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‘The Wilds: Vidas Selvagens’: Amazon escala oito novos membros ao elenco da 2ª temporada!

Pouco depois do início das gravações da 2ª temporada, a Amazon Studios anunciou através do Twitter a escalação de oito novos membros ao elenco do próximo ciclo.

Segundo o Deadline, a nova iteração terá um grupo formado apenas por meninos, que irá rivalizar com as protagonistas. Os personagens serão vividos por Alex FitzalanAidan Laprete, Charles AlexanderMiles Gutierrez-RileyNicholas CoombeReed ShannonTanner Ray Rook e Zack Calderon.

Confira:

Os novos episódios ainda não têm previsão de lançamento.

Parte drama de sobrevivência, parte festa do pijama distópica, The Wilds segue um grupo de meninas adolescentes de diferentes origens que devem lutar pela sobrevivência depois que um acidente de avião as deixa em uma ilha deserta. As garotas brigam e se unem enquanto aprendem mais umas sobre as outras, os segredos que guardam e os traumas que todas enfrentaram. Há apenas uma reviravolta neste drama emocionante… Essas meninas não acabaram nesta ilha por acidente.

Sarah Streicher (Demolidor) entra como roteirista principal e produtora executiva ao lado da ABC. Amy B. Harris (Sex and the City) serve como showrunner.

Rachel GriffithsDavid Sullivan, Troy Winbush, Sophia Ali, Sarah Pidgeon, Jenna Clause e Erana James estrelam a produção.

‘Sombra e Ossos’: Jessie Mei Li fala sobre o momento romântico entre Alina e Kirigan em novo vídeo; Confira!

A ambiciosa fantasia Sombra e Ossos, baseado na saga Grisha de Leigh Bardugo, finalmente chegou à Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou um novo vídeo promocional em que Jessie Mei Li, que interpreta a protagonista Alina Starkov, fala sobre o romântico momento que compartilhou com o General Kirigan (Ben Barnes) na primeira temporada.

Confira:

A história gira em torno de Alina Starkov, uma órfã que se transforma em uma soldado para tentar sobreviver no perigoso e obscuro mundo d’A Dobra das Sombras.

Eric Heisserer (A Chegada) entra como showrunner e adaptou os dois primeiros volumes da franquia. Shawn Levy (Stranger Things) é o produtor-executivo.

Jessie Mei LiArchie RenauxFreddy CarterAmita SumanKit YoungBen Barnes estrelam.

‘The Bad Batch’: Omega é destaque no novo cartaz incrível da série animada; Confira!

The Bad Batch é a mais nova entrada no extenso panteão Star Wars e, com o primeiro episódio já disponível no Disney+, a plataforma de streaming divulgou mais um cartaz promocional dando destaque a Omega.

Confira:

Criada por Dave Filoni (‘O Mandaloriano’), os episódios são dirigidos por Bras Rau, com roteiro supervisionado por Jennifer Corbett.

Star Wars: The Bad Batch gira em torno de clones de elite experimentais do “Lote Ruim” (introduzidos originalmente em ‘A Guerra dos Clones’), à medida que encontram um meio de mudar a galáxia imediatamente após os eventos anteriores. Os membros do grupo – um esquadrão único que varia geneticamente de seus irmãos do Exército dos Clones – possui uma habilidade excepcional que os transforma em soldados práticos, extraordinários e formidáveis.

Dee Bradley BakerMing-Na Wen fazem parte do elenco.

‘Mayans MC’ é renovada para a 4ª temporada!

FX Networks anunciou recentemente que ‘Mayans M.C.’, série derivada de Sons of Anarchy, foi oficialmente renovada para a 4ª temporada!

Ainda não se sabe quando os novos episódios irão estrear.

Criada por Elgin James e Kurt Sutter, a série é um derivado de ‘Sons of Anarchy‘.

A trama acompanha a trajetória do jovem Ez Reyes (Pardo), cujo potencial foi podado quando ele foi preso precocemente. De volta às ruas, ele entra em uma rota de ascensão no clube. Lidando com seu desejo por vingança contra o cartel, ele busca o respeito das mulheres que ama enquanto tenta se estabelecer dentro dos Mayans.

O elenco inclui JD Pardo, Clayton Cardenas, Sarah Bolger, Michael Irby, Carla Baratta, Richard Cabral, Raoul Max Trujillo e Antonio Jaramillo.

‘Legends of Tomorrow’: Heróis viajam para 2045 nas imagens oficiais do episódio 06×03; Confira!

A CW divulgou as imagens oficiais de “The Ex-Factor”, terceiro episódio da 6ª temporada de Legends of Tomorrow.

Na trama, “as Lendas finalmente chegam em 2045, tentando derrotar um guerreiro alienígena que deixa Zari sem escolha além de participar de uma competição de canto. Ava finalmente chega ao limite com o comportamento de Rory e com o encorajamento de Spooner. Sara se vê lutando após ser atacada, mas um rosto familiar a ajuda a procurar por refúgio. Enquanto isso, Zari e Constantine têm uma conversa necessária”.

O capítulo vai ao ar no dia 16 de maio

Confira:

Keto Shimizu é o atual showrunner da série.

Quando heróis sozinhos não são o suficiente… o mundo precisa de lendas. Já tendo visto o futuro, um deles irá desesperadamente tentar impedi-lo de acontecer. Rip Hunter (Arthur Darvill), o viajante do tempo, recebe a tarefa de reunir um disforme grupo de heróis e vilões para confrontar uma ameaça difícil de parar; uma que não ameaça somente a integridade do planeta, mas do próprio tempo como uma entidade. Será que este improvável time é capaz de combater uma ameaça imortal, diferente de tudo que eles conhecem?

O elenco conta com Caity Lotz, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Nick Zano, Dominic Purcell, Matt Ryan, Shayan Sobhian, Adam Tsekhman e Lisseth Chavez.

‘The Bad Batch’: Primeiro episódio da animação já está disponível no Disney+!

The Bad Batch é a mais nova entrada no extenso panteão Star Wars e, agora, o primeiro episódio finalmente estreou no Disney+.

O capítulo foi adicionado ao catálogo da plataforma de streaming hoje, 04 de maio.

Confira o trailer:

Criada por Dave Filoni (‘O Mandaloriano’), os episódios são dirigidos por Bras Rau, com roteiro supervisionado por Jennifer Corbett.

Star Wars: The Bad Batch gira em torno de clones de elite experimentais do “Lote Ruim” (introduzidos originalmente em ‘A Guerra dos Clones’), à medida que encontram um meio de mudar a galáxia imediatamente após os eventos anteriores. Os membros do grupo – um esquadrão único que varia geneticamente de seus irmãos do Exército dos Clones – possui uma habilidade excepcional que os transforma em soldados práticos, extraordinários e formidáveis.

Dee Bradley BakerMing-Na Wen fazem parte do elenco.

‘Selena’: 2ª temporada já está disponível na Netflix!

A 2ª temporada de Selena, série que explora a vida da icônica cantora e compositora Selena Quintanilla-Pérez, finalmente estreou na Netflix!

Os novos episódios foram disponibilizados hoje, 04 de maio, na plataforma de streaming.

Os vindouros capítulos concluem a história da rainha da música tejana, explorando a sua vida a partir da ascensão estelar da sua carreira, culminando em sua trágica e precoce morte, aos 23 anos de idade, em 1995. A artista foi brutalmente assassinada pela presidente do seu próprio fã clube.

 

Na série, Christian Serratos vive a emblemática cantora latina Selena Quintanilla-Pérez, que atingiu o estrelato nos Estados Unidos entre os anos 80 e 90 e que foi assassinada aos 23 anos.

Gabriel ChavarriaRicardo ChaviraNoemí GonzalezSeidy López completam o elenco.

Selena nasceu na pequena cidade de Corpus Christi, onde começou a cantar desde muito jovem. Lançou seu primeiro em 1984, mas não seria até oito anos mais tarde que alcançaria o topo da parada mexicana da Billboard por oito meses consecutivos com Entre a Mi Mundo. Em 1994, levou para casa o Grammy de Melhor Álbum de Música Latina e é considerada até hoje uma das artistas mais importantes da indústria musical, sendo apelidade de rainha da música latina e tendo vendido mais de 80 milhões de discos.

Em 1995, foi assassinada por Yolanda Saldívar, sua sócia e presidente do fã-clube – que também estava desviando dinheiro da família e roubando as lojas. Dois anos depois, Selena ganhou uma cinebiografia estrelada por Jennifer Lopez, que se tornou um sucesso de público e rendeu à atriz uma indicação ao Globo de Ouro.

‘Os Filhos de Sam’: Minissérie documental sobre crime hediondo já está disponível na Netflix

A minissérie documental criminal, ‘Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração‘, já está disponível na Netflix. A produção teve sua estreia nesta terça-feira (04) na grade de programação.

O assassino em série conhecido como Filho de Sam se tornou uma obsessão para o jornalista Maury Terry, convencido de que o caso estava relacionado a uma seita satânica.

Assista ao trailer:

‘The Batman’: Brinquedo revela detalhes do novo Batmóvel; Confira!

Um fan pafe do Instagram publicou a imagem de uma da Hot Wheels, revelando detalhes do novo Batmóvel, criado para ‘The Batman‘.

A embalagem mostra o visual do veículo em diferentes ângulos, trazendo um olhar mais preciso à carroceria, às turbinas e até mesmo às rodas.

A última imagem da publicação ainda mostra o veículo soltando chamas dos escapamentos laterais

Confira:

 

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Anteriormente, o diretor Matt Reeves publicou uma nova imagem dos bastidores para comemorar o fim das gravações.

Após diversas pausas por conta de problemas envolvendo a pandemia do Coronavírus, a fotografia principal finalmente foi concluída no Reino Unido.

Na legenda da publicação, o cineasta usou algumas tags para confirmar o #últimodiadefilmagens do aguardado filme da DC Comics.

Confira:

Lembrando que a data de estreia permanece agendada para março de 2022.

Assista ao trailer:

Além de Robert Pattinson, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abraham, e os irmãos Max e Charlie Carver.

A trama irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.

“ESTE NOVO BATMAN PRECISAVA ESTAR EM CONFORMIDADE COM UMA FAIXA ETÁRIA DEFINIDA. ELE É DESCRITO COMO UM JOVEM COM CERCA DE 30 ANOS DE IDADE, E A HISTÓRIA NÃO VAI FOCAR EM SUA ORIGEM, NEM EM SEU COMBATE AO CRIME EM GOTHAM CITY. ELE É BRUCE WAYNE, AINDA TENTANDO ENCONTRAR O CAMINHO PARA SE TORNAR AQUELE DETETIVE GENIAL.”

Era de se esperar que essa nova abordagem do personagem pudesse se distanciar dos clichês dos filmes anteriores, que muitas vezes o tratavam mais como um justiceiro do que como um investigador e isso só aumenta a curiosidade em saber que tipo de filme Matt Reeves está preparando.

Confira o logo e o primeiro cartaz OFICIAL de The Batman.

25 Anos de ‘Jovens Bruxas’ | Curiosidades do filme, que quase teve Angelina Jolie e Alicia Silverstone no elenco

Há exatos 25 anos, o neoclássico cult Jovens Bruxas foi lançado nos Estados Unidos. O filme fez teve sua estreia no grande circuito norte-americano no dia 3 de maio de 1996.

No Brasil, o filme foi lançado no dia 18 de outubro do mesmo ano, bem a tempo para o halloween. E de fato, o filme tem tudo a ver com a data, sendo parte de um movimento (mesmo que inadvertidamente na época) de retomada do terror adolescente, que ganharia corpo realmente alguns meses depois – com Pânico, de Wes Craven. Jovens Bruxas embora possa ser considerado como parte do mesmo gênero, não é um slasher, e se encaixa mais no subgênero da fantasia, com doses de elementos sobrenaturais – e muito drama adolescente.

