Para promover o lançamento do musical adolescente ‘A Semana da Minha Vida‘, a Netflix divulgou um novo clipe do longa, com o elenco performando a canção Best Thing Ever.
Confira:
Vale lembrar que o longa já está disponível na Netflix!
O longa é dirigido por Roman White, que comandou diversos videoclipes da Taylor Swift, incluindo Mine, You Belong with Me e Fifteen.
Will Hawkins é um adolescente rebelde que desafia a lei e precisa fazer uma escolha: ir para a detenção juvenil ou para um acampamento cristão. Um peixe fora d’água no início, ele acaba se soltando e encontrando o amor em uma jovem que frequenta o acampamento. Pela primeira vez e onde jamais poderia imaginar, Will sente que encontrou seu lugar no mundo.
Além de dirigir, Jason Reitman também ajudou a escrever o roteiro em parceria com Gil Kenan (‘Poltergeist’).
Na trama, uma mãe solteira e seus dois filhos chegam em uma cidade pequena e começam a descobrir sua conexão com os caça-fantasmas originais, além do legado secreto que seu avô deixou para trás.
Finn Wolfhard (‘It: A Coisa’), Mckenna Grace (‘A Maldição da Residência Hill’), Carrie Coon (‘The Sinner’) e Paul Rudd (‘Vingadores: Ultimato’) estrelam. O elenco também conta com o retorno de Bill Murray, Dan Aykroyd, Annie Potts e Sigourney Weaver.
‘Morte Morte Morte‘ (Bodies Bodies Bodies), o primeiro terror slasher da aclamada produtora A24, surpreendeu nas bilheterias norte-americanas, arrecadando US$ 3.5 milhões durante o primeiro final de semana.
Antes de ter sua exibição expandida nas telonas, o terror registrou a maior média de arrecadação da semana no circuito limitado, e a segunda maior média do ANO – ficando atrás apenas do fenômeno ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo‘.
‘Morte Morte Morte‘ arrecadou US$ 226 mil em seis salas de cinema, com uma média de arrecadação de US$ 37.7 mil por sala. Para termos de comparação, ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo‘ estreou com mais de meio milhão em dez salas de cinema – o que resultou em uma média de US$ 50.9 mil.
A A24 expandiu o lançamento do terror para 1.285 salas de cinema no território norte-americano. Apesar de ter sido aclamado pelos críticos (com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes), o longa parece ter dividido a opinião do público, recebendo apenas 3 estrelas no CinemaScore.
Vale lembrar que o slasher será lançado nos cinemas nacionais no dia 6 de outubro, pela Sony Pictures.
Quando um grupo de jovens planeja uma festa durante um furacão em uma mansão numa ilha remota, a celebração se torna mortal quando um assassino começa a eliminá-los, um por um.
O elenco conta com Amandla Stenberg, Maria Bakalova, Pete Davidson, Rachel Sennott, Myha’la Herrold, Chase Sui Wonders e Lee Pace.
O Disney+ divulgou o novo trailer de ‘Invasão Secreta‘ (Secret Invasion), próxima série da Marvel.
Confira:
A série estreará oficialmente no serviço de streaming no dia 21 de junho.
O elenco ainda contará com Emilia Clarke (‘Game of Thrones’), Carmen Ejogo (‘Your Honor’), Christopher McDonald (‘Super-Herói – O Filme’), Killian Scott (‘Damnation’) e Olivia Colman (‘Fleabag’).]
Kingsley Ben-Adir (‘One Night in Miami’) entra como o vilão Gravik, o líder da resistência que radicalizou um grupo de extremistas Skrull para obter os recursos de que precisam para para sobreviver – primeiro silenciosamente, disfarçando-se, depois pela força, se necessário.
O Disney+ divulgou o primeiro trailer da série ‘Star Wars: The Acolyte‘.
Confira, dublado e legendado:
A produção será lançada oficialmente no dia 4 de junho.
Na trama, uma investigação sobre uma chocante onda de crimes coloca um respeitado Mestre Jedi (Lee Jung-jae) contra uma perigosa guerreira de seu passado (Amandla Stenberg). À medida que mais pistas surgem, eles viajam por um caminho sombrio onde forças sinistras revelam que nem tudo é o que parece…
Leslye Headland (‘Boneca Russa’) serve como showrunner.
A trama é ambientada 100 anos antes dos eventos do filme ‘Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma‘ (1999).
O elenco conta com Amandla Stenberg, Lee Jung-jae, Manny Jacinto, Dafne Keen, Jodie Turner-Smith, Rebecca Henderson e Charlie Barnett.
O nome de Barry Keoghan (‘Saltburn’) tem sido destaque na internet após sua separação com a cantora Sabrina Carpenter.
Em meio a rumores de traição e comentários maldosos dos internautas, o ator decidiu desativar sua conta no Instagram.
Em resposta a toda a repercussão, ele quebrou o silêncio em um comunicado oficial:
“Tem um limite para o que eu posso aguentar. Meu nome tem sido arrastado através da internet de maneiras que eu geralmente não costumo responder. Só estou falando algo agora porque muitos limites foram cruzados. Eu desativei minha conta porque não posso mais deixar isso me distrair da minha família e do meu trabalho. Nenhuma pessoa deveria ler as mensagens que eu recebi. Mentiras completas, comentários nojentos sobre a minha aparência, caráter e como eu sou como pai. Estão criticando o meu caráter e tudo o que eu trabalhei muito duro para construir.”
Anteriormente, Keoghan havia comentado sobre o seu possível sequência na sequência de ‘Batman‘: “É um grande papel, mas vou dizer que, se a oportunidade surgir, sim, adoraria explorar isso. Se me derem a chance, gostaria de me aprofundar ainda mais no personagem. Mas, até agora, não fui contatado, não ouvi nada”.
Isolado de outros filmes do DCU, ‘Batman’ está expandindo seu próprio universo: a série ‘Pinguim’ fez bastante sucesso na Max e abriu caminho para outras produções derivadas.
A produção estreará oficialmente no dia 9 de outubro.
O elenco do novo spin-off contará com Chris O’Donnell, Jessica Capshaw, LeAnn Rimes, Kimberly Williams-Paisley, Michael Provost, Hailey Kilgore, Juani Feliz e Hunter McVey.
A trama se passa em Nashville, Tennessee, e acompanha a rotina intensa de bombeiros, paramédicos e policiais, mesclando ação de alto impacto com dramas familiares em um dos cenários mais diversos e dinâmicos dos EUA.
O novo derivado será escrito e produzido pelos criadores da franquia, Ryan Murphy & Tim Minear, e o showrunner de ‘9-1-1: Lone Star‘, Rashad Raisani.
Além da 20th Television e Ryan Murphy Television, o projeto também contará com a produção executiva de Brad Falchuk, cocriador das duas primeiras séries deste universo.
Angela Bassett, protagonista da série original, também servirá como produtora executiva.
Com 26 reviews publicadas até o momento, a sequência ‘Todo Mundo em Pânico 6‘ abriu com 27% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
Embora a franquia nunca tenha agradado os críticos, o público parece ansioso para o novo capítulo da saga. O sexto filme deve travar uma batalha épica com o terror ‘Backrooms‘ pelo topo das bilheterias norte-americanas, com projeções indicando uma abertura em torno de US$ 45-50 milhões.
Separamos os trechos das principais críticas:
“‘Todo Mundo em Pânico 6’ arranca suas maiores gargalhadas quando se afasta da fórmula baseada em referências e encontra humor em outras fontes.” (The Film Verdict)
“A insistência obstinada do filme em afirmar que nada em ‘Todo Mundo em Pânico’ precisa mudar e que é a nova geração que está errada faz com que suas piadas profanas e controversas pareçam conservadoras.” (TheWrap)
“Os cartazes — paródias inspiradas em filmes de terror recentes — são mais divertidos que o próprio filme. Talvez as mentes criativas por trás da publicidade devam entrar na sala dos roteiristas da próxima vez.” (Empire Magazine)
“Os cineastas desperdiçam suas referências – ‘M3GAN’, ‘Corra!’, ‘Candyman’ e ‘A Substância’ – ao apenas introduzir cenas desses filmes sem fazer nada para realmente satirizá-los.” (Associated Press)
“Esse tipo de paródia escrachada e pastelão precisa de um fluxo constante de momentos hilários, mas o novo ‘Todo Mundo em Pânico’ mal consegue gerar um fiozinho deles.” (The Hollywood Reporter)
“O filme está repleto de referências ao gênero de paródia, mas isso o torna mais cansativo do que empolgante. É uma festa satírica desproporcional que se tornou tão metalinguística que chega a ser decepcionante.” (Variety)
“Uma mistura familiar, tão dispersa como sempre, e feita sob medida para agradar aos adolescentes que não se cansam de piadas sobre sexo, raça e filmes que já viram.” (The Daily Beast)
“O filme traz as mesmas piadas sobre sexo e drogas do longa original, embora apresentem uma abordagem um pouco mais adulta em relação às mudanças culturais em sexo, gênero e orientação sexual.” (Queer Horror Movies)
‘Todo Mundo em Pânico 6‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!
O 6º filme da franquia irá parodiar filmes como ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado‘, ‘Pânico‘, ‘Hereditário‘, ‘Longlegs – Vínculo Mortal‘, ‘Corra!‘, ‘Não! Não Olhe‘ e ‘Pecadores‘.
O cineasta David Leitch pretende abordar os poderes da Dominó seguindo o mesmo viés divertido que dita o ritmo do filme ‘Deadpool’.
Em uma entrevista recente ao site CinemaBlend, ele comentou sobre as possibilidades que existem:
“Nós estamos tirando proveito do poder dela para fazer isso de forma divertida, porque quando avaliamos suas habilidades de perto, vemos o quanto podemos intervir nas leis da probabilidade. Então acho que há muitas formas de mostrar isso e já temos algumas perspectivas visuais de como vamos demonstrar seus poderes. Aliado a isso ainda temos o tom de ‘Deadpool’, que nos permite fazer auto-referências em relação a todas as habilidades, vai ser bem divertido!”
