E para aguçar o entusiasmo dos fãs, a CBS All Access divulgou um pequeno trecho do capítulo de encerramento, que trará uma conclusão diferenciada para a personagem Frannie.
Na cena divulgada, ela reflete sobre a sua jornada e sobre a forma como o mundo se encontra.
Assista:
A série é escrita e dirigida por Josh Boone (‘Os Novos Mutantes‘).
A trama gira em torno de um professor viúvo que vive uma vida solitária quando um praga dizima 99% da população mundial. Imune à doença, o professor terá de lidar com a solidão até se juntar a outros sobreviventes, que se envolvem numa antiga rivalidade entre a luz e a escuridão.
A vindoura série pós-apocalíptica da HBO, baseada na saga de videogames ‘The Last of Us‘ está ganhando forma e mais um novo membro de seu elenco foi confirmado.
O astro Pedro Pascal, protagonista de ‘O Mandaloriano‘, será uma das estrelas da produção. A informação foi confirmada pela revista EW.
Segundo a publicação, o ator de origem chilena dará vida ao Joel, descrito como “um sobrevivente casca grossa, atormentado por traumas e fracassos do passado, que deve viajar por uma América devastada pela pandemia, ao mesmo tempo em que deve proteger uma garota que representa a última esperança da humanidade”.
O cineasta russo Kantemir Balagov foi recrutado para comandar o episódio piloto, substituindo Johan Renck, que teve que sair do projeto em virtude de conflitos de agenda.
Craig Mazin (‘Chernobyl‘) permanece atado como produtor e roteirista. Bella Ramsey (‘A Pior das Bruxas’), mais conhecida como Lyanna Mormont em ‘Game of Thrones‘, dará vida a Ellie.
Em entrevista à BBC, Mazin revelou que a trama irá expandir o universo dos games, esclarecendo que a série não vai alterar os principais elementos dos jogos, apenas trazer mais informações.
“Se você já jogou ‘The Last of Us‘, nossa intenção é que você assista ao programa e diga: ‘isso não violou nada do que eu amava no jogo’. Não vamos alterar nada, seja em relação à trama ou aos personagens, mas vamos trazer muito mais informações sobre esse universo. Acreditem, a história é muita ampla e abre espaço para diversas novas ideias, ideias realmente incríveis.”
A produção é fruto de uma parceria entre a Naughty Dog, HBO, Sony Pictures Televison e a PlayStation Productions, que fará sua estreia na criação de séries de TV.
Ainda sem data de estreia, o projeto também terá NeilDruckmann (um dos criadores do game) como produtor executivo e contará com Carolyn StrausseEvan Wells, presidentes da Naughty Dog, como produtores adicionais.
Lançado em 2013, ‘The Last of Us’ se passa num futuro pós-apocalíptico e acompanha a jornada trilhada por pelo traficante Joel e a jovem Ellie, a única capaz de encontrar a cura da doença que devastou o mundo.
A tão esperada adaptação de ‘The Last of Us‘ para a TV finalmente encontrou uma intérprete à altura de Ellie.
O The Hollywood Reporter confirmou que Bella Ramsey (‘A Pior das Bruxas’), mais conhecida como Lyanna Mormont em ‘Game of Thrones‘, foi escalada como protagonista da série da HBO.
Ellie é descrita como uma órfã de 14 anos que nunca conheceu nada além de um planeta devastado, que luta para equilibrar seu instinto de raiva e desafio com sua necessidade de conexão e pertencimento… Bem como a realidade recém-descoberta de que ela pode ser a chave para salvar o mundo.
O cineasta russo Kantemir Balagov foi recrutado para comandar o episódio piloto, substituindo Johan Renck, que teve que sair do projeto em virtude de conflitos de agenda.
Em entrevista à BBC, Mazin revelou que a trama irá expandir o universo dos games, esclarecendo que a série não vai alterar os principais elementos dos jogos, apenas trazer mais informações.
“Se você já jogou ‘The Last of Us‘, nossa intenção é que você assista ao programa e diga: ‘isso não violou nada do que eu amava no jogo’. Não vamos alterar nada, seja em relação à trama ou aos personagens, mas vamos trazer muito mais informações sobre esse universo. Acreditem, a história é muita ampla e abre espaço para diversas novas ideias, ideias realmente incríveis.”
A produção é fruto de uma parceria entre a Naughty Dog, HBO, Sony Pictures Televison e a PlayStation Productions, que fará sua estreia na criação de séries de TV.
Ainda sem data de estreia, o projeto também terá NeilDruckmann (um dos criadores do game) como produtor executivo e contará com Carolyn StrausseEvan Wells, presidentes da Naughty Dog, como produtores adicionais.
Lançado em 2013, ‘The Last of Us’ se passa num futuro pós-apocalíptico e acompanha a jornada trilhada por pelo traficante Joel e a jovem Ellie, a única capaz de encontrar a cura da doença que devastou o mundo.
A série documental ‘Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil’, sobre a misteriosa morte da estudante canadense Elisa Lam, já está disponível na Netflix. A produção teve sua estreia na grade de programação nesta última quarta-feira (10).
Os quatro episódios da produção irão tentar desvendar o que realmente aconteceu com a estudante, que estava hospedada no Hotel Cecil, em 2013. Quando a Elisa Lam desapareceu, deixando para trás todos os seus pertences.
A produção trará entrevistas com os funcionários do hotel, assim como também os hóspedes. Além disso, algumas pessoas que investigaram o caso também participarão do documentário.
Vale lembrar que a jovem de 21 anos foi encontrada dentro de uma cisterna do Cecil Hotel. Sem quaisquer marcas ou sinais de violência em seu corpo, a jovem também não apresentou a presença de álcool ou drogas em sua corrente sanguínea. Mas, com a crescente repercussão das circunstância estranhas que cercam sua morte, diversas teorias da conspiração passaram a circular sobre o caso.
O corpo e Elisa foi encontrado em uma das quatro caixa d’águas do hotel por um funcionário, após reclamações de hóspedes a respeito do sabor da água.
Um vídeo retirado da central de monitoramento do hotel registrou Elisa no momento em que ela chama o elevador para ir ao terraço. No entanto, um comportamento muito bizarro é registrado.
O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica de ‘Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil‘, série documental sobre a misteriosa morte da estudante canadense Elisa Lam.
Os quatro episódios da produção irão tentar desvendar o que realmente aconteceu com a estudante, que estava hospedada no Hotel Cecil, em 2013. Quando a Elisa Lam desapareceu, deixando para trás todos os seus pertences.
A produção trará entrevistas com os funcionários do hotel, assim como também os hóspedes. Além disso, algumas pessoas que investigaram o caso também participarão do documentário.
Vale lembrar que a jovem de 21 anos foi encontrada dentro de uma cisterna do Cecil Hotel. Sem quaisquer marcas ou sinais de violência em seu corpo, a jovem também não apresentou a presença de álcool ou drogas em sua corrente sanguínea. Mas, com a crescente repercussão das circunstância estranhas que cercam sua morte, diversas teorias da conspiração passaram a circular sobre o caso.
O corpo e Elisa foi encontrado em uma das quatro caixa d’águas do hotel por um funcionário, após reclamações de hóspedes a respeito do sabor da água.
Um vídeo retirado da central de monitoramento do hotel registrou Elisa no momento em que ela chama o elevador para ir ao terraço. No entanto, um comportamento muito bizarro é registrado.
Esta história começa, como as melhores histórias de super-heróis, com um acidente trágico, de consequências inesperadas. O esquilo não viu o aspirador de pó chegar, mas Flora Belle Buckman, que descreve a si mesma como cínica e que leu todas as recomendações da publicação em quadrinhos Coisas terríveis podem acontecer a você!, é a pessoa certa para interferir e salvá-lo. O que ninguém previa é que Ulisses (o esquilo) renasceria com poderes especiais: além de uma força excepcional, adquiriu a capacidade de voar e de fazer poesia, embora com erros ortográficos. Flora também mudou ao descobrir a possibilidade de esperança e a promessa de um coração capaz de carregar muita alegria e muita tristeza.
A ambiciosa e aguardada série brasileira ‘Cidade Invisível’, que mistura folclore nacional e suspense, estreou há alguns dias na Netflix e já conquistou o público de forma incrível.
Agora, para promover a obra, a plataforma de streaming divulgou um vídeo com a história do Saci-Pererê, vivido por Wesley Guimarães.
Caso os boatos sejam confirmados, esse será o primeiro anúncio oficial de elenco desde que a produção ganhou sinal verde, em novembro do ano passado. Ali dará vida a Joel e, de acordo com as notícias, nenhum outro ator foi mencionado.
O cineasta russo Kantemir Balagov foi recrutado para comandar o episódio piloto, substituindo Johan Renck, que teve que sair do projeto em virtude de conflitos de agenda.
Em entrevista à BBC, Mazin revelou que a trama irá expandir o universo dos games, esclarecendo que a série não vai alterar os principais elementos dos jogos, apenas trazer mais informações.
“Se você já jogou ‘The Last of Us‘, nossa intenção é que você assista ao programa e diga: ‘isso não violou nada do que eu amava no jogo’. Não vamos alterar nada, seja em relação à trama ou aos personagens, mas vamos trazer muito mais informações sobre esse universo. Acreditem, a história é muita ampla e abre espaço para diversas novas ideias, ideias realmente incríveis.”
A produção é fruto de uma parceria entre a Naughty Dog, HBO, Sony Pictures Televison e a PlayStation Productions, que fará sua estreia na criação de séries de TV.
Ainda sem data de estreia, o projeto também terá NeilDruckmann (um dos criadores do game) como produtor executivo e contará com Carolyn StrausseEvan Wells, presidentes da Naughty Dog, como produtores adicionais.
Lançado em 2013, ‘The Last of Us’ se passa num futuro pós-apocalíptico e acompanha a jornada trilhada por pelo traficante Joel e a jovem Ellie, a única capaz de encontrar a cura da doença que devastou o mundo.
Greyeyes dará vida a Rainbird, descrito como um “impiedoso e poderoso homem que foi arrastado para uma vida de violência”.
Ele se junta ao previamentr anunciado Zac Efron, que será Andy McGee, pai de uma jovem órfã protagonista. No longa, a menina desenvolve habilidade pirocinéticas e é sequestrada por uma agência secreta governamental que quer usar seus poderes como uma letal arma de combate.
Na trama, um casal passa por uma experiência “inovadora” de fertilização, e eles acabam por gerar uma criança com pirocinese, ou seja, que domina o fogo.
Em entrevista ao Vanity Fair, o diretor Zack Snyder revelou que tinha planos de revelar, através de flashbacks, como o Coringa matou o Robin na sequência de ‘Liga da Justiça‘, com a intenção de se aprofundar no passado trágico do Bruce Wayne.
“Eu sempre quis explorar a morte do Robin. Se fizéssemos um novo filme – mas, claro, provavelmente não faremos –, eu gostaria de mostrar flashbacks revelando como o Robin morreu, como o Coringa o matou e incendiou a mansão Wayne. Queria mostrar tudo o que aconteceu entre ele e o Bruce.”
Ele continua, “Meu plano era mostrar como eles se tornaram de jeito… como ele o machucou de uma forma que ninguém mais conseguiu. Além de perder os seus parentes, esse foi provavelmente o momento mais doloroso da sua vida.”
Vale lembrar que imagens recentes revelaram um visual muito diferente e sombrio para o Palhaço do Crime no Snyder Cut do filme.
Confira:
E você, está na expectativa pelo retorno do vilão?
Anteriormente, foi dito que: “O Coringa irá aparecer no novo filme durante uma sequência ambientada em uma Terra em ruínas depois que o tirano alienígena Darkseid invade e dizima o planeta. É uma sequência de sonho, uma visão psíquica, vivida por Bruce Wayne, que revela o que acontecerá se os super-heróis não conseguirem impedir o ataque. O Coringa é uma espécie de fantasma do Natal que ainda está por vir, fornecendo motivação por meio do terror.”
Lembrando que o filme será adicionado no catálogo da HBO MAX no dia 18 de Março, e terá 4 horas de duração.
“Na ‘Liga da Justiça‘ de Zack Snyder, determinado a garantir que o sacrifício final do Superman (Henry Cavill) não fosse em vão, Bruce Wayne (Ben Affleck) alinha forças com Diana Prince (Gal Gadot) com planos de recrutar uma equipe de metahumanos para proteger o mundo de uma ameaça iminente de proporções catastróficas. A tarefa é mais difícil do que Bruce imaginou, já que cada um dos recrutas deve enfrentar os demônios de seus próprios passados para transcender o que os impediu, permitindo que se unissem e, por fim, formassem uma liga de heróis sem precedentes. Agora unidos, Batman (Affleck), Mulher Maravilha (Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) podem ser tarde demais para salvar o planeta de Steppenwolf, DeSaad e Darkseid e suas terríveis intenções . ”.
O thriller ‘Fúria Incontrolável’ (‘Unhinged’), estrelado por Russell Crowe, dividiu os críticos.
No Rotten Tomatoes, o longa recebeu 48% de aprovação e nota 5.3/10, com base em 200 reviews até o momento.
Segundo o consenso geral, “Crowe consegue ser um vilão compulsivamente assistível, mas [o longa] peca na falta de inteligência ou profundidade para superar sua premissa barata”.
“Se isso ainda não aconteceu a você, você deve estar pegando o trem ou o ônibus para o trabalho” – Movie Nation.
No Brasil, o longa segue sem data confirmada, mas acredita-se que a Diamond Films permaneça com planos de exibi-lo ainda em 2021.
‘Fúria Incontrolável’ é dirigido por Derrick Borte, com roteiro assinado por Carl Ellsworth e produção de Lisa Ellzey.
A história gira em torno de uma mulher chamada Rachel (Caren Pistorius), que se envolve em uma discussão nada amigável no trânsito no momento errado e com o motorista errado (Russell Crowe).
Desde o lançamento de ‘Liga da Justiça‘, o diretor Joss Whedon continua sendo acusado por seus comportamentos abusivos nos bastidores de suas produções.
Após a atriz Charisma Carpenter se pronunciar no Twitter sobre maus-tratos que sofreu de Whedon na época em que ela atuou nas série ‘Buffy, a Caça-Vampiros’ e ‘Angel‘, mais uma atriz decidiu de pronunciar.
“Embora eu tenha orgulho de ter meu nome associado a Buffy Summers, não quero ser para sempre associada ao nome Joss Whedon. No momento eu estou mais focada em criar minha família e sobreviver a uma pandemia”, afirmou.
Ela acrescentou, “Estou com todos as vítimas do abuso e tenho orgulho delas por falarem”.
Pela manhã, Charisma Carpenter– a intérprete de Cordelia Chase – revelou os maus-tratos que sofreu de Whedon:
“Durante quase duas décadas, permaneci calada e até dei desculpas para certos eventos que me traumatizam até hoje. Joss Whedon abusou do seu poder em várias ocasiões enquanto trabalhávamos juntos nos bastidores ‘Buffy, a Caça-Vampiros’ e ‘Angel‘. Enquanto ele se divertia em me traumatizar, eu acabei ficando ansiosa e ele estava me alienando, me desempoderando me alienando dos meus colegas.”
Ela continua, dizendo que a relação com Whedon acabou fazendo com que ela adoecesse e adquirisse graves condições físicas que se tornaram um problema até hoje.
Além disso, Carpenter foi chamada de ‘gorda’ quando estava grávida de 4 meses e reforçou que ele criou um ambiente de trabalho tóxico e hostil.
Inclusive, ela alega que o cineasta evitou diversas ligações quando ela tentou avisar que estava grávida e ele ainda sugeriu que ela fizesse um aborto.
“Quando ele soube da minha gravidez, ele me chamou para uma sala fechada e questionou se eu pretendia manter meu bebê”, diz ela.
Anteriormente, um casal de dublês que participou de ‘Buffy’ também se pronunciou contra Whedon.
Durante uma entrevista para o Metro, o coordenador de dublês Jeff Pruitt, casado com a também dublê Sofia Crawford, afirmou que Whedon exigiu o término do relacionamento se eles quisessem continuar fazendo parte da série.
“Na quarta temporada, eu estava de saco cheio e disse aos produtores que iria sair para começar minha carreira como diretor de segunda unidade em outra série. Eu não aguentava mais porque Whedon é um egomaníaco. Quando comecei namorar Sofia, me disseram que ele estava obcecado em acabar com nosso namoro. Ele reagiu como se ela e eu estivéssemos escondendo algo.”
Crawford também participou da entrevista e relembrou o episódio, dizendo:
“Fui chamada ao escritório dele e recebi um ultimato. Me disseram: ‘Você pode continuar na série, mas precisa terminar com Jeff. Caso contrário, não apareça mais’. Eu comecei a chorar e respondi: ‘Vai se f#der. Isso é horrível, pode me cortar.”
Até o momento, Whedon não quis se pronunciar sobre as alegações.
Independentemente de onde se esteja, o período de transição entre a juventude e o mundo adulto é bastante conturbado, acompanhado de dúvidas, incertezas, medos, sonhos e… segredos. Parece que muita coisa não pode ou não deve ser contada aos jovens, fazendo com que muitos adolescentes corram atrás de respostas por conta própria – muitas vezes, tropeçando no caminho. É o que podemos ver em ‘Yes, God, Yes’, nova comédia dramática que estreia nas plataformas de aluguel sob demanda essa semana.
Alice (Natalia Dyer) tem cerca de quinze anos e está completamente confusa com tudo que está sentindo. Filha única de uma família extremamente católica e estudante de uma escola dessa religião, Alice não sabe o que fazer com os hormônios da adolescência, até que um dia cai em um bate-papo na internet, no qual uma pessoa anônima lhe manda fotos provocadoras e diz coisas que ela nunca pensou em ouvir. Desde então, fica pensando nessas coisas mais picantes, brincando de se tocar para ver o que acontece. E toda essa ebulição piora quando Alice viaja com os amigos da escola para um retiro espiritual, onde vê e sente coisas que devem ser escondidas dos outros.
Escrito e dirigido por Karen Maine, ‘Yes, God, Yes’ é uma comédia leve que propõe reflexão. O argumento traz o velho conceito dos jovens do interior cujo universo ainda não se expandiu e que, portanto, seguem sem questionar as orientações da trinca família-escola- sem questionar. Porém, a chegada da internet aos lares, lá no meio dos anos 1990, fez com que as distâncias entre os territórios fossem drasticamente reduzidas, e, através dos bate-papos anônimos, surgiram muitos relacionamentos (e frustração) on-line e muito compartilhamento de fotos, áudios, vídeos e conversas sobre sexo.
O espectador com mais de trinta anos facilmente identifica as questões levantadas no argumento, porém talvez os mais jovens não alcancem a profundidade da expectativa que era, de repente, ter um desconhecido falando de sexo em um universo em quase ninguém tinha internet e nem sabia direito como funcionava. Através do humor e de maneira muito leve, ‘Yes, God, Yes’ aborda temas que ainda hoje são tabus impronunciáveis, não só nos meios católicos e seus impedimentos em falar abertamente sobre sexo (e a doutrina da punição e culpa àqueles que se manifestem interessados pelo assunto) como também a opressão que ocorre especificamente com relação às meninas, cuja sexualidade e a educação sexual são negadas desde muito pequenas.
Natalia Dyer convence como uma adolescente tímida e quieta em busca de entendimento, mostrando-se perfeitamente capaz de ocupar o protagonismo de qualquer trama. A direção de Karen Maine propõe um debate provocador com seu enredo, cuja edição e montagem são um pouco prejudicadas com a falta de algumas cenas de ligação. Ainda assim, ‘Yes, God, Yes’ é um divertido e incômodo filme que joga luz sobre os tabus impostos pelos meios sociais nos quais estamos inseridos e como esses tabus pesam ainda mais nas mulheres.
Dirigido por Svyatoslav Podgaevsky, o filme é no estilo found footage, dos mesmos criadores de ‘A Sereia‘ e ‘A Noiva‘.
Um grupo de voluntários entra em uma densa floresta para resgatar um adolescente desaparecido. Nesse mesmo lugar, diversas pessoas sumiram nas últimas três décadas, e apenas alguns corpos foram encontrados, todos nus. A comunicação com a base fora da mata é interrompida misteriosamente. Sem sucesso na busca pelo jovem, eventos sobrenaturais acontecem e a equipe começa acreditar na lenda local que diz existir espíritos sombrios que levam as pessoas.
Desde o lançamento de ‘Liga da Justiça‘, o diretor Joss Whedon vem sendo acusado por Ray Fisher por seus comportamentos abusivos nos bastidores do filme.
E, pelo visto, o cineasta tem um longo histórico de abusos em sua carreira.
Isso porque a atriz Charisma Carpenter se pronunciou no Twitter e revelou os maus-tratos que sofreu de Whedon na época em que ela atuou nas séries ‘Buffy, a Caça-Vampiros’ e ‘Angel’.
Em parte da publicação, a intérprete de Cordelia Chase diz que:
“Durante quase duas décadas, permaneci calada e até dei desculpas para certos eventos que me traumatizam até hoje. Joss Whedon abusou do seu poder em várias ocasiões enquanto trabalhávamos juntos nos bastidores ‘Buffy, a Caça-Vampiros’ e ‘Angel‘. Enquanto ele se divertia em me traumatizar, eu acabei ficando ansiosa e ele estava me alienando, me desempoderando e me alienando dos meus colegas.”
Ela continua, dizendo que a relação com Whedon acabou fazendo com que ela adoecesse e adquirisse graves condições físicas que se tornaram um problema até hoje.
Além disso, Carpenter foi chamada de ‘gorda’ quando estava grávida de 4 meses e reforçou que ele criou um ambiente de trabalho tóxico e hostil.
Inclusive, ela alega que o cineasta evitou diversas ligações quando ela tentou avisar que estava grávida e ele ainda sugeriu que ela fizesse um aborto.
“Quando ele soube da minha gravidez, ele me chamou para uma sala fechada e questionou se eu pretendia manter meu bebê”, diz ela.
Anteriormente, um casal de dublês que participou de ‘Buffy’ também se pronunciou contra Whedon.
Durante uma entrevista para o Metro, o coordenador de dublês Jeff Pruitt, casado com a também dublê Sofia Crawford, afirmou que Whedon exigiu o término do relacionamento se eles quisessem continuar fazendo parte da série.
“Na quarta temporada, eu estava de saco cheio e disse aos produtores que iria sair para começar minha carreira como diretor de segunda unidade em outra série. Eu não aguentava mais porque Whedon é um egomaníaco. Quando comecei namorar Sofia, me disseram que ele estava obcecado em acabar com nosso namoro. Ele reagiu como se ela e eu estivéssemos escondendo algo.”
Crawford também participou da entrevista e relembrou o episódio, dizendo:
“Fui chamada ao escritório dele e recebi um ultimato. Me disseram: ‘Você pode continuar na série, mas precisa terminar com Jeff. Caso contrário, não apareça mais’. Eu comecei a chorar e respondi: ‘Vai se f#der. Isso é horrível, pode me cortar.”
Até o momento, Whedon não quis se pronunciar sobre as alegações.
Crawford e Pruitt atualmente.
Para quem não se lembra, a personagemBuffy foi criada em 1992 no filme ‘Buffy – A Caça-Vampiros’, e foi vivida pela atriz Kristy Swanson.
Embora tenha uma péssima reputação, o longa foi a base para a cultuada série estrelada por Sarah Michelle Gellar, que estreou em 1997 e teve 07 temporadas, sendo exibida originalmente até 2003.
A história ganhou continuidade em duas séries em quadrinhos. A 8ª temporada foi publicada entre 2007 e 2011, e a 9ª teve início em 2011 e ainda tem dois volumes inéditos.
A versão live-action de ‘Tom & Jerry‘ chega aos cinemas nesta próxima quinta-feira (11) e vai levar o populares personagens das telinhas em uma grandiosa aventura na cidade de Nova York.
Mas a jornada dos personagens pode seguir para novos territórios, caso a produção conquiste um sequência. Segundo o diretor do longa, Tim Story, existe a possibilidade de trazer a popular dupla para o Brasil. A informação foi revelada durante uma entrevista ao editor-chefe do CinePOP, Renato Marafon.
Na ocasião, ele ponderou com bom humor sobre a ideia de uma continuação nas terras brasileiras, mas esclareceu que ainda não há planos determinados para um vindouro capítulo na saga dos bichanos:
“Olha só, que ideia incrível seria! Se isso for um convite, eu diria sim! Porque não o Brasil? Eu amo esse país. Eu não faço ideia a respeito de uma sequência, mas trazer esses personagens de volta seria um sonho realizado e uma coisa que eu te garanto é que viajaremos para algum lugar, talvez o Brasil”.
Ao longo do bate papo, Story ainda ponderou sobre a escolha de desenvolver o filme como um híbrido entre live-action e animação em 2D, afirmando que o objetivo era preservar a essência dos amados personagens, a fim de manter um vínculo com o público mais velho, que cresceu com a produção.
“Nós sempre tivemos essa ideia de fazer uma versão híbrida. Esse hibridismo sempre consistiu em trazer os animais em animação, o que eu achei incrível desde o começo. Uma coisa que nós queríamos muito fazer era garantir que traríamos algo que fosse o mais próximo daquilo que você se lembra sobre o desenho quando era criança. E um das maneiras de fazer isso era mantê-los em animação 2D, sendo de acordo com a animação com a qual você cresceu, e não tornando-os mais humanos, como alguns filmes fizeram no passado. Nós queríamos dizer: ‘Não, esses personagens são animados, se você cortá-los ao meio, eles voltam à sua forma original, eles não morrem’. E isso foi muito divertido, porque nos deu uma tela ilimitada para trazer varias coisas que os tornam divertidos para dentro das telas”.
Jerry, o rato, mora dentro das paredes de uma grande casa de campo da Nova Inglaterra, onde faz amizade com os antigos donos, um amoroso casal de idosos. Sua amizade única e cômica chega ao fim depois que o casal idoso morre e sua casa é colocada à venda. Quando uma jovem família se muda, Jerry está determinado a assustá-los para não assumirem sua casa. A família rapidamente adota um gato de rua chamado Tom para ajudar a livrá-los de seu problema de pragas. Em uma batalha épica pela casa, Tom & Jerry logo descobrem sua crescente adoração pela família e devem trabalhar juntos para protegê-los de uma ameaça externa. Através do trabalho em equipe, ambos aprendem o valor supremo da família e da amizade.
‘Tom e Jerry‘ começou como uma série produzida em curtos episódios, com uma média de sete e 10 minutos de duração cada. Entre os anos de 1940 e 1958, o estúdio Hanna-Barbera fez 114 curtas para MGM. Com o sucesso global da animação, a dupla acabou conquistando uma genuína série de TV em 1975, chamada – inicialmente – ‘The Tom and Jerry Show’.
Os fãs de ‘As Meninas Superpoderosas‘ foram pegos de supresa quando a CW anunciou ontem (09) que encomendou o episódio piloto de uma série em live-action baseada na popular e premiada animação lançado em 1998.
A produção mostrará o trio de heroínas com vinte de poucos anos, que agora se arrepende de ter passado sua infância lutando contra criminosos. A questão é se elas irão engolir seu ressentimento para se unirem e salvarem o mundo quando ele mais precisar.
No entanto, a maioria dos internautas ODIOU o anúncio por conta da descaracterização da trama das meninas, inclusive alguns internautas expressaram dúvida e medo por conta dessa temática teen a julgar pela sinopse.
Entre os comentários, há um consenso quase unânime de que a produção é algo desnecessário.
Confira as reações:
um live action de meninas super poderosas é uma coisa que não deveria ser feita nunca, eu tenho a opinião de que de nenhuma maneira daria certo ainda mais A CW PRODUZINDO
vou pedir delivery de alguma coisa fiquei muito triste agora pprt o pior sonho da minha vida está pouco a pouco se tornando realidade,,,, teremos live action das meninas super poderosas,,,, só falta eu engravidar e meu pai se casar com uma megera,,,, muito triste pprt
Meu deus, tá com cara de virar uma série Netflix muito edgy, e tipo, pra que né? Ninguém pediu e não tem necessidade um live action de meninas super poderosas, é mais uma história que funciona só como desenho mesmo, mas né, tão fazendo um liveaction sksksksk
Hoje é o pior dia pra qualquer fã de animação do planeta, fechamento da Blue Sky e anúncio de live action das Meninas Super Poderosas adultas é de foder
Greg Berlanti, Sarah Schechter e David Madden serão os produtores executivos.
Novas informações devem sair em breve.
Criada por Craig McCracken, a animação original seguia três estudantes criadas pelo Professor Utônio quando ele acidentalmente misturou açúcar, tempero e tudo que há de bom com o elemento X.
Exibida entre 1998 e 2005, a série original rendeu 7 temporadas e 78 episódios ao total. Em 2016, um reboot animado foi criado, introduzindo uma quarta menina superpoderosa ao grupo, que durou por três temporadas.
O Renato Marafon traz a crítica EM VÍDEO de ‘Cidade Invisível’, a nova produção brasileira da Netflix que já se tornou uma das grandes séries do ano, principalmente por abrir portas para o folclore nacional.
O ano de 1981 é bastante conhecido pelos fãs de terror como um dos que abrigaram algumas das melhores e mais famosas produções do gênero durante a década de 1980. Para começar foi o ano do boom dos filmes slasher, onde Hollywood se tornou uma fábrica de longas do tipo, resultando em alguns dos mais icônicos e lembrados do período pelos aficionados. Segundo, por ter revitalizado os filmes de Lobisomem para “os novos tempos”, com duas produções bem memoráveis e que marcaram uma época. E finalizando, o “ano do terror” não poderia esquecer o subgênero do sobrenatural, onde forças ocultas e satânicas eram a ameaça. Desta forma, comemorando um novo lote de obras de enorme prestígio, resolvi trazer em minha nova matéria os filmes de terror mais famosos e ainda queridos do grande público que se tornam quarentões este ano. Confira abaixo.
Primeiro filme do cineasta Sam Raimi (do vindouro Doutor Estranho no Multiverso da Loucura), o longa foi feito à preço de banana e com seus amigos atuando de favor. O sucesso foi tanto, graças ao estilo único do diretor, que, além de render mais duas continuações, a produção serviu para escrever o nome de Raimi no panteão de Hollywood como um dos fortes representantes do gênero. Uma refilmagem foi lançada em 2013 e uma série resgatando o amado protagonista Ash (Bruce Campbell) foi ao ar por 3 temporadas (de 2015 a 2018). Uma curiosidade é que duas continuações são planejadas para a franquia: a sequência do remake e um quarto filme da trilogia original (essa com produção de Raimi).
Quando falamos em filmes de Lobisomem, nove entre dez fãs de terror irá apontar este longa como um dos mais memoráveis e influentes. O curioso é que na direção temos John Landis, cineasta mais associado a comédias – e tal senso de humor pode ser encontrado em Um Lobisomem Americano em Londres. Foi por causa do filme que o cineasta foi convidado por Michael Jackson em pessoa para dirigir seu clipe Thriller, o mais icônico de sua carreira. Na trama, dois americanos mochileiros pelo interior da Inglaterra são atacados por uma besta feroz. Um deles morre (e volta como espírito se deteriorando) e o outro aos poucos vai se tornando a tal criatura. Os efeitos da transformação impressionam até hoje e, criados por Rick Baker, levaram para casa o Oscar de maquiagem.
Como dito, o ano de 1981 ficou conhecido como o auge do cinema slasher, justamente por isso não estaria completo sem um exemplar do responsável por mudar este jogo. Halloween – A Noite do Terror (1978), de John Carpenter, não foi o primeiro filme slasher da história, mas foi o primeiro a ter grande fama e sucesso. Logo, todos queriam seu próprio Halloween, e até mesmo os produtores do original se coçaram para tirar da cartola uma continuação. Carpenter recebeu uma bolada para escrever a sequência e entrou como produtor também, mas deixou a cadeira de diretor para o colega Rick Rosenthal. A trama continua exatamente de onde o anterior parou, na mesma noite, com Laurie (Jamie Lee Curtis) sendo levada ao hospital, Michael Myers a seguindo e o Dr. Loomis (Donald Pleasence) caçando o psicopata. A ação se desenrola praticamente toda dentro da localidade citada.
Sexta-Feira 13 – Parte 2
Como dito, na época todos queriam uma “cópia” de Halloween para chamar de sua, e a “xérox” mais famosa atende pelo título Sexta-Feira 13. Criada por Sean S. Cunninghan, comprada pela Paramount, esta propriedade foi ainda mais longe e se tornou uma franquia ainda mais cultuada e confiável do que a que visava imitar. Mesmo após o assassino do original ter sido decapitado, os produtores estavam dispostos a continuar essa história – e quem seria louco do contrário com tanto dinheiro rolando? Assim, a opção foi por trazer pela primeira vez o maníaco Jason, agora adulto, como antagonista. Sim, vocês leram certo, Sexta-Feira 13 – Parte 2, e não o primeiro, é onde Jason mata suas primeiras vítimas, ainda usando um saco de pano na cabeça – visual “emprestado” do terror The Town That Dreaded Sundown (1976).
Scanners – Sua Mente Pode Destruir
Outro diretor bem conhecido no gênero e tratado como mestre, David Cronenberg já havia lançado pelo menos quatro filmes até estrear esse que se tornaria seu maior sucesso até então. Escrito e dirigido pelo cineasta, Scanners marcaria Cronenberg por seus apelidos “carinhosos” que enfatizavam a especialidade no gore e no horror corpóreo/venéreo. Depois, é claro, o cineasta alçaria voos ainda maiores, como A Mosca (1986). Em Scanners, indivíduos com fortíssimos poderes de controle mental são uma realidade e uma ameaça. Desta forma, um sujeito dono de tais dons é recrutado para encontrar outros iguais a ele, mas nem todos possuem boa índole e estão dispostos a usar esta capacidade da forma mais sombria possível, como o vilão Darryl Revok (Michael Ironside). E quem poderia esquecer a icônica cena da cabeça de um pobre coitada sendo explodida numa batalha mental com o antagonista.
Chegamos ao segundo filme de Lobisomem mais famoso de 1981. Mas calma, ele não será o último. Grito de Horror é um rival direto para Um Lobisomem Americano em Londres e suas ligações começam atrás das câmeras, nos bastidores. Acontece que o maquiador Rick Baker estava contratado inicialmente para trabalhar neste filme, mas acabou desistindo e se bandeando para a produção do “rival” citado. Dirigido por Joe Dante antes de Gremlins (1984), o próprio cineasta afirma que seu objetivo era fazer um filme de Lobisomem nos moldes de um slasher, onde o espectador não descobrisse o verdadeiro conteúdo da história até quase sua metade. Os efeitos da transformação, embora não tenham sido sequer indicados ao Oscar, impressionam igualmente. Dee Wallace é quem protagoniza, e no ano seguinte seria a mãe no filme E.T. – O Extraterrestre, de Steven Spielberg.
Escrito e dirigido pelo polonês Andrzej Zulawski, este longa é uma viagem pra lá de perturbadora pelo psicológico humano. Focado num casamento aparentemente feliz, Mark (Sam Neill) percebe sua esposa Anna cada vez mais distante, se afastando dele até culminar em seu pedido de divórcio. Mas esta é só a ponta do comportamento errático, bizarro e completamente alucinado de sua companheira, aos poucos dando indício de envolvimento com algo sobrenatural. Possessão se tornou uma obra cult extremamente enigmática e celebrada, especialmente pelo tour de force que é o desempenho da protagonista, a francesa Isabelle Adjani, no papel de Anna.
A Profecia III
Falando em Sam Neill, há 40 anos o ator mergulhava com força no gênero do terror sobrenatural. Depois de Possessão, o ator chegava como reforço na franquia A Profecia, que se iniciou em 1976 contando a história de um casal rico adotando um menino “endiabrado” chamado Damien. Neste terceiro filme, que curiosamente não leva o título A Profecia no original (nos EUA conhecido como The Final Conflict, ou O Conflito Final – seu subtítulo por aqui no Brasil), Damien é um adulto, um político visando chegar na Casa Branca e se tornar o presidente norte-americano. O Diabo na Casa Branca? Insira sua piada aqui. Neill é quem interpreta Damien na fase adulta.
Voltando para o território dos filmes slasher, já tivemos os dois mais famosos do ano, que não por acaso deram origem a duas das maiores franquias do terror: Halloween e Sexta-Feira 13. O terceiro mais famoso de 40 anos atrás é este slasher canadense que pega para si outra data comemorativa bem conhecida, o dia dos namorados. Chamado de “slasher proletário”, a trama apresenta um grupo de funcionários de uma mina de carvão numa cidadezinha, que começa a ser atormentada por assassinatos grotescos bem na época da data romântica. Tudo pode estar relacionado a um maníaco do passado que pensavam estar no hospício. O longa recebeu uma refilmagem em 2009, um exemplar bem interessante e original por si só.
Vocês querem slasher? Então tomem. Também conhecido como A Vingança de Cropsy, o longa pega carona no sucesso de Sexta-Feira 13 para criar seu próprio slasher de acampamento. No entanto, alguns afirmam que o roteiro já estava pronto antes da obra citada ser lançada no ano anterior. Seja como for, a ideia para Chamas da Morte saiu de uma lenda americana sobre a figura de Cropsy, um folclore contado em volta de fogueiras em acampamentos. O que é verdade, porém, é que o especialista em efeitos práticos, maquiagem e gore Tom Savini desistiu de trabalhar em Sexta-Feira 13 – Parte 2 para cuidar da parte técnica deste filme. Na trama, uma brincadeira sai errado e o zelador Cropsy termina torrado. Anos depois, o sujeito queimado retorna ao acampamento de férias para destilar sua vingança. Esta foi a primeira produção dos irmãos Harvey e Bob Weinstein.
Pague para Entrar, Reze para Sair
Acharam que os slasher famosos de 40 anos atrás acabaram, pense de novo. Aqui, o título em português para The Funhouse (no original) é um dos chamarizes, e até mesmo quem não viveu no período é bem capaz de já ter ouvido esta frase. Na cadeira de direção, ninguém menos que Tobe Hooper, famoso então pelo celebrado O Massacre da Serra Elétrica (1974) e em vias de entrar no time A de Hollywood devido à parceira com Spielberg em Poltergeist (1982). Aqui, um grupo de jovens resolve passar a noite dentro do trem fantasma de um parque de diversões. No local, terminam por testemunhar o assassinato de uma prostituta e se tornam alvo do assassino: um doente mental extremamente deformado que trabalha na atração e usa uma fantasia de Frankenstein – que é mais simpática do que seu rosto de verdade por debaixo da máscara.
Lobos
Terceiro filme com criaturas peludas e de dentes afiados na lista. Mas ao invés de lobisomens, este thriller investe em um ponto de vista mais real para o tópico. Violentos assassinatos começam a ocorrer na cidade de Nova York e o detetive Dewey Wilson é designado para o caso – o protagonista é interpretado pelo saudoso Albert Finney (indicado a 5 Oscar). A obra é tratada de forma séria e possui um cunho ambientalista, abordando a forma como a construção de uma cidade pode ser nociva ao meio ambiente e aos antigos residentes de um local como uma floresta. O longa ainda inclui em sua narrativa os nativo-americanos e uma raça de lobos ancestrais e inteligentes.
Piranhas 2: Assassinas Voadoras
Primeiro trabalho do prestigiado James Cameron como realizador, o filme é a continuação do cult Piranha(1978), de Joe Dante – cineasta que igualmente já apareceu aqui na lista. Por sua vez, Piranha pegou carona descarada no sucesso de Tubarão (1975) e resolveu tirar da manga seu próprio peixe assassino. Esta continuação eleva as criaturas na escala evolutiva lhes dando asas para voar da água e atacar suas vítimas. E o que o filme ganha também é bem mais humor, se tornando um exemplar do “terrir”. Cameron disse que o saldo positivo de trabalhar neste filme foi ficar com febre, ter um pesadelo e escrever o roteiro de O Exterminador do Futuro (1984) com o conteúdo de seu delírio. Piranha receberia uma refilmagem em 2010 e uma sequência para ela em 2012.
Jogos de Estrada
Após o sucesso de Halloween, Jamie Lee Curtis, então com 20 aninhos, foi alçada ao posto de musa e logo todo produtor a queria para estrelar sua própria obra de terror. Assim seguiram só em 1980: Baile de Formatura, Trem do Terror e Fog – A Bruma Assassina, no qual voltou a trabalhar com John Carpenter. E no mesmo ano de Halloween II, há 40 anos, a estrela era o chamariz desta produção australiana. A trama funciona quase como um remake do clássico de Spielberg, Encurralado (1971), tendo Stacy Keach como um caminhoneiro desconfiado de que o motorista de uma van verde esteja cometendo assassinatos na sua rota, iniciando com ele um jogo de gato e rato. Curtis interpreta uma caronista.
Passando de uma musa do cinema para outra, quem estrela este longa é Sharon Stone, muitos anos antes de se tornar famosa com Instinto Selvagem (1992). Entre os dois filmes, Stone participou de projetos mais chamativos como As Minas do Rei Salomão (1985), Loucademia de Polícia 4(1987) e O Vingador do Futuro (1990). Aqui temos a direção do mestre Wes Craven (A Hora do Pesadelo e Pânico) em um de seus trabalhos menos falados, neste que era apenas seu terceiro longa para o cinema. Na história, Craven resolve abordar o fanatismo religioso, focando numa seita que possui fortes paralelos com casos reais que ocorriam nos EUA no fim da década anterior. A trama mostra uma mulher precisando lidar com a morte misteriosa de seu marido. Ela começa a suspeitar que os vizinhos, uma comunidade religiosa, possa ter envolvimento e planos nefastos para ela também.
O Domínio do Olhar
Escrito e dirigido pelo romancista Michael Crichton (Jurassic Park e Westworld), este filme possui doses de ficção científica, suspense e terror, gêneros nos quais o autor gostava de trabalhar. Albert Finney volta à lista, desta vez no papel de um cirurgião plástico, médico de atrizes de comercial e modelos em busca da perfeição estética. Suas últimas pacientes começam a ser assassinadas uma a uma, e ele resolve proteger uma delas antes que o destino da moça seja o mesmo das outras. Mas, algo maior e mais conspiratório pode estar por trás, envolvendo alta tecnologia e a busca pela perfeição feminina.
E para coroar mais uma cobertura do evento feita pelo CinePOP, por meio da nossa jornalista Rafa Gomes, separamos um ranking com todos os filmes vistos durante os seis dias de festival do pior ao melhor. Confira!
18 – Cryptozoo
A still from Cryptozoo by Dash Shaw, an official selection of the NEXT section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Johnny Dell’Angelo. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Com uma proposta profundamente ousada, a animação Cryptozoo – dirigida por Dash Shaw, apresenta um universo de criaturas míticas, que tentam sobreviver em meio a um mundo onde os seres humanos querem dominá-las e abusá-las. Dublada pelos atores Michael Cera e Zoe Kazan, a produção traz uma estética bem peculiar e autoral, que levemente se assemelha às animações do bloco Adult Swim, da WarnerMedia, onde vemos desenhos mais maduros como Rick and Morty e Uma Família da Pesada.
Peculiar e inquietante, a animação não é para todos. Premiada no Festival de Sundance com o Innovator Award, ela demora para cativar o público e sua estranheza absurda é desconfortável de um jeito pouco cativante. Com uma qualidade técnica que realmente impressiona, Cryptozoo está – notavelmente – à frente do seu tempo. Ainda assim, ela exige da audiência uma flexibilidade e ousadia
17 – Wild Indian
Michael Greyeyes appears in Wild Indian by Lyle Mitchell Corbine Jr., an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Eli Born. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Makwa, um jovem menino Anishinaabe, teve uma vida difícil, sendo um sobrevivente de abuso doméstico. Ele e seu único amigo, Ted-O, gostam de se distrair brincando na floresta, até o dia em que Makwa mata um colega de escola de forma chocante. Depois de encobrir o crime, os dois meninos passam a viver vidas muito diferentes. Agora, como homens adultos, eles devem enfrentar a verdade do que fizeram e do que se tornaram.
Estrelado por Jesse Eisenberg e Kate Bosworth, o drama – que marca a estreia na direção de longas-metragens de Lyle Mitchell Corbine Jr. – é espetacular em seus dois primeiros atos, mas perde o seu rumo em sua última meia hora. Construindo uma narrativa rica e instigante, que arrebata a audiência, o longa se transforma em uma promessa não cumprida. Com um desfecho mediano, ele não honra a ousadia inicial do seu roteiro e deixa a audiência à deriva, esperando por mais. Lindamente dirigido, Wild Indian é incapaz de alcançar todo o seu potencial em tela.
Charlie Shotwell appears in John and the Hole by Pascual Sisto, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Paul Özgür. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Enquanto explora os bosques vizinhos, John (Charlie Shotwell), de 13 anos, descobre um bunker inacabado – um buraco profundo no solo. Aparentemente sem qualquer motivo, ele droga seus ricos pais (Michael C. Hall e Jennifer Ehle) e sua irmã mais velha (Taissa Farmiga), arrastando os seus corpos inconscientes para o bunker, onde os mantém presos. Enquanto esperam ansiosamente que John os liberte, o garoto volta para casa, onde pode finalmente fazer o que quiser.
O terror, originalmente planejado para ser lançado no Festival de Cannes 2020, é extremamente ambicioso e sustenta a sua narrativa de forma sólida e hipnotizante, nos intrigando a ponto de querer esmiuçar o que se passa no psicopata adolescente. No entanto, à medida em que a narrativa também cresce e se desenvolve com vigor até o final do seu segundo ato, o longa perece em um desfecho preguiçoso e blasé. Faltou no roteiro a mesma audácia do jovem John.
Zoe Lister-Jones and Cailee Spaeny appear in How it Ends by Daryl Wein and Zoe Lister-Jones, an official selection of the Premieres section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Daryl Wein. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
No dia em que um asteroide está programado para obliterar a Terra, Liza (Zoe Lister-Jones) recebe um convite para uma última festa antes que tudo acabe. Ao longo do trajeto, ela decide se reconciliar com os amigos e familiares que a machucaram no passado, antes de se despedir desta vida. No entanto, ela descobrirá que acima de todos, ela precisará fazer as pazes consigo mesma.
Dirigido e roteirizado por Daryl Wein e Zoe Lister-Jones, a comédia dramática pré-apocalíptica traz uma bela e apaixonante mensagem, regada por um humor delicioso, que se intercala com uma proposta mais ácida, mas ao mesmo tempo mais doce. Gravado ao longo de toda a pandemia, a produção é ideal para estes tempos de incerteza, insegurança e reconciliação que todos temos vivido. Divertido, mas também profundo, How it Ends tem uma direção simples, mas reside na essência do seu roteiro, que nos leva a refletir sobre as escolhas que fazemos e sobre as cobranças que infligimos em nós mesmos.
14- Prisoners of the Ghostland
Nick Cassavetes and Nic Cage appears in Prisoners of the Ghostland by Sion Sono, an official selection of the Premieres section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Na traiçoeira cidade fronteiriça de Samurai Town, um implacável ladrão de banco (Nicolas Cage) é libertado da prisão pelo rico senhor da guerra O Governador (Bill Moseley), cuja “neta” adotiva Bernice (Sofia Boutella) está desaparecida. O homem oferece ao prisioneiro sua liberdade em troca de recuperar a mulher. Amarrado em um terno de couro que se autodestruirá em cinco dias, o bandido sai em uma jornada para encontrar a jovem – e seu próprio caminho para a redenção.
O primeiro filme em língua inglesa feito pelo aclamado cineasta e poeta japonês Sion Sono é uma deliciosa e caótica surpresa, que trazNicolas Cage explorando o lado mais exagerado de sua atuação. Divertido e explosivo, o longa é uma combinação de Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão com samurais. Caricato e cheio de referências ao cinema oriental, a produção não quer ser levada muito a sério e faz dos seus exageros uma experiência cinematográfica que inusitadamente beira o cômico.
Ruth Negga and Tessa Thompson appear in Passing by Rebecca Hall, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Edu Grau. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Irene Redfield (Tessa Thompson), uma refinada mulher de classe alta dos anos 1920, acidentalmente reencontra uma antiga colega de escola, Clare Kendry (Ruth Negga). Duas mulheres negras que conseguem “se passar” por brancas, elas optaram por viver em lados opostos da linha de cores. Com Clare se afeiçoando cada vez mais pelo estilo levado pela comunidade afro do bairro Harlem, ela vai gradativamente tentar se apropriar da vida que Irene leva com seu esposo e filhos.
Estreia na direção da atriz Rebecca Hall (Homem de Ferro 3), o drama de época – que conta com Alexander Skarsgard no elenco, traz uma bela fotografia em preto e branco e mostra os contrastes entre a comunidade caucasiana e afro-americana no auge da década de 20 – antes das Leis de Jim Crow, que oficializaram a segregação racial nos Estados Unidos. Com uma belíssima fotografia, o drama aborda questões pontuais como identidade, racismo e as consequências das nossas escolhas. Contemporâneo e bem dirigido, a maior fraqueza do longa é o seu final, que poderia ser um pouco mais confrontador. Ainda assim, Passing é uma ótima experiência cinematográfica.
12 – First Date
Tyson Brown and Shelby Duclos appear in First Date by Manuel Crosby and Darren Knapp, an official selection of the NEXT section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Manuel Crosby. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Mike, um adolescente apaixonado, finalmente cria coragem para convidar Kelsey para um encontro. Para tentar impressioná-la, ele usará suas economias para comprar o seu primeiro e mal acabado carro. Mal ele sabia que o veículo fazia parte de um rolo envolvendo tráfico de drogas, mafiosos e muito dinheiro. E o que era para ser um simples rolê a dois, se transformará em uma alucinante e caótica jornada que é – literalmente – tiro, porrada e bomba.
Dirigido e roteirizado pelos amigos Manuel Crosby e Darren Knapp, First Date é Superbad – É Hojecom esteroides. Hiperbólico em quase todos os aspectos, o filme gera uma leve estranheza em seus primeiros minutos, mas rapidamente conquista a audiência por sua ousadia, humor ácido e exageros. Com um elenco repleto de atores anônimos, a comédia mescla a estranheza natural da adolescência ao gênero de ação, proporcionando o riso frouxo. Com a proposta de ser puro entretenimento, a comédia é uma deliciosa pedida para se desligar do caos do mundo em que estamos vivendo.
11 – I Was a Simple Man
Steve Iwamoto and Constance Wu appear in I Was a Simple Man by Christopher Makoto Yogi, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Eunsoo Cho. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Masao é um idoso que está cada vez mais doente. Distante dos seus filhos e isolado em sua antiga casa na costa norte de Oahu (Havaí), ela começa a ter devaneios ligados à sua juventude e as escolhas feitas em seu passado. Cada vez mais debilitado e com seus últimos sopros de vida se aproximando, ele vai contar com a ajuda da sua desconfortável filha e neto – os poucos que decidiram lhe estender a mão após uma vida de ausência e distanciamento paterno. Seus dias finais serão marcados por dolorosas memórias que ainda o perseguem.
Dirigido pelo havaiano Christopher Makoto Yogi, I Was Simple Man é um simbólico e delicado relato sobre o fim da vida. Estrelado por Constance Wu, a produção faz um contraste entre o presente e o passado de um homem que escolheu abandonar a sua família, após uma perda. Com a abordagem narrativa com ares de Terrence Malick, o drama é uma experiência sinestésica e emocionante sobre o fim da vida.
10 – Rita Morena: Just a Girl Who Decided To Go For It
A still from Rita Moreno: Just a Girl Who Decided to Go For It by Mariem Pérez Riera, an official selection of the U.S. Documentary Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo: West Side Story copyright 1961 MetroGoldwynmayer Studios Inc. All rights reserved. Courtesy of MGM Media Licensing. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Talentosa, enérgica e cheia de alegria, Rita Moreno encanta o público há mais de 70 anos. Quer seja exibida na televisão, no cinema ou no palco, sua arte transcende o canto, a dança e a atuação, à medida que ela se reinventa continuamente e supera os limites criativos. Moreno é uma pioneira e uma das performers mais autênticas do nosso tempo, e ela tem o status EGOT para provar isso.
O documentário dirigido por Mariem Pérez Riera e produzido por Lin-Manuel Miranda passeia por todas as fases da vida da emblemática artista latina. Com uma memória excepcional e relatos fascinantes sobre a vida de imigrante em uma América profundamente preconceituosa, Moreno exala ainda mais o seu carisma, compartilhando momentos gloriosos e dolorosos de sua trajetória. Sua voz é ainda ecoada por entrevistas feitas com artistas latinos – como Miranda e Eva Longoria – que cresceram cercados pela influência da artista e que foram diretamente beneficiados pela forma como ela rompeu barreiras e fronteiras para conquistar Hollywood.
Ed Helms and Patti Harrison appear in Together Together by Nikole Beckwith, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Tiffany Roohani. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Quando Anna, de 26 anos, se torna uma barriga de aluguel de um designer de aplicativos solteiro e de meia-idade, chamado Matt, ela espera apenas poder pagar os seus estudos com o dinheiro que a nova função lhe trará. Mas enquanto o entusiasmo desenfreado de Matt o leva a se inserir persistentemente em sua vida e a convidá-la para a dele, Ana verá sua personalidade irritadiça se dissolver em um encantamento. Gradativamente, a dupla de solitários se abrirá um ao outro, cedendo à intimidade de sua experiência compartilhada e criando uma amizade improvável.
Ed Helms estrela essa comédia não romântica de forma primorosa. Subvertendo o seu próprio estereótipo, ele faz do geek Matt um personagem encantador para audiência, quase se aproximando de um “crush”. Sob a direção e roteiro da Nikole Beckwith, Together Togetheré uma deliciosa produção que nos faz apaixonar por uma ideia, nos embalando em uma trama cativante e com um final impactante.
08 – Eight for Silver
Alistair Petrie, Amelia Crouch and Simon Kunz appear in Eight for Silver by Sean Ellis, an official selection of the Premieres section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Sean Ellis. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
No final do século XIX, o brutal barão Seamus Laurent (Alistair Petrie) mata um clã romani, lançando uma maldição sobre sua família e vila. Nos dias que se seguem, os habitantes da cidade são atormentados por pesadelos, com o filho de Seamus desaparecendo e um outro garoto da comunidade morrendo. Caberá ao patologista visitante John McBride (Boyd Holbrook) combater essa nova e assustadora ameaça.
Sean Ellis faz de Eight for Silver uma experiência cinematográfica cativante. Como um filme de terror, o longa com Boyd Holbrook é rico em mistérios e jumpscares, à medida em que também constrói uma atmosfera de terror psicológico. Como um filme independente lançado em Sundance, a produção é um primor em sua qualidade técnica, conforme ainda aborda uma questão social profundamente importante: O reconhecimento da ancestralidade das terras nas quais hoje habitamos.
07 – R#J
Camaron Engels and Francesca Noel appear in R#J by Carey Williams, an official selection of the NEXT section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Charles Murphy. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Na bela Verona, uma guerra tão antiga quanto o tempo está se formando entre casas rivais, mas está sendo capturada de uma nova maneira. Montague e Capulet Gen Zers estão usando seus smartphones para documentar as erupções de violência que assolam suas comunidades. No meio de tudo isso, Romeu se apaixona por Julieta. Enquanto as tensões entre suas famílias aumentam, os dois imploram por paz e procuram desesperadamente por uma maneira de escapar de seu destino infeliz.
Carey Williams, eleito um dos Novos Rostos do Cinema Independente pela revista Filmmaker Magazine, faz a sua versão contemporânea do clássico Romeu e Julieta – de William Shakespeare. Seguindo uma premissa semelhante a de Buscando… e estrelado por Diego Tinoco (On My Block) e Russell Hornsby (O Ódio que Você Semeia), o longa é hipnotizante pela caracterização de seus personagens e pelo roteiro performático, que traz um novo vigor ao inesquecível conto. O casal mais famoso da literatura ganha uma roupagem diferente em meio ao universo das redes sociais e sua história nunca esteve tão contemporânea como agora.
06 – Judas e o Messias Negro
Judas e o Messias Negro não apenas relata o legado de Fred Hampton como líder dos Panteras Negras e a conspiração do FBI, mas também abre um espaço de fala igual ao homem que se tornou infame por sua traição – destacando os sistemas de desigualdade e opressão que alimentaram os dois papéis.
Shaka King faz um excepcional trabalho de direção no drama biográfico, explorando com precisão as atuações dos aclamados atores Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, que brilham em suas caracterizações e entregam performances apaixonantes e poderosas. Produzido por Ryan Coogler (Pantera Negra), o longa é preciso em seus relatos e promove uma pontual reflexão sobre poder, influência, injustiça e racismo.
Clifton Collins Jr. appears in Jockey by Clint Bently, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Adolpho Veloso. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
O experiente jóquei Jackson (Clifton Collins Jr.) resistiu há décadas de corridas no circuito de equitação, mas agora está enfrentando o que poderia ser sua última temporada enquanto sua saúde se deteriora. Com a ajuda de Ruth (Molly Parker) e um novo cavalo promissor, Jackson começa a se preparar para o próximo campeonato. Seus planos saem de controle quando um jovem jóquei (Moisés Arias – Rico de Hannah Montana) aparece e afirma ser seu filho. Pego entre o anseio por uma conexão e a incerteza sobre seu próprio futuro, Jackson enfrenta questões difíceis sobre seu legado.
Dirigido e co-roteirizado por Clint Bentley – a partir da sua experiência como filho de um jóquei -, o drama traz uma combinação monstruosa de atuações, com Collins Jr. (Westworld) facilmente roubando a cena. Sua performance ainda lhe rendeu um prêmio do Festival de Sundance e promete reverberar ao longo de 2021, tornando-o um dos possíveis pré-indicados da temporada de premiações (ainda que seja muito cedo para especular o ano de 2022!). Cheio de reflexões e com uma exímia qualidade técnica, o longa tem tudo para conquistar também o público geral.
04 – Mass
Jason Isaacs and Martha Plimpton appear in Mass by Fran Kranz, an official selection of the Premieres section at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Ryan Jackson-Healy. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Imagine a interação mais temida, tensa e emocionalmente desgastante em que você poderia se encontrar e a multiplique por 10. Isso é exatamente o que dois pares de pais – Richard (Reed Birney) e Linda (Ann Dowd); Jay (Jason Isaacs) e Gail (Martha Plimpton) – estão enfrentando. Anos depois de uma tragédia causada pelo filho de Richard e Linda ter destruído todas as suas vidas, Jay e Gail estão finalmente prontos para conversar em uma tentativa de seguir em frente.
Estreando na direção e roteiro, Fran Kranz já mostra não apenas a profundidade da sua sensibilidade com esse filme, bem como sua habilidade técnica de desenvolver uma história. Poderoso, o drama mostra o “Lado B” de um tiroteio escolar, trazendo as sequelas de um trágico crime, para as famílias que são forçadas a lidar com a despedida repentina de seus filhos. Catártico e emocionante, Mass leva a audiência para um outro patamar, com diálogos precisos e atuações exorbitantes. Nunca um filme feito com tão pouco orçamento foi tão capaz de transformar a nossa experiência cinematográfica.
03 – On the Count of Three
Christopher Abbott and Jerrod Carmichael appear in On the Count of Three by Jerrod Carmichael, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Marshall Adams. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Val (Jerrod Carmichael) chegou a um lugar onde sente que a única saída é encerrar a sua vida. Mas ele se considera um pouco fracassado e então ele acha que precisa de ajuda. Por sorte, o melhor amigo de Val, Kevin (Christopher Abbott), está se recuperando de uma tentativa fracassada de suicídio, então ele parece ser o parceiro perfeito para executar esse plano duplo de suicídio. Mas antes de irem embora, eles têm alguns negócios pendentes para resolver.
Carmichael estreia na direção de maneira brilhante, nessa comédia dramática de humor sombrio, que pende muito mais para o drama, do que para o riso. Com um roteiro brilhante e intenso e atuações extraordinárias, On the Count of Threeé um complexo, porém simples filme sobre o valor da vida, à medida que aborda questões importantes como vícios e abuso sexual. Explosiva e dinâmica, a produção ainda possui um final espetacular e visceral.
02 – Coda
Emilia Jones appears in CODA by Siân Heder, an official selection of the U.S. Dramatic Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Ruby (Emilia Jones) é o único membro ouvinte de uma família surda. Aos 17, ela trabalha de manhã antes da escola para ajudar seus pais e irmão a manter seu negócio de pesca em Gloucester funcionando. Mas ao ingressar no coral de sua escola, ela se sentirá atraída por seu parceiro de dueto (Ferdia Walsh-Peelo) e por uma paixão latente por cantar. Seu entusiasta e amoroso maestro (Eugenio Derbez) ouve algo especial e incentiva Ruby a considerar a escola de música e um futuro além da pesca, deixando-a dividida entre a obrigação com a família e a busca de seu sonho.
Siân Heder teve seu primeiro longa (também lançado em Sundance), intitulado Tallulah, comprado pela Netflix e agora retorna com essa poderosa comédia dramática teen, vencedora de quatro prêmios e que mostra um lado pouco explorado no cinema. A produção é dona de uma delicadeza e de um humor grandiosos. Nos surpreendendo e nos fazendo apaixonar por cada uma das pequenas subtramas presentes no enredo, Coda consegue ser hilário, romântico, catártico e dramático simultaneamente, com uma sensibilidade raramente vista em tela.
01 – Summer of Soul (…Or, When the Revolution Could Not Be Televised)
A still from Summer Of Soul (Or, When The Revolution Could Not Be Televised) by Ahmir “Questlove” Thompson, an official selection of the U.S. Documentary Competition at the 2021 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute | photo by Mass Distraction Media. All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute programs. Photos must be accompanied by a credit to the photographer and/or ‘Courtesy of Sundance Institute.’ Unauthorized use, alteration, reproduction or sale of logos and/or photos is strictly prohibited.
Em 1969, durante o mesmo verão de Woodstock, um festival de música diferente aconteceu a 160 quilômetros de distância. Mais de 300.000 pessoas compareceram à série de concertos de verão, conhecida como Festival Cultural do Harlem. O evento foi filmado, mas depois daquele verão, as filmagens ficaram escondidas em um porão por 50 anos. Nada nunca foi visto. Até agora.
Dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson – que estreia como cineasta -, o documentário não apenas é habilmente editado, como segue uma narrativa múltipla que pouco se vê no gênero documental. Aqui, música, história, contexto social, política e economia se entrelaçam, em uma produção capaz de conquistar até aqueles menos afeiçoados por filmes desse porte. Completo e reflexivo, Summer of Soul ainda projeta os holofotes para mais um apagado capítulo da história afro americana, trazendo uma coleta documental rica e completamente inédita.