Não sei nem se essa série precisa de apresentação, uma vez que ela já está no ar no canal FOX há 9 anos… mas é bom saber que a maior parte das temporadas está disponível na Dona Netflix, e dá pra maratonar até a estreia da nova temporada, mês que vem. Afinal, ‘The Walking Dead’ é a principal série de zumbis da atualidade, apesar da maior parte do elenco principal não estar mais nela.
Zumbi mete medo e horror, mas também dá muita vontade de rir, né non? ‘Z Nation’ tem 5 temporadas realizadas, todas disponíveis na Dona Netflix. É dessas séries que você assiste com seus amigos jogando pipoca para todos os lados, pois a história mistura zumbi com muita comédia.
Para quem curte as histórias de Stephen King, a série ‘Black Summer’ é um prato cheio – inclusive foi elogiada pelo mestre do terror, embora não tenha sido escrita por ele. A história já começa començando, com pessoas fugindo para todos os lados tentando chegar ao estádio, mas, no meio do caminho, algumas se transformam em zumbis. Ah, e tem crítica da série aqui.
Você é desses que curte um terror fofinho? Pois a série de animação ‘Zumbizinhos’ traz zumbis em desenho animado, yay! E conta a história de uma menina que vive sozinha em uma cidade assustadora e acaba travando amizade com crianças zumbis. Ahhh! <3
Gosta de terror mas está cansado das produções hollywoodianas? Pois a série ‘Kingdom’ é uma grande produção sul-coreana com apenas uma temporada disponível na Netflix (por enquanto). Com belíssimas paisagens, conta a história do príncipe herdeiro, que, ao tentar entrar em contato com o próprio pai, isolado em seu castelo, acaba cruzando seu caminho com uma criatura assustadora. Quer saber mais? Tem crítica da série aqui.
A queridinha das comédias românticas Drew Barrymore estrela ‘Santa Clarita Diet’, uma série bem cômica na qual ela interpreta uma corretora de imóveis que, do nada, começa a passar mal e se transforma em zumbi – com dieta especial baseada em carne fresca e sangrenta. A gente ri com o absurdo da história, afinal, como manter sua rotina normal quando você é um zumbi?
Essa é a grande novidade da Dona Netflix. Não está disponível ainda, mas já consta no sistema de busca e algumas fotos acabam de ser reveladas. A trama traz adolescentes tentando sobreviver em um mundo pós-apocalíptico infestado de zumbis e dividido entre gangues estilo Mad Max. Hey, Netflix, queremos essa série pra ontem!
2 – Kabaneri da Fortaleza de Ferro: A Batalha de Unato
E anime com zumbi, pode? ‘Kabaneri da Fortaleza de Ferro: A Batalha de Unato’ é exatamente isso: uma animação, estilo anime japonês, na qual a humanidade está ameaçada por criaturas mortas-vivas cuja mordida transforma as pessoas em um deles. Só tem uma temporada disponível até agora na Netflix.
1 – High School of the Dead
E já que estamos falando de animes, que tal um bem gore, com muito hentai e… zumbis? Essa é a proposta de ‘High School of the Dead’, que traz um grupo de adolescentes super armados tentando combater a invasão de zumbis no planeta e manter a sanidade de serem apenas adolescentes. Baseado no mangá homônimo de Daisuke Sato. Tem uma temporada disponível com episódios curtinhos e um OVA também na Netflix.
Anúncio da produção encheu os fãs de esperança mas também de reservas quanto a qualidade
Recentemente o elenco da futura adaptação cinematográfica de Dungeons & Dragons ganhou novos integrantes com as confirmações de Michelle Rodriguez e Justice Smith. Com isso, o projeto que já conta com Chris Pine e será dirigido pela dupla Johnathan Goldstein e John Francis Daley(cujo currículo é composto por comédias como o remake de Férias Frustradas e Noite de Jogo). Até o fechamento do texto não foram confirmados mais integrantes da equipe.
De imediato os nomes famosos envolvidos empolgam quanto ao possível futuro promissor do filme. Material fonte também é o que não falta, visto que D&D é uma marca muito forte e tradicional no mercado de RPG; com centenas de produtos e derivados oficiais (isto é, lançados pela atual publicadora Wizard of the Coast ou pela antiga TSR, Inc.) e outros tantos criados por fãs.
Da mesma forma que funciona com a bibliografia de Tolkien, o universo de D&D tem milhares de regras menores, mais relações culturais e históricas entre as várias raças presentes nos livros. Dessa forma, de um ponto de vista prática sobre “mestragens” de sessões, isso é muito bom pois o responsável pela mesa já tem algo com que trabalhar e os jogadores terão a sensação de estar criando um personagem para um mundo com regras já preexistentes e, portanto, um indivíduo de fato para se interpretar.
Universo de D&D é rico o suficiente para trazer uma história complexa
Do ponto de vista cinematográfico, em tese, essa riqueza de informações também é muito boa pois garante o excesso de material fonte. Um exemplo foi a trilogia OSenhor dos Anéis que teve três livros de tamanho considerável para adaptar em três filmes. Por outro lado, quando a limitação de material fonte é notória, tal como aconteceu com OHobbit, os roteiristas tendem a gastar muito tempo em criar algo que complemente o pouco que já existe e não necessariamente criam algo que vá verdadeiramente encaixar naquele universo.
Não é o caso de D&D, como já dito anteriormente. No entanto, é necessário se atentar para outro fator, este ligado ao contexto geral do gênero. RPG é um jogo de interpretação, uma experiência narrativa e, acima de tudo, interativa. Não é muito diferente de um jogo de videogame, por exemplo.
Se atentando a tal comparação, é inevitável lembrar o histórico turbulento de tentativas ligadas à levar games para as telonas, onde a maior parte do que é produzido é bastante rechaçado pela crítica e fãs devido ao baixo nível técnico e distanciamento do material original. Apesar de várias análises em diferentes artigos serem feitas para tentar entender porque o gênero dos jogos coleciona tantos fracassos no cinema a ideia mais comum e aceita é a de que games são, acima de tudo, uma experiência interativa; eles são projetados desde o rascunho para comportar mecânicas voltadas a interatividade com o jogador.