‘Deadpool 2‘ foi reescrito por Drew Goddard (‘O Segredo da Cabana’, ‘Perdido em Marte’) e Ryan Reynolds. Eles trabalharam em cima do roteiro escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, roteiristas do primeiro filme.
Josh Brolin vive o Cable.
O diretor por trás de ‘Deadpool 2’ será David Leitch, escolhido em uma lista que contou com nomes de Rupert Sanders,Drew Goddard e Magnus Martens. O mais recente trabalho de Leitch foi o sucesso de bilheteria ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’.
O cineasta Joss Whedon vai produzir uma nova série de TV pela emissora Freeform. Intitulada ‘Pippa Smith: Grown-Up Detective‘, a produção será uma comédia sobre uma jovem detetive.
De acordo com a revista Variety, a série será centrada na personagem homônima, Pippa, uma atriz que interpretou uma detetive em um programa de TV quando era mais jovem e que, agora com seus 20 poucos anos, dedica sua vida para resolver mistérios reais. E à medida que ela equilibra esse passatempo, ela também tem que lidar com problemas de relacionamentos e outros vícios.
Em ‘Pippa Smith: Grown-Up Detective‘, cada episódio será focado em um novo mistério, que terá um vínculo com uma trama maior e mais ampla, se conectando também à vida pessoal da protagonista.
A produção foi criada por Siobhan Thompson e Rebecca Drysdale.
Após o lançamento dos primeiros trailers da versão live-action de ‘O Rei Leão‘, muitos fãs começaram a comparar a produção com a animação original, citando as cenas cheias de referências e semelhanças.
Mas embora algumas tomadas sejam completamente inspiradas na produção de 1994, é importante salientar que algumas coisas serão um pouco diferentes do material original.
Durante uma entrevista ao USA Today, o cineasta responsável pela direção da nova versão, Jon Favreau, afirmou que o filme não será um remake quadro a quadro.
Disse:
“O original se sustenta por si só tão bem. Então, aqui o desafio era contar uma história de uma maneira diferente, mas ainda assim correspondendo às expectativas das pessoas, à medida que – de algum jeito – nos ainda vamos surpreendê-las. Não é um remake quadro a quadro”.
Confira o vídeo de comparação entre as duas versões:
Dirigido por Jon Favreau (‘Mogli – O Menino Lobo‘), o longa é a versão live-action da animação clássica lançada em 1994.
Simba idolatra seu pai, Rei Mufasa, e leva a sério seu futuro real. Mas nem todos do reino celebram sua chegada. Scar, o irmão de Mufasa e anterior herdeiro do trono, tem seus próprios planos. A batalha pela Pedra do Reino será repleta de traições, tragédia e drama, resultando no exilo de Simba. Com ajuda de uma curiosa dupla de novos amigos, Simba deverá descobrir como crescer e tomar o que é seu por direito.
O elenco conta com Donald Glover (Simba), Beyoncé (Nala), Chiwetel Ejiofor (Scar), Seth Rogen (Pumba), Billy Eichner (Timão) e James Earl Jones (Mufasa).
‘O Rei Leão‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 18 de julho.
A aguardada série original da Disney+, intitulada ‘Falcão e Soldado Invernal‘, ganhou novas imagens dos bastidores, que trazem em destaque uma popular locação do universo de ‘X-Men‘.
As imagens, divulgadas com exclusividade pelo portal Murphy’s Multiverse, trazem o país fictício Madripoor, cuja primeira aparição nos quadrinhos aconteceu no spin-off de ‘X-Men‘, ‘Novos Mutantes’, futuramente se torando uma locação recorrente nas HQs da Marvel Comics.
Nas fotos em questão, é possível conferir um mercado de rua local, que trazem elementos que conectam a série ao inverso de ‘X-Men‘, bem como à nova série da Disney de ‘Guerreiros Secretos‘.
Confira:
Confira a sinopse oficial da série:
Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e SoldadoInvernal’.
Estrelada por Anthony Mackie e Sebastian Stan, a produção será lançada na primavera norte-americana de 2020 (20 de Março a 20 de Julho). Emily Van Camp, Daniel Brühl e Noah Mills completam o elenco.
Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios da nova série.
Skogland é conhecida por seu trabalho em ‘The Walking Dead’, ‘Fear the Walking Dead’ e pela aclamada série ‘The Handmaid’s Tale’.
A 2ª temporada da série espanhola ‘Um Mágico Nada Incrível‘ já está disponível na Netflix. O novo ciclo teve a sua estreia na grade de programação nesta sexta-feira (30).
Nos mais recentes episódios, os Morales e os Orduz nunca imaginaram que teriam que dividir o mesmo teto. Mas não importa onde se escondam, o capitão González está determinado a encontrá-los nesta série colombiana.
Confira o trailer:
A série foi criada por Dago García e a segunda temporada conta com oito episódios, que já estão disponíveis na íntegra no streaming.
A atriz Tatiana Maslany vai estrelar uma nova série de suspense cômico da Apple TV+, intitulada ‘Maximum Pleasure Guaranteed‘, do diretor David Gordon Green (‘Halloween Ends‘).
Criada por David J. Rosen (‘Citadel‘, ‘Sugar‘, ‘Hunters‘), a comédia sombria acompanha uma mãe recém divorciada que acaba caindo em uma espiral de chantagem, assassinato e futebol juvenil. A vindoura produção contará com 10 episódios de meia hora de duração.
A série está sendo desenvolvida por Simon Kinberg e Audrey Chon, que também assumem o cargo de produtores executivos. O projeto faz parte de um acordo inicial firmado com a Apple TV+.
Green, que possui no currículo títulos como ‘The Righteous Gemstones‘, ‘Mythic Quest‘, ‘Segurando as Pontas‘ e ‘Os Quebra-Nozes‘, ainda assumirá o cargo de produtor executivo.
Maslany é vencedora do Emmy Award e conquistou as audiências com sua elogiada performance em ‘Orphan Black‘, que contou com cinco temporadas, lançadas entre 2013 e 2017. Além disso, a atriz estrelou a controversa série ‘She-Hulk‘ e poderá ser vista em breve nos cinemas em ‘O Macaco‘.
Com uma estreia exuberante nos cinemas com Vidas Passadas (2023), selada com duas indicações ao Oscar — de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original — e entrada na lista de melhores filmes do século XXI, Celine Song tornou-se um dos nomes de destaque do cinema independente estadunidense de maneira meteórica. Logo em seguida, emendou o projeto desta comédia romântica Amores Materialistas (Materialists) com nomes conhecidos no elenco e uma expectativa tão alta que se tornava difícil de alcançar.
Com uma cena de abertura pautada no estilo das comédias românticas nova-iorquinas, a narrativa acompanha Lucy (Dakota Johnson) se arrumando para o trabalho e nas ruas da cidade. Ela está prestes a encontrar uma de suas clientes em um café e tentar motivá-la apesar da falta de boas notícias. Embora Sophie (Zoë Winters) esteja empolgada com o encontro de ontem à noite, o cara já a dispensou. Como uma boa matchmaker, ou casamenteira profissional, em português, Lucy trabalha o seu discurso para moderar expectativas e manter viva a esperança do par perfeito.
Sendo uma das profissões reconhecidas a partir do século XIX dentro de algumas culturas como judaicas e hindus, o casamenteiro profissional tornou-se uma espécie de intermediador de negociações para pessoas de alto poder aquisitivo e uma idade mais avançada. O conceito de Amores Materialistas é muito bom e dialoga bastante com as teorias do sociólogo Zygmunt Bauman no livro Amor Líquido (2003), no qual ele faz alusões de investimentos amorosos serem considerados como investimentos financeiros na sociedade moderna. O objetivo é ter retorno imediato — ou frustração rápida, caso o prazer desejado não se concretize.
De forma bastante prática e divertida, Celine Song apresenta um roteiro contundente de provocações e carapuças sociais para nossos valores escusos na hora de escolher um parceiro. Em uma das muitas boas cenas do filme, Lucy tenta analisar os receios de uma das suas clientes minutos antes da cerimônia de casamento. Ela se questiona: por que ele? De maneira lacaniana, Lucy consegue que a própria noiva encontre a sua resposta. O roteiro traça paralelos entre o casamenteiro — que lida de forma prática com os dilemas — e o analista, que os explora em profundidade.
Do início ao fim, os diálogos de Amores Materialistas são envoltos de boas teorias, processos lógicos, belos discursos e embates sociológicos. Falta, entretanto, o que realmente faz um romance arder: a centelha emocional. A direção de Celine Song seleciona cada plano e sequência com esmero a fim de encontrarmos esses pontos de inflexão. A dinâmica entre o rico e charmoso Harry (Pedro Pascal) e a esperta e pragmática Lucy é artesanal, cheia de muros a serem derrubados e muita argila para modelar.
Contudo, quanto mais entramos na dinâmica desse relacionamento, somos lembrados que existe um outro personagem nessa equação, o ex-namorado bem apessoado, gentil, porém falido John (Chris Evans). Depois de anos, o reencontro com John ocorre na mesma noite em que Lucy e Harry se conhecem. De forma genuína, Lucy se permite abraçar a nostalgia do passado e duvidar das possibilidades do futuro.
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Como reiterado nesse texto, o roteiro é plausível, límpido, sem ser óbvio, joga com a dúvida das circunstâncias da vida. Como em Vidas Passadas, nunca é estabelecido um triângulo amoroso de fato, mas possibilidades de relacionamentos em diferentes momentos. Com mais de 30 anos, a protagonista está bem segura de suas metas, mas seus traumas a fazem titubear entre boas escolhas sociais e pessoais, como todos nós. Pedro Pascal e Dakota Johnson protagonizam uma cena emblemática no meio da cozinha durante a madrugada, a qual todo casal em início de relacionamento deve ter, a partir da pergunta: estamos na mesma página?