Hoje uma produção cult, Jovens Bruxas voltou aos radares com a estreia de Jovens Bruxas: Nova Irmandade, continuação do filme que chega hoje aos cinemas no Brasil.

A história criada pelo roteirista e diretor Andrew Fleming é simples, mas eficiente, e fala sobre “a garota nova do colégio”. Sarah é uma jovem que acaba de se mudar com os pais para outra cidade, e no local cai nas graças de três meninas rejeitadas pelos demais. As “esquisitonas” do colégio, Nancy, Bonnie e Rochelle, são na verdade aspirantes a bruxas. E Sarah era o elemento que faltava para equilibrar este jogo, dando o poder que o trio buscava. Uma vez percebendo quem são os verdadeiros vilões e mocinhos da escola – após ter ensaiado uma amizade com os arrogantes da turminha popular – a protagonista aceita abraçar seu lado outsider e dar uma chance para as colegas marginalizadas. Assim, a amizade entre elas nasce. No entanto, as quatro possuem seus próprios demônios internos para combater.

Como forma de homenagear este novo clássico do cinema adolescente de fantasia e terror, resolvemos revisitá-lo, e apresentar algumas curiosidades de sua produção. Confira abaixo as dez mais interessantes. P.S. Jovens Bruxas ainda não caiu nas graças das plataformas de streaming mais populares (Netflix e Amazon) como parte de seu acervo, mas torcemos para que entre em breve. Enquanto isso, o filme pode ser encontrado completo no Youtube para você ir aquecendo os motores.

Leia também: Por Onde Anda o Elenco de ‘Jovens Bruxas’ (1996)?

01 | Angelina Jolie quase protagonizou

Uma das maiores estrelas de Hollywood na atualidade, Angelina Jolie tem um cachê milionário e é dona de dois Oscar (sendo um humanitário) e outra indicação como melhor atriz. Voltando 25 anos no passado, no entanto, Jolie quase foi a protagonista Sarah em Jovens Bruxas, papel que ficou com Robin Tunney. Na época, a atriz não possuía o peso que tem hoje e acabava de estrelar o suspense juvenil Hackers: Piratas de Computador (1995). Outros nomes considerados para protagonizar o longa foram os de Alicia Silvesterone – que acabava de sair do sucesso As Patricinhas de Beverly Hills (1995) – e Scarlett Johansson, a mais nova das três, na época ainda uma adolescente.

02 | Fraca bilheteria e críticas medianas

Embora seja um filme cult hoje, Jovens Bruxas não fez muito barulho nas bilheterias em seu lançamento. O filme custou US$15 milhões e viu o retorno de somente US$24.8 milhões aos cofres da Sony. Mesmo assim, o filme estreou em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas em seu fim de semana de lançamento. Na semana seguinte, no entanto, foi jogado para escanteio pelo blockbuster Twister.

Com a crítica dividiu opiniões e se encontra com 55% de aprovação no Rotten Tomatoes atualmente. Na época de seu lançamento, teve como detratores veículos importantes como a Variety, o Chicago Tribune, o Washington Post, o USA Today e o Chicago Sun-Times de Roger Ebert – que apesar de acusa-lo de falta de imaginação e estar abaixo do interesse geral, elogiou o retrato realista das atrizes, comparando-o ao outro lado da moeda de As Patricinhas de Beverly Hills. No corner de sua defesa constam a Entertainment Weekly, o New York Times e o Los Angeles Times.

03 | Continuação

Sim, finalmente estamos prestes a ganhar uma sequência de Jovens Bruxas, mesmo que tenha demorado nada menos que 24 anos para acontecer. A ideia de uma continuação, no entanto, já existia desde o lançamento do original. As críticas mistas que o filme recebeu e a bilheteria que não impressionou muito jogaram areia nos planos para a franquia ainda na década de 1996. O foco do novo filme, no entanto, não seria a protagonista Sarah, mas sim a rouba-cenas Nancy (Fairuza Balk). Não se sabe, porém, se o filme iria focar nas origens da personagem, como uma prequel, ou se continuaria diretamente após o desfecho. Outro detalhe é que tal filme seria um lançamento direto em vídeo (DVD) e não uma produção para as telonas – prática comum da Sony na época, vide as continuações de Garotas Selvagens, Segundas Intenções e Tropas Estelares.

04 | Hollywood e o racismo

Essa é para os que acham que a discriminação sofrida por atores negros em Hollywood é “mito” e “mimimi”. Anos depois do lançamento do filme, a atriz Rachel True (que interpreta Rochelle, a única negra dentre as amigas principais) revelou que frequentemente era esquecida nos materiais promocionais do filme, embora fosse uma das quatro protagonistas. Até mesmo em entrevistas e coletivas True era deixada de fora, até que uma colega de elenco (não revelada) interveio por ela. A atriz também foi a única dentre as quatro a não ser convidada para o MTV Movie Awards daquele ano.

Triste coincidência, a subtrama da personagem de True no filme envolve racismo, sendo a única estudante negra no colégio católico em que o filme se passa. Essa parte do roteiro foi incorporada após a contratação da atriz para o papel, já que de início a personagem Rochelle iria sofrer de bulimia e disfunções alimentares. A atriz também passou por um entrave para conseguir o papel, e seu próprio agente não queria recomenda-la por considera-la velha demais, aos 29 anos (as outras três atrizes estavam em seus 20 e poucos anos – mas todas interpretando adolescentes por volta dos 16 anos). Finalmente, ela trocou de representante, encontrando um profissional disposto a lutar por ela no elenco. Uma parte da história de Rochelle também terminou cortada do filme, na qual mostraria seus pais como pessoas bem monótonas. O fato serviria para apontar o interesse de Rochelle pela empolgação e a aventura, motivos os quais a levaram a descobrir a magia.

05 | A peruca de Tunney

Parte da magia do cinema, a maquiagem pode fazer milagres. E os penteados e perucas se enquadram neste quesito. Veja, por exemplo, a imperceptível cabeleira artificial utilizada pela protagonista Robin Tunney neste longa, fato que muitos provavelmente desconhecem. Acontece que a atriz havia raspado a cabeça de verdade para sua personagem na comédia Sexo, Rock e Confusão (Empire Records, 1995), veículo para Liv Tyler sobre jovens vendedores de uma loja de discos e CDs (você lembra delas?) no qual Tunney coadjuva. As filmagens se encerraram um mês antes da produção de Jovens Bruxas iniciar, e como não condizia com as características de Sarah, Tunney teve que portar uma peruca de longas madeixas – você verá o filme com outros olhos, pode ter certeza!

06 | Balk, a ocultista

Sim, esta não foi a primeira vez que a atriz Fairuza Balk (Nancy) interpretou uma bruxa. Ainda na infância, aos 12 aninhos, Balk viveu uma bruxinha no filme infantil para a TV, The Worst Witch (1986) – lançado no ano seguinte de seu primeiro filme para o cinema, O Mundo Fantástico de Oz, sequência do imortal O Mágico de Oz ,no qual interpretou Dorothy.

Porém, a empolgação de Balk com Jovens Bruxas foi tanta que a atriz, ao pesquisar sobre sua personagem, magias, feitiços e bruxaria, terminou por comprar a icônica loja sobre o tema, Panpipes Magickal Marketplace, em Hollywood – local que gerenciou desde a compra em 1995, até vende-lo a seus colegas e funcionários em 2001. Isso que é atuação do método.

07 | Coisas estranhas no Set

Toda produção de terror, para ganhar mais status, precisa ter histórias sinistras de bastidores. O Exorcista e Poltergeist são claros exemplos disso. Isso, de certa forma, move os fãs e aficionados, ajudando a criar uma mitologia por trás do longa. E com Jovens Bruxas não foi diferente. Por tratar de temas como invocações, magia negra e feitiçaria, muitos encantos e conjurações precisavam ser ditos e repetidos nas gravações pelas atrizes. Segundo fontes e sites, o quarteto usou rituais e linguagem Wicca reais para invocar forças poderosas – o que chamou atenção até mesmo de especialistas e estudiosos.

Morcegos sobrevoando, maré subindo, ondas batendo cada vez com mais força nas pedras e até mesmo falta de energia no set foram alguns dos problemas notados pela produção, inclusive pelo diretor Andrew Fleming. O cineasta cita alguns destes casos durante as gravações de Jovens Bruxas toda vez que as meninas começavam sua cerimônia. O especialista Pat Devin, presente no set, diz que “Manon, entidade fictícia criada para o filme, soa de forma muito parecida com Mananan, Deus gaélico do mar”.

08 | Plágio

Os fãs podem ter percebido que dois anos após a estreia de Jovens Bruxas nos cinemas, surgia o seriado Charmed, de premissa bem similar sobre três irmãs bruxas – chegando inclusive a receber o título Jovens Bruxas no Brasil. Além de todas as coincidências, a canção “How Soon is Now”, do The Smiths, cantada no cover da banda Love Spit Love, que faz parte da trilha do filme, foi utilizada para a abertura da série.

Bem, talvez não tenha sido tanta coincidência assim. Em uma entrevista de 2017, o diretor Andrew Fleming abertamente acusou Charmed de ter plagiado o seu filme. O cineasta tinha planos para uma série de TV baseada no longa, que teria como tema de abertura a canção citada acima. Seu “pitch” foi feito para a Fox, e Fleming garante que a WB também se mostrou bastante interessada, com o diretor chegando a escrever o piloto. Sua ideia não foi concretizada, mas no ano seguinte Charmed, da WB, estreava. Fora isso, para a atriz Robin Tunney o plágio ficou tão evidente que durante anos as pessoas achavam que ela fazia parte do seriado.

09 | As cópias masculinas

Quando uma ideia é boa, mesmo que não faça sucesso de imediato em Hollywood, pode ter certeza que ela será tentada de novo e de novo. Assim, tivemos algumas investidas muito similares a Jovens Bruxas estreando anos depois. Exatamente dez anos depois do longa com as quatro amigas adolescentes, era lançado pela mesma Sony, O Pacto (The Covenant, 20006), filme de premissa similar voltado ao universo masculino e à ação. O filme dirigido por Renny Harlin passou completamente em branco, embora conte com nomes hoje famosos como Sebastian Stan e Taylor Kitsch no elenco. Outro considerado uma versão masculina desta história é a ficção narrada em estilo found footage Poder Sem Limites (2012), de Josh Trank. Na trama, três adolescentes ganham dons sobrenaturais que utilizam para se vingar de seus opressores, resultando em terríveis tragédias.

10 | Censura

Em entrevistas nos extras dos DVDs o diretor Andrew Fleming afirma que os envolvidos buscavam uma censura mais baixa para o filme, o PG-13, a fim de ampliar o leque de espectadores e não deixar de fora o público-alvo adolescente do filme. No entanto, Jovens Bruxas terminou recebendo a classificação R – que restringe a entrada de menores de 17 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis. O motivo? O filme lida com garotas adolescentes usando feitiçaria e magia negra.

‘Rogai Por Nós’: Assista dois clipes do terror com Jeffrey Dean Morgan [EXCLUSIVO]

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, dois clipes do terror ‘Rogai Por Nós‘ –  estrelado por Jeffrey Dean Morgan e produzido por Sam Raimi.

A estreia do filme nos cinemas brasileiros foi antecipada para esta quinta-feira, dia 6 de maio.

