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‘Mulher-Maravilha 1984’: Pedro Pascal revela como Nicolas Cage lhe serviu de inspiração

Para construir o seu vilão em ‘Mulher-Maravilha 1984‘, o astro Pedro Pascal recorreu a uma das suas grandes inspirações no ramo da atuação. Segundo ele, o veterano Nicolas Cage se tornou o seu ponto referencial no desenvolvimento do seu trabalho.

A informação foi compartilhada em uma entrevista ao portal Uproxx. Na ocasião, ele ainda refletiu brevemente sobre como Cage se tornou uma inspiração para a construção das suas cenas com a heroína Mulher-Maravilha:

“Sim, eu não me identifico com os exageros da atuação do Nicolas Cage. Mas em um determinado momento da conversa, eu estava falando sobre sobre como ele foi uma incrível influência para mim como ator, o que é verdade. E isso é tão forte que eu o uso como uma espécie de ponto de referência para me ancorar e conseguir realizar algo em alguma cena, especialmente as que contraceno com a Mulher-Maravilha”.

A Warner Bros. divulgou através do YouTube uma das faixas da trilha sonora original de Mulher-Maravilha 1984’, composta pelo vencedor do Oscar Hans Zimmer.

Lembrando que o longa já estreou nos cinemas nacionais.

Ouça:

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

É OFICIAL! ‘Locke & Key’ é renovada para a 3ª temporada

A Netflix renovou oficialmente a série ‘Locke & Key‘ para a 3ª temporada.

“[Os produtores executivos] Carlton [Cuse] e Meredith [Averill] construíram um mundo incrível com ‘Locke and Key’ e nós estamos animados em retornar para uma terceira temporada,” afirmou Brian Wright, vice-presidente de acordos da Netfix.

Sobre a renovação, o showrunner Carlton Cuse declarou: “Nós temos algumas aventuras incríveis guardadas para os fãs da série na terceira temporada e estamos muito animados por podermos continuar nossa história através da nossa parceria com a Netflix.”

Vale lembrar que a 2ª temporada estreará apenas em 2021.

Os quadrinhos de ‘Locke & Key‘ foram publicados pela primeira vez em 2008 por Joe Hill, e acompanham uma família cujos membros são os guardiões de uma série de chaves místicas, tentando mantê-las protegidas das forças malignas do vilão Caravaggio.

A série traz Connor Jessup e Jackson Robert Scott como protagonistas, interpretando os irmãos Tyler e Bode Locke, respectivamente. 

Griffin Gluck (‘American Vandal’) e Steven Williams (‘The Leftovers’) também fazem parte do elenco. Gluck interpreta Gabe, um estudante que vai para a Academia Matheson – a mesma escola de Kinsey Locke (Emilia Jones); Williams, por sua vez, é Joe Ridgeway, um professor da mesma instituição.

Além deles, Coby Bird dá vida à Rufus Whedon, um personagem neurodivergente que se torna uma peça essencial na missão de Bode e Tyler Locke, enquanto Laysla de Oliveira interpreta a vilã Dodge.

Carlton Cuse entra como showrunner da série ao lado de HillAndre Muschietti, responsável pelo remake de ‘It – A Coisa’, havia sido cotado para dirigir os episódios, mas saiu do projeto.

Brendan Hines e Liyou Abere farão parte do próximo ciclo.

Streaming | 2020, o ano em que a novidade foi ver séries à moda antiga

Quando ainda tentava se firmar no mercado mundial, a Netflix precisou encontrar meios de popularizar seu serviço de streaming. Com o passar dos anos, eles investiram em diversas produções originais que logo fizeram o público associar o logo “Original Netflix” a qualidade. Porém, com o tempo, eles passaram a apostar mais na quantidade do que na qualidade dos conteúdos que eram adicionados ao catálogo. No entanto, se tem uma coisa que não mudou até hoje foi o formato de lançamento de séries. Bem, não mudou ainda. Isso porque a empresa do “N vermelho” foi a pioneira em incentivar as maratonas. E que maneira melhor de chamar atenção do público do que liberando temporadas inteiras de uma vez só? O esquema deu tão certo que o “Binge-Watching” – o “Maratonar” em inglês –  entrou como verbete no Dicionário Oxford, lá em 2014.

Esse formato de consumo compulsório foi incentivado por anos pela empresa, que chegou até mesmo a lançar um site para a personalização de cartões para todos os “Maratonistas” de plantão. A questão foi tão legitimada pela Netflix, que, em 2011, o CEO da empresa, Reed Hastings, chegou a afirmar que: “A marca Netflix para programas de TV é realmente sobre a compulsão […] É viciante, é emocionante, é diferente”. O problema é que um monte de estudos psicológicos passou a atribuir essa vontade de maratonar a um série de transtornos, como depressão, ansiedade e insônia. E qual marca quer ter sua imagem atrelada a isso? Então, de 2018 para cá, os incentivos a maratonar as produções pararam de ser tão frequentes como antes. Vez ou outra eles indicam uma série ou outra que “vale a maratona”, mas nem perto do que fazia antes.

O site não existe mais. Foto: Reprodução/ TechTudo

Mas vamos ser sinceros, a verdade é que o formato de lançamento da Netflix foi uma jogada genial pra época e criou um novo segmento no ramo do entretenimento que foram as “séries para maratonar”, como o fenômeno mundial Stranger Things.

Com episódios curtos e conectados, Stranger Things surfou na onda das maratonas e se tornou fenômeno da Cultura Pop.

Aí veio 2020, chegou a pandemia, a quarentena e de uma hora para a outra, bilhões de pessoas se viram trancadas em casa sem poder sair para qualquer tipo de lazer. Logo de cara, as plataformas streaming tiveram um verdadeiro boom nas inscrições. Afinal, era isso ou ter que lidar com solidão assistindo a programação carente da TV ou da programação repetitiva da TV por assinatura. Então, com novos conteúdos sendo adicionados mensalmente, Netflix e Amazon Prime Video começaram a guerrear pela audiência dos assinantes. Uma apostava em suas produções originais, enquanto a outra apostava em um catálogo mais diversificado. Nesses primeiros meses de pandemia, porém, um problema ficou claro: não tem data para a quarentena acabar. Até quando o pessoal iria aguentar assistir a uma série toda de uma vez só sem saber se demoraria muito para o isolamento terminar? E foi aí que surgiram duas séries que colocaram em conflito o formato das maratonas: Arremesso Final e The Boys.

Realizada em parceria com a ESPN, Arremesso Final é uma série que conta a trajetória vitoriosa do Chicago Bulls nos anos 1990 paralelamente ao surgimento do maior jogador de basquete da história, Michael Jordan. Os primeiros dois episódios foram exibidos simultaneamente na ESPN americana e na Netflix. Depois disso, cada semana contava com o lançamento de dois novos episódios. Como o esporte havia sido paralisado no mundo inteiro, o público esportivo virou audiência fiel da série documental. E como o nível da produção é altíssimo, Arremesso Final passou a repercutir semanalmente nas redes sociais do mundo. O sucesso foi tão grande que além de Michael Jordan, Chicago Bulls e The Last Dance (nome da série em inglês) fossem presença certa nos Trending Topics a cada novo episódio lançado. No Brasil, o efeito da série influenciou diretamente nas vendas de itens relacionados ao Chicago Bulls. Segundo a loja de materiais esportivos Netshoes, a procura por itens do time da NBA cresceu em 650% durante o mês de exibição da série. Ao fim da série, a Netflix revelou que o conteúdo foi assistido por quase 24 milhões de pessoas ao redor do mundo. Um fenômeno.

A repercussão positiva, que crescia e gerava engajamento semanalmente foi um sinal de que talvez o formato de “maratonas” estivesse começando a cansar. Mas, como era uma série muito de nicho, podia ser só coincidência.

Então chegou setembro e o Amazon Prime Video estreou a segunda temporada de The Boys, que já tinha feito um sucesso considerável na primeira temporada. Dessa vez, o formato de lançamento foi diferente. Em vez de lançar tudo de uma vez, a empresa lançou os três primeiros episódios juntos e passou a soltar um novo episódio por semana. O resultado foi estrondoso. The Boys definitivamente entrou no cenário da Cultura Pop e atingiu públicos que passaram longe da primeira temporada. Assim como Arremesso Final, semanalmente personagens da série entravam nos assuntos mais comentados do mundo, enquanto os fãs discutiam virtualmente sobre o que iria acontecer na próxima semana. Em outras palavras: lembra quando você assistia um programa na TV e ia pra escola comentar com seus amigos no dia seguinte? Isso voltou a acontecer, mas pela internet. E a cada novo episódio, mais exposição gratuita na mídia a produção conseguia, o que ajudou a transformá-la no produto consolidado que é hoje.

Por fim, com a chegada do Disney+ no Brasil com um ano de atraso e sem contar ainda com as grandes produções Marvel e Lucasfilm prometidas pela empresa, coube a Disney escalonar os lançamentos dos episódios nesse formato de um por semana para evitar que o conteúdo desgastasse muito rápido. O resultado positivo disso se deu principalmente pela primeira série original do universo Star Wars, The Mandalorian. Como a primeira temporada foi lançada em 2019 nos Estados Unidos, muitos brasileiros já haviam assistido a primeira temporada por meios ilegais. Então, a Disney carregou essa temporada completa e passou a lançar os episódios da nova temporada simultaneamente com os EUA. Um por semana. Assim como as outras séries citadas nesta matéria, a repercussão foi extremamente positiva, gerando memes, discussões, teorias… Engajamento semanal gratuito. Hoje, com o lançamento do season finale, os spoilers do episódio estão dominando os Trending Topics mundiais. O Bebê Yoda voltou a ser um fenômeno na internet há mais de um mês. É o tipo de publicidade que não se compra sem gastar milhões de dólares. E agora está acontecendo de forma gratuita e por tempo prolongado.

Essa duplinha já mostrou que não precisa de personagens famosos, apenas de uma boa história toda semana

O streaming mudou o jeito que o mundo consome séries e está a um passo de mudar a forma como consumimos cinema. No início, as “Maratonas” inovaram, fazendo com que as pessoas pudessem assistir as séries como se fossem grandes filmes. Depois de um tempo, entretanto, o formato começou a passar uma sensação de que as produções poderiam ser descartadas quando lançassem a próxima “grande série da semana”. Criando conteúdos com tramas e formatos que incentivavam a maratona. Com a volta da antiga tendência de um novo episódio por semana, o mercado passa a exigir ainda mais qualidade nos episódios individuais porque, além de terem que se sustentar como episódio em si, ainda precisam deixar o público ansioso pelo próximo capítulo. É uma nova velha forma de assistir a séries que deve se tornar a próxima grande tendência do mercado.

E você, qual formato prefere? Maratona ou um por semana? Diga nos comentários!

‘The Flight Attendant’: Série com Kaley Cuoco é renovada para a 2ª temporada

A HBO Max renovou oficialmente a série ‘The Flight Attendant‘, estrelada pela Kaley Cuoco (‘The Big Bang Theory‘), para a 2ª temporada.

“Há muito potencial para ser explorado com a Cassie e o Shane, mas estamos apenas no começo das discussões sobre suas próximas aventuras,” afirmou o produtor executivo Steve Yockey em uma declaração. “Todos ficaram impressionantes com a recepção da série. Acredito que a segunda temporada será como um novo livro, uma nova aventura. Em quais problemas ela se meterá?”

A série é baseada no livro homônimo de Chris Bohjalian, lançado em 2018.

A trama segue Cassandra Bowden, que acorda de ressaca em um quarto de hotel em Dubai… com um cadáver ao seu lado, sem saber o que aconteceu. Ao invés de chamar a polícia, ela se junta aos seus colegas de trabalho em um voo para Nova York, onde ela é interceptada por agentes do FBI, que têm algumas perguntas sobre suas recentes atividades. Sem conseguir lembrar o que aconteceu, Cassandra começa a suspeitar que ela pode ser a assassina.

O elenco ainda conta com Zosia Mamet, Michiel Huisman, Rosie Perez, T.R. Knight, Colin Woodell, Michelle Gomez, Merle Dandridge, Griffin Matthews e Nolan Gerard Funk.