Tendo como meta enriquecer, pois veio de uma família pobre, Lucy é materialista tanto quanto os seus clientes, e, portanto, consegue lidar com eles. Quando ocorre uma “falha” no seu sistema de encontros, ela sente-se extremamente culpada, mas não somente pelo erro, mas porque ela está passando por dúvidas em sua vida pessoal e as duas coisas juntas causam uma disjunção de certezas.
Acompanhar o percurso de Lucy durante poucos meses é agradável, mas falta sentir conexão com ela e os seus sentimentos. Com todos os acertos, o erro seria na escolha de um casal sem química? Certamente. Nenhum ator está mal sozinho no filme, mas como casal falta brilho no olhar, falta tensão sexual ou, até mesmo, sorrisos cúmplices. As palavras de Celine estão em cena, mas o jogo de movimentos, toques e sedução não aparece entre eles.
O charme do filme se debruça no olhar e no tom atrevido de Pedro Pascal. Embora Dakota Johnson esteja muito melhor que seus últimos papéis (Está Tudo Bem Comigo? eMadame Teia), ainda falta expressar um ponto de impacto entre os espectadores e sua personagem. Algo distante de suas habilidades, mesmo que ela tenha tido um bom desempenho como coadjuvante em A Filha Perdida (2021), de Maggie Gyllenhaal.
A diretora Celine Song ao lado dos protagonistas Dakota Jonhsson e Chris Evans (Foto: reprodução)
Amores Materialistas é sobre autodescobrimento em uma era neoliberal, na qual as relações amorosas voltaram a ser tratadas como transações, como ocorria antes da Revolução Industrial sobre bens e laços financeiros — ao menos nas classes sociais elevadas. Mas ao invés de unir reinos e territórios, estamos discutindo expectativas econômicas de vida. Afinal, depois de tanto investimento em si mesmo — educacional, profissional e estético — queremos alguém ao nosso lado que faça todo esse esforço ser valorizado: seja com um modelo bonito na foto, seja na vida cotidiana sem perrengues e prestações a pagar.
No fim das contas, o ensaio sociológico, o cinismo e os riscos de más escolhas são mais relevantes que o par romântico e a decisão final da protagonista. Para quem se sentiu submergido por Vidas Passadas, Amores Materialistas é apenas algumas gotas de uma chuva de verão.
Lançado em 13 de junho nos Estados Unidos, Amores Materialistas chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de julho com distribuição da Sony Pictures Brasil.
A Warner Bros. divulgou um novo pôster psicodélico para lançamento em IMAX do aguardado ‘Jogador Nº 1’. Confira, junto com o novo trailer:
O filme chega aos cinemas no final do mês de março, mas o novo sci-fi de Steven Spielberg já teve sua exibição prévia no festival South by Southwest e as primeiras impressões são realmente positivas.
Elogiado por suas emblemáticas referências, a adaptação conquistou a crítica especializada por ter os aspectos mais clássicos dos filmes do diretor.
E para te preparar para o que vem por aí, separamos os principais tweets dos críticos norte-americanos que tiveram a oportunidade de conferir a obra em primeira mão.
Confira:
#ReadyPlayerOne is classic Steven Spielberg. It’s got the references, the ferocious effects and the great ‘80s soundtrack, sure, but also the charm, the heart, the humor and a fantastic Alan Silvestri score. I loved it & so did this #SXSW crowd. Be excited for it! pic.twitter.com/xwPOGwXDxd
“Jogador Nº 1 é um clássico Steven Spielberg. Tem as referências, os efeitos ferozes e a trilha sonora incrível dos anos 80, além do charme, do coração, do humor e da fantástica trilha de Alan Silvestri. Eu amei, assim como a multidão do SXSW. Fique animado com o filme!
READY PLAYER ONE feels like Spielberg watched a ton of Luc Besson movies and decided to outdo them. In terms of pure spectacle, it’s the most astonishing thing he’s done. Never underestimate Steve. #SXSW
“Jogador Nº 1 parece que Spielberg assistiu vários filmes de Luc Besson e decidiu superá-los. Em termos de puro espetáculo, é a coisa mais incrível que ele já fez. Nunca subestime Steve”.
So yeah, I LOVED Ready Player One. It’s perhaps the geekiest movie ever made. So so so happy right now!
“Bem, relaxem todos, Jogador Nº 1 será, de fato, a maior coisa no mundo”.
READY PLAYER ONE: So so so much movie. Sometimes too much but what I kept thinking over and over again was “my kids are gonna LOVE THIS.” It is joyous and thrilling for the people who it’s designed to joy and thrill.
“Jogador Nº 1: Esse filme é tanto, tanto, tanto. Às vezes é até demais, mas o que eu ficava pensando o tempo todo era ‘meus filhos vão AMÁ-LO’. É alegre e empolgante para aquelas pessoas destinadas à alegria e à empolgarão”.
READY PLAYER ONE is a big Trapper-Keeper stuffed full of smiles, Adventure, and heart.
“Mark Rylance pode brilhar em, literalmente, qualquer coisa. É isso que vou dizer”.
READY PLAYER ONE: Good lord I was wrong about this one. It’s oodles of fun and kind of the antithesis of Cline’s novel in terms of its quality. References weren’t too cloying for me, but I was so close I couldn’t pick out too much. #sxsw
“Jogador Nº 1: Senhor amado, eu estava errado em relação a esse aqui. Tem um montão de diversão e é meio que a antítese do livro de Cline, em termos de sua qualidade. As referências não foram muito enjoativas para mim, mas eu estava tão perto disso, que eu não consegui identificar muito”.
“Literalmente minha cara durante cada segundo de Jogador Nº 1″.
#ReadyPlayerOne posits a corporate big wig who exploits fan culture for profit as its villain. The irony of that is giving me a headache. This is no love letter to pop culture. It’s a crass play to nostalgia; it offers nothing new or exciting.
“Jogador Nº 1 propõe uma grande peruca corporativa que explora a cultura dos fãs para o lucro como sua vilã. A ironia disso está me dando dor de cabeça. Isso não é uma carta de amor à cultura POP. É uma rude brincadeira com a nostalgia; não oferece nada novo ou empolgante”.
De acordo com os analistas de bilheterias do Box Office Pro, a fantasia ‘Jogador Nº 1’ deverá arrecadar cerca de US$ 54 milhões em seu fim de semana de estreia nos EUA, se consolidando como uma das melhores estreias de Steven Spielberg em anos.
Estão no elenco: Mark Rylance, que viverá James Donovan Halliday; Tye Sheridan, que viverá o protagonista Wade Watts; Olivia Cooke (‘Bates Motel’) como Artemis, avatar que a personagem Samantha Cook escolhe no do jogo Oasis; e Simon Peggcomo o cocriador da Oasis, Orgen Morrow.
Na trama, o ano é 2044 e, como o resto da humanidade, o protagonista Wade Watts prefere mil vezes o jogo do OASIS do que o mundo real. Ele garante que esconde as peças de um diabólico quebra-cabeça cuja resolução leva à riqueza incalculável. A chave para o quebra-cabeça são baseadas na cultura do final do século XX e, por anos, milhões de seres humanos têm tentado encontrá-los, sem sucesso.
De repente, Wade consegue resolver o quebra-cabeça e ganha o prêmio, e, posteriormente, deve competir contra milhares de jogadores para conseguir o troféu. A única maneira de sobreviver é ganhar, mas para isso terá que abandonar sua existência virtual e lidar com a vida e o amor no mundo real, que sempre tentou fugir.
Zak Penn escreveu o roteiro do filme, que tem estreia prevista para 29 de Março de 2018.
A Netflix divulgou o trailer do suspense de espionagem ‘The Angel’. Confira:
O longa traz a história real de Ashraf Marwan, o genro do presidente do Egito Nasser e conselheiro de Anwar Sadat, o sucessor ao cargo.
O elenco conta com nomes como Marwan Kenzari, Toby Kebbell, Hannah Ware, Walleed Farouq Zuaiter, Maisa Abd Elhadi, Sasson Gabai, Miki Leon, Ori Pfeffer e Slimane Dazi. Ariel Vromen (‘Mente Criminosa’) dirige e David Arata roteiriza.
‘The Angel’ tem previsão de estreia para 14 de setembro deste ano na Netflix.
O Universo Estendido DC chegou ao fim com Aquaman 2: O Reino Perdido, lançado no finalzinho de 2023. Após um início promissor no auge da ‘Era dos Super-Heróis’ nos cinemas, esse universo compartilhado começou a se perder diante da falta de liderança do estúdio e da ausência de convicção no projeto.
O problema é que nem só de bombas viveu o falecido DCEU. É impossível só fazer porcaria quando se contrata alguns dos melhores nomes do mercado para trabalhar em um projeto que durou uma década. E são esses filmes que vão deixar saudade nos fãs e criar aquela sensação de que talvez fosse possível tê-lo salvado. Por isso, o CinePOP vai elencar os cinco melhores filmes nesta matéria. Confira!
5. O Homem de Aço (2013)
O primeiro capítulo do DCEU nos cinemas foi bem controverso na época de seu lançamento. Utilizando metáforas cristãs à exaustão para descrever o herói, o diretor Zack Snyder tentou transformar a origem do Superman (Henry Cavill) em um tipo de épico bíblico de super-heróis. E por mais polêmica que seja essa abordagem, é curioso ver como funcionou bem em muitos momentos. O uso de planos que engrandecem a figura de um Superman errante deu um ar épico ao longa, assim como as provações pelas quais o Homem de Aço teve de passar antes de assumir o tradicional traje azul, vermelho e amarelo. O problema desse filme foi mais no ato final, no qual o diretor perdeu um pouco da linha e corrompeu de forma complicada fatores morais intrínsecos ao personagem.
Sem contar a lógica dos Power Rangers de “destruir a cidade para salvar a cidade”. Sério, pelo estado que ficou Metropolis depois do Super “salvá-la”, era melhor ter entregado a chave da cidade pro Zod logo. Ah, vale a pena ressaltar também o trabalho maravilhoso que Hans Zimmer fez na trilha sonora desse filme. Trabalhar com o Superman exige um carinho especial na tratativa sonora, já que ele está eternamente atrelado ao tema do filme de 1978, mas ainda assim Zimmer conseguiu ser respeitoso com o passado do herói e criou scores que combinaram e descreveram as sensações dessa nova abordagem do kryptoniano.
4. Aquaman (2018)
Dirigido por James Wan, o Midas de Hollywood, Aquaman conseguiu algo que nenhum outro longa da DC alcançou nesses dez anos de Universo Estendido DC: arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias do mundo todo. Ambientado depois dos eventos do filme da Liga da Justiça, essa aventura anfíbia mudou completamente o tom dos filmes da DC nos cinemas ao esquecer o filtro escuro e a necessidade de introduzir elementos para serem desenvolvidos em filmes de outros heróis. Ou seja, ao focar mais em sua própria trama em vez de tentar desenvolver o DCEU, Wan conseguiu fazer com que o público se importasse com a história de origem de um dos heróis mais zoados do primeiro escalão da DC.
Apostando no carisma de Jason Momoa para conduzir a trama, o longa também ganhou pontos por trazer uma visual subaquático deslumbrante e por explorar a riqueza desse mundo com muitas cores e iluminações diferentes, proporcionando momentos “com cara de histórias em quadrinhos”, como a batalha dos protagonistas contra o Arraia Negra na Itália, o embate com as criaturas do poço ou a pancadaria final, que apresenta mais animais marinhos que todas as temporadas juntas de Bob Esponja. É um filme despretensioso, divertido e que consegue elevar a moral de um herói que andava meio em baixa por conta das inúmeras piadas que as séries de Cultura Pop faziam com seus poderes.
3. Mulher-Maravilha (2017)
Também conhecido como o primeiro filme inquestionável do Universo Estendido DC, Mulher-Maravilha foi trabalhado como uma prequel, o que deu muito certo. Partindo de uma das incontáveis pontas soltas que BVS deixou, Diana teve sua história de origem desenvolvida com base em uma foto antiga. O trabalho de Patty Jenkins foi muito apaixonado nesse filme, até pelo peso que ele trouxe. Então, foi um longa que honrou o legado da super-heroína, explorando pontos fascinantes do passado dela, mas também conseguiu fazer com que ela assumisse um posto que normalmente era do Superman: o símbolo de esperança.
Como o Clark ainda vinha sendo trabalhado como um herói errante, Diana surgiu com seu otimismo, coragem e persistência para mostrar ao mundo dos homens que eles não deveriam se entregar aos vilões, porque ela estava ali para ajudá-los e isso os motivou a seguir na luta. A cena mais emblemática do filme é justamente isso, um sopro de esperança. Diante da fronteira tomada pelos inimigos, Diana pegou seu escudo e atravessou a Terra de Ninguém, enfrentando sozinha o exército inimigo. Vendo aquilo, os outros soldados se inspiraram e avançaram junto a ela. De arrepiar.
Além disso, os personagens de apoio foram todos muito carismáticos, e a direção não perdeu tempo tentando sexualizar a Mulher-Maravilha. Na verdade, esse filme é tão bom que só não está na primeira colocação dessa lista por conta de um pequeno deslize no clímax da trama, mas não é nada que atrapalhe o espetáculo.
2. Shazam! (2019)
Shazam! é um dos filmes mais sinceros que a DC já fez. Dirigido por David F. Sandberg, que vinha do mundo dos filmes de terror, esse longa foi a adaptação mais fiel já feita na história do Universo DC. Quem já leu as histórias de origem do personagem, seja na versão clássica ou nos Novos 52, com certeza conseguiu identificar cenas, ambientações e até mesmo falas tiradas diretamente das páginas dos quadrinhos. Mas não é por isso que esse filme chegou tão longe no nosso ranking. Ele está aqui porque conseguiu trazer elementos próprios que fizeram dele muito mais que uma adaptação exemplar.
É um filme com coração, com alma, sobre um menino órfão que encontra quem ele realmente é em sua nova família. Sem contar que trazer um herói cujos poderes são baseados em magia para a perspectiva de uma criança querendo ser grande é uma premissa maravilhosamente perfeita para um herói de quadrinhos nas telonas. Junte a isso um elenco que compreende bem as motivações de seus personagens e o resultado foi uma aventura espetacular sobre família, heroísmo e amadurecimento.
1. O Esquadrão Suicida (2021)
Depois do fracasso colossal que foi o primeiro Esquadrão, James Gunn assumiu o roteiro e a direção dessa sequência para provar o efeito que um bom diretor pode ter em um filme. Contando a história de forma sádica, matando personagens a torto e a direito, Gunn não se baseou exatamente em um arco das HQs para escrever esse roteiro repleto de violência, humor e interações humanas sinceras entre os piores vilões do mundo.
Parte importante para esse filme funcionar foi ter roteiro, direção e elenco entendendo que os personagens são a escória da humanidade, mas que até mesmo essa gente poderia ter sentimentos e objetivos. Assim, partindo dessa ótica, o grupo foi visto como um monte de bandidos descartáveis sendo mandados para uma ilha da América Latina para resolver as burradas imperialistas dos EUA, mesmo que isso significasse não voltarem vivos. Adotando uma estética que remete instantaneamente aos quadrinhos, fosse pelas cores, diálogos dinâmicos ou até mesmo pelas passagens de capítulos, O Esquadrão Suicida contou ainda com uma trilha sonora maravilhosa e um desenvolvimento de personagens maior que o de praticamente todos os outros filmes da casa.
Todos os filmes citados estão disponíveis no HBO Max.
Falta pouco tempo para a estreia da última temporada desta que foi uma das séries mais assistidas do público nos últimos tempos: ‘Stranger Things’. Ao mesmo tempo, apesar do sucesso, os fãs não foram presenteados com grandes quantidades de filmes e séries estreladas pelo elenco principal durante esse tempo, o que não deixa de ser frustrante. De vez em quando, aqui ali um dos nossos queridinhos de Hawkins volta a dar as caras em alguma produção. É o que acontece agora em ‘OJogo da Invocação’, novo filme de terror que chega a partir dessa semana às salas de cinema brasileiras.
Billie (Natalia Dyer) é a irmã mais velha de Marcus (Asa Butterfield) e Jo (Benjamin Evan Ainsworth). Embora seu irmão mais novo já tenha treze anos, toda vez que sua mãe sai para trabalhar no turno da noite ela deixa o menino sob sua responsabilidade, além de ela também ter que cuidar do tio (Erik Athavale), que mora com eles e está sempre bêbado e desempregado. Essa é a razão principal porque Billie briga tanto com os irmãos e deseja tanto se mudar da cidade com seu namorado. Sabendo que naquela noite vai rolar uma festa na casa de uma colega, Billie está disposta a negociar a qualquer custo para poder ter alguma vida social. Porém nessa mesma noite Jo começa a agir de forma estranha, por conta de uma faca que encontrara mais cedo naquele dia em uma cabana abandonada. Agora, o que era para ser diversão, acaba se tornando um jogo de sobrevivência.
É claro que ter no elenco um rostinho conhecido como o de Natalia Dyer ajuda a carregar o público para as salas de cinema, porém ‘OJogo da Invocação’ é um filme tão abaixo do resultado que nem mesmo o saudosismo de ‘Stranger Things’ consegue ajudar o espectador nesta empreitada.
O roteiro de J. J. Braider, Eren Celeboglu e Ari Costa parte de uma boa ideia (que, vá lá, já foi bastante trabalhada no cinema, essa história de objeto amaldiçoado encontrado do nada) e a reforça com um panorama histórico que, embora não seja necessariamente baseada em um fato real específico, é um contexto geral conhecido por todos (as perseguições e assassinatos a mulheres na cidade de Salem, acusadas de bruxaria). Dessa junção poderia vir uma boa história com qualquer tipo de vingança, mas o filme dos diretores Eren Celeboglu e Ari Costa opta por uma trama aleatória que se enfraquece ao longo de seu desenvolvimento.
Some-se a isso o baixo orçamento, que limita algumas percepções (por exemplo, a tal festa que a protagonista insiste tanto em ir, e, ao chegar lá, tem literalmente apenas 7 pessoas e uma fogueira) e o desenvolvimento deu um pano de fundo para os personagens que consome parte dos 80 minutos de duração do longa com clichês mal inseridos na tentativa de causar uma comoção e um crescimento na protagonista, que não precisava de nada disso.
Também no quesito terror ‘OJogo da Invocação’ deixa a desejar. São poucas propostas de sustos, e estas não assustam. As cenas de matança ficam na subjetividade, de modo que não vemos evidentemente nenhuma morte. Sem cumprir sua proposta de terror, ‘O Jogo da Invocação’ fica como um filme indie para os órfãos de Hawkins passarem o tempo no aguardo da próxima e última temporada de ‘Stranger Things’.
Dave Bautista, um dos atores da franquia ‘Guardiões da Galáxia’, continua a mostrar apoio a James Gunn, que foi repentinamente demitido pela Disney no ano passado depois de controversos tweets antigos do diretor ressurgirem nas redes sociais.
Desde que Gunn foi demitido, Bautista foi um dos porta-vozes a falar contra a decisão dos estúdios em questão. O cineasta em questão também havia escrito o roteiro para ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ e voltaria na cadeira de direção em janeiro deste ano. Porém, a terceira parte da franquia foi engavetada, visto que nenhum substituto foi encontrado.
Bautista, que criou uma campanha para a recontratação de Gunn, recentemente foi entrevistado pelo Tampa Bay Times e, quando questionado sobre o diretor, disse que ele “não machucaria uma mosca”, mas que seus tweets eram “nojentos… Piadas terríveis”.
Eventualmente, o que eu sei é que elas eram piadas, e essa dura e desnecessária decisão de demiti-lo deu poder a pessoas horríveis.
Ele também deixou claro o quão importante o sentido de lealdade é para ele.
Se eu não sou o cara que defende meus amigos, quem sou eu?
Apesar de Gunn não retornar para ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’, Bautista deve reprisar seu papel como Drax na conclusão épica ‘Vingadores: Ultimato’, que estreia no dia 25 de abril.
Segundo o Collider, a Warner Bros. já tem um favorito para viver a planta devoradora de humanos Aubrey II no remake de ‘A Pequena Loja de Horrores’: Billy Porter.
O ator é conhecido por seu papel como Pray Tell na aclamada série ‘Pose’, pela qual levou para casa o Emmy de Melhor Ator. Recentemente, ele foi elencado no novo musical da Sony Pictures, ‘Cinderela’, ao lado de Camila Cabello.
Lady Gaga também recebeu a oferta para encarnar um dos papéis no longa-metragem. A notícia ainda afirma que a performer está “muito interessada em continuar atuando” depois de sua dupla indicação ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Canção Original (sendo condecorada com a estatueta nesta aqui) por ‘Nasce Uma Estrela’.
É provável que Gaga se junte ao elenco potencialmente no papel principal de Audrey, uma jovem mulher que trabalha em uma floricultura com Seymour, seu chefe que acaba descobrindo uma planta nada comum que precisa ser alimentada de humanos para sobreviver.
Greg Berlanti, diretor de ‘Juntos Pelo Acaso‘ e produtor das séries ‘Supergirl‘, ‘Arrow‘ e ‘The Flash‘, ficará responsável pelo projeto.
‘A Pequena Loja dos Horrores‘ teve duas adaptações nos cinemas: em 1960, do diretor cult Roger Corman, e em 1986, dirigido por Frank Oz.
Em 2010, Joseph Gordon-Levitt (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’) assinou contrato para protagonizar e produzir. Porém, o projeto nunca saiu do papel.
Os negócios vão muito mal na pequena floricultura Mushnik quando Seymour mostra uma exótica planta, a qual ele deu o nome de Audrey II, para seu chefe. A pequena planta começa a atrair muitos clientes, curiosos com a exótica planta. O que o pobre Seymour não sabia era do que ela se alimentava, é ai que começam os problemas pois ele se vê cada vez mais envolvido em cuidar da planta que lhe trouxe muito sucesso mas também muito terror.
A Walt Disney Studios divulgou uma nova imagem de bastidores do remake em live-action de ‘Mulan’, que estampa a diretora Niki Caro e a protagonista Liu Yifei.
Confira:
O filme foi recentemente reagendado para o dia 24 de julho, tomando o lugar outrora ocupado por ‘Jungle Cruise’.
Antes de ser adiado, ‘Mulan’ foi exibido para a imprensa, e as primeiras reações indicam que este talvez seja a melhor adaptação da Casa Mouse desde ‘Cinderela’ (2015).
Confira:
I’m very surprised at how much I liked the live action #Mulan movie. It’s so majestic, the action is thrilling, it aims for a level of sophistication and beauty you don’t expect.
(I was never a huge fan of the animated film, I think I’ve only seen it once. So no attachments)
“Estou muito surpreso com o quanto gostei de ‘Mulan’. É majestoso, a ação é de tirar o fôlego, e [o filme] busca por um nível de sofisticação e beleza que você não esperava”.
Disney’s Mulan remake leaves a lot behind, but offers much more in its absence. Plenty of 1998 throwbacks pepper a story full of incredible action, humor, and heart.
“O remake deixa para trás bastante coisa, mas oferece muito mais em sua ausência. Várias referências ao filme de 1998 apimentam uma história cheia de ação, humor e coração”.
#Mulan is absolutely fantastic. Different enough with great action scenes, but with the heart of the original film. It doesn’t even matter that it’s not a musical. If you’re a fan of the animated, there are subtle nods to many of the songs. Can’t wait to see this again.
“‘Mulan’ é absolutamente fantástico. Diferente o bastante com ótimas cenas de ação, mas com o coração do filme original. Nem mesmo importa que não seja um musical Se você é fã da animação, há sutis inclinações para várias das canções”.
#Mulan is exciting, vibrant, emotional, and different from the animated version. It’s definitely its own thing, which I dug – a more mature Disney film, featuring stunning production design & fight choreography. Director Niki Caro & star Liu Yifei are the big stand-outs, imo pic.twitter.com/p6IEQUDNBu
“‘Mulan’ é animado, vibrante, emocionante e diferente da versão animada. Definitivamente, [o filme] tem sua própria identidade – um filme da Disney mais maduro, trazendo um design de produção e coreografias incríveis”.
#Mulan is the best of the Disney live-action remakes since Cinderella — I didn’t even miss the songs. Finds new notes in a story we already know while delivering gorgeous action, heart, and humor. Liu Yifei is 🌟💥🔥
“‘Mulan’ é o melhor live-action da Disney desde ‘Cinderela’ nem mesmo senti falta das músicas. Ele encontra novas notas em uma história que já conhecemos, enquanto entrega ação, coração e humor”.
A versão live-action é dirigida por Niki Caro, e é estrelada pela chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, uma das atrizes mais populares desta geração no país.
A Netflix anunciou recentemente que o aclamado drama ‘Ozark’ havia sido renovado para a 4ª e última temporada e, agora, a nova iteração já tem previsão de início das gravações.
Em entrevista ao IndieWire, o astro e diretor Jason Bateman revelou que:
“Vamos começa no dia 09 de novembro. Tudo está seguindo como o planejado e estamos bastante confiantes com os protocolos e as diretrizes de segurança. Temos vários consultantes e estamos aprendendo bastante com outras produções”.
Ainda sem previsão de estreia, o próximo ciclo terá 14 episódios que serão divididos em duas partes.
Relembre o trailer da 3ª temporada:
Jason Bateman, produtor executivo e diretor, estrela como Marty Byrde, junto à indicada ao Oscar Laura Linney como sua mulher, Wendy.
Na trama, os Byrde e seus filhos adolescentes, Charlotte e Jonah, são, para todas as intenções e propósitos, uma família comum com uma vida comum. Exceto pelo trabalho de Marty, um consultor financeiro de Chicago que é também o mais importante lavador de dinheiro para o segundo maior cartel de drogas do México. Quando as coisas ficam feias, Marty precisa tirar sua família dos arranha-céus de Chicago e se mudar com ela para a região bucólica dos Lagos Ozark, no Missouri.
O elenco conta com Esai Morales, Julia Garner, Marc Menchaca, Jason Butler Harner e Harris Yulin.
A próxima animação da Walt Disney Studios chega em breve aos cinemas mundiais e aos serviços de streaming e, enquanto isso, os fãs poderão apreciar a nova linha de Funko Pops inspirada na produção.
Os colecionáveis incluem a protagonista Raya e duas outras versões (Raya Guerreira e Raya e o Bebê Tuk Tuk), bem como Ongi, o Dragão Sisuas, Noi, Tuk Tuk e Namaari. É possível adquiri-los na pré-venda comprando na Entertainment Earth ou na Amazon.
Enquanto isso, a animação será lançada como um título do Premier Access do Disney+, no mesmo dia em que chegar aos cinemas em 5 de março de 2021.
A Disney não forneceu um preço para o filme, mas ‘Mulan‘ foi lançado no Premier Access pelo valor de US$ 30.
Confira o trailer dublado:
Don Hall e Carlos López Estrada comandam a produção. Paul Briggs entra como produtor executivo.
Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.
Awkwafina também faz parte da equipe de dublagem como o dragão Sisu.
O aclamado dramaturgo Qui Nguyen assina a versão mais recente do roteiro, primeiramente escrito por Adele Lim (‘Podres de Ricos’).
Pink é um dos nomes mais únicos e espetaculares da indústria fonográfica contemporânea – e não o é por qualquer razão: com seu estilo irreverente e suas músicas de empoderamento, como “What About Us”, “So What” e, mais recentemente, “Hustle”, a cantora e compositora ascendeu a uma fama espetacular, quebrou recordes e mais recordes de vendas e de prêmios e caiu no gosto popular por uma identidade apaixonante e recheada de brilho. Dona de três estatuetas do Grammy Awards e a segunda turnê feminina mais lucrativa de todos os tempos (atrás apenas da lendária Madonna), Pink despontou em meio a uma amálgama de similaridades do cenário do entretenimento, cuja constância é a reinvenção. Anos depois de seu début oficial, está na hora de conhecer um outro lado da performer com o belíssimo documentário ‘All I Know so Far’, da Amazon Prime Video.
É certo dizer que, nos últimos anos, filmes do gênero protagonizados por artistas essencialmente do mundo da música dominaram as plataformas de streaming. Ainda que date de ‘Na Cama com Madonna’, de 1990, uma das incursões mais famosas do tipo, tivemos, com o passar dos anos, ‘Five Foot Two’, de Lady Gaga, ‘Homecoming’, de Beyoncé’, ‘Miss Americana’, de Taylor Swift, e ‘The World’s a Little Blurry’, de Billie Eilish. Pink é o mais novo objeto de estudo do longa-metragem de Michael Gracey – e o resultado é nada menos que espetacular, recheado de reflexões bastante humanas e comoventes acerca de uma das mulheres mais excepcionais de todas (o que é algo interessante, considerando que ela nunca realmente deu muita atenção ao que a mídia pensava sobre sua persona).
Antes de mais nada, o alter-ego de Alecia Beth Moore é nada menos que uma desbravadora de seu próprio mundo. Nunca contente em se limitar apenas ao óbvio ou ao que se esperava, Moore se junta a tantos outros nomes que marcaram e continuam marcando presença no escopo mainstream – tornando-se alvo de tabloides honestamente ridículos que colocavam em xeque sua índole, ainda mais com a família. Mas a verdade é que Pink não precisa provar nada para ninguém – e o documentário, que gira em torno da turnê promocional do álbum ‘Beautiful Trauma’, serve apenas como alicerce de um fato que já sabíamos: ela é, antes de mais, um ser humano, em busca de conciliar a vida pessoal e profissional como qualquer outro e, dessa forma, passiva de erros e obstáculos.
O filme segue uma estrutura simples e prática, que funciona em uma totalidade envolvente: temos, de um lado, os ensaios contínuos para os shows, que almejam a um perfeccionismo árduo e que não admitem amadorismos; de outro, somos transportados para os bastidores, em que Pink cuida de seus dois filhos, Willow Sage Hart e Jameson Moon Hart, que a estão acompanhando ao redor do mundo, percebendo que o cotidiano pode ser muito mais artístico do que acreditam. Servindo como a rocha que sustenta a família, como Pink bem pontua em meados do longa-metragem, há seu marido, Carey Hart, ex-motociclista profissional.
Enquanto é normal que certas fórmulas sejam empregadas numa obra como essa, é a condução mirabolante e bastante dinâmica de Gracey que nos mantém ansiosos para descobrir o que irá acontecer a cada nova sequência. Pegando vários elementos emprestados do exuberante ‘O Rei do Show’, é notável o apreço do diretor pelo frenesi imagético e pela oscilação atmosférica de cada um dos atos: os momentos mais pessoais são transformados em uma espécie de diário gravado, em que a performer revela segredos sobre seu passado e dá detalhes sobre o relacionamento com Hart, com Willow e Jameson, com os fãs e com o que representa para si mesma. Inclusive, ela nem mesmo se faz centro do enredo, abrindo espaço para cada pessoa próxima que considera de extrema importância para levantar todos os dias e seguir em frente.
Quando pisa no palco, notamos uma mudança notável, que se inicia com os ensaios e culmina em um poderoso e impecável espetáculo. Cuidando para que tudo esteja em seu devido lugar, Pink toma um ar confessional que explora traumas de shows anteriores – como a fatalidade de 2010 em Nürnberg e de que modo superou os medos para dar a volta por cima e chegar aonde está: numa apresentação em Wembley, um dos mais icônicos estádios do planeta. Mais do que isso, o documentário lança luz sobre seu treinamento como ginasta e a incorporação de uma paixão a outra – transfigurando concertos em rendições circenses de tirar o fôlego.
‘All I Know so Far’ é um tocante retrato de uma figura que merece mais atenção do que tem, especialmente hoje. Pink é um símbolo de empoderamento e de vitória, alguém que nunca se esqueceu de quem realmente é e que nunca precisou mascarar o que representa para os oprimidos, os deslocados e aqueles que acreditam não pertencer ao status quo.
A 3ª temporada da adorada série ‘Você’ chega amanhã, 15 de outubro, ao catálogo da Netflix – e a plataforma de streaming fez questão de relembrar aos fãs em que horários os novos episódios serão disponibilizados: 04h.
Lembrando que a série já foi renovada para a 4ª temporada.
Lembrando que o novo ciclo trará uma série de novos atores e atrizes, incluindo Scott Michael Foster (‘Crazy Ex-Girlfriend’), Tati Gabrielle (‘O Mundo Sombrio de Sabrina’), Scott Speedman (‘Anjos da Noite’), Travis Van Winkle (‘The Last Ship’), Michaela McManus (‘One Tree Hill’) e ShalitaGrant (‘NCIS: Nova Orleans’).
Penn Badgley e Victoria Pedretti retornarão em seus respectivos papéis como Joe e Love.
Criada por Greg Berlanti e Sera Gamble, a série é baseada na saga literária escrita por Caroline Kepnes.
Um inteligente gerente de livraria depende de seu conhecimento na Internet para fazer a mulher dos seus sonhos se apaixonar por ele, enquanto ele fica perigosamente obcecado por ela.
São poucos os estúdios de animação que consegue se manter vivos dentro de uma indústria que muda dia após dia – e a Pixar é um deles. Tendo seu início ainda em 1995 com o lançamento do atemporal ‘Toy Story’, a companhia ascendeu a uma fama e a um sucesso inesperados e inenarráveis, consagrando-se como um antro de criatividade e de histórias bastante profundas cujo maior feito é a capacidade de dialogar com os mais diversos públicos (desde as crianças, com suas investidas coloridas, cheias de vida e explodindo com mensagens motivacionais, até os adultos, com subtextos impactantes e que nos levam a refletir sobre a funcionalidade do mundo.
Pouco depois de ter lançado ‘Soul’ e ‘Luca’, duas produções bastante diferentes entre si e que tiveram problemas próprios para enfrentarem, a Pixar retomou sua parceria com a incrível Domee Shi, vencedora do Oscar pelo curta-metragem ‘Bao’, para uma de suas narrativas mais honestas. Tomando forma no título de ‘Red: Crescer é uma Fera’, Shi, aliando-se a uma equipe técnica e artística aplaudível, constrói uma jornada relacionável pelas complexidades do amadurecimento e pelos conflitos intergeracionais – algo que é costumeiro dentro desse panteão animado. A diferença é que, pela primeira vez, começamos a ter uma representatividade mais acentuada com personagens complexos e que fogem da bolha mainstream dos últimos anos (cortesia da diretora e de um elenco de dublagem que não perde a mão em qualquer que seja a cena).
A narrativa é centrada em Mei Lee (Rosalie Chiang), uma jovem de treze anos que mora com os pais na cidade de Toronto, no Canadá, e vê sua vida mudar totalmente quando passa a se transformar em um gigante panda vermelho quando passa por experiências de estresse ou de emoções muito fortes. Depois que descobre que essa “habilidade secreta” é uma herança milenar de família, ela mergulha em um arco de autorreflexão que determinará quem ela é e como ela deseja se portar de agora em diante – como a filha perfeita de Ming Lee, sua mãe superprotetora (dublada pela sempre incrível Sandra Oh), ou finalmente desfrutar de um gostinho de liberdade ao lado de um grupo de amigas inseparáveis que traz à tona um de seus lados mais rebeldes.
Através dos extensos materiais promocionais, é compreensível que parte do público fique com um pé atrás, acreditando que a trama seja extremamente simples e que os visuais incríveis sejam uma forma de mascarar essa falta de ousadia – entretanto, não é isso o que acontece. Shi, assim como sua obra anterior, demonstra ter uma habilidade inegável em comandar, de forma certeira, cada sequência que se dispõe à sua frente: lidamos com uma menina chinesa-canadense, cuja família autoritária reitera a cultura asiática de honrar a família e sempre colocar seus parentes de sangue acima de tudo, contrapondo-se às personalidades gritantes e desinibidas de Miriam (Ava Morse), Priya (Maitreyi Ramakrishnan) e Abby (Hyein Park). Mais do que isso, há um pungente confronto do que realmente são os laços familiares e como a engessada construção social desse núcleo pode ser quebrada da maneira mais cândida possível.
Shi pode até se valer de algumas metáforas explícitas demais, mas aqui o objetivo é permitir que não apenas as crianças e adolescentes de outrora se reconectem com um passado não muito distante, como também a nova geração e os laços que criamos com os nossos pais e com as nossas amizades. Mei Lee, assim como todos que já passaram pela transição da infância à adolescência, acredita que sabe tudo e que nada pode machucá-la – motivo pelo qual quer mostrar para seus colegas seu “poder mágico”, sem pensar nas consequências. É claro que ela comete erros, mas a profundidade de sua construção permite que ela inverta papéis com a mãe e que ela perceba que mesmo uma mulher sedenta pela perfeição e pelo autocontrole pode cometer um deslize (incluindo um trauma que a assombra desde criança).
Algumas similaridades com títulos passados da Pixar são encontradas pelo enredo – sendo perceptíveis aquelas que se restringem ao intrincado relacionamento de Mei e Ming (uma tradução mais estilizada de Nemo e Marlin, de Merida e Elinor, e de Luca e Daniela). Todavia, é impossível desassociar o filme de uma originalidade imagética que nunca foi vista dentro da companhia e que celebra uma cultura que, cada vez mais, se insere no cenário hollywoodiano e norte-americano. As expressões arquitetadas para os personagens partem de uma estética que relembra os mangás e os doramas, com referências que viajam desde ‘Sakura’ a ‘Cavaleiros do Zodíaco’ a ‘Pokémon’, enquanto a transformação de Mei Lee em panda se vale do significado espiritual de paciência para os chineses (algo que a protagonista precisa encontrar, mesmo em meio a obstáculos).
Em diversas entrevistas, Shi comentou sobre o longa ser um encerramento de seus anos quando criança e dos problemas que enfrentou, bem como uma homenagem à mãe e às coisas de que gostava mais nova – a boyband 4*Town, cujas músicas foram assinadas por Billie Eilish e Finneas O’Connell, faz alusão ao sucesso dos grupos N*SYNC e Backstreet Boys, por exemplo. É essa humildade e tamanho carisma de trazer experiências íntimas às telonas e compartilhá-las com o restante do planeta que deixa a obra ainda mais convidativa e recheada de momentos sensacionais.
‘Red: Crescer é uma Fera’ não é apenas um grande acerto da Pixar, como uma das animações mais honestas e verdadeiras de seu universo. Pavimentando caminho para o início de uma nova era do estúdio, a produção celebra a vida, a família e os amigos com o coração no lugar certo – e uma paixão por aquilo que nos torna únicos.
Segundos depois de ter finalizado sua performance no Video Music Awards em 2011, Beyoncé revelou que estava grávida em um dos momentos mais icônicos da história da premiação – e tudo isso depois de ter feito uma rendição impecável de “Love On Top”, um dos singles de seu recém-divulgado álbum ‘4’. E, apesar deste texto contemplar essencialmente as canções do quarto disco de uma das maiores artistas da história, é impossível desassociar a reformulação imagética que nossa Queen B promovera nessa era – desde uma repaginação estilística bastante marcante nas músicas, até seu ressurgimento como uma mulher ainda mais empoderada do que havia nos mostrado no passado. É claro que Beyoncé já havia mergulhado em hinos de independência e de liberdade – mas nunca com tanta força quanto visto aqui (algo que influenciaria, inclusive, seus lançamentos consecutivos).
Diferente do que poderíamos imaginar (e seguindo tendências que vinha explorando desde ‘I Am… Sasha Fierce’, em 2008), a cantora e compositora resolveu construir um escopo que abraçava tanto o mainstream quanto as pulsões conceituais que vinham crescendo desde o início da década. E, nesse preceito que se tornara uma marca reconhecida de seus compilados, a track supracitada nos engolfa em uma exuberância vocal R&B e pop se tirar o fôlego – principalmente quando ela nos dá uma aula de canto ao subir oitavas e mais oitavas na parte final da canção. Não é à toa que diversos especialistas musicais, incluindo este que vos escreve, considere “Love On Top” como uma das investidas mais bem produzidas e escritas da carreira da performer (cortesia dela e da parceria com o produtor Shea Taylor).
Felizmente, a obra é adornada com diversas iterações eximiamente bem arquitetadas, seja no quesito instrumental, seja nas aproximações sociológicas e literárias que Beyoncé promove ao lado de um time muito competente. Ora, como nos esquecer da icônica “Run the World (Girls)”, cuja infusão de electropop e R&B marcou época e permanece como uma das assinaturas da artista? Apesar da simplicidade lírica, que se vale bastante das repetições e de versos unidimensionais, o que mais nos chama a atenção é a vibrante paleta sonora que atravessa gêneros contrastantes entre si e que carrega uma simbologia que vai além da superfície – e que, de certa forma, parece ter prenunciado o encontro do passado e do futuro em si própria. Algo similar ocorre em “Countdown” (cujas referências também nos jogam de volta para a divertida “Freakum Dress”, de ‘B’Day’).
No texto anterior, lembro-me de ter comentado sobre a clara e proposital divisão entre músicas mais dançantes e baladas românticas – uma decisão que, em partes funcionou, mas que foi abandonada para a construção de ‘4’. Nessa mais nova jornada, canções lentas e upbeat se justapõe em uma experiência única, movida a encontros dissonantes que revelam a predisposição de Beyoncé em não apenas se manter fiel às suas raízes, mas explorá-las mais a fundo e encontrar outras maneiras de permanecer viva no transbordante cenário do show business. Há, por exemplo, o doo-wop e soul da incrível e nostálgica “Rather Die Young”, uma homenagem romântica a Gloria Gaynor e Earth, Wind & Fire; o synth-glam de “Schoolin’ Life” com alusões a Michael Jackson e uma rendição irretocável que nos conquista desde os primeiros segundos; “Best Thing I Never Had”, um dos singles do disco, é uma antêmica semi-balada pop-rock e R&B que fala sobre vingança e carma (e que faz um ótimo uso do piano e de um ambiente orquestral, quase teatral).
A artista já provou inúmeras vezes ter uma capacidade invejável de criar belíssimas baladas – e neste álbum, as coisas não seriam diferentes. Além das tracks supracitadas, temos a presença de “1+1”, que parte de um princípio bem estruturado de diminuir a potência dos instrumentos, valendo-se do baixo, dos sintetizadores e de uma eventual guitarra, para deixar espaço aos potentes vocais da cantora (mesmo que enfrentemos uma repetição incessante de maneirismos cansativos); concluindo essa memorável aventura, temos “I Was Here”, facilmente uma das melhores músicas do catálogo da Queen B – cujas mensagens ultrapassam o mero conceito de exaltar quem você é, atravessando uma linha etérea que discorre sobre a própria existência (“eu estava aqui, eu vivi, eu amei, eu estava aqui”) e movendo-se por uma pessoalidade emocionante.
Mais uma vez, Beyoncé reitera sua posição na indústria fonográfica, demonstrando ter um tato indiscutível para as múltiplas mudanças que os artistas enfrentam ano após ano. ‘4’ não seria exceção na fervorosa e enérgica discografia da performer, sabendo transitar entre a intimidade de baladas tocantes e a expressividade gritante de bops que se tornaram hits mundiais e que continuam a encantar os fãs.
Nota por faixa:
1. Love On Top – 5/5 2. Part, feat. André 3000 – 4/5 3. Schoolin’ Life – 5/5 4. Countdown – 3,5/5 5. I Miss You – 4/5 6. Dance for You – 4,5/5 7. I Care – 4/5 8. Rather Die Young – 5/5 9. 1+1 – 3,5/5 10. End of Time – 5/5 11. Run the World (Girls) – 4/5 12. Best Thing I Never Had – 5/5 13. Start Over – 4,5/5 14. I Was Here – 5/5
Nos últimos dias, o ator Jeremy Renner, conhecido por seu trabalho como Gavião Arqueiro no Universo Cinemático Marvel, sofreu um grave acidente envolvendo um trator limpa-neve e foi levado às pressas para o hospital.
Agora, Hillary Schieve, prefeita da cidade de Reno, em Nevada, revelou que o ator estava tentando ajudar um motorista encalhado na neve, próximo a seu rancho, quando o acidente aconteceu (via Sky News).
“Ele estava ajudando alguém que estava preso na neve”, Schieve disse em entrevista ao Reno Gazette-Journal.
A prefeita também comentou que é amiga de Renner e que ficou ciente do evento pouco depois de ter acontecido. “Ele sempre estava ajudando os outros”, ela continua.
Recentemente, um novo relatório do Condado de Washoe revelou mais detalhes sobre o evento (via ComicBook.com), após conversas com testemunhas oculares e investigações da cena.
O xerife Darin Balaamb caracterizou o evento como um “trágico acidente” e diz acreditar que Renner não foi prejudicado. Segundo ele, Renner estava tentando remover um carro preso na neve, saindo do próprio limpa-neve pouco depois, o que resultou em um atropelamento que esmagou sua perna.
“Neste ponto da investigação, não acreditamos que o Sr. Renner foi prejudicado de qualquer forma, e acreditamos que esse seja um trágico acidente”, Balaam comentou. “A delegacia de Washoe está em posse de seu PistenBully [o limpa-neve] e estamos analisando-o para descartar quaisquer falhas mecânicas em potencial. Isso é parte da nosso processo corriqueiro de investigação. Como mencionei antes, a investigação continua. Entretanto, não suspeitamos de qualquer crime, quero repetir isso, não suspeitamos de qualquer crime. Acreditamos que tenha sido um trágico acidente”.
Anteriormente, o ator quebrou o silêncio sobre o acidente e compartilhou uma foto em uma cama de hospital em seu Instagram.
“Obrigado a todos por suas amáveis palavras. Estou muito confuso agora para digitar. Mas envio amor a todos vocês.”, ele escreveu.
O ator indicado ao Oscar sofreu ferimentos graves como resultado de um acidente envolvendo um Snowcat em sua casa na área de Reno.O ocorrido aconteceu enquanto o astro limpava a neve com um maquinário que capotou e passou por cima de sua perna, o fazendo perder muito sangue.
Renner só chegou ao hospital com vida graças a um vizinho, que conseguiu colocar um torniquete antes da chegada dos paramédicos em um helicóptero.
Em 1999, os diretores e roteiristas Daniel Myrick e Eduardo Sánchez estavam prestes a fazer história ao reunirem forças para comandarem um filme independente que mudaria o curso da sétima arte norte-americana: ‘A Bruxa de Blair’.
Apenas o título é forte o suficiente para despertar memórias ou até mesmo a curiosidade do público – afinal, é muito difícil encontrarmos alguém que nunca tenha ao menos ouvido falar do longa-metragem. Para aqueles que não conhecem, a narrativa é centrada em um grupo de cineastas amadores que viaja para uma pequena cidade no estado de Maryland, nos Estados Unidos, para rodarem um documentário sobre a mítica Bruxa de Blair – uma lendária personagem que, alegadamente, foi responsável pela morte de diversas pessoas e ainda assombra aquela região. E, movidos por essa instigante trama, o trio formado por Heather, Mike e Josh (que são os nomes dos atores que os interpretam) se embrenham nas medonhas florestas para encontrarem respostas ou ao menos material com que possam produzir o filme. Todavia, o que deveria ser uma pesquisa de campo se transforma em um pesadelo sem fim quando eventos misteriosos os levam a crer que a bruxa, de fato, existe.
A produção pertence ao conhecido gênero do found footage e, apesar de não ter sido a primeira a utilizar o recurso, foi responsável por popularizá-lo ao redor do mundo e a causar grande comoção por sua estética realista e por técnicas que não eram vistas. É claro, se voltarmos um pouco mais no tempo, podemos citar o clássico italiano ‘Holocausto Canibal’ como precursor oficial desse estilo – mas foi apenas com ‘A Bruxa de Blair’ que o suis-generis se tornaria um dos avais do terror nas décadas subsequentes.
Cada engrenagem do longa, da pré-produção às repercussões consecutivas, foi de importância significativa para a imortalização de seu legado. Por se tratar de um título de baixíssimo orçamento (por volta de US$60 mil) e por se configurarem como realizadores estreantes, Myrick e Sánchez investiram pesado em um marketing genial: a princípio, houve a contratação de atores não conhecidos para interpretarem os protagonistas; logo depois, a Haxan Films, que supervisionou o projeto, divulgou cartazes que anunciavam o desaparecimento de três jovens cineastas, começando a atrair atenção. E, quando o trailer foi lançado, ninguém conseguiria acreditar que aquela história era fictícia. Boa parte dos espectadores comprou a ideia de que o filme exibido era factual e que todas as pessoas que apareceram estavam envolvidas em uma controversa tragédia sem solução. Ora, os atores foram até aconselhados a não aparecem em público para aumentar o suspense.
Quando assistimos a ‘A Bruxa de Blair’, é automático pensarmos que, no geral, a composição foi fácil de ser feita. Todavia, Myrick e Sánchez estavam comprometidos a criar algo nunca visto e delinearam uma mitologia aprofundada (e fictícia, logicamente); entretanto, as falas e as reações de Heather, Mike e Josh são improvisadas e legítimas, feitas, grosso modo, sem a ciência deles para garantir uma naturalidade quase cruel. Logo, era apenas de se esperar que a repercussão não fosse apenas positiva, mas atraísse a atenção de autoridades para garantir que ninguém estava machucado e que todos da equipe estavam vivos. E, a encargo de comparação, os espectadores se sentiram compelidos a conferi-lo, visto que a arrecadação ultrapassou o orçamento em mais de 2000 vezes, fechando em US$248,6 milhões (algo equivalente a mais de US$450 milhões em 2023, ajustando-se à inflação).
Mesmo assim, é preciso comentar sobre a disparidade gritante entre a recepção da audiência e da crítica internacional: podemos perceber um embate entre os 86% de aprovação dos especialistas e uma melancólica nota C+ dos circunstantes – e essa é uma percepção que se estende até os dias de hoje, mas agora mergulhando em uma compreensão de que, de certa forma, o filme não envelheceu tão bem quanto deveria. Não obstante a discrepância mencionada, seu legado permanece vivo e influenciou uma quantidade inenarrável de projetos subsequentes – que não se limitaram apenas ao terror, mas se estenderam ao drama e ao suspense com facilidade invejável.
É possível ver o influxo do projeto em grandes produções mainstream que seriam lançadas com o passar dos anos. A primeira que nos vem à mente é ‘Atividade Paranormal’, que incorporou todos os elementos explorados pelo título de 1999 e os transformou em algo ainda mais aterrorizante; mas, para além do óbvio, temos incursões como ‘Assim na Terra como no Inferno’, que se tornou um queridinho dos aficionados por terror; o aclamado ‘REC’ e a “versão” norte-americana intitulada ‘Quarentena’; e, trazendo ainda mais para o presente, vemos as ramificações ocasionadas, direta ou indiretamente, com ‘Amizade Desfeita’, ‘Buscando…’ (e a sequência espiritual ‘Desaparecida’) e ‘Host’ – os três oferecendo perspectiva originais para revitalizar o gênero.
Quase duas décadas e meia mais tarde, ‘A Bruxa de Blair’ permanece como uma das produções mais revolucionárias do cinema contemporâneo – mesmo com válidas críticas acerca de seu envelhecimento, como já mencionado. Não é nenhum exagero dizer que, sem o impacto do filme, os projetos citados no parágrafo acima não existiriam – e é por isso que é sempre uma boa ideia revisitar aquele que popularizou o gênero.
‘Pânico’ não se tornou uma das maiores franquias de todos os tempos por qualquer motivo: ao ser idealizada por Wes Craven e Kevin Williamson em 1996 e encontrando sucesso crítico e comercial, a saga slasher reviveu um gênero que já vinha passando por maus bocados – principalmente pela queda de orçamento de produções anteriores e pelo lançamento direto em VOD. Pouco depois de estrear nas telonas, o filme teve sua sequência confirmada e, alguns anos depois, um terceiro capítulo para encerrar a trilogia. Entretanto, embarcando na onda de remakes que já começava a crescer no início dos anos 2010, a dupla percebeu que poderia reapresentar a narrativa a uma nova geração de fãs que crescia em meio às redes sociais e às inovações tecnológicas.
E foi assim que nasceu ‘Pânico 4’.
O longa-metragem chegou aos cinemas em 2011 e trouxe de volta o trio-legado dos títulos anteriores: Sidney Prescott (Neve Campbell), Gale Weathers (Courteney Cox) e Dewey Riley (David Arquette), anos depois dos massacres que acometeram Woodsboro. Sidney tornou-se uma escritora de enorme sucesso com um livro recontando as traumáticas memórias da cidade – e retornando para seu lar para promovê-lo; Dewey é o novo xerife local e é acompanhado de sua assistente, Judy Hicks (Marley Shelton); e Gale casou-se com Dewey e passa por uma espécie de “crise profissional” em que não sabe sobre o que escrever e deseja, mais que tudo, retomar sua carreira como jornalista investigativa. E tudo se transmuta em um pesadelo vivo quando Ghostface retorna e promete criar caos e coletar mais vítimas – incluindo os três.
Apesar das boas intenções, ‘Pânico 4’ não fez o sucesso prometido: além da decepcionante bilheteria de US$97,2 milhões (a menor arrecadação da franquia), a recepção crítica não foi a das melhores (com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes, a segunda menor avaliação, estando atrás apenas de ‘Pânico 3’). E, dentre os vários comentários tecidos, boa parte se valeu das fórmulas idênticas dos capítulos predecessores – o que já era de se esperar, considerando que faz parte da mesma mitologia. Obviamente, é compreensível a frustração sentida pelos especialistas e pela audiência – mas, mais de uma década depois, revisitar a obra é uma ótima pedida para perceber que ele esteve muito à frente de seu tempo.
A princípio, vamos analisar a história: Sidney, agora, consagra-se como uma “personagem legado” (termo que seria explorado no filme de 2022) ao lado de Gale e Dewey. Caracterizada como “o anjo da morte”, a protagonista é tratada como um medonho agouro, trazendo catástrofe por onde anda. Não é surpresa que todos queiram ficar longe dela e, em contrapartida, desejam conhecer uma “celebridade” que ganhou fama por traumas constantes e um senso de despertencimento e solidão dilacerantes. Ora, ela é até mesmo convidada pelo clube de cinema presidido por Charlie Walker (Rory Culkin) e Robbie Mercer (Erik Knudsen) com os crescentes ataques do serial killer.
Para além da importância do retorno de Sidney, ela também lida com a nova geração de jovens que é arrastada para um complexo emaranhado de reviravoltas e segredos que atravessa décadas. Temos, por exemplo, sua prima Jill Roberts (Emma Roberts), que vive à sombra de uma família marcada por calamidades; a icônica Kirby Reed (Hayden Panettiere), melhor amiga de Jill e uma aficionada por filmes de terror; a dupla supracitada formada por Charlie e Robbie; e vários outros. Sidney, Gale e Dewey unem forças para passar o conhecimento que têm sobre Ghostface, mas devem prezar pela própria vida ao serem caçados um a um.
A sutil profundidade do filme é respaldada por adições memoráveis a esse microcosmos, com a primeira delas sendo Roberts como Jill. Como revelado no terceiro ato, Jill é a mente por trás dos assassinatos, influenciando Charlie a seguir seus passos e a ajudá-la a reviver o fantasmagórico antagonista. Sua motivação é, de longe, uma das mais palpáveis e críveis da saga slasher: buscando por seu momento de glória e tentando usurpar o “trono” de Sidney, ela declama que não precisa de amigos, e sim de fama. Subsistindo no auge de redes sociais como Facebook e Twitter, ela almeja pelo sucesso e pelo reconhecimento, arquitetando um plano muito intrincado para garantir que fosse a única sobrevivente e seu nome caísse na mídia.
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Dito e feito, ela alcança a sonhada fama ao morrer nas mãos da própria prima e ser tratada como a “heroína” de toda a história. E Jill divide os holofotes com Kirby, uma das grandes personagens coadjuvantes que roubou a nossa atenção desde sua primeira aparição nas telas. A jovem foi encarnada com perfeição por Panettiere e nos deixou sem ar quando levou duas facadas mortais de Charlie – nos levando a acreditar em sua morte instantânea. Kirby se tornou uma das personas favoritas da audiência e foi honrada anos depois ao fazer um retorno glorioso com ‘Pânico VI’ (reiterando sua importância na produção de 2011).
O principal problema do filme foi não ter aberto espaço para que os novos personagens tivessem um futuro sólido na franquia, porque boa parte deles foi brutalmente assassinado. Com exceção de Judy, que encontrou seu trágico fim no capítulo seguinte, e de Kirby (que, como já comentado, apareceria no sexto longa-metragem), a promessa de apostar fichas em uma geração mais jovem caiu por terra e deixou os fãs querendo mais. Mas, no final das contas, ‘Pânico 4’ é uma boa aventura e uma das entradas mais subestimadas desse icônico cosmos. E, assim, ele vem sendo redescoberto como uma gema de Wes Craven que precisa ser apreciada em sua completude.
A icônica rainha do popMadonna voltou a se tornar o centro dos holofotes neste último dia 04 de maio ao dar as caras na Praia de Copacabana para o show de encerramento da ‘The Celebration Tour’.
O espetáculo gratuito contou com os maiores hits da carreira da artista e reuniu nada menos que 1,6 milhão de pessoas no local, consagrando-se como o maior público da performer até então. O maior número de espectadores de Madonna, até então, havia sido em Paris, em 1987, com 130 mil fãs.
Além disso, o show da cantora e compositora configura-se como um dos maiores de todos os tempos no local, ficando à frente da apresentação do The Rolling Stones em 2006 (1,2 milhão de pessoas) e atrás do maior concerto gratuito de rock da história, guiado pelas mãos de Rod Stewart em 1994 (4 milhões de pessoas).
Produzida pela Live Nation, a ‘The Celebration Tour‘ começou em 14 de outubro, em Londres, Inglaterra – tendo sido reprogramada após Madonna ter tido uma grave infecção bacteriana.
O show foi recebido com aclame por parte dos críticos, que rasgaram elogios para a performance da artista e por seu contínuo impacto no cenário fonográfico.
Segundo o Deadline, o diretor Boots Riley (‘Desculpe Te Incomodar’, ‘I’m a Virgo’) já encontrou seu próximo projeto e já escalou o elenco protagonista.
Reunindo-se com a Neon, Riley contratou Keke Palmer, Naomi Ackie, LaKeith Stanfield e Demi Moore para estrelar o longa-metragem.
O restante do elenco será anunciado em breve, enquanto as filmagens devem começar entre outubro e novembro deste ano.
Aaron Ryder e Andrew Swett entram como produtores através da Ryder Picture Company, unindo-se a Allison Rose Carter e Jon Read, da Savage Rose Films.
Mike Jackan e Gus Deardoff são os produtores executivos.
O filme gira em torno de um grupo de incentivadores de negócios (também conhecidos como ladrões de lojas ou golpistas) que tem como alvo um cruel especialista em moda. Detalhes adicionais da trama estão em segredo.
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