Assista:

O filme conquistou mais de US$ 2.1 milhões apenas neste fim de semana, em 14 territórios, acumulando mais de US$ 7.9 milhões de dólares no mercado internacional. A América Central estreou o filme em um forte primeiro lugar com 525 mil dólares, se tornando a maior abertura de um filme de terror da Sony no mercado (8% acima de ‘Sobrenatural: A última Chave‘). No México, o filme cresceu 8%, se mantendo no primeiro lugar do ranking do fim de semana e totalizando US$ 3.2 milhões.

Rogai Por Nós‘ acompanha Alice, uma jovem com deficiência auditiva que, depois de uma suposta visitação da Virgem Maria, consegue, inexplicavelmente, ouvir e curar pessoas. Conforme a história se torna conhecida e mais fiéis viajam para testemunhar seus milagres, um jornalista decadente (Jeffrey Dean Morgan), esperando reviver sua carreira, visita a pequena cidade de New England para investigar. Quando eventos aterrorizantes começam a acontecer, ele passa a questionar se esses fenômenos são obras da Virgem Maria ou de algo sinistro.

Evan Spiliotopoulos, responsável pelo roteiro do live-action de ‘A Bela e a Fera‘, assina e dirige o longa-metragem.

O elenco conta com Jeffrey Dean Morgan, Katie Aselton, William Sadler, Cricket Brown, Diogo Morgado e Cary Elwes.

A trama é baseada no livro Shrine, escrito por James Herbert, e publicado em 1983.

Crítica | Calls – Série do diretor de ‘A Morte do Demônio’ causa sensação de angústia e tensão

Quando você acha que já viu de tudo em Hollywood, alguém vai lá e inventa uma parada inovadora, que você não esperava que fosse feito – e que, agora que fizeram, faz todo sentido. Esse alguém é Fede Alvarez, responsável pelos sucessos ‘O Homem nas Trevas’ e ‘Millenium: A Garota na Teia de Aranha’. E o que ele criou se chama ‘Calls’, uma série um bocado surpreendente, disponível na Apple TV+.

Para início de conversa, ‘Calls’ não é bem uma série para ser vista, e sim ouvida. É que ela não possui elementos visuais estéticos para construir sua narrativa – na verdade, os episódios são independentes entre si e cada um conta uma bizarra história de uma ligação feita entre pessoas comuns e/ou a polícia e estranhos pedidos de socorro. Os únicos recursos visuais que ocorrem são as reproduções das estáticas sonoras (que acompanham a entonação de voz das pessoas/personagens) e a legenda em inglês, que, mesmo no original aparece na tela, para ajudar-nos a compreender bem o que falam as pessoas (uma vez que em determinadas situações as vozes ficam abafadas por estarem ao telefone).

Considerando que Fede Alvarez fez grande sucesso com um filme cujo personagem principal passa de vítima a agressor e é justamente privado do sentido da visão, este projeto, ‘Calls’ (ligações, telefonemas, em tradução livre), retoma esse mesmo mote e se baseia inteiramente na mesma privação da visão. Com isso, o espectador é convidado a ouvir – a duvidar e confiar naquilo que ouve para tirar suas próprias conclusões sobre o que está acontecendo.

Dividida em nove episódios curtinhos de cerca de quinze minutos de duração cada, em teoria ‘Calls’ é uma série maratonável, mas o legal dela é ir vendo – ou ouvindo – aos poucos, para ir sentindo o impacto de cada história e elaborar suas próprias teorias. As ligações revelam todo tipo de bizarrice inexplicável, como criaturas disformes que invadem a casa das pessoas se fazendo parecer com entes queridos, etc. Não é bem o tipo de programa para assistir à noite antes de dormir, mas é ótimo para ver/ouvir com os amigos em vídeo-chamada, que daí o clima de medo aumenta, porque se torna coletivo.

A grande sacada de Fede Alvarez foi construir um programa de entretenimento que se baseasse em sensações. Em ‘Calls’ o lance não é descobrir o que aconteceu ou o porquê das coisas, mas sim senti-las, ouvi-las, percebê-las. Privados da visão, somos obrigados a aguçar a audição e nos colocarmos no lugar dos personagens. Com isso, involuntária e imperceptivelmente vamos mergulhando numa tensão crescente, angustiante, contagiante, marcada pelo ritmo do fôlego dos relatos.

Calls’ é uma série de terror psicológico experimental e sensorial. Uma opção interessante e diferentona de tudo que andamos vendo nos streamings.

‘Homem-Aranha’, de Sam Raimi, completa 19 anos; Confira dez curiosidades sobre o adorado filme!

Os anos podem continuar passando, mas o Homem-Aranha de Sam Raimi continuará marcado na história como uma das melhores produções super-heroicas de todos os tempos.

A competente e envolvente narrativa não apenas trouxe personagens bastante complexos e bem construídos às telonas, mas também rendeu alguns dos momentos mais icônicos da indústria cinematográfica – afinal, como esquecer o apaixonante beijo entre o herói (Tobey Maguire) e a ingênua Mary Jane (Kirsten Dunst)?

Lançado em 2002, o filme completa hoje, 03 de maio, dezenove anos – e, para celebrar o legado e a importância da produção, separamos uma breve lista com dez curiosidades dos bastidores do longa.

Confira abaixo:

SEM MÉTODO

Quando pensamos em adaptações de quadrinhos de super-heróis, é costume que os atores se familiarizem com a história, seja para conhecer o background dos personagens, seja para dar maior veracidade na hora da atuação. Mas esse não foi o caso de Maguire: o astro nunca tinha lido qualquer história do Homem-Aranha, tendo aceitado o papel porque gostou do roteiro.

TREINO CONSTANTE

A conhecida sequência em que Peter Parker pega a bandeja de almoço de Mary Jane não envolveu técnicas de CGI. Com a ajuda de uma substância grudenta para manter o objeto grudado em sua mão, eventualmente, depois de 156 tomadas, ele conseguiu performar a acrobacia do jeito que fora planejada.

FÃ DE CARTEIRINHA

Uma das razões pelas quais a Sony Pictures contratou Raimi para dirigir foi o fato do realizador ser um ávido colecionador de HQs em seu tempo livre, com uma coleção de mais de 25 mil volumes. Não é surpresa que, anos depois de ter dado início à franquia, voltou para a Marvel para comandar o vindouro ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’.

REFERÊNCIAS

Quando Peter Parker está testando seus poderes pela primeira vez, ele pronuncia diversas frases clássicas da DC Comics, arquirrival da Marvel Comics, incluindo: Para o alto e avante! (de Superman) e Shazam! (de Capitão Marvel). Maguire improvisou as falas, que não estavam no roteiro original.

ITENS DE COLECIONADOR

Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, a Sony recolheu os cartazes que traziam as Torres Gêmeas refletidas nos olhos o Homem-Aranha. Nem todos os pôsteres foram reavidos; os que ainda circulam agora viraram raros itens de colecionador.

FLEXIBILIDADE ATLÉTICA

O figurino do Duende Verde originalmente seria mais blindada e aparelhada, mas Willem Dafoe, que deu vida ao personagem, decidiu fazer as próprias acrobacias e rejeitou o design por uma roupa mais atlética. O traje final era composto de 580 peças e levava meia hora para que Dafoe o colocasse.

MUDANÇA DE ELENCO

Elizabeth Banks fez audições para o papel de Mary Jane Watson. Entretanto, o papel da protagonista foi para Dunst, enquanto Banks deu vida a Betty Brant, secretária do editor J. Jonah Jameson (J.K. Simmons).

BEM-VINDOS AO COLÉGIO

Para criar o visual dos alunos do colégio, o departamento de figurino mandou câmeras descartáveis para os professores de Nova York e pediu a eles que as distribuíssem aos alunos, para que tirassem fotos de si mesmos e servissem de referência.

J. JONAH JAMESON

Alguns dos atores considerados para viver J. Jonah Jameson incluíram R. Lee ErmeyHugh LaurieHarve PresnellDennis FarinaMichael Keaton e vários outros. O próprio Stan Lee comentou que gostaria de interpretar o personagem e até mesmo fez teste para o papel, mas foi determinado que ele não era certo para vivê-lo nas telonas. Mais tarde, Lee elogiaria o trabalho de Simmons como o editor-chefe do Clarim Diário.

ESCOLHAS DIFÍCEIS

Antes de Raimi ser contratado para comandar o longa, a cadeira de diretor havia sido oferecido para Chris Columbus. Entretanto, o realizador optou por trabalhar em ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ e na sequência, ‘Harry Potter e a Câmara Secreta’.

Homem-Aranha completa 19 anos | Saiba por onde anda o elenco do filme de 2002

O primeiro filme do ‘Homem-Aranha‘, dirigido por Sam Raimi, chegou aos cinemas dos Estados Unidos há exatos 19 anos, no dia 3 de maio de 2002. Após o sucesso das adaptações de ‘Blade‘ e ‘X-Men‘ no final dos anos 1990 e início dos 2000, Sony Pictures levou o termo blockbuster ao próximo nível quando o filme do aracnídeo conquistou a terceira maior bilheteria global de 2002 (US$ 821 milhões).

Pensando nisso, o CinePOP criou uma matéria especial mostrando por onde anda o elenco da superprodução.

 

Confira:

Tobey Maguire (Homem-Aranha / Peter Parker)

Muitos podem não saber, mas a Marvel passou por uma epopeia até se tornar a maior potência, não só do subgênero, mas como do cinema pipoca da atualidade. Uma boa leitura para ficar por dentro do assunto é Marvel Comics – A História Secreta, de Sean Howe. No livro, temas como a quase falência da empresa são abordados. O que levou à venda de seus principais personagens para grandes estúdios produzirem superproduções. Funcionou momentaneamente, e ocasionou uma reviravolta positiva para a empresa. Nesse processo, o Homem-Aranha ficou com a Sony, então Columbia Pictures, e quase foi produzido com James Cameron na direção e Leonardo DiCaprio como o herói. Imaginem Schwarzenegger como o Doutor Octopus.

Para o bem ou para o mal, Tobey Maguire, então com 27 anos, interpretou o colegial Peter Parker. O filme perpassa rapidamente pelos anos escolares, incluindo uma viagem de turma ao laboratório que o transforma no superpoderoso herói, e depois já o tem tirando fotos num jornal. Maguire parece ter sido a escolha perfeita e até hoje possui seus admiradores, que o enaltecem como melhor Parker possível mesmo com a dancinha ridícula no terceiro. Antes do blockbuster, Maguire já havia chamado atenção no circuito independente com filmes como Tempestade de Gelo (1997), A Vida em Preto e Branco (1998) e Regras da Vida (1999).

Desde o término de suas obrigações como o Homem-Aranha, em 2007, Maguire apareceu em pouquíssimos filmes, cinco para ser preciso, e uma minissérie cômica – dentre os quais o mais conhecido é a reimaginação de O Grande Gatsby (2013). O ator emprestou sua voz para a animação O Poderoso Chefinho, na qual dublou Tim adulto, o narrador da história.

Foto mais recente de Tobey Maguire

Kirsten Dunst (Mary Jane Watson)

A escolha para a personagem no primeiro filme foi inusitada, já que os fãs do herói não abrem mão do cânone de seu primeiro grande amor perdido, Gwen Stacy. A personagem viria a aparecer no terceiro longa da franquia, e no reinício O Espetacular Homem-Aranha (2012). Embora tenham acertado na escolha (com Emma Stone protagonizando), ninguém deu muita bola. Aqui, é Mary Jane a opção, a vizinha de Peter e primeiro amor – assim diz Raimi. Para o papel, surge a ex-atriz mirim Kirsten Dunst, cuja primeira aparição nas telonas em Entrevista com o Vampiro (1994) foi nada menos que marcante. Ao menos ela teve mais sorte do que Shailene Woodley, que, deletada de sua participação como Mary Jane nos filmes de Marc Webb, jamais poderá ser vista. Atualmente, uma versão mais antenada etnicamente foi abordada, com a carismática Zendaya no papel em Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Longe de Casa.

