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Crítica | Wasp Network – Trama interessante e ótimo elenco conseguem salvar o filme da Netflix

Geralmente, pode-se dizer que um grande elenco e uma premissa interessante são sinônimos de um grande filme. Afinal, o que poderia dar errado em uma obra com uma história legal e excelentes atuações. Pois bem, Wasp Network está aí para servir de exemplo. O filme, que será lançado na Netflix no dia 19 de Junho, é um desperdício de talentos.

É importante destacar que o filme está longe de ser uma tragédia por completo, e alguns de seus pontos positivos serão abordados à frente. Mas é certo que estamos diante de uma obra que decepciona o espectador. E o maior problema está no roteiro final (que é diferente da premissa) e, principalmente, na montagem. Adaptação para os cinemas do livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, Wasp Network é quase uma colcha de retalhos. O roteiro de Olivier Assayas e a montagem Simon Jacquet conduzem uma obra irregular e que parece mal pensada. Um exemplo claro disso é quando, já passado 1/3 da trama, o filme inicia do nada uma narração em off muito explicativa. Fica a clara impressão de que o cineasta percebeu que não conseguiria explicar os fatos em cena e decide usar uma narração no lugar. Não é nada natural e soa bem didático. 

Um dos trabalhos mais notórios de Assayas, Carlos foi lançado como uma minissérie da HBO, mas também teve exibições especiais em cinemas com sua versão de 5h30. Ao assistir Wasp Network e seus furos ou pontas soltas, parece claro que a obra se sairia melhor se tivesse mais tempo para contar aquela história. Infelizmente, não é o caso.

A trama gira em torno da Rede Vespa, um grupo de espiões cubanos que vão para os Estados Unidos com o objetivo de se infiltrar em movimentos contra o regime de Fidel Castro. Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Leonardo Sbaraglia, Wagner Moura, Ana de Armas e Gael García Bernal formam o talentoso e internacional elenco da produção.

Ramírez é quem tem mais tempo em cena e volta a entregar uma atuação complexa e cativante, embora menos potente do que a vista em Carlos. Moura mostra mais uma vez seu talento apresentando um personagem misterioso e que possui certo magnetismo, não só com relação aos demais personagens, mas também com relação ao público. Mas o grande destaque é mesmo Penélope Cruz. A atriz possui poucas cenas, mas sempre se faz o centro das atenções quando está presente, com uma carga dramática e determinação cativantes.

Produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira através de RT Features, Wasp Network é uma obra complexa do ponto de vista político. E é bom que seja assim. Embora a maioria dos personagens seja formada por pessoas ligadas ao governo de Castro, a obra traça um panorama mais amplo, mostrando as dificuldades e radicalismos do regime. O filme busca um retrato mais completo, sem heróis ou vilões.

Se Assayas tem dificuldade em explicar como funcionava de fato da Rede Vespa, precisando de uma narração para fazê-lo, por outro lado, ele continua dirigindo muito bem cenas de tensão. Uma sequência particular de atentados terroristas a hotéis em Cuba é de prender a respiração. Com o risco de soar repetitivo, é muito do que vemos em Carlos. O cineasta também consegue mostrar bem como a relação Cuba e Estados Unidos, especialmente nos anos 90, pouco após a queda da União Soviética, envolvia questões muito complexas de interesse de todo o continente. A trama, por exemplo, se expande a locais como El Salvador, Porto Rico, Colômbia e Venezuela.

Assayas é um grande diretor e roteirista, mas aqui parece ter sido prejudicado por uma certa pressa em fazer o filme acontecer. A produção começou no final de dezembro de 2018 e o longa fez sua estreia no Festival de Veneza de agosto do ano seguinte. É pouquíssimo tempo para uma produção deste tamanho, com elenco internacional e gravações em diversos países. É impressionante que tenham conseguido concluir o projeto, mas fica sempre a dúvida se o mesmo não seria melhor acabado com um pouquinho mais de tempo para se pensar. 

A falta de informações, o excesso de personagens, a narração e outras técnicas de montagem ultrapassadas (como a utilização exagerada de cartelas e mapas como transição) fazem de Wasp Network uma obra muito irregular. Talvez, o filme mais fraco de toda brilhante carreira de Olivier Assayas.

Filme visto durante a cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

“Liberem a droga do Snyder Cut de ‘Liga da Justiça'”, pede Jason Momoa

O astro Jason Momoa gravou dois stories nesta terça-feira (19) pedindo que a Warner solte o Snyder Cut de ‘Liga da Justiça‘.

