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‘A Bolha Assassina’: Produtores iniciam batalha legal pelos direitos do remake

De acordo com o THR, os produtores Richard SapersteinBrian Witten abriram um processo para manter os direitos do desenvolvimento de um remake de ‘A Bolha Assassina‘.

Os produtores alegam que já investiram mais de US$ 418 mil no desenvolvimento do projeto desde que adquiriram seus direitos em 2009. Depois de 12 anos, eles ainda precisam de mais tempo para tirar o projeto do papel.

Eles alegam que Charles S. Harris, cujo estúdio Worldwide Entertainment Corporation produziu o filme original, concordou oralmente em estender o prazo para o desenvolvimento do remake, mas não chegou a assinar um acordo, apesar dos diversos e-mails e até mesmo uma oferta de US$ 50 mil.

Caso o juiz não reconheça o acordo oral, eles irão alegar que a pandemia de COVID-19 representa uma força que os “previne de produzir o remake e, como resultado, uma extensão do prazo deve ser considerada”.

Vale lembrar que o remake já está em desenvolvimento há anos. Em 2009, foi reportado que Rob Zombie iria dirigir a nova versão, mas o projeto nunca saiu do papel. Posteriormente, Simon West (‘Os Mercenários 2’) também foi confirmado na direção, que, mais uma vez, não viu a luz do dia.

‘Cobra Kai’: 4ª temporada ganha logo oficial; Confira!

Através do Twitter, o astro Martin Kove divulgou o logo oficial da 4ª temporada de Cobra Kai, cujas filmagens terminaram recentemente.

“Sem misericórdia”, ele escreveu.

Confira:

Os novos episódios seguem sem estreia confirmada. As outras três temporadas, por sua vez, já estão disponíveis na Netflix.

Vale lembrar que Peyton List (Tory) e Vanessa Rubio (Carmen), foram promovidas a personagens regulares para a próxima iteração, enquanto Dallas Dupree YoungOona O’Brien foram as mais recentes adições ao elenco.

COBRA KAI se passa 30 anos depois do Torneio de All Valley de 1984, com a continuação do inevitável conflito entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka).

Na terceira temporada, estão todos aturdidos após a violenta briga entre os dois dojos na escola, que deixou Miguel gravemente ferido. Enquanto Daniel revisita o passado à procura de respostas e Johnny busca redenção, Kreese manipula ainda mais seus vulneráveis alunos com suas ideias de dominação. A alma do Vale está em jogo, assim como o destino de todos os alunos e senseis.

Além de Ralph MacchioWilliam Zabka, o elenco conta com Courtney Henggeler, Xolo Maridueña, Tanner Buchanan, Mary Mouser e Jacob Bertrand.

‘Modern Love’: 2ª temporada ganha data de estreia

Amazon Prime Video finalmente anunciou quando a 2ª temporada de série antológica ‘Modern Love‘ será lançada.

O novo ciclo irá estrear no serviço de streaming no dia 13 de agosto.

Além disso, Tobias Menzies (‘The Crown’) e Sophie Okonedo (‘Ratched’) foram adicionados ao elenco da segunda temporada.

O elenco do próximo ciclo ainda contará com inúmeros rostos novos: Kit Harrington, Milam Ray, Lucy Boynton, Anna Paquin, Dominique Fishback, Gbenga Akinnagbe, Susan BlackwellTom BurkeZoe Chao, Maria Dizzia, Minnie DriverGrace EdwardsKathryn Gallagher, Garrett Hedlund, Telci Huynh, Nikki M. James, Aparna Nancherla, Larry Owens, Zane Pais, Isaac Powell, Ben Rappaport, Jack Reynor, Miranda Richardson, Marquis Rodriguez, James Scully, Zuzanna Szadkowski, Lulu Wilson, Don Wycherley e Jeena Yi.

A trama é baseada em uma coluna e podcast do New York Times.

John Boyega elogia a Marvel Studios pela diversidade em seus filmes

Durante uma entrevista para o podcast Fresh Air, na NPR, John Boyega elogiou a Marvel Studios pela diversidade em filmes.

Além disso, ele ficou feliz em ver que personagens negros, como Sam Wilson (Anthony Mackie) estão ganhando bastante destaque no MCU.

“Cara, eu gosto da Marvel porque eles dão oportunidades a qualquer tipo de pessoa, eles têm uma diversidade de elenco de causar inveja em qualquer outro estúdio.”

Ele continuou:

“E eles fazem isso de forma tão natural. E não é apenas questão de investir em diversidade para atrair o público, eles fazem isso com amor, sabe? Tivemos agora um Capitão América negro e isso foi incrível. A insistência da Marvel em elevar as tramas envolvendo minorias é algo maravilhoso… Em algumas produções [de diferentes estúdios], você percebe que os personagens de etnias variadas ficam meio de lado ou tem papéis pequenos, isso não acontece na Marvel.”

No entanto, o astro também revelou em 2019 que recusou uma oferta de trabalho da Marvel porque queria se concentrar em filmes com um apelo mais conceitual em vez dos longas comerciais.

Além disso, ele fez sérias acusações de racismo contra a Disney, empresa mãe da Marvel, durante uma entrevista para a GQ.

Na ocasião, ele afirmou que estúdio estava marginalizando personagens negros e asiáticos propositalmente na atual trilogia da saga ‘Star Wars‘.

Lembrando que Boyega vai retornar para a sequência de ‘Ataque ao Prédio’, que também trará o retorno do diretor Joe Cornish.

Além de dirigir, Cornish também escreverá o roteiro da continuação. Já Boyega também ficará responsável pela produção do novo filme.

Infelizmente, detalhes sobre a trama não foram divulgados.

“Já faz uma década desde que ‘Ataque ao Prédio’ foi lançado e muitas coisas mudaram desde então,” afirmou Boyega em uma declaração. “Estou animado em retornar às ruas de Londres com essa história incrível. [Meu personagem] Moses permanece um dos favoritos da minha carreira e trazê-lo de volta é uma honra.”

Novas informações sobre o projeto devem ser divulgadas em breve. Fiquem ligados!

Estrelado por BoyegaJodie Whittaker, Alex Ismael, Franz Drameh, Luke Treadaway e outros, a história do primeiro filme gira em torno de uma invasão alienígena que eclode em um pequeno bairro, forçando as crianças a se juntarem a vizinhos nada convencionais para acabar com a ameaça.

‘Loki’ vai explorar diferentes versões de personagens da Marvel no Multiverso

Durante uma entrevista para a Entertainment Weekly, Kevin Feige, diretor criativo da Marvel Studios, deu alguns detalhes bem intrigantes sobre a série do ‘Loki’.

