Site Página 4635

‘Young Rock’: Série sobre a juventude de Dwayne Johnson ganha cartaz oficial; Confira!

‘Young Rock’, nova série da NBC que gira em torno da infância e da juventude do icônico Dwayne Johnson, ganhou seu primeiro cartaz oficial.

A produção terá 11 episódios e estreia no dia 16 de fevereiro.

Confira, junto ao trailer:

Leia a sinopse oficial:

Young Rock’ se concentra em diferentes capítulos da vida de Dwayne Johnson. Desde crescer em uma família forte e resiliente a estar cercado pelos personagens selvagens de sua sua comunidade de wrestling profissional, a jogar futebol na Universidade de Miami, a série irá explorar a montanha-russa louca que transformou Dwayne no homem que ele é hoje, apresentando ainda os grandiosos personagens que ele conheceu ao longo do caminho.

Joseph Lee Anderson, Stacey Leilua, Adrian Groulx, Bradley Constant, Uli Latukefu, Ana Tuisila, Fasitua Amosa e John Tui também completam a série.

Young Rock‘ é produzida pela Universal Television, uma divisão da Universal Studio Group.

Nahnatchka Khan (‘Fresh Off the Boat‘) assina o roteiro da série, além de assumir o papel de produtora executiva, ao lado de Johnson, Jeff Chiang, Dany Garcia, Hiram Garcia, Brian Gewirtz e Jennifer Carreras.

‘A Escavação’: Conheça a história real por trás do novo filme com Ralph Fiennes e Carey Muligan

O aclamado drama ‘A Escavação‘ (The Dig) estreou no catálogo brasileiro da Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou um vídeo de bastidores contando a história verdadeira por trás do longa-metragem.

Confira:

Na trama, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, uma viúva inglesa faz uma descoberta histórica ao contratar um arqueólogo amador para escavar misteriosas formações em suas terras.

Dirigido por Simon Stone, o longa é baseado no livro homônimo escrito por John Preston.

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, uma rica viúva (Carey Mulligan) contrata um arqueólogo amador (Ralph Fiennes) para escavar sepultamentos ancestrais em sua propriedade. Ao fazerem uma descoberta histórica, os ecos do passado ressoam em um futuro de incertezas.

Lily James, Johnny Flynn, Ben Chaplin e Ken Scott completam o elenco.

‘For All Mankind’: 2ª temporada ganha belíssimo cartaz oficial; Confira!

Apple TV+ divulgou o cartaz oficial da 2ª temporada de For All Mankind.

Os novos episódios estreiam no dia 19 de fevereiro.

Confira, junto ao trailer:

Vale lembrar que a série já está renovada para a 3ª temporada.

Criada pelo mesmo responsável por ‘Battlestar Galactica‘, Ronald D. Moore, a produção reimagina a corrida espacial para a lua por uma outra ótica. Desta vez, ao invés dos norte-americanos terem sido os primeiros a pisar na lua em 1969, foi a União Soviética que conquistou esse feito, resultando um tremendo impacto no programa espacial americano, afetando astronautas e suas famílias.

Joel KinnamanShantel VanSantenSarah JonesJodi BalfourWrenn SchmidtMichael Dorman e outros estrelam.

‘Legacies’: Hope luta pela vida na sinopse oficial do episódio 03×05; Confira!

The CW divulgou a sinopse oficial de “This Is What It Takes”, quinto episódio da 3ª temporada de Legacies.

Confira:

ENCARANDO A REALIDADE – Depois de um de seus sumir, Alaric sugere para Hope a caixa de terapia, o que a arrasta para um jogo perigoso ambientado em um filme slasher. Enquanto isso, Lizzie tenta passar algum tempo com MG, mas as coisas não saem como o planejado. Josie faz uma grande decisão sobre seu futuro.

O capítulo é dirigido por Brett Matthews, com roteiro assinado por Darren GrantJeffrey Hunt.

“This Is What It Takes” será exibido no dia 18 de fevereiro.

Criada por Julie Plec e Brett Matthews, a série gira em torno de uma nova geração de seres sobrenaturais dentro do mesmo universo ficcional que ‘The Vampire Diaries‘ e ‘The Originals‘. Se passará na Escola Salvatore para jovens dotados, quando a filha de Klaus Mikaelson, as gêmeas de Alaric e vários outros jovens amadurecem de forma não convencional, tentando se tornar suas melhores versões… ou sucumbindo aos seus piores impulsos. Mas, conforme a série se desenvolve, bruxas, vampiros e lobisomens terão que decidir se irão se tornar os heróis que querem ser – ou os vilões que estão destinados a se tornar.

Omar Sy, astro de ‘Lupin’, revela quais são suas produções favoritas da Netflix; Confira!

Netflix divulgou em seu canal do YouTube um novo vídeo promocional em que o astro Omar Sy, que interpreta Assane Diop, fala de suas produções originais da plataforma favoritas.

Além da série que estrela, Sy trouxe à tona os adorados ‘Arremesso Final’O Gambito da RainhaLa Casa de Papel.

Confira:

Lembrando que Lupin já foi renovada para a 2ª temporada e que estreia ainda neste ano.

Os cinco novos episódios são dirigidos por Ludovic Bernard (‘The Climb’) e Hugo Gélin (‘Amor à Segunda Vista’).

Crítica | Lupin – Série com Omar Sy já é a MELHOR da Netflix de 2021

A série é inspirada nos romances escritos por Maurice LeBlanc e traz Omar Sy como o primeiro ator negro a encarnar uma versão do icônico Lupin, aqui contemporaneizado na roupagem de Assane Diop.

Na adolescência, Assane Diop enfrentou a morte do pai, que foi acusado de um crime que não cometeu. Depois de 25 anos, como forma de vingança, ele passa a agir sob a alcunha de “Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca”.

Ludivine SagnierClotilde HesmeNicole GarciaHervé PierreSoufiane GuerrabAntoine GouyFargass Assandé e outros completam o elenco.

‘Tom e Jerry’: Adaptação com Chloë Grace Moretz ganha novo teaser oficial; Confira!

Warner Bros. divulgou em seu Twitter um novo teaser oficial do híbrido animado e live-action de Tom e Jerry.

Vale lembrar que o filme chega aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2021, ainda sem dia confirmado.

Confira:

O elenco é formado por Michael PeñaChloë Grace-Moretz, Ken JeongRob DelaneyJordan BolgerPallavi Sharda

Jerry, o rato, mora dentro das paredes de uma grande casa de campo da Nova Inglaterra, onde faz amizade com os antigos donos, um amoroso casal de idosos. Sua amizade única e cômica chega ao fim depois que o casal idoso morre e sua casa é colocada à venda. Quando uma jovem família se muda, Jerry está determinado a assustá-los para não assumirem sua casa. A família rapidamente adota um gato de rua chamado Tom para ajudar a livrá-los de seu problema de pragas. Em uma batalha épica pela casa, Tom & Jerry logo descobrem sua crescente adoração pela família e devem trabalhar juntos para protegê-los de uma ameaça externa. Através do trabalho em equipe, ambos aprendem o valor supremo da família e da amizade.

Tom e Jerry‘ começou como uma série produzida em curtos episódios, com uma média de sete e 10 minutos de duração cada. Entre os anos de 1940 e 1958, o estúdio Hanna-Barbera fez 114 curtas para  MGM. Com o sucesso global da animação, a dupla acabou conquistando uma genuína série de TV em 1975, chamada – inicialmente – ‘The Tom and Jerry Show’.

‘Os Pequenos Vestígios’: Denzel Washington revela detalhes sobre o filme em novo vídeo de bastidores; Confira!

Os Pequenos Vestígios (The Little Things), thriller estrelado por Denzel Washington, Jared Leto e Rami Malek, ganhou um vídeo de bastidores legendados em que o elenco e a equipe técnica revela detalhes sobre a narrativa e o processo de construção da obra.

O filme chegará aos cinemas em 29 de janeiro de 2021.

Confira, junto ao trailer:

A história gira em torno de um xerife chamado Deke (Washington), que se junta com um detetive (Malek) para investigar um serial killer (Leto). Deke tem uma habilidade incrível em perceber os mínimos detalhes, mas lutará contra segredos de seu passado enquanto procura o assassino.

John Harlan Kim, Sofia Vassilieva, Natalie MoralesTerry KinneyMichael Hyatt, Jason James Richter, Chris Bauer e Kerry O’Malley completam o elenco.

John Lee Hancock, conhecido por seu filme Um Sonho Possível, dirige.

Mark Johnson assume como produtor. Ele já trabalhou com Hancock no passado em ‘Desafio do Destino‘ e em ‘O Álamo‘.

‘WandaVision’: Darcy Lewis e Jimmy Woo estão de volta nos novos cartazes promocionais da série

Disney+ Brasil divulgou em seu Twitter oficial dois novos cartazes promocionais de ‘WandaVision’, estampando os personagens Darcy Lewis (Kat Dennings) e Jimmy Woo (Randall Park) – que foram introduzidos na série no último episódio exibido.

Confira:

Assista ao trailer dos próximos episódios:

Lembrando que o quinto capítulo será lançado no dia 05 de fevereiro.

A série foi criada por Jac Schaeffer, roteirista de ‘Viúva Negra‘.

Wanda Maximoff e Visão, dois seres superpoderosos, vivem seu sonho suburbano, mas começam a suspeitar que nada é o que parece ser.

Elizabeth Olsen e Paul Bettany estrelam. O elenco ainda conta com Kathryn Hahn, Shane Berengue e Emma Caulfield Ford, além do retorno de rostos conhecidos como Kat Dennings (a Darcy Lewis, de ‘Thor‘), Randall Park (o agente Jimmy Woo, de ‘Homem-Formiga e a Vespa‘) e Teyonah Parris (que interpretará a versão adulta da Monica Rambeau, de ‘Capitã Marvel‘).

‘Walker’ é assombrado pelo passado na sinopse oficial do episódio 01×05; Confira!

The CW divulgou recentemente a sinopse oficial de “Duke”, quinto episódio da 1ª temporada do reboot de ‘Walker, Texas Ranger’.

Confira:

O PASSADO DE WALKER VOLTA PARA ASSOMBRÁ-LO – Quando seu passado inesperadamente colide com o presente, Walker é forçado a adotar novamente sua identidade secreta para manter a família a salvo. Micki é arrasada para um antigo caso de Walker enquanto August ameaça expor tudo que escondem. Trey começa um novo emprego.

O capítulo foi escrito por Bret VandenBosBrandon Willer, com direção de Stev Robin.

“Duke” vai ao ar no dia 18 de fevereiro.

Criada por Anna Fricke, a série é um reboot de ‘Walker, Texas Ranger‘ (1993-2001).

A trama acompanha Cordell, um homem que encontra o caminho de volta para sua família enquanto investiga crimes na unidade de elite do estado. Viúvo e pai de dois filhos, ele retorna para casa em Austin, Texas, depois de passar anos em um caso secreto de alta periculosidade. Com sua nova parceira, uma das únicas mulheres na história dos Rangers, Walker irá enfrentar novos desafios e, juntos, devem se tonar os heróis que o Texas tanto precisa no mundo contemporâneo.

O elenco ainda conta com Lindsey Morgan, Violet BrinsonKale CulleyJeff Pierre, Cobu Bell, Mitch Pileggi e Keegan Allen.

Genevieve Padalecki, esposa de Jared, será sua companheira na ficção e dará vida a Emily, falecida mulher de Cordell Walker que aparecerá em importantes flashbacks.

Netflix | As tecnologias de “Black Mirror” que estão perto de virarem realidade

A série Black Mirror foi um dos maiores sucessos da última década, principalmente depois de ter sido adquirida pela Netflix, o que permitiu que mais gente tivesse acesso a ela. A antologia é toda baseada na dependência humana da tecnologia e traz episódios focados em mostrar como isso pode despertar o pior lado das pessoas. Sempre com uma revelação chocante no final, o seriado tem a fama de ser responsável por reflexões momentâneas com seus famosos “socos no estômago”. Porém, como a tecnologia vem avançando muito rapidamente, algumas das coisas mostradas em Black Mirror estão cada vez mais próximas da realidade.

No primeiro episódio da segunda temporada, chamado “Be Right Back”, acompanhamos a história do casal Martha (Hayley Atwell) e Ash (Domhnall Gleeson). Um dia após a mudança, Ash acaba falecendo, o que leva Martha a um processo de tristeza profunda. Ao descobrir que está grávida, ela decide utilizar um serviço que, baseado nas publicações das redes sociais do falecido, consegue criar um tipo de inteligência artificial capaz de conversar como se fosse o próprio morto. Conforme o desenvolvimento do episódio, descobrimos que a empresa também entrega um corpo artificial que pode ter a “personalidade” baixada em seu sistema. Pois bem, essa segunda parte ainda está longe de ser realidade, mas a primeira está mais perto do que podemos imaginar. Isso porque, na última semana, a Microsoft conseguiu a patente para um produto que conseguiria fazer exatamente o que o aplicativo do episódio faz. Esse “chatbot”, porém, não deverá ser lançado por questões éticas. Afinal, como alguém morto poderia autorizar o acesso a seus dados ou a recriação de sua personalidade?

Em outubro de 2020, as pessoas começaram a se chocar com um episódio da primeira temporada da série, com alguns fãs, inclusive, chegando a afirmar que Black Mirror teria previsto a pandemia de Covid-19. Em “Fifteen Million Merits”, conhecemos Bing (Daniel Kaluuya) um jovem que conhece Abi (Jessica Brown Findlay), uma aspirante a cantora que vira sua musa. Querendo ajudá-la a fugir da escravidão do sistema de crédito em que eles vivem, no qual eles pedalam para conseguir pagar as dívidas, ele pedala o suficiente para mandá-la ao programa de talento deles. Vamos parar por aqui para evitar spoilers, porque esse episódio é fantástico e merece ser visto. Apesar de termos um sistema de créditos parecido em alguns lugares do mundo, a tecnologia que já virou realidade foi justamente a plateia virtual do show de talentos. Com a pandemia da Covid-19, a presença nos programas de auditório e nos reality shows ficou vetada para evitar o aumento do contágio. A solução então foi montar uma plateia virtual com participação via internet.

Em “Nosedive”, o primeiro episódio da terceira temporada da série, o mundo é comandado por um sistema de avaliação pessoal, no qual a nota é preponderante para o status social dos seres humanos. Tipo o sistema de nota nos aplicativos de transportes, mas válido para tudo na vida. Nessa trama, seguimos Lacie (Bryce Dallas Howard), uma mulher jovem que tem nota 4.2 e está fazendo de tudo para melhorar sua avaliação no ranking. Esse vício a leva a tomar atitudes questionáveis para agradar aos outros e subir sua “nota social”. O episódio é uma clara metáfora ao vício nas redes sociais, mas esse sistema de notas, por mais absurdo que pareça, está sendo posto em prática na China. Baseado nos inúmeros sistemas de crédito do ocidente, que dificultam muitas pessoas a conseguirem parcelas ou empréstimos por conta de seu score bancário, o Sistema de Crédito Social Chinês está tentando implementar no país essa ferramenta de avaliação pessoal baseada em coleta de dados virtuais e reconhecimento facial para, dado o comportamento da pessoa, ela ganhe recompensas ou punições. As atividades que reduzem a avaliação são coisas como infrações de trânsito, não visitar os pais idosos, comportamento fraudulento ou criar dívidas e não pagá-las, e por aí vai. É uma tentativa do governo de tentar criar mais confiança, principalmente em transações financeiras, e de educar o povo.

Já no terceiro episódio da primeira temporada (“The Entire History of You”), vemos um homem, Liam (Toby Kebbell), que está com a suspeita de que sua esposa (Jodie Whittaker) está tendo um caso com um amante secreto. Nesse contexto, eles usam um implante que grava tudo aquilo que eles vivem, permitindo aos usuários que tenham acesso a suas memórias como se fossem um filme, podendo reproduzi-las quantas vezes quiserem. Essa crise de ciúmes coloca o relacionamento dos dois em crise, chegando ao ponto dele tentar forçá-la a reproduzir suas memórias com o suposto amante. Há aproximadamente dois anos, o empresário Elon Musk anunciou que está trabalhando em um chip que será introduzido no cérebro das pessoas por meio de uma cirurgia para possibilitar a conexão neural com computadores. A ideia é que isso permita a solução de problemas como a insônia, a depressão e até mesmo corrigir problemas na coluna e no próprio cérebro. Além de alertar para a prevenção de derrames e permitir que pessoas com deficiências física realizem atividades como digitar, passar músicas e jogar videogame sozinho. Outra função que o chip teria é o armazenamento de memórias, praticamente igual ao que é feito na série. No momento, o projeto está sendo testado em porcos, o que é uma fase bem avançada.

Todas as temporadas de Black Mirror estão disponíveis na Netflix.

‘Velozes e Furiosos 10’: Após briga, Vin Diesel indica o retorno de The Rock no filme

Vin Diesel e Dwayne Johnson parecem ter deixado suas desavenças para trás após os conflitos nos bastidores de ‘Velozes e Furiosos 8‘, quando os astros se desentenderam e supostamente partiram para a agressão física.

Em seu Instagram, Vin Diesel revelou que Johnson vai retornar para a franquia principal e encerrar seu arco narrativo.

Ele postou uma imagem dos dois com a legenda:

“Me sinto abençoado por participar de tantos momentos icônicos no cinema… não penso sobre eles tanto quanto deveria. Talvez seja porque estou muito empolgado com aquilo que ainda está por vir. Todo amor”

Nos comentários, o The Rock respondeu:

“Grande imagem, irmão. Nos divertimos e criamos alguns momentos icônicos, pelos quais eu sempre serei grato”, afirmou.

 

Luke Hobbs foi apresentado em ‘Velozes e Furiosos 5‘ como um agente do Serviço de Segurança Diplomática dos Estados Unidos, contratado para derrubar Dom Torreto e sua equipe. Por fim, Hobbs vira amigo de Dom para derrotar a ciberterrorista vivida por Charlize Theron em ‘Velozes e Furiosos 8‘.

O personagem ganhou um filme no último ano, intitulado ‘Hobbs & Shaw‘, e não vai aparecer em ‘Velozes e Furiosos 9‘.

O oitavo filme foi marcado por conflitos nos bastidores entre Dwayne Johnson e Vin Diesel, que se desentenderam e supostamente partiram para a agressão física. Além da briga com Diesel, Tyrese Gibson culpou o The Rock pelo adiamento de ‘Velozes e Furiosos 9’.

Johnson arrumou confusão com os colegas de elenco quando topou participar do derivado  ‘Hobbs e Shaw‘.

Lembrando que o 9º longa estreia em 1º de Abril de 2021.

Confira o trailer abaixo:

 

Assista nossa crítica com e sem spoiler:

Conheça a franquia Black Christmas | Um Clássico do Slasher

Recentemente, Natal Sangrento (2019), controverso terror feminista, chegou às plataformas de streaming através do Telecine Play. O filme não foi exibido nos cinemas brasileiros numa época pré-pandemia devido ao seu fracasso de crítica e bilheteria nos EUA. No entanto, Black Christmas (no original) tem um histórico longo, para muito além desta nova produção. O novo filme é na realidade a refilmagem de um clássico da década de 1970, que ajudou a definir o que temos hoje, e principalmente tivemos na década de 1980, quando o assunto é terror e o subgênero slasher.

Pensando nisso, como forma de homenagem a este verdadeiro marco do cinema de gênero, formulei esta nova matéria que visa pôr um pouco de luz em cima não apenas do clássico (embora principalmente nele), mas também de suas refilmagens. Confira abaixo.

Noite do Terror (1974)

O Black Christmas original é um destes filmes que já tiveram alguns títulos diferentes no Brasil. O que conta é seu nome original, pelo qual é reconhecido mundialmente e nunca confundido. Atualmente por aqui, ele é comumente mais chamado de Noite do Terror.

Existe um debate sobre qual de fato foi o primeiro filme do subgênero slasher, com alguns inclusive apontando para o clássico Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, ou para o mais obscuro A Tortura do Medo – do mesmo ano. Uma coisa é certa, eles se popularizaram com Halloween (1978), de John Carpenter. Antes disso, porém, algumas produções já marcavam o que viria a se tornar os slasher ainda no início da década de 1970, como O Massacre da Serra Elétrica (1974). No mesmo ano, Black Christmas causava certo frisson.

Além disso, o filme pode ser considerado o precursor no subgênero slasher de “datas comemorativas”, utilizando o natal como palco para seu terror. Depois seguiriam o dia das bruxas (Halloween), o dia do azar Sexta-Feira 13 (1980) e o dia dos namorados (O Dia dos Namorados Macabro, 1981), por exemplo. Na trama de Black Christmas, o cenário é uma casa de sororidade, popular local de moradia para jovens universitárias nos EUA. Na residência, habitada por diversas estudantes, as moças começam a ser eliminadas em segredo uma a uma. E o pior, tudo acontece de dentro da própria casa. Este é um dos elementos mais nervosos e assustadores da produção dirigida por Bob Clark – que depois viria a ficar conhecido pelas comédias bem diferentes entre si, Porky’s – A Casa do Amor e do Riso (1981) e Uma História de Natal (1983) – focando na mesma data com outro teor. As residentes começam a receber estranhos telefonemas, com frases desconexas e barulhos aterrorizantes. A hostilização típica de uma época não tecnológica é um dos principais aspectos de horror da obra. Assim descobrimos que os telefonemas estão vindo de dentro da própria casa, do sótão, onde um maníaco se esconde, e leva suas vítimas após serem abatidas.

A identidade do psicopata insano nunca é revelada, e mal chegamos a ver o sujeito. Vislumbramos partes de seu corpo em seus ataques, ou seu olho quando espreita entre as frestas, por exemplo. Sequer sabemos sua intenção, de onde veio, quem ele é ou seu destino, já que o final é ambíguo e aberto. Em um dos momentos mais icônicos da obra, o maníaco mata uma de suas vítimas sufocada com um saco plástico, e a posiciona estrategicamente sentada em uma cadeira de balanço no sótão, virada para a janela do local. A imagem da moça com o plástico na cabeça é utilizada como arte para o cartaz do filme. No elenco, nomes famosos da época como Olivia Hussey (Romeu e Julieta, Morte Sobre o Nilo, Psicose 4 e It: Uma Obra-Prima do Medo), Margot Kidder (a Lois Lane dos filmes do Superman com Christopher Reeves e Terror em Amityville) e John Saxon (A Hora do Pesadelo).

O maior acerto desse terror intimista e de ritmo deliberadamente lento para os padrões de hoje, é a construção de uma atmosfera de puro medo, onde aos poucos somos levados ao último lugar que estas personagens desejariam estar. O problema é que tal lugar é sua própria casa. Fora isso, existe ambiguidade sobre quem de fato é o vilão, quando os realizadores brincam as possibilidades de um whodunit entre os personagens. Produção canadense, Noite do Terror estreou em seu país de origem no dia 11 de outubro, pegando carona para o dia das bruxas. Nos EUA, atingiria a data certa no dia 20 de dezembro do mesmo ano.

Natal Negro (2006)

Mais de acordo com o título original, este remake produzido pela Dimension Films (mesma de Pânico / subsidiária da Miramax de Harvey Weinstein) chegava 32 anos após o lançamento de Noite do Terror. A refilmagem pegou carona na tendência que rolava em Hollywood no período, a de reimaginar os clássicos do gênero da década de 1970. Assim, o diretor Glen Morgan (produtor de Arquivo X e Premonição 3) tirava do papel sua visão do clássico – assinando roteiro e direção. Para esta nova versão, o cineasta confeccionou uma grande homenagem, demonstrando respeito e adoração pela obra anterior. Por exemplo, o serial killer “Billy” e seu pseudônimo Agnes ganham imenso destaque, recebendo inclusive uma backstory (um passado ou história de origem) pra lá de bizarra e perturbadora. Morgan também aumenta o gore ao volume máximo, criando um filme extremamente violento e dando aos fãs do gênero o que eles realmente esperam. Aqui já vivíamos a era dos celulares, então isso entrou em jogo sendo adicionado ao roteiro e dando certa mobilidade às vítimas.

Para completar, Morgan recheia o seu longa com a presença de algumas jovens estrelas promissoras, que já tinham certa fama na época. Os nomes que ainda se mantém conhecidos são os de Mary Elizabeth Winstead, Katie Cassidy, Michelle Trachtenberg e Lacey Chabert. Ah sim, a cereja no bolo é o envolvimento do criador original Bob Clark na capacidade de produtor, dando ao filme a validação que necessitava. Porém, apesar de todos os seus atrativos, uma boa parte técnica, que inclui ótima fotografia, os fãs e críticos simplesmente não se sentiram cativados por esta releitura do clássico. Lançado no dia 25 de dezembro de 2006 nos EUA, Natal Negro, com um orçamento de US$9 milhões, viu o retorno de US$21.5 milhões mundiais. No Brasil, sequer sendo lançado nas salas de cinema e demorando bastante tempo para aterrissar por aqui. A palavra que mais jogou contra o filme é exagero.

Natal Sangrento (2019)

Recentemente, escrevi sobre a polêmica envolvendo este segundo remake de Black Christmas em menos de quinze anos. Precisava? Provavelmente não. Mas o que a diretora e roteirista Sophia Takal faz aqui é pegar apenas o título e o conceito básico (estudantes de uma universidade são atacadas e mortas uma a uma numa casa de sororidade durante o feriado do natal) e reformular toda a história, conceito e reviravoltas. O que inclui varrer para debaixo do tapete tudo o que envolve o psicopata Billy e seu alter ergo Agnes. Ou seja, esta é a versão que se mantém mais longe da cartilha que formou os anteriores. A grosso modo seria fazer um filme de Sexta-Feira 13 sem Jason ou Halloween sem Michael Myers. Bem, isso já foi feito no passado destas franquias, mas hoje pode ser inconcebível.

Os fãs sempre clamam por reimaginações que tentem fazer algo diferente. E é justamente nesta seara que a diretora Takal posiciona seu novo Black Christmas. Este é na realidade a menor das reclamações quanto ao filme. E se a versão de 2006 aumentou demais o gore, esta edição de 2019 o diminuiu ao ponto de excluir qualquer indício de violência ou palavrões. Este é o Black Christmas mais domado dos três, para dizer no mínimo. O motivo foi apelar a um público maior, em especial meninas adolescentes que não poderiam entrar caso contrário. A censura é treze anos. Algo que nenhum fã hardcore de terror gosta muito.

O que mais marcou Natal Sangrento, no entanto, foi sua agenda feminista. O discurso aqui não é nada sutil. Os homens são os vilões e as mulheres as heroínas que irão combate-los. Abuso sexual, masculinidade tóxica, machismo e estupro entram em pauta, e são todos temas muito dignos para este tipo de propaganda. O problema é que deviam ter sido melhor trabalhados. O filme tem sua cabeça no lugar certo, mas talvez a falta de experiência da diretora que também assina o roteiro tenha atrapalhado. Fora isso, o longa da Blumhouse teve apenas 5 meses desde seu anúncio (incluindo pré-produção, filmagens e pós) para ficar pronto. E tendo isso em mente é até admirável. Mas a obra termina se perdendo e saindo do trilho em seu desfecho, ao acrescentar na trama elementos sobrenaturais que, embora deva ser lido como analogia, são garantidos de afastar grande parte dos espectadores por surgir do nada no final do terceiro ato e desfazer um pouco do discurso fervoroso que exibia com orgulho, redimindo parte culpa de tais homens “controlados” a se comportar de tal forma.

Infelizmente, esta nova versão do clássico viveu para se tornar um dos filmes menos apreciados pelo grande público, figurando na lista (eleita pelos próprios) dos piores filmes de todos os tempos.

‘Os Vingadores 5’: Surgem possíveis detalhes da trama que apresentará o Nova

Vingadores: Ultimato’ deu fim à Saga do Infinito e às três primeiras fases do Universo Cinemático Marvel – o que levou os executivos dos estúdios a pensarem em qual próxima storyline trazer para as telonas.

Segundo o site ComicBook, o próximo bloco de histórias deve girar em torno da Saga Aniquilação.

Escrita por Keith Giffen, a minissérie em questão gira em torno da invasão de Annihilus e suas forças na Zona Negativa do universo. A princípio, essa ideia pode parecer datada, mas é um fato dizer que o MCU gradativamente vem investindo na expansão cósmica de suas tramas a cada novo projeto – como, por exemplo, a franquia Guardiões da Galáxia, cujo terceiro filme chegará em breve aos cinemas, e os dos últimos longas-metragens da franquia Vingadores.

O personagem principal que une essa saga é Nova, alter-ego de Richard Rider, o qual, segundo novas reportagens, pode ser introduzido ao panteão muito em breve, devido ao seu “imediato potencial”. Além disso, anúncios recentes indicam que o filme-solo do herói foi adiado pelos estúdios. Outras matérias indicam que personas como Quasar e Beta Ray Bill podem também dar as caras em Guardiões da Galáxia Vol. 3’, cada um entrando como parte do cosmos Marvel.

O que você acha da saga ‘Aniquilação‘?

Se depender dos diretores Anthony e Joe Russo (‘Vingadores: Ultimato‘), eles gostariam de adaptar os quadrinhos da saga ‘Guerras Secretas‘.

“Quando gravamos ‘Guerra Infinita‘, pudemos sentir o gosto de trabalhar com tantos heróis reunidos… Isso estava relacionado ao nosso sonho de adaptar ‘Guerras Secretas‘. Eu acho que esta seria a maior adaptação dos quadrinhos para o cinema. Seria o evento que poderia ultrapassar a grandiosidade da Saga do Infinito.”, afirmou Anthony.

Segundo Joe, eles imaginam uma superprodução desde que leram a HQ na infância.

“Eu li ‘Guerras Secretas‘ quando eu tinha 10 ou 11 anos, e foi uma das primeiras histórias que reuniu uma grande quantidade de heróis.”, disse Joe. “Além dos heróis, os violões precisam se unir a eles, o que é incrível. Acho que retornaríamos se pudéssemos trazer nossa visão dessa HQ para as telonas.”

Ele continuou:

Anthony e eu sempre gostamos dessas relacões complicados entre heróis e vilões, gostamos de vilões que acreditam que são heróis em suas próprias histórias, então tudo isso está embutido em ‘Guerra Secretas‘.

Para quem não conhece, ‘Guerras Secretas‘ começa quando heróis e vilões são transportados ao Mundo de Batalhas pela entidade conhecida como Beyonder. Lá, os personagens travam uma guerra entre si. Enquanto os vilões tentam agradar a entidade e ganhar o prometido, os heróis tentam um modo de escapar daquela realidade.

‘Homem-Aranha 3’: Novas imagens dos bastidores revelam SPOILER sobre a trama

As gravações de ‘Homem-Aranha 3‘ seguem a todo vapor em Atlanta, e novas imagens dos bastidores revelam um SPOILER sobre a trama.

Nas últimas fotos do set, um dublê pode ser visto vestindo uma roupa de captura de movimento, mas essa não é a parte importante. A foto mostra um banner do Homem-Aranha em seu traje original de ‘Capitão América: Guerra Civil‘, anunciando aos fãs que eles podem tirar fotos e receber autógrafos do aracnídeo naquele local.

Isso normalmente não seria estranho no MCU, considerando a popularidade do Homem-Aranha como um Vingador, mas sua identidade secreta foi revelada pelo Mysterio, que o acusou de ser um assassino após os eventos de ‘Longe de Casa‘.

Será que o herói vai tentar se aproximar dos cidadãos de Nova York para mudar sua imagem?

 

Além disso, outras imagens do set mostram os cidadãos de Nova York divididos após o vilão Mysterio (Jake Gyllenhaal) incriminar Peter Parker (Tom Holland) dos vários incidentes que destruíram parte de Londres.

Na publicação, alguns cartazes mostram a imagem do vilão e as dizeres ‘Eu Acredito‘, logo abaixo.

No entanto, outros cartazes mostram que os ‘cidadãos estão defendendo o Aranha‘.

Confira:

Lembrando queAlfred Molina teve seu retorno confirmado como Dr. Octopus e o Collider afirmou que Andrew Garfield e Kirsten Dunst também estão no elenco. Garfield viveu Peter Parker nos dois ‘O Espetacular Homem-Aranha‘, enquanto Dunst interpretou Mary Jane Watson na trilogia original.

Espera-se que o filme siga a nova batalha de Peter Parker após ter sido desmascarado publicamente por J. Jonah Jameson no final do ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘.

A estreia da continuação continua marcada para 17 de dezembro de 2021, mas é possível que o lançamento seja adiado.

Lembrando que Amy Pascal atuará como produtora da sequência ao lado de Feige, representando a Sony e a Marvel, respectivamente.

Assista à nossa crítica do filme anterior:

‘Homem-Aranha 4’, ‘Liga da Justiça: Mortal’ e outros Blockbusters que foram CANCELADOS

O diretor James Gunn, responsável pela franquia Guardiões da Galáxia e roteirista dos live-action do Scooby-Doo do início dos anos 2000, contou recentemente que ele iria escrever e dirigir o terceiro filme da saga, que infelizmente foi cancelado pela Warner.

Gunn revelou qual seria a sinopse do terceiro filme:

Scooby-Doo 3 mostraria a Mistério S.A. sendo contratada por uma cidade escocesa que estava atormentada por monstros. Descobrimos ao longo do filme que os monstros são, na verdade, as vítimas. E Scooby e Salsicha precisam lidar com isso, com seus próprios preconceitos e crenças. (Sim, sério!)”, disse Gunn.

Pensando nesse projeto incrível que foi cancelado, o CinePOP separou 5 blockbusters que, assim como Scooby-Doo 3, não chegou a ver a luz do dia. Confiram!

Liga da Justiça: MortalDirigido por George Miller (Mad Max) e com um elenco estelar, essa adaptação do supergrupo da DC seria bastante ousada. Envolveria uma trama de guerra, teria o Caçador de Marte, heróis agindo como vilões e terminaria com a morte do Batman (Armie Hammer). O projeto é tão lendário que estão fazendo um documentário de grande produção sobre ele. Nunca se soube exatamente o motivo para não ter ido adiante, mas especula-se que os atrasos na produção e o sucesso do Batman de Christopher Nolan fizeram a Warner abandonar o projeto.

 

Homem Aranha 4Após dois verdadeiros fenômenos de crítica e bilheteria, Sam Raimi fez Homem Aranha 3 meio a contragosto. Ele tinha planejado um filme sem o Venom (Topher Grace), mas a Sony o pressionou a inserir o personagem na trama. Resultado: muitas críticas ao simbionte (e ao filme em si), mas uma bilheteria monstruosa. Vendo a oportunidade de recobrar sua liberdade criativa, Raimi fez o roteiro de Homem Aranha 4, escalou John Malkovich para o papel do Abutre e Anne Hathaway para a Gata Negra. Conforme o tempo foi passando, Sam ainda não tinha achado o roteiro ideal. Para piorar a situação, a Sony ainda o pressionou a inserir o Lagarto na trama. Não demorou muito e o projeto foi por água abaixo. Em vez de Homem Aranha 4, tivemos o reboot da franquia, agora estrelada por Andrew Garfield.  

 

Liga da Justiça SombriaRodando no imaginário popular há quase dez anos, o filme da Liga da Justiça Sombria, escrito por Guillermo Del Toro está quase virando lenda urbana. O longa já recebeu sinal verde, foi pra gaveta, foi cancelado, foi descancelado. Tudo isso até 2015, quando Del Toro anunciou sua saída do projeto, já que a Warner queria focar no seu Universo Compartilhado DC. A história traria Colin Farrell no papel de Constantine e ainda teria Ben Mendelsohn no elenco. Não se sabe se o filme enfim foi cancelado ou se está apenas no fundo da gaveta, mas o roteiro foi reescrito por Michael Gilio após a saída de Del Toro.

 

Sexteto Sinistro e o Universo do AranhaA franquia O Espetacular Homem Aranha tinha ideias ambiciosas para o futuro do Cabeça de Teia nos cinemas. Além de mais dois filmes do Aranha, dirigidos por Marc Webb, haviam três spin offs planejados: Gata Negra – estrelado por Felicity Jones, Tia May – protagonizado por Sally Field, e o mais avançado deles, Sexteto Sinistro. No entanto, o desempenho pífio de O Espetacular Homem Aranha: A Ameaça de Electro (que inclusive termina com um gancho absurdo para o filme do Sexteto) pôs tudo a perder, colocando o Universo do Homem Aranha na gaveta, até que vieram as negociações com a Marvel e a franquia foi cancelada para dar espaço ao Aranha do MCU.

 

InumanosSempre elogiado por seu grande planejamento, o Universo Cinematográfico Marvel chegou a ter um filme dos Inumanos programado para integrar a Fase 3. O longa teria Vin Diesel no papel de Raio Negro, um Inumano que não fala, e viria para ser um tipo de “X-Men” do MCU. Porém, com o avanço nas negociações da Disney com a FOX e com o sucesso estrondoso do Universo Cósmico de James Gunn, Inumanos ficou meio obsoleto na grade da Marvel. Para não descartar de vez o projeto, os heróis viraram uma série grotesca de televisão que pouco durou.

Qual desses projetos você mais gostaria de ver? Diga nos comentários!

‘Star Wars’: John Boyega crítica a Disney e afirma que não voltaria para a franquia

O ator John Boyega foi questionado por um fã sobre um possível retorno da franquia ‘Star Wars‘, mas o astro descartou a possibilidade, afirmando ter “seguido em frente”.

Ano passado, em entrevista ao Comic Book, o ator já havia afirmado não ter interesse em retornar à franquia: “Estou pronto para uma vida além de ‘Star Wars’. É meio triste por causa das conexões que fiz nos bastidores, as pessoas incríveis e importantes para minha vida, especialmente o Oscar [Isaac] e a Daisy [Ridley]. Agora, estou pronto para ver a nossa amizade crescer no mundo real.”

Depois de passar pela atual trilogia de ‘Star Wars’, Boyega fez diversas críticas à Disney por conta da falta de visibilidade de seu personagem ao longo dos filmes, já que lhe foi prometido mais destaque.

E parece que o astro ainda guarda mágoas do estúdio!

Durante uma entrevista para o Cinema Blend, Boyega argumentou que franquias blockbusters são sinônimos de ‘prisões de luxo’ para qualquer ator que queira fazer outros trabalhos.

“Estar em uma grande franquia de filmes blockbusters é como uma estar numa prisão de luxo para qualquer ator que queira atuar em outros projetos. Você tem um contrato, se você não gostar do que está fazendo, é obrigado a continuar lá mesmo assim.”

Ele continuou:

“Quando você faz as mesmas coisas por muitos anos, você meio que atrofia sua versatilidade, você fica no piloto automático, entendeu?”

Recentemente, o astro participou de ‘Small Axe‘, a série de filmes antológicos do diretor Steve McQueen (’12 Anos de Escravidão’), e disse que se sentiu aliviado em trabalhar em uma produção que não visa apenas bilheteria.

Infelizmente, ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker‘ teve o pior percentual de aprovação entre toda a franquia, registrando apenas 52% no Rotten Tomatoes. Logo atrás vem ‘A Ameaça Fantasma‘ (53%) e ‘O Ataque dos Clones‘ (65%).

Assista nossa crítica:

Dirigido por J.J. Abrams, o novo filme traz o desfecho da nova trilogia.

Os sobreviventes da Resistência enfrentam a Primeira Ordem mais uma vez no capítulo final da saga Skywalker.

O grandioso elenco conta com Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas Suotamo, Billie Loud, Naomi AckieRichard E. Grant, Kery Russell e os veteranos Mark Hamill e Billy Dee Williams.

Carrie Fisher também aparece como a General Leia Organa através do uso de imagens nunca antes divulgadas de ‘O Despertar da Força‘.

‘Brinquedo Assassino’: Série sobre o Chucky ganha sinopse oficial; Confira!

Chucky‘, série que irá continuar o universo da franquia clássica ‘Brinquedo Assassino‘, ganhou uma nova sinopse oficial.

Confira:

Depois de um clássico boneco Chucky aparece em uma venda de usados num bairro suburbano, uma idílica cidade dos Estados Unidos é jogada no caos após uma série de assassinatos terríveis exporem as hipocrisias e os segredos de seus habitantes. Enquanto isso, a chegada de inimigos – e de aliados – do passado de Chucky ameaça expor a verdade por trás das mortes, bem como as origens do boneco demoníaco.

A série estreia no SyFy em 2021.

Assista ao primeiro teaser:

Em entrevista ao Syfy Wire, Don Mancini deu novos detalhes sobre a série, revelando que o icônico vilão terá um objetivo diferente na nova produção.

“Com essa série, nossa missão é preservar o clima tenso do filme original. Mas, ao mesmo tempo, continuar expandindo a trama que nós construímos no decorrer dos sete filmes que lançamos nos últimos 30 anos. Acho que os fãs irão amar os novos personagens que nós introduzimos na produção e também o retorno de outros personagens conhecidos. Não será apenas o Chucky, mas também teremos o retorno de outros personagens que os fãs querem voltar a ver. Há uma boa chance deles aparecerem.”

Ele completa, “Acho que as pessoas vão achar interessante que o Chucky irá implementar suas habilidades. É importante dar ao Chucky novas armas, estratégias, objetivos e alvos. O personagem terá um objetivo diferente na série – algo nunca visto anteriormente.” 

Vale lembrar que a Jennifer Tilly já confirmou o seu retorno na produção. Brad Dourif, que dublou o vilão em todos os filmes da franquia, também retorna.

Batman: Ano Um | Conheça os detalhes do filme de Darren Aronofsky que NUNCA foi feito

O mitológico filme do Homem-Morcego que jamais foi feito é alvo constante de indagações e imaginação por parte dos fãs

Em algum momento, entre a tempestade de cores de “Batman & Robin” do Joel Schumacher e a Chicago de “Batman Begins”, houve uma história do Homem-Morcego jamais contada. Um universo distorcido e sujo que jamais escapou da caverna das ideias. Um Batman jamais nascido.

No final do século passado, um ainda inexperiente Darren Aronofsky, foi convidado pela Warner Bros. para um projeto audacioso: revitalizar a figura do Batman após o fracasso do período Schumacher. Àquela altura, os executivos entendiam que o personagem estava na mesma encruzilhada que se metera no período pré Tim Burton, ou seja, eles tinham essa propriedade intelectual marcada novamente por versões cômicas e infantis, e que era chegada a hora de resgatar as raízes ‘pulp’ imaginadas para o personagem em sua criação.

Em 1998, Aronofsky vinha de relativo sucesso com seu filme de estreia, “Pi”, cujo protagonista possuía fortes traços de genialidade e transtorno de personalidade antissocial. O filme foi rodado com um orçamento de US$ 60 mil e fechou com uma bilheteria global de US$ 3.2 milhões de acordo com o IMDB. No Rotten Tomatoes a obra possui uma avaliação positiva de 88%.

O desejo da Warner, portanto, era contar a origem do vigilante de maneira direta e mais fiel possível ao material base, do que Burton havia feito em 1989. A história escolhida para tal foi “Batman Ano Um”, escrita por Frank Miller e desenhada por Davi Mazzuchelli –  não só um clássico, como uma relíquia de um momento muito importante para os quadrinhos americanos.

 O Diabo, O Morcego e Miller

Após a confirmação da direção, o lendário autor de historias em quadrinhos Frank Miller se juntaria a Aronofsky para planejar o argumento inicial do roteiro. No final dos anos 90, Miller já era uma figura lendária na indústria. Na Marvel sua parceria com o também lendário editor Denny O’Neil fora responsável por um dos grandes embates entre o Rei do Crime e o vigilante Demolidor em “A Queda de Murdock”, e por outras edições mensais do personagem que trabalhavam de maneira inédita o contexto social violento de Nova York. Em 1993 ele escreveria a história de origem definitiva do Demônio de Hell’s Kitchen conhecida como “Homem sem medo”.

Em 1986, Miller publicou pela DC Comics sua visão de como seria a história final do Batman. “O retorno do cavaleiro das trevas”. A minissérie em quatro edições se tornou um clássico atemporal, quase no mesmo período, por não ser uma história de quadrinhos convencional. Parte da leva liderada por “Watchmen”, Miller trazia uma Gotham do futuro no qual o Batman há muito estava aposentado e gangues extremamente violentas comandavam a cidade, o que eventualmente obrigaria o Homem-Morcego voltar à ativa.

Drogas, violência, corrupção, Guerra Fria e loucura eram alguns dos elementos que diferenciavam “Retorno do cavaleiro das Trevas” anos luz das histórias cômicas da era de prata (nos anos 50 e 60 principalmente) e até mesmo daquelas gradativamente mais violentas feitas por Denny O’Neil nos anos 70. A reimaginação de personagens como Harvey Dent e sua psicose Duas-Caras, o Coringa midiático e Selina Kyle cafetina são outras características memoráveis da obra.

Apesar da escassez de informações sobre o número de vendas em 1986, em 2013 as vendas digitais da HQ subiram 161%, principalmente pelo anúncio de que, o então ainda em produção, “Batman vs Superman” seria inspirado no trabalho de Miller, segundo reportagem da Variety publicada no mesmo ano.

Renascimentos

No final dos anos 80, a indústria de quadrinhos batia recordes de venda nunca alcançados antes graças ao sucesso de suas histórias maduras cada vez mais comuns. Em 1986, a DC finalizava sua mega saga “Crise das Infinitas Terras”, que tinha a finalidade de reiniciar todo o universo da editora após décadas de continuidades e histórias.

Nesse sentido, a editora encomendou que seus principais personagens sofressem os chamados reboots (tivessem suas origens refeitas) para que assim pudessem se adequar a estrutura narrativa dos novos tempos e abocanhar uma fatia maior de novos leitores que poderiam se sentir intimidados e perdidos com as várias histórias que haviam até então.

Superman puxou o barco quando John Byrne reimaginou as origens do kryptoniano em 1986 com “Homem de Aço”, trabalhando melhor a juventude de Clark Kent em Smallville antes de se tornar o famoso herói. Esperando repetir o sucesso de “Retorno do Cavaleiro das Trevas” a DC Comics convidou Miller para dar sua visão dos primeiros anos do Batman como combatente do crime.

Combinado ao traço de David Mazzuchelli, que pareceu emular o estilo predominante nas primeiras histórias (inclusive no tocante ao uniforme do personagem), Frank Miller focou em resgatar o tom original estabelecido por Bill Finger e Bob Kane em 1940, em uma história que remeta às antigas revistas policiais do início do século, envolvendo uma cidade violenta, polícia corrupta e um protagonista solitário.

Ano Um” foi outro sucesso imediato com público e crítica no qual ambos concordaram que Miller havia estabelecido não só outro clássico, como também a origem definitiva para a mística do personagem, para o Comissário Gordon e para a turbulenta relação entre os dois.

A história que nunca foi

Tido isso, Aronofsky e Miller partiram da premissa da história mencionada para recontar em definitivo a origem do Homem-Morcego nos cinemas. O processo, porém, viria com modificações que dariam ao filme uma identidade única. Em primeiro lugar, o argumento da dupla previa que Bruce Wayne, após ficar órfão, perderia sua empresa e fortuna e viveria junto com um mecânico chamado Big Al e seu filho Little Al.

Diferentemente dos quadrinhos aonde Bruce percorreu o mundo para se aperfeiçoar fisicamente, aqui suas habilidades viriam das tentativas de sobreviver à violência urbana diária a qual ele estaria exposto.

Outra diferença era que inicialmente o traje seria completamente artesanal, contando com luvas revestidas com lâminas de barbear e uma máscara de hockey. A batcaverna seria uma pequena parte abandonada do metrô de Gotham.

Em uma entrevista ao site First Showing em 2017, Aronofsky afirmou que seu filme seria muito similar à atmosfera criada por Todd Philips em “Coringa”.

“Eu vi como eles estavam abordando o filme do Coringa e essa era exatamente minha visão. Eu dizia: nós iremos filmar no leste de Detroit e no leste de Nova York. Nós não construiremos Gotham. Eu queria que o Batmóvel fosse um Lincoln Continental com dois motores de ônibus nele”, afirmou.

Na mesma entrevista o diretor relatou mais uma semelhança entre seu projeto e o filme solo do palhaço do crime. Segundo ele, “Nós estávamos todos tentando reinventar isso e torná-lo mais como Taxi Driver. Esse era o objetivo”.

Eventualmente o roteiro não agradou os produtores, considerado por eles muito violento e fadado a ter uma classificação +18 nos cinemas. Alguns dos fatores que embasam a decisão é o nível de violência praticada pelo Batman, considerado por Miller como brutal até para seus padrões, um final bastante sanguinolento envolvendo um tiroteio generalizado entre Gordon e policiais corruptos, além de uma abordagem complicada em relação ao próprio James Gordon, que por certa parte do filme tentaria se matar.

Durante uma entrevista ao The Hollywood Reporter, Frank Miller revelou sua opinião sobre o motivo do filme não ter ido para frente. “Os executivos queriam um Batman no qual eles também pudessem levar os filhos e o filme não era para isso. Não havia os brinquedos nele. O batmóvel era apenas um carro modificado”.

Após o cancelamento do projeto, Aronofsky e Miller seguiram suas vidas. Em 2000, o diretor lançaria o aclamado “Réquiem para um sonho” e se consagraria como um nome de peso no cinema. Já Frank Miller viveria um declínio inacreditável na carreira. Em 2001, o autor lançou uma sequência de sua famosa história do Batman chamada “O cavaleiro das trevas ataca novamente”, sendo ela amplamente repudiada pelo público, que a considerou completamente confusa, e pela crítica, que achou os traços de Miller para compor a arte visual da história terríveis, diminuindo ainda mais o roteiro. Apesar disso, o marketing da obra foi inteiramente montado em cima de ser uma sequência de “Retorno do Cavaleiro das Trevas”, o que rendeu um bom número de vendas.

Entre 2005 e 2008, ele ainda voltaria a ser fortemente criticado, dessa vez com a minissérie “All Star Batman & Robin”. Novamente público e criítica se juntariam para questionar abordagens dadas por Miller ao relacionamento entre Batman e o menino prodígio, mostrado como fisicamente e verbalmente abusivo, além da própria personalidade do protagonista, retratado aqui como praticamente um “lunático descontrolado”.

Apesar do tempo ter passado e de “Batman Begins” ter mostrado, da melhor maneira possível, um pouco do que poderia ter sido esse conceito, a versão de Aronofsky continua a gerar fascínio e a atiçar o imaginário dos fãs. O cineasta veio a afirmar anos depois do cancelamento que ele e a equipe estavam “quinze anos adiantados”. Porém, seu projeto guiou a visão realista praticada por Christopher Nolan, que influenciou o ainda não nascido cinema de quadrinhos.

Veja abaixo algumas imagens dos conceitos que seriam usados por Aronofsky no filme:

 

Meg Ryan, Cameron Diaz, Leelee Sobieski e outras Atrizes dos anos 1990 que sumiram dos holofotes

Todos temos nossos quinze minutos de fama. E em Hollywood, claro, não é diferente. Para toda estrela que deixa um legado inesquecível e uma filmografia de sucesso (vide Meryl Streep, Julia Roberts e Angelina Jolie), temos tantas outras promissoras que conseguiram destaque, mas sumiram dos radares após alguns trabalhos famosos.

Pensando nisso, o CinePOP resolve resgatar em sua nova lista nada menos do que 20 atrizes famosas da década de 1990, que quase se tornaram estrelas (ou foram por algum momento), mas cujas carreiras diminuíram a força. Lembrando que acreditamos em segundas, terceiras e quartas chances, e que adoramos ver artistas veteranas resgatadas no cinema ou na TV – portanto, produtores, estúdios e diretores, façam seu trabalho direito e escalem estas mulheres novamente! Vamos conhecer.

Meg Ryan

Antes de Julia Roberts e Sandra Bullock, Meg Ryan era considerada a namoradinha da América – devido ao sucesso que a atriz fazia em comédias românticas. Ryan é inegavelmente uma estrela, e a que possui um dos maiores legados desta lista. E também devemos dizer que seu primeiro grande filme do gênero foi Harry e Sally: Feitos um para o Outro, ainda em 1989. Mas foi na década de 1990 que entregou produções como Sintonia de Amor (1993), Mens@gem para Você (1998) e Cidade dos Anjos (1998). Ryan foi indicada para três Globos de Ouro.

Após o término do longo casamento com Dennis Quaid (motivado pelo caso extraconjugal da atriz com Russell Crowe no filme Prova de Vida, 2000), a carreira de Ryan nunca mais foi a mesma. Seu último trabalho no cinema foi o drama de guerra Ithaca (2015), que ninguém viu e muitos sequer ouviram falar. O filme a reúne com o colega Tom Hanks (com quem contracenou em outros três filmes), e ela também dirige pela primeira vez na carreira.

Bridget Fonda

Filha de Peter Fonda, sobrinha de Jane Fonda e neta de Henry Fonda, Bridget faz parte de um dos clãs mais famosos de Hollywood. O caminho artístico era natural para ela, e em sua carreira, a atriz foi indicada para dois Globos de Ouro. Poucos sabem, mas sua estreia foi ainda bebê, na participação como uma das crianças na comunidade hippie do clássico de seu pai, Easy Rider – Sem Destino (1969). No início dos anos 1990, marcou presença em filmes como O Poderoso Chefão III e Dr. Hollywood: Uma Receita de Amor; depois seguindo para protagonizar em Mulher Solteira Procura (1992), Vida de Solteiro (1992) e A Assassina (1992), remake do francês Nikita: Criada para Matar.

Seus últimos trabalhos significativos no cinema foram em Jackie Brown (1997), de Quentin Tarantino, Um Plano Simples (1998), de Sam Raimi, e o divertido terrir Pânico no Lago (1999). Fonda está afastada desde 2002, quando lançou o filme de fantasia feito para a TV Snow Queen.

Alicia Silverstone

Fenômeno adolescente na década de 1990, Silverstone se tornou musa teen ao participar dos clipes Crazy, Cryin’ e Amazing, da banda de rock Aerosmith. Depois disso foi um passo para o estrelato em As Patricinhas de Beverly Hills (1995) – o filme adolescente mais famoso dos anos 1990.  A carismática atriz perdeu o gás após as escorregadas consecutivas em Batman & Robin (onde viveu a Batgirl) e Excesso de Bagagem – ambos de 1997. Ela continua trabalhando em participações esporádicas, mas sua carreira nunca mais foi a mesma. Recentemente, ela foi vista numa participação não creditada em Valley Girl (2020) e emprestará a voz para a Rainha Marlena na nova animação de He-Man para a Netflix, Masters of the Universe: Revelation. Silverstone foi indicada para um Globo de Ouro.

Shannen Doherty

Antes de Alicia Silverstone e As Patricinhas de Beverly Hills, existiu Shannen Doherty, Brenda Walsh e a série juvenil sensação Barrados no Baile (1990-2000). Apesar dos dez anos de duração do programa, Doherty e sua Brenda saíram logo em 1994, devido ao reportado temperamento difícil da atriz. No cinema, ela trabalhou com Kevin Smith em Barrados no Shopping (1995), e voltou para a TV com a série de sucesso Charmed (1998-2006), na qual, adivinhe, também foi substituída depois de três temporadas. Em 2015, a atriz se descobriu com câncer de mama e ela vem se tratando desde então. Seu último trabalho foi uma participação na série Riverdale ano passado.

Julia Ormond

É uma tarefa ingrata para qualquer atriz substituir uma lenda como Audrey Hepburn, mas até que a britânica Julia Ormond se saiu bem no remake de Sabrina (1995), lançado 41 anos depois do original. Seu destaque, no entanto, havia sido no ano anterior, ao incendiar as telas ao lado de Brad Pitt no romance de época Lendas da Paixão. No mesmo período estrelou Lancelot: O Primeiro Cavaleiro (1995), reimaginação realista da lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda focado na relação de Lady Guinevere (Ormond), o marido Rei Arthur (Sean Connery) e o amante Lancelot (Richard Gere) – filme que falhou em emplacar. Ormond perdeu o estrelato mas continuou trabalhando em filmes e séries, e irá participar do novo derivado da série The Walking Dead, focado em protagonistas crianças. Ormond é vencedora de um Emmy.

Cameron Diaz

Poucas atrizes estreiam no cinema chutando a porta com força como Cameron Diaz fez em O Máskara (1994). Bem, e até “ontem” a ex-modelo era uma estrela extremamente reconhecível. Acontece que Diaz está afastada das telas desde 2004, quando optou por uma aposentadoria – talvez decepcionada após terem vazado vídeos eróticos de seus trabalhos nus de início de carreira. A atriz recentemente pôde ser vista realizando as famosas lives em seu Instagram, mas por enquanto não pensa em voltar ao cinema. Seus últimos filmes lançados foram Mulheres ao Ataque, Sex Tape: Perdido na Nuvem (uma ironia do destino) e o remake do musical Annie. Diaz foi indicada para quatro Globos de Ouro.

Tia Carrere

Havaiana dona de feições e nome exóticos, a bela Tia Carrere ficou imortalizada como a roqueira bad ass Cassandra, objeto de afeto de Wayne (Mike Myers) em Quanto Mais Idiota Melhor (1992) e sua continuação (1993). Fora isso, viveu uma vilã femme fatale na superprodução de James Cameron, True Lies (1994), com Arnold Schwarzenegger, e protagonizou em Kull, o Conquistador (1997), do mesmo autor de Conan. Ela também emprestou a voz para a animação da Disney Lilo & Stitch (2002), e teve sua própria série de TV com Caçadora de Relíquias, aventura de fantasia que durou três temporadas. Recentemente, ela esteve ao lado de RuPaul na série da Netflix AJ and the Queen (2020).

Sarah Michelle Gellar

Jovem atriz que também não sai de nossas mentes. Gellar será para sempre lembrada por seu papel de Buffy, na série homônima de aventura, fantasia e terror – que durou sete temporadas. Com tamanho sucesso, naturalmente ela migraria para o cinema, onde marcou presença nos slashers adolescentes Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e Pânico 2, ambos de 1997. Seu papel mais desafiador, no entanto, seria em Segundas Intenções (1999), onde interpretou a manipulativa Kathryn, nesta reimaginação jovem de Ligações Perigosas. Na década de 2000, Gellar foi Daphne no live action de Scooby Doo (2002) e sua continuação (2004), e tentou duas vezes voltar à TV sem sucesso – em Ringer e The Crazy Ones (com o saudoso Robin Williams). A atriz também estará no novo Masters of the Universe, como a voz de Teela. Gellar foi indicada a um Globo de Ouro.

Kristy Swanson

Ainda falando de Buffy, muitos podem não saber, mas a personagem criada por Joss Whedon fez seu debute num longa-metragem lançado para os cinemas ainda em 1992. Na produção, Buffy foi vivida por Kristy Swanson. É claro que a atriz já havia marcado presença como a personagem título do cult/trash de Wes Craven, A Maldição de Samantha (1986). Ela também participou de Manequim: A Magia do Tempo (1991), Top Gang! (1991), Duro Aprendizado (1995), de John Singleton, e tentou outras vezes emplacar numa superprodução (sem sucesso), vide Rotação Máxima (1994), com Charlie Sheen, e até mesmo numa adaptação de super-herói para o cinema: O Fantasma (1996). Swanson continua atuando, e seu último trabalho foi na série SEAL Team: Soldados de Elite, em 2019.

Theresa Randle

Em meados da década de 1990, a bela Theresa Randle estava em todo lugar. Fosse em superproduções como Um Tira da Pesada 3 (1994), Os Bad Boys (1995) e Space Jam (1996), até protagonizando dramas de gente como Spike Lee, vide Garota 6 (1996) – tendo trabalhado com o cineasta anteriormente em Febre da Selva (1991) e Malcolm X (1992). Filme de super-herói? Manda ver. E ela esteve em Spawn: O Soldado do Inferno (1997). Depois da recepção fria deste último, no entanto, a carreira da atriz diminuiu de marcha. Ela estava afastada desde 2010, mas este ano participou de Bad Boys para Sempre (2020).

Lara Flynn Boyle

Indicada a um Emmy, a atriz já havia participado de Poltergeist III (1988) e Rookie (1990), de Clint Eastwood, quando entrou para o elenco da cultuada série de mistério Twin Peaks (1990-1991), de David Lynch. Nos anos 1990, seguiu em Quanto Mais Idiota Melhor (1992), Equinox (1992), no thriller erótico Ambição Fatal (1993) e no subestimado suspense Morte por Encomenda (1993). No período, chamou atenção no  polêmico Três Formas de Amar (1994), sobre a relação de três estudantes: um homem e uma mulher héteros e um homem gay. Seu último papel de destaque foi na superprodução Homens de Preto 2 (2002), no qual viveu a vilã Serleena. Boyle continua a atuação em produções menores.

Calista Flockhart

A geração de hoje pode até não compreender muito bem o fenômeno que foi a série Ally McBeal no fim dos anos 1990 (1997-2002), mas digamos que foi o suficiente para transformar a protagonista Calista Flockhart numa estrela, sem nunca ter emplacado no cinema. O programa durou cinco temporadas, e segue como um dos mais influentes e criativos do período. No cinema, Flockhart esteve no remake de A Gaiola das Loucas (1996) e na adaptação de Shakespeare, Sonho de uma Noite de Verão (1999). Recentemente, ela foi a vilã na primeira temporada de Supergirl, antes do programa mudar de emissora. A atriz é vencedora de um Globo de Ouro. Flockhart está junto com companheiro Harrison Ford desde 2002, e com ele adotou um menino. Eles se casaram finalmente em 2010.

Carrie-Anne Moss

Lembra do mencionado chute na porta? Pois bem, no fim da década de 1990 (mais precisamente em 1999), a carreira da canadense Carrie-Anne Moss teria uma guinada brusca rumo ao estrelato com Matrix, onde viveu a protagonista feminina e bad ass de plantão, Trinity. Logo, Moss se viu como musa de nerds babões, e voltou ao papel nas sequências de 2003 (Matrix Reloaded e Revolutions). Antes, porém, tentou emplacar como estrela em filmes como Amnésia (2000), de Christopher Nolan, e Planeta Vermelho (2000). Mas por algum motivo, sua carreira não decolou. Recentemente, ela esteve em programas de TV chamativos, como Jessica Jones, da Marvel/Netflix, e Tell Me a Story. Um novo Matrix, com Carrie-Anne de volta como Triniy, é prometido para 2022.

Jeanne Tripplehorn

Tripplehorn (trocadilho infame em inglês) é uma daquelas atrizes que vimos em muitos filmes de sucesso, mas nunca lembramos de seu nome. Isso porque a atriz nunca decolou para se tornar uma estrela renomada. Apesar disso, foi indicada a um Emmy. Ela fez sua estreia no cinema com o sucesso erótico Instinto Selvagem (1992), e dali partiu para A Firma (1993). Depois, afundou duplamente com Waterworld (1995) e Destino Insólito (2002), ao lado de Madonna. Este ano Tripplehorn ensaia um retorno, ao lado de gente como Cate Blanchett, Rose Byrne e Elizabeth Banks, na série Mrs. America.

Leelee Sobieski

De descendência polonesa, como seu nome não esconde, a atriz é facilmente reconhecível por todos que cresceram nos anos 1990, início de 2000. O nome da jovem era um dos mais quentes no período, e ela protagonizou produções para a FOX – como o romance Seu Amor, Meu Destino (2000) e o suspense Perseguição (2001) – e apara a Columbia/Sony (A Casa de Vidro, 2001). Antes, já havia marcado presença em De Olhos Bem Fechados (1999), do mestre Stanley Kubrick, e na comédia de Drew Barrymore, Nunca Fui Beijada (1999). Ela chegou até a protagonizar como a heroína francesa Joana D’Arc, numa minissérie canadense em dois episódios, lançada no mesmo ano da superprodução de Luc Besson com sua então companheira Milla Jovovich – ambas utilizando o criativo título… bem, Joana D’Arc. Sobieski ainda atua, mas em filmes menores e desconhecidos.

Bridgette Wilson-Sampras

Conhecida no cinema nos anos 1990 apenas como Bridgette Wilson (até seu casamento com o tenista Pete Sampras em 2000), a loira participou de O Último Grande Herói (1993) como sua estreia no cinema, no qual viveu a filha de Arnold Schwarzenegger. Mas seu grande ano seria 1995, onde atuou ao lado de Adam Sandler em Billy Madison: Um Herdeiro Bobalhão; Nixon, de Oliver Stone; e no citado Duro Aprendizado, de John Singleton. Um de seus personagens mais famosos, no entanto, é Sonia Blade, na versão para o cinema do game Mortal Kombat (1995) – papel que pescou após Cameron Diaz precisar deixar a produção, após ter quebrado o punho nos treinamentos. A atriz está aposentada desde 2008.

Gabrielle Anwar

O ano era 1992, e Gabrille Anwar ficaria marcada para sempre por causa de apenas uma cena em Perfume de Mulher, filme que deu o único Oscar da carreira de Al Pacino. Isso porque a atriz participa da mais famosa cena do longa, a cena do tango. É claro que depois disso vieram muitas ofertas, e ela esteve em Os Invasores de Corpos, Os Três Mosqueteiros e Por Amor ou Por Dinheiro, todos de 1993. Dois anos depois, esteve no cult Coisas para Fazer em Denver Quando Você Está Morto. Nos últimos tempos, sua carreira esteve voltada para a TV – com séries como Burn Notice (2007-2013) e Era uma Vez (2017-2018).

Jennifer Love Hewitt

Com o revival dos slashers no fim da década de 1990, a morena protagonizou Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997) e sua sequência (1998). É claro que ela conseguiu o papel devido ao sucesso na série Party of Five – O Quinteto (1995-1999), e sua personagem no programa fez tanto sucesso, que ela ganharia um derivado próprio com Time of Your Life (1999-2000). Ela também esteve no filme teen Mal Posso Esperar (1998) e, inclusive, viveu Audrey Hepburn na biografia para a TV, A Vida de Audrey Hepburn (2000). Mas o lugar de Hewitt parece ser na telinha, onde protagonizou seriados como Ghost Whisperer (2005-2010), The Client List (2012-2013) e atualmente está em cartaz com 9-1-1 (2018-2021). Na década de 1990, a atriz também lançou sua carreira na música e tem uma indicação ao Globo de Ouro.

Mädchen Amick

A belíssima Mädchen Amick, assim como Lara Flynn Boyle, teve o boom de sua carreira  ao fazer parte do elenco da cultuada Twin Peaks, de David Lynch. Mas ao contrário da colega, que não quis saber mais desta história quando a série acabou, Amick voltaria a tal universo duas vezes: a primeira com o filme Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992), e a segunda no revival Twin Peaks: O Retorno (2017). Ainda na década de 1990, ela marcou presença no filme escrito por Stephen King, Sonâmbulos (1992), no thriller erótico A Mulher dos Meus Sonhos (1993) e na comédia Encurralados no Paraíso (1994). Atualmente, Amick faz parte do elenco de Riverdale (2017-2021), onde interpreta a personagem Alice Cooper (WTF?!).

Kasi Lemmons

Talvez você não esteja ligando o nome à pessoa. Mas a atriz Kasi Lemmons esteve em grandes thrillers como O Silêncio dos Inocentes (1991) e O Mistério de Candyman (1992). Ela até mesmo estrelou ao lado de Jean Claude Van Damme em um de seus melhores filmes de ação, O Alvo (1993), de John Woo. Ainda em 1997, ela mudaria de lado e iniciaria uma prestigiada carreira como diretora, com foco no cinema racial. Sua estreia foi com o elogiado Amores Divididos (Eve’s Bayou). Lemmons também dirigiu episódios de séries conhecidas, como Luke Cage, da Marvel/Netlix, e o recente A Vida e a História de Madam CJ Walker. Seu último filme com diretora foi o indicado ao Oscar Harriet (2019), que acaba de chegar ao Brasil diretamente no mercado de vídeo.

Conheça ‘Duna’ | Conheça a Ficção Clássica que ganhará nova versão por Denis Villeneuve

Vida longa a Denis Villeneuve! O cineasta franco-canadense conquistou o coração dos cinéfilos e em pouco tempo se posicionou no topo da cadeia alimentar de Hollywood, misturando dramas reflexivos e filosóficos de arte (vide Incêndios e O Homem Duplicado), thrillers de conteúdo pra lá de nervosos (Os Suspeitos e Sicário) e, claro, o gênero que tem se tornado sua especialidade: a ficção científica, na qual destacam-se suas últimas obras A Chegada e Blade Runner 2049. Seus filmes mesclam cinema autoral, elementos artísticos exuberantes com o entretenimento escapista. Podemos dizer que ele faz filmes à moda antiga – e em breve, Villeneuve lançará Duna.

E o que é Duna, você pergunta. Bem, Duna é uma história de ficção científica clássica, que chegou ao mundo na forma de um livro do autor norte-americano Frank Herbert, publicado originalmente em 1965, e ganhador de prêmios. Além da novíssima versão de Villeneuve prometida ainda para este ano, Duna foi adaptado outras vezes como minisséries em 2000 e 2003, e gerou até mesmo outros romances; mas aqui iremos nos concentrar na superprodução lançada em 1984, e dirigida por ninguém menos do que David Lynch – em sua investida mais ambiciosa no cinema.

Sabe estas obras de outras mídias tidas como inadaptáveis ao cinema. Pois bem, assim como Watchmen (de Alan Moore), por exemplo, Duna foi durante muito tempo uma destas. Seu desenvolvimento ocorreu durante seis anos, e viu diversos cineastas ligados ao projeto – mais notavelmente o chileno Alejandro Jodorowsky (Santa Sangre), dono de uma filmografia peculiar, e cujo envolvimento no projeto virou tema de um documentário premiado por festivais em 2013. Foi um dos mais notórios casos do filme que “quase foi”. Outro grande nome que por pouco não assumiu a cadeira de direção foi Ridley Scott – precisando se ausentar devido ao falecimento de seu irmão mais velho na época, e optando pelo mais acessível no momento, Blade Runner (1982).

Assim, a direção desta ambiciosa ópera espacial terminou nas mãos de David Lynch, hoje celebrado por suas esquisitices – vide Twin Peaks -, mas na época um jovem cineasta dono de apenas dois longas em seu currículo. Bem, dois longas bem impressionantes e festejados. O primeiro, um pesadelo psicodélico em forma de filme chamado Eraserhead (1977), bem nos moldes do que viria a ser a carreira do abstrato realizador; e o segundo, O Homem Elefante (1980) que, embora faça uso de um tema de difícil digestão: a história real de um homem incrivelmente deformado, foi indicado para 8 Oscar, incluindo melhor filme, e é considerado um dos melhores de todos os tempos na opinião do grande público. Certamente foi o que conseguiu para Lynch a vaga neste novo trabalho.

Muita gente se decepciona com Duna (1984) ao perceber que ele não é um dos filhotes de Star Wars da época. Muitos, inclusive, creditam seu fracasso ao fato. Duna estreou no ano seguinte do fim da trilogia de George Lucas, com O Retorno de Jedi chegando aos cinemas em 1983. Duna também fala sobre viagens espaciais, planetas distantes habitados por seres humanoides, criaturas monstruosas e aventuras épicas. A interseção não para por aí, já que antes de Duna, David Lynch foi convidado pelo próprio Lucas para a direção de O Retorno de Jedi – ao que o cineasta deu como resposta: “Este é o seu lance, não é o meu lance”, optando por algo mais, digamos, único. Típico Lynch.

Com distribuição da Universal e roteiro do próprio diretor, o longa tem produção do icônico italiano Dino De Laurentiis e sua filha Raffaella De Laurentiis, e contou com um orçamento de US$40 milhões – um valor astronômico para o período. Comparando, O Império Contra-Ataca foi feito pela quantia de US$18 milhões em 1980, e no ano anterior, O Retorno de Jedi havia sido produzido pela soma de US$32.500 milhões. Ao revisitarmos Duna (1984), podemos notar os efeitos datados, porém, a magnitude da produção e seus cenários grandiosos permanecem indiscutíveis. O investimento nesta obra ocupou três anos da vida de David Lynch voltados somente para Duna, e sua confecção foi abrigada em seis enormes estúdios para os colossais sets.

E sim, não podemos evitar de declarar Duna (1984) como um fracasso – tanto de crítica quanto de público. É triste quando tanta dedicação não vê o retorno planejado. É claro que com o passar dos anos, o filme foi reencontrado como item cult e segue conquistando mais e mais apreciadores. No entanto, fato é que em seu lançamento nas salas de cinema, Duna viu de volta apenas US$30.9 milhões, falhando inclusive em se pagar. A obra literária “inadaptável” ao cinema se mostrou justamente isso, e cobrou um preço muito alto do dono desta imaginação audiovisual. Lynch considera Duna seu único fracasso na carreira. O diretor se recusa a falar da produção em detalhes e inclusive já declinou ofertas de reeditar o filme à sua maneira, dando aos fãs uma edição definitiva do diretor – já que muito do fracasso é credito a interferências dos executivos e produtores. Segundo Lynch, seria uma experiência insuportavelmente dolorosa revisitar esta universo. Duna “venceu” como pior filme na “premiação” Stinker Bad Movie Awards, o primo pobre do Framboesa de Ouro. Porém, foi indicado ao Oscar de melhor som.

Duna (1984) ainda é considerado um filme muito confuso, devido à sua trama complexa e excesso de personagens – mesmo contando com um tempo de exibição de 2 horas e 17 minutos. Na época de seu lançamento nos cinemas, encartes situando o espectador neste universo e seus personagens eram distribuídos para o público não ficar perdido. A narrativa até utiliza uma personagem cujo único propósito parece ser explicar este mundo para o espectador. A princesa Irulan, papel de Virginia Madsen (Candyman), pouco aparece, mas na abertura do filme é vista em close narrando o que é esta história que estamos prestes a adentrar. A personagem, ao que tudo indica, ficará de fora da nova versão em 2020. Fora isso, a trama é pura ficção científica raiz, e o filme possui ritmo lento, fazendo uso de pouca ação – no fundo está mais para Star Trek (Jornada nas Estrelas) do que para Star Wars (Guerra nas Estrelas). A melhor forma de definir Duna para os padrões atuais é como um Game of Thrones espacial. Temos os clãs (famílias) dividindo os territórios/ planetas, jogos de intrigas visando o trono, muitos “jogadores”, traições e reviravoltas.

O protagonista é Paul Atreides, vivido pelo ator fetiche de Lynch, Kyle MacLachlan, astro da série Twin Peaks. Na nova versão ele será interpretado pelo indicado ao Oscar Timothée Chalamet. Paul é o John Snow da vez, filho de um clã próspero, cujo patriarca é traído e assassinado, e que vê sua família cair em desgraça precisando se reerguer. Ele também irá se descobrir “o escolhido”, dono de poderes sobrenaturais (como a manipulação mental de outros através da voz, já que sua mãe faz parte de um covil de “bruxas”, uma espécie que treina e desenvolve tais dons), que trará equilíbrio ao universo. Aqui, tudo gira em torno de uma especiaria capaz de conceder a seus usuários inúmeras capacidades sensitivas, como também viajar pelo tempo-espaço. Este produto é produzido num planeta-deserto conhecido como Duna, onde habitam gigantescos vermes monstruosos – clara inspiração às criaturas similares da comédia Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988), de Tim Burton, e O Ataque dos Vermes Malditos (1990).  Assim, diversos clãs se engalfinham para dominar tal especiaria, em conflitos com fortes subtextos políticos.

Dentre as principais peças desta trama temos os pais de Paul Atreides, Duque Leto Atreides e Lady Jessica, interpretados pelo alemão Jürgen Prochnow e pela britânica Francesca Annis. Na nova versão eles ganharão as formas do guatemalteca Oscar Isaac e da inglesa Rebecca Ferguson. O principal antagonista é o repugnante Barão Vladimir Harkonnen (cuja origem do nome russo não esconde a rivalidade da Guerra Fria trazida pelo autor), líder de uma nação que cultua enfermidades, vivido por Kenneth McMillan – que além de tudo possui fortes inclinações homoeróticas implícitas. No remake, ele terá as formas do sueco Stellan Skarsgard. O antagonista possui dois sobrinhos, funcionando como seus capangas: o grandalhão ‘A Fera’ Rabban (Paul L. Smith no antigo e Dave Bautista no novo) e a psicótico Feyd (Sting no antigo e ainda sem intérprete divulgado no novo – quem sabe o personagem tenha sido eliminado).

Finalizando os jogadores principais, temos o líder do povo rebelde em Duna, Stilgar (Everett McGill no original e Javier Bardem no remake), sua filha e interesse amoroso do protagonista Paul, Chani (Sean Young no original e Zendaya no remake), o homem de confiança do clã Atreides na linha de frente Duncan Idaho (Richard Jordan no original e Jason Momoa no remake) e Gurney Halleck, o mestre das armas no exército de Atraides (papel de Patrick Stewart no original e Josh Brolin no remake).

Com a proximidade da reimaginação de Duna pelas mãos de Denis Villeneuve, prometido para dezembro – se o corona vírus deixar – esta é a época ideal, aproveitando o isolamento social, para dar mais uma chance a este cult da década de 1980. Porém, é necessário ir de mente aberta, absorvendo todas as qualidades que um cineasta como David Lynch tem a oferecer numa empreitada destas. Corroborando com o argumento, a sorte sorri para os cinéfilos, já que Duna (1984) está presente no acervo da Amazon Prime Video para ser consumido de imediato. Boa viagem.