“Nós estamos aqui sentados fazendo nada. Liberem a droga do Snyder Cut! Estou certo? Apenas soltem o filme. O que estamos esperando? Tem coisas legais lá. Estou aqui falando isso, esperando, porque geralmente coisas que eu falo se tornam verdades, então eu espero isso aconteça. Liberem o Snyder Cut, amados!”, afirmou o ator.

Assista:

O Heroic Hollywood divulgou que os executivos da companhia estão interessados no lançamento da versão do diretor Zack Snyder.

Além disso, o cineasta disse em seu perfil do Vero que fará um grande anúncio amanhã (20). Por conta disso, diversos fãs estão surtando nas redes sociais, ansiosos com a possível estreia do longa.

Confira as reações:

No ano passado, o Snyder já havia dado pistas sobre uma possível estreia, sugerindo que o longa seria adicionado ao catálogo da HBO Max.

Além disso, Jason Momoa, o Aquaman, disse à MTV News que teve a oportunidade de assistir a versão antes do lançamento digital.

“Eu já assisti a versão de Snyder. Acho que só estão decidindo onde lançar, talvez em streaming. Os fãs precisam assistir, porque eu amei. Obviamente, sou grato à Warner e à DC e não sei como eles se sentem sobre essa polêmica, mas como fã, estou muito, muito feliz por ter assistido.”

Ainda não há como comprovar a veracidade da informação, mas esta seria uma excelente estratégia para atrair assinantes para a HBO Max, então faz todo sentido que a companhia queira investir na ideia.

Confira algumas imagens do Snyder Cut:

Zack Snyder explica porquê o Superman não usou seus poderes para achar a Martha

Muitas pessoas ficaram com um pé atrás quando o diretor Zack Snyder foi anunciado à frente das produções do universo estendido da DC, porém, depois dos resultados de ‘Homem de Aço‘ e ‘Batman vs Superman‘, as discussões sobre o mundo dos super-heróis cresceram, e, recentemente, aumentaram ainda mais com o próprio Zack respondendo aos fãs na Internet.

Um internauta perguntou por que o Superman não utilizou seus poderes para tentar localizar a Martha no momento em que ela mais precisava. Eis o que o diretor comentou:

É uma cena verde [filmada com fundo verde para acrescentar efeito especial depois]. Ele sobe e plana sobre a cidade. A câmera começa a girar ao redor dele quando ele ouve os pedidos de ajuda da cidade relativos aos crimes que estão acontecendo naquele momento e, à medida que nos aproximamos, [vemos que] ele está sofrendo porque sabe que se ele tentar encontrá-la dessa forma ele terá que ignorar os incontáveis crimes que estão acontecendo nas duas cidades e no mundo todo.’

Em seguida o mesmo fã pergunta onde estaria a Mulher-Maravilha neste momento, que não apareceu para ajudar, ao que Zack replicou:

‘Não, ela não está por perto neste momento.’

Embora esta não seja a resposta oficial da DC sobre questões tão importantes, devemos levar em conta que ela tem fundamento e daria base à continuidade da história. E vocês? Já haviam se questionado isso antes?

 

 

‘Wasp Network’: Netflix divulga fotos do drama de espionagem com Wagner Moura e Ana de Armas

A Netflix divulgou as primeiras imagens de seu drama de espionagemWasp Network, que tem no elenco o astro brasileiro Wagner Moura (Tropa de Elite), Penelope Cruz (Escobar – A Traição), Gael Garcia Bernal (Viva – A Vida é Uma Festa), Edgar Ramirez (A Garota no Trem) e Ana de Armas

A estreia na Netflix acontece dia 19 de Junho.

Confira:

A trama é baseada no livro ‘Os Últimos Soldados da Guerra Fria’, do brasileiro Fernando Morais, e acompanha a história de espiões cubanos que foram infiltrados nos Estados Unidos nas décadas de 80 e 90 para investigar as organizações que queriam o fim do governo de Fidel Castro. O livro acompanha 14 espiões que foram desmascarados pelos norte-americanos, sendo que cinco foram condenados por espionagem e assassinato.

A direção fica por conta de Olivier Assayas, de Personal Shopper.

 

EXCLUSIVO! Astro gostaria que Steve McGarrett morresse no final de ‘Hawaii Five-0’

HONOLULU - DECEMBER 5: "I ka w ma mua, I ka w ma hope." -- When Danny is shot while quarantined in the hospital with McGarrett, Tani and Junior, he's left unconscious and clinging to life, imagining a future for everyone in Five-0, on HAWAII FIVE-0, Friday, Dec. 15 (9:00-10:00 PM, ET/PT) on the CBS Television Network. Pictured left to right: Alex O'Loughlin as Steve McGarrett and Scott Caan as Danny "Danno" Williams. ("I ka w ma mua, I ka w ma hope" is Hawaiian for "The Future is in the Past") Photo is a screen grab. (Photo by CBS via Getty Images)

A 10ª temporada de ‘Hawaii Five-0‘ estreia amanhã, 20 de maio, às 22h, no canal AXN.

Durante a première da temporada, o canal AXN convidou o CinePOP para viajar até o Hawaii e entrevistar o elenco na praia de Waikiki, em Honolulu.

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, o astro Alex O’Loughlin nos contou qual seria o desfecho ideal para o protagonista Steve McGarrett…

Assista:

 

A décima temporada de ‘Hawaii Five-0‘ contará com 22 episódios repletos de adrenalina e muito sol. A equipe comandada por Steve McGarrett (Alex O’Loughlin), continua se envolvendo com situações extremas que os manterão ainda mais no limite, passando por momentos que nunca pensaram em viver.

Crítica | Penny Dreadful: City of Angels – 01×04: Josefina and the Holy Spirit

E Penny Dreadful: City of Angels’ deu uma alavancada considerável na última semana com um episódio recheado de surpresas e angústias construídas com bastante cautela.

Se John Logan vinha perdendo a mão ao deixar de lado o teor sobrenatural de sua série conterrânea e dar mais atenção a um panfletarismo político que não conseguia se mesclar de jeito algum, o showrunner e roteirista parece ter se reencontrado com brechas imperceptíveis para imprimir sua identidade única. “Josefina and the Holy Spirit” pode até soar “natalino”, por assim dizer, com título retirado de quaisquer escritos de Charles Dickens – mas o conto funciona mais como uma emblemática ode trágica do que uma história de superação e amadurecimento. E, enquanto ela não insurge como a melhor do arriscado e arrepiante panteão do terror, é, sem sombra de dúvida, uma das mais bem arquitetadas por seus claros e inovadores arcos.

De alguma forma, as iterações predecessoras funcionaram apenas como um prelúdio do que estava por vir. As incursões raciais, anteriormente pinceladas com um drama caprichoso e incoerente, ganham, aqui, um capítulo tenso e denso que traduz com perfeição a atmosfera controversa e complexa do final dos anos 1940 – principalmente com o estabelecimento do nazismo nos Estados Unidos e a ascensão do III Reich como uma força ameaçadora e mortal. No centro disso tudo, temos a presença ainda fragmentada do Detetive Tiago Vega (Daniel Zovatto), em conflito com suas raízes mexicanas e seu trabalho como oficial da justiça de Los Angeles: de um lado, ele sofre em silêncio gritante o fato de não poder ajudar seus companheiros latinos a saírem das garras de uma corrupção branca e vil que se alastra pela cidade; do outro, observa impotente a forma como sua cultura religiosa está sendo utilizada como insígnia de vingança.

Em outro extremo, temos a presença da ingênua evangelista e figura pública Molly Finnister (Kerry Bishé), que vive na sombra da mãe e apenas agora começou a se libertar – ou pelo menos é no que ela acredita. Depois de se afastar do primeiro contato real que tem ao lado de Tiago, ela entrega-se a uma força dêitica que, por breves momentos, toma conta de seu corpo em plena purgação. Na verdade, a referência a Amunet (vide a série predecessora) é quase instantânea e serve como motivo para manter os espectadores animados para as próximas semanas e, agora, precisamos esperar que esse sutil e brevíssimo gancho seja aproveitado do modo que merece – e sempre explorando as minúcias dos diversos personagens que nos apresentou até agora.

Enquanto isso, mesmo que certos aspectos não sejam suficientemente equilibrados, ainda têm muito a contar e já começam a despontar. As atuações novelescas de coadjuvantes são deixadas de lado para um cru e raivoso realismo, dessa vez movendo-se para o premeditado assédio sexual e para o adultério. Magda (Natalie Dormer), travestindo-se como a sorridente Elsa, aproxima-se ainda mais de Peter (Rory Kinnear), prometendo apenas com um singelo olhar coisas que sua família não pode lhe oferecer. Mascarando-se como a gângster Rio, incita os jovens latinos a se rebelarem contra o status quo e mostrarem que não estão ali para brincadeira, enfrentando a brutalidade policial na mesma medida que vinham sido tratados desde o começo.

Talvez o momento de maior glória seja a história de terror que o filho-golem de Elsa conta para os outros meninos arianos em uma festa do pijama macabra. Ao delinear uma narrativa que realmente aconteceu (a poucos quarteirões dali), o tímido Tom Craft (Julian Hilliard) começa a ter alucinações com uma garota esquartejada e, considerando seu recuado arco de dúvidas acerca das reais intenções da nova amiga do pai, é provável que ele caminhe em uma trajetória de insanidade sobrenatural que se entrelace com as tramas principais.

À medida que o roteiro encontra um patamar quase refrescante – por mais que não esteja livre de alguns amadorismos não-lapidados -, a própria estética imagética eleva-se a um nível de maior obscurantismo e tensão, trabalhando com paletas de cores contrastantes. Nos momentos de apaziguamento e de individualidade dos personagens, a ambiência rende-se a arquiteturas mais sombrias, nas quais as luzes pontuais direcionam-se para as aureolares redomas que os circundam; já nas sequências revestidas com espectro fúnebre e nefasto, os enquadramentos naturalistas são adornados com faixas douradas e vibrantes, indicando com ambiguidade que nem tudo é o que parece ser – e que as coisas podem mudar drasticamente conforme nos aproximamos do season finale.

Penny Dreadful: City of Angels’, mesmo que a passos curtos, recupera o tempo perdido e investe em algo que há muito desejávamos ver. No aniversário de um mês de sua estreia, Logan e seu incrível time criativo chega a um consenso interessante, cujos resultados podem ser magníficos – ou não.

BOMBA! Ruby Rose NÃO volta para ‘Batwoman’ e 2ª temporada terá outra protagonista

Bomba! De acordo com o Deadline, a atriz Ruby Rose não irá retornar na 2ª temporada de ‘Batwoman‘. O papel da heroína será reescalado.

“Foi uma decisão muito difícil não retornar para a próxima temporada de ‘Batwoman’,” afirmou Rose em uma declaração oficial. “Foi uma decisão que eu tomei com o coração pesado, pois tenho muito respeito pela equipe, elenco e todos envolvidos com a série. Agradeço muito aos produtores não só por essa oportunidade incrível, como também por me receber no universo da DC que eles criaram de forma tão competente. Obrigada a todos por essa temporada única – estou muito grata!”

Vale lembrar que a Ruby Rose foi introduzida no Arrowverse em 2018, no crossover Elseworlds.

No Brasil, Batwoman é exibida pela Warner Channel.

Kate Kane (Rose) nunca planejou ser a nova vigilante de Gotham. Três anos depois de Batman ter desaparecido misteriosamente, Gotham é uma cidade em desespero. Sem o Cavaleiro das Trevas, o Departamento de Polícia de Gotham City foi invadido e desarmado por gangues criminosas. Para ajudar sua família e sua cidade, ela terá que se tornar a única coisa que seu pai detesta – uma vigilante como Batman. Com a ajuda de sua meia-irmã, Mary (Kang), e do astuto Luke Fox (Johnson), filho do guru da Wayius Enterprises, Kate Kane continua o legado de seu primo desaparecido, Bruce Wayne, como Batwoman. Ainda apaixonada por sua ex-namorada, Sophie, Kate usa tudo em seu poder para combater as maquinações sombrias da psicótica Alice (Skarsten). Mas não a chame de heroína ainda. Em uma cidade desesperada por um salvador, ela deve primeiro superar seus próprios demônios antes de abraçar o chamado para ser o símbolo de esperança de Gotham.

O elenco conta com Ruby Rose, Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.

Crítica | A Caçada: Terror gore é debochado e visceral

Em tempos tão sensíveis, thrillers como A Caçada podem ser desconfortáveis. Considerado absurdamente polêmico por explorar o assassinato em série como uma piada ácida e sangrenta, o longa explora o que a elite branca e ociosa é capaz de fazer com muito tempo livre, milhares de dólares a perder de vista e muita ambição egoísta. Na trama, um grupo de pessoas aleatórias são colocadas algemadas e amordaçadas em um campo aberto, à mercê de uma turma de amigos que desfrutarão do sagaz e diabólico prazer de vê-los tentando se livrar das amarras, à medida que fracassadamente lutam por suas vidas.

Dirigido por Craig Zobel, a produção funciona bem se não for levada tão a sério. Com um aspecto sangrento que permeia a trama do começo ao fim, o longa não poupa o nosso estômago e pode ser doloroso para os olhos e mentes mais sensíveis quanto à apresentação de mortes mais gráficas. Mas em sua essência, A Caçada se apresenta de forma muito mais ambiciosa do que genuinamente é. Se apropriando de uma premissa hedonista, onde o prazer pelo prazer é aqui expresso no “deleite” de matar alguém das formas mais animalescas possíveis, o longa peca por ser fundamentalmente isso. Sem uma trama madura que desabroche a partir de seus personagens, o thriller é raso em sua substância e traz à audiência apenas exatamente aquilo que o título obviamente imprime: uma caçada por sobrevivência.

Mas quando observado por uma ótica muito mais simplista e despretensiosa, ainda que a produção estrelada por Betty Gilpin e Hilary Swank não proporcione o debate social que originalmente parece instigar, seu desenvolvimento sólido é suficiente para conduzir uma trama que – ao final de contas – visa suprir na audiência a mesma necessidade por sanguinolência gratuita que seus protagonistas possuem. Com mortes viscerais unapologetic e um humor ácido que pauta os principais diálogos, o roteiro desenvolvido por Damon Lindelof e Nick Cuse (aquele primeiro responsável pela brilhante série Watchmen) é objetivo e célere do começo ao fim, não frustrando o anseio por gore – natural de um bom fã do subgênero.

Com personagens adjacentes que visam mais encorpar a trama e sustentar a protagonista principal, A Caçada consegue suprir uma parte generosa das expectativas pela excepcional performance de Gilpin, que transforma sua linguagem corporal e timbre a fim de encarar uma personagem clássica redneck, que à medida que esbanja estereótipos, também é capaz de surpreender dentro e fora das telas. Protagonizando algumas cenas de corpo a corpo ao longo da trama, a estrela da aclamada série GLOW envolve nossa atenção do começo ao fim e surpreende a audiência com uma bela cat fight contracenada ao lado de Swank, que agora enferrujada – após uma jornada tão gloriosa nos cinemas, tenta recuperar o vigor da sua carreira.

Perdendo a oportunidade de se aprofundar em questões morais sobre como a sociedade contemporânea está a beira de um colapso em seus princípios, o thriller tem potencial para ser uma genuína crítica de humor sombrio, mas prefere se ater à sua zona de conforto, entregando um roteiro evasivo que se sustenta apenas em seu visual violento. Mas ainda que não vá muito longe em sua abordagem, A Caçada é tão deliciosamente debochado, que se torna um pequeno deleite para um bom e velho amante do formato slasher.

‘Arremesso Final’ | 6 filmes para matar a saudade do basquete

Arremesso Final lançou seus dois últimos episódios nesta segunda-feira (18) e muitos fãs já foram para as redes sociais chorar a saudade que já estão sentindo da série. Pensando em quem amou saber as histórias de bastidores do Chicago Bulls e se apaixonou pela NBA, o CinePOP separou seis filmes e documentários sobre basquete – um para cada campeonato do Bulls – para ajudar a lidar melhor com esse buraco que a série já está deixando. Confira!

Space Jam: O Jogo do SéculoNão tem como falar sobre basquete nos cinemas sem citar o filme mais bem sucedido sobre o esporte em questão. Lançado em 1996, Space Jam tem uma trama tão simples quanto criativa. Buscando novas atrações para a Montanha Bobolândia, um parque de diversões intergaláctico, o Sr.Swackhammer (Danny DeVitto) manda seus minions, os NerdLucks, sequestrarem os maiores astros da Terra: os Looney Tunes. Pernalonga e seus amigos então desafiam os Ets pequetuchos para um jogo de basquete. O problema é que eles acabam ficando gigantes depois de roubarem o talento de astros da NBA. A única saída é, obviamente, sequestrar o maior jogador de todos os tempos, Michael Jordan – que, na época, jogava baseball – para ajudá-los no Jogo do Século.

A trama parece bastante simples e divertida, mas, conforme falamos em outra matéria aqui do site, depois de assistirem Arremesso Final, muitos fãs começaram a notar muitas coincidências entre eventos e personagens de Space Jam com casos da vida real de Michael.

Pequenos Grandes AstrosSucesso absoluto da Sessão da Tarde no começo dos anos 2000, este filme é uma aventura que fez com que muitas crianças sonhassem com um McGuffin bastante incomum. A trama gira em torno do pequeno e simpático Calvin (Lil Bow Wow), um órfão que sonhava em ser adotado e virar jogador de basquete profissional. Até que, em dado momento, ele encontra um par de tênis que pertenceu a Michael Jordan. Quando ele os calça, começa a jogar de forma absurda, impressionando a todos e rendendo a ela a oportunidade de jogar em um time profissional, mesmo sendo apenas uma criança.

Apesar de contar com um elenco que fez bastante sucesso em produções da Disney, esse filme foi produzido e lançado pela FOX – que hoje é da Disney, então dá no mesmo.

Querido BasqueteVencedor do Oscar 2018 na categoria de Melhor Curta Animado, este curta escrito por Kobe Bryant adapta a carta de despedida que o eterno camisa 24 dos Lakers escreveu para anunciar sua aposentadoria das quadras em 2016.

O curta passa por cada fase da vida de Kobe, desde a infância sonhando em ser jogador de basquete, passando pelos treinos, o auge, a fase do Mamba Negra até chegar o momento do adeus. Com a morte repentina de Bryant em um acidente de helicóptero no início do ano, as palavras do curta ganham ainda mais peso, transformando ele numa síntese perfeita do que é o sonho de viver do basquetebol.

Jordan Rides the Bus Após levar o Chicago Bulls a três campeonatos consecutivos e liderar o Dream Team rumo ao Ouro olímpico, Michael Jordan decide se aposentar do basquete no auge e realizar o sonho que compartilhava com o pai, que foi assassinado meses antes, de se tornar jogador de beisebol profissional.

É justamente sobre essa fase controversa da carreira de Jordan que este documentário da ESPN aborda. Eles entrevistam dirigentes, membros da imprensa e dirigentes para contar a fascinante história de Michael Jordan no Birmingham Barons. O material é fantástico, com casos incríveis de bastidores e diversos personagens interessantes que apontam que, por mais que alguns veículos da imprensa esportiva da época tivesse apontado Michael como um fracasso, ele poderia ter chegado a ser um jogador da liga principal.

Homens Brancos Não Sabem EnterrarEsse filme de 1992 voltou a ganhar holofotes no Brasil recentemente. Isso porque descobriram que o título do filme em Portugal é “Homens Brancos Não Sabem Meter”. Aí já viu, né? Piada pronta. Mas não deixe que o título lusitano te engane, esse longa é um filmaço.

Estrelada por Wesley Snipes e Woody Harrelson, a trama acompanha dois pilantras, Billy (Harrelson) e Sidney (Snipes) que ganham dinheiro trapaceando nas quadras de Los Angeles. A estratégia deles é simples: Billy, um cara branco, finge não saber jogar basquete, então Sidney chega e desafia pessoas na quadra para jogarem contra eles valendo dinheiro. Considerando uma barbada, os adversários aceitam e aí a dupla se revela. Eles destroem os adversários nas quadras, que saem com aquele gosto amargo de ter sido feito de trouxa. Claro que uma hora as coisas dão errado e rola uma confusão daquelas.

Coach Carter – Treino Para a VidaEstrelado pelo inconfundível Samuel L. Jackson, esse filme traz a história de Ken Carter (Jackson), um dono de loja de materiais esportivos, que aceita o convite para treinar o time de basquete da escola onde estudou. Sabendo das condições difíceis da região e querendo mudar a vida dos jovens, Carter chega adotando um regime rígido, cobrando muitos treinos para que os alunos possam atingir a excelência. Conforme o time vai conseguindo resultados, o treinador vai passando valores para que os jovens usem dentro e fora das quadras.

Porém, quando as notas escolares começam a cair, o treinador toma uma atitude que vai mudar para sempre a vida daqueles jovens. Uma clássica história motivacional sobre respeito e disciplina.

‘Dark’ é eleita como a melhor série da Netflix pelos internautas; Você concorda?

O agregador de reviews Rotten Tomatoes promoveu recentemente uma competição entre as séries originais da Netflix para eleger qual é a melhor – de acordo com o público.

Trazendo produções bastante populares para a disputa, a última rodada ficou entre a antologia Black Mirror, que está em sua 5ª temporada, e a série germânica sci-fi Dark, cujo último ciclo chega em breve à plataforma.

O resultado foi surpreendente: Dark bateu o show criado por Charlie Brooker e foi coroado como o melhor do serviço de streaming. Mais do que isso: com mais de 111 mil votos, a obra foi escolhida por 80% dos usuários.

Confira:

A terceira temporada de Dark tem estreia programada para o dia 27 de junho de 2020.

‘Body Cam’: Policial é atacado por entidade em novo clipe do terror; Assista!

O terror ‘Body Cam‘, estrelado por Mary J. Blige (que foi nomeada duas vezes ao Oscar), ganhou um novo clipe.

Confira:

O longa é dirigido por Malik Vitthal.

A história gira em torno de vários policiais de Los Angeles que são assombrados por um espírito malévolo que está ligado ao assassinato de um jovem negro nas mãos de dois policiais brancos, que foram filmados pela câmera de uma viatura – destruída para acobertar o crime.

O terror será lançado direto em VOD no dia 19 de maio.

‘Force of Nature’: Ação com Mel Gibson ganha trailer eletrizante; Confira!

‘Force of Nature’, nova ação estrelada por Mel Gibson, ganhou seu primeiro trailer oficial.

Confira:

Michael Polish fica responsável pela direção. Cory Miller assina o roteiro.

A história gira em torno de um detetive aposentado que deve proteger os residentes de um prédio que são, ao mesmo tempo, vítimas de um furacão em potencial e de um grupo de criminosos que planeja um assalto.

Kate BosworthEmile HirschStephanie Cayo completam o elenco.

‘Force of Nature’ estará disponível em VOD a partir do dia 30 de junho.

‘Brinquedo Assassino’: Chucky ganha belo colecionável em Funko POP

O aterrorizante Chucky, da franquia Brinquedo Assassino’, ganhou um novo colecionável em Funko POP.

A estátua é ainda a maior de toda a coleção da saga já feita pela marca e conta com 25 cm de altura.

Confira:

O colecionável faz parte de uma linha de produtos do Funko, chamado Funkoween, que reúne clássicas figuras dos filmes de terror.

A nova versão do Chucky já está na pré-venda no site Entertainment Earth por US$ 34,99, com a entrega programada para o mês de agosto.

Vale lembrar que a franquia ‘Brinquedo Assassino‘ receberá também uma série de televisão. Os fãs podem ficar bastante animados com essa nova empreitada do vilão icônicos dos filmes slasher já que o criador e roteirista da saga, Dan Mancini, está diretamente envolvido com a produção.

 

 

10ª temporada de ‘Hawaii Five-0’ estreia no Brasil AMANHÃ; Confira o horário!

A partir de amanhã, 20 de maio, às 22h, o canal AXN entra em modo “aloha” com a estreia da 10ª e última temporada de Hawaii Five-0‘.

E o novo e derradeiro ciclo de episódios já coloca a equipe de elite da polícia do Havaí diante de mudanças profundas e bem no meio da ação, ao lidar com a saída de um membro querido – Jerry Ortega (Jorge Garcia) – e a chegada de Quinn Liu (Katrina Law) e ao ter que se aliar a inimigos para combater um mal maior.

A décima temporada de ‘Hawaii Five-0‘ contará com 22 episódios repletos de adrenalina e muito sol. A equipe comandada por Steve McGarrett (Alex O’Loughlin), continua se envolvendo com situações extremas que os manterão ainda mais no limite, passando por momentos que nunca pensaram em viver.

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, o astro Alex O’Loughlin nos contou qual seria o desfecho ideal para o protagonista Steve McGarrett.

Assista:

A série foi criada por Peter M. Lenkov, Alex Kurtzman e Roberto Orci, o programa é um reboot da série lançada lançada em 1968.

A trama segue uma unidade policial de elite montada para combater o crime no estado do Hawaii.

O elenco inclui Alex O’Loughlin, Scott Caan, Ian Anthony Dale, Meaghan Rath, Jorge Garcia, Beulah Koale, Katrina Law, Taylor Wily, Dennis Chun, Kimee Balmilero e Chi McBride.

‘Halloween Kills’: Diretor promete a cena “mais violenta” de sua carreira na sequência

Através do Twitter oficial da Blumhouse, o diretor David Gordon Green, que retorna para o comando da vindoura Halloween Kills’, revelou que a sequência terá a cena mais violenta de sua carreira.

Na postagem, ele escreveu que “essa é a cena mais violenta que dirigi desde Segurando as Pontas [2008]”.

Confira:

Em uma recente entrevista ao Movie Web, o corroteirista Scott Teems afirmou que a continuação do filme de 2018 será “maior e mais perturbadora”:

“A sequência será como o primeiro, mas bem mais frenética. Eu não posso dar detalhes, mas eu estou muito animado. Eu vi o primeiro corte do longa há algumas semanas e sou um pouco tendencioso, mas meu instinto diz que as pessoas que gostaram do último filme ficarão muito empolgadas com esse.”

Ele completa, “É como uma versão maior, mais perturbadora e maldosa do primeiro filme.”

As duas novas sequências da franquia, intituladas ‘Halloween Kills‘ e ‘Halloween Ends‘, serão filmadas simultaneamente e estrearão no dia 16 de outubro de 2020 e 15 de outubro de 2021, respectivamente.

Os novos filmes trarão diversos personagens conhecidos da franquia, tais como Lindsey Wallace (Kyle Richards), Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Marion Chambers (Nancy Stephens), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Lonnie Elam (Robert Longstreet).

David Gordon Green, responsável pelo reboot de 2018, retornará à direção.

Jamie Lee Curtis estrelará ambas sequências, que também trará o retorno de Robert Longstreet, Kyle Richards e Anthony Michael Hall. Espera-se que Judy Greer e Andi Matichak também retornem.

Sucesso de público e crítica, o reboot de ‘Halloween‘ arrecadou US$ 255.4 milhões mundialmente, alcançando 79% de aprovação no Rotten Tomatoes.

‘Midsommar’: Leilão arrecada mais de US$ 100 mil para ajudar vítimas do coronavírus

Sucesso! A produtora A24 realizou um leilão beneficente com adereços e figurinos do terror ‘Midsommar‘ para ajudar as vítimas do Coronavírus em Nova York.

Ao total, foram arrecadados surpreendentes US$ 117.750 mil.

O vestido de flores usado por Florence Pugh foi a grande sensação do leilão, sendo vendido por US$ 65 mil. Outros items de destaque ainda contam com a coroa da Rainha de Maio, a marreta do sacrifício e o cocar de urso usado por Jack Raynor, que arrecadaram US$ 15 mil, US$ 10 mil e US$ 4.750 mil, respectivamente.

Todo o valor arrecadado foi destinado à The FDNY Foundation, uma instituição que representa o Corpo de Bombeiros de Nova York. As doações servirão para ajudar os membros e suas famílias durante esse momento difícil de pandemia.

Lançado em 2019, Midsommar‘ foi um sucesso de crítica e acumulou 83% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Orçado em US$ 8,5 milhões, o longa dirigido por Ari Aster (‘Hereditário‘) arrecadou US$ 42,3 milhões pelo mundo.

Confira nossa crítica:

‘A Noite é Delas!’: Fracasso de bilheteria, comédia com Scarlett Johansson estreia na Netflix

A Noite é Delas‘ (Rough Night), comédia para maiores estrelada por Scarlett Johansson, foi lançado no catálogo da Netflix no Brasil.

O filme teve sua estreia cancelada nos cinemas nacionais após fracassar feio nas bilheterias norte-americanas. A versão feminina de ‘Se Beber, Não Case!‘ arrecadou míseros US$ 21 milhões nos EUA, fazendo a Sony Pictures desistir de lançar o filme nos cinemas por aqui.

Cinco melhores amigas do colegial (interpretadas por Scarlett Johansson, Kate McKinnon, Jillian Bell, Ilana Glazer e Zoë Kravitz) se reúnem depois de 10 anos para uma louca despedida de solteira em Miami. Só que a festa é interrompida quando acidentalmente elas causam a morte de um stripper. Em meio à loucura de descobrir o que farão em seguida, a noite delas sofre inesperadas e engraçadas reviravoltas que acabam por aproximá-las ainda mais umas das outras e do que realmente importa.

Johansson estrela a produção ao lado de Jillian Bell (Sexo, Drogas e Jingle Bells), Ilana Glazer (Sexo, Drogas e Jingle Bells), Kate McKinnon (Caça-Fantasmas), Zoë Kravitz (X-Men: Primeira Classe), e Demi Moore (Ghost).

Filmes Recentes com Grandes Estrelas que Passaram sem Você Ver

Grandes filmes fazem grandes estrelas. Desde o surgimento do cