio treinamento e se deixam levar por uma natureza primitiva.

Lily-Rose DeppFionn WhiteheadChanté AdamsIsaac Hempstead WrightViveik KalraArchie MadekweQuintessa Swindell Madison Hu estrelam.

‘The Last of Us’: Imagens da série mostram zonas de quarentena em Boston; Confira!

Através do Twitter, uma fan page dedicada a novidades da franquia ‘The Last of Us‘ divulgou uma série de imagens da vindoura adaptação da HBO.

As imagens mostram ruas completamente desertas e abandonadas, que virou uma gigantesca zona de quarentena depois que um vírus dizimou grande parte da população mundial.

Lembrando que a capital de Massachusetts foi onde nasceu a protagonista Ellie (Bella Ramsey), e é lá que ela conhece o contrabandista Joel (Pascal).

Confira:

Além de Pascal (‘The Mandalorian’) e Ramsey (‘Game of Thrones’), o elenco ainda conta com Gabriel Luna, Merle DandridgeNico ParkerJeffrey PierceCon O’NeillMurray BartlettAnna Torv.

Kantemir Balagov será responsável pela direção do episódio piloto, com Jasmila Žbanić e Ali Abbasi também confirmados na direção de outros episódios.

A trama se passa vinte anos após a destruição da civilização moderna. Joel, um sobrevivente grosseiro, é contratado para contrabandear Ellie, uma garota de 14 anos, para fora de uma zona de quarentena opressiva. O que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e dolorosa, já que ambos devem atravessar os EUA e depender um do outro para sobreviver.

A série foi criada por Craig Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Neil Druckmann.

Por enquanto, a produção ainda não possui previsão de lançamento.

‘Querido Evan Hansen’: Filme divida opiniões e conquista 56% de aprovação no Rotten Tomatoes

A adaptação do aclamado musical ‘Querido Evan Hansen‘ teve sua estreia no Festival de Toronto 2021 – e as primeiras avaliações já estão entre nós.

E abrindo com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção dividiu a imprensa estrangeira e recebeu diversas críticas por apresentar problemas na execução de seu roteiro e na direção.

Para alguns críticos, o longa possui distrações gigantescas, que revelam uma artificialidade em todo o desenrolar narrativo. Já outros profissionais fizeram pequenos elogios às boas intenções do filme, que visa tratar sobre temas delicados como depressão, suicídio, trauma e luto.

Confira avaliações:

“Querido Evan Hansen poderia ter sido divertido, mas existem muitos problemas evidentes que não podem ser ignorados por uma questão de entretenimento”. – Valerie Complex, Deadline Hollywood Daily

“As más escolhas de direção de Chbosky anulam o sucesso empolgante que Querido Evan Hansen teve no palco, com uma cascata de distrações gritantes que continuamente apontam a artificialidade do gênero”. – Tina Hassannia, indieWire

“Querido Evan Hansen me incomodou na Broadway, e não me cai bem agora, apesar de algumas melhorias inteligentes no material”. – Peter Debruge, Variety

“Mesmo se você entrar com reservas, mesmo se você não sucumbir aos seus momentos mais extravagantes, o filme se aproxima furtivamente de você. Vá em frente, sorria, deixe doer ou derrame uma lágrima – você não está sozinho”. – Steve Pond, TheWrap

“Apesar das distrações incômodas, Platt e companhia ainda conseguem entregar a mensagem certa na hora certa”. – Michael Rechtshaffen, Hollywood Reporter

“Querido Evan Hansen, obviamente, tem seu coração no lugar certo. Apesar das nobres intenções, no entanto, este é um filme que está quase em guerra consigo mesmo”. – Joey Magidson, Awards Radar

“Querido Evan Hansen dá uma voz agradável e melodiosa para importantes preocupações dos dias modernos, mas não tem os recursos dramáticos e cinematográficos para realmente decolar”. – Ian Freer, Empire Magazine

A Universal Pictures lançará o longa nos cinemas nacionais no dia 18 de novembro.

Ben Platt, intérprete de Evan Hansen na peça original, reprisa o personagem na versão cinematográfica. Vale lembrar que o astro foi premiado com o Tony Award por sua performance no musical.

Nik Dodani será Jared, amigo da família de artistas de Evan, enquanto Amandla Stenberg erá Alana, colega de classe de Evan que esconde uma profunda solidão. Stenberg também irá performar uma música original do longa. Julianne Moore interpretará a mãe do protagonista titular.

Kaitlyn Dever dará vida a Zoe, o interesse amoroso do desajeitado protagonista homônimo. Colton Ryan será Connor, um dos catalisadores principais da narrativa. Amy Adams será a mãe de Connor, enquanto Danny Pino será seu marido.

A trama acompanha um jovem estudante do Ensino Médio que sofre de ansiedade social e se vê preso em sua própria mentira, quando decidi fingir ter tido um relacionamento próximo com um colega de sala que cometera suicídio.

A peça conquistou seis Tony Awards em 2017, incluindo o de Melhor Musical.

Stephen Chbosky (‘As Vantagens de Ser Invisível‘) assina a direção do projeto. Benj PasekJustin Paul ficam a encargo da trilha sonora.

Steve Levenson, que escreveu o livro do musical, fica responsável pelo roteiro. Marc Platt (‘La La Land: Cantando Estações‘) e Adam Siegel entram como produtores do filme.