Aqui, Dunst adentrava nova fase da carreira e era vista pela primeira vez de forma unânime como uma bela jovem mulher.  A naturalidade e química com Maguire foram o que a conseguiram o emprego. Porém, assim como Maguire, a carreira de Dunst parece ter sido afetada pela fama colossal proporcionada pelo longa, e isto talvez a tenha traumatizado. Desde então, ela vem se mantendo fora dos holofotes e tem optado trabalhar com cineastas renomados em filmes menores. Melancolia (2011), Destino Especial (2015) e O Estranho que Nós Amamos (2017) são exemplos disso. A atriz também participou da segunda temporada da série de sucesso Fargo (2015) e seu último trabalho lançado foi o terror de arte Woodshock (2017).

Atualmente, ela estrela a elogiada série ‘On Becoming a God in Central Florida’ (2019), exibida no canal Showtime.

Willem Dafoe (Duende Verde / Norman Osborn)

Mais de dez anos antes da participação relâmpago de um Chris Cooper acamado e moribundo na pele do arqui-inimigo Norman Osborn, identidade secreta do Duende Verde (que é para o Homem-Aranha, o que o Coringa é para o Batman), Willem Dafoe casava como uma luva no personagem. Além de ter sido um dos melhores antagonistas de um filme na história do subgênero, destruindo com sua atuação nas cenas dramáticas de esquizofrenia, quando o personagem trava embates consigo mesmo, Dafoe estava numa forma física tão ridiculamente confortável, que dispensou dublês para suas performances com o vilão já mascarado.

Dafoe, é claro, já era um ator renomado a esta altura, e serviu como peso ao elenco jovem. Algo como Jack Nicholson no Batman de Tim Burton, filme que iniciou a tendência de se ter o maior nome do elenco interpretando o antagonista. O ator já tinha duas indicações nas costas antes do filme, e recentemente engavetou mais uma este ano, por Projeto Flórida. Fora isso, Dafoe esteve em Onde Está Segunda?, da Netflix, e no novo Assassinato no Expresso do Oriente, ambos de 2017. O veterano talentoso também estrelou em uma superprodução da rival DC, como Nuidis Vulko em Aquaman, de James Wan.

Após o elogiadíssimo O Farol (2019), Dafoe retorna em Aquaman 2 (2022).

James Franco (Harry Osborn)

Na versão do Homem-Aranha na Marvel, nem Harry Osborn, nem Gwen Stacy deram as caras ainda. Mas no equívoco duplo do diretor Marc Webb, Harry ganhou vida nas formas de Dane DeHaan. Mais fiel aos quadrinhos, um então desconhecido James Franco era a imagem escarrada do filho de Willem Dafoe. O triângulo amoroso construído entre ele, Peter e MJ resvala ao longo da trilogia, assim como a subtrama envolvendo a morte de seu pai pelas mãos do Homem-Aranha, a quem Harry vê como o vilão da história, sem saber na verdade se tratar do alter ego de seu melhor amigo. Se isso não é drama Shakespeariano, eu não sei o que é.

Franco ficou conhecido com o filme, e desde então se tornou figura fácil no segmento independente, estrelando diversas produções e inclusive estreando como diretor. Dono de projetos conceituais e até difíceis de consumo pelo grande público, o ator já soma 38 créditos como diretor, entre longas, curtas, documentários, episódios de séries de TV e filmes feitos para a TV. Fora isso, tem obras cultuadas no currículo pós-Homem-Aranha, vide 127 Horas (pelo qual foi indicado ao Oscar) e Spring Breakers – Garotas Perigosas, de Harmony Korine. Franco também é dono de constante parceria com Seth Rogen, amigo pessoal, com quem trabalhou em comédias escrachadas como Segurando as Pontas (2008) e É o Fim (2013). Recentemente, recebeu inúmeros elogios da imprensa especializada por seu último trabalho, a homenagem O Artista do Desastre – indicado para melhor roteiro original no Oscar.

J.K. Simmons (Comissário Gordon JJ Jameson)

Simmons sempre foi aquele ator coadjuvante de luxo, que jurávamos já ter visto, mas não sabíamos muito bem onde. Sua caracterização como o editor linha dura do Clarim Diário foi tão certeira, que nenhuma outra produção do Aranha, até o momento, se atreveu a substituí-lo. Bem, o próprio ainda deseja voltar ao papel. Ainda mais depois de ver o resultado de sua participação como o Comissário Gordon dos novos filmes da DC, tendo estreado em Liga da Justiça (2017). Se arrependimento matasse…

O ator também, é claro, venceu o Oscar de coadjuvante na pele de outro tutor linha dura, o professor de música Fletcher, na obra-prima de Damien Chazelle, Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014). Ele faz uma participação especial em Homem-Aranha: Longe de Casa.

Rosemary Harris (tia May)

A escolha de elenco para Homem-Aranha foi perfeita. Poucos filmes do gênero souberam representar de forma tão impressionante os personagens dos quadrinhos em live action. Já citamos Willem Dafoe como Osborne e Simmons como Jameson, mas não bastasse isso, Sam Raimi fechou o caixão com este último prego, Rosemary Harris como a adorável tia May. Não tem para ninguém. Não tem para Sally Field como uma May mais avoada, nem para Marisa Tomei como a hot May. Harris é a encarnação definitiva da personagem. Se ao menos ela pudesse ganhar aquela torradeira. A atriz é uma veterana, tendo iniciado a carreira ainda na década de 1950, e possui 60 créditos em sua filmografia. Um de seus últimos trabalhos conhecidos foi a comédia de espionagem Guerra é Guerra (2012). Ela ainda está em atividade.

Cliff Robertson (tio Ben)

Cliff Robertson personificou a imagem do doce e conselheiro tio Ben. Ele foi o responsável por imortalizar a frase: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Como todos sabem, o mentor e figura paterna de Peter Parker precisa ser assassinado para que o herói aprenda uma grande lição. Na nova encarnação do Aranha, já na Marvel, não fica 100% clara a existência ou perda do personagem, tudo é muito sutilmente pincelado. Robertson, falecido em 2011 aos 88 anos, não era muito parecido com sua contraparte nas telas, na vida real. Quem já assistiu ao documentário De Palma (2015), sobre o lendário cineasta Brian De Palma, sabe das “travessuras” que o veterano ator aprontou durante as filmagens de Trágica Obsessão (1976), tornando a vida do diretor e de seus companheiros de cena bem difícil. Homem-Aranha 3 (2007) foi seu último trabalho no cinema – o personagem volta em forma de flashback.

Joe Manganiello (Flash Thompson)

Bem, se a DC ainda não é conhecida por roubar os atores da Marvel, ela ao menos pode ser conhecida por recolher os atores desta que é uma das primeiras grandes produções da fase de prata dos quadrinhos no cinema. Willem Dafoe em Aquaman, Simmons como Gordon e agora temos o fortão Joe Manganiello, que viveu o bully Flash, trocando de lado e se tornando o vilão Exterminador, o mercenário mais cultuado da casa. Um vídeo seu caracterizado como o inimigo havia vazado na internet – se tratava de um teste.

Mas como pudemos ver na cena pós-créditos de Liga da Justiça (2017), Manganiello aparece com as vestimentas, tapa olho e barba branca do criminoso em uma reunião no iate de Lex Luthor (Jesse Eisenberg). Especula-se que ele será a grande ameaça, ou uma das, em The Batman, filme nebuloso sobre o herói da empresa, que tem Matt Reeves na direção e se encontra em fase de pré-produção. São prometidas também duas outras aparições do personagem, em Liga da Justiça- Parte 2 e num filme solo. O ator, marido de Sofía Vergara na vida real, e esteve no elenco do blockbuster Rampage: Destruição Total.

Bill Nunn (Joseph ‘Robbie’ Robertson)

Outro ator que infelizmente não está mais entre nós, Bill Nunn faleceu jovem aos 62 anos em 2016. Com uma carreira datando do início da década de 1980, Nunn ficaria marcado como o personagem Radio Raheem no hino essencial de Spike Lee, Faça a Coisa Certa (1989). Na pele de Robbie, jornalista veterano do Clarim Diário, presente em várias encarnações do herói, seja nos quadrinhos ou nos desenhos animados, Nunn refletiu a amizade e cumplicidade do personagem em relação ao jovem Parker. Em alguns momentos durante a trilogia, detalhes deram a entender inclusive que Robbie sabia da dupla jornada do protagonista. Os últimos trabalhos do ator foram as participações no filme A Luta por um Ideal (2012), com Viola Davis e Maggie Gyllenhaal; e na série Sirens.

Elizabeth Banks (Betty Brant)

Atriz e diretora estabelecida, Elizabeth Banks é ativista de causas das mulheres. Muito ligada ao feminismo e à representatividade por direitos igualitários, Banks começou a carreira na pele da secretária Betty Brant, que nos quadrinhos tinha uma quedinha por Peter. Nos filmes, o afeto pelo protagonista também se faz presente. Mas não pense que a personagem é subestimada – ela chega dando conselhos ao herói e mantendo a disciplina do chefe autoritário, inclusive rendendo momentos hilários no terceiro filme, na cena com os remédios do patrão.

Como atriz, Banks é mais adepta do cinema independente, apesar de já ter se aventurado outras vezes pelo mainstream. A mais famosa delas foi como Bozolina Effie, da franquia Jogos Vorazes (2012-2015). Ano passado foi a vez dela se tornar a vilã, na pele de uma mais jovem e recauchutada Rita Repulsa, em Power Rangers. Como diretora, ela está vinculada ao novo As Panteras, que terá Kristen Stewart como uma das três protagonistas.

Bruce Campbell (Anunciante da Luta)

Como a trilogia foi dirigida por Sam Raimi, amigo de longa data do ator Bruce Campbell, sua participação nos três filmes estava mais que garantida. A parceria da dupla começou lá atrás, com o primeiro filme de ambos, o terror Evil Dead – A Morte do Demônio (1981), filme de conclusão de curso, realizado entre amigos. Este filme também se tornou uma trilogia, e Campbell ficaria imortalizado numa simbiose como o herói canastrão Ash. Nos filmes do Homem-Aranha, o ator faz participações, sempre hilárias, a cada filme interpretando novo papel.

No primeiro, ele é o anunciante da luta que Parker faz para ganhar dinheiro, e é através de um equívoco seu que nasce o nome Homem-Aranha. Na continuação, de 2004, ele vive o porteiro da peça de Mary Jane, que não deixa o herói adentrar, e no terceiro, o maître trapalhão de um restaurante chique. Campbell reviveu Ash na série Ash VS Evil Dead, produzida por Raimi, que durou três temporadas, e infelizmente chegou ao fim.

Sam Raimi (Diretor)

Como dito no item acima, o diretor Sam Raimi começou a carreira em filmes de terror. Seu desejo por comandar um filme de super-herói ficou claro logo de início também. Sem os direitos para tal, resolveu criar seu próprio em parceria com a Universal. Desta forma, nascia Darkman – A Vingança Sem Rosto (1990), com Liam Neeson e Frances McDormand, um longa que tem filme de origem de super-herói escrito nele todo. Depois do terceiro filme do Homem-Aranha, de 2007, voltaria às raízes com o hilário e assustador Arraste-me para o Inferno (2009). Seu último filme na direção foi o blockbuster que veste com nova roupagem um dos maiores clássicos da sétima arte, Oz: Mágico e Poderoso (2013), pré-sequência de O Mágico de Oz (1939).