Na maior parte das vezes, adaptações de games costumam ser catastróficas
É diferente de um romance que ganha uma adaptação, visto que a literatura é um campo onde o público tem uma experiência mais passiva e como observador dos eventos que se desenrolam; o cinema também traz justamente esse tipo de experiência, logo na hora de adaptação não ocorre um choque quanto a modelos diferentes.
Partindo desse pressuposto, se o gênero de RPG participar de uma nova onda de adaptações pode ser que eles sofram algo parecido com o que os videogames sofrem atualmente. Claro, vai depender muito do desempenho de D&D se esse pode ser o início de um novo subgênero. Um sucesso financeiro inesperado, não necessariamente de crítica, pode realmente incitar algo novo e abrir caminho para outras adaptações de outros cenários de RPG (Call of Cthulhu ou Cyberpunk por exemplo).
Início de um novo subgênero? Só o tempo dirá
Mas, novamente, toda a experiência de um RPG é construída em torno do sistema de regras (pontos de experiência do personagem, cálculo de dano em combate, distribuição de pontos em árvores de habilidadee pela rolagem de dados multifacetados) que regem a história sendo narrada; não muito diferente do que acontece com videogames. Existe essa complicação quase invisível aí que pode dificultar a vida da adaptação de D&D e tantas outras.
Fora que essa será a segunda tentativa de trazer o famoso cenário para as telonas. A primeira foi em 2000, com uma produção que envolveu nomes como Jeremy Irons e Marlon Wayans. O filme não pagou o custo de produção e no Rotten Tomatoes ele conta com avaliações de 10% da crítica e 20% do público.
Quando ‘Homework’, o aclamado álbum de estreia da dupla Daft Punk, foi lançado, ninguém poderia imaginar o impacto que o ato musical formado por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter teria. Afinal, eles já despontavam no cenário eletrônico europeu ao insurgirem como pioneiros do French house ainda no começo dos anos 1990, mascarando-se através de um misterioso alter-ego que se valia do poder dos sintetizadores e bebia do deep house, do Chicagohouse e do techno. Dezoito anos depois de terem se formado, Homem-Christo e Bangalter chocaram o mundo mais uma vez ao anunciarem sua dissociação, deixando para trás apenas quatro álbuns de estúdio, uma icônica trilha sonora e influências que marcaram as mais diversas gerações.
A verdade é que o electro-dance music, popularmente conhecido como EDM, não teria a explosiva aceitação do público se não fosse pelo duo. A artista sueca Robyn, dona de um dos melhores álbuns de todos os tempos (‘Body Talk’), jamais teria dado vida aos seus hits“Dancing On My Own” e “Call Your Girlfriend”; “Hung Up” e toda a construção em setlist de ‘Confessions on a Dancefloor’ nunca veria a luz do dia; Lady Gaga não poderia promover uma revolução estética e performática da música eletrônica no final dos anos 2000. E, bom, já deu para ter uma ideia de como o cenário fonográfico não seria o mesmo caso os apaixonados e aplaudíveis artistas não tivessem se reunido em uma rave no EuroDisney e formado a base de seu primeiro single, “The New Wave” (cujo lançamento limitado em 1994 deixou a faixa um tanto quanto inacessível ao menos até o início da era digital).
No final do século passado, a indústria estava tomada pelas incursões vibrantes do Eurodance – e coube a Daft Punk remodelar esse cenário. É claro que reviver o house não era uma tarefa muito fácil, mas o espetacular resultado gerou frutos inenarráveis, desde as sutis críticas ao establishment à total irreverência estilística que era moldada às obrigatoriedades dos convencionalismos (algo bastante similar ao que Madonna faria em 1998 com o impecável ‘Ray of Light’, que seria responsável por trazer o eletrônico aos Estados Unidos). Porém, antes dela, o grupo se reunia com nomes como Spike Jonze e Roman Coppola para videoclipes que iam de encontro ao esperado e que colocavam-no no centro dos holofotes.
Daft Punk invadiu as pistas de dança e as playlists ao redor do mundo ao mostrar que elementos condenados pelo tradicionalismo eram apenas mal interpretados. O pesado e constante uso de progressões repetitivas, sintetizadores e autotune se tornaram marca de uma imagética sonora robótica, mecânica, da mesma forma como Marinetti presidira com o Manifesto Futurista e toda sua exaltação sobre os avanços tecnológicos e o urbano. A diferença é que os artistas se viam em um crescente alavancamento da globalização e de suas consequências – positivas ou negativas; manter-se rente à originalidade era uma questão de sobrevivência, não importasse a recepção pela academia e pelos ouvintes.
À medida que as narrativas sonoras caíam na mesmice, a dupla percebeu que não teria problemas em homenagear suas grandes influências, como Nile Rodgers e Giorgio Moroder, e em criar um pastiche celebratório para as contraculturas dos anos 1970 e 1980. Por esse motivo, é difícil colocar suas inflexões artísticas em apenas um rótulo, visto que o estilo das faixas varia desde o acid house até o funk – bem como a incorporação extensiva de samples. O lirismo formulaico deu lugar à verborragia instrumental e a uma espécie de ready-made desconstruído e ressignificado em contextos diferenciados, como a cíclica “Around the World” e a electro-disco“One More Time”. Inspirados pela plasticidade do cyber-punk, Daft Punk almejou a uma declaração pungente e memorável, como visto na clássica “Harder, Better, Faster, Stronger” e na unidimensionalidade de “Technologic”.
A fama além-mar alcançou um patamar ainda maior quando o duo foi contratado pela Walt Disney Studios para ficar responsável pela trilha sonora do filme ‘Tron: O Legado’, lançado em 2010. Combinando elementos orquestrais com eletrônica, o resultado é similar aos trabalhos anteriores dos artistas e, ao mesmo tempo, demonstra uma partida drástica do que nos apresentaram no passado – e que viria inclusive a influenciar as egrégias de ‘Random Access Memories’, considerado por inúmeros especialistas como o melhor álbum da carreira (cujo sucesso é refletido nas múltiplas estatuetas do Grammy, incluindo uma de Álbum do Ano). Ao aliarem-se com nomes como The Weeknd e Pharrell Williams, Daft Punk provou que se encaixava do modo mais inesperado tanto às subculturas quanto ao mainstream.