O cineasta revelou que a trama vai explorar outras versões dos personagens do MCU, além do próprio Loki (Tom Hiddleston).

“Parte da diversão do Multiverso e de brincar com o tempo é que podemos mexer com outras versões dos personagens do MCU, e outras versões do personagem principal em particular”, disse Feige, parecendo bastante empolgado.

Questionado se a série terá ligação com ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, Feige fez mistério ao dizer:

“Terá? Loki está por aí há milhares de anos, quem sabe em quanta realidades ou linhas temporais diferentes? O que eu posso dizer é que ele teve todos os tipos de aventuras que você possa imaginar. Preencher as lacunas de sua história era algo que desejávamos há muito tempo.”

Segundo essas declarações, parece que ‘Loki será a produção que vai dar o pontapé inicial para o Mulverso da Marvel. O que você acha da ideia?

Falando nisso, o roteirista-chefe Michael Waldron, também conversou com a revista e foi ousado ao afirmar que a série irá construir um novo universo da Marvel.

“Para mim, precisávamos nos afastar um pouco do que já foi mostrado no MCU e no arco de Loki. Quando fui chamado para o projeto, parecia a hora certa de inserir a Autoridade de variação Temporal no MCU. A AVT reúne um mundo inteiramente novo, um novo elenco, novas ambientações e novas faces do deus da trapaça… E isso foi o que mais me atraiu no projeto: criar um novo universo para o MCU.”

Ele também descreveu como o Loki da série será diferente do Loki dos filmes.

Loki é um personagem que está sempre levando em conta sua própria identidade, e, em virtude da natureza mística da AVT, eles o induzem a alcançar aquilo que ele deveria ser, quilo que nunca foi mostrado nos filmes. Esta série é uma metáfora, é como se Loki estivesse segurando um espelho e descobrindo quem ele realmente é.”

Ainda que a trama da série esteja repleta de mistérios, a Amazon divulgou a sinopse do dicionário visual baseado na atração, revelando a missão do personagem.

Confira:

“Ambientada logo após Loki roubar o Tesseract (de novo), ele é levado em custódia perante a Autoridade de Variação Temporal, uma organização burocrática que existe fora dos imites do espaço-tempo. Forçado a responder por seus crimes contra a sagrada linha do tempo, Loki precisa fazer uma escolha: ser apagado da realidade ou ajudar na captura de uma ameaça ainda maior.”

Obviamente, o vilão vivido por Tom Hiddleston vai escolher a segunda opção e embarcar nesta importante missão.

Apesar dos poucos detalhes, tudo indica que esta nova ameaça seja Kang, o Conquistador (Jonathan Majors).

De acordo com Brandon Katz, repórter do The Observer, fontes ligadas à produção disseram que Majors gravou uma cena para a vindoura atração, mas esta versão do personagem será bem diferente de como ele será visto em ‘Homem-Formiga 3′.

Infelizmente, não foram revelados outros detalhes sobre a sua presença na trama.

No entanto, considerando que a série envolve viagens no tempo e a criação de uma nova linha temporal, Kang pode estar descobrindo como viajar através dessas linhas temporais para se tornar aquele temido vilão dos quadrinhos.

Para quem não conhece, Kang é um dos personagens mais complexos da Marvel por conta de suas inúmeras identidades ao longo dos anos em que ele enfrentou os heróis da editora.

Descrito como descendente de Reed Richards, Nathaniel Richards nasceu no século 30 e teve acesso a uma máquina do tempo, que lhe permitiu percorrer diferentes eras da humanidade assumindo diferentes identidades na tentativa de se tornar um governante supremo.

Por conta de suas atividades, o Quarteto Fantástico percebeu sua interferência no espaço-tempo e eles se tornaram grandes inimigos a partir daí, o que levou a uma série de eventos catastróficos na história.

Ainda não se sabe como o personagem será revelado no MCU, então sua origem pode ser alterada e outros elementos podem ser adicionados em relação ao seu verdadeiro eu.

Lembrando que a série tem estreia marcada para 09 de junho na Disney+.

Confira o trailer:

O elenco também traz nomes como Owen WilsonGugu Mbatha-RawSophia Di MartinoWunmi Mosaku e Richard E. Grant.

A trama dirigida por Kate Herron irá acompanhar as aventuras do Loki em 2012.

Ele ainda estará procurando vingança por seu relacionamento com o pai, que priorizava o irmão Thor, e irá modificar todos os eventos que vimos nos filmes, causando um grande estrago em sua jornada e criando uma linha temporal sombria e obscura.

Hiddleston revelou seu entusiasmo em viver novas aventuras como o amado anti-herói e explorar suas várias faces na série.

“É uma constante fonte de surpresa e prazer que esses filmes estejam conectados com as pessoas. Eu sabia que ele [Loki] era uma figura complexa. Inteligente e espirituoso, mas vulnerável, irritado, perdido e quebrado. Eu pensei que era uma oportunidade incrível em amadurecer ao longo dos filmes.”

‘RuPaul’s Drag Race All Stars’: Confira quais são as Queens que retornam na 6ª temporada!

A 6ª temporada de ‘RuPaul’s Drag Race‘ finalmente teve o seu cast revelado.

Confira o vídeo de apresentação das Queens:

O próximo ciclo contará com o retorno de A’Keria C. Davenport (Season 11), Eureka! (Season 9, 10), Ginger Minj (Season 7, All Stars 2), Jan (Season 12), Jiggly Caliente (Season 4), Pandora Boxx (Season 2, All Stars 1), Ra’Jah O’Hara (Season 11), Scarlet Envy (Season 11), Serena ChaCha (Season 5), Silky Nutmeg Ganache (Season 11), Kylie Sonique Love (Season 2), Trinity K. Bonet (Season 6) e Yara Sofia (Season 3, All Stars 1).

A nova temporada irá estrear no dia 24 de junho, na Paramount+.

Confira as imagens promocionais:

Quais são as suas favoritas para vencer a temporada?

‘Velozes e Furiosos 9’: Novo vídeo destaca a eletrizante jornada do Dom; Confira!

A Universal Pictures divulgou um novo vídeo para promover a aguardada sequência ‘Velozes e Furiosos 9‘, destacando a emocionante jornada do Dom Toretto (Vin Diesel).

Confira:

Segundo o THR, o nono filme da franquia se tornou a maior abertura internacional do período da pandemia, com US$ 162.4 milhões arrecadados.

O filme teve uma estreia maior que ‘Godzilla vs Kong‘, que até então tinha conquistado o título com US$ 123 milhões.

Na China, o longa arrecadou US$ 135.6 milhões em seu primeiro final de semana, tornando-se a segunda maior estreia da Universal Pictures e da franquia no país.

Vale destacar que ‘Velozes e Furiosos 9‘ é o primeiro filme hollywoodiano desde ‘Vingadores: Ultimato‘ a estrear com mais de US$ 100 milhões na China.

Além disso, o forte desempenho da sequência nas bilheterias fez a franquia ultrapassar a marca dos US$ 6 bilhões em arrecadação global.

Lembrando que o filme será lançado nos cinemas nacionais em 22 de julho.

Confira as primeiras críticas do filme:

“Aqueles que já estão imersos na tradição da franquia irão apreciar o cuidado de ‘Velozes e Furiosos 9’ com os personagens secundários – incluindo alguns cujo retorno à narrativa certamente trará aplausos em cinemas lotados. Mas parte desse fan service acaba parecendo forçado. De qualquer forma, o filme nos dá a impressão de que a franquia já perdeu sua criatividade e singularidade.” – Screen Daily.

“Como no último filme de Lin, o decepcionante ‘Star Trek: Sem Fronteiras‘, o diretor adota uma abordagem de quantidade em no lugar da qualidade, tem mais ação, mais subtramas e muitos personagens na mistura. Mais do que qualquer filme precisa. Ainda assim, o ‘Velozes e Furiosos 9‘ deixa uma sensação de que faltou algo. A estratégia maximalista não dá espaço para que a trama desenvolva a relação entre Dom e seu irmão.” – The Hollywood Reporter.

“Às vezes, quando você menos espera, uma franquia de sucesso se transforma essencialmente em algo diferente. Com o tempo, ‘Missão Impossível‘ se tornou parecida com ‘007‘, e ‘Velozes e Furiosos‘ se tornou ‘Missão Impossível‘. Mas Velozes e Furiosos 9‘ não é construído em torno de uma missão emocionante. É construído em torno de Vin Diesel e John Cena vivenciando a angústia sobre o passado dos irmãos Toretto. O enredo da família ‘funciona’ (mesmo que você esteja ciente de como o personagem de Cena é mal escrito), mas não é suficente para sustentar o filme; é mais como uma desculpa. A verdade é esta franquia não precisava de mais ‘emoção’. – Variety.

“Este é, de longe, o maior, mais selvagem e desafiador da franquia Velozes e Furiosos‘ (uma cena no final com certeza vai fazer você ficar de boca aberta com a estúpida audácia de alguns personagens), a direção de [Justin] Lin e o roteiro de Daniel Casey é capaz de alavancar a ação a níveis ridiculamente satisfatórios e tudo isso é compensado quando nos profundamos no personagem de Dom, em um nível mais pessoal do que a franquia jamais conseguiu antes.” – IndieWire

“Para o público que deseja retornar aos cinemas em 2021 com um espetáculo grande, barulhento e empolgante, ‘Velozes e Furiosos 9‘ faz os carros andarem rápido, pularem alto e geralmente fazerem o impossível. É extremamente fantasioso, sim, mas também é ridiculamente estimulante se você precisar de um passatempo.” – The Wrap.

Assista ao trailer em versão dublada e legendada:

Dominic Toretto (Vin Diesel) sempre viveu a toda velocidade. Após a perda do melhor amigo e a descoberta do filho, ele reduziu o ritmo de vida, ao lado de Letty (Michelle Rodriguez). Mas não é fácil viver o presente quando o passado acelera em sua direção. E é o que acontece quando Dom reencontra seu irmão Jacob Toretto (John Cena), que é estimulado por Cypher (Charlize Theron) e Magdalene Shaw (Helen Mirren) a executar um plano de vingança. É hora de Dom reunir a irmã Mia (Jordana Brewster) e a família de fiéis amigos, como Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris) e Han (Sung Kang).

Dirigido por Justin Lin, o filme também conta com Finn Cole, Anna Sawai, Vinnie Bennett e Michael Rooker.

Crítica | CRUELLA é uma explosão visual que nos entrega a genuína vilã da Disney

Rancorosa e vingativa. Perversa por seus traumas, mas inevitavelmente deslumbrante em peças bem ajustadas ao corpo, perfeitamente desenhadas quase com a ajuda de um espartilho. Cruella chega em um 2021 diferente, após uma sucessão de adiamentos em virtude do quadro mundial em que vivemos. Mas como um espetáculo que merece ser visto nos cinemas, ela passeia pelos arredores da tumultuada Londres dos anos 70, que pulsava o punk rock de The Clash e Sex Pistols a plenos pulmões. E com o seu desconhecido passado finalmente ganhando vida pelas mãos dos roteiristas Dana Fox e Tony McNamara, a icônica vilã da Disney se posiciona sob os holofotes e reluz em uma comédia fashionista surpreendente, deliciosa e com um figurino digno de Oscar.

Se antes haviam ressalvas quanto à nova versão de Cruella, elas rapidamente caem por terra em seus primeiros 15 minutos. À medida em que caminhamos pelos tempos de infância da engenhosa e geniosa Estella, nos deparamos com os primeiros fragmentos de autenticidade do filme. Nos apresentando a personagem por uma ótica mais emocional e simbólica, Craig Gillespie constrói sua protagonista como alguém identificável, mas não se engane. Ela continua sendo mais traiçoeira do que uma cascavel, como já dizia o clássico hino de 101 Dálmatas.

E ao preservar a essência vilanesca da polêmica personagem das animações, Cruella cruza novas fronteiras, entregando uma experiência sinestésica para os amantes de moda. À medida em que as tramoias da nossa vilã evoluem e se desabrocham, mais vemos sua veia artística ganhando novas cores e intensidade. É como se de certa forma a sua voracidade doentia se expressasse ousadamente em seus figurinos. E buscando apresentar tamanha expressividade visceral trazida pela belíssima Emma Stone, Jenny Beaven (vencedora do Oscar por Mad Max: Estrada da Fúria) assina o design de figurino, emanando o punk rock com ar militar, em looks de tirar o fôlego.

CRUELLA
(L-R): Mark Strong as John the Valet and Emma Thompson as the Baroness

E sob uma trilha sonora nostálgica deliciosa, que nos transporta para a efervescência musical da época, a comédia se transforma em um desfile de moda para Emma Stone e Emma Thompson, que são dois lados de uma mesma perversidade. Com performances excepcionais e imersas, elas contracenam lado a lado com maestria, ditam seus discursos com precisão e são como faíscas em tela. Hipnotizando os olhares para os seus visuais e performances, elas desenvolvem suas respectivas linguagens corporais pelos seus figurinos, tornando a impecável seleção de looks em uma extensão de suas atuações.

Com efeitos visuais que pecam um pouco em sua qualidade técnica (provavelmente em virtude de um orçamento bem mais enxuto do que habitualmente vemos na Marvel Studios), o longa é uma combinação explosiva entre a malícia da vilã e um humor mais inocente e com toques de pastelão que funciona, bem aos moldes tradicionais da Disney. Trazendo às telas a Cruella de Vil no mais puro sentido do seu próprio nome (dessa vez sem toda aquela fixação por casacos de pele de cachorro), Cruella é o filme de vilã que Malévola deveria ter sido. Com uma atmosfera que deixará os fãs do clássico O Diabo Veste Prada muito bem servidos e realizados, a produção já calca uma trajetória de sucesso que, facilmente, vencerá o teste do tempo.

‘And Just Like That…’: Chris Noth retornará como o Mr. Big no revival de ‘Sex and the City’

De acordo com o TVLine, Chris Noth (‘Desaparecidos’) retornará como o Mr. Big no aguardado revival de ‘Sex and the City‘, intitulado ‘And Just Like That…‘.

Vale lembrar que o Mr. Big e a Carrie se casaram no primeiro filme e comemoraram seu aniversário de casamento na sequência.

“Estou animado em trabalhar com o Chris novamente em ‘And Just Like That…’. Como poderíamos fazer um novo capítulo de ‘Sex and the City’ sem nosso Mr. Big?,” declarou o produtor executivo Michael Patrick King.

Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis retornarão para os seus icônicos papéis da série original. John Corbett, que interpretou o ex da Carrie, também retornará para um arco de múltiplos episódios.

Sara Ramirez (‘Grey’s Anatomy’) fará sua introdução como Che Diaz, uma comediante não binária que apresenta um podcast que conta regularmente com a Carrie como convidada.

Kim Cattrall, que interpretava a icônica Samantha, não retornará.

Confira o primeiro teaser:

“A série acompanha Carrie, Miranda e Charlotte à medida em que elas navegam pela complicada jornada da vida e da sua amizade de quando estavam no auge dos seus 30 anos, agora para uma fase ainda mais complicada no auge dos seus 50 anos”.

Criada por Darren Star (hoje à frente de ‘Emily em Paris‘), a série original contou com seis temporadas, exibidas entre os anos de 1998 e 2004 na HBO.

A trama acompanha quatro amigas que lidavam com a vida de solteiras em Nova York no final dos anos 1990, enquanto uma delas relata suas experiências em uma coluna jornalística.

Já nos cinemas, ‘Sex and the City‘ arrecadou US$ 415 milhões mundialmente, enquanto a sequência alcançou US$ 280 milhões.

‘O Homem nas Trevas 2’ será para maiores de 18 anos por “violência e imagens macabras”

O Homem nas Trevas 2’ é uma das produções mais aguardadas do ano e, agora, a MPA (Motion Picture Association) revelou a classificação indicativa oficial do filme.

O longa será recomendado para maiores de idade (rated-R), em virtude de “violência sangrenta, imagens macabras e linguagem”.

Confira a primeira imagem oficial da continuação:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 12 de agosto.

O longa é dirigido por Rodo Sayagues, que coescreveu o roteiro ao lado de Fede Alvarez.

A trama se passará diversos anos após o primeiro filme, com o homem cego vivendo uma vida tranquila… até que os pecados do seu passado o encontram. O homem cego tem se vivido em uma cabana isolada após adotar uma garotinha de um orfanato. A vida tranquila deles é perturbada quando um grupo de sequestradores aparece e pega a criança, forçando o homem cego a deixar seu lar para salvá-la.

Stephen Lang voltará a estrelar a sequência.

Sucesso nas bilheterias, ‘O Homem nas Trevas‘, lançado em 2016, custou apenas US$ 9,9 milhões, e arrecadou US$ 157 milhões mundialmente.

Confira nossa crítica:

‘Amigas para Sempre’: Série com Katherine Heigl é renovada para a 2ª temporada

A Netflix renovou oficialmente a série dramática ‘Amigas para Sempre‘ (Firefly Lane) para a 2ª temporada.

O próximo ciclo está previsto para estrear em 2022.

Confira o vídeo do anúncio:

Criada por Maggie Friedman (‘As Bruxas de East End’), a série é baseada no romance best-seller homônimo de Kristin Hannah.

Tully e Kate são duas melhores amigas inseparáveis por quase trinta anos, até uma tragédia inesperada separar a dupla.

Katherine Heigl (‘Grey’s Anatomy’) e Sarah Chalke (‘Scrubs’) estrelam a produção. O elenco ainda conta com Ben Lawson, Ali Skovbye, Roan Curtis, Yael Yurman e Jon-Michael Ecker.

‘The Battersea Poltergeist’: Blumhouse vai produzir série de terror inspirada em história real

De acordo com o CBR, a Blumhouse Television vai produzir uma série de terror inspirada no podcast de sucesso ‘The Battersea Poltergeist‘, transmitido originalmente pela BBC Radio 4.

Escrito e apresentado por Danny Robins, o podcast conta com as vozes de Dafne Keen (‘Logan’) e Toby Jones (‘Capitão América: O Primeiro Vingador’).

Lançado em janeiro deste ano, o programa já foi transmitido quase 03 milhões de vezes.

Por sua vez, o podcast é inspirado no livro ‘The Poltergeist Prince of London: The Remarkable True Story of the Battersea Poltergeist’.

Escrito por Shirley Hitchings e James Clark em 2013, o livro conta a história real de Shirley durante a década de 1950, documentando fenômenos sobrenaturais vivenciados por ela ao longo de 12 anos, tornando-se o caso de poltergeist mais documentado da história.

Os estranhos acontecimentos começaram inofensivamente em janeiro de 1956, quando Shirley encontrou uma chave em sua cama que ninguém na família reconheceu e que não se encaixava com nenhuma fechadura da casa, localizada num modesto bairro de Battersea, em Londres.

Em seguida, objetos eram encontrados fora do lugar e sons de batidas começaram a aumentar nos cômodos da casa. Quando um colega de Shirley, que se dizia médium, realizou uma sessão espírita na casa para tentar encontra repostas, tudo piorou… E Shirley começou a ser atormentadas pelos sons e por visões assombradas em qualquer lugar que ela fosse.

Após uma sessão de exorcismo mal-sucedida, não demorou muito para que a história ganhasse os holofotes, o que durou anos e anos… Até hoje, a história permanece sem conclusão e um tanto controversa.

A adaptação para a TV é fruto de uma parceria entre a Blumhouse e a Maniac Productions, supervisionada por Michael Seitzman.

Através de um comunicado, Chris McCumber, presidente da Blumhouse Television comemorou a parceria.

“Desde a primeira vez que ouvimos o cativante podcast de Danny, ficamos fascinados e pudemos imaginar facilmente como dar vida à história para os telespectadores. Nós, da Blumhouse, somos gratos a Michael Seitzman por identificar o projeto desde o início e defendê-lo de forma tão agressiva.”

Para quem não conhece, a Blumhouse é famosa pela produção de grandes títulos de suspense e terror, como ‘Hush – A Morte Ouve’, ‘Corra!’, ‘Nós’, e as franquiasAtividade Paranormal’, ‘Sobrenatural’, ‘A Entidade’, eUma Noite de Crime’.

‘Emily em Paris’: Mais um nome confirmado no elenco regular da 2ª temporada

Segundo o ColliderWilliam Abadie, que interpretou o empresário Antoine Lambert na temporada de estreia de ‘Emily em Paris’, foi promovido ao elenco regular para os próximos episódios. Além disso, foi confirmado que Lucien Laviscount fará parte do segundo ciclo como um novo interesse romântico de Emily (Lily Collins).

As informações indicam que Antoine terá maior envolvimento com a vida de Emily à medida que ele e Gabriel criam conflitos sobre o restaurante. Laviscount, por sua vez, será o sarcástico e charmoso Alfie, que nasceu e cresceu em londres e se recusa a falar francês ou a se misturar com tal cultura. Na nova temporada, Alfie vai se divertir ao irritar Emily até o relacionamento dos dois evoluir para algo mais profundo; entretanto, os dois vão perceber que são bastante diferentes.

Lembrando que o segundo ciclo não tem previsão de lançamento, visto que as gravações estão a todo vapor.

Confira a primeira imagem de bastidores abaixo, divulgada pela Netflix:

Criada por Darren Star (‘Younger‘, ‘Sex and the City‘), a produção originalmente havia sido programada para ser lançada pela Paramount Network, mas teve seus direitos comprados pela gigante do streaming.

Na trama, Collins vive Emily, uma jovem ambiciosa que trabalha como executiva de marketing em Chicago e que acaba sendo transferida inesperadamente para Paris. Lá, ela começará uma nova vida, à medida que tenta conquistar seus colegas de trabalho, fazer novas amizades e quem sabe embarcar em romances empolgantes.

O elenco conta com Ashley Park (musical ‘Meninas Malvadas na Broadway), Philippine Leroy Beaulieu (‘Call My Agent!‘), Lucas Bravo (Smartass), Samuel Arnold (‘Antony & Cleopatra), Camille Razat (‘15h17 – Trem Para Paris‘) e Bruno Gouery (Doc Martin).

‘Cruella’ abre com 75% de aprovação entre os críticos; Confira as análises!

A aguardada versão live-action da vilã ‘Cruella‘ chega aos cinemas amanhã (27), e as primeiras críticas já foram divulgadas.

No Rotten Tomatoes, o longa estrelado por Emma Stone recebeu 75% de aprovação, baseada em 78 avaliações.

Até o momento, 59 são positivas e apenas 19 são negativas.

Entre os principais comentários, alguns jornalistas se surpreenderam com a trama “sombria e inteligente, mas também divertida e extravagante”.

A performance de Stone também foi muito elogiada, e a estrela está tão convincente que conseguiu repaginar a personagem imortalizada por Glenn Close no filme ‘101 Dálmatas‘ (1996).

Além disso, a maioria das análises também foi unânime ao destacar a atenção dos figurinistas em cada detalhe das roupas usadas ao longo da trama.

Ainda assim, alguns comentários foram bem drásticos, como o do Washington Post, que diz:

“‘Cruella‘ alcança a duvidosa façanha de ser entediante, transgressor, caótico e inerte ao mesmo tempo.”

Confira as críticas:

“Com looks arrebatadores, história instigante e reviravoltas estelares de Emma Stone e Emma Thompson, ‘Cruella‘ é uma satisfação da Primavera/Verão de 2021.” – Empire.

“‘Cruella‘ tem a energia pulsante de um show de rock e é a melhor adaptação live-action da Disney, até o momento.” – Pay or Wait.

“‘Cruella é um filme mais sombrio, inteligente e estilístico do que o previsto. Embora possa não agradar ao público mais jovem, há muito o que apreciar aqui.” – Flick Fan Nation.

Emma Stone brilha emCruella, que também funciona como uma das melhores versões repaginadas de seus clássicos animados da Disney.” – We Got This Covered.

“Embora haja energia e entrega na adaptação, ‘Cruella‘ parece costurada a partir de diferentes influências para justificar uma tentativa bastante desesperada de renovar o interesse por uma propriedade decadente.” – Screen International.

“O filme quase vacilou se não fosse pela irresistível química entre o elenco. – Pittsburgh Magazine.

“‘Cruella não é apenas um paraíso para os estilistas, é um filme extravagante e divertido que também nos desafia a olhar para as pessoas em tons de cinza.” – Nightmarish Conjurings.

Cruella, novo filme live-action apresenta a história da lendária e mais icônica – e notoriamente fashion – vilã da Disney, Cruella de Vil. Ambientado na Londres dos anos 70 em meio à revolução do punk rock, o filme mostra uma jovem vigarista chamada Estella (Emma Stone), uma garota inteligente e criativa determinada a fazer um nome para si através de seus designs. Ela faz amizade com uma dupla de jovens ladrões e, juntos, constroem uma vida para si nas ruas de Londres. Um dia, o talento de Estella para a moda chama a atenção da Baronesa Von Hellman (Emma Thompson), uma lenda fashion que é devastadoramente chique e assustadora. Mas o relacionamento delas desencadeia um curso de eventos e revelações que farão com que Estella abrace seu lado rebelde e se torne a Cruella má, elegante e voltada para a vingança.

Paul Walter Hauser, Joel FryEmily BeechamKirby Howell-Baptiste completam o elenco.

Craig Gillespie, do remake de ‘A Hora do Espanto‘, assume a direção, a partir de um roteiro assinado por Tony McNamara (‘A Favorita‘).

Aprovação de ‘Invocação do Mal 3’ cai para 85%; Confira as críticas!

Ontem, as primeiras críticas de Invocação do Mal: A Ordem do Demônio’ foram divulgadas no Rotten Tomatoes e o filme abriu com 100% de aprovação.

Porém, a alegria não durou muito. Com novas críticas publicadas, o filme viu sua aprovação cair para 85% de aprovação – o que ainda é uma ótima avaliação.

Das 13 críticas publicadas, 11 são positivas e 2 negativas. A nota média do filme está em 6,7 de 10.

Confira trechos das principais críticas:

Invocação do Mal 3 tem alguns momentos de terror, com Wilson e Farmiga fornecendo o coração e a alma tão necessários, mas os novos elementos satânicos de adoração fazem com que a franquia tome um rumo ridículo.”, Hanna Flint – Empire Magazine

“Sem a habilidade de Wan… os resultados são piegas ao extremo.”, Alistair Harkness – Scotsman

“O amor que tenho no coração pelos filmes Invocação do Mal ainda é forte, e os fãs da série seguirão os Warren em qualquer lugar. No entanto, a mudança de ritmo pode assustar alguns dos fãs de terror”, Zehra Phelan – HeyUGuys

“Se você está procurando por sustos demoníacos e tensão angustiante, então Invocação do Mal cumpre essa promessa.”, Eammon Jacobs – Radio Times

“A habilidade criativa de James Wan faz muita falta neste filme assistivel, que é quase paradoxalmente o mais enfadonho e o mais idiota da trilogia”, Shaun Munro.

“É impressionante, ousado e absolutamente estressante.”, Ben Rolph – Discussing Film

“Mesmo os sustos mais horríveis não conseguem se igualar ao terror dos dois primeiros filmes, mas temos cães sangrentos que [ainda] deixam os cinéfilos satisfeitos.”, Laura Potier – Starburst

“Você pode não acreditar que o diabo o fez fazer isso, mas ficará apavorado.”, Ian Sandwell – DigitalSpy

Invocação do Mal 3 é um relógio insidiosamente sinistro que assombrará seus sonhos.”, Kat Hughes – THN

“Apesar de atingir alguns clichês familiares ao longo do caminho, Invocação do Mal 3 é um capítulo novo e emocionante   que o deixará totalmente apavorado e na ponta da cadeira depois de dar um susto após um susto horripilante.”, Josh Wilding – ComicBookMovie 

Invocação do Mal: A Ordem do Demônio’ estreia em 03 de junho nos cinemas nacionais.

Michael Chaves (‘A Maldição da Chorona’) assume a direção.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio’ revela uma história assustadora de terror, assassinato e um desconhecido mal que chocou até os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren. Um dos casos mais sensacionais de seus arquivos, começa com uma luta pela alma de um garoto, depois os leva para além de tudo o que já haviam visto antes, para marcar a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alegar ter tido uma possessão demoníaca como defesa.

Patrick Wilson e Vera Farmiga retornam como Ed e Lorraine Warren, respectivamente. O elenco ainda conta com Ruairi O’Connor, Sarah Catherine Hook, Julian Hilliard, Charlene Amoia, Paul Wilson e Sterling Jerins.

 

Sem Remorso | Tom Clancy no Cinema e a Dificuldade em Adaptar Detalhes

Nova adaptação do autor sofre das mesmas questões de filmes passados

Recentemente a Amazon Prime Video lançou o longa Sem Remorso, estrelado por Michael B. Jordan e inspirado do livro homônimo de Tom Clancy. A trama segue uma versão atualizada para o mundo contemporâneo do enredo lançado originalmente em 1993, que tinha em seu centro a discussão sobre o legado psicológico deixado pela Guerra do Vietnã em soldados; com o novo filme, o conflito a ser observado é a Guerra Civil na Síria ainda em andamento.

Tem-se então o personagem John Kelly como um fuzileiro que é enviado, junto a um grupo, para uma missão em solo sírio. A operação é extremamente confidencial e, por isso, conduzida pelo agente da CIA, Robert Ritter (personagem também recorrente nas histórias de Clancy), que não inspira confiança em seus subordinados de imediato. 

A base de toda a operação é que eles não devem ser vistos, no entanto a missão não ocorre da forma prevista mas ainda assim é concluída e o protagonista retorna para casa. Como esperado, esse “fantasma” volta para dificultar sua vida e vira-lá de cabeça para baixo.

John Kelly é posto à prova em consequências de missão

Logo de cara salta aos olhos a semelhança entre o lançamento do serviço de streaming e outro thriller de espionagem um pouco mais antigo: Missão Impossível 3. Em ambos o protagonista é esse indivíduo altamente especializado que é confrontado com as consequências de uma determinada operação; além de ambos os filmes serem diretamente similares a uma tendência que foi muito popular no gênero ação policial nas décadas de 80 e 90.

Logo, a principal fraqueza de Sem Remorso reside em ser uma versão bem esmaecida do trabalho de um autor conhecido pela riqueza de detalhes. Difícil não lembrar, desse jeito, do livro Caçada ao Outubro Vermelho que, em 1984, espantou o mercado literário ao conseguir mesclar um enredo sobre a deserção de um renomado militar soviético rumo aos Estados Unidos junto a uma riqueza de detalhes técnicos sobre a funcionalidade de armas e protocolos do exército não vista até então em um livro assinado por um autor civil.

Dentre todas as adaptações cinematográficas da bibliografia de Clancy a de Caçada ao Outubro Vermelho de 1990 ainda ocupa o primeiro lugar após tantos anos; nem tanto por ser algo que traduz quase literalmente o material fonte para as telas, mas sim pela qualidade na direção em conduzir múltiplas linhas narrativas em simultâneo em um crescente rumo ao clímax sobre o possível êxito do protagonista em seu submarino. Mas, como dito antes, até essa obra em particular não foi capaz de encontrar um meio de traduzir para o audiovisual o estilo do autor.

“Caçada ao outubro vermelho” ainda é a melhor adaptação de Tom Clancy

Em 1926 a escritora Virginia Woolf assinou um artigo intitulado The Cinema no qual ela expõe, sob um ponto de vista pessoal, as maravilhas que aquela nova forma de entretenimento pode proporcionar ao mesmo tempo em que sua forma que lhe é natural (e portanto divergente do formato literário), consequentemente limitaria em muito quaisquer histórias que transitassem entre os dois.

“Até a mais simples imagem como ‘Meu amor é como uma vermelha, rosa vermelha, que surgiu recentemente em junho’ nos presenteia com uma umidade e cordialidade e o brilho de carmesim e a suavidade de pétalas inexoravelmente misturado e amarrado à cadência de um ritmo que sugere a ternura emocional do amor. Tudo isso que é acessível às palavras e só às palavras o cinema deve evitar”.

De certa forma é compreensível que a especificidade técnica de um romance possa se perder no trabalho de adaptação, por mais valiosa que ela seja. Porém, outro elemento que constantemente se perde nessas conversões é o senso político presente na escrita do Tom Clancy. O elemento de thriller presente em seus enredos se debruça principalmente sobre seu conhecimento sobre o girar da máquina política (principalmente a dos Estados Unidos, mas também um pouco da Rússia) e como ele interage com a grande questão do período em que muitas dessas histórias foram elaboradas: a Guerra Fria.

A maior parte da bibliografia de Clancy é diretamente relacionada com o período da Guerra Fria

Não à toa o principal protagonista dessas histórias é Jack Ryan; não um espião ou um soldado em atividade, mas sim um analista da CIA que desempenha uma função de escritório. É através dele que o autor tem a chance de expor todo seu repertório de conhecimento relacionado a armamentos, política e história militar de maneira orgânica ao enredo. A questão é que muitas vezes essa filosofia não é compartilhada pelos produtores das adaptações, que tendem a reduzir toda a parte intelectual para que o filme se desenvolva como uma obra mais movimentada.

O seriado Jack Ryan, também produzido pela Amazon, foi uma boa situação em que um novo olhar poderia ser concedido a essas obras. Não haveria a correria natural em decorrência do limite de tempo padrão de longas metragens, o formato episódico poderia ser a chance de trabalhar calmamente uma visão mais crítica e analítica da política ligada à trama e não haveria pressão por um decréscimo da tensão em prol de mais cenas de ação. O seriado está em sua segunda temporada e continua a cometer os mesmos erros dos filmes.

O seriado estrelado por John Krasinski tem o formato que pode ser muito adequado aos livros porém ainda não encontrou o ritmo certo.

Na primeira temporada, com um enredo não inspirado em nenhum livro de Clancy, é trabalhado o cenário caótico do Oriente Médio e da relação comunidade de inteligência\organizações terroristas no qual o seriado não se preocupa em apresentar adequadamente o que está acontecendo e como como aconteceu aquela desintegração social e econômica, é apenas uma desculpa para colocar o protagonista no centro das cenas de ação; não existe uma proposta de apresentar informações que talvez o público não conheça sobre aquele contexto, de ser algo mais do que apenas um entretenimento momentâneo.

Já a segunda temporada contextualiza a crise na Venezuela com a mesma pressa da temporada anterior. A série evita utilizar nomes de políticos reais e até do modelo chavista para apresentar o desastre econômico no país de maneira real e, dessa maneira, apresenta um resumo do cenário; em que tudo por lá está ruim e que é para lá que Jack Ryan irá. 

Esses são livros que possuem a possibilidade imensa de renderem obras memoráveis e no entanto, por décadas existe a dificuldade de entender como adaptar histórias que viraram referência no campo teórico em filmes que possam conquistar o objetivo final que é o retorno positivo nas bilheterias. Sem Remorso é apenas mais um exemplar de má interpretação desses livros.

Pai solteiro cuida do filho no trailer LEGENDADO de ‘Algum Lugar Especial’; Assista!

O drama ‘Algum Lugar Especial‘ ganhou trailer legendado.

Confira:

O longa foi escrito e dirigido por Uberto Pasolini.

Inspirado em eventos reais, este filme narra a história de John, um limpador de vidros de 35 anos, que dedicou sua vida a criar seu filho, depois que a mãe da criança os deixou logo após o parto. Quando John descobre ter apenas alguns meses de vida, ele tenta encontrar uma nova família que seja perfeita para seu filho de três anos, determinado a protegê-lo da terrível realidade da situação.

James NortonValene KaneRhoda Ofori-Attah estrelam a produção.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de junho.

‘A Morte do Demônio 4’ será lançado direto na HBO Max; Confira detalhes da trama!

De acordo com o Variety, o próximo filme da franquia ‘A Morte do Demônio‘ (Evil Dead Rise) será lançado direto no serviço de streaming da HBO Max.

O site ainda confirma que o longa se passará no mesmo universo da franquia original e será ambientado na cidade.

A trama seguirá duas irmãs distantes, interpretadas por Alyssa SutherlandLily Sullivan, cujo reencontro é interrompido quando demônios são libertados, colocando-as em uma batalha primitiva pela sobrevivência enquanto enfrentam a versão mais terrível de família que se pode imaginar.

As filmagens do novo filme estão programadas para o final de 2021, na Nova Zelândia.

Lee Cronin (‘he Hole in the Ground’) será responsável pela direção.

Sam RaimiBruce Campbell, diretor e astro, respectivamente, da trilogia original, serão os produtores da nova versão.

Em 2013, o aclamado cineasta Fede Alvarez investiu em um remake que, arrecadou US$ 100 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 16 milhões. Além disso, garantiu uma recepção sólida pela crítica especializada, acumulando 62% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

Entrevista | Hsu Chien – Conheça a ESTRELA em Ascensão do Cinema Brasileiro

Respirando cinema como poucos no meio audiovisual brasileiro desde o início da década de 90, o mais taiwanês dos brasileiros ligados à arte, Hsu Chien, é uma estrela em ascensão no ramo da direção cinematográfica. Muito conhecido por todo mundo que faz cinema no Brasil, o ex-estudante da UFF está prestes a lançar o seu quarto longa-metragem, Me Tira da Mira que tem no elenco os ex-participantes da última edição do Big Brother Brasil, Fiuk e Viih Tube.

Diretor do premiado curta-metragem Flerte (2014), inclusive dono do Prêmio de melhor filme no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro no ano de seu lançamento, Hsu é o que podemos dizer: um diretor cinéfilo! Um apaixonado pelo que faz, fato que contagia a todos ao seu redor. Para sabermos um pouco mais dessa personalidade contagiante, fomos conversar com o diretor e saber sobre alguns dos seus novos projetos e seu início de carreira.

 

1) Você é um diretor em grande ascensão no mercado audiovisual brasileiro. Trabalha faz décadas nesse meio do cinema, como foi o início da sua trajetória, os primeiros curtas-metragens, os trabalhos como assistente de direção, professor, jurado de festivais, aguardando enfim ter a chance de brilhar como diretor de um longa-metragem?

Sempre fui cinéfilo desde adolescente. Profissionalmente, meu pai queria que eu fosse médico. Mas eu estava bastante frustrado nessa área. Daí descobri que tinha um curso de cinema na UFF, o único na época, e resolvi largar tudo para fazer cinema. Meu pai ficou brabo comigo, mas como eu digo a todos, só se vive uma vez e eu não quero me arrepender daqui a alguns anos de não ter investido naquilo que sempre quis fazer. Depois eu corri atrás de estágios, bati na porta de mais de cinquenta produtoras, recebi muitos “Nãos”, até que a oportunidade veio com a LC BARRETO que estava produzindo “O que é isso, companheiro?”, em 96. Foi meu primeiro estágio na assistência de direção. Trabalhei em mais de 70 longas como AD (Assistente de Direção), e também programas de tv, séries e novelas.

Eu queria muito dirigir, daí banquei do próprio bolso uns 6 curtas, das quais recebi mais de 20 prêmios em festivais, entre eles, o Grande prêmio da academia do cinema brasileiro de melhor curta por Flerte, em 2015. O sucesso dos curtas me levaram a dirigir séries na TV GLOBO do Miguel FalabellaSexo e as negas e Pé na cova, ambas com direção geral da Cininha de Paula. Dirigi séries em canais como Multishow, Cine Tv Brasil. Atualmente estou preparando meu quarto longa-metragem, como diretor contratado. Toda essa história veio pela minha dedicação full time e pela minha paixão cinéfila, que me fizeram ser um profissional bem visto pelo mercado.

2) Você já filmou durante a pandemia? Se sim, como está sendo esse processo de gravar durante a pandemia? Mudou muita coisa da rotina de uma filmagem?

Sim, filmei 6 curtas na ABC CURSOS DE CINEMA como Coordenador do curso de direção, acompanhando a direção dos meus alunos. E dirigi um longa em dezembro e janeiro de 2021, Me Tira da Mira, uma comédia policial com um super elenco e com cenas de tiroteio, explosão, perseguição de carros, já imaginou filmar essas cenas dentro do protocolo do audiovisual, cheio de senões? Mas deu super certo. Toda a equipe e elenco se protegendo bastante, a produção do filme bastante cautelosa, incluindo o catering e a figuração do filme. De 3 em 3 dias fazíamos testes de PCR no set de filmagem.

3) Previsto para chegar nos cinemas brasileiros no segundo semestre, um dos seus próximos filmes como diretor, a comédia ‘Me Tira da Mira’ tem Fiuk, Viih Tube, Cléo Pires e Fabio Jr. no elenco. Como você chegou até esse projeto? Por conta de Fiuk e Viih Tibe terem participado no Big Brother Brasil o filme poderá ter uma procura maior pelo público? Eles contaram a vocês que iriam ao reality? Ou você só ficou sabendo quando eles entraram na casa?

Por questões de assessoria do filme, infelizmente não posso dar informações sobre o filme. Mas sobre o reality, não ficamos sabendo não, só depois das filmagens.

4) Você participou de Veneza, produção muito aguardada dirigida por Miguel Fallabella. O que você pode falar sobre esse trabalho? Como foi trabalhar com Miguel?

A minha parceria com Falabella vem desde as séries da Globo, Sexo e as negas e Pé na cova. É uma honra enorme trabalhar com ele, um eterno aprendizado em todos os lados, ele é um fera em tudo, no teatro, tv, cinema. Veneza é um filme belíssimo, filmado em Montevideo e em Veneza. Um filme luxuoso, glamuroso, repleto de estrelas e uma honra enorme trabalhar com a atriz Almodovariana Carmen Maura.

5)  Como é o seu processo de escolha de profissionais para seus filmes? Você tem possibilidade de escolher pessoas de confiança ou muitas vezes já estão selecionados pela produção?

Geralmente é meio a meia, parte produção, parte sou eu. É sempre um processo, o que é importante, é entendermos que os profissionais escalados para cada função serão os melhores e atingirão o nível técnico e artístico desejado pro projeto.

 

 

6) Você é um talentoso e procurado professor de assistentes de direção e outras ‘matérias’ ligadas ao audiovisual. Qual a satisfação em contribuir com uma nova geração querendo aprender os caminhos do sucesso e para o mercado de trabalho que você faz parte?

Eu dou aula há mais de 15 anos, já dei na AICTV, na Darcy Ribeiro. Já dei palestras na Estácio, Puc, ESPM, enfim, circulo bastante nas faculdades de audiovisual. Toda hora tem algum Festival ou curso técnico que me chama para dar palestras pra galera de cinema. Atualmente dou aula de Assistência de direção e de direção na ABC CURSOS DE CINEMA. Dou aulas também de assistência de direção por conta própria, e já tive o prazer de ter tido mais de 800 alunos.

Recentemente, abri três turmas totalmente gratuitas para formar alunos negros, principalmente mulheres, que é o meu foco principal, trazer inclusão para o mercado de audiovisual, tão carente de diversidade em funções de chefias. Sim, formar uma nova geração e passando todo o meu conhecimento técnico e profissional, além de plantar sementinhas de cinefilia em cada um deles, fazendo-os estudarem história do cinema, verem filmes clássicos. É uma delícia ver o quanto os olhos da galera brilham quando entendem que amar o cinema é o principal na área.

Crítica | Três Realizadoras Portuguesas – Curta-metragem também é filme!

Três filmes em um só. Com o quase poder nulo de entrada no mercado exibidor brasileiro, mesmo existindo a lei do curta para filmes nacionais dessa duração, o projeto Três Realizadoras Portuguesas surge como algo que beira ao inovador além de mostrar a muitos que curta-metragem também é filme. Três curtas em formato de um longa-metragem, dirigidos por três mulheres portuguesas.

Mas, voltando a esse filme em três ato separados, no primeiro curta, o abre alas do projeto, exibido em Cannes anos atrás chama-se Dia de Festa e mostra um recorte na vida de uma mãe que faz um grande esforço para agradar sua filha que completa aniversário no dia com uma festinha em seu humilde apartamento. Mas com o desenrolar do dia, uma ligação muda tudo e o foco muda, assim, a mãe precisará encontrar os avós da menina. O filme, aborda temas reflexivos sobre o ser mãe. Uma mulher amargurada que enfrenta um dilema de visitar o pai ou não no seu leito de morte além de marcas do passado que são colocadas à mesa no alto da emoção e numa espécie de duelo final entre mãe e filha. Há uma ansiedade colocada no tom da narrativa e na maneira que é filmado. Um belo trabalho da cineasta Sofia Bost, principalmente nessa condução das emoções em forma de cinema.

O segundo curta-metragem, Ruby, de Mariana Gaivão nos apresenta a personagem título em busca de seu animal de estimação perdido que fugiu, ao mesmo tempo que conversa com amigos próximos e vai refletindo sobre as mudanças do local onde está e conhece bem, além de todas as idas e vindas de amigos de longa data. A protagonista possui uma rebeldia quase indecifrável que aliada a uma narrativa sem muito sentido precisa de um grande esforço do espectador para juntar peças com poucas informações.

Já no terceiro curta-metragem, Cães que Ladram aos Pássaros, talvez o mais interessante pela questão atemporal que possui, selecionado para Veneza e dirigido por Leonor Teles explora-se a gentrificação (processo que muitas cidades passam, uma transformação urbana camuflada de modernização de uma área antiga). Assunto interessantíssimo muito bem abordado na ótica de um jovem português que precisa se mudar com a mãe e os irmãos do único lugar que conheceu como lar em sua vida na cidade do Porto. Assim, gerando dúvidas sobre a questão, envolvidas no porquê estão se mudando, o personagem busca o entendimento mais amplo sobre a influência das mudanças de sua cidade e o fator que o faz abandonar o local de suas lembranças.

Esse projeto, inclusive, pode servir de inspiração para realizadores brasileiros que possam adaptar essa ótima ideia e quem sabe convencer a maioria das planilhas excel dos programadores brasileiros.