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‘Mansão de Praia’: Reality show ostentação já está disponível na Netflix

O novo reality show ostentação da Netflix, intitulado ‘Mansão de Praia‘, já está disponível na plataforma de streaming. A produção teve a sua estreia nesta quarta-feira (26) na grade de programação.

No programa, um grupo de jovens e ambiciosos corretores de imóveis tenta vender casas de luxo nos Hamptons. E essa competição promete ser acirrada, cheia de tretas, dramas e muita ostentação.

Confira o trailer:

Mansão de Praia‘ conta com apenas seis episódios.

Gianecchini, Alinne Moraes, Cauã Reymond e outros astros no trailer do filme sobre ‘Flordelis’

A deputada e pastora Flordelis foi indiciada como a verdadeira mandante do assassinato de seu ex-marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019.

Enquanto permanece no centro da reviravolta, outro aspecto curioso de sua vida pública volta a ganhar destaque: o filme ‘Flordelis – Basta Uma Palavra para Mudar‘, lançado em 2009.

O CinePOP conseguiu o raro trailer da produção lançada em 2009, que tem no elenco Gianecchini, Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Rodrigo Hilbert, Marcello Antony, Sergio Marone e outros astros – que doaram seus cachês para ajudar a instituição de caridade de Flordelis.

Assista ao trailer:

Dirigido por Marco Antonio Ferraz e Anderson Corrêa, o longa conta a história da própria deputada, passando por sua rotina como ‘mulher de fé’ e moradora de uma favela.

A trama ainda mostra como ela é respeitada pelos traficantes e admirada pelos moradores do Jacarezinho por conta de seu trabalho humanitário.

Além disso, o elenco fez questão de não cobrar cachês por seu trabalho devido ao impacto da história real, já que Flordelis decidiu cuidar de 37 crianças carentes na intenção de afastá-las da vida do crime.

No entanto, o longa também ficou marcado por conta do destino das bilheterias, já que grande parte do valor arrecadado foi usado na compra de uma casa de luxo para Flordelis.

Outra parte da renda foi destinada à criação de um centro de reabilitação para jovens dependentes químicos.

Em entrevista ao Extra, Ferraz disse que se arrepende de ter contribuído com a produção.

“Me arrependo muito. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora. Estou dilacerado, e me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém.”, desabafou ele.

‘A Dança da Morte’: Adaptação do livro de Stephen King ganha data de estreia

A CBS All Access finalmente divulgou quando a série ‘A Dança da Morte‘ (The Stand), adaptação da obra de Stephen King, será lançada.

A produção, que terá seus episódios lançados semanalmente, irá estrear no dia 17 de dezembro.

Confira as primeiras imagens oficiais:

A série é escrita e dirigida por Josh Boone (‘Os Novos Mutantes‘).

A trama gira em torno de um professor viúvo que vive uma vida solitária quando um praga dizima 99% da população mundial. Imune à doença, o professor terá de lidar com a solidão até se juntar a outros sobreviventes, que se envolvem numa antiga rivalidade entre a luz e a escuridão.

O elenco grandioso conta com Alexander Skarsgård, Whoopi Goldberg, Jovan Adepo, Owen Teague, Greg Kinnear, Brad William Henke, Nat Wolff, Daniel Sunjata, James Marsden, Amber Heard, Odessa Young, Eion Bailey, Katherine McNamara, Heather Graham, Marilyn Manson, Hamish Linklater e Henry Zaga.

‘Des’: David Tennant interpreta serial killer sinistro na série; Confira o trailer!

O ITV divulgou o trailer completo da minissérie ‘Des‘, estrelada por David Tennant.

Confira:

A produção irá estrear em setembro deste ano.

A trama é baseada no livro ‘Killing for Company‘, biografia escrita por Brian Masters, e focará em Dennis Nilsen, um serial killer escocês que matou pelo menos 12 homens entre 1978 e 1983, em Londres. Vale lembrar que a produção é baseada em uma história real e o Dennis morreu na prisão em 2018.

O assassino só foi descoberto quando os policiais passaram a investigar fragmentos de carne humana e ossos entupindo os canos.

O elenco ainda conta com Daniel Mays, que será um dos policiais investigando o caso, e Jason Watkins, que será Brian Masters, autor da biografia do assassino.

Tim Burton faz 62 Anos | Elegemos os 18 Melhores Filmes do Diretor

Conhecido por seu estilo visual único, o diretor Tim Burton completa 62 aninhos hoje, dia 25 de Agosto de 2020. Sua carreira já dura 49 anos e 35 como diretor de longas para o cinema.

Burton é alvo de adoração de diferentes gerações. Seja quem cresceu com seus filmes do final da década de 1980 e início de 1990 – seus primórdios – ou os que o conheceram na década passada, o cineasta segue escrevendo seu nome na história da sétima arte, encantando pessoas de todas as idades.

O cinema de Burton sempre teve grande apelo visual, e o uso de efeitos sempre se mostrou presente – ele somente foi atualizado em seus últimos trabalhos. O visual sombrio e gótico de tempos em tempos também volta a marcar presença. Fora isso, a carreira do diretor completa um ciclo, já que começou na Disney como animador e depois de anos, já estabelecido e cultuado, marcou presença no comando de Alice no País das Maravilhas (2010) – um dos maiores sucessos financeiros de sua carreira.

Como forma de homenagem para este grande nome do cinema de Hollywood, o CinePOP criou uma lista com todos os 18 filmes em longa-metragem para o cinema assinados por Tim Burton na direção, ranqueados do pior ao melhor. Esta lista tem como base o grande público votante do maior banco de dados de cinema na internet, o IMDB. Ou seja, esta não é uma lista que reflete nossa opinião ou a opinião dos críticos, mas sim a do público, ou seja, vocês. Vem conhecer.

18 | Planeta dos Macacos (2001)

Em 2001, o diretor Tim Burton já era um grande nome quando decidiu arriscar em um de seus projetos mais ambiciosos: a reimaginação do clássico absoluto da ficção científica O Planeta dos Macacos (1968). O longa de Burton gerou grande hype na época, ao ponto de se tornar o filme mais esperado de seu respectivo ano no cinema, dentro todos os lançamentos de blockbusters. E não era para menos.

Foi aqui também que o diretor viria a conhecer a atriz Helena Bonham Carter, que se tornou sua companheira por 13 anos, mãe de seus dois filhos. Planeta dos Macacos, de certa forma, é uma das obras mais diferentes na filmografia do diretor, não sendo facilmente reconhecível como um trabalho seu. Parte disso se deve pela escolha do maquiador Rick Baker em bater o pé e não transformar as criaturas humanoides em parte do acervo das criaturas caricaturais de Burton, como confessa em entrevistas.

17 | Sombras da Noite (2012)

Projeto de estimação do ator Johnny Depp, esta adaptação de um seriado novelesco da década de 1960 ficou em desenvolvimento por anos. Depp, um fã declarado do programa na infância, foi contatado pela Warner quando o estúdio adquiriu os direitos para uma produção cinematográfica. O ator então levou o projeto para seu amigo de longa data, o diretor Tim Burton, não imaginando outra pessoa para dar forma a seu sonho nas telonas.

Respeitoso com o material original, Sombras da Noite pode ser considerado uma versão moderna de A Família Addams (1991) e conta uma história sobre uma disfuncional família vivendo na década de 1970, da qual um dos membros é um vampiro. Parte do  elenco renomado da obra, Michelle Pfeiffer desejava trabalhar novamente com o cineasta desde 1992, e quando soube que a Warner estava planejando um longa baseado na série, da qual igualmente era fã, entrou em contato para um possível papel. E assim nasceu a segunda parceria entre a atris e o diretor.

16 | Marte Ataca! (1996)

Um dos filmes mais incompreendidos do diretor, Marte Ataca! foi muito confundido com a versão cômica de Independence Day, que havia explodido nos cinemas no mesmo ano, meses antes. De certa forma, é até compreensível, já que o filme de Burton era o segundo sobre uma invasão alienígena em larga escala em pouco tempo naquela época. As propostas, no entanto, não poderiam ser mais distintas.

Embora muitos não saibam até hoje, Marte Ataca! é baseado numa série de cards e figurinhas antigas, da década de 1950, das quais Burton era fã e colecionava. As criaturas retratadas são iguaizinhas, e a ideia do diretor foi transformar aquelas imagens em um longa-metragem. Para isso, recrutou o que é provavelmente o maior elenco renomado de um filme seu. O monstro sagrado Jack Nicholson, por exemplo, não hesitou sobre a possibilidade de trabalhar novamente com o cineasta e pegou logo dois papeis no filme. Infelizmente, o resultado passou longe do almejado, embora atualmente a obra tenha atingido o status de cult. O consagrado crítico Roger Ebert talvez tenha pego pesado demais em sua definição, ao afirmar que: “Burton havia feito a biografia de Ed Wood em seu filme anterior e agora, no seguinte, estava encarnando o próprio Wood”. Maldade.

15 | Alice no País das Maravilhas (2010)

Certas coisas nem sempre caminham juntas. Alice é a maior bilheteria da carreira de Tim Burton. Junto ao grande público e críticos, no entanto, se mostra um de seus filmes menos satisfatórios. Esta pode ser considerada uma das primeiras investidas da Disney em uma adaptação em live action (e muito CGI) de suas animações clássicas. Muitos anos depois e Burton voltaria à proposta, com a versão de Dumbo a ser lançada ano que vem.

Ao contrário de obras recentes no estilo, vide Cinderela (2015), Mogli (2016) e A Bela e a Fera (2017), Alice no País das Maravilhas não é uma reedição quase frame a frame da obra de 1951. O filme de Burton funciona como uma espécie de sequência para a animação, mostrando a protagonista Alice (Mia Wasikowska) já mais velha, com casamento arranjado, fugindo desta realidade indesejada e retornando para o País das Maravilhas para novas aventuras. Este molde de subversão foi repetido em Malévola (2014), reimaginação de A Bela Adormecida, contada através da vilã da trama, a bruxa que dá título ao longa.

14 | O Lar das Crianças Peculiares (2016)

Raramente os filmes de Tim Burton são ideias originais. Em sua maioria, se tratam de adaptações, reimaginações, biografias ou desenvolvimento de obras prévias. Aqui, o diretor resolve levar para as telonas o livro de Ramson Riggs, que funciona quase como a premissa dos X-Men para um público ainda mais infantil. A ideia aqui é uma escola para crianças “diferentes”, com dons sobrenaturais. No lugar do Professor X, entra a personagem de Eva Green, se reunindo com o diretor após Sombras da Noite (2012).

Por sua vez, o livro de Riggs usou como base não o universo mutante da Marvel, apesar das coincidências, mas sim uma série de fotografias antigas, vendidas em feiras, que exibiam figuras consideradas “aberrações”. O tema, recorrente nos filmes de Burton, é a aceitação do diferente e dos marginalizados. E que o mais importante é o que não podemos ver, o interior.

13 | A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)

Depois de ter reimaginado o clássico Planeta dos Macacos – utilizando um estilo que não casava tanto com o tipo de filme que estava acostumado a dirigir – Burton era a escolha perfeita para dar nova roupagem a outro clássico imortal, este do cinema infantil. A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971) é um musical icônico do cinema, recomendado para toda a família, que conta com o desempenho de Gene Wilder, eterno no papel do titereiro de crianças Willy Wonka.

Baseado no livro de Roald Dahl, a versão de Burton não é sombria como muitos imaginavam, inclusive se mostrando mais voltada para as crianças do que o filme original. Johnny Depp, parceiro recorrente do diretor, foi a aposta para o novo chocolateiro Willy Wonka. O ator, que adora se transformar nos filmes do amigo, escolhe uma estranha (mas não no bom sentido) abordagem para o papel, se tornando mais creepy do que o personagem pedia. Na época, muitos o compararam com o ícone Michael Jackson, inclusive em sua androgenia.

12 | As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985)

Primeiro longa-metragem dirigido por Tim Burton, que havia feito carreira como animador da Disney e comandado inúmeros curtas, alguns dos quais inclusive transformou em longas anos depois. Era uma transição natural para a especialidade do cineasta que seu primeiro filme fosse uma obra repleta de fantasia e surrealismo. Pee-wee Herman, personagem imortalizado por Paul Reubens, saído de especiais de comédia e que depois ganharia um programa infantil, caiu como uma luva para o tipo de cinema que Burton viria a ficar conhecido.

O filme serviu como primeiro passo para todos os elementos com os quais o diretor viria a construir sua carreira e podemos inclusive notar o estilo de certas cenas neste primeiro trabalho, as quais Burton viria a desenvolver melhor em seus próximos projetos.

11 | Grandes Olhos (2014)

Na lista até o momento já tivemos refilmagens, reimaginações, adaptações de livros e seriados antigos, e até mesmo de figurinhas. Agora, chega a primeira biografia. Aqui, o foco é a pintora Margaret Keane e seus quadros retratando figuras femininas de grandes olhos. Suas imagens se tornaram um sucesso fenomenal na década de 1950, quando todos ainda acreditavam que o autor era seu marido, que se autopromovia de tal forma.

Um dos temas do longa é a independência feminina. A mulher calada que finalmente encontra sua voz e tem a liberdade para gritar contra o abuso do homem. Na história, acreditando que quadros criados por mulheres não venderiam, Walter Keane constrói um império baseado em fraude artística, assumindo a autoria das pinturas de sua mulher. Este é um dos filmes mais sérios e adultos de Burton, os quais ele entrega de tempos em tempos. Aqui, os renomados Amy Adams e Christoph Waltz dão credibilidade a este material, que foi mirado à época de prêmios e indicado ao Globo de Ouro.

 

10 | Frankenweenie (2012)

Tim Burton também dirige animações, já que tal gênero de cinema tem tudo a ver com ele e foi onde iniciou sua carreira. Antes de assumir o comando completo de tais produções, ele produziu obras como O Estranho Mundo de Jack (1993), por exemplo. Frankeweenie é um dos filmes que mais representam o resumo do universo Burton raiz que aprendemos a amar, e que se encontra meio escondido em seus últimos trabalhos.

Frankenweenie é também a adaptação de um curta do próprio diretor, de 1984, com atores reais. Burton resolve levar a história para as telonas, utilizando o tipo de animação que mais defende e que infelizmente se encontra quase extinta: o stop-motion. A ideia aqui é parodiar o clássico do horror Frankenstein (1931), usando um cachorro como o morto-vivo trazido de volta por seu dono. A animação dá o passo além e brinca muito referenciando o cinema do gênero.

 

09 | Peixe Grande (2003)

Peixe Grande é um dos filmes sérios do cineasta, que foge, mesmo que levemente, do padrão de seus filmes mais conhecidos e mais associados a sua figura.

Um ótimo exemplar para o dia dos pais, um dos temas levantados por esta obra baseada no livro de Daniel Wallace é o relacionamento entre pai e filho. Como dito, embora seja um longa com questões mais sérias, Burton não esquece o lado fantasia, trazido na trama pelas histórias inacreditáveis do personagem principal, as famosas “histórias de pescador”. São em tais trechos que Burton pode deixar sua imaginação fértil correr solta, quando elementos como Gigantes, bruxas e lobisomens adentram a narrativa, mesmo que de mentirinha.

 

08 | A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Outro filme que representa bem a estética do cinema Tim Burton raiz: pálido, gótico e dono de laços com o terror. Nesta reimaginação do clássico conto ‘The Legend of Sleepy Hollow’, de Washington Irving, inúmeras vezes adaptado, inclusive na forma de animação, Burton se sente em casa em uma história que parece ter sido criada para ele dirigir.

Em uma cidadezinha do interior, chamada Sleepy Hollow, uma maldição parece em andamento. Diversos moradores são encontrados mortos, com a cabeça decapitada. Os crimes são creditados a uma folclórica figura, o cavaleiro sem cabeça, que segundo diz a lenda se trata de um guerreiro amaldiçoado retornando do inferno. Um detetive cético, guiado meramente pela ciência e sem qualquer crendice no fantástico, é enviado de Nova York para investigar as ocorrências. Johnny Depp realiza aqui sua terceira parceria com o diretor, até então, e vive o protagonista. É dito que Depp queria fazer uso de uma maquiagem mais extensa para se esconder na pele do personagem, vontade esta negada por Burton. Percebemos também que a personagem de Christina Ricci deveria ser vivida por Winona Ryder, caso o relacionamento dela com Depp não tivesse acabado em uma nota negativa.

 

07 | Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

Um dos longas mais prestigiados da carreira do diretor, Sweeney Todd foi indicado para três Oscar e levou o de direção de arte. Primeiro e único musical na filmografia de Burton, o filme conta com seus colaboradores recorrentes Johnny Depp e a então esposa Helena Bonham Carter, além de se encaixar perfeitamente no tipo de obra na qual o cineasta fez carreira em cima. Podemos dizer inclusive que Sweeney Todd foi o último full on hard no estilo Burton raiz (Sombras da Noite trouxe elementos sem conseguir êxito completo).

Sweeney Todd é baseado no musical dos palcos, com elementos de terror e canibalismo, criado por Hugh Wheeler. Na trama, um homem injustiçado pela corrupção de uma cidade inglesa, retorna muitos anos depois com a nova identidade de um barbeiro e forja uma aliança macabra com a dona de uma loja de tortas.

 

06 | Batman – O Retorno (1992)

Tim Burton foi o responsável pela consolidação dos filmes de super-heróis. Seu Batman (1989) foi um fenômeno, como nenhum outro filme do gênero havia sido. Podemos dizer que Superman – O Filme (1978) foi um enorme sucesso para o gênero, trazendo renome e respeito. Mas Batman deu um passo além, mostrando que este tipo de filme poderia atingir bilheterias astronômicas e gerar intermináveis mercadorias, fazendo o capital fluir como um rio.

Em time que está ganhando não se mexe, ou quase. Este foi o pensamento da Warner ao trazer o diretor de volta para comandar a continuação do sucesso monstruoso. O lance de Batman – O Retorno foi que Burton queria mais liberdade criativa, e como o primeiro filme havia se mostrava extremamente rentável, a Warner resolveu conceder o desejo do diretor, o deixando livre, leve e solto para fazer o filme do personagem que havia imaginado. Particularmente, Batman – O Retorno é um dos melhores filmes do cineasta e consegue elevar o que havia sido construído anteriormente. O problema é que nem todos pensaram assim. E com mais violência, esquisitices, e um teor pesado para crianças, o estúdio precisou arcar com a dificuldade de produzir mercadorias voltadas aos pequeninos com uma obra tão sombria. Resultado: mesmo imaginando uma terceira parte para as aventuras do Homem-Morcego, Burton foi afastado da direção. Hoje, Batman – O Retorno é um filme cult, dono de uma verdadeira legião de fãs.

 

05 | Os Fantasmas se Divertem (1988)

O primeiro sucesso da carreira de Tim Burton, este filme marcou a infância de toda uma geração. Muitos, inclusive, consideram este o primeiro filme de Burton, já que aqui o diretor deixou sua imaginação correr solta, utilizando todos os elementos que viriam fazer de seu cinema tão único. Foi devido a este filme que Burton conseguiu o trabalho no comando da ambiciosa superprodução Batman. Os executivos da Warner teriam ficado tão satisfeitos com o resultado de Beetlejuice, que escolheram o diretor para o comando do grande filme de super-herói.

Uma das únicas ideias originais para um filme de Burton, Os Fantasmas se Divertem brinca bem com os gêneros da comédia e terror, se tornando a marca registrada do cineasta. Na história, um casal morre e volta como fantasmas para sua grande casa. Quando uma família inconveniente vai morar no local, eles precisam da ajuda de outros fantasmas para expulsá-los de lá. O filme fez tanto sucesso que gerou uma série animada. Uma continuação há muito tempo é planejada e agora se encontra muito perto de sair do papel.

 

04 | Ed Wood (1994)

Se dependesse unicamente de mim, este filme ocuparia a primeira posição dentre os melhores da carreira de Burton. Já tivemos a biografia de Grandes Olhos (2014) na lista, mas a primeira na filmografia do diretor foi esta, que inclusive tem muito mais a ver com seus gostos pessoais. Ed Wood, o filme, não foi apenas isso, mas também o primeiro trabalho considerado “sério” do cineasta, antes associado ao cinema de fantasia e entretenimento.

Com Ed Wood, o cinema de Tim Burton dava o passo além, inegavelmente amadurecendo artisticamente, porém, sem fugir por completo do tipo de filme que ama e representa. Considerado até hoje um dos piores (ou quem sabe o pior) diretor de cinema que a sétima arte já viu, Edward D. Wood Jr. virou sinônimo de cineasta cult após sua morte. Seus filmes eram de baixíssimo orçamento e sua paixão era as obras de terror e ficção científica. Em seus trabalhos contava muito mais a vontade do que a qualidade. Plano 9 do Espaço Sideral (1959) é o ápice de sua carreira. Em Ed Wood, o filme, Tim Burton cria uma grande homenagem ao marginalizado diretor. O filme foi indicado e levou dois prêmios no Oscar – de maquiagem e ator coadjuvante para Martin Landau, que interpreta o lendário Bela Lugosi, o eterno Drácula.

 

03 | Batman (1989)

Como dito, para este que vos fala, assim como para muitos, a continuação Batman – O Retorno (1992) consegue transcender este filme em todos os quesitos. Mas esta é a opinião do grande público, que prefere o que foi confeccionado aqui. Indiscutivelmente, não importando sua opinião sobre qual dos dois filmes do personagem dirigidos por Burton é o melhor, o primeiro Batman foi extremamente influente e até mesmo revolucionário. Primeiro, por mostrar que filmes baseados em quadrinhos poderiam ser não apenas um grande sucesso, mas um fenômeno mundial no quesito marketing e merchandising, modificando para sempre o conceito de cinema entretenimento e o blockbuster.

Segundo, por trazer o herói de forma nunca anteriormente apresentada, mostrando que histórias em quadrinhos poderiam ser coisa de adulto. Batman é sombrio e, como disse o crítico Roger Ebert, “repleto de sentimentos ruins, não recomendado para crianças”. De fato, o filme se encaixa mais na categoria noir criminal, se distanciando ao máximo da imagem que todos tinham anteriormente do personagem no audiovisual, a série colorida e galhofa dos anos 1960. Até o visual do personagem era remodelado para os novos tempos, com uma armadura preta e utensílios altamente tecnológicos ao invés de cômicos. Aqui, tínhamos mortes, violência e sangue.

 

02 | Edward Mão de Tesoura (1990)

Não é grande surpresa que este filme esteja no pódio, ocupando o segundo lugar da lista. A obra encantou crianças da minha geração em seu lançamento e continua a fazer o mesmo pelas novas gerações. Edward resume muito do que é o cinema de Burton também, se mostrando na época o filme com mais alma e coração de sua jovem carreira – até hoje se mantendo no topo da lista nesta categoria.

A ideia para o filme, que se mostrou recorrente em outros trabalhos do diretor, é uma reimaginação do clássico Frankenstein (1931), desta vez, um jovem criado por um inventor, que termina morrendo antes de concluir sua obra. Assim, inconcluído e esquecido, Edward é encontrado e levado para a cidade, onde precisa aprender a lidar com o maior dos monstros, o ser humano. Um festival de desencontros faz com que o protagonista constantemente seja incompreendido. Mesmo assim, ele se torna parte de uma grande história de amor – que se estenderia para fora das telas entre Johnny Depp e Winona Ryder. Mas esta é uma história de amor de doer o coração, como Tim Burton gosta e sabe fazer bem.

 

01 | A Noiva Cadáver (2005)

Por mais que não seja surpresa ver Edward Mãos de Tesoura em segunda posição, ver A Noiva Cadáver na primeira é. Este é o filme do diretor mais adorado pelo grande público. É também um dos filmes menos conhecidos de Tim Burton e um dos que mais foge de seu estilo raiz.

Embora tivesse produzido animações no passado, este foi o primeiro filme do gênero dirigido por Tim Burton, se tornando também uma das obras mais queridas e elogiadas de sua filmografia. Tudo a ver com Burton, o filme utiliza elementos clássicos do cinema do diretor e muito bem poderia ter sido criado em live action. A Noiva Cadáver marca também uma das três ideias originais transformadas em filme da carreira de Burton – ao lado de Os Fantasmas se Divertem (1988) e Edward Mãos de Tesoura (1990).

A animação marca o reencontro do diretor com um texto da roteirista Caroline Thompson, escritora de Edward Mãos de Tesoura (1990). Uma história gótica e tipicamente “Burtoniana”, o filme apresenta um sujeito nervoso tentando fugir de um casamento arranjado na era vitoriana, que inadvertidamente se torna noivo de uma mulher morta, enterrada na floresta. Burton brinca com o conceito do mundo dos mortos e dos vivos, o primeiro dono de cores berrantes e muita energia, e o segundo, monocromático e enfadonho.

‘Batman Eternamente’ – Veja como seria a versão dirigida por Tim Burton

Podemos dizer que o diretor Tim Burton mudou para sempre o conceito de como os filmes baseados em quadrinhos de super-heróis eram vistos pelo público, crítica e os estúdios de Hollywood. Batman (1989) foi um grande divisor de águas. Mas quando foi a hora de dirigir o terceiro filme do Homem Morcego – o qual o cineasta já havia detalhado e se preparado – a Warner resolveu afastá-lo após o resultado sombrio e não recomendado para crianças de Batman, o Retorno (1992).  Assim, Burton terminou apenas produzindo Batman Eternamente (1995), que completou 25 anos em 2020.

Enquanto um novo filme do Cavaleiro das Trevas de Gotham está sendo produzido com Robert Pattinson no papel do herói, nesta nova matéria iremos adentrar uma realidade alternativa e investigar um pouco mais sobre o filme que Burton queria fazer e quase fez. Vamos conhecer como seria o Batman Eternamente de Tim Burton.

Título

Tim Burton estava preparado para começar as filmagens de seu terceiro Batman. O filme inclusive já passava pela fase de pré-produção, tendo sido criados tratamentos do roteiro e inclusive testes de figurino. O diretor afirmou em entrevistas que não gosta nada dos títulos que vieram a seguir. Sobre o título Batman Eternamente o diretor disse: “Parece uma destas tatuagens que os adolescentes fazem e depois se arrependem”. O título do filme de Burton seria Batman Continues, ou Batman Continua. Acham melhor?

Diretor

Tim Burton queria dirigir um terceiro filme do cruzado de capa, porém, após o resultado sombrio e violento de Batman, o Retorno (1992), executivos da Warner, que não haviam conseguido associar a produção a quase nenhum merchandising (brinquedos ou até mesmo o McLanche feliz), optaram por afastar diretor ao cargo de produtor. A ideia dos executivos do estúdio era por um filme mais leve e mirado às crianças. Para isso, muitas cores foram adicionadas à direção de arte e fotografia. Joel Schumacher, famoso por obras como Os Garotos Perdidos (1987) e O Cliente (1994), foi o cineasta escolhido para ocupar a cadeira de diretor. Antes dele, no entanto, alguns outros foram cogitados, incluindo Sam Raimi – que havia feito seu próprio filme de super-herói original com Darkman: A Vingança sem Rosto (1990) e viria a comandar Homem-Aranha (2002).

O curioso é que Schumacher já revelou em entrevistas que sua opção também era por um filme mais sombrio, focado nos traumas e medos do herói, e em sua origem. No entanto, o estúdio seguia forçando por um tom mais leve e infantil. O ator Michael Keaton disse em entrevistas que os primeiros tratamentos do terceiro Batman justamente focavam na origem do herói, elemento que não havia sido adereçado até então no cinema. Esta origem voltaria a ser tópico numa produção do Homem Morcego em 2005, quando Christopher Nolan assumiu Batman Begins.

Protagonista

Obviamente, Michael Keaton vestiria a capa e o capuz do herói de novo no filme de Burton. Porém, quando o diretor foi afastado pelo estúdio, o protagonista começou gradativamente a perder o interesse em estrelar o filme. Keaton chegou a ter reuniões com Joel Schumacher após o diretor ser confirmado no comando do terceiro Batman, mas terminou optando se desligar da produção por não concordar com o caminho que o cineasta e o estúdio estavam levando o personagem. Keaton disse em entrevistas que o roteiro era simplesmente muito ruim e que não tinha interesse em ver o personagem mirado apenas para a venda de produtos, como brinquedos para crianças. O ator também não gostou do tom leve e colorido que o longa seguia.

Depois da saída de Keaton, inúmeros atores foram cogitados para assumir a capa do Morcego. Isso era algo importante, pois o ator escolhido seria o segundo intérprete do personagem no cinema. Schumacher terminou optando por Val Kilmer, que aceitou o papel sem sequer ler o roteiro. Durante as filmagens, no entanto, Kilmer se mostrou um pesadelo para o diretor, que definiu seu comportamento como “infantil”. Os dois brigavam constantemente e Schumacher terminou precisando substituí-lo para o filme seguinte. Para Batman & Robin (1997), saía Kilmer e entrava George Clooney. Algo que me diz que Val saiu ganhando nessa.

Duas-Caras

O Duas-Caras de Tommy Lee Jones é um dos pontos baixos de um filme que já não é grandes coisa. O ator escolhe interpretar o vilão atormentado e cruel como uma espécie de palhaço bufão. Curiosamente, durante as filmagens, Jones disse na cara do colega de cena Jim Carrey que o odiava, não o respeitava, não gostava de seus filmes e não podia aprovar sua canastrice. Ao assistir ao filme podemos reparar que o desempenho de Jones nada mais é do que uma imitação do que Carrey costumava fazer.

Seja como for, o primeiro intérprete do personagem no cinema (ou ao menos uma parte dele) foi o ator Billy Dee Williams, o eterno Lando Calrissian de O Império Contra-Ataca (1980). Williams viveu Harvey Dent, o alter ego de Duas-Caras, em Batman (1989), de Tim Burton, numa pequena participação. O ator afirmou em diversas entrevistas que o principal motivo de ter aceitado o papel foi sua eventual transformação no vilão bipolar – ele possuía inclusive uma cláusula em seu contrato que o garantia o papel. A Warner teve que pagar a multa ao ator na hora de desligá-lo do projeto. Williams recebeu recentemente um prêmio de consolação e finalmente viveu o vilão Duas-Caras na animação LEGO Batman (2017), infinitamente superior a Batman Eternamente.

Fontes também afirmam que o personagem havia sido pensado em alguns tratamentos de Batman, o Retorno (1992), e o desfecho do filme traria a Mulher Gato usando os fios do gerador do Pinguim para desfigurar Harvey Dent, que assim se transformaria no Duas-Caras. O roteiro foi readaptado usando muitas das ideias do personagem para Max Schreck, vivido por Christopher Walken.

O curioso é que apesar da treta entre Williams e o estúdio, muitos afirmam que o vilão Duas-Caras não estava originalmente nos planos de Tim Burton para o terceiro filme. E que ele só foi adicionado com a entrada de Schumacher no projeto. Será que Burton o estava reservando para um quarto filme? Ou será que iria voltar atrás a pedido do estúdio e inserir o vilão nas formas de Williams?

Charada

Com o vilão Charada existe mais confusão. Definitivamente este seria o vilão do terceiro filme de Burton, confirmado por todas as fontes. Algumas dizem que seria o único vilão do filme, outras que seria o vilão principal, mas nenhuma o descarta. No entanto, a questão sobre seu intérprete é o mais nebuloso. A maioria das fontes afirma que Robin Williams viveria o enigmático antagonista na versão de Burton e que foi dispensado quando Schumacher assumiu. Outros dizem que Williams recusou o papel ainda na fase Burton por estar chateado com a Warner – que o havia oferecido o papel do Coringa no primeiro filme e depois entregue a Jack Nicholson, um ator mais renomado.

Aparentemente, a versão de Williams teria um corte de cabelo na forma de um ponto de interrogação. Ideia que Jim Carrey quis trazer à sua encarnação, mas foi impedido, pois precisava aparecer em corte para finalizar seu divórcio. Outras fontes afirmam que a escolha de Burton para o antagonista era Micky Dolenz, um dos integrantes do grupo The Monkeys. Fora isso, a identidade do personagem não seria Edward Nygma, mas sim Lyle Heckendorf, um industrialista rival de Bruce Wayne, e não um funcionário de sua empresa. O vilão conseguiria seu uniforme no circo e o adaptaria para o do Charada.

Interesse Amoroso

Inicialmente, Burton queria a volta da Mulher Gato, de Michelle Pfeiffer. O sonho de um novo filme com a anti-heroína perdurou por décadas nas mentes de Burton e Pfeiffer, que chegaram a cogitar um filme solo para a felina. Mas isso não eliminaria a presença da Dra. Chase Meridian, personagem criada para o filme, sem ter aparecido em qualquer HQ. Antes de Nicole Kidman ser escolhida para o papel na versão de Schumacher, Burton havia batido o martelo em Rene Russo, então no auge de sua carreira, saída dos sucessos de Máquina Mortífera 3 (1992) e Na Linha de Fogo (1993). Não é confirmado, mas espera-se que esta versão fosse mais interessante e sofisticada do que a maníaca sexual interpretada por Kidman – que tudo o que parecia querer da vida era ir para cama com um total desconhecido em roupa de morcego.

No entanto, quando Burton foi tirado de jogada e, consequentemente, Keaton pulou fora, os produtores e Schumacher acharam Russo (então com 41 anos) muito velha para Val Kilmer (35 anos na época). Keaton tinha 43 anos na época. Assim, Russo foi substituída por Kidman, com 28 anos na época. Não deixa de ser curioso imaginar como seria a dinâmica de dois interesses amorosos na vida do morcego (a Mulher Gato e a Dra. Chase) na versão de Burton.

Robin

Outro caso peculiar. O ajudante do cruzado de capa sempre foi motivo de piada, mas o “menino prodígio” figurou em muitos tratamentos dos roteiros, desde o filme original de 1989. Em certo momento, chegou-se a cogitar um filme de Batman voltado ao humor, mais na veia do seriado da década de 1960 – espírito este revivido por Batman & Robin (1997). Neste tratamento cômico para o personagem, Batman teria como intérprete Bill Murray, e Eddie Murphy seria seu Robin. Por mais absurda que seja a proposta, Burton tirou uma ideia deste conceito. É claro que o diretor aboliu qualquer pensamento cômico e trouxe o Batman sombrio que o mundo viria a conhecer e repetir até hoje.

Porém, o que Burton tinha interesse mesmo era em utilizar um Robin negro. O cineasta já havia mudado a etnia de Harvey Dent, e sua escolha para o parceiro do herói era Marlon Wayans (Todo Mundo em Pânico). Uma escolha ousada e difícil de acreditar – não pela questão racial, mas pela associação do ator a projetos duvidosos. O que poucos sabem, no entanto, é que Wayans possui desempenhos dramáticos e mais contidos em seu repertório, vide Réquiem para um Sonho (2000) e G.I. Joe (2009), papeis nos quais se saiu bem. Na época, com 23 anos, Wayans já havia feito testes para figurinos do personagem, que seria adicionado em Batman, o Retorno (1992), mas terminou sendo excluído.

Wayans, que na época não era famoso, já havia assinado o contrato para o personagem. A Warner, novamente, pagou uma multa ao ator para que Chris O´Donnell assumisse o papel.

Espantalho

O assustador vilão do Homem Morcego que trabalha à base do medo só deu as caras no cinema em 2005, no filme Batman Begins. No entanto, Tim Burton tinha planos para o personagem em um de seus filmes. Num dos tratamentos do roteiro, o diretor planejava trazer o antagonista às telas na forma de Brad Bourif, a voz do boneco Chucky, da franquia Brinquedo Assassino. Não seria demais ouvir a voz do Espantalho soando como a o boneco mais creepy do cinema?

E você, o que acha da versão de Tim Burton para Batman Eternamente? Acha que iria funcionar ou ficaria ruim? Está satisfeito com a versão que temos de Joel Schumacher? O que poderia ser melhorado? Comente.

Ps. Veja abaixo o modelo do uniforme do herói na versão de Tim Burton.

POLÊMICA! Acusada de romantizar a pedofilia em filme, a Netflix se desculpa…

A Netflix se desculpou publicamente após sofrer críticas pelo cartaz e trailer do filme francês ‘Lindinhas‘ (Cuties, 2020), que estreia no catálogo da plataforma em 9 de setembro.

O streaming duras críticas sobre o filme após lançar o material considerado por muitas pessoas como uma tentativa de sexualizar as atrizes do longa, todas menores de idade, e romantizar a pedofilia. A arte já foi retirada do material usado para publicidade.

Nas redes sociais, a Netflix se desculpou:

“Lamentamos profundamente a arte inadequada que usamos para Lindinhas. Não estava bem, nem representava esse filme francês que ganhou um prêmio no Festival de Sundance. Agora, atualizamos as fotos e a descrição.”

Confira a arte e o trailer:

A obra francesa, que gira em torno de uma jovem menina de 11 anos que se rebela contra o conservadorismo de sua família e se torna uma incrível dançarina, veio acompanhada de um pôster promocional que trazia o elenco-mirim em poses controversas, emulando mulheres adultas. A polêmica ganhou as redes sociais e levou diversos internautas a participarem de uma petição no site Change.org para remover o título da plataforma.

Com quase 300 mil assinaturas, o abaixo-assinado vem acompanhado do seguinte texto: “este filme/show é nojento e sexualiza uma menina de ONZE anos para o prazer de pedófilos, além de influenciar negativamente nossas crianças! Não há necessidade para esse tipo de conteúdo com grupos dessa idade, especialmente quando tráfico sexual e pedofilia estão desenfreados. Não há desculpas, esse é um conteúdo perigoso”.

 Maïmouna Doucouré faz sua estreia diretorial com o projeto.

Lindinhas permanece com data de lançamento marcada para 09 de setembro.

Roteirista se RECUSOU a contar a origem do Coringa em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’

O ‘Coringa‘ do diretor Todd Phillips foi a primeira adaptação a revelar uma das origens do Palhaço do Crime, mas a ideia quase foi abordada em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas‘ (Christopher Nolan).

A informação foi revelada pelo roteirista David S. Goyer durante sua participação na Comic Con at Home.

Ao tocar no assunto, Goyer disse que a ideia de descartar a origem do vilão partiu dele mesmo, porque isso aumentaria a curiosidade e o mistério em torno do personagem.

“Eu me lembro que os produtores insistiram para que eu escrevesse detalhes sobre a origem do Coringa, mas eu não recuei e consegui convencê-los que a ausência de detalhes causaria mais impacto e mistério sobre o Coringa… Até hoje me perguntam qual é a verdade sobre aquelas cicatrizes bizarras, eu também gostaria de saber.”

Mesmo assim, o roteirista disse que o clima nos bastidores ficou pesado após o debate.

“Acho que ‘Batman Begins‘ foi um sucesso exatamente por esse mistério, e eu queria repetir isso na sequência. Mas os produtores não entendiam. Depois da nossa conversa, ficou um clima estranho e recebemos muitas críticas e cobranças desnecessárias. Todos estavam preocupados por causa disso.”

Felizmente, Batman: O Cavaleiro das Trevas é considerado uma das melhores adaptações dos quadrinhos, acumulando 94% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Lançado em 2008, o longa se tornou um sucesso de crítica e poúblico, arrecadando US$ 1,005 bilhão, a partir de um orçamento de US$ 180 milhões.

 

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 8: Sandra Maya

O cinema é uma força que emociona e nos faz querer sempre assistir ao próximo filme. Seguindo na nossa série de entrevistas com queridos cinéfilos espalhados pelo Brasil que nos contam um pouquinho, por meio de determinadas perguntinhas, um pouco de toda a sua paixão e amor pela sétima arte.

Hoje vamos entrevistar uma das mentes mais cinéfilas que existem no Rio de Janeiro. Carioca, cinéfila, psicoterapeuta holística formada pelo Instituto Antonio Vieira, Sandra Maya é gerente e produtora da Cavideo, a fantástica locadora de filmes ainda ativa no Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro do Humaitá. É impressionante a memória da nossa convidada, esse que vos escreve já foi várias vezes na Cavideo e Sandra, sempre simpática, já deu várias dicas de filmes sempre de maneira bem contagiante. Muito ativa nas redes sociais, sempre falando sobre cinema em sua página pessoal do Facebook.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação à programação? Detalhe o porquê da escolha.

Unibanco Arteplex. Conforto das poltronas, ar condicionado perfeito, boa livraria, perto de casa.

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente/

Ben-Hur quando era criança pela beleza e pela história (imitava as cenas em casa). E adolescente, Gritos e Sussurros do Bergman, pela densidade dos personagens, o ambiente, a dor. Era muito jovem para avaliar os filmes tecnicamente, mas sabia que amava isso e queria fazer parte desse universo.

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Essa é difícil. Depende muito da obra, sou assim. Mas considerando o conjunto, Quentin Tarantino. Ele é um arquivo vivo dos anos 70/80. O melhor, Pulp Fiction, mas ele sempre inova em seus filmes de maneira absurda.  E, apesar de tantos diretores maravilhosos, tenho outro que vale mencionar, Frank Darabont. Ele conseguiu fazer três filmes do Stephen King virarem obras-primas. Adoro King, mas eles esculacham seus livros no cinema.

4) Qual seu filme nacional favorito e por que?

Adoro documentários, já produzi um e vejo diariamente algum. Amo Edifício Master do Eduardo Coutinho. Ele era um mestre no que fazia.

5) O que é ser cinéfilo para você?

Aquela pessoa que não poder passar um dia sem ver pelo menos um filme, procura notícias sobre o que vai ser lançado, sobre técnicas de filmagem, pesquisa o trabalho dos diretores, dos atores, lê tudo, não deixa escapar nada, não importa o período, respira cinema, vive essa arte maravilhosa diariamente.

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possui programação feita por pessoas que entendem de cinema?

Sim, acho que abrir uma sala de cinema é uma grande responsabilidade e você precisa oferecer um pouco de cada coisa que o público quer ver. Se você tem um negócio desses é para se realizar e passar o que você ama para frente, não pode ser só comércio, tem que ter sua alma envolvida. É uma possessão e você precisa de seguidores.

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Não posso acreditar nisso, acho que não. A sensação de sentar em uma poltrona de cinema e assistir a um filme é algo inexplicável. Aquilo te envolve, te leva para outro mundo. Eu sou assim, quero devorar cada detalhe, saio de mim e vou para lá. As vezes o filme acaba e preciso de um tempinho para voltar daquele universo. Fui criada assim, criei meu filho assim e pretendo influenciar meu neto. Você precisa respirar isso para entender. Se acabar, ficarei sem uma parte de mim.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Parente é Serpente do Mario Monicelli. Recomendo esse porque não sou fã de comédias, mas esse filme é sensível, uma comédia gostosa de ver, tem um drama comovente por toda a história e acho que todos possuem alguém na família parecido com alguém daquela família. Monicelli é um gênio da comédia.

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a Covid-19?

Não, infelizmente ainda penaremos um pouco.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Acho que ele é de picos. Era ótimo, caiu muito, voltou a se reerguer com ótimas produções, mas agora está fraco de novo, muito comercial. Não que não deva ser comercial, é o que dá dinheiro, mas podemos fazer bom cinema sem ter o formato de TV.

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Hoje?  Selton Mello.

12) Defina cinema com uma frase.

O cinema é a arte de nos fazer viver e conhecer outras realidades, outras vidas, sem deixar a nossa para trás.

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

O lançamento de Star Wars no Unibanco Arteplex. Todos foram a caráter. Achei sensacional. Eu gosto de ver essas coisas, não considero fanatismo, considero paixão mesmo. E foi muito legal ver o filme no meio de seus personagens.

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Vixe, virou cult mas nunca vi.

15) Você faz parte da equipe de uma das maiores locadoras de filmes ainda em atividade na América Latina, a Cavideo, no Humaitá, Rio de Janeiro. Como é trabalhar numa locadora em 2020? Os bate-papos sobre cinema continuam fantásticos?

Os bate-papos sempre serão fantásticos, principalmente porque quem vai agora é realmente cinéfilo. Mas o movimento foi bem afetado pelo streaming, pena. Eu sinto medo de um dia isso acabar porque hoje considero a Cavideo memória viva DO CINEMA. Tem tudo que você não vai ver em lugar nenhum, talvez nunca mais, pois não estão em streaming, nem em TV paga. Você leva um filme para casa a um custo mínimo, vê a hora que quer e tem sempre outro para ver. Principalmente o cinema nacional antigo, que foi esquecido pelos distribuidores, ainda temos muito para oferecer sobre ele. Acabar com as locadoras hoje, quando temos tanta tecnologia para vermos quase em telão em casa é cortar as pernas da 7ª arte.

16) Diga uma curiosidade sobre algum artista que alugou um filme na Cavideo.

Quando Matheus Nachtergale esteve na loja, antes da pandemia, procurando um filme que ele tinha feito, ele ficou encantado. Quando ele começou a ver os vários filmes que tínhamos dele, falou: – “Meu Deus, vocês tem tudo que eu fiz, nem eu tenho tudo isso.” Ficou tão emocionado que quase chorou. Aquilo foi uma grande emoção para ambos.

‘Aquaman 2’: Amber Heard debocha dos fãs que querem sua demissão da sequência

Os conflitos na justiça entre Amber Heard e Johnny Depp continuam causando polêmicas. Parte dos fãs de ‘Aquaman‘ não querem ver o retorno da atriz na sequência, e fizeram campanha para sua demissão.

Um abaixo-assinado no Change.org pedindo para a Warner Bros. demitir a atriz já conta com quase meio milhão de assinaturas.

Amber, no entanto, não parece preocupada. Viajando desde que foi obrigada a prestar depoimento contra Depp, a atriz compartilhou uma foto com a legenda:

“Tanto shade, tão pouco tempo…”

Confira:

 

Ver essa foto no Instagram

 

So much shade, so little time……

Uma publicação compartilhada por Amber Heard (@amberheard) em

Vale lembrar que, apesar dos boatos, a atriz continua escalada para viver Mera na sequência.

Segundo o proprietário do Heroic Hollywood, o jornalista Umberto Gonzalez, a Warner não pretende reescalar a atriz.

“Não, Amber Heard não foi demitida de AQUAMAN 2”, afirmou o jornalista.

A sequência tem estreia marcada para dezembro de 2022.  

Lançado em 2018, ‘Aquaman‘ arrecadou US$ 1,148 bilhão pelo mundo, tornando-se um dos maiores sucessos financeiros da DC em parceria com a Warner Bros.

Assista à nossa crítica:

Fãs acreditam que ‘Batman’ se passa no mesmo universo do ‘Coringa’ de Joaquin Phoenix; E você?

O primeiro trailer de The Batman, dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson, foi lançado e já é um sucesso absoluto. O público está surtando com a nova versão dark e pé no chão do Cavaleiro das Trevas, e mal pode esperar para que este filme chegue aos cinemas.

No entanto, reparando no trailer, nota-se algo familiar. A paleta de cores utilizada é mais sóbria, dando um ar quase retrô. No último ano, a DC parou o mundo com Coringa. Dirigido por Todd Phillips, o filme trouxe Joaquin Phoenix no papel do Palhaço de Gotham para contar sua história de origem. Influenciado – demasiadamente – pelas obras de Martin Scorsese, o diretor trouxe o vilão para uma Gotham corrupta, sóbria e à beira de um colapso social. Abordando tudo de forma bem pé no chão e se compromissando com uma trama realista, o filme usou e abusou dessa paleta de cores mais sóbria.

Não demorou muito para os fãs teorizarem que o novo ‘Batman’ se passa no mesmo universo de ‘Coringa’, e mostrará o herói vingando a morte dos seus pais. No More Lies.

Confira:

Na época em que Coringa chegou aos cinemas, foi noticiado que a DC tinha pretensões de iniciar o DC Black, um selo mais realista e sombrio, voltado para filmes com uma pegada mais autoral. Com o sucesso estrondoso de Coringa e com o público começando a bolar teorias de como o palhaço poderia participar de outros filmes da DC, o assunto DC Black perdeu os holofotes.

No entanto, com a chegada de The Batman e toda essa trama de história de detetive e de um Batman aprendendo a ser o Batman – E com a série sobre o Departamento de Polícia de Gotham já em produção – é muito condizente com o que o selo DC Black pretendia entregar. Em um outro painel do DC FanDome, Walter Hamada, Presidente de Produção da DC, explicou que há sim a possibilidade de mais filmes desconectados do Universo DC nos Cinemas: “A possibilidade existe. Realmente se resume a gostar [da ideia], que nosso foco são ótimas histórias e, portanto, se encontrarmos um cineasta com uma história interessante que não funciona dentro de nossa linha do tempo existente e funcionaria como um outro mundo, definitivamente explorá-lo. Então, sim, a resposta é sim, haverá oportunidades.”, disse Hamada.

No momento, muitos fãs já estão especulando se o Coringa de Joaquin Phoenix encontrará o Batman de Robert Pattinson. Eu acredito que não, principalmente porque o trailer lançado hoje mostra a Mulher Gato (Zoe Kravitz), o Charada (Paul Dano) e o Pinguim. Além desse vasto universo de vilões começando a ser explorado, a própria personalidade iniciante do Batman, agindo de forma violenta e aprendendo a ser um grande detetive já rende uma série de filmes com muito a explorar. Não vejo, no momento, a necessidade da entrada do Coringa. Mas é aquela história, a estética é bem similar e não para ignorar sucessos de crítica e bilheteria. E com todo esse potencial de material a ser explorado, é bem difícil acreditar que o DC Black não vá se consolidar com facilidade.

Você gostaria de ver o Batman e o Coringa se encontrando nos cinemas nessa versão realista?

Se eles vão adotar o selo DC Black ou não, no momento, pouco importa. Fato é que esse universo alternativo de histórias isoladas do Universo Compartilhado DC já começou. E será LINDO vê-lo se expandir nos próximos anos!

Confira o trailer oficial de The Batman!

Os 20 anos da animação ‘O Retorno do Coringa’ – Relembre o Futuro Techno de Gotham

Clássica animação introduziu o vilão no universo techno-punk do Batman do Futuro

Texto contém spoilers

“Não era um concurso de popularidade. Ele era um monstro”

Em tempos recentes o filme Batman Triunfante, uma sequência para Batman & Robin que também seria comandada por Joel Schumacher, mas que nunca foi sequer iniciada, voltou à atenção do público pela revelação de algumas peças que iriam compor seu enredo. Dentre elas a volta do Coringa de Jack Nicholson por meio de uma alucinação que o Batman teria ao ser exposto ao gás do medo do Espantalho.

Porém, essa não é a primeira vez que o Palhaço Príncipe do Crime passou por uma situação de voltar do além, muito menos em um longa metragem. Por volta de 1999, a DC Comics (bem como a Warner Bros Animation) já podia se considerar uma referência no mercado de animações. Batman: A Série Animada havia redefinido a forma como personagens de quadrinhos poderiam ser transpostos para a televisão, ainda por cima em um horário reservado para os desenhos, em 1992.

A série produzida por Bruce Timm, Alan Burnett, Eric Radomski e Paul Dini havia feito sua fama como a melhor adaptação do Batman fora dos quadrinhos por justamente ter uma estética inspirada no cinema noir das décadas de 30, 40 e 50, uma Gotham City formada a partir do estilo arquitetônico de art déco e pelo enredo em muitos dos episódios (ainda que não em todos) escrito de maneira bastante profunda para o que havia no mercado de animação até então; seja abordando a violência urbana ou as psiques de Bruce Wayne e seus vilões.

Série animada de 1992 foi um marco nas animações produzidas para TV

O sucesso da série garantiu uma sequência intitulada As Novas Aventuras do Batman em 1997 e que mantinha a mesma equipe da produção anterior. Apesar de apresentar um estilo de traço para os personagens que diferia do que fora feito até então, a série garantiu a continuidade das boas avaliações do trabalho que Bruce Timm estava mostrando com o herói até então. Dois anos depois a Warner Bros. Animation deu sinal verde para uma nova empreitada.

Ambientada no ano de 2019, Batman do Futuro apresenta uma Gotham City cyberpunk (inspirada em Blade Runner, Akira e Ghost in the Shell) onde o avanço tecnológico se misturou à criminalidade que já é natural ao local. Dando sequência à mesma realidade das animações anteriores, Bruce Wayne começa a enfrentar as limitações da idade e percebe que não poderá continuar a ser o Batman por muito mais tempo. Em uma trama com um cenário muito similar ao clássico Retorno do Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, Gotham é mostrada como uma terra perigosa e que dificilmente foi mudada pelos anos de vigilantismo de Bruce.

Eventualmente ele decide passar a capa e o capuz para o jovem Terry McGinnis, que perdera o pai pelas mãos da chamada gangue do Coringa (sem qualquer envolvimento com o vilão). Por se passar no futuro do universo DC a animação ganhou liberdade para dar fechamento a muitos arcos de personagens famosos. Aliados como Jim Gordon, Alfred e Harvey Bullock há muito já morreram. Outros como Barbara Gordon, Dick Grayson e Tim Drake já estão velhos e aposentados.

Terry McGinnis e o velho Bruce Wayne

Os inimigos também receberam seus encerramentos. Bane, Ra’s Al Ghul, Sr. Frio, Pinguim, Duas-Caras de alguma forma acabaram saindo de cena e dando espaço para novos inimigos. Entretanto, um dentre todos nunca recebeu a devida justificativa para seu desaparecimento e o mistério só aumentava quando o velho Bruce evitava de tocar no assunto.

“É isso mesmo Bruce. Eu sei de tudo!”

A resposta para que fim levou o Coringa veio em 2000, quando Batman do Futuro ainda estava sendo transmitido. A chance de fazer esse longa animado veio após o cancelamento de Batman: Arkham, filme esse que daria sequência à também animação Batman & Mr. Freeze: SubZero. O roteiro do novo projeto foi entregue a Paul Dini (principal roteirista das séries anteriores e criador da Arlequina) e a trama geral foi elaborada pelo mesmo junto com Bruce Timm e Glen Murakami.

O elenco de dublagem também contou com a volta de vozes tradicionais do idioma original. Kevin Conroy que já dublava Batman\Bruce Wayne desde 1992 e Mark Hamill como o Coringa lideraram o elenco. Arleen Sorkin retomou como a voz da infame Dra. Harley Quinzel bem como Tara Strong voltou a dar vida à Barbara Gordon.

O Coringa volta para receber sua devida conclusão

A trama coloca Terry tentando decifrar uma série de roubos que estão sendo perpetrados por uma gangue, sendo que cada membro possui um visual que remete a um personagem do passado de Bruce (Espantalho, Arlequina e até a hiena da criminosa). Eventualmente o líder da gangue se revela como sendo o próprio Coringa, sem ter sofrido qualquer mudança de idade e com um visual inspirado em Hannibal Lecter de O Silêncio dos Inocentes, o que gera uma reação visível de medo em Bruce.

Eventualmente, Terry descobre o que aconteceu no último confronto do Batman com o palhaço. Junto à Arlequina, o Coringa havia capturado o então Robin Tim Drake e por meio de tortura (a direção de Curt Geda torna esse processo bastante explícito em certos momentos) o menino prodígio é convertido em um Coringa jr; uma situação que possui fortes semelhanças com o arco dos quadrinhos Morte na Família, que apresentou a tortura e morte de Jason Todd.

Anos antes, o também Robin Jason Todd tivera uma morte icônica nos quadrinhos

É revelado também que durante o procedimento, Tim contou ao Coringa tudo sobre quem é o Batman e quando chegou o momento em que o herói estava incapacitado, o vilão forçou Tim a matá-lo. A criança, porém, mata o Coringa em uma nova cena de violência explícita e demonstra durante uma cena muito emotiva a profundidade do trauma a que foi submetido. Voltando ao presente e com Bruce incapacitado após um ataque do nêmesis, cabe a Terry descobrir quem é a pessoa se passando pelo psicopata.

“Ah que droga, eu vou rir de qualquer jeito mesmo”

Retorno do Coringa ficou famoso também por suas duas versões. Acontece que muitos elementos presentes no roteiro e outros em cena (estes evocando não só violência explícita mas também piadas de conotação sexual, suspense psicológico) seguiam a liberdade que os produtores haviam tido por anos na televisão. No entanto, o trágico massacre na escola de Columbine em abril de 1999, mudou muito a percepção geral acerca da violência em filmes e jogos (em especial Doom).

A morte do Coringa na versão sem censura

O filme então teve que ser reeditado para contemplar um público mais amplo e essa foi a primeira versão liberada para a TV e home vídeo em dezembro de 2000. Dentre as modificações estavam a exclusão de quaisquer presença de sangue, a retirada de momentos em que o Coringa eletrocutava Tim Drake durante a lavagem cerebral, apenas sugestão em diálogos sobre o tema de “morte” e a mais notável: a total mudança de como o Coringa morreu. Originalmente ele levando um tiro do já convertido Tim Drake, mas eventualmente isso terminaria mudado para um eletrocussão acidental provocada pelo próprio vilão.

Foi só em abril de 2002 que a “versão sem cortes” foi lançada, não mudando praticamente nada da história mas trazendo de volta elementos mais violentos que haviam ficado de fora. O Retorno do Coringa é celebrado como um dos melhores longas animados baseados em quadrinhos e por vezes competindo com A Máscara do Fantasma pelo posto de melhor adaptação do Batman. Graças a sua trama madura o suficiente para mostrar não só violência mas sentimentos como medo e sofrimento, o longa conseguiu resistir aos desafios do tempo e reservar seu lugar na história.

‘The Batman’: Novas imagens de Colin Farrell IRRECONHECÍVEL como o Pinguim; Confira!

A Warner Bros. divulgou o primeiro e impecável trailer de The Batman durante o evento virtual da DC FanDome ontem (22) – e uma das várias sequências deixou os internautas bastante surpresos.

Além de mostrar os vislumbres de Robert Pattinson como o herói titular e Zoë Kravitz como a Mulher-Gato, o vídeo também revelou o visual de Colin Farrell como o icônico vilão Pinguim, irreconhecível sob uma maquiagem chocante.

Nas redes sociais, após muitos fãs duvidarem que se tratava de Farrell, o maquilador Mike Marino confirmou que é mesmo o ator embaixo de próteses e maquilagem, e divulgou novas imagens.

Confira:

E é claro que não demorou muito para que o público reagisse em êxtase à caracterização do personagem.

Durante o painel da DC FanDome, foi finalmente explicado que a Warner Bros. está construindo dois universos distintos para seus filmes.

Segundo Walter Hamada, o chefe de filmes da DC, ‘The Batman‘ se passará em uma Terra diferente e não fará parte do DCEU.

“No multiverso, existe uma Terra com a versão de Liga da Justiça com Gal [Gadot], Jason [Momoa] e Ezra [Miller], e outra com o Batman de Pattinson”.

Segundo assim, as franquias não terão crossover e seguirão caminhos distintos.

Confira o logo e o primeiro cartaz OFICIAL de The Batman.

Lembrando que ‘The Batman‘ tem estreia prevista para 01 de outubro de 2021.

Além de Robert Pattinson, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abraham, e os irmãos Max e Charlie Carver.

A trama irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.

“ESTE NOVO BATMAN PRECISAVA ESTAR EM CONFORMIDADE COM UMA FAIXA ETÁRIA DEFINIDA. ELE É DESCRITO COMO UM JOVEM COM CERCA DE 30 ANOS DE IDADE, E A HISTÓRIA NÃO VAI FOCAR EM SUA ORIGEM, NEM EM SEU COMBATE AO CRIME EM GOTHAM CITY. ELE É BRUCE WAYNE, AINDA TENTANDO ENCONTRAR O CAMINHO PARA SE TORNAR AQUELE DETETIVE GENIAL.”

Era de se esperar que essa nova abordagem do personagem pudesse se distanciar dos clichês dos filmes anteriores, que muitas vezes o tratavam mais como um justiceiro do que como um investigador e isso só aumenta a curiosidade em saber que tipo de filme Matt Reeves está preparando.

Crítica | Meu Extraordinário Verão com Tess: Uma história sobre dinâmicas familiares, solidão e pureza

Debaixo do sol incandescente de um verão europeu, uma temporada de descobertas se inicia. Muito mais do que o marco do fim do ano estudantil, esse novo tempo quente e colorido também se apresenta como a sazonalidade das aventuras juvenis. Em Meu Extraordinário Verão com Tess, o clima mais escaldante, a praia e toda a sua atmosfera se tornam o palco de uma encantadora comédia dramática familiar sobre encontros, desencontros, reencontros e lições contadas pela ótica de um pré-adolescente – que vão fazer muitos adultos refletirem sobre suas próprias vidas.

Adaptado a partir do livro homônimo da escritora holandesa Anna Woltz, Meu Extraordinário Verão com Tess pode até estar distante das prateleiras das livrarias nacionais e das mesas de cabeceira dos nossos ávidos leitores brasileiros, mas nunca esteve tão próximo da nossa realidade. Como um conto de veraneio sensível e delicado, ele explora as descobertas e reviravoltas do que poderia ser um verão apático e simplista demais para Sam e sua família. Com a mãe insistentemente ausente de suas próprias férias – entregue à uma enxaqueca sem fim, ele tenta reinventar seu verão sozinho. Sob a premissa de que todos fomos feitos para uma vida de solidão – ainda que estejamos cercados por pessoas -, ele vai se submeter ao seu próprio isolamento social em meio a um cenário regado de turistas.

Tentando se acostumar com o inevitável sentimento de ausência que ele jura ser o destino da vida humana, esse garotinho novo e inocente vai acabar descobrindo – por meio de uma nova amiga que busca seu desconhecido pai -, que a vida só é plenamente vivida quando compartilhada em família. E como quase uma catarse global, Meu Extraordinário Verão com Tess é uma reflexão pueril sobre o valor das relações interpessoais e da preciosidade que há nas dinâmicas familiares, ainda que alguns alicerces sejam calcados em circunstâncias mais adversas. Trazendo ensinamentos poderosos pela ótica infantil, o longa inaugural de Steven Wouterlood cria um doce equilíbrio entre o drama de famílias disfuncionais e a simplicidade do humor jovial inocente.

Com uma estética que abusa da luz do dia e sabe desenvolver a atmosfera veraneia, a ponto de cativar a audiência com facilidade, Wouterlood faz da sua estreia em longas metragens uma experiência surpreendente para os olhos e para o coração. À medida que nos conquista com seus protagonistas jovens e carismáticos, sua trama nos traga para uma epifania do que era a vida antes da pandemia do coronavírus e para a simplicidade de uma juventude sem frescura e sem muita tecnologia.

E ao abordar os átrios do que de fato é o isolamento social, mesmo em meio a uma multidão, Meu Extraordinário Verão com Tess nos inspira a reavaliar nossas escolhas e comportamentos, conforme também nos ajuda a olhar para aquilo que já temos e pouco valorizamos. Usando a solidão retratada no roteiro de Laura van Dijk para ainda trazer dois dedos sobre sua distinção em relação à solitude, essa dramédia familiar é acalentadora, confortável e se encerra com o otimismo que tanto precisamos em uma era de incertezas. Mostrando como as coisas podem ser, pelos olhos da inocência juvenil, essa produção tem o frescor de um verão a céu aberto e a leveza esperançosa de como tudo consegue ficar muito melhor quando eternizamos memórias nas vidas uns dos outros.

‘Meninas Malvadas’ ganha HILÁRIO trailer honesto; Confira!

Em seu canal oficial, o Screen Junkies lançou mais um vídeo da série de trailers honestos, dessa vez resgatando a clássica comédia adolescente Meninas Malvadas.

Confira:

Lançado há dezesseis anos, Meninas Malvadas tornou-se um clássico do gênero e trouxe no elenco nomes como Lindsay LohanRachel McAdamsAmy PoehlerAmanda Seyfried e Tina Fey (está última assinando o roteiro).

Em 2018, uma versão musical chegou aos palcos da Broadway e teve uma boa recepção da crítica, além de ter sido indicado a nada menos que 12 categorias do Tony Awards. Vale lembrar que a mais recente versão ganhará adaptação para os cinemas.

POLÊMICA! ‘Flordelis’ ganhou filme estrelado por vários astros globais; Assista ao trailer!!

No último fim de semana, a deputada Flordelis foi indiciada como a verdadeira mandante do assassinato de seu ex-marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019.

Enquanto permanece no centro da reviravolta, outro aspecto curioso de sua vida pública volta a ganhar destaque: o filme ‘Flordelis – Basta Uma Palavra para Mudar‘, lançado em 2009.

Dirigido por Marco Antonio Ferraz e Anderson Corrêa, o longa conta a história da própria deputada, passando por sua rotina como ‘mulher de fé’ e moradora de uma favela.

A trama ainda mostra como ela é respeitada pelos traficantes e admirada pelos moradores do Jacarezinho por conta de seu trabalho humanitário.

Além disso, o elenco fez questão de não cobrar cachês por seu trabalho devido ao impacto da história real, já que Flordelis decidiu cuidar de 37 crianças carentes na intenção de afastá-las da vida do crime.

No entanto, o longa também ficou marcado por conta do destino das bilheterias, já que grande parte do valor arrecadado foi usado na compra de uma casa de luxo para Flordelis.

Outra parte da renda foi destinada à criação de um centro de reabilitação para jovens dependentes químicos.

Estrelado por Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Rodrigo Hilbert, Marcello Antony, Sergio Marone e outros astros, o longa voltou a gerar polêmica após as acusações contra a deputada.

Em entrevista ao Extra, Ferraz disse que se arrepende de ter contribuído com a produção.

“Me arrependo muito. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora. Estou dilacerado, e me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém.”, desabafou ele.

Assista ao trailer:

‘Noughts + Crosses’: Série sobre universo alternativo ganha pôster OFICIAL; Confira!

Peacock revelou o primeiro pôster oficial da minissérie ‘Noughts + Crosses’, baseada na saga jovem-adulta homônima assinada por Malorie Blackman.

Confira, junto ao trailer:

A série é co-produzida por Jay-ZToby Whithouse.

‘Noughts + Crosses’ imagina uma realidade alternativa no qual a história aconteceu ao contrário: neste mundo, a África – ou “Áprica” – invadiu a Europa séculos atrás, escravizando seus habitantes. Na Londres dos dias atuais, ou “Albion”, a escravidão é uma instituição do passado, mas as leis promovidas pela Era Jim Crow mantém a segregativa dinâmica de poder: uma classe dominante de Cruzes Negras, controlando a política, a cultura e a economia de um oprimido grupo conhecido como Nadas Brancos, que estão à beira de uma revolução. No topo de tudo isso, uma história de amor proibido se desenrola.

Masali BaduzaJack Rowan estrelam.

‘Noughts + Crosses’ estreia no dia 04 de setembro na plataforma.

‘3%’: Novo vídeo explica como foi feito o embate final entre Michele e André

‘3%’ chegou ao fim recentemente e, para promover a última temporada, a Netflix divulgou um novo vídeo de bastidores trazendo os astros Bianca ComparatoBruno Fagundes.

No featurette, a dupla explica como o icônico embate final entre Michele (Comparato) e André (Fagundes) foi construído.

Confira:

A 4ª e última temporada da série já está disponível na Netflix.

A série foi criada por Pedro Aguilera.

A trama se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever para um processo seletivo que os levará a um “novo mundo”, cheio de oportunidades e promessas de uma vida melhor. Apenas 3% das pessoas são aprovadas para ingressarem nessa área, mas, até lá, um processo bastante cruel é imposto aos candidatos.

João Miguel, Bianca Comparato, Zezé Motta, Rodolfo Valente, Vaneza Oliveira, Michel Gomes, Rafael Lozano e Viviane Porto estrelam.

Crítica em Vídeo | A Caverna – Sci-Fi é um dos piores filmes lançados na Netflix

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo do polêmico ‘A Caverna‘ (Time Trap), filme que está dando o que falar nas redes sociais.

A Netflix tem investido em produções de baixo orçamento para seu catálogo, e seu novo filme de ficção científica falhou em conquistar o público e a crítica.

Assista a crítica:

Hopper (Andrew Wilson) é um professor de arqueologia que está em busca de vestígios de um grupo de hippies desaparecido nos anos 1970, e, de repente, encontra uma caverna misteriosa no meio de um deserto nos Estados Unidos. Dias depois, Taylor (Reiley McClendon) e Jackie (Brianne Howey), alunos de Hopper, decidem ir atrás do professor, e chamam Cara (Cassidy Gifford) para ajudá-los, que, por sua vez, chama a irmã Veeves (Olivia Draguicevich), que chama o amigo Furby (Max Wright). Formado o improvável grupo de jovens e crianças, os cinco encontram a tal caverna misteriosa, e, dentro dela, enigmas os quais não conseguem desvendar.

 

Conheça Roberto da Costa no novo teaser de ‘Os Novos Mutantes’

20th Century Studios divulgou um novo vídeo promocional de Os Novos Mutantes, apresentando Henry Zaga como Roberto da Costa/Mancha Solar.

Confira:

O filme chega aos cinemas nacionais em 10 de setembro.

Neste tenebroso filme recheado de ação e baseado nos quadrinhos da Marvel, cinco jovens que demonstram ter poderes especiais são levados a uma instituição secreta para passar em tratamentos que podem curá-los dos perigos de suas habilidades. Fazendo parte desse grupo estão Danielle Moonstar/Miragem, que cria ilusões a partir do medo de outras pessoas; Rahne Sinclair, que se transforma na lobisomem Lupina; Sam Guthrie, que, como o Míssil, pode voar em velocidades incríveis enquanto é protegido por um campo de força; Roberto da Costa/Mancha Solar, que absorve e canalizar poder solar; e Illyana Rasputin/Magik, irmã mais nova de Colosso que se transforma em uma armadura humana por conta própria e carrega uma espada de almas que amplifica suas habilidades sobre-humanas e psíquicas.

A convite da Dra. Cecilia Reyes para compartilhar as histórias de quando seus poderes primeiro se manifestaram, os cinco “pacientes” começam a entender que fazem parte de um grupo de pessoas conhecido como mutantes, que foram historicamente marginalizados e temidos. Conforme revivem suas origens, as memórias começam a se tornar realidade. Logo, eles começam a questionar o que é real ou não, e fica claro que a instituição não é o que parece. Agora a questão é: por que estão sendo mantidos em cativeiro? E quem está tentando destruí-los? A tensão e o terror regem essa aventura arrepiante dirigida por Josh Boone e co-escrita por Boone e Knate Lee.

Em entrevista ao Collider, Boone revelou que o longa-metragem terá 98 minutos (1 hora e 38 minutos) de duração – e que sua ideia para a adaptação nunca foi muito longa.

“Creio que são 98 minutos ou algo assim. Nunca foi mais que 104, até mesmo no primeiro corte. Lembro que o corte inicial tinha 20 minutos a mais que o final, mas você verá tudo isso no conteúdo especial – juntamos todas as cenas deletadas para vocês verem”.

Boone também falou sobre os planos que ele tinha para toda uma trilogia, chegando até a adaptação da saga Inferno.

“Tínhamos planos, obviamente, de trazer novos personagens para o próximo filme. O Warlock estava nas versões iniciais do roteiro, mas era muito caro inseri-lo. Então, quando o retiramos na narrativa, pudemos fazer o filme”, conta.

“A ideia era serem gêneros de terror diferentes”, continua. “O primeiro seria uma espécie de terror de rubber reality [em que se mistura realidade e fantasia], o segundo seria uma invasão alienígena com Warlock, e o terceiro reuniria todos os elementos do crossover dos X-Men do fim da década de 80 e início dos anos 90, chamado Inferno, e seria um terror sobrenatural apocalíptico. Esse era o plano.”

O longa é baseado nos quadrinho homônimo criado por Bill Sienkiewicz.

A trama acompanha um grupo de personagens desajustados que tentam compreender suas vidas, enquanto são atormentados pelos próprios poderes, o que dará ao filme uma sensação desconfortável e assustadora.

O elenco conta com Anya Taylor-Joy, Maisie Williams, Alice Braga, Charlie Heaton, Blu Hunt, Henry Zaga e Colbi Gannett.