Uma das maiores contribuições que a dupla trouxe para a música foi a contínua defesa da liberdade criativa. Como Bangalter comentou em uma entrevista ao Yahoo em 2007, “vivemos em uma sociedade em que o dinheiro é o que as pessoas querem, então elas não conseguem ter controle. Nós escolhemos. Controle é liberdade. […] Controle é controlar seu destino sem controlar outras pessoas”. E foi esse viés artístico que, no final das contas, transformaram-na na representação máxima do passado, do presente e do futuro.
A versão live-action de ‘Tom e Jerry’ já está em exibição nos cinemas nacionais e, agora, a Warner Bros. Brasil divulgou uma nova cena oficial DUBLADA do longa-metragem.
Jerry, o rato, mora dentro das paredes de uma grande casa de campo da Nova Inglaterra, onde faz amizade com os antigos donos, um amoroso casal de idosos. Sua amizade única e cômica chega ao fim depois que o casal idoso morre e sua casa é colocada à venda. Quando uma jovem família se muda, Jerry está determinado a assustá-los para não assumirem sua casa. A família rapidamente adota um gato de rua chamado Tom para ajudar a livrá-los de seu problema de pragas. Em uma batalha épica pela casa, Tom & Jerry logo descobrem sua crescente adoração pela família e devem trabalhar juntos para protegê-los de uma ameaça externa. Através do trabalho em equipe, ambos aprendem o valor supremo da família e da amizade.
‘Tom e Jerry‘ começou como uma série produzida em curtos episódios, com uma média de sete e 10 minutos de duração cada. Entre os anos de 1940 e 1958, o estúdio Hanna-Barbera fez 114 curtas para MGM. Com o sucesso global da animação, a dupla acabou conquistando uma genuína série de TV em 1975, chamada – inicialmente – ‘The Tom and Jerry Show’.
O oitavo episódio da aclamada e adorada série ‘WandaVision’ respondeu a diversas questões e revisitou o passado de Agatha Harkness (Kathryn Hahn), que estava escondida como Agnes na realidade arquitetada por Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen).
Agora, o paparazzo @onset.unseen divulgou em seu Instagram oficial uma imagem de bastidores em preto e branco em que Agatha é arrastada para ser julgada pelo próprio clã de bruxas a que pertencia e quando deveria ter sido queimada na fogueira – isso é, até conseguir se libertar e matar suas algozes.
Em um dos episódios de ‘WandaVision‘, Monica Rambeau (Teyonah Parris) fala que Wanda (Elizabeth Olsen) foi a única pessoa que conseguiu chegar perto de matar Thanos (Josh Brolin), indicando o nível de poder da Feiticeira escarlate.
No entanto, a Capitã Marvel já ficou páreo a páreo com o vilão em ‘Vingadores: Ultimato‘.
E, segundo Brie Larson, intérprete da heroína, ela realmente é a mais forte entre os Vingadores.
A estrela fez a declaração durante uma entrevista compartilhada por uma usuária do Twitter.
No trecho, o entrevistador pergunta:
“Quem e o mais forte dos Vingadores? E porque é Carol Danvers?”
Ao que Larson responde:
“Honestamente, eu acho que sou a mais forte, preciso explicar? Eu vou continuar sustentando esse boato. Por que a Capitão é a mais forte? Não sei, não fui eu que escrevi o roteiro. Mas é assim que as coisas são, eu não invente isso, são apenas fatos”, brincou ela.
No entanto, ela admitiu que sua resposta é tendenciosa:
“Acho que Thanos trapaceou. A Capitã parecia estar se divertindo. Mas eu sou tendenciosa, né? Eu acho legal debater sobre isso porque Chris Hemsworth e eu sempre tocamos nesse assunto, e ele está decidido a me contrariar. Brincadeiras à parte, eu acho que o mais forte é sempre o personagem que você mais gosta.”
So I asked brie “who is the strongest avenger? and why is it Carol Danvers.” and this was her response ✨ pic.twitter.com/oM7mFFTmDl
Nia DaCosta, de ‘A Lenda de Candyman’, fica responsável pela direção. É provável que as gravações da continuação sejam iniciadas ainda no primeiro semestre de 2021.
O primeiro filme tornou-se um sucesso de crítica e de bilheteria, conquistando 79% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadando mais de US$1,1 bilhão ao redor do mundo.
‘Judas e o Messias Negro’ é a nova cinebiografia da Warner Bros. que conta a história de Fred Hampton, líder dos Panteras Negras assassinado aos 21 anos pelo FBI.
O longa-metragem já foi lançado nos cinemas nacionais e, para promovê-lo, foi divulgado um novo pôster belíssimo.
Confira:
Estrelado pelo indicado ao Oscar Daniel Kaluuya (‘Corra!’, ‘Pantera Negra‘), o longa também conta LaKeith Stanfield (‘Atlanta’, ‘Joias Brutas’) como William O’Neal, Dominique Fishback (‘Coração de Ferro‘) e Jesse Plemons (‘Breaking Bad‘).
Com a ajuda de um criminoso chamado William O’Neal, o FBI investe na tenativa de silenciar Hampton e o Partido dos Panteras Negras. Mas eles não conseguiram matar o legado de Fred Hampton. 50 anos depois, suas palavras ainda ecoam… Mais alto do que nunca.
Embora sua vida tenha sido interrompida, o impacto de Fred Hampton continuou a reverberar. O governo viu os Panteras Negras como uma ameaça militante ao status quo e vendeu essa mentira a um público assustado em um momento de crescente agitação civil. Mas a percepção dos Panteras não correspondia à realidade. Nas cidades do interior dos Estados Unidos, eles ofereciam café da manhã gratuito para crianças, serviços jurídicos, clínicas médicas e pesquisas sobre anemia falciforme e educação política. E foi o presidente Fred de Chicago que, reconhecendo o poder da unidade multicultural por uma causa comum, criou a Coalizão Arco-Íris – unindo forças com outros povos oprimidos da cidade para lutar por igualdade e empoderamento político.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a Sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa.
Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
“Depois que um misterioso grupo de indivíduos invade a casa de Laura e tenta roubar seu filho de oito anos, David, os dois fogem da cidade em busca de segurança. Logo após o sequestro fracassado, David fica extremamente doente, sofrendo de psicose e convulsões cada vez mais esporádicas. Seguindo seus instintos maternais para salvá-lo, Laura comete atos indescritíveis para mantê-lo vivo, mas, logo, ela deve decidir até onde está disposta a ir para salvar seu filho.”
A Netflix divulgou os novos cartazes oficiais da série animada ‘Círculo de Fogo: The Black‘, baseada no longa homônimo dirigido por Guillermo del Toro.
Confira, junto ao trailer:
O anime será lançado na plataforma no dia 04 de março.
“Há muito tempo atrás, a humanidade derrotou o Kaiju. Agora, eles estão evacuando a Austrália. Em 2021, una-se a um de irmãos e seu surrado e abandonado Jaegar, à medida em que eles batalham ao redor de um continente de perigo em Pacific Rim: The Black”.
Vale lembrar que ‘Círculo de Fogo: A Revolta‘, o último longa live-action da saga, está disponível no catálogo da Netflix.
De acordo com o THR, Tasha Huo, que será a showrunner da série animada ‘Tomb Raider‘, foi contratada para escrever o roteiro da nova adaptação de ‘Red Sonja‘.
Joey Soloway (‘Transparent’) continua confirmado na direção do projeto.
“Eu sempre amei a ‘Red Sonja’ e me sinto honrado por ajudar a contar sua história e começar essa jornada cinemática. Não poderia haver um momento melhor em nosso mundo isso. Ela é uma heroína com um chamado épico e traduzir isso para as telonas é um sonho que se torna realidade. Mal posso esperar para trabalhar com a Tasha nessa visão,” declarou o cineasta Soloway.
A heroína, que já foi interpretada pela Brigitte Nielsen na adaptação de 1985, foi criada pelo escritor Roy Thomas e pelo artista Barry Windsor-Smith para a Marvel Comics em 1973.
Atualmente, ‘Red Sonja‘ é publicada pela Dynamite Comics.
Eva Green as Vanessa Ives in Penny Dreadful (season 1, episode 5). - Photo: Jonathan Hession/SHOWTIME - Photo ID: PennyDreadful_105_0418
De acordo com o Variety, Eva Green (‘Penny Dreadful’) estrelará o suspense psicológico ‘Nocebo‘, que será dirigido por Lorcan Finnegan (‘Vivarium’).
O elenco também contará com Mark Strong (‘Shazam!’) e Chai Fonacier.
A trama segue uma designer de moda (Green) que sofre de uma misteriosa doença que intriga seus médios e frustra seu marido (Strong), até que a ajuda chega na forma de uma cuidadora filipina (Fonacier), que usa de uma cura alternativa para revelar uma verdade aterrorizante.
Garret Shanley é responsável pelo roteiro. ‘Nocebo‘ é o antônimo de “placebo”, e se refere ao Efeito Nocebo, no qual o pensamento negativo do paciente resulta em um resultado negativo.
O enredo irá se aprofundar em temas sobre consumismo, a exploração humana e a indústria da moda rápida, bem como o poder do cérebro em decidir se deve prejudicar ou curar o corpo físico.
As filmagens estão acontecendo atualmente na Irlanda.
A Netflix divulgou um novo vídeo divertido com os erros de gravação da série ‘Fate: A Saga Winx‘.
Confira:
Vale lembrar que a produção já está renovada para a 2ª temporada.
Criada por Brian Young, a série é baseada na animação ‘O Clube das Winx‘.
A trama acompanha cinco amigas fadas que chegam a Alfea, um internato mágico localizado em Outromundo, onde devem aprender a dominar seus poderes enquanto se aventuram entre amores, rivalidades e os monstros que ameaçam sua própria existência.
Para promover o lançamento da série brasileira ‘Cidade Invisível‘, a Netflix convidou a atriz Alessandra Negrini para compartilhar uma lista com suas produções favoritas no serviço de streaming.
Confira:
Vale lembrar que a primeira temporada já está disponível na Netflix!
Em entrevista ao Collider, o produtor Kelly McCormick falou sobre a sequência ‘Hobbs e Shaw 2‘, revelando o projeto atualmente está em pausa, esperando a disponibilidade dos atores.
“Todos daquela franquia em particular estão muito ocupados. Quero dizer, quem é mais ocupado do que o Dwayne Johnson? E ele é fundamental para o projeto. Nós estamos apenas esperando, para ser honesto.”
Ele completa, “Acredito que seria incrível continuar a história, mas todos estão tão ocupados nesses tempos pandêmicos de COVID, que nós ainda estamos esperando o momento certo… Estamos muito animados para continuar.”
Vale lembrar que Jason Momoa (‘Aquaman‘) está em negociações para participar da sequência.
Por enquanto, ‘Hobbs e Shaw 2‘ tem estreia prevista para 2022.
A nova série da emissora Showtime, intitulada ‘The First Lady‘, encontrou o seu intérprete do ex-presidente Barack Obama.
Segundo a revista EW, o astro O-T Fagbenle foi confirmado como o personagem na vindoura produção de caráter antológico. Ele é mais conhecido por estrelar a aclamada série ‘The Handmaid’s Tale‘ e futuramente poderá ser visto no papel de Rick Mason, no filme ‘Viúva Negra‘.
A primeira temporada será focada na vida política e pessoal do casais Obama, Ford e Roosevelt, traçando “suas jornadas para Washington, por meio de uma esclarecedora intimidade”, conforme pontual a descrição oficial.
O projeto irá explorar os bastidores da vida pessoal e da vida política das primeiras-damas dos Estados Unidos: Eleanor Roosevelt, Ford e Obama. O show será centrado na Asa Leste da Casa Branca, onde diversas decisões históricas foram tomadas.
A Liongate Television irá produzir a série ao lado da Showtime, que já encomendou três episódios de uma hora cada.
Aaron Cooley ficará responsável pelo roteiro. Davis e seu parceiro, Julius Tennon, serão produtores executivos.
Famosa história originou-se em uma série de livros com diversas continuações
Uma garota, um tornado, uma trilha de tijolos amarelos e uma cidade esmeralda. Esses são elementos que certamente a maioria das pessoas conhece e certamente identificam de imediato com O Mágico de Oz. A famosa história criada por L. Frank Baum narra a jornada da jovem Dorothy que, após ser levada (ao lado de seu cãozinho Totó) por um furacão para a terra de Oz, deve encontrar o misterioso mágico local que possui conhecimento de como fazê-la retornar. No caminho ela terá aliados inesquecíveis e desafios propostos pela Bruxa Malvada do Oeste.
O primeiro livro, que compõe uma série de catorze outros títulos, foi lançado em maio de 1900 mas a “imortalidade” artística, por assim dizer, pode ser traçada uns trinta e nove anos depois quando Victor Fleming (que dirigiu a obra parcialmente pois ele precisou abandonar o projeto em prol de E o Vento Levou…) lançou sua adaptação cinematográfica.
O clássico homônimo estrelado por Judy Garland arrebatou o público com seu visual colorido (utilizando ao máximo a então nova técnica de colorização dos filmes) e trilhas musicais inesquecíveis. Concorreu a seis Oscar, dentre eles o de melhor filme, e levou os de Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original.
O clássico de 1939 é a imagem que muitos tem da obra de L.Frank Baum
Não à toa, quando recentemente a New Line Cinema anunciou que a diretora dos episódios de Watchmen e vencedora do Emmy, Nicole Kassell, estará no comando de uma nova adaptação de O Mágico de Oz, imediatamente surgiram indagações sobre o quão diferente da versão de Fleming essa abordagem será ou se pode ser uma espécie de homenagem na forma de um musical.
Entretanto, a primeira visita de Dorothy à Terra de Oz é só o primeiro capítulo de uma saga muito mais longa e cuja sequência é bem diferente do que se esperava. De uma maneira geral, a imagem que o autor tinha para esse mundo fantástico não foi realmente adaptada com sucesso na famosa versão de 1939, isso porque Baum usa dos elementos fantásticos para focar em alguns conceitos que, de outra maneira, não seriam abordados em uma história infantil. As famosas ilustrações assinadas por William Wallace Denslow também passam bem a ideia de surrealismo daquele mundo, com um estilo de arte diferente e até mesmo grotesco.
Por volta de 1904 é lançada A Maravilhosa Terra de Oz; um projeto que nasceu de diversos pedidos de leitores mirins por uma continuação do primeiro livro. Em uma nota publicada junto com a obra em questão o autor fala sobre os pedidos. “Depois da publicação de O Mágico de Oz eu comecei a receber cartas de crianças, me contando do prazer que elas tiveram lendo a história e me pedindo para escrever algo a mais sobre o Espantalho e Homem de Lata”.
Depois de muito insistir, em 1904, o público mirim teve a continuação tão desejada
Essa sequência não traz Dorothy como heroína, mas sim o jovem Tip. Ele é uma criança que desde que se recorda esteve sob a tutela da bruxa Mombi pois no passado seus pais fizeram um acordo com ela: em troca dela deixar a vila em paz eles lhe dariam seu pequeno filho. Logo de cara é interessante notar a similaridade, e tom sombrio presente, entre o início da vida de Tip e um terrível costume de muitos locais, geralmente mais pobres em sua maioria mas não totalmente, da venda dos filhos em troca de algo (geralmente comida).
Esse conceito também é um velho conhecido de histórias infantis; tradicionalmente se interpreta que o início da aventura de João e Maria, em que o casal de irmãos está perdido na floresta até se deparar com a casa da bruxa, é uma alegoria ao antigo hábito que os pais de famílias muito grandes tinham de abandonar seus filhos na floresta (geralmente os que não tinham idade para trazer o sustento para casa) de modo que assim sobrasse mais comida para todos.
Logo, a vida de Tip sob a tutela da bruxa é bastante desagradável, sendo marcada por uma relação verdadeiramente abusiva desde o início. A criança sendo compulsoriamente posta para servir aos caprichos da tutora enquanto que a mesma o ameaçava de lhe transformar em estátua. Tais detalhes mais explícitos sobre abusos domésticos eram um detalhe que o autor Baum entendia que compete aos contos de fadas.
O sofrido Tip irá embarcar numa aventura inesquecível
Afinal seu objetivo sempre foi, ao criar a saga de Oz, de fazer algo digno das tradicionais histórias dos irmãos Grimm mas adaptado ao cenário dos Estados Unidos e não uma cópia da distante Europa. Nas primeiras histórias da saga é perceptível que o autor não pesava tanto quanto viria a fazer mais para frente a excentricidade da ambientação.
Totalmente desconfortável com sua situação, Tip decide criar um híbrido com corpo de madeira e cabeça de abóbora para poder assustar a sua tutora assim que ela retornasse para casa. O plano não funciona e ela ameaça novamente transformar Tip em uma estátua; aterrorizado o jovem decide fugir dali à noite com seu amigo inanimado porém, antes disso, ele rouba uma poção da bruxa que confere vida a objetos inanimados, de modo que assim ele dá vida ao Jack Cabeça de Abóbora.
Parte da bizarrice que cerca essa sequência tem uma ligação com o Jack Cabeça de Abóbora. Como mostrado no artigo The Original Wizard of Oz Books Are Shockingly Violent Compared to the Judy Garland Classic, de autoria da Talkin, é ressaltado um trecho bem desconcertante sobre o parceiro de Tip. “Baum decide e escolhe quando ele quer que o mundo de O Mágico de Oz reflita a vida real. Nos livros, ele introduz um personagem chamado Jack Cabeça de Abóbora, que muito se parece com Jack Skellington no início de O Estranho Mundo de Jack. Ele tem um verdadeiro visual de Halloween, com todos os membros de aranha e uma cabeça de abóbora que apodrece como uma abóbora real”.
Em certas situações, Jack Cabeça de Abóbora conseguia ser bem perturbador
Ao longo da jornada a dupla se separa, com Tip indo encontrar o Espantalho, que agora é o governante da Cidade Esmeralda mas que corre o risco de ser deposto em um golpe; e Jack visitando o Homem de Lata, este que também se tornou um monarca e planeja marchar para a Cidade Esmeralda em busca de ajudar seu companheiro. Novamente fica uma analogia a fatores reais como instabilidade dos sistemas políticos e alianças entre Estados nacionais mascarados por um verniz fantástico.
A Maravilhosa Terra de Oz ainda serviu parcialmente (isso porque o terceiro livro Ozma de Oz também foi inspiração) de material base para uma adaptação cinematográfica em 1985 sob o nome de O Mundo Fantástico de Oz, no qual ele se propôs – não oficialmente pois a MGM (estúdio do filme de 1939) não se envolveu na produção – a ser uma sequência do clássico de Victor Fleming. Uma mudança fundamental foi a troca no protagonismo de Tip para uma Dorothy que tem dificuldade de seguir no mundo fora de Oz.
Tanto que no início seu comportamento causa preocupação nos tios, que temem pela saúde mental de Dorothy, que a leva para se clinicar com um psiquiatra. Após algumas sequências tensas no início ela acha seu caminho de volta para a Terra de Oz, essa no entanto estando bem diferente do que ela se lembrava; tudo está destruído e a Princesa Mombi (uma mistura da bruxa tutora mencionada antes com a vilã do terceiro livro, com a Princesa Langwidere) comanda com punho de ferro e o péssimo hábito de colecionar cabeças.
No filme “O Fantástico Mundo de Oz” Dorothy retorna à tão sonhada terra de Oz mas as regras mudaram
O filme foi mal recebido pela crítica especializada na época do seu lançamento, nem mesmo a indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais mudou isso, por sua abordagem bem contrária a tudo que o original representava, mas atualmente ele integra a lista de “filmes cultuados anos após seu lançamento”. Economicamente, ele também não pagou o custo de produção, que à época estava orçado em US$ 28 milhões, fator que fez a Disney desistir de produzir novas sequências.
Toda saga de Oz é repleta de mensagens que fazem referências a elementos reais, algo bastante comum na literatura fantástica do século XX. Apesar de viver no imaginário como o musical de 1939 as obras originais não necessariamente seguem a mesma tendência, porém isso em nada esmaece o encanto daquele mundo.
Apresentado inicialmente na segunda temporada de Supergirl, o Superman interpretado por Tyler Hoechlin teve uma recepção bastante dividida. Uma parte do público não aceitou o nível inicial de atuação entregue pelo ator nessa primeira aparição, enquanto que outra aprovou a forma como o personagem foi representado na série do canal CW, apresentando um contraponto mais otimista e leve ao Superman do universo DC nos cinemas interpretado por Henry Cavill.
Dessa maneira, ele marcou participações em outros momentos e, no mais importante, o grande arco da Crise das Infinitas Terras onde todas as séries da CW se chocaram em um mega evento. Passado esse momento então, veio a confirmação de que o Superman ganharia uma série própria no canal (visto que tradicionalmente a Warner é bem mais protetora com as propriedades relacionadas ao Batman do que com as do Homem de Aço) e que ela iria se debruçar mais na relação entre Clark Kent e Lois Lane.
Após o anúncio de que o projeto teria esse título foi inevitável a comparação automática com o sucesso dos anos 90 Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, este sendo um seriado puxado muito mais para a comédia romântica. Com isso em mente, após o lançamento do episódio piloto é fácil perceber que o seriado comandado por Greg Berlantie Todd Helbing não será um revival da produção de 1997.
Famoso casal dos quadrinhos ganha chance de voo solo com nova série do Arrowverso
De início o foco da série parece estar muito mais na dinâmica familiar do casal protagonista com seus filhos, estes sendo bem diferentes um do outro, com Jonathan sendo um adolescente sociável e Jordan um que sofre com problemas de ansiedade e dificuldade de interação. Para Clark é apresentado alguns dilemas pessoais que devem ser desenvolvidos no decorrer da temporada, como equilibrar seu trabalho como Superman no mundo com o de um pai em casa e o quão problemático para seus filhos, especialmente Jordan, vai ser descobrir essa herança kryptoniana além dos poderes que vem junto.
Muito do tempo de episódio é concentrado em estabelecer esses conflitos iniciais e estabelecer o cenário principal da série, que no caso será a cidade de Smallville. O conceito da assim chamada “superfamília” estabelecida na pequena cidade do Kansas já foi utilizado algumas vezes nos quadrinhos, sendo o mais recente as primeiras histórias do Superman no Rebirth; onde ele, Lois e o jovem Jon moram na velha fazenda dos Kent e apresenta o filho herói também descobrindo seus poderes e desenvolvendo o senso de responsabilidade ao utiliza-los.
A dinâmica entre o casal e os filhos promete ser o motor dramático da primeira temporada
No mais a série demonstrou efeitos especiais que não comprometeram (o episódio piloto da Supergirl pela CBS em 2015 também apresentou uma qualidade nos efeitos um pouco superior ao que foi o resto da temporada) mas o que de fato chama a atenção são as decisões de câmera quando ao enquadramento e iluminação de certas cenas. Momentos que se passam dentro de casa, onde geralmente ocorrem a maior parte dos confrontos dramáticos da família, tendem a ter esse enquadramento mais fechado enquanto que tomadas externas são bem mais amplas (e são nelas que os efeitos especiais dos poderes são utilizados).
Já a iluminação em vários momentos é natural, fazendo com que em cenários mais escuros a luz consequentemente seja mais escassa. Não fica óbvio se foi usado para um propósito narrativo ou apenas estético, mas o uso de luz natural, de cara, já diferencia Superman & Lois, pelo menos nesse quesito, de outras séries visualmente parecidas entre si do arrowverso. No mais ela ainda segue algumas cartilhas tradicionais da CW como apresentar o vilão que provavelmente será a grande ameaça da temporada (o modelo de vilão da semana também pode ocorrer), um romance adolescente que ainda vai ter muitas idas e vindas e dramas pessoais.
A série ainda não mostrou ao que veio, nem poderia, mas estabelece já como ela vai abordar aqueles personagens e qual sua visão para o mito do Superman. Pode ser que seja inevitável cair no assim chamado estilo CW, até para garantir a coerência daquele universo compartilhado, mas o visual diferenciado mostrado no piloto pode ajudar para que a série não se torne apenas mais uma no já vasto catálogo da DC na televisão.
Série de desenho dos anos 40 moveu toda a indústria da animação
No episódio piloto do seriado Superman & Lois tem um momento em que o herói de Krypton interage com um adolescente que ele acabou de salvar. Na ocasião o jovem elogia seu traje, com um visual clássico mas com um escudo que mistura o S vermelho com um pentágono de cor preta – apesar de semelhante ao visto pelo velho Clark em Reino do Amanhã não é o mesmo. Esta é a versão da animação da Fleischer Studios.
Em meados da primeira metade do século XX a indústria do entretenimento que mais crescia era, sem dúvidas, o cinema. Em 1927 a produção O Cantor de Jazz trouxe o som gravado junto da película pela primeira vez, a empresa Technicolor começou a implantar um novo sistema de colorização de filmes a partir de 1924 para rivalizar com a britânica Kinemacolor e em 1937 Walt Disneymudou o cinema com Branca de Neve e os Sete Anões.
Esse foi o primeiro longa animado do estúdio mas não sua primeira empreitada no terreno da animação, visto que em 1928 foi lançado o curta O Vapor Willie no qual a presença de Mickey Mouse foi popularizada (ainda que não tenha sido sua estreia em uma animação). Entretanto, no caso de Branca de Neve e os Sete Anões, o estúdio atingiu um outro patamar no quesito animação.
Episódio piloto fez referência ao uniforme criado pela série animada da Fleischer
Na ficha do longa assinada por J.B. Kaufman e publicada pela Biblioteca do Congresso, redigida para o programa de Preservação Nacional de Filmes, é apontado quais foram as inovações apresentadas pela obra da Disney. “Como a maior parte dos ‘primeiros’ celebrados, não foi de fato a primeira produção animada. Porém é justo dizer que nenhuma produção anterior apresentou toda gama de animação técnica que Branca de Neve mostrou, ou que o combinou com cores tão ricas, uma trilha musical viciante ou com uma história cuidadosamente desenvolvida”.
Dessa forma, no alvorecer da década de 40 a Walt Disney Productions era a grande referência da indústria no quesito animação mas isso não implicava necessariamente em um monopólio; correndo por fora havia uma outra empresa conhecida como Fleischer Studios. Fundada pouco antes da Walt Disney Production, por volta de 1921, a companhia começou com o nome de Inkwell Studios, Inc. em referência a sua série de animações mudas Out of the Inkwell (lançadas entre 1918 e 1929).
Foi essa produção, com todas as inovações técnicas proporcionadas por ela, bem como outros projetos como Popeye e Betty Boop , que conferiu um status de competidora oficial à supremacia da Disney; essa mesma situação atraiu o interesse da Paramount Pictures que, em 1941, incorporou a Fleischer a suas propriedades. No decorrer desse mesmo período os irmãos fundadores da companhia, Max e Dave Fleischer, estavam desenvolvendo seu mais novo projeto: As Viagens de Gulliver. Este seria o segundo longa animado a ser produzido por um estúdio após o feito da Disney e, para a Paramount, essa seria a obra que deveria ultrapassar Branca de Neve e os Sete Anões.
A Fleischer já tinha um nome bem conhecido na indústria por sucessos como Popeye e Betty Boop
Ao mesmo tempo, nesse período, outro fenômeno cultural se espalhava pelo país. Alguns anos antes, por volta de 1938, foi publicado pela então National Periodical Publications a revista Action Comics #1; ela que também é conhecida como a primeira aventura do Superman e a primeira história em quadrinhos com um super-herói. Tamanho foi o sucesso de vendas da edição que a Paramount negociou os direitos de uma adaptação do personagem para uma animação nos cinemas junto à editora.
Importante citar que naquela altura já existia uma adaptação para outra mídia envolvendo o Superman. Em 1940 a estação WOR – AM lançava semanalmente o programa The Adventures of Superman voltado para a transmissão radiofônica; tal show era indiscutivelmente um sucesso de público.
De início a sugestão não foi bem recebida pela Fleischer Studios pois ao mesmo tempo em que eles estavam focados no lançamento de sua próxima produção, eles sabiam que negar o pedido do estúdio não seria algo de bom tom e poderia complicar o relacionamento. Dessa maneira eles pensaram na seguinte tática: eles aceitariam o projeto mas, a cada episódio produzido, eles inflacionariam o orçamento da produção contando que isso desestimularia a Paramount a continuar com a ideia.
“As Viagens de Gulliver” era o projeto que a empresa queria verdadeiramente lançar na época
O custo de produção voltado para cada episódio atingiria os US$ 100.000 (o equivalente em valores hoje a US$ 1.886.442,86) com a justificativa de que para atingir o nível de qualidade exigido pela Paramount seria necessário que um grande montante fosse investido; mesmo que fosse um valor considerado o quádruplo do orçamento padrão para animações na época. Porém a vontade dos irmãos foi contrariada quando a Paramount não recuou perante o assustador orçamento e decidiu negociar com eles.
Ficou decidido então que eles iriam disponibilizar para o primeiro episódio um total de US$ 50.000 e para o resto dos capítulos um total de US$ 30.000; além de um tempo para a produção bem mais amplo do que o normal para a época: sete meses. No tocante a estrutura narrativa ficou decidido que cada episódio seria uma história fechada de no máximo dez minutos que passaria em sessões prévias aos filmes em cartaz nos cinemas, não fugindo muito do conceito de curtas animados que eram bem populares no período.
A concepção de origem do Superman para essa versão, apresentada em menos de um minuto por uma narração em off no início do primeiro episódio, se manteve bem fiel ao que era canônico até então (conforme o que foi apresentado na primeira página da Action Comics #1); Krypton explode, Jor-El envia seu único filho à Terra, a criança é encontrada por um motorista e enviada a um orfanato e então a história se inicia para o ponto em que ela já o Superman.
Em suas primeiras aventuras Superman não podia voar
Assim como nas primeiras histórias assinadas por Jerry Siegel e Joe Shuster a origem do herói não era tão importante quanto contar os feitos dele já adulto, logo naquele primeiro momento haviam muitas lacunas a serem preenchidas sobre sua origem; além de consequentemente repensadas nos anos que viriam.
De qualquer forma, as histórias apresentadas pela Fleischer eram bastante diretas e simples, geralmente apresentando o vilão da vez prestes a cometer algum ato criminoso quando ele é confrontado pelo protagonista e, em certas ocasiões, Lois Lane acabava ficando em perigo e necessitando do auxílio do Superman. Como dito antes, essa narrativa era muito alinhada com o que era proposto pelos quadrinhos da época e a concepção do personagem também; não só em termos de origem como também de poderes, afinal tanto na animação quanto nos quadrinhos ele ainda não voava e dependia de super saltos para alcançar grandes alturas.
O roteiro não foi nem de longe o que tornou essa série animada algo realmente memorável, mas sim seu estilo técnico de animação. Esteticamente a Fleischer se inspirou muito, principalmente para os primeiros nove episódios, no visual dos filmes noir que estavam em alta nas décadas de 30 e 40, apelando bastante para o uso exacerbado de sombras nos cenários (principalmente com o vilão em cena).
O uso de sombra e luz foi bem utilizado pela Fleischer na composição dos cenários para criar um clima noir
No artigo The First Onscreen Superman Was a Gorgeous Series of Animated Shorts o autor Charley Parker aponta sobre o quão diferente foi o estilo visual adotado pela animação. “…Tudo isso é retratado em uma bela e renderizada direção de arte ao estilo cinematográfico dos anos 40, com poças de luz sombrias, silhuetas de figuras, longas sombras contra a parede e sombras nas janelas; uma paleta de cor profunda e rica além de uma incrível vocação para efeitos como arco elétrico, visão de raio-x, humano e maquinário voador, cenas da cidade a noite…”.
Tamanha foi a aceitação com esse visual que, décadas depois, ele serviria de inspiração para compor a também aclamada Batman Animated Series. Com uma duração de 1941 a 1942, a série animada da Fleischer pode não ter alcançado seu objetivo inicial de destronar a Disney mas ela de fato mudou os rumos da indústria de quadrinhos, servindo de inspiração para grandes nomes que viriam a surgir nas décadas posteriores como Frank Miller (que credita a ela a inspiração ao criar O Retorno do Cavaleiro das Trevas) e Alex Ross (cuja a idealização para o visual do Superman tanto no já mencionado Reino do Amanhã quanto em outros trabalhos seus se apoia nessas animações).
The Fleischer Superman Cartoons sem dúvida permanece como não só uma das visões mais clássicas do personagem mas como um dos mais lembrados exemplares da Era de Ouro das animações por suas conquistas e inovações. Da mesma forma que seu herói era capaz de pular edifícios com um só salto a empresa de animação, com um só salto, levou a indústria a novos rumos.
Um bom suspense parte de uma história simples, que poderia acontecer com qualquer pessoa, e insere elementos também comuns aos indivíduos, de modo que a atmosfera da ameaça se torna uma possibilidade de perigo também para o espectador, gerando, assim, uma imersão completa na recepção da obra de ficção. Tudo isso você encontra em ‘Por Trás dos Seus Olhos’, nova minissérie de suspense psicológico disponível na Netflix.
Louise (Simona Brown) é mãe de Adam (Tyler Howitt), uma fofura de criança. Separada do marido e há muito tempo sem socializar, ela divide o tempo entre cuidar do filho e trabalhar como secretária em um consultório médico. Certa noite, ela vai se encontrar com uma amiga, que a deixa sozinha no bar. Prestes a ir embora, ela conhece um homem enigmático, com quem passa a noite conversando e, após um beijo, ele vai embora correndo. Tentando voltar à rotina, Louise vai trabalhar no dia seguinte e descobre que o homem misterioso é na verdade Dr. David (Tom Bateman), seu novo chefe. Não bastasse a saia justa, Louise ainda descobre que o homem é casado e que a esposa de David, Adele (Eve Hewson), é muito bonita.
Baseada no livro homônimo de Sarah Pinborough (publicado no Brasil pela editora Intrínseca), a minissérie é divida em seis episódios de cerca de cinquenta minutos cada – um formato bastante justo para a construção do suspense, sem sobrar nem faltar nesta trama tão bem elaborada. Com uma evolução lenta, ‘Por Trás dos Seus Olhos’ vai esquentando o espectador a fogo brando, de modo que a gente vai sentindo, bem aos pouquinhos, que as ações dos personagens vão com certeza trazer problemas para eles, e, mesmo assim, continuamos assistindo.
Criado para a Netflix por Steve Lightfoot, que também assina o roteiro, ‘Por Trás dos Seus Olhos’ tem um enredo que vai desenvolvendo personagens misteriosamente, mas sempre com a história centrada na protagonista, Louise, uma mãe solteira que também vive um conflito interno bastante moderno entre focar na rotina e manter sua vida estável ou se jogar na aventura e conhecer novas pessoas. Por outro lado, temos um médico psiquiatra bastante controlador e machista, estilo Christian Grey, que, com o vozeirão de Batman de Tom Bateman, eleva a profundidade do personagem (o que, às vezes, também pode provocar riso).
A direção de Erik Richter Strand é bastante intimista, fazendo o espectador se envolver com a trama através do posicionamento da câmera (por exemplo, para julgar um personagem, a filmagem é de cima) e do contraste da paleta de cores (o mundo de Louise é mais colorido, enquanto o de David é monocromático, com predominância do branco estéril). Com a condução da ótimaSimona Brown no protagonismo, que consegue transmitir as dúvidas e angústias de sua personagem, ‘Por Trás dos Seus Olhos’ é uma ótima minissérie de suspense, dessas que não dá para parar de assistir até o final porque você simplesmente quer saber o que aconteceu. E, acredite, você vai querer chegar no final dessa série, e não vai se arrepender.