‘Avatar 2’ estrearia HOJE nos cinemas; Confira as reações dos fãs!

Avatar 2’ voltou a tomar conta das tendências mundiais do Twitter, mas por um motivo diferente do imaginado: a aguardada sequência deveria chegar hoje, 18 de dezembro de 2020 aos cinemas mundiais, mas foi adiada em nada menos que dois anos.

É claro que os internautas não deixariam isso de lado e expressaram seu descontentamento nas redes sociais.

Confira as melhores reações:

“Grandes filmes voltam ao cinema amanhã!”.

“Três anos depois e ainda estou esperando”.

“Quem são essas crianças?”.

“Mais um dia!”.

“É amanhã – espera um pouco…”.

Lembrando que as filmagens de ‘Avatar 2‘ foram 100% finalizadas. A informação foi compartilhada no passado recente pelo próprio diretor James Cameron, em entrevista ao astro Arnold Schwarzenegger, por meio do Zoom.

“O Covid nos atingiu como a todo mundo. Nós perdemos cerca de quatro meses e meio de produção. E como resultado disso, nós tivemos que adiar a estreia do filme em um ano, para dezembro de 2022. Mas isso não significa que temos um tempo extra para finalizar o filme, porque no dia em que entregamos ‘Avatar 2′, nós começamos a trabalhar na finalização de ‘Avatar 3′. E neste momento estamos na Nova Zelândia filmando. Estamos gravando o que falta do live-action e ainda faltam uns 10% para terminarmos. Já completamos 100% de ‘Avatar 2‘ e completamos cerca de 95% de ‘Avatar 3‘”.

A demora em torno de ‘Avatar 2‘ seria pelo fato de Cameron estar investindo em uma nova tecnologia nos cinemas.

Em uma entrevista recente ao Digital Spy, ele revelou que criou uma “tecnologia tão avançada que ninguém poderia imaginar nos dias de hoje”.

“Temos os melhores artistas e técnicos do mundo para criar um filme tão rico visualmente que vai chocar a todos. Vamos surpreender com um filme inovador em todos os sentidos”, afirmou.

Avatar 2‘ chegará aos cinemas apenas em 2022, após quatro anos de atraso.

Cameron também já agendou o lançamento dos demais capítulos da saga.

Confira:

AVATAR 2 – 16 de Dezembro de 2022
AVATAR 3 – 20 de Dezembro de 2024
AVATAR 4 – 18 de Dezembro de 2026
AVATAR 5 – 22 de Dezembro de 2028

‘A Festa de Formatura’: Drag queens performam “It’s Not About Me” em novo vídeo promocional

A Festa de Formatura, adaptação musical da clássica peça da Broadway e realizada por  Ryan Murphy, estreou há alguns dias na Netflix – e, agora, icônicos nomes da cena drag mundial, incluindo as ex-participantes de ‘RuPaul’s Drag Race’ Manila LuzonValentinaKim ChiVanessa “Vanjie” MateoWillam e muitas outras, se juntaram para performar a canção “It’s Not About Me”.

Confira:

A história gira em torno de quatro atores de teatro que viajam para Indiana, onde ajudam uma adolescente cujo baile de formatura foi cancelado após tentar levar sua namorada como acompanhante.

Meryl Streep dá vida a Dee Dee Allen, atriz vencedora de dois prêmios Tony que agora se vê no fundo do poço após receber críticas negativas por sua aparição no fracassado musical sobre Eleanor Roosevelt. Nicole Kidman, por sua vez, faz parte do quarteto protagonista como Angie Dickinson.

James CordenAndrew Rannels também fazem parte do grupo principal, dando vida a Barry Glickman e Trent Oliver, respectivamente. Keegan-Michael Key, Kerry Washington, Andrew Rannells, Ariana DeBose e outros completam o elenco.

Lost | Uma das séries mais queridas de todos os tempos estreia na Amazon

Série fenômeno já passou por outros serviços de streaming no passado

Seguindo a mecânica de rotatividade no catálogo dos serviços de streaming, o Prime Vídeo incluiu no seu “cardápio” de dezembro a presença da série Lost. Não é a primeira vez que o título figura em uma empresa do tipo, visto que anteriormente a Netflix detinha os direitos de exibição.

Esse é aquele tipo de seriado que dispensa maiores introduções e tem um nome automaticamente reconhecível para muitos. Iniciada em setembro de 2004, a série primeiramente introduziu para o público o acidente envolvendo o voo 815 da Oceanic que, durante o percurso Sidney\Los Angeles, sofreu uma queda em uma ilha paradisíaca mas completamente isolada.

Esse acidente, no entanto, foi apenas a primeira de muitas desventuras que os passageiros encontrarão na ilha que é tudo menos vazia. Criada pela dupla até então desconhecida J. J. Abrams e Damon Lindelof, Lost apresenta um leque bastante atrativo de personagens, cada um com personalidades definidas desde o início e que variam entre si; isso acaba tornando cada sobrevivente bastante único e cativante.

Variedade de personagens interessantes foi um dos segredos para o sucesso de “Lost

Narrativamente falando a série utilizou um esquema de flashbacks intercalados com o presente; ou seja, em momentos chave de algum personagem em certo episódio a cena seguinte levaria a uma situação na vida dele antes de embarcar no avião e que, de alguma forma estaria relacionada com a questão que ele tinha quer resolver no presente. Dessa forma a direção consegue expor mais claramente um crescimento de determinado personagem.

Flashbacks aliás que possuem uma outra função narrativa e apresentaram para o mundo tanto uma característica artística de J. J. Abrams quanto pavimentaram a série para seu polêmico final: mystery box. Esse termo foi exposto pelo próprio Abrams anos depois de Lost como uma representação do estilo dele em fomentar um mistério ou uma questão em aberto para com o público durante todo o filme ou seriado, para que no final seja apresentada uma explicação.

Dessa maneira ele possui um jeito “simples” de manter o interesse do público até o fim. No entanto, o calcanhar de Aquiles dessa estratégia reside justamente na necessidade de elucidar o mistério e o quão tortuoso pode ficar o caminho da história até esse clímax. Lost ainda é, na filmografia do J. J. Abrams, um exemplo do quanto o uso de mystery box pode prejudicar a história que se deseja contar, pois dessa forma o foco maior é a questão em aberto e não os personagens ou seus objetivos. A partir do momento que eles deixam de ser o foco para um mistério, as chances da trama não terminar bem fechada é muito grande.

Por muitos anos o mistério do monstro de fumaça moveu a trama da série

Todos os problemas e questões levantados ao longo da projeção precisam de uma resposta que pode ou não ser coerente. No caso das desventuras dos sobreviventes na ilha, foi cometido o erro de acumular, ao longo de seis temporadas, inúmeras questões deixadas em aberto até chegar ao ponto que os personagens não mais tinham a trama girando para melhor trabalhá-los, mas havia se tornado o contrário; eles existiam unicamente para manter os mistérios no ar e produzirem novos.

Partindo para um ponto de vista da equipe técnica, é importante lembrar que Lost foi uma grande vitrine para muitos nomes famosos no cinema atual. O compositor Michael Giacchino se tornou muito mais proeminente no período em que esteve à frente das trilhas sonoras da série; em 2010 ele recebeu um Oscar de melhor Trilha Sonora Original por seu em trabalho em UP – Altas Aventuras.

Durante todo seu período de exibição, a série recebeu frequentes indicações ao Emmy e Golden Globe Awards, bem como vencendo diversos prêmios menores. Seu elenco e história instigantes eram constantemente apontados como o motivo do sucesso. Culturalmente, a série foi um fenômeno durante toda sua existência, sendo a primeira a inspirar o surgimento de comunidades inteiras em uma internet que ainda caminhava para algo mais abrangente. 

Ao mesmo tempo que Lost é um exemplo sobre o perigo de apoiar toda história em prol de mistérios, ela goza de muito carinho por aqueles que acompanharam todas as paranormalidades que aconteciam na ilha ou o drama pessoal de cada sobrevivente, servindo também como um exemplo positivo de bom desenvolvimento de personagens na televisão.

David Fincher volta aos holofotes | Relembre a carreira deste grande diretor

De volta aos holofotes com novo filme, diretor já tem há muito tempo um nome consolidado

Se houvesse uma listagem, e provavelmente há, dos diretores mais importantes dos últimos anos, o nome de David Fincher certamente iria figurar entre eles. O norte-americano voltou aos holofotes com seu mais novo filme, Mank; a obra retrata a conturbada produção de roteiro de Cidadão Kane escrito por Herman Mankiewicz e como a ficção em muito era ligada com a vida dele.

Aliás, personagens problemáticos são um dos fortes nas narrativas dele. Geralmente focada em suspenses policiais ou dramas pessoais, Fincher é o tipo de cineasta que gosta de inserir seus personagens em ambientes que realce certas características. Em geral negativas, mas em alguns casos também positivas.

Oriundo da indústria de videoclipes, ele ganhou grande projeção durante os anos 80 por dirigir dois clipes de Madonna: Express Yourself e Oh Father; o segundo sendo claramente inspirado no filme Metropolis, o que já mostrava uma disposição do realizador para com estéticas consagradas do cinema.

Seu debute na telona foi logo com uma franquia consolidada por dois clássicos: Alien. Responsável por assumir o navio após a saída de James Cameron, o jovem David Fincher precisou elaborar uma forma de dar sequência às desventuras da Ripley após sua apoteótica luta com a rainha Alien. Aliens, que foi dirigido por Cameron, é um clássico absoluto do cinema de ação; constantemente alçado ao topo do segmento e revezando bastante com Exterminador do Futuro 2 por esse posto.

Aliens é um clássico do cinema de ação

Em Alien 3 o diretor coloca Ripley em um novo ambiente: uma prisão confinada apenas por homens. Não coincidentemente um ovo de xenomorfo sobrevivente da luta anterior chega junto com ela para uma nova matança. O terceiro título da franquia foi muito criticado à época de seu lançamento por não trazer nada novo à franquia, reciclando apenas o elemento de suspense em ambientes fechados com o xenomorfo. Se o primeiro filme em 1979 inovou por produzir um “slasher” com um monstro no espaço e o segundo por produzir um filme de ação de primeira qualidade, o terceiro tinha pouco mais do que nenhuma personalidade.

A carreira de Fincher teria seu revés muito em breve, mais especificamente no seu filme seguinte. Com Se7en – Os Sete Crimes Capitais o diretor se provou como um nome diretamente atrelado à dramas criminais, com uma trama focada em uma dupla de detetives (cada um com seus problemas) que buscam desesperadamente capturar um serial killer que mata com base nos sete pecados. 

Não só pela trama, mas a ambientação também tinha participação importante no desenvolvimento dos defeitos de ambos os protagonistas. A cidade que jamais é nomeada no filme constantemente é exibida como um local perigoso e infestado de corrupção, soma ainda o clima de chuva constante que esteticamente reforça o ar melancólico do local. Claramente é o estilo do diretor de usar o ambiente como uma extensão dos defeitos ou angústia de seus personagens.

Com “Se7enDavid Fincher se consolidou como um dos melhores diretores da sua geração

Alguns anos depois ele seria o responsável por Clube da Luta; filme com a finalidade de botar na mesa o debate sobre o consumismo na sociedade moderna, ainda que de maneira discreta. Na superfície a trama era sobre um vendedor que, ao perceber que sua vida não tinha mais qualquer propósito, decide entrar para um grupo de luta clandestina de modo que ele possa voltar a sentir algo; nem que seja dor.

Feito no final dos anos 90, a obra foi importante por integrar uma linha de pensamento reflexiva sobre o que a sociedade havia se tornado até então e quais eram as perspectivas para o novo milênio. Como já é seu estilo habitual, Fincher expõe a falta de perspectiva do seu protagonista tanto por sequências mostrando preços de imóveis em certos apartamentos quanto pela postura explosiva dos integrantes do clube da luta.