Ele fará seu grande retorno na direção de Doutor Estranho 2 (2022).

6 Ótimos Filmes de Tribunal

Quem não gosta de um bom filme de tribunal? Daqueles profundos, reflexivos, que nos fazem acompanhar com um grande ar de curiosidade as evoluções das surpresas que vemos pelo caminho. Culpado? Inocente? Dúvidas? Tem drama, tem comédia, tem assuntos polêmicos, tudo isso e muito mais debatidos de alguma forma dentro de um tribunal.

Sendo assim, resolvi criar essa humilde lista, que vão ter várias partes lançadas sempre que possível. Nessa primeira lista dos Ótimos Filmes de Tribunal, tem filme da Holanda, da Bélgica, da França, da Coreia do Sul, dos Eua. Espero que gostem!

 

A Acusada (Holanda, 2014)

Dirigido pela cineasta holandesa Paula van der OestA Acusada é um daqueles impactantes filmes de tribunal onde a cada sequência vamos tendo novas argumentações, e, segredos são revelados. Com uma atuação beirando ao espetacular da experiente atriz Ariane Schluter, o longa-metragem (indicado pela Holanda ao Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro no ano de seu lançamento) cria um clima de tensão profundo ao longo desses seus objetivos minutos de projeção.

Na trama, somos convidados a explorar a história da enfermeira Lucia de Berk (Ariane Schluter) uma mulher condenada à prisão perpétua em 2003 pela morte de sete pacientes. Ao longo da trama, vamos descobrindo segredos sobre o controverso processo de acusação feito pela promotoria, apenas baseado em dados estatísticos contra a réu. Sempre alegando ser inocente e sendo tratada como uma das maiores assassinas da história da Holanda, Lucia de Berk precisou enfrentar a desconfiança de quase todos para poder provar sua inocência.

O filme muda sua perspectiva a cada instante, consegue ser dinâmico e muito denso ao mesmo tempo. É extremamente fiel a seu intuito e revelador na arte de apresentar seus segredos ao espectador. Após a apresentação dos personagens, um enorme dilema jurídico é instaurado no filme. Nessa parte é que a fita cresce bastante, deixando até leigos em direito com enorme interesse em saber as conclusões desta forte história.

A atuação da atriz Ariane Schluter é avultada, compõe sua personagem de maneira cravejada, buscando o tempo todo transmitir suas angústias, medos e incertezas ao público. Ao longo dessa singular jornada, tiramos muitas conclusões da enfermeira Lucia de Berk. Ficamos com raiva e de repente estamos indignados. O roteiro, escrito por Moniek Kramer e Tijs van Marle merecem todos os méritos por esse conflito de conclusões.

 

Juror 8 – (Coreia do Sul, 2019)

A grande dúvida entre a condenação e a absolvição pelos olhos de quem vive em uma sociedade. Lançado em novembro do ano passado no Japão e com remotíssimas chances de chegar até o circuito exibidor brasileiro (talvez pela falta de faro de pequenas e medias distribuidoras), Jurado 8, (Juror 8, no original), baseado em fatos reais, conta um pouco do início do júri popular na Coreia do Sul, abordando um julgamento complicado e mesclando drama profundo com pitadas cômicas. A fórmula dá certo e somos testemunhas de um apanhado de argumentos em volta de um grande júri. Interessante fita dirigida pelo cineasta Seung-wan Hong debutando na função.

Na trama, somos colocados no ano de 2008 onde acontecem os preparativos para o primeiro julgamento no país com a participação de um júri popular formado por oito pessoas completamente diferentes. Após essa seleção, o julgamento de um homem com problemas psicológicos acusado de matar sua mãe é o caso. Assim, argumentos de defesa e acusação se entrelaçam nas dúvidas simples desse corpo de jurados. Quase terminando em um resultado rápido e na visão deles óbvio, o jurado 8 levanta uma questão importante e o julgamento se prolonga com todos os recursos dessas oito pessoas em busca da verdade sobre o caso.

O filme possui várias óticas para analisarmos. A juíza do caso busca a todo instante ser paciente com os inusitados pedidos dos jurados e no fundo compreende que é necessário para o mais próximo do acerto do resultado do julgamento. A ótica dos jurados é liderada pelo jurado número 8, um jovem que acabara de tentar patentear um produto, maior pensador das dúvidas do processo que estão. O filme mostra também o enrolado início desse modelo jurídico com o júri popular, momentos que são transformados em sutis pitadas cômicas e até certo ponto bastante críticas representadas principalmente pelos que estão ao redor da juíza.

Jurado 8 deve agradar não só quem estuda direito mas também a todos que curtem bons filmes com inúmeros argumentos que nos fazem pensar muito sobre o que acontece nos jurídicos pelo mundo.

 

Os 7 de Chicago –  (EUA, 2020)

O egocentrismo, a causa, os absurdos em um mundo em constante mudanças, formas de pensar e muita luta. Escrito e dirigido por Aaron SorkinOs 7 de Chicago é um filme feito para quem conheceu o epicentro da trama, as linhas do confuso roteiro gera dúvidas no espectador a todo instante principalmente pelo primeiro arco bastante confuso. Mas o elenco é fantástico e faz a diferença, muitas vezes segura as pontas do roteiro bem complicado escrito por Sorkin. Sacha Baron Cohen mereceu concorrer a prêmios por esse papel, baita atuação.

The Trial of the Chicago 7, no original, conta a história de alguns líderes de movimentos sociais dos Estados Unidos que são acusados pelo governo dos Estados Unidos por conta de um grave conflito relacionado à Guerra do Vietnam que resultou em uma batalha sangrenta entre a polícia e os manifestantes. Assim, com a ajuda do advogado William Kunstler (Mark Rylance), o grupo precisará enfrentar um longo julgamento em busca da absolvição total.

A excentricidade para mostrar a luta pelos direitos de mudança. É muito complicado para um filme retratar por completo uma história real de grandes proporções como essa de Os 7 de Chicago. Há muitas maneiras de tentar visualizar tudo, a porta aberta por Sorkin foi tentar criar um grande espetáculo cinematográfico, onde o drama e as pitadas cômicas se misturam de maneira confusa mas que pela força do elenco e o grande carisma visto tentam explicar todo o contexto envolta desse conturbado julgamento que atraiu a atenção de todos na época mas é um assunto ainda bem desconhecido de quem não vive em solo norte-americano. Talvez, para tentar entender por completo e quem sabe até compreender melhor as entrelinhas do que Sorkin quis mostrar, boas leituras sobre o tema deverão ser complementares.

 

Sem Evidências – (EUA, 2013)

Indicado ao Oscar pelo maravilhoso trabalho no sensacional O Doce Amanhã (1997), o cineasta egípcio Atom Egoyan, bastante conhecido pelos cinéfilos, voltou aos cinemas no ano de 2013 com o misterioso filme de tribunal Sem Evidências. Reunindo dois rostos famosos, ganhadores de Oscar, Colin Firth Reese Whiterspoon, o drama é baseado em uma história real que aconteceu em 1993 nos Estados Unidos. Por mais que seja um filme com muitas cenas no tribunal, Egoyan consegue com muita habilidade não deixar o longa-metragem maçante. Todos os elementos dessa conturbada história são expostos na tela, deixando o espectador dar seu veredito final.

Na trama, voltamos ao ano de 1993, onde os jovens Damien Echols (James Hamrick), Jason Baldwin (Seth Meriwether) e Jessie Misskelley Jr.(Kristopher Higgins) foram acusados de assassinar três crianças. Durante o julgamento, os advogados de defesa contam com a ajuda de um investigador criminal chamado Lon Rax (Colin Firth) que, totalmente contrário a sentença de morte, começa a juntar peças soltas deste complicado quebra-cabeça.

O grande divisor de águas deste trabalho é a maneira como Egoyan apresenta os fatos, não focando exclusivamente em um possível filme sobre tribunal. O olhar e desconfiança da mãe de uma das vítimas (muito bem interpretada por Reese Whiterspoon), os argumentos inteligentes do investigador criminal, toda a problemática politicagem em torno das ações da polícia neste caso, preenchem lacunas e/ou nos fazem pensar que muitas peças deste famoso caso não se encaixam.

Baseado no livro Devils Knot: The True Story of the West Memphis Three de Mara Leveritt, Sem Evidências teve um modesto lançamento no circuito nacional na época do seu lançamento, principalmente no Rio de Janeiro. Uma grande pena, é um trabalho que, sem dúvidas, merece ser conferido pelos cinéfilos. Egoyan mais uma vez mostra que sabe, como poucos cineastas, retratar com muita verdade os dramas de nossa sociedade.

 

A Corte – (França, 2015)

Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval. Escrito e dirigido pelo cineasta parisiense Christian Vincent (Os Sabores do Palácio), A Corte fala sobre a rigidez e postura de uma alma tímida e sem coragem para amar. Protagonizado pelo excelente Fabrice Luchini e com uma atuação delicada mas profunda da atriz dinamarquesa Sidse Babett Knudsen (Depois do Casamento) o filme deve conquistar o público cinéfilo facilmente. Um dos fatores mais intrigantes deste trabalho é o fato de ser difícil definir um gênero para o filme. Alguns vão falar que é um drama leve, outros vão dizer que é uma quase comédia romântica. O roteiro flutua em diversos gêneros e isso, sem dúvidas, é um dos méritos deste belo trabalho que compôs a seleção do Festival Varilux de Cinema Francês de 2015.

Integrante dos seletos filmes da edição do Festival de Veneza no ano de seu lançamento, A Corte conta a história de um recluso e competente juiz, Michel Racine (Fabrice Luchini), que as vésperas de mais um júri popular, que deverá julgar um pai acusado de homicídio da filha, reencontra a enfermeira Ditte (Sidse Babett Knudsen), uma mulher com que o senhor juiz tem um passado de amor secreto e unilateral. Assim, ao longo dos intensos dias no tribunal Michel Recine precisará equilibrar toda sua emoção e continuar fazendo justiça.

O que mais chama a atenção em toda a projeção é o desenvolvimento do protagonista feito maravilhosamente bem pelo experiente Fabrice Luchini. O Juiz Recine é odiado por muitos personagens mas com certeza se torna amado por grande parte do público. O fato do amor renascer em sua pacata vida leva o personagem a um curto e instantâneo período de transformação que acaba até melhorando sua vida profissional. Essa questão do amor não correspondido é muita bem inserida dentro da trama e conta com atuações acima da média para que a magia aconteça na tela.

A Corte não é uma história de amor, em muitos momentos é uma história narrada dentro de um tribunal mas onde essa questão jurídica é totalmente deixada em segundo plano.  Os diálogos entre Recine e Ditte são esplendorosos, conseguimos sentir angústia, ansiedade e muito carinho que brota entre os dois. A Corte poderia ser um seriado, daqueles que causam uma boa impressão logo de cara, e esse longa-metragem seu piloto. Os recortes de gêneros são feitos com muita harmonia e simpatia. Uma história de amor? Um drama? Um filme de tribunal? Tudo isso e muito mais neste belo trabalho.

 

O Veredito – (Bélgica, 2013)

Os absurdos dos limites da lei. Lançado no segundo semestre de 2013 na Bélgica, escrito e dirigido pelo cineasta belga Jan VerheyenO VereditoHet vonnis no original, é um quase escandaloso jogo de sinuca imposto pelo absurdo, por conta de um erro estúpido dentro do processo coloca-se em cheque as leis, o ministro, o alto gabinete jurídico e a falta de bom senso do sistema na figura de um homem que perdeu a forma mais correta de obter justiça para sua dor e sofrimento. Um prato cheio para quem gosta de filmes de tribunais. Grata surpresa. Infelizmente não está em nenhum streaming disponível no Brasil, deveria.

Na trama, conhecemos Luc (Koen De Bouw), um engenheiro competente que está prestes a ser nomeado CEO da empresa que trabalha a mais de duas décadas. Mas, certa noite, quando estaciona para abastecer o carro com sua filha e esposa, acaba vendo a segunda morrendo assassinada por um bandido que foge correndo. Infelizmente, a primeira acaba morrendo também de uma fatalidade desse mesmo pós momento. Sem chão e tentando reunir os cacos, Luc se distancia do seu emprego e vê seu mundo desmoronar de vez quando o assassino de sua esposa é preso mas solto porque faltou uma assinatura na papelada de prisão o que inclusive livra o bandido das acusações. Assim, Luc assassina o bandido e faz questão de ser julgado pelo crime, o que leva a uma grande confusão nos bastidores do poder judiciário belga.

A premissa é simples: Um homem em busca de justiça lutando curiosamente, de certa forma, contra a lei. Certo? Errado? Um objetivo: vingar de alguma forma, inclusive pelos olhos da lei, o terrível assassinato de sua esposa que também acabou contribuindo para a morte da filha. O filme é muito tenso, vemos a todo instante aqueles corredores percorridos por engravatados contidos dentro do sistema judicial sob enorme pressão da mídia, do povo. Cada detalhe é captado pela ágil lente do diretor. Somos nós, de alguma forma, também, do lado de cá da telona que decidimos se ele é culpado ou inocente tendo em vista tudo que ele passou.

Após curtos arcos construtivos contando alguns porquês, uma enorme batalha chega ao tribunal, advogados defendendo suas estratégias, alguns provocando inclusive o colega, psicólogos com teorias e certezas, psiquiatras buscando explicações sobre o emocional, no caso, que ajudem a defender ou não as estratégias de ambos os lados. Mas engana-se quem pensou que só veríamos os duelos dentro do tribunal, longe dali, no alto escalão do poder, peças são mexidas.

Um filme cheio de tensão que escancara pequenos erros que podem fazer grandes diferentes em alguns sistemas jurídicos mas que também reflete dentro da ótica da emoção do protagonista pois a verdadeira prisão dele, a da dor da solidão é quase perpétua não importa onde esteja.

Crítica | Os Quatro Paralamas – A arte de viver da fé no que acreditam

Amigos de quase toda uma vida, uma das maiores bandas da história da música brasileira, em Os Quatro Paralamas, documentário disponível no catálogo da Netflix, temos a chance de acompanhar bem de perto, ao longo de um pouco mais de 90 minutos, entrevistas atuais, muitos vídeos de arquivo do diretor Roberto Berliner, fotos aos montes, lembranças de uma história que andou em paralelo com todas as mudanças sociais e políticas de nosso país. Exibido no Festival É Tudo Verdade de 2020, o documentário nos mostra em meio a muito papo, reflexões sobre a vida, desses paralamas, que passaram mais tempo juntos do que com as próprias famílias.

Selvagem, Vital e sua moto, meu erro, alagados, Bora Bora, Trac-Trac…inúmeros sucessos em versões de registro de ao vivos fantásticos que somente quem viveu sabe mensurar fazem parte dessa trajetória fílmica que nos mostra a simplicidade das reuniões dos amigos e colegas de trabalho que sempre viam na música uma saída importante para dizer o que sentem, o que veem, o que pensam. Mas você deve estar pensando, mas a banda não tem somente três integrantes? O quarto elemento é um afigura muito importante, Zé, o primeiro e único empresário da banda, amigo de Hebert desde o início dos tempos de faculdade.

Passando quase que na superfície pela estrutura política de todas as décadas de existência da banda, há a curiosa menção de que eles durante o tempo de Collor e as reformas que afundaram o Brasil os Paralamas do Sucesso faziam mais shows na Argentina do que no próprio país. Sobre a chegada do sucesso, importante ponto é mencionado, o emblemático show do Rock in Rio, quase um divisor de águas na carreira dessa banda amada por todos os brasileiros.

Se o seu mundo for o mundo inteiro, sua vida, seu amor, seu lar, deixe tudo que for verdadeiro e tudo que não for passar. Já caminhando pro arco final, o momento mais triste dessa trajetória dos quatro paralamas, o acidente de avião que levou embora Lucy, a esposa de Hebert, e deixou esse último com muitas sequelas. São emocionantes os relatos que vemos além da força que precisaram ter para continuar, se segurando no que mais amam: a música.

WandaVision | Em entrevista, Kevin Feige confirma famosa teoria dos fãs sobre a série

WandaVision foi a primeira produção original do Marvel Studios para o Disney+. Considerada um sucesso tanto de crítica quanto de público, a série mostra Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), vivendo em uma estranha cidade de Nova Jersey, onde coisas sinistras acontecem, enquanto os dias passam como se fossem episódios de séries antigas de televisão.

Em meio a essas esquisitices, situações inesperadas, como o misterioso retorno do falecido Visão (Paul Bettany), uma gravidez surpresa e a volta de uma suposta versão alternativa de seu irmão, Wanda começa a ficar afetada pela situação e uma trama de magia e realidades paralelas se forma ao redor de Westview. Durante o desenrolar da série, o público acompanhou – sem entender muito bem, é verdade – a exibição de comerciais personalizados que se ligavam diretamente com eventos traumáticos do passado da protagonista. Na época, houve diversas teorias, como uma que apontava que os comerciais eram referências a cada uma das Joias do Infinito, e outra que afirmava que eles eram uma tentativa do Doutor Estranho se comunicar com Wanda.

Agora, em entrevista a revista Rolling Stones, o CEO do Marvel Studios, Kevin Feige, confirmou não apenas que os comerciais originalmente eram mesmo uma tentativa do Mago Supremo se comunicar com a jovem feiticeira, mas também que ele faria uma participação especial na série. “Algumas pessoas podem dizer: ‘Ah, seria muito legal ter o Doutor Estranho [em WandaVision]. Mas teria nos afastado um pouco da Wanda. Nós não queríamos que o fim da série fosse apenas uma base para o próximo filme com um cara branco chegando e dizendo: ‘Deixa eu te mostrar como os seus poderes funcionam'”, comentou Feige.

No entanto, a equipe criativa achou que a presença de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) poderia ofuscar a jornada e desenvolvimento da Feiticeira Escarlate. Dessa forma, eles acharam melhor por cortar essa aparição e deixar o encontro para Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura (2022).

[ALERTA DE SPOILERS DE WANDAVISION] 

Para os que não se lembram, a série termina com Wanda derrotando a bruxa Agatha Harkness (Kathryn Hahn), abrindo mão de seus filhos e maridos, para libertar a população de Westview de seu feitiço. Após assumir o poder e a identidade da lendária Feiticeira Escarlate, Wanda fica foragida em uma cabana na floresta, onde passa seus dias estudando o Darkhold, um livro místico que é o manual da magia das trevas e está diretamente relacionado a diversos demônios. A trama da sequência de Doutor Estranho deve utilizar o livro e talvez a própria Wanda como algumas das ameaças.

[FIM DOS SPOILERS DE WANDAVISION] 

Você gostaria de ter visto o Doutor Estranho em WandaVision? Diga nos comentários!

WandaVision está disponível no Disney+

 

 

Ranking | Do Pior ao Melhor da Franquia ‘Homem-Aranha’

O primeiro filme do ‘Homem-Aranha‘, dirigido por Sam Raimi, chegou aos cinemas dos Estados Unidos há exatos 19 anos, no dia 3 de maio de 2002.

Após o sucesso das adaptações de ‘Blade‘ e ‘X-Men‘ no final dos anos 1990 e início dos 2000, Sony Pictures levou o  termo blockbuster ao próximo nível quando o filme do aracnídeo conquistou a terceira maior bilheteria global de 2002 (US$ 821 milhões).

Desde então, foram oito filmes, três atores, uma animação, vários diretores, dois estúdios e algumas participações especiais no MCU. Essa é a trajetória do maior herói da editora Marvel no cinema.

O Homem-Aranha é a estrela da casa, seu personagem mais popular e símbolo. Mas sua estrada rumo ao estrelato não foi simples. Na verdade, ainda não é, levando em conta que os maiores desafios do herói não são o Duende Verde ou o Abutre, mas sim superar suas produções cinematográficas menos agradáveis.

Pensando nisso, resolvemos listar – do pior ao melhor – os oito filmes protagonizados pelo jovem lançador de teias (não levamos em conta a participação do personagem em Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato). Confira abaixo e como sempre, comente dizendo a sua ordem de preferência.

8. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)

Quase tudo está errado aqui, inclusive o subtítulo nacional, que cismou em dar cartaz para o vilão mais esquecível da franquia. Nem tudo está perdido, no entanto, e existem sim algumas coisas legais na produção. Porém, ao contrário da primeira investida de Andrew Garfield num filme do herói, cujo maior pecado é não possuir personalidade alguma, este filme opta por algumas escolhas bem equivocadas. A pior delas é a extrema caricatura de todos os seus vilões.

Pobre Jamie Foxx, o vencedor do Oscar precisou ver seu papel reduzido a um cartoon tão bidimensional quanto os antagonistas de Batman Eternamente (1995). O que falar de Paul Giamatti e Dane DeHaan, como Rino e o Duende Verde, então. Fora isso, Felicity Jones e Shaielene Woodley nunca veriam suas Felicia Hardy (a Gata Negra) e Mary Jane Watson de fato concretizadas. Esse é o maior pecado do filme, abarrotar a produção de personagens para eventuais continuações, que nunca viriam.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilões: Electro, Rino, Duende Verde.
Elenco: Emma Stone, Jamie Foxx, Dane DeHaan, Felicity Jones, Paul Giamatti, Sally Field.

7. O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Quando a Sony optou pelo reboot da franquia ao invés da continuação Homem-Aranha 4, a maioria dos fãs chiaram, reclamando que era cedo demais. Realmente, dez anos depois da comoção que foi a estreia do personagem nas telonas, ganhávamos uma refilmagem. O caso deve servir de estudo para produtores lembrarem sempre o que não fazer em suas franquias cinematográficas. Além disso, Andrew Garfield, o novo ator escolhido para o papel, apesar de bastante empenhado e apaixonado pelo personagem, era envolto num novo arco do herói, mais voltado para os novos fãs e fora do cânone.

Aqui, Peter Parker era um skatista descolado, que cometia bullying e não o sofria, e sua maior motivação era a busca pelos segredos dos pais. O diretor Marc Webb vinha do quintessencial filme sobre relacionamento 500 Dias Com Ela, e era o nome certo para o projeto. O fato, porém, não o ajudou tanto na relação de Peter com Gwen Staci (Emma Stone). Na verdade, essa reimaginação tem como calcanhar de Aquiles a qualidade extremamente esquecível, sem grandes cenas de ação, vilões marcantes ou um romance intenso como nos primeiros filmes. Tudo é muito blasé, e esse poderia ser qualquer filme, de qualquer herói.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilão: Lagarto.
Elenco: Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen, Sally Field.

Assista nossa crítica em vídeo (Sem Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

6. Homem-Aranha 3 (2007)

Depois dos muito bem sucedidos primeiros filmes do herói, um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad – o homem da Marvel no cinema então – ocorreu, sobre que caminho o terceiro longa do personagem deveria seguir. Inicialmente, Raimi desejava ter o Abutre como vilão – antagonista que finalmente dá as caras no novo De Volta ao Lar. Já Arad, com a finalidade de agradar os fãs mais jovens do herói, não via a hora de encaixar Venon, inimigo popstar do Aranha, que de tanto sucesso ganhou seus spin off na forma de histórias em quadrinhos próprias.

Raimi declaradamente não é fã do personagem, e deixou isso bem claro quando precisou concretizá-lo, a contragosto, em seu filme. Sabe a síndrome de O Espetacular Homem-Aranha 2 citada acima, com muitos personagens, muitas subtramas, sem que todos ganhem a atenção devida, pois bem, não era novidade e pode-se dizer que começou aqui para o personagem. Se ao menos tivessem olhado para o companheiro da editora rival, e aprendido com os mesmos erros de Batman & Robin (1997).

Homem-Aranha 3 recai na mesma categoria, sobressaindo apenas no fato de que existem elementos satisfatórios a serem tirados da obra, como a conturbada relação entre Peter e Mary Jane, e todo o arco do vilão principal, o Homem Areia, papel do indicado ao Oscar Thomas Haden Church, assim como todas as possibilidades estéticas criadas com o personagem.  O desfecho deixava a porta aberta para uma conclusão que nunca viria. Ps. Quem pode esquecer o Peter Emo e sua dança da vergonha alheia.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilões: Homem Areia, Venom, Duende Verde.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, JK Simmons, James Cromwell.

5. Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

Agora a lista começa a ficar boa de verdade. Por mais que existam elementos interessantes a serem tirados dos três filmes acima, é indiscutível que eles não podem ser usados como exemplos de boas produções do gênero, ou tampouco de bons exemplares contendo o herói. Já o recente Homem-Aranha: De Volta ao Lar não sofre desse mal e inicia uma nova fase para o personagem nas telonas. O que os fãs queriam e pediam finalmente se realizou, e com uma parceria megalômana entre os estúdios da Sony e Disney/Marvel, o amigo da vizinhança finalmente pôde ser incluído no universo cinematográfico da editora, ao lado de companheiros de como o Homem de Ferro e o Capitão América.

Fora isso, o filme de Jon Watts ganha por mostrar algo diferente do já apresentado nos outros filmes, o que inclui inclusive a mudança de localidade da ação, de Manhattan para o Queens. Tom Holland exala carisma na pele do Peter Parker mais jovem até o momento e Michael Keaton, reinventado, dá peso ao vilão, como poucos no acervo do MCU. Existe também grande homenagem aos filmes adolescentes de colégio, inspirados pelo papa do gênero, John Hughes.

Com diversas atualizações para a geração atual, como um uniforme extremamente tecnológico, alunos de diversas etnias respeitando a tão sonhada representatividade e a inclusão do herói na era das mídias sociais, o novo Homem-Aranha é mais do que nunca sinal dos novos tempos. Apesar de todos esses acertos e elogios, nenhum filme do herói respeitou tanto o cânone do personagem quanto as primeiras posições da lista.

Homem-Aranha: Tom Holland.
Diretor: Jon Watts.
Vilões: Abutre, Shocker.
Elenco: Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow, Zendaya, Laura Harrier.

Assista nossa crítica em vídeo (Com Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

4. Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)

Homem-Aranha: Longe de Casa é uma experiência cinematográfica inigualável, que mistura comédia, drama e ação na medida certa e entrega um blockbuster cheio de coração que vai conquistar até o fã mais xiita. Justiça seja feita: essa sequência é infinitamente superior a Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que apresentou o herói para uma nova geração em uma aventura satisfatória, mas que não conseguiu mostrar o potencial de Tom Holland. Aqui, o ator nos conquista logo nos primeiros minutos e abraça o(s) uniforme(s) do Homem-Aranha de maneira esplêndida, conquistando o posto de melhor intérprete do amigão da vizinhança.

Após um primeiro ato cheio de humor, e um segundo ato mais dramático, o ato finalmente é pura aventura e pancadaria. Arrisco a dizer que este também é o filme do herói com mais ação, já que temos diversos embates diferentes entre o aracnídeo e vários vilões, sempre nos surpreendendo com reviravoltas de cair o queixo que rendem mais e mais e mais cenas de ação. É um ritmo frenético que proporciona cenas repletas de efeitos especiais de ponta, e batalhas surpreendentes usando como pano de fundo as belíssimas locações da Europa, como Veneza, Londres, entre outras.

Inteligente, audacioso, divertido e cheio de ação, Homem-Aranha: Longe de Casa coloca a franquia nos trilhos. O final impactante abre caminhos para a franquia tomar novos rumos e entregar histórias nunca vistas antes no cinema. Você vai ficar boquiaberto com os rumos que eles tomam aqui, e ainda mais ansioso para saber o desenrolar dos eventos apresentados nos minutos finais.

Homem-Aranha: Tom Holland.
Diretor: Jon Watts.
Vilões: SPOILER
Elenco: Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal.

3. Homem-Aranha (2002)

Se O Espetacular Homem-Aranha e De Volta ao Lar são reflexos de seu tempo, modernizando o herói para o público de hoje, o primeiro filme do personagem no cinema veio no caminho oposto, quase voltando no tempo para a década de 1960, quando o personagem foi criado. Mesmo passado no tempo presente, no caso em 2002, o primeiro filme do Homem-Aranha, de Sam Raimi, é dono de uma enorme sensação nostálgica, como uma volta ao passado de sentimentos, comportamentos, relações humanas e tudo o que rodeia o protagonista.

É como se os anos 1960 fossem modernizados apenas em sua estética. Até na tecnologia o longa de Raimi não investe tanto. Fora isso, temos caracterizações assombrosas, soando como cópias carbono, de carne e osso, de suas contrapartes de papel, vide JK Simmons como JJ Jameson, e Rosemary Harris como a tia May. Willem Dafoe é outro que rouba a cena na pele de Norman Osborn, deixando orgulhoso outro Norman do cinema, o Bates, com sua caracterização mais intensa do que esperaríamos encontrar em um filme do gênero, ainda mais na época, ao retratar um personagem que sofre de personalidade dividida.

Embora existam algumas reclamações, mesmo que mínimas, como o tom cartunesco das cenas de ação e efeitos, temos que lembrar acima de tudo que Homem-Aranha (2002) foi o alicerce para o que temos hoje no gênero cinema de super-heróis e que sem ele, muitos veículos não existiriam.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Saimi.
Vilão: Duende Verde.
Elenco: Willem Dafoe, Kirsten Dunst, James Franco, Cliff Robertson, Rosemary Harris, JK Simmons.

2. Homem-Aranha no Aranhaverso (2018)

Essa animação é genial, e o roteiro definitivamente é melhor que qualquer outro filme do aranha. Dirigido por Bob Persichetti (O Pequeno Príncipe), Peter Ramsey (A Origem dos Guardiões) e Rodney Rothman (Anjos da Lei 2), e roteiro assinado pelo próprio Rothman e Phil Lord (Uma Aventura Lego), o longa-metragem tem Miles Morales (Shameik Moore) como centro de sua história. O jovem, ao ser picado por uma aranha radioativa da Alchemax e ganhar os mesmos poderes que do Aranha original, ele começa a esbarrar com outras versões do herói de diferentes dimensões e juntos precisam enfrentar uma ameaça que pode destruir toda a realidade.

A narrativa é, sem dúvidas, uma das mais bem roteirizadas de todas as versões que já foi vista do Homem-Aranha. O filme navega entre a comédia com algumas pitadas de drama de forma coerente. Além disso, o espectador é facilmente imerso na trama parecendo que está vivendo toda a história mostrada na tela juntamente aos personagens. A jornada do herói, neste caso de Miles Morales, transmite veracidade e consegue trazer peculiaridades que transforma o longa no tipo de produção que constitui seus próprio universo.

No geral, Homem-Aranha no Aranhaverso é um longa-metragem que acerta em todos os quesitos, especialmente, no coração de todos aqueles que sempre amaram e acompanharam as histórias do Amigo da Vizinhança.

PS.: a cena pós-crédito não poderia ser melhor nem se tentassem.

1. Homem-Aranha 2 (2004)

Homem-Aranha: Longe de Casa quase levou o primeiro lugar, mas as qualidades e méritos da direção de Sam Raimi transformam esse clássico em poesia. A continuação orquestrada pelo cineasta entra para o hall dos filmes do gênero que sobressaíram seus predecessores e marcaram o imaginário popular, tendo sua relevância até os dias de hoje e sendo considerado um dos melhores filmes de super-herói da história. Talvez os novos filmes do aracnídeo não envelheçam tão bem quanto esse envelheceu.

No roteiro, os conflitos do personagem aumentam. Já estabelecido como o herói justiceiro mascarado, ele precisa equilibrar sua dupla personalidade e sua dupla jornada, apresentando os dilemas que sempre fizeram do personagem, único. Contas atrasadas, trabalhos devidos na faculdade, problemas românticos, tia idosa.

Outro grande embate surgia com o melhor amigo Harry (James Franco), que acusava o herói de ter matado seu pai. Todo o drama envolvendo esta situação é de primeira. O vilão, interpretado de forma entusiasmada por Alfred Molina, igualmente possuía suas questões, se afastando ao máximo de caricaturas bidimensionais, geralmente encontradas em tais produções. Se formos pensar na diferença de tais antagonistas para os filmes com Andrew Garfield, dá vontade de chorar. Não é por menos que Homem-Aranha 2 é tido como uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema de todos os tempos.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilão: Dr. Octopus.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, JK Simmons, Dylan Baker.

Os Clássicos Inesquecíveis do Cinema que Completam 45 Anos em 2021

O cinema é uma verdadeira máquina do tempo. É a melhor forma de viajarmos de volta para o passado. De revisitarmos uma época e o que a formou, ou seja, sua moda, suas canções, sua cultura, e tudo o que fez parte de sua construção, a definindo no tempo. Além de servir de grande estudo para a história de nossa sociedade em si, afinal é olhando para o passado que verdadeiramente aprendemos, podendo evoluir e melhorar, em termos de cinema é igualmente um grande exercício de aprendizado. No cinema existe ainda a resiliência, que é o que faz com que certas obras se tornem atemporais, ressoando ao longo das gerações, passadas para os mais novos, sem perder sua importância ou valor para os fãs.

Justamente pensando em tais produções que resistem ao teste do tempo, constantemente mencionadas como algumas das mais queridas da história para os cinéfilos de todas as gerações, que trazemos esta nova matéria nostálgica enfatizando alguns filmes que completam 45 anos em 2021, mas que se tornaram clássicos tão fortes, que continuam lembradas até hoje em todas rodinhas quando o tema é cinema de qualidade. Confira abaixo e não esqueça de comentar quais suas favoritas, quais conhece e já assistiu.

Rocky – Um Lutador

Ainda muito presente na cultura pop, o boxeador mais famoso do cinema completa 45 anos desde sua primeira aparição nas telonas com Rocky: Um Lutador. Muitos podem não lembrar, ou talvez não saber, mas o filme escrito e protagonizado pelo astro Sylvester Stallone foi o grande vencedor do Oscar na cerimônia daquele ano. Além de melhor filme, Rocky levou também os prêmios de direção (John G. Avildsen) e edição. Fora isso foi indicado para som, canção e quatro atores: Talia Shire (Adrian), Burgess Meredith (Mickey), Burt Young (Paulie) e o próprio Rocky Balboa, vulgo Sylvester Stallone – que igualmente foi nomeado para melhor roteiro.

Taxi Driver

Há 45 anos, voltando para 1976, a disputa pelos melhores filmes da época era muito acirrada. Verdadeiras lendas cinematográficas da sétima arte eram lançadas no período, fazendo a decisão dos votantes da Academia uma das mais difíceis de todos os tempos. Embora muitos ainda venerem Rocky como uma das melhores produções do cinema, tantos outros consideram uma injustiça o filme de Stallone ter levado para casa o grande prêmio daquela noite no Oscar. Isso porque defendem com unhas e dentes a superioridade deste Taxi Driver, de Martin Scorsese – considerado um dos maiores diretores de todos os tempos. Uma grande crítica a como a sociedade trata e cria instabilidades emocionais ao ponto de fazer surgir no “homem comum” a psicopatia, Taxi Driver é uma das grandes influências do recente Coringa, que premiou Joaquin Phoenix.

King Kong

Um dos filmes mais falados deste início de 2021 sem dúvida é o sucesso de bilheteria Godzilla vs Kong, que traz o primeiro embate em larga escala entre os dois mais famosos (e lucrativos) monstros do cinema: o lagarto radioativo Godzilla e o milagre da natureza King Kong. Nessa disputa, o segundo sai na frente em termos de longevidade, já que o King Kong original é um clássico em preto e branco que data dos primórdios do cinema, tendo sido lançado em 1933. Assim, 43 anos depois de seu lançamento, Hollywood modernizava o clássico para a década de 70 (trazendo ao invés do stop-motion, um dublê usando um traje do gorila). Quem protagoniza eram dois atores em início de carreira, mas que viriam a se tornar dois grandes nomes da indústria: Jeff Bridges e Jessica Lange (em seu primeiro trabalho nas telas).

Nasce uma Estrela

Por falar em clássicos reformulados aos novos tempos, o público vibrou e os fãs não pararam de cantar a música Shallow, da Lady Gaga, canção que a estrela performa na terceira adaptação de Nasce uma Estrela nos cinemas. Enquanto isso no Brasil ganhávamos a versão Juntos e Shallow Now, mas algumas coisas é melhor esquecer. O primeiro Nasce uma Estrela também data da década de 30 (1937) e fala sobre o mundo do cinema e Hollywood. Assim como sua refilmagem, de 1954, estrelada pela mesma Judy Garland de O Mágico de Oz (1939). Foi só aqui, nesta adaptação de 45 anos atrás, estrelada por Barbra Streisand, que o universo do cinema e atuações foi mudado para o mundo da música – cenário que foi repetido no filme de Gaga, estrelado e dirigido por Bradley Cooper.

Carrie – A Estranha

Por falar em filmes populares que seguem inseridos na cultura, Carrie marca a história da sétima arte por alguns elementos. A trama sobre uma menina tímida descobrindo dons extraordinários de telecinesia, ao mesmo tempo em que se torna uma mulher, marcou por ser a primeira adaptação de um livro do autor Stephen King para o cinema. Bem, depois disso sabemos muito bem o que aconteceu, com o escritor se tornando um dos mais cinematográficos da literatura. Fora isso, Carrie também foi o primeiro sucesso do lendário Brian De Palma (que comanda a obra), foi indicado para dois prêmios de atuação no Oscar (Sissy Spacek – que vive a protagonista e Piper Laurie – que interpreta sua mãe fanática) e gerou uma continuação e duas refilmagens.

A Profecia

Por falar em filmes de terror icônicos, aqui temos um que segue constantemente mencionado quando falamos nos melhores e mais assustadores de todos os tempos. Dirigido por Richard Donner, cujo filme seguinte mudaria para sempre os filmes de ação e aventura para um nicho no cinema – com Superman: O Filme (1978), A Profecia é de arrepiar todos os cabelos da nuca com suas reviravoltas. Na trama, a mulher de um político perde o filho no parto, assim, sem contar nada a ela, o sujeito resolve adotar um menino recém-nascido e tratar como filho do casal. No entanto, quando estranhos acontecimentos continuam a ocorrer ao redor do garoto, seu pai começa a investigar sua origem sombria. A Profecia foi indicado ao Oscar de melhor canção e levou o de melhor som. Fora isso, gerou três continuações e uma refilmagem lançada 30 anos depois.

Rede de Intrigas

Mostrando que há 45 anos a edição do Oscar foi uma das mais disputadas da história, com filmes que ainda são constantemente lembrados por sua qualidade até hoje, temos mais dois exemplos disto chegando na matéria. Quando falamos de filmes sobre jornalismo e investigação jornalística, as gerações mais novas podem pensar instantaneamente sobre Spotlight, vencedor do Oscar em 2016. Mas há 45 anos, não se falava em outros filmes além destes dois quando o assunto era este. O primeiro é Rede de Intrigas (Network), que descortina as maquinações perversas de uma grande rede de TV em busca somente de altos índices de audiência, custe o que custar. O filme 4 Oscar importantes (3 de atuação e roteiro) e mais 6 indicações, incluindo melhor filme.

Todos os Homens do Presidente

O segundo é este, baseado na história real de jornalismo investigativo que derrubou a presidência de Richard Nixon, no escândalo do caso Watergate (e Garganta Profunda), a dupla Robert Redford e Dustin Hoffman – dois dos grandes nomes do cinema – interpretam os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein num dos filmes mais queridos da sétima arte. Todos os Homens do Presidente levou 4 Oscar, dos 8 aos quais estava indicado, se tornando assim o segundo grande filme sobre jornalismo na edição daquele ano no Oscar.

Sem Medo da Morte

Clint Eastwood é um verdadeiro tesouro do cinema mundial. O veterano começou sua carreira ainda na década de 1950, e nos anos 60 ficaria famoso pelos faroestes espaguete que protagonizou. Na década seguinte, deu vida a um de seus mais marcantes personagens na sétima arte, Dirty Harry, o policial linha dura que serviu de inspiração para todos os heróis de ação dos anos 80, vide Stallone e Schwarzenegger. E há 45 anos, Dirty Harry chegava a seu terceiro filme com Sem Medo da Morte (The Enforcer). A ideia por trás deste Dirty Harry 3 era colocar o machão “sujo” para trabalhar ao lado de uma “mulherzinha”, a policial “doce” Kate Moore (vivida por Tyne Daly) – formando assim uma dupla inusitada que serviria de molde para os buddy cop movies e suas disfuncionais parcerias.

Robin e Marian

Por falar em veteranos eternizados no panteão do cinema, o saudoso Sean Connery nos deixou recentemente. O astro, que para sempre será lembrado pelo papel de 007 – James Bond, fez de tudo um pouco nas telas, e deu vida para alguns dos mais icônicos personagens da cultura popular. Entre eles, viveu um Robin Hood envelhecido há 45 anos, no filme Robin e Marian – mais focado no romance entre o herói e seu eterno amor, Lady Marian, do que na ação e aventura que geralmente são associadas ao personagem. Mas não apenas isso, já que o filme marcava o retorno às telas de uma verdadeira primeira-dama de Hollywood, Audrey Hepburn, após um hiato de quase 10 anos. Completando o trio principal, Robert Shaw viveu o vilão Xerife de Nottingham – reprisando assim o antagonismo com Connery de Moscou Contra 007 (1963).

O Inquilino

Dirigido pelo polêmico e prestigiado cineasta Roman Polanski, este é o terceiro filme em sua chamada trilogia do Apartamento – da qual fazem parte também as obras Repulsa ao Sexo (1965) e O Bebê de Rosemary (1968), este segundo ainda considerado por muitos uma das maiores obras-primas do terror. Sem uma ligação aparente entre si, a não ser o fato de protagonistas abalados psicologicamente e de tramas passadas dentro de apartamentos, cada um destes três filmes aborda uma temática e uma história distinta. Em O Inquilino é o próprio Polanski quem protagoniza, na pele de um tímido burocrata que aluga um apartamento em Paris onde a antiga moradora cometeu suicídio. Aos poucos ele começa a estranhar o comportamento de seus vizinhos, ao mesmo tempo em que questiona sua própria sanidade.

Assassinato por Morte

Tiração de sarro com clássicos do suspense, esse filme baseado num texto de Neil Simon brinca com os elementos mais conhecidos dos livros de sumidades no gênero como Agatha Christie, Dashiell Hammett e Earl Derr Biggers. Assim, numa noite escura e chuvosa, alguns convidados chegam para passar a noite numa mansão muito suspeita. Seu anfitrião é desconhecido de todos, porém, eles aceitam o desafio a fim de se provarem invencíveis na arte da dedução e investigação de grandes mistérios, já que todos são detetives profissionais. Os personagens, como forma de homenagem, são todos baseados em ícones da literatura policial, criados pelos autores citados. Desta forma, personagens como Sam Spade, Hercule Poirot, Miss Marple, Charlie Chan e o casal Nick e Nora Charles viram Sam Diamond (Peter Falk), Milo Perrier (James Coco), Miss Marbles (Elsa Lanchester), Sidney Wang (Peter Sellers), Dick Charleston (David Niven) e Dora Charleston (Maggie Smith). O elenco renomado conta ainda com Truman Capote e Alec Guinness (o eterno Obi Wan Kenobi).

Vingadores vão ‘recrutar’ um jogador da NBA no jogo de hoje | Saiba mais

Em parceria com a NBAMarvel e ESPN – ambas marcas da Disney – preparam uma surpresa para os fãs de basquete e de super-heróis. Durante a transmissão de Golden State Warriors X New Orleans Pelicans, a Marvel vai dar início ao projeto NBA Special Edition: Marvel Arena of Heroes, uma ação que vai trazer uma trama paralela dos super-heróis mais poderosos da Terra para dentro das quadras da NBA. Nessa história, os Vingadores estão tentando acabar com uma invasão alienígena. Para derrotá-los, eles precisarão da ajuda do jogador que fizer mais pontos dentro do jogo.

Divulgação/ ESPN

E como toda ajuda é bem vinda, os heróis estarão observando alguns jogadores das duas equipes. No time dos Warriors, Stephen Curry, Draymond Green e Andrew Wiggins são os participantes. Já nos Pelicans, o gigante Zion WilliamsonBrandom Ingram e Lonzo Ball ficarão sob avaliação dos Vingadores. Cada ponto, assistência, rebote, roubada de bola ou toco valerá uma pontuação chamada Marvel Hero Points. Da mesma forma, infrações, erros em lances livres, arremessos e passes errados descontam esses pontos. Ao final da partida, o jogador com mais pontos será considerado o primeiro campeão do NBA Special Edition: Marvel Arena of Heroes.

Divulgação/ ESPN

Além dessa trama interativa, a transmissão contará com artes e gráficos personalizados, e heróis como o Homem de Ferro, Capitão América, Capitã Marvel, Doutor Estranho e o Pantera Negra vão aparecer durante o jogo por meio da tecnologia 3D. É a primeira vez na história da NBA que uma ação dessas faz uma partida temática. No entanto, esse tipo de publicidade não é novidade no mercado americano. Em janeiro deste ano, a Nickelodeon fechou uma parceria com a NFL e fez uma transmissão de futebol americano toda tematizada com a animação Bob Esponja. É uma forma inteligente de unir públicos de diferentes idades para promover tanto o esporte quanto as produções.

Ação com Bob Esponja foi um dos assuntos mais comentados nos Trending Topics do mundo

E não pense que o jogo foi escolhido por acaso. Tanto os Warriors quanto os Pelicans estão disputando a última vaga no Play-In, que dará vaga nos playoffs da temporada. A transmissão da ESPN começa às 19h30, horário de Brasília, com o jogo iniciando às 20h30. A narração é de Rômulo Mendonça, com comentários de Ricardo Bulgarelli e Luciano Amaral.

Para que você vai torcer? Diga nos comentários!