Em entrevista ao Deadline, Jordan Helman, chefe de séries originais do Hulu, falou sobre o progresso das filmagens da 3ª temporada de ‘The Orville‘, que foi fortemente impactado pela pandemia de COVID.
“O último ano tem sido complicado em vários níveis em termos de filmagens. Não posso prever quando a terceira temporada será lançada, mas estou animado com o que eu vi até o momento. Acredito que os fãs da série ficarão muito satisfeitos.”
Sobre uma possível 4ª temporada, Helman afirmou: “O futuro da série está aberto para discussões, mas ainda não estamos conversando sobre isso.”
Criada e estrelada por Seth MacFarlane (‘Family Guy‘), a série se passa 400 anos no futuro seguindo as aventuras da U.S.S. Orville, uma nave exploradora tripulada por humanos e aliens, que juntos enfrentarão as maravilhas e perigos do universo.
Em entrevista ao Deadline, Bruce Miller, criador da aclamada ‘The Handmaid’s Tale‘, comentou sobre a possibilidade da 5ª temporada ser a última da produção, revelando que a pandemia de COVID o ajudou a colocar o futuro da série em perspectiva.
“Não estou ansioso em finalizar essa série. Não sei como me senti nessa pandemia, mas aprendi que há coisas raras na vida e trabalhar com essas pessoas incríveis é uma delas. Honestamente, eu sei como será o final e não irei ficar estendendo a trama, mas também não irei apressá-la.”
Ele completa, “Eu sempre quero continuar seguindo em frente. Eu trabalho com pessoas incríveis; temos um grupo adorável de escritores, um grupo espetacular de atores e diretores. O que eles fizeram este ano, em meio a pandemia de COVID, foi sensacional.”
Vale lembrar que a 4ª temporada de ‘The Handmaid’s Tale‘ já pode ser conferida na íntegra no streaming Paramount+.
A história se passa na distopia de Gilead, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred é uma serva na casa do comandante, uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos – onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead – tudo com um único objetivo: sobreviver para encontrar a filha que lhe foi tirada.
Os espectadores da última sessão de um filme de terror em um pequeno cinema são aterrorizados por um serial killer que começa a matá-los, um a um. A única pessoa que nota que algo estranho está acontecendo é a filha do projecionista.
A série foi criada por Darren Star, que já colaborou com o serviço de streaming em ‘Emily in Paris‘.
A trama irá girar em torno de Michael (Harris), cuja vida aparentemente perfeita vira de cabeça para baixo quando seu marido inesperadamente o deixa após 17 anos. De repente, Michael precisa enfrentar dois pesadelos: perder quem ele pensou ser sua alma gêmea e encarar uma nova vida como um gay solteiro de 40 e poucos anos em Nova York.
Além de estrelar, Harris também servirá como produtor executivo do projeto, assim como o Star e o cocriador Jeffrey Richman (‘Modern Family’).
As filmagens estão programadas para começar ainda em 2021, em Nova York.
O ciclo final irá estrear na plataforma no dia 22 de setembro.
Confira o teaser:
Criada por Justin Simien, série é baseada no filme homônimo lançado em 2014.
A trama segue um grupo diverso de estudantes negros que tem que enfrentar diversos tipos de preconceito, e mais explicitamente o racismo, em uma universidade estadunidense de elite que é majoritariamente dominada por pessoas brancas.
O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo da série de suspense teen‘Cruel Summer’, uma das produções mais aclamadas do ano.
A primeira temporada foi lançada hoje, 06 de agosto, no catálogo da plataforma do Amazon Prime Video.
Assista a crítica:
A série é produzida por Jessica Biel, de ‘The Sinner‘.
O verão de 1993 em uma pequena cidade do Texas foi marcado pelo desaparecimento da garota mais popular do colégio, Kate Wallis (Olivia Holt). E Jeanette (Chiara Aurelia), até então uma jovem excluída, assume o posto de nova popular do Ensino Médio. Mas tudo sai do controle e a vida de Jeanette se cruza com o misterioso desaparecimento de Kate.
Cada episódio contará com o ponto de vista de um das duas garotas, fazendo com que a lealdade dos espectadores mude semanalmente, de acordo com as informações reveladas.
James Gunn já revelou que ele rejeitou um filme do Superman para a DC, mas seu tom poderia ter mudado se o estúdio tivesse oferecido um filme do Batman.
Em entrevista ao Happy Sad Confused, Gunn revelou que ele toparia fazer um filme do Cavaleiro das Trevas se Matt Reeves não estivesse trabalhando em ‘Batman‘.
“Não estou dizendo que nunca ficaria interessado no Superman, mas se fosse o Batman, o que Matt [Reeves] já estava fazendo, poderia ter sido diferente porque eu entendo o Batman. Eu entendo a Harley Quinn; Mas eu não entendo todos os personagens.”, afirmou.
Como o próximo filme solo do ‘Flash‘ vai trazer Michael Keaton e Ben Affleck retornando como seus respectivos Batman, é possível que a DC Films esteja confiante de que vários Batmans podem existir na tela.
Você gostaria de ver um filme do herói comandado por Gunn?
Vale lembrar que ‘O Esquadrão Suicida‘ está com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes.
“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”.
De acordo com o Variety, Minka Kelly (‘Titãs’) entrou para o elenco da 2ª temporada de ‘Euphoria‘.
Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.
Além dela, Dominic Fike e Demetrius ‘Lil Meech’ Flenory Jr. também foram confirmados no novo ciclo.
Criada por Sam Levinson, a série é baseada na produção israelense homônima lançada em 2012.
A trama é envolta em drogas, sexo, busca por identidade, traumas, redes sociais, amor e relacionamentos. Todas essas temáticas serão relatadas pela ótica de Rue (Zendaya), uma garota de 17 anos viciada em drogas e mentirosa.
Ele se junta a Jenna Ortega, que estrela o novo ‘Pânico‘ (2022), e foi confirmada como a protagonista Wandinha Addams.
Confira a sinopse e a confirmação:
“Tim Burton está trazendo Wandinha Addams para a Netflix em uma série live-action sobre amadurecimento!
Burton também fará sua estreia na direção de TV em uma série sobre uma investigação misteriosa e sobrenatural se segue Wandinha como uma estudante na Academia Nevermore”
Passando aqui pra apresentar quem será a Addams mais icônica na minha nova série live-action Wednesday, dirigida por Tim Burton. Pode entrar: 🦇 Jenna Ortega 🦇. pic.twitter.com/zZgpKrI2nn
De acordo com o site Small Screen, Burton querJohnny Depp como intérprete de Gomez. O cineasta vê o astro como “um dos poucos que poderia fazer jus ao personagem”, o marido de Mortícia.
Como muitos já sabem, Burton é um grande colaborador de Depp, que já estrelou diversas produções do cineasta, como o clássico ‘Edward Mãos de Tesouras‘ (1990).
Mas, apesar de dele expressar confiança nos talentos do astro, parece que os representantes da Netflix precisam ser convencidos sobre a escalação.
O roteiro foi escrito por Alfred Gough e Miles Millar, mais conhecidos por criar e produzir a série de sucesso ‘Smallville‘.
Para quem não sabe, a Família Addams foi criada pelo cartunista Charles Addams, em 1938, como tiras para a revista The New Yorker. Os personagens geraram séries live-action e animadas, livros, vídeo games e até mesmo um musical, que foi exibido no Brasil em 2012, com Daniel Boaventura e Marisa Orth como o casal Gomez e Morticia Addams.
No cinema, a criação gerou ‘A Família Addams’, grande sucesso de bilheteria de 1991, e, 2 anos depois, ‘A Família Addams II’, ambos dirigidos por Barry Sonnenfeld. Anjelica Huston e Raul Julia interpretaram o casal Addams. Christopher Lloyd foi o Tio Fester e Christina Ricci viveu Wednesday Addams (Wandinha).
O terceiro filme, ‘O Retorno da Família Addams’, foi lançado diretamente em vídeo em 1998.
Em entrevista ao TVLine, Mike White, criador da série ‘The White Lotus‘, falou sobre uma possível 2ª temporada, revelando que, caso ganhe mais um ciclo, a produção seguiria um formato antológico com um novo elenco.
“Nós estamos conversando [sobre uma possível 2ª temporada], mas ainda não há nada certo. A trama do novo ciclo teria que acontecer em um hotel diferente, tipo: ‘The White Lotus: San Tropez’ ou algo assim. Acredito que não tem como ter todos os hóspedes da primeira nas mesmas férias novamente. Nós poderíamos fazer tipo o Universo da Marvel, onde alguns poderiam retornar.”
Ele completa, “Nós assinamos um acordo para apenas uma temporada com os atores, então teríamos que descobrir quem estaria disponível para retornar.”
A trama é centrada nos hóspedes e nos funcionários do The White Lotus, um hotel-resort localizado em um paraíso idílico. À medida que as férias vão se desenrolando, entretanto, tramas obscuras surgem entre os personagens e dentro do próprio hotel.
De acordo com o Deadline, ‘O Esquadrão Suicida’ pode faturar pelo menos US$ 70 milhões em seu primeiro fim de semana de estreia.
“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”.
Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).
De acordo com o Deadline, ‘O Esquadrão Suicida’ pode faturar pelo menos US$ 70 milhões em seu primeiro fim de semana de estreia.
As projeções indicam que o longa deve arrecadar US$ 30 milhões somente nos EUA, que contará com a abertura de aproximadamente 4.000 salas de cinema para o lançamento.
Em 2016, o filme anterior registrou US$ 133,6 milhões na abertura mundial e terminou o período em exibição com US$ 746,8 milhões.
Considerando a pandemia e o baixo número de cinemas funcionando ao redor do planeta, é pouco provável que o filme de James Gunn consiga ultrapassar a marca do longa de David Ayer.
No entanto, caso ‘O Esquadrão Suicida‘ consiga chegar aos US$ 70 milhões previstos para os três primeiros dias, seria um motivo de comemoração.
Ainda assim, a estreia simultânea no catálogo da HBO Max pode ser um desafio para as bilheterias da adaptação.
“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”.
Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).
A Amazon Prime cancelou oficialmente a série ‘Panic‘ depois de apenas uma temporada.
De acordo com o Deadline, a série não alcançou um grande público na plataforma – ao contrário de ‘The Wilds‘, que foi recentemente renovada para a 2ª temporada. Por causa disso, e somando ao fato da primeira temporada ter desenvolvido uma história completa (com uma conclusão satisfatória), o serviço de streaming decidiu não dar continuidade à produção.
Criada por Lauren Oliver, a série é baseada em seu best-seller homônimo.
A história se passa em uma pequena cidade do estado do Texas, nos Estados Unidos, onde todo verão os estudantes do último ano do Ensino Médio participam de uma série de desafios e o vencedor ganha um prêmio – algo que acreditam ser a única chance para conseguirem ter uma vida melhor e escapar das circunstâncias de onde moram.
Mas esse ano as regras mudaram: a quantidade de dinheiro do prêmio é maior e o jogo se tornou ainda mais perigoso. Os jogadores irão enfrentar cara a cara seus maiores e mais sombrios medos, e serão forçados a decidir até que ponto estão dispostos a correr riscos para ganhar.
Em entrevista ao Hello Sidney, Tyler Gillett, um dos diretores por trás do esperado quinto capítulo da saga ‘Pânico’, comentou um pouco sobre a narrativa do próximo filme e prometeu aos fãs inúmeras referências (easter eggs) às entradas anteriores da franquia.
“Boa parte [do filme] veio do roteiro, onde o ponto de entrada é acessível a todos”, ele disse. “Esse não é um filme que você tem que ter assistido aos outros para entender. […] Mas sua experiência será extremamente mais divertida quanto mais conhecimento você tiver sobre os quatro primeiros. Teremos inúmeros easter eggs. Não seria um filme ‘Pânico’ se não fosse autoreferencial e não falasse sobre, sabe, como o gênero funciona dentro do senso da cultura pop”.
A aguardada nova sequência da franquia ‘Pânico‘ será lançada no dia 13 de janeiro de 2022.
O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.
Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.
Nessa história, conhecemos a infância do jovem cientista Sheldon Cooper. O projeto mostra tudo aquilo que é referenciado na série original, como a avó do personagem e seu relacionamento com seus irmãos e pais.
A produção é baseada no livro homônimo best-seller do New York Times, escrito por Beth Macy.
A trama acompanha a crônica crise que os Estados Unidos sofre há anos com opioides e seu uso indiscriminado no país – o que tem gerado uma sucessão de viciados em remédios controlados, além de ser responsável por um alto índice de mortes.
A produção é descrita como “um olhar ambicioso, angustiante e cativante do epicentro da luta da América contra o vício em opioides, levando o público à uma comunidade mineira da Virgínia, aos corredores do Departamento de Narcóticos e à opulência do centros farmacêuticos de Manhattan”.
O roteiro fica a encargo do vencedor do Emmy Danny Strong (‘Empire’), sob a direção de outro ganhador do mesmo prêmio, Barry Levinson (‘Bom Dia, Vietnã’).
O Hulu divulgou hoje (06) o primeiro teaser oficial da 2ª temporada de ‘The Great’, estrelada por Elle Fanning.
O vídeo também anuncia a estreia dos próximos episódios: 19 de novembro.
Confira:
Criada por Tony McNamara, a série foca na ascensão ao poder de Catarina II da Rússia e o seu relacionamento conturbado com o seu marido Peter, o imperador da Rússia.
Em entrevista ao Collider, o produtor Hiram Garcia revelou alguns detalhes sobre o processo de construção do próximo filme da saga ‘Jumanji’, comentando que ele e Dwayne Johnson, que também fica a encargo da produção, esperam trazer todos os membros do elenco de volta.
“Estamos muito focados em entregar a melhor versão dessa história. Obviamente, quando temos a sorte de trazer um time como aqueles de volta para uma terceira vez, queremos causar um impacto. É importante para nós entregar algo grande aos fãs, enquanto expandimos nossa narrativa em ‘Jumanji’. Então, estamos mergulhando fundo e colaborando juntamente a nossos roteiristas, ao diretor Jake [Kasdan] e ao nosso parceiro Matt [Tolmach]“, ele comentou.
No quarto filme, o videogame será levado para o mundo real, e os personagens do jogo poderão ser eles mesmos, interagindo com o elenco mais jovem – ao invés de serem controlados.
Anti-herói está em evidência e ganhará ainda mais com futura série
Dentre o variado elenco recrutado por James Gunn para estrelar seu novo O Esquadrão Suicida, aquele que mais chama a atenção para si em entrevistas e na estética é o Pacificador interpretado por John Cena. Altamente especializado em técnicas de assassinato, ele não hesita em matar quantos ou quem for necessário para que se possa manter a paz. Apesar desta ser sua justificativa, a característica mais marcante do personagem é sua violência desenfreada.
Ainda assim, como boa parte dos nomes oriundos do panteão da DC Comics escolhidos para a produção, ele não conta com amplo conhecimento do público, tendo sido mantido na gaveta por muito tempo pela própria editora. Christopher Smith, nome verdadeiro do Pacificador, não é um produto original da DC mas sim da Charlton Comics (que existiu entre 1945 e 1986).
Sob o selo da Charlton ele teve sua estreia em Fightin’5 #40, por volta de 1966. A série tinha como foco o grupo de espiões com mesmo nome e sua eterna luta contra a organização Agents of D.E.A.T.H; a estreia do Pacificador acontece ao final do exemplar, em uma história isolada, servindo como um complemento para o leitor.
O surgimento do Pacificador nas páginas da Charlton Comics.
Essa era uma prática antiga da indústria de quadrinhos e que foi importante para apresentar as primeiras aventuras de heróis que, anos depois, se tornaram pilares de diversas editoras tais como a Supergirl (em Action Comics #252) e o mago Zatara (Action Comics #1). Com a Charlton Comics essa estratégia não foi diferente.
O Pacificador é apresentado como um enviado dos EUA à conferência de armas em Genebra que se mostra bem preocupado com os conflitos ocorrendo em fronteiras de países sul-americanos. Ao escapar de um atentado ele identifica o mandante do mesmo e, rapidamente, percebe que não conseguirá pará-lo se utilizar os meios legais e diplomáticos à sua disposição. Relutantemente, Christopher Smith veste o traje do Pacificador com o pensamento de que algumas vezes a violência só pode ser impedida com violência.
A Charlton Comics não era exatamente uma competidora direta à já mencionada casa do Superman ou à Marvel porém a possibilidade de alcance do seu público era bem mais extensa; isso se deu por alguns motivos como a empresa não focar apenas em histórias de super-heróis mas também dando espaço para ficção científica\terror\western bem como outros gêneros, e também fornecer ao consumidor um preço mais acessível ao que se tinha na indústria da época.
Mesmo assim, essa tática de mercado não impediu a editora de falir nos anos 80 e, com isso, ter alguns de seus personagens liberados para compra. A partir de 1983 a DC se tornou proprietária de um plantel que tinha nomes como Pacificador, Besouro Azul, Questão e Capitão Átomo.
Os recém adquiridos personagens quase protagonizaram “Watchmen” de Alan Moore.
Um fato curioso é que o escritor renomado Alan Moore quis utilizar esses novos personagens para compor a trama de Watchmen. Entretanto, a DC negou o pedido por não achar apropriado que a primeira aventura dessas propriedades na nova casa começasse com o assassinato de um deles (no caso o Pacificador).
O anti-herói só teve sua primeira abordagem a partir de 1987 em uma minissérie de quatro partes, após a saga da Crise das Infinitas Terras quando os personagens da Charlton foram oficialmente incorporados à nova editora. A assinatura da história ficou a cargo de Paul Kupperberg, que já era um autor veterano da DC e que nos anos 80 auxiliou o também escritor John Ostrander no título do Esquadrão Suicida.
Apesar de ter sido uma série de curta duração, ela forneceu alguns detalhes a mais para a história pregressa do personagem; principalmente no relacionamento entre ele e seu pai. Filho de um industrial bélico austríaco e uma escritora norte-americana, Christopher teve um início de vida cercado de riqueza e privilégio. Tudo mudou quando foi noticiado que seu pai era um nazista e responsável por todo um campo de concentração; atormentado ele deu fim a si próprio e Christopher foi criado pela mãe.
A violência é um legado que Christopher herdou do pai.
Mais velho ele foi para o exército onde lutou no Vietnã; mais tarde ele foi convidado para participar de um programa secreto conhecido como “Iniciativa Pacificadora”, um quadro de operações que visava desarticular potenciais ameaças terroristas no Oriente Médio. Mesmo o projeto não tendo ido para frente, Christopher assumiu a alcunha de Pacificador. Utilizando a herança do pai ele vive o eterno dilema de utilizar seus recursos para promover a paz por meios convencionais e sob a outra identidade ele combate violência com violência ainda maior.
Outra característica singular apresentada para o anti-herói é a relação problemática com seu pai, isso porque mesmo morto sua voz critica constantemente as decisões de Christopher. Ainda assim, sua participação ao longo das décadas em novas histórias da DC foi se tornando cada vez mais escassa; a mais recente sendo uma aparição na saga Doomsday Clock junto a outros personagens da Charlton Comics (a intenção dessa saga foi servir como uma sequência de Watchmen).
Com a maior atenção concedida a ele em O Esquadrão Suicidabem como uma vindoura série no HBO Max, é bem provável que James Gunn adapte para um cenário mais contemporâneo a origem de Christopher Smith, bem como a trama secundária do pai, causando um possível renascimento do Pacificador; agora, talvez, sendo definitivo.