Em anos seguintes, tanto Quarto do Pânico quanto Zodíaco iriam se debruçar, respectivamente, em elementos narrativos do diretor, como um ambiente hostil que simboliza o sentimento dos personagens e uma trama policial. Em ambos, ele aposta positivamente nesses questões para montar as tramas em questão.

O Curioso Caso de Benjamin Button talvez seja o filme que mais se distancia do perfil de protagonistas problemáticos inseridos em ambientes hostis. O personagem principal homônimo é representado como alguém que, mesmo tendo uma condição incomum, mantém certa doçura e inocência com relação às outras pessoas; essas sim mais condizentes com o perfil problemático tradicional na filmografia de Fincher.

As três obras seguintes (A Rede Social, Os Homens que Não Amavam as Mulheres e Garota Exemplar) resgataram o ímpeto do diretor por histórias dramáticas envolvendo pessoas moralmente dúbias, não muito diferentes dos antigos noir. Nesses três exemplos temos apresentado um cenário que, como já dito, instiga os envolvidos a despertarem o que há de pior neles para que assim possam sobreviver.

Mesmo tendo uma filmografia invejável, David Fincher permaneceu algum tempo afastado do cinema e focado em seus projetos streaming (House of Cards e Mindhunter que também não desviam de seu estilo), e com Mank, um dos diretores mais influentes da atualidade, pôde voltar às luzes do palco.

 

Confira Curiosidades sobre ‘Pânico’, que completa 24 Anos

Pânico (1996), de Wes Craven, se tornou um dos maiores sucessos do terror adolescente no cinema, e um dos filmes mais influentes e revolucionários do gênero. O longa revitalizou o subgênero slasher no fim dos anos 1990, que se encontrava sem fôlego no início da mesma década. O uso de humor, metalinguagem e diálogos espertos – que demonstravam como os jovens realmente interagiam entre si – foram alguns dos segredos do sucesso do filme.

Pânico 3 | O Problemático Filme da Franquia completa 20 anos

Pânico faz 24 anos de lançamento hoje (18/12)… sim, o tempo passa. E dando continuidade às homenagens desta querida franquia, entregamos agora uma matéria especial sobre curiosidades do filme que deu origem a tudo. Vem conhecer e não esqueça de comentar. Ps. Lembrando, como já anunciamos aqui no site, que o quinto filme da franquia já está em pré-produção, para o lançamento em 13 de Janeiro de 2022.

Ideia para o Filme e Roteiro

O roteiro de Pânico foi escrito por Kevin Williamson, que se tornou um dos nomes mais quentes da indústria na época, após o sucesso do filme. O roteirista se baseou em partes em um caso verídico para criar a história. O tal caso ocorreu em 1990, em Gainesville, na Flórida, quando o psicopata Danny Harold Rolling, conhecido como o “estripador de Gainesville”, assassinou cinco adolescentes de forma cruel. Ele foi capturado, confessou o crime e foi condenado à morte, depois sendo executado.

O roteiro de Kevin Williamson foi alvo de uma verdadeira guerra de ofertas, como um leilão entre grandes estúdios. Querendo adquirir o texto do escritor estavam a Paramount, a Universal e a produtora Morgan Creek. Os lances finais ficaram entre o diretor Oliver Stone, na época à frente da produtora Cinergi Pictures, e os irmãos Weinstein, da Miramax.

Williamson, inclusive, já havia escrito um tratamento de cinco páginas, que serviu como o esqueleto para Pânico 2, ao final do roteiro original. Após o sucesso do filme, a continuação recebeu sinal verde, e Williamson desenvolveu sua ideia para um roteiro completo. O título original, como muitos podem saber, era Scary Movie – ou “filme assustador”. Quando foi mudado para Scream, ou Grito, o título planejado originalmente foi usado pela paródia Todo Mundo em Pânico (2000).

Para o papel protagonista, o autor do texto escreveu Sidney pensando na ruivinha Molly Ringwald, a rainha dos filmes adolescentes da década de 1980 (vide Gatinhas e Gatões e Clube dos Cinco), e uma das atrizes favoritas do roteirista. Ringwald, por outro lado, apesar de lisonjeada, optou por não interpretar uma colegial no auge de seus 27 anos. Neve Campbell, que viria a interpretar o papel, tinha 23 anos na época.

Diretor e Produção

Como todos sabem, Pânico se tornou uma franquia de sucesso devido a uma harmoniosa colaboração. Além do roteiro criativo de Kevin Williamson, um dos grandes responsáveis por esta obra icônica foi o diretor Wes Craven, grande nome do gênero. Mas o saudoso cineasta não foi a primeira opção do estúdio, e o longa foi oferecido a outros diretores. Entres eles, George A. Romero (A Noite dos Mortos Vivos), Sam Raimi (A Morte do Demônio), Danny Boyle (Trainspotting) e Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno). O roteirista Williamson, no entanto, afirmou que nenhum deles havia entendido a ideia, pois todos acreditavam que se tratava mais de uma comédia do que um terror. Coincidentemente, dois anos depois de Pânico, Rodriguez viria a colaborar com Williamson em Prova Final (1998).

Fora isso, o diretor Wes Craven inicialmente recusou a proposta de dirigir o filme, por considerá-lo muito violento. Ele voltou atrás, pensando em dirigir um novo filme de terror que agradasse aos fãs. Na época, o cineasta estava desenvolvendo um remake de Desafio do Além (1963), que nunca se concretizou. O filme eventualmente seria refilmado em 1999, produzido por Steven Spielberg com o título A Casa Amaldiçoada. O texto também deu origem à elogiadíssima série A Maldição da Residência Hill, da Netflix.

Pânico é a única franquia de terror na qual o mesmo diretor assinou o comando de todos os filmes, com Wes Craven à frente dos quatro longas. Infelizmente, isso mudará com o possível lançamento do quinto filme, já que o saudoso cineasta nos deixou em 2015, antes de realizar seu desejo de Pânico 5.

O produtor Bob Weinstein, irmão de Harvey Weinstein, responsáveis pelo estúdio dono de Pânico, não gostou dos copiões que viu e achou a máscara do assassino, em suas palavras: “idiota”. O mega empresário sugeriu que fossem gravadas cenas com diversas outras máscaras, para depois decidirem pela que seria a definitiva. A equipe protestou e ameaçou parar a produção, pedindo para Weinstein assistir à cena completa do ataque no início do filme. Após atender ao pedido, Bob gostou do que viu e não reclamou mais.

O clímax do filme, a cena da festa, dura 40 minutos. As gravações ocorreram por 21 dias, sempre do momento em que o sol se punha ao nascer dele – durante toda a madrugada. Ao término desta maratona, a equipe mandou fazer camisas com os dizeres: “Eu Sobrevivi à cena 118”. O elenco apelidou a cena como “a noite mais longa na história do terror”.

Pânico foi o primeiro trabalho do compositor Marco Beltrami em uma produção cinematográfica de grande escala. Beltrami depois foi indicado duas vezes ao Oscar, por suas composições em Os Indomáveis (2007) e Guerra ao Terror (2009). Entre suas composições mais recentes estão as dos filmes Ford Vs Ferrari e a franquia Um Lugar Silencioso.

Assassino Mascarado

A máscara do vilão Ghostface, o assassino da franquia, surgiu por acaso. Enquanto procurava locações para o filme, o diretor Wes Craven estava visitando uma das casas que havia gostado e dentro de um dos quartos ele encontrou a máscara. Assim que bateu os olhos, a enviou para o estúdio, onde os executivos pediram para que uma máscara similar fosse produzida, porém, modificando alguns detalhes – já que não possuíam os direitos autorais da máscara original.

O visual da máscara é baseado em algumas obras pré-existentes. Primeiro, no clássico quadro “Scream”, O Grito, de Edvard Munch. Segundo, no personagem na capa do álbum The Wall, do Pink Floyd. E por último, no personagem fantasmagórico do desenho Betty Boop, de 1930. Segundo a designer da máscara, a artista Brigitte Sleiertin, a imagem que lembra ao mesmo tempo um grito e um choro, retrata diferentes emoções: uma face de horror, uma face de pesar e uma face de frenesi.

Inicialmente, o famoso traje do assassino Ghostface seria branco, para ficar mais semelhante a um fantasma. Porém, a ideia foi descartada devido ao medo dos produtores de que a fantasia ficasse muito semelhante às vestimentas usadas pelo grupo racista Ku Klux Klan.

Personagens e Atores

Originalmente, Drew Barrymore havia sido escalada para o papel da protagonista Sidney. Porém, Barrymore sugeriu que ficasse com o papel de Casey – apesar de ser o nome mais conhecido do elenco. Sua teoria era a de que ao viver Casey, o público imaginaria que tudo poderia acontecer no filme, já que a atriz mais famosa morreria logo de início. Drew Barrymore filmou suas cenas em 5 dias. Para manter a atriz assustada e chorando durante a cena de abertura, o diretor Wes Craven contava histórias de crueldade contra animais para ela, uma amante e defensora das causas dos bichinhos.

Com a saída de Barrymore do papel principal, ele foi oferecido a Reese Witherspoon, que o recusou. No mesmo ano, a atriz vencedora do Oscar estrelaria o suspense Medo. Outras que fizeram teste para o papel foram a saudosa Brittany Murphy (As Patricinhas de Beverly Hills) e Melissa Joan Hart (Sabrina – A Aprendiz de Feiticeira). O papel eventualmente ficaria com Neve Campbell, atriz imortalizada pela personagem Sidney. Wes Craven a escolheu devido ao seriado O Quinteto (Party of Five). O diretor achou que Campbell era a mistura perfeita de inocência e força física para se cuidar das ameaças. Porém, a atriz estava relutante em aceitar o papel de início por não querer participar de outro filme de terror seguido, após Jovens Bruxas – lançado no mesmo ano.

Para o papel da repórter Gale Weathers, a icônica Brooke Shields por pouco não foi escalada, após a atriz Janeane Garofalo recusar o personagem. Mostrando como Hollywood pode ser cruel, Elizabeth Berkley fez o teste para o mesmo papel, porém, foi imediatamente recusada após o fracasso de sua atuação e do filme Showgirls (1995). Courteney Cox, que ficaria definitivamente com o trabalho no filme, correu atrás dele com unhas e dentes, e insistiu apesar das recusas dos produtores. Ela estava decidida a mudar a imagem de boazinha, conquistada pelo seriado Friends, e procurava interpretar uma “megera”.

O policial trapalhão Dewey, vivido por David Arquette, morreria no desfecho original do filme. No entanto, em exibições teste, o público gostou tanto do personagem que Craven decidiu gravar uma cena em que ele sai de ambulância caso mudasse de ideia sobre deixá-lo viver. Outra curiosidade é que inicialmente Dewey seria uma espécie de galã do filme, e Arquette só aceitou interpretá-lo quando o roteiro foi reescrito para que o personagem ganhasse suas características cômicas.

Skeet Ulrich, que ficou com o papel de Billy Loomis, o namorado da protagonista, foi escolhido por sua semelhança física com Johnny Depp. A cena em que o personagem entra pela janela da namorada, é inclusive uma homenagem para A Hora do Pesadelo (1984) – com o próprio Depp realizando a façanha. No entanto, a primeira opção dos produtores para Billy era o então jovem ator Joaquin Phoenix, que recusou a proposta. Já pensaram?

Freddie Prinze Jr. fez o teste para o papel de Stu – que ironicamente ficou com Matthew Lillard, após este ter sido visto, no corredor do prédio onde estavam sendo realizadas as audições, por uma das produtoras de elenco. Lillard estava somente acompanhando sua então namorada para outro teste no mesmo prédio. Prinze viria a participar de outro terror adolescente de sucesso, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, lançado no ano seguinte de Pânico.

Referências e Homenagens

Pânico é lotado de referências, e algumas delas são ao clássico absoluto de John Carpenter, Halloween – A Noite do Terror (1978), que inclusive aparece numa cena  assistido pelos jovens na festa do final. Na cena de abertura em que o pai de Casey manda a mãe pedir ajuda na casa dos vizinhos, os Mackenzie, é o mesmo diálogo proferido por Laurie (Jamie Lee Curtis) para as crianças no desfecho de Halloween.

Outro clássico de horror que é mencionado no longa é O Exorcista (1973), quando Billy escala a janela do quarto de Sidney. Além desta citação, a própria protagonista Linda Blair, que interpretou a menina Reagan, faz uma ponta em Pânico, no papel de uma repórter.

Além de inúmeros filmes serem citados ao longo da projeção de Pânico, um dos momentos mais curiosos é quando o próprio diretor Wes Craven aparece com as vestimentas de sua outra grande criação, Freddy Krueger, no papel do faxineiro… bem, Freddy.

Recepção do Filme

Pânico é um ótimo exemplo do que a propaganda boca a boca pode fazer para o sucesso de um filme. A ideia dos produtores em lançar o longa em dezembro, época de filmes voltados para o Natal e a família, com o propósito de dar aos fãs de terror algo para assistirem no período, se mostrou um equívoco. Pânico estreou em quarto lugar, com US$6.4 milhões arrecadados. A qualidade do filme, no entanto, evitou o fracasso da decisão dos executivos. Desesperados, os produtores viram o boca a boca positivo elevar a cada semana a arrecadação do filme. Isso é algo que raramente ocorre após a estreia. No final de sua estadia nas telonas, o terror somava mais de US$100 milhões em bilheteria, fazendo dele um blockbuster.

Pânico é o 20º filme de terror mais lucrativo de todos os tempos, e o primeiro no ranking do subgênero slasher.

Em matéria de “esta capa foi feita por um estagiário”, um dos cartazes do filme mostra o ator Skeet Ulrich portando bigode e cavanhaque, imagem tirada de sua participação em Melhor é Impossível (1997). Em Pânico, Ulrich está barbeado.

Pânico, infelizmente, ficou marcado por ser o marco zero do movimento Me Too. Foi nesta produção que a atriz Rose McGowan, que vive Tatum, a melhor amiga da protagonista Sidney, conheceu o produtor Harvey Weinstein, responsável por este longa. McGowan foi a primeira mulher a vir a público com denúncias contra o mega executivo do cinema, fazendo acusações de assédio. Ela incentivou outras a seguirem o mesmo caminho, e marcarem nas redes sociais a hashtag (#) Me Too. Assim nasceu o movimento e a queda do poderoso abusivo e tóxico.

Você sabia? Steven Spielberg foi mais citado que Deus nos discursos do Oscar

O querido e poderoso diretor Steven Spielberg comemora 74 anos de idade nesta sexta-feira (18), e é considerado um dos diretores mais populares e versáteis do cinema.

Em comemoração ao seu aniversário, o Vocativ divulgou uma interessante curiosidade sobre o diretor.

O medidor analisou ​​todos os 1.396 discursos de agradecimento arquivados pela Academia para descobrir quais os figurões de Hollywood que foram os mais citados. Surpreendentemente, Spielberg foi agradecido mais que o dobro de vezes que Deus.

Confira:

» 1. Steven Spielberg: Ele foi agradecido 42 vezes nos discursos – contando com pessoas que simplesmente disseram que se inspiraram nele para seguir carreira no cinema (como Sam Mendes, diretor de Beleza Americana).

» 2. Harvey Weinstein: 34 vezes.

» 3. James Cameron: 28 vezes, a maioria por pessoas que trabalharam em Titanic, AvatarO Exterminador do Futuro.

» 4. George Lucas: 23 vezes.

» 5. Peter Jackson: 22 vezes, a maioria de pessoas que trabalharam na trilogia O Senhor dos Anéis.

» 6. Deus: Ele não é exatamente um “figurão de Hollywood”, mas foi agradecido apenas 19 vezes (e Jesus ficou com só UM agradecimento).

» 7. Fran Walsh: A roteirista da trilogia O Senhor dos Anéis e esposa de Jackson marcou 18 “thank you”.

» 8. Sheila Nevins: A presidente da HBO Documentary Films é a única outra mulher a figurar o top 10, com 17 “obrigados”.

» 9. Francis Ford Coppola e Barrie Osborne: Empatados com 16 agradecimentos.

» 10. Martin Scorsese e Saul Zaentz: Empatados com 15 agradecimentos.

 

13 filmes sobre relacionamentos de PAIS e FILHOS – Parte 2

Voltando para essa segunda parte desse especial que não deixa de ser para mim uma grande jornada em busca de respostas (ou até mesmo mais perguntas) sobre relacionamentos entre pais e filhos. Na lista abaixo são mais 13 filmes. Tem produções da Sérvia, Japão, França, Estados Unidos, Suécia, Argentina e México, um pouco de cada cultura, um pouco de muitos conflitos que se resolvem cada um à sua forma deixando para nós espectadores momentos de reflexões assim que sobem os créditos finais.

Leia também: 13 filmes sobre relacionamento de PAIS e FILHOS

 

Sonata de Outono (1978)

Você se importa com alguém além de você? Conversas profundas que viram análises sobre a fé, vivência, experiência de um passado conturbado, Sonata de Outono, escrito e dirigido pelo cineasta sueco Ingmar Bergman é um algoritmo de emoções tão rico e brilhante em detalhes. Não deixa de ser objetivo, preparando o terreno para angustiantes cenas de desabafos e mágoas de um passado que não volta mais. Para mostrar um retrato de uma mãe em conflito com suas escolhas e uma filha que precisa desabafar sobre suas dores, duas artistas entregam emoção e alma em cena, atuações magistrais de Ingrid Bergman e Liv Ullmann.

Na trama, conhecemos Charlotte (Ingrid Bergman), uma pianista de sucesso que durante anos deixou de acompanhar a vida presente de sua família em troca de uma excelência da arte musical. Já em fim de carreira, é convidada por sua filha Eva (Liv Ullmann), uma mulher deprimida e com mágoas do passado, para passar uns dias em sua casa. Com a chegada de Charlotte, prelúdios juntam dores do passado com um conflito logo à frente.

Tudo que tinha vida, você tentou sufocar. Há uma guerra fria embutida nos passos iniciais dos arcos que abrem essa obra-prima, mas logo somos colocados em uma zona de conflitos emocionais, um ataque e defesa com argumentos sólidos. A dona de todas as palavras dentro de casa contra o olhar de uma infância prejudicada pela distância de sua mãe. Somos colocados quase dentro de cena, vários momentos sobre mãe e filha, resistentes de um passado nunca esquecido, magoado, jogados à mesa de forma dura. A infelicidade de uma, era a infelicidade da outra, como se o cordão umbilical nunca tivesse sido cortado.

Sonata de Outono, umas das obras que mais atingem o alvo quando pensamos em relacionamentos de pais e filhos, é mais um filme maravilhoso desse genial cineasta que sabia como poucos expressar sentimentos dentro de uma dinâmica simples, porém, com uma objetividade que nos traz as verdades que andam pelo mundo. Que nem Chopin, emocional mas nunca enjoativo.

 

Los Lobos (2019)

Vocês são lobos fortes. Lobos fortes não choram. O abraço é um dos gestos mais importantes para expressarmos aquilo que não conseguimos dizer. Em seu segundo trabalho como diretor de longa-metragem, o cineasta Samuel Kishi nos traz um recorte de muitas famílias imigrantes, as poucas chances, atravessada pela ótica de duas crianças e as dificuldades encontradas pela chegada em outro país com sua mãe. Com o sonho de irem na Disney, os obstáculos chegam e há muito o que processar, somos testemunhas de um salto de fase no processo do amadurecimento, principalmente, de Max, o mais velho dos irmãos. Profundo e delicado, Los Lobos é um filme que gera inúmeras reflexões sobre o mundo lá fora.

Na trama, exibida no Festival de Berlim desse ano, conhecemos a batalhadora Lucía (Martha Reyes Arias), uma mexicana que chega sozinha como imigrante nos Estados Unidos junto com os dois filhos. Buscando um lugar para ficarem, de acordo com o pouco dinheiro que tem, acaba necessitada em conseguir um emprego e assim tem que deixar as duas crianças sozinhas no pequeno apartamento recém alugado. Utilizando a imaginação como ferramenta de passatempo, as crianças passam a criar uma visão do mundo através dos obstáculos da saudade que os segue.

Uma mãe, dois filhos. O filme detalhista em emoções, intimista, busca mostrar a relação de carinho entre esses três. Partindo do princípio que é um recorte de muitas famílias imigrantes, o projeto busca algum sentido dentro da relação entre pais e filhos não só através dos personagens principais mas também de muitos que os cercam. O ritmo é lento mas quem conseguir se segurar na cadeira é premiado com arcos finais maravilhosos quando os irmãos abrem a porta da rua e descobrem os personagens de sua vizinhança.

 

Kramer vs. Kramer (1979)

Até onde vai o amor dos pais por seus filhos? Dirigido pelo cineasta Robert Benton, com roteiro do mesmo baseado no livro homônimo do romancista Avery CormanKramer vs. Kramer é um filme do final da década de 70, porém, tão atemporal que até assusta quando encontramos diversas analogias aos dias de hoje. Um retrato comovente de uma família que abruptamente é desfeita levando a uma batalha nada sensível no tribunal pela custódia do filho de 8 anos. Um filme sobre os valores da família e as lições que o amor pode nos dar. Vencedor de 5 Oscar.

Na trama, conhecemos o casal Ted (Dustin Hoffman) e Joanna (Meryl Streep) pais do pequeno Billy. É quando, do dia para noite, a mulher resolve ir embora abandonando sua família durante meses sem nunca entrar em contato. Assim, durante esse complicado período, Ted, um profissional da arte das criações publicitárias, em busca de altos cargos, precisará lidar com o fato de ter que criar o filho sozinho. Cada dia acaba se tornando um grande aprendizado até o momento onde Joanna de repente volta e entrando na justiça pela guarda de Billy.

Há muitos pontos a se analisar nessa grande obra. O papel do pai, a quebra de hipocrisia nas questões legais e nas informações sobre a guarda, dentro da tendência dos tribunais em dar a guarda para as mães. O filme mostra Joanna como a grande vilã da história, mesmo que através dos olhos conscientes de Ted entendamos que o abandono dela fora uma junção de situações que vamos deduzindo aos poucos, pois o abre-alas já é com ela indo embora.

O filme se constrói pela ótica do pai esforçado que precisa entender as rotinas diárias de seu filho e o que acabando o levando a uma transformação que influencia seu emprego e de certo modo a visão que ele tem do mundo. É um trabalho emocionante do excelente elenco em um tema tão bom de sentar e discutir.

 

Mães de Verdade (2020)

Mesmo não tendo luz nos meus olhos, vou te encontrar onde estiver. Um incrível e puro relato sobre mães e as escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas, uma das maneiras de enxergarmos esse belíssimo trabalho de Naomi Kawase é dessa forma, mas só quem é mãe pode sentir toda a força desse filme. Asa ga Kuru, no original, é um poderoso e envolvente drama alinhado por uma perfeita harmonia de duas óticas, reunidas por um emblemático ponto de interseção. Há uma melancolia quase indecifrável, como se a emoção transbordasse buscando deixar tudo um pouco mais interpretativo para o espectador. A condução da direção de Kawase é uma das mais belas dos cineastas atuais.

Na trama, conhecemos Satoko (Hiromi Nagasaku) e Kiyokazu (Arata Iura), um apaixonado casal, com ótima condição financeira que vivem seus dias na busca de ampliar sua família. Porém, quando descobrem que um deles é impossibilitado de ter biologicamente um bebê, resolvem procurar uma agência de adoção. Ouvindo relatos de todos os lados, dúvidas, incertezas e as condições para adotar, batem o martelo e assim conseguem um recém nascido para adotar. O tempo passa e uma situação acontece: a mãe biológica da criança os procura. Assim, embarcamos em uma história com dois lados.

Exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián, Mães de Verdade mostra os dois lados de uma adoção: os dramas, conflitos e escolhas. Consegue ser delicado e sensível para tratar desse tema complicado. Há uma sutileza e respeito enormes para contar essa história sobre duas mulheres que representam muitas outras. O roteiro, baseado na obra homônima de Mizuki Tsujimura, é profundo e consegue passar ao público, ao longo dos 140 minutos de projeção uma metáfora linda entre as forças da natureza e as emoções.

 

Valentin (2002)

A vida, desde sempre, é uma eterna arte do sonhar. Escrito e dirigido pelo cineasta Alejandro AgrestiValentin, película argentina lançada no ano de 2002 é um drama profundo com pitadas cômicas por todos os lados. Busca na leveza e simpatia conversar com o espectador sobre um tema muito duro que é a falta de responsabilidade de pais e o olhar de uma criança para esse mundo tão cruel.  A chegada do K7, a morte de Guevara, estamos no final da década de 60 e o fantástico mundo da lua do protagonista é ativado para lutar contra as tristezas que afetam seu lindo e carinhoso coração.

Na trama, conhecemos Valentin, um menino de 8 anos, muito maduro para sua idade, garoto sonhador, solitário, que possui um desejo enorme de se tornar astronauta quando crescer. Mora com a avó faladeira (Carmen Maura), sente uma tremenda saudade de sua mãe, vê pouco o pai distante e sonha em ter uma nova mãe. Certo dia, seu pai o apresenta a uma nova namorada, Leticia (Julieta Cardinali) e Valentin acredita que essa com certeza será a sua nova mãe.

Quão imaginativo podemos ser? A falta da presença do pai e da mãe faz a pequena cabecinha brilhante de Valetin ter uma lacuna, uma carência, preenchida pela avó, pelo tio, pelo amigo vizinho pianista e por Letícia. Mas seus objetivos quase sempre não dão resultado mesmo assim ele não perde a vontade de tentar novamente, como todo bom sonhador. A história de Valentin é um paralelo lindo com a realidade desse mundão aqui de fora, dos que crescem acreditando nos seus sonhos e porque não também mostrar que obstáculos existem mas que nada é mais forte que um coração sonhador.

 

Otac (2020)

O amor dos pais é a coisa mais importante para as crianças. Com um background de um desesperado pai lutando para conviver novamente com os filhos e abordando um dramático retrato social e político de um país completamente desconhecido em suas estruturas por muitos de nós, Otac, longa-metragem sérvio escrito (também por Ognjen Svilicic) e dirigido pelo cineasta Srdan Golubovic é uma baita pancada em nosso estômago. Em linhas profundas o filme mergulha em assuntos como o desemprego, o papel da lei na figura associada ao serviço social, a corrupção, o papel da imprensa. Um filme duro como muitas realidades do lado de cá da telona.

Na trama, com um abre-alas impactante, conhecemos o desempregado Nicola (Goran Bogdan), um homem de poucas palavras, que vive de bicos. Após um desesperado ato de sua esposa, tendo os seus dois filhos, um menino e uma menina, de testemunha, acaba embarcando rumo a uma desesperante luta (quase silenciosa) contra as leis de sua cidade e os absurdos da corrupção que assola a lei da região. Com os filhos tirados dele, resolve ir até a maior cidade da Sérvia, Belgrado, a pé, para contestar a sentença que recebera.

Os interesses, a corrupção… onde estão os limites da lei? Dor e sofrimento por todos os lados. O longo caminho percorrido por Nicola é árduo, cansativo e muito dramático. Há contrapontos por todo o trajeto que acabam de alguma forma refletindo em sua história atrás de uma solução difícil perante uma burocracia boboca que infelizmente existe em qualquer lugar do mundo. A fé o encontra mas adere ao positivismo como forma de seguir em frente, o ato final é primoroso contextualizando tudo que foi mostrado ao longo das quase duas horas de projeção. Nas lições que aprendemos, uma é a mais cruel: homens de bom coração também sofrem.

 

The Day After I’m Gone (2019)

O que fazer quando se deparar com a idade da ingratidão? Existe mesmo essa questão? As desgraças da distância na comunicação entre pais e filhos é o tema central do longa-metragem de Israel The Day After i’m GoneSelecionado para o Festival de Berlim em 2019, usa com eficácia as pausas reflexivas do protagonista para dizer muito sobre relacionamentos. Direto e reto, o filme desde seu primeiro arco se torna uma batalha difícil de um pai em busca de entender melhor sua filha. É uma desconstrução (e depois construção) bastante comovente. Belo trabalho do cineasta israelense Nimrod Eldar (debutante em longas-metragens), que dirige e assina o roteiro desse filme.

Na trama, conhecemos o cirurgião veterinário Yoram (Menashe Noy), um homem de meia idade, sério e comprometido com seu trabalho. Quando sua filha Roni (Zohar Meidan) tenta o suicídio, ele precisa buscar ajuda aonde pode para voltar a ter diálogos com ela. Tentando ouvir todos que giram ao seu redor, Yoram embarca em uma viagem de autoconhecimento, quebrando paradigmas existentes em suas geladas e magoadas emoções.

Nada melhor define (com direito a cena inicial e perto do desfecho) esse trabalho como uma investigação, sobe a tal da roda gigante das emoções. Diálogos profundos sobre a vida, emoções, mostrando um recorte na relação de pai x filha. Há uma grande busca pela interseção, algum ponto onde os dois se encontram para poderem desenvolver. É emocionante de uma maneira bem profunda e quieta a busca desse atormentado pai. Mesmo oscilando em um ritmo muito estático, quase dizendo ao espectador onde são seus momentos para reflexão, The Day After i’m Gone é um filme que todo psicólogo e psiquiatra deveria assistir para até mesmo debater sobre esse importante tema. Um bom primeiro filme do debutante Nimrod Eldar.

 

Canastra Suja (2016)

Quando em momentos de conflito não existe nem uma alma estranha para aconselhar. Escrito e dirigido por Caio SóhCanastra Suja é um drama, um retrato nu e cru de uma família recheada de problemas, onde muitos se blindam na dependência alcoólica do pai, Batista, interpretado pelo ótimo Marco Ricca. Impressiona a capacidade do roteiro em prender o espectador. Talvez pelos ‘plot twist’ existentes, talvez pela curiosidade do olhar do público em saber qual o final de cada personagem. É um filme sobre família, seus problemas, seu cotidiano. Cada personagem é uma peça nesse tabuleiro. A eminência da tragédia é algo que percorre todos os intensos 120 minutos de projeção.

Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) são casados e são pais de três filhos: Emília (Bianca Bin), Ritinha (Cacá Ottoni) e Pedro (Pedro Nercessian). Eles levam uma vida de aparências, regados de problemas do cotidiano, muito por conta do fato de Batista ser um alcoólatra. Sem confiança de ninguém de sua família, o pai desconta toda sua raiva e frustrações da vida bebendo e no relacionamento repleto de dificuldades com o filho. Alguns acontecimentos surpreendentes vão contornar essa história.

As reviravoltas do roteiro são importantes para o ritmo da trama, vamos aos poucos vendo faces ocultas dos personagens que causam surpresa e mudam nossa ótica sobre eles. Cartas de baralho definem arcos. Extremamente complexos individualmente, completamente desalinhados como família, Canastra Suja apresenta um leque de portas se abrindo ao mesmo tempo que muitas outras se fecham. O olhar para o futuro com alegria vai virando um pequeno feixe de luz na porta mais distante que conseguimos enxergar.

As subtramas são muito bem elaboradas, exploram as características de cada personagem. Os dramas tomam camadas densas e profundas. Muitos personagens parecem estar no limite. Pedro usa os problemas do pai como justificativa para sua falta de rumo na vida, colocando-o sempre em evidência. Emília  é um epicentro importante da família. Parece que todas as variáveis passam por ela, possui um papel de equilíbrio, pelo cuidado que tem pela irmã Ritinha. Namora Tatu (David Junior), mas também gosta do seu chefe dentista. A partir do segundo arco, conhecemos um pouco mais a fundo a dama do baralho, que parece esconder segredos, sonhos e objetivos, Maria, a mãe. Quando a família volta do trabalho, seu papel permanece como outra vertente de equilíbrio, principalmente na relação conturbada entre o filho e o marido. A batalha entre pai e filho percorre todos os arcos. Um coloca no outro a culpa pelos seus problemas. Batista é um pai rígido mas não consegue se livrar de seus fantasmas com a bebida, o que coloca em xeque todo o respeito que os outros poderiam ter por ele.

A bela apresentação inicial, ao melhor estilo teatral, onde a câmera passa pelos personagens já indicava um certo tipo de ciclo que veríamos, talvez com uma redenção, talvez com esclarecimentos sobre os futuros dos personagens. Canastra Suja é um trabalho sólido e surpreendente.

 

O Filho de Jean (2016)

As surpresas da vida que renovam nossa maneira de ver o mundo. Indicado em duas categorias (Melhor ator e Melhor ator coadjuvante) no César – o Oscar Francês, o fabuloso O Filho de Jean, absurdamente nunca teve chances no circuito exibidor brasileiro, nada mais é do que um homem em busca de preencher lacunas em branco sobre seu pai que nunca conhecera. O inusitado é figura presente nessa surpreendente trama que tem nos pontos altos as magníficas atuações de Pierre Deladonchamps (Um Estranho no Lago) e Gabriel Arcand (O Declínio do Império Americano).

Na trama, conhecemos o tímido e inteligente Mathieu (Pierre Deladonchamps), um homem que vive uma vida pacata na capital francesa. Divorciado, possui uma relação excelente com a ex-mulher e juntos cuidam do filho Valentin. Certo dia, uma coisa inusitada acontece, Mathieu recebe uma ligação dizendo que seu pai que nunca conhecera faleceu. Assim, parte em busca de conhecer mais sobre sua história indo até o local onde morou seu pai, no Canadá. Chegando lá, seu contato é Pierre (Gabriel Arcand), grande amigo de seu pai que o ajuda bastante nessa jornada reveladora e surpreendente.

Essa pequena obra-prima francesa é um daqueles trabalhos que grudam em nosso coração de maneira avassaladora. O roteiro é muito bem construído, parte da construção da personalidade do protagonista, sua maneira de pensar e seu redescobrimento como pessoa durante uma viagem curta mas que muda a vida dele para sempre. Muito bem resolvido na vida, Mathieu é um trabalhador que nunca soube de seu pai, uma das poucas lacunas em aberto na sua vida. O mais legal disso tudo é que a competente direção faz como se fosse um presente ao espectador de ser testemunha ocular de todas as descobertas que o personagem principal faz sobre sua vida.

O papel de Pierre nessa história é a cereja do bolo que todo filme busca ter para ter mais proximidade com seu público. Uma amargura doce sai de todas as lições de vida que passa para Mathieu, entendemos melhor esse grandíssimo personagem ao longo dos 98 minutos de projeção. As lições que os personagens aprendem, ficam de relíquia para nossos corações jamais esquecerem que o destino prega peças surpreendentes em nossas trajetórias e que ao abrir uma porta, um mar de possibilidades marcantes podem acontecer. Mas só se abrirmos essa porta.

 

As Ondas (2019)

Como lidar com os abalos emocionais que preenchem as lacunas do nosso interior? Como começar a escrever sobre um dos filmes mais impactantes que você verá (ou já viu) nos últimos anos? As Ondas é a reunião de um excepcional roteiro, uma direção impecável e atuações que farão você estar em todos os lugares como testemunha ocular desse belíssimo filme escrito e dirigido pelo cineasta Trey Edward Shults (Ao Cair da Noite). Ao longo dos 135 minutos, dando a impressão de ter duas partes profundamente intercaladas, como se fossem um lado A e labo B daqueles vinis antigos, As Ondas conquista os corações cinéfilos de maneira arrebatadora. Magnífica obra-prima.

Na trama, conhecemos Tyler (Kelvin Harrison Jr.), um jovem estudante por volta dos 18 anos que faz parte da equipe do colégio de lutas e vive uma bela vida ao lado de sua madrasta Catharine (Renée Elise Goldsberry), seu pai Ronald (Sterling K. Brown) e sua irmã Emily (Taylor Russell). Extremamente pressionado aos seus treinos e em ser o melhor pelo seu pai, Tyler vive um grande conflito interno quando recebe a notícia de que sua namorada está grávida e vai ficar com o bebê. A partir dessa situação se desenrola fatos que vão marcar para sempre a vida do jovem e também de sua irmã que precisará ter forças para lutar contra pensamentos do seu passado para seguir em frente e tentar encontrar a tão sonhada felicidade.

Profundo, impactante e inesquecível. Cheio de metáforas, câmeras que giram 360 graus, olhares que falam mais de mil palavras, indo fundo sobre os atos e consequências dos mesmos, somos testemunhas de uma tragédia familiar vista por alguns ângulos que debruçam sobre a culpa e o inesperado. Quase um espelho da realidade do lado de cá da telona, vemos tudo que acontece, principalmente as transformações de uma família que parecia perfeita mas que muda toda sua rotina a partir de uma situação que influencia pra sempre o modo como cada um deles observa a vida.

O roteiro é primoroso, duas partes que nos fazem pensar sobre a vida, preenche todos seus arcos com uma profundidade extensa além de uma carga emocional gigante. Os artistas estão excelente, um melhor que o outro, mesmo que Sterling K. Brown e Taylor Russell roubem as cenas em diversos momentos. Merecem o Oscar os dois. A direção é dinâmica, delicada que mete o dedo na ferida mostrando a dor de forma dura, como é do lado da realidade daqui de fora. As Ondas é um dos grandes filmes dos últimos anos.

 

Luce (2019)

Como prever um futuro perfeito já que a trajetória para se chegar até lá é repleta de surpresas e de individuais interpretações? Exibido no aclamado Festival de Sundance e deixando ótimas resenhas por onde tem sido exibido, Luce, baseado na peça teatral assinada pelo também roteirista do filme J.C. Lee e dirigido pelo cineasta nigeriano Julius Onah (O Paradoxo Cloverfield) é um poderoso drama com pitadas generosas de tensão onde somos recheados de argumentos para nos posicionarmos quanto as importantes questões que o filme aborda. Podemos afirmar que Luce é um dos filmes que mais trazem debates para o lado de cá da telona dos últimos anos, que absurdamente não foi exibido nos cinemas brasileiros.

Na trama, conhecemos Luce (Kelvin Harrison Jr. em ótima atuação), inteligente, atleta e aluno preferido de sua escola que fora adotado por seus pais, Peter (Tim Roth) e Amy (Naomi Watts), aos sete anos quando o país em que morava era caótico. Luce cresceu como americano, e se tornou brilhante. Mas tudo isso é colocado em xeque quando Harriet (Octavia Spencer), uma professora de história, revela uma preocupação sobre uma redação feita por Luce, o que leva a família perfeita a conflitos onde vamos descobrindo aos poucos que nada acaba sendo perfeito.

Invasão de privacidade, trinca conflituosa entre professores, pais e alunos, o reconhecimento de que os problemas existem em um lar precisam ser resolvidos de alguma forma coerente. Luce preza pelo clima de tensão ao mais alto nível, tudo é desconfiança nesse filme. Um caminho legal para tentar entender tudo que é solto nas ações é enxergar pela ótica dos pais, ponto central da trama. Com a desconfiança da professora na mesa, Amy e Peter trocam nos papéis de defender ou buscar a verdade sobre seu perfeito filho. É um retrato bastante introspectivo de uma família, com atuações excelentes. A ótica da professora também é bastante impactante, a intimidação que é proposta de maneira nua e crua. Afinal, Luce é inocente? Ou longe disso? Belo filme!

 

Lady Bird – A Hora de Voar (2015)

Escrito e dirigido pela atriz, roteirista e cineasta adorada pelos cinéfilos de todo o planeta, Greta Gerwig (Frances Ha), Lady Bird mostra os caminhos percorridos por uma jovem perto dos 18 anos que equilibra sua vida na linha tênue entre rebeldia e personalidade forte. O relacionamento conturbado com sua mãe fica no epicentro da história e nos brinda com interpretações inspiradas de Saoirse Ronan (Brooklyn) e Laurie Metcalf. Indicado a quatro prêmios no Globo de Ouro, Lady Bird também teve cinco indicações ao Oscar.

Na trama, conhecemos Christine McPherson (Saoirse Ronan), uma jovem que gosta de ser chamada de ‘Lady Bird’ e reside em sacramento com a família, que passa por dificuldades financeiras. Sua mãe, Marion (Laurie Metcalf), é uma esforçada enfermeira em uma clínica psiquiátrica, seu pai Larry (Tracy Letts) está desempregado e não consegue voltar ao mercado de trabalho. Lady Bird tem mais dois irmãos que trabalham para ajudar a família. Perto de concluir o ensino médio, a protagonista passa por experiências emblemáticas como a perda da virgindade, a escolha para qual faculdade vai, e novas amizades que chegam para preencher lacunas desconhecidas mas não necessariamente positivas em sua vida.

Adorado por centenas de cinéfilos mundo afora que já tiveram a chance de conferir esse trabalho, Lady Bird realmente é um filme especial. Além de atuações marcantes, explora o conceito da juventude na pré-era dos celulares (o filme é ambientado no início dos anos 2000) na visão de uma garota que possui um ar de liberdade mas sem saber direito como chegar aos seus objetivos. Os conflitos entre mãe e filha contornam boa parte dos 90 minutos de projeção e dão a sustentação emocional que a história precisa, um cirúrgico recorte que explica bastante sobre uma família e a visão de toda uma sociedade que os cerca.

Greta Gerwig volta a surpreender com um trabalho marcante. Impressiona a maneira como consegue criar universos de histórias que dizem tanto sobre o mundo de hoje, aproximando diversos tipos de público de suas criações. Lady Bird: A Hora de Voar, tirando a breguice que ficou esse subtítulo, é uma delícia, algo para guardarmos em nossos corações cinéfilos.

 

Pari (2020)

A dúvida é o preço a se pagar quando não enxergamos novos caminhos. Até onde você iria para encontrar um filho desaparecido? Coprodução entre Grécia, França, Holanda e Bulgária, Pari, resumidamente, é uma incursão sob sentimentos, perda, dúvidas, tristes situações acopladas, abaladas, por uma falsa sensação de sabedoria sobre o mundo. Escrito e dirigido pelo cineasta iraniano Siamak Etemadi, acompanhamos uma dolorosa busca incessante pelo paradeiro do filho da protagonista que acaba sendo testemunha de diversas transformações, lutas e situações de um submundo num país com costumes diferentes do dela. Destaque para a grande atuação da atriz alemã/iraniana Melika Foroutan.

Na trama, acompanhamos a saga de Pari (Melika Foroutan), uma mulher iraniana de costumes rígidos que viaja com o marido Farrokh (Shahbaz Noshir) para a Grécia para se encontrar com o filho. Chegando no destino, o filho não está lá para recebê-los, e assim, sem pistas nenhuma, com um inglês arranhado mas destemida, andando de manhã, tarde e noite, as dúvidas dão lugar as incertezas enquanto ao seu redor, uma cidade em constante transformação e luta se rebela.

Onde ele está ou o que houve com ele? Na trajetória da sofrida personagem principal, muitos dramas a aguardam pelo caminho, não somente o principal em descobrir o paradeiro do seu filho. Passando por situações nunca antes pensadas, Pari é introduzida por meio de acontecimentos ou diálogos sobre a situação hoje dos imigrantes (um recorte europeu atual), a um movimento jovem anarquista, à questões de sobrevivência em um submundo sem escrúpulos. Aos poucos vai descobrindo que o universo é muito maior que a sua própria bolha. A cada nova saída que encontra percebemos a angústia de resolver logo a situação. A expressão no olhar da protagonista em cada momento de tensão é algo impactante.

‘Aranhaverso’? Ator de ‘Olhos que Condenam’ quer interpretar Miles Morales no MCU

Recentemente, foi anunciado que Andrew Garfield vai reprisar seu papel como Peter Parker em ‘Homem-Aranha 3… E Tobey Maguire também está em negociações para retornar como o Cabeça de Teia original.

Agora que há a possibilidade de outras versões do herói chegando ao MCU, será que a Marvel Studios estaria planejando uma versão live-action do Miles Morales?

É isso que espera o ator Jharrel Jerome, um dos astros da aclamada série ‘Olhos que Condenam‘, exibida pela Netflix.

Em entrevista para a Variety, Jerome disse que é um fã de histórias em quadrinhos e adoraria interpretar o personagem nas telonas.

“Eu sempre gostei de quadrinhos. Não tenho um herói preferido, mas o Homem-Aranha sempre chamou minha atenção. Quando criaram Miles Morales, eu me imaginei como ele, sabe? Quando eu era criança, eu finalmente pensei que poderia ser o Homem-Aranha porque agora há um Aranha negro. Isso é incrível.”

Ele continuou, deixando bem claro que:

“Se há um herói que eu quero interpretar, é ele. Miles Morales.”

Lembrando que uma cena deletada de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ comprovou a existência de Morales no MCU.

A cena mostra o ladrão Aaron Davis (Donald Glover) aprisionado pelas teias de Peter Parker (Tom Holland) ao veículo que estava prestes a roubar.

Na tomada em questão, ele liga para seu sobrinho, avisando que não poderia encontrá-lo. Ao longo da ligação, Davis o chama de Miles.

Vale reforçar que na cena em que Peter Parker se depara com o bandido e o interroga através de um sistema conectado ao seu uniforme, Davis menciona que queria proteger seu sobrinho.

Para aqueles que desconhecem os quadrinhos, este personagem em questão interpreta o tio de Miles. A referência também foi confirmada há alguns anos por Kevin Feige, diretor criativo da Marvel.

Miles Morales foi apresentado aos fãs do Cabeça de Teia pela primeira vez em 2011 e ganhou destaque na animação Homem-Aranha no Aranhaverso‘ (2018).

Falando nisso, a produção da sequência de ‘Homem-Aranha no Aranhaverso‘ está ganhando forma e o compositor Daniel Pemberton confirmou seu retorno. A informação foi divulgada por ele mesmo, através do Twitter.

Por meio de uma thread, ele relembrou algumas das melhores memórias ligadas ao lançamento da produção e aproveitou para compartilhar o seu entusiasmo em poder voltar com uma nova sequência da animação, em 2022.

Confira a publicação com o seu anúncio:

“Aqui estão os três gênios da direção de Aranhaverso, Peter, Rodney e Bob em Paris e uma rara selfie minha em frente a um enorme ônibus, parecendo bem estranho…

Vejo vocês em 2022 para a nova aventura”. 

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Homem-Aranha no Aranhaverso 2‘ estava originalmente programado para chegar às telonas no dia 08 abril de 2022, mas agora será lançado em 07 de outubro do mesmo ano.

A decisão foi anunciada por conta da pandemia do Coronavírus, já que a agenda prevista para o processo de dublagem será afetada para evitar a propagação da doença.

Lançado em 2019, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso tornou-se um sucesso de crítica e público, arrecadando US$ 375 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 90 milhões.

‘Liga da Justiça’: Gal Gadot finalmente se pronuncia sobre os abusos de Joss Whedon

No início deste ano, Ray Fisher, intérprete do Ciborgue em ‘Liga da Justiça‘, acusou o diretor Joss Whedon de comportamento grosseiro, abusivo e não profissional nos bastidores da adaptação, o que levou a uma investigação interna.

Desde então, o único que havia confirmado as acusações de Fisher foi Jason Momoa, o Aquaman.

No entanto, Gal Gadot finalmente se pronunciou sobre a relação com o cineasta enquanto gravava o longa.

Em entrevista para o LA Times, a intérprete de Diana Prince/Mulher-Maravilha foi questionada sobre as alegações do colega de elenco e disse o seguinte:

“Estou feliz por Ray expor a situação e falar sua verdade. Eu não estava lá quando eles filmou com Joss Whedon… Tive minhas próprias experiência com ele [Whedon], e não foi a melhor, mas fiz questão de resolver tudo quando aconteceu. Levei para os superiores e eles cuidaram disso. Mas estou muito feliz por Ray divulgar tudo o que aconteceu com ele.”

Apesar de não ter entrado em detalhes, a declaração de Gadot coincide com o que Fisher havia relatado.

Além disso, Gadot já havia dito à Variety que fez questão de testemunhar durante a investigação da WarnerMedia para apurar os fatos sobre a má conduta nos bastidores, que levou ao encerramento da parceria entre Whedon e a HBO.

Por conta disso, ele foi dispensado da direção nova série da HBO Max, intitulada ‘The Nevers‘. A informação foi confirmada pela própria emissora, por meio de um comunicado oficial.

Na ocasião, a HBO pontuou que “nós rompemos com Joss Whedon. Continuamos empolgados com o futuro de The Nevers e estamos ansiosos com a sua estreia no verão de 2021″.

Sobre The Nevers

Além de Laura Donnelly, que foi contratada como protagonista da produção, o elenco será composto também por Olivia Williams, James NortonTom RileyAnn SkellyBen ChaplinPip TorrensZachary MomohAmy MansonNick FrostRochelle Neil, Eleanos TomlinsonDenis O’Hare.

O drama foi encomendado em julho de 2018 e é descrito como um épico sci-fi que gira em torno de uma gangue de mulheres vitorianas que descobrem ter habilidades especiais, inimigos impetuosos e uma missão que pode mudar o mundo que conhecem.

Donnelly será Amalia True, a heroína mais impulsiva e “imparável” de sua época, encarada como uma ameaça iminente para a sociedade vitoriana. Amalia morreria para defender seus preceitos – e também por uma bebida.

A atriz é conhecida por seu papel como Jenny Fraser na aclamada série da StarzOutlander. Sua filmografia também inclui shows como The FallMerlin. Donnelly também aparecerá na cinebiografia Tolkien, ao lado de Nicholas Hoult.

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia para The Nevers.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 24: Glaucia Hamond

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema é uma coisa tão rica para nossa existência como serers humanos, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Natural de Jundiaí (SP), formada em comunicação social, nossa convidada de hoje, Glaucia Hamond, já foi vendedora de loja, professora de inglês e até já vendeu sanduíche natural. Mas isso tudo ficou para trás quando resolveu seguir seu sonho de infância de se tornar uma atriz. Na década de 90, entrou para a famosa CAL e desde de então vem aprimorando sua arte inicialmente no teatro depois em comerciais, webséries e cinema. No RJ há muitos anos, essa cinéfila dona de uma gargalhada única ama expressar sua arte seja lá onde for.

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Eu prefiro as salas do Cinemark do Shopping Downtown. Pois além de ser no bairro onde moro, as salas são confortáveis e o valor costuma ser mais barato que outros cinemas. E como tem várias salas, sempre consigo ver lá os filmes que busco.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

Não tenho certeza qual foi o primeiro. Mas creio ter sido A Noviça Rebelde ou Fernão Capelo e Gaivota. Mas o cinema foi o antigo Cine Opera na Praia de Botafogo (onde hoje acho que funciona uma “Casa & Video”). Minha mãe lia a legenda para mim, já que eu era muito nova pra acompanhar a rapidez com que as frases apareciam na tela. Pra desespero das outras pessoas ao redor…. (risos). E eu me apaixonei por aquela atmosfera mágica do cinema!

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Nossa, tão difícil essa! Tenho apreço por vários diretores! Não consigo citar um só. Gosto do Tarantino, do Coppola, Almodóvar, Stanley Kubrick, etc (risos).

Filme, a mesma coisa. Mas tem alguns que me marcaram muito. O Dólar Furado, por exemplo. Pois assisti ainda pequena com meu pai na TV mesmo. Passou na “Primeira Exibição”, que acontecia aos sábados à noite, na Rede Globo. Eu deveria ter uns 4 anos. E meu pai foi o meu primeiro incentivador a assistir filmes. Eu era tão pequena que nem conseguia falar “primeira exibição”. Eu dizia: “Oba! Hoje tem Primeira Bibibição”! Hahaha

Meu pai citava a sinopse dos filmes com tanto fervor, que eu ficava louca para assisti-los logo! Ele dizia, com o dedo pro alto, como um político num discurso: “O sujeito foi salvo por uma moeda de 1 dólar que estava em seu bolso! A bala pegou na moeda, salvando seu coração! Por isso o nome do filme!” Ele dava spoiler mesmo. Hahahaha Mas os spoilers que me deixavam com mais vontade ainda de ver logo aquilo tudo convertido em imagens. ❤

 

4) Qual seu filme nacional favorito e por quê?

Tem muitos! Mas Central do Brasil me tocou bastante e como teve indicação de melhor filme estrangeiro e melhor atriz para Fernanda Montenegro (sendo a primeira latino-americana indicada ao Oscar) isso colocou o cinema nacional numa evidência internacional.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

É apreciar uma obra cinematográfica por inteiro (como se aprecia um bom vinho, uma boa música, uma peça de arte num museu). Levando em consideração todo o processo de sua elaboração, as pessoas envolvidas (atores, produtores, maquiadores, figurinistas, etc.) e o porquê daquela obra; sua mensagem. É decifrar os mistérios ou enigmas ali presentes. É captar os segredos que possam estar nos pequenos detalhes. Pois um filme sempre te passará algum conteúdo e com isso, sempre te fará crescer.

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não exatamente. Tirando alguns cinemas que tem uma programação diferenciada (no caso daqueles que só passam filmes cult, por exemplo) os cinemas, no geral, passam de tudo um pouco, uma “salada” de estilos e gostos. E eu entendo. Eles precisam de dinheiro para se manter. Por isso essa variedade na programação.

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Creio que não, pois a magia de se assistir numa telona não tem comparação!

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Ih, têm muitos! Principalmente os mais antigos. A juventude tem muito preconceito com filme antigo. Filme antigo é uma obra de arte, e tecnologia alguma irá superar! Por isso tenho uma certa implicância com remakes. Sendo assim, indico, pra galera mais nova principalmente, Midnight Cowboy (Perdidos na Noite) com Jon Voight e Dustin Hoffman. Filme que rendeu algumas referências em outros filmes posteriores, principalmente pela música tema Everybody’s Talkin de Harry Nilsson. Em Forrest Gump, por exemplo, a cena de Forrest atravessando a rua com o cadeirante e ex-combatente (Tenente Dan), faz essa menção ao filme.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Olha, tenho receio disso… Mas caso reabram deve-se ter um rigor enorme! Checagem de temperatura na entrada, álcool 70 disponível para todos, assentos intercalados, higienização geral das salas e poltronas entre sessões, e além da máscara individual, o uso do Face Shield (aquele protetor facial) que de repente possa ser emprestado pelo próprio cinema, assim como eram os óculos 3D, porém esterilizados após cada uso.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Está crescendo bastante! Tanto na parte de produção da obra quanto na atuação dos atores. Conheço pessoas que diziam não gostar de cinema brasileiro e que hoje assistem com muito prazer.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Eu não costumo ver um filme apenas pelo ator/atriz. Eu vou pelo conjunto da obra. Mas se é pra citar um, cito Wagner Moura.

 

12) Defina cinema com uma frase.

Vou citar algo parecido que escrevi logo após as filmagens de um curta que participei (sou atriz).

“Cinema é a luz que ganha vida logo após se escutar a palavra ‘ação’, e é nesse exato momento que a magia entra em cena”.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Ah, aconteceu comigo. Em meados dos anos 90 fui ao cinema com alguns amigos assistir A Rede (The Net) com Sandra Bullock. O problema é que eu gosto muito de rir, gargalhar. As vezes vejo graça onde ninguém mais viu… risos. Num determinado momento do filme, a protagonista é perseguida por um atirador num parque de diversões cheio de gente. E como todo parque americano, tem um mascote, um sujeito vestido de coelho, no caso. Aí, quando o atirador está prestes a alcançar a moça, o coelho esbarra sem querer no sujeito, fazendo-o cair, e ainda o pega pelos braços como se quisesse dançar uma valsa. O atirador, raivoso, o empurra para o chão. O coelho se levantou puto e dá uma “banana” com as mãos, dizendo “gee” (caramba). Foi com essa cena boba que eu comecei a gargalhar sem parar! Eu chorava de tanto rir! Porém eu fui a ÚNICA no cinema inteiro a achar graça desta cena boba… hahaha.

Lembrando que eu tenho uma gargalhada bem exagerada… E o pior foi que, no decorrer do filme, eu relembrava o coelho e caía na gargalhada de novo. Meu amigo ao meu lado, me dizia: “Gláucia, você ainda tá rindo do coelho? Não teve graça nenhuma! Para de rir!” E essa frase só fez aumentar ainda mais a minha vontade de gargalhar! As pessoas, incomodadas, CLARO, começaram a pedir silêncio fazendo “sshhiiiii” e eu tive que começar a pensar em coisas muito tristes para poder conter o meu riso. Hahahahaha. Óbvio que por isso nem prestei muita atenção na estória do filme… Mas quando a sessão terminou, eu do lado de fora, me vi finalmente livre para expor minha comoção e voltei a gargalhar! Eis que um adolescente aponta para mim e diz: “olha! Ela que estava rindo!” E eu voltei pra casa chorando de rir daquilo que não teve graça alguma… risos.

Já revi este filme e realmente, a cena não é tão engraçada assim… risos.

 

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Posso definir com uma só palavra: Misericórdia! Hahahaha.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Acho sim! Melhor dizendo, acho que um diretor deve conhecer de tudo um pouco do universo cinematográfico. Assim como qualquer outra profissão, em que o profissional tem que estudar, pesquisar, ler, buscar fontes, para se inteirar do assunto a ser tratado/executado. Sendo assim, o cineasta que quer reconhecimento e um bom produto final, precisa assistir vários filmes, sim! Simplesmente para não ficar limitado, preso a um único estilo e visão.

‘O Mandaloriano’: Fãs estão SURTANDO com a presença de [SPOILER!]

O texto abaixo contém SPOILERS!

Finalmente acabou a espera para o desfecho da 2ª temporada de ‘O Mandaloriano‘, e o episódio foi cheio de emoções e surpresas!

Além de mostrar o aguardado duelo entre Din Djarin (Pedro Pascal) e o agora não tão temido Moff Gideon (Giancarlo Esposito), os fãs foram pegos de surpresa com a presença do jovem Luke Skywalker.

Com a promessa de treinar o Baby Yoda, Luke decide partir e levá-lo para a nova Academia Jedi. É aí que Mando (Din Djarin) remove seu capacete mais uma vez, com lágrimas em seus olhos, observando o pequeno ir embora com Luke e R2-D2.

Nas redes sociais, diversos internautas estão surtando com o episódio e alguns até disseram que a série é uma continuação melhor do que foi a atual trilogia da saga.

Confira as reações:

“Esse sim é o Luke Skywalker.”

“Final perfeito com Luke Skywalker, Grogu e R2-D2 na última cena.”

“O rei retornou.”

E aí, o que você acha que está reservado para a 3ª temporada?

Lembrando que os próximos episódios só chegam ao catálogo da Disney+ em dezembro de 2021?.

Enquanto isso, assista ao trailer da 2ª temporada:

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passa no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

‘Avatar’ completa 11 anos; Confira ONZE CURIOSIDADES sobre o icônico filme de James Cameron!

Avatar foi lançado há exatos 11 anos nos cinemas brasileiros – e mudava mais uma vez o cenário do cinema com uma tecnologia de ponta e uma narrativa concisa. É claro que o longa-metragem não poderia partir de outra mente senão da de James Cameron, o mesmo diretor por trás de Titanic.

A história foi centrada em um ex-oficial da Marinha paraplégico, que foi enviado à Pandora em uma missão única. Mas seus valores são colocados em cheque quando, ao encarnar um dos seres que habitam esse incrível mundo, se sente em casa e parte de uma nova família. Sam WorthingtonSigourney WeaverZoë SaldañaStephen LangMichelle Rodriguez estrelaram a produção e ganharam elogios ao lado do imaginativo enredo e da impecável execução.

Para celebrar o aniversário e o legado do filme, que foi indicado a nove categorias do Oscar e levou três delas para casa, separamos uma breve lista com onze curiosidades sobre a produção.

Confira:

‘AWSITENG NA ‘AW

A linguagem Na’vi foi criada inteiramente do zero pelo linguista Paul R. Frommer. Cameron o contratou para construir uma língua que seria fácil para os atores pronunciarem, mas não ressoaria nos dialetos humanos. Frommer criou cerca de 1000 palavras.

UM FILME COMPLICADO

Cameron originalmente planejava terminar o filme para lançá-lo em 1999. Entretanto, à época, os efeitos especiais que desejava aumentariam o orçamento para US$400 milhões – e nenhum estúdio estava disposto a financiar o projeto. Cameron, então, o engavetou por oito anos.

NASCE UMA ESTRELA

Matt DamonJake Gyllenhaal foram as primeiras escolhas da extinta 20th Century Fox para viver o protagonista Jake Sully. Porém, Cameron decidiu elencar o menos conhecido Sam Worthington para interpretá-lo.

PULSO FIRME

Conhecido por sua mão firme no set de filmagens, Cameron alegadamente mantinha uma pistola de pregos perto de si que usava para pregar telefones celulares que tocavam durante as gravações. Os aparelhos eram fixados em uma parede sobre um sinal de saída.

RECICLAGEM SONORA

A maior parte dos sons de animais ouvidos no filme são incursões sonoras recicladas dos dinossauros de ‘Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros’, lançado em 1993. Os barulhos provém notavelmente do T-Rex e dos velocirraptores.

O MÉTODO

Para ajudar os atores a se prepararem aos papéis, Cameron levou o elenco e a equipe para o Havaí, onde passavam dias caminhando pelas florestas e selvas e vivendo como tribos (construindo fogueiras, pescando, entre outros), para terem um senso maior do que seria viver e andar por Pandora.

O MELHOR DOS DOIS MUNDOS

De acordo com Cameron, os Na’vi são azuis para criar um paralelo conceitual com as construções tradicionais da cultura hindu das divindades (como Vishnu e seus “avatares” – palavra em sânscrito que significa “manifestação do divino numa forma corporal”), mas também porque o diretor também era apaixonado pela cor azul.

DR. SEUSS VISITA PANDORA

O livro que Grace (Sigourney Weaver) encontra na escola abandonada é ‘O Lorax’, assinado pelo lendário romancista Dr. Seuss. Assim como o filme, o livro infantil é sobre uma floresta recheada de lindas árvores e criaturas místicas que enfrentam as forças destrutivas da ambição humana.

NATURALISMO EXPRESSIVO

Os atores que intepretaram os Na’vi tinham câmeras presas em suas cabeças, para que pudessem filmar close-ups de seus rostos. Pontos pintados na face permitiam que os softwares de captura de movimentos gravassem expressões, garantindo uma base sobre a qual os artistas de computação gráfica trabalhariam.

EU, EU MESMO E EU

Weaver interpreta uma persona de Cameron para sua personagem no filme. Em uma entrevista, a atriz disse que “brinquei com ele, porque, para mim, estou interpretando Jim Cameron no filme como essa pessoa perfeccionista, idealista e brilhante. Mas aquela mesma pessoa tem um grande coração escondido. Então devo dizer que estava sempre canalizando-o”.

PROCESSO DEMORADO

Qualquer cena com Zoë Saldaña era feita 100% física, facial e vocalmente ao mesmo tempo. Não é surpresa que levou quase um ano para capturar e transferir tudo para a personagem Neytiri.

‘Mulher-Maravilha 1984’ ganha INCRÍVEL espetáculo visual em arranha céu de Dubai; Assista!

Após tantos atrasos e adiamentos em virtude da pandemia, a aguardada sequência ‘Mulher-Maravilha 1984‘ está finalmente chegando aos cinemas.

E para celebrar o aguardado lançamento, a produção ganhou um belíssimo espetáculo visual em um arranha céu da cidade de Dubai. Feito como uma projeção mapeada, a apresentação traz a heroína homônima em destaque, em meio a uma explosão de cores e luz.

Assista ao vídeo, compartilhado pela própria atriz Gal Gadot:

Warner Bros. recentemente divulgou um novo clipe com a cena de abertura do aguardado filme

Confira:

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Com 63 críticas publicadas, o filme recebeu 56 reviews positivas e 7 negativas. A nota média do filme está em 7.4/10.

Confira nossa crítica em vídeo e as principais críticas do Rotten Tomatoes:

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Mulher-Maravilha 1984 são três filmes em um … E são apenas os dois primeiros que realmente nos levam a algum lugar maravilhoso.” – Alex Abad-Santos | Vox

“A sátira social perversamente pungente do filme deve ocasionalmente dar um passo para os super-heróis, é claro. E embora a nova edição de Gadot e Jenkins proporcione as esperadas emoções e empolgação, esta sequência compartilha a falha significativa de seu antecessor.” – Alonso Duralde | TheWrap

“Se Mulher-Maravilha 1984 não consegue atingir as alturas do primeiro filme, ainda assim ele voa lindamente quando é mais importante.” – Angie Han | Mashable

Gal Gadot retorna como a princesa amazona com as pulseiras à prova de balas, apresenta um casal de inimigos dignos e traz um filme muito divertido, mesmo que seja extremamente agitado e quase esgote suas energias com pesadas duas horas e meia.” Brian Truitt | EUA Today

“Uma aventura vibrante e virtuosa repleta de todo o coração e heroísmo que esperamos da luz brilhante da DC. Mulher Maravilha 1984 é realmente a heroína que 2020 precisava o tempo todo.” – Ben Travis | Empire Magazine

Mulher-Maravilha 1984 realmente brilha como uma dose bem-vinda de escapismo perfeito e dourado.” – Laura Griffiths | Starburst

“Todos nós esperamos por Gadot e valeu a pena. Um blockbuster muito necessário cheio de humor, espetáculo e otimismo.” – Jamie Graham | TotalFilm

“A história da Mulher Maravilha em 2020 pode ser edificante e inspiradora, mas este filme não é nada disso.” Seanan McGuire | Polígono

O filme chega aos cinemas nacionais em 17 de dezembro.

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

‘O Mandaloriano’: Final da 2ª temporada é mais SURPREENDENTE do que os fãs esperavam

O texto abaixo contém SPOILERS!

Finalmente acabou a espera para o desfecho da 2ª temporada de ‘O Mandaloriano‘, e o episódio final não poderia ser melhor!

Além de mostrar o aguardado duelo entre Din Djarin (Pedro Pascal) e o agora não tão temido Moff Gideon (Giancarlo Esposito), os fãs foram surpreendidos com a presença do jovem Luke Skywalker.

A trama já começa tensa quando Mando e Boba Fett (Temuera Morrison) rastreiam Bo-Katan Kryze (Katee Sackhoff) e Koska Reeves (Sasha Banks) na tentativa de convencê-las a ajudá-los a resgatar Grogu das garras do Império.

Em troca, as Mandalorianas poderiam ficar com o cruzador imperial de Gideon para retomar Mandalore, além de Kryze ter a oportunidade de recuperar o Sabre Negro das mãos do vilão.

No entanto, Reeves logo percebe que Boba é um clone do desprezível Jango Fett e um atrito surge entre os dois, mas a guerreira acaba aceitando participar da missão após a súplica de Din.

“Ajudem-me a resgatar a Criança”, implora ele, “e vocês podem ter o que quiserem. Ele é a minha única prioridade.”

Iniciado o plano, o grupo consegue invadir a nave de Gideon sem problemas.

Enquanto Cara Dune (Gina Carano), Fennec Shand (Ming-Na Wen), Bo-Katan e Koska abrem caminho contra os Dark Troopers, Fett distrai alguns TIE Fighters pelo espaço e Din aproveita para ir atrás da criança.

Ao longo do caminho, ele fica cara a cara com um Dark Trooper que o domina completamente, provando por que a guarda pessoal de Gideon é tão assustadora.

Felizmente, a lança de Beskar do Mandaloriano foi o suficiente para derrubar o droide após uma intensa luta.

Ao localizar Grogu, ele encontra Gideon à sua espera empunhando o Sabre Negro… Mando o ameaça e promete deixá-lo vivo e em posse do Sabre se ele devolvesse Grogu.

Gideon mente em concordar, alegando que já tem o que precisava do pequeno alien para restaurar a ‘ordem’ na Galáxia, mas o vilão ataca Mando de surpresa.

Enquanto duelam, Din mostra que é um habilidoso oponente e seu revestimento de Beskar deixa a luta bastante equilibrada, até que ele derrota seu adversário e recupera o Sabre Negro, tornando-se seu legítimo portador.

Assim que o herói se prepara para entregá-lo a Bo-Katan, ela é tomada em surpresa, pois sabe que só será digna de empunhar o Sabre Negro e governar Mandalore se derrotar o aliado em combate… Algo que deve ser explorado na próxima temporada.

Antes de chegarmos lá, os Dark Troopers retornam e bloqueiam a passagem dos Mandalorianos prestes a desintegrá-los com uma rajada de lasers.

No entanto, uma X-Wing se aproxima da nave imperial criando um novo momento de tensão, mistério e expectativas.

Uma misteriosa figura encapuzada com um sabre de luz verde desembarca e acaba com os droides com tanta facilidade que deixa os heróis e vilões sem reação, deixando claro que é um poderoso usuário da Força…

O Cavaleiro Jedi é ninguém menos que Luke Skywalker, numa cena que faz referência ao ataque de Darth Vader aos rebeldes em ‘Rogue One: Uma História Star Wars‘.

Luke abre caminho pelo corredor em direção à sala onde Grogu está e eles parecem se conectar mentalmente…

Com a promessa de treinar o Baby Yoda, Luke decide partir e levá-lo para a nova Academia Jedi. É aí que Mando remove seu capacete mais uma vez, com lágrimas em seus olhos, observando o pequeno ir embora com Luke e R2-D2.

O final da 2ª temporada foi muito mais grandioso que o da 1ª e promete grandes surpresas para o que vem… O treinamento de Grogu deve ser um dos destaques dos próximos episódios, assim como os desdobramentos de seu sequestro pelas mãos de Gideon.

Sem dúvida, tudo indica que o pequeno foi sequestrado para dar início ao plano de clonagem do Imperador e do possível nascimento do Supremo Líder Snoke.

E aí, o que você acha que está reservado para dezembro de 2021?

Assista ao trailer da 2ª temporada:

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passa no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

‘Palmer’: Drama com Justin Timberlake ganha poderoso trailer oficial; Confira!

Apple divulgou recentemente o trailer oficial do drama Palmer, que marca o retorno de Justin Timberlake à atuação.

Confira:

O filme foi dirigido por Fisher Stevens e escrito por Cheryl Guerriero.

A história gira em torno de Eddie Palmer (Timberlake), um ex-jogador de futebol americano que se tornou um fenômeno e que recentemente saiu da prisão, retornando para sua casa para recuperar a vida. Entretanto, ele não apenas sofre com conflitos do passado, como também se vê na vida de um jovem garoto abandonado pela mãe.

Juno TempleAlisha WainwrightJune SquibbRyder Allen completam o elenco.

Palmer tem estreia marcada para o dia 29 de janeiro de 2021.

‘Midnight Mass’: Gravações da nova série de Mike Flanagan chegam ao fim

Em seu Twitter oficial, o aclamado diretor Mike Flanagan (‘Doutor Sono’, ‘A Maldição da Residência Hill’) revelou que as filmagens da sua mais nova série para a NetflixMidnight Mass, chegaram ao fim.

Flanagan disse que o projeto incluiu todas as medidas de segurança contra a disseminação do COVID-19 e foi rodado num período de 83 dias.

O diretor se reuniu com o produtor Trevor Macy e desenvolveu uma minissérie composta por sete episódios.

O show gira em torno de “uma isolada comunidade insular que presencia eventos miraculosos – e presságios aterrorizantes – depois da chegada de um carismático e misterioso padre”.

Kate SiegelHenry ThomasAnnabeth Gish fazem parte do elenco, mas detalhes sobre seus papéis não foram revelados.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

Flanagan recentemente dirigiu a sequência de O IluminadoDoutor Sono, que estreou em  07 de setembro de 2019, e a nova temporada de sua antologia de terror, intitulada ‘A Maldição da Mansão Bly’ – que se tornou um sucesso de público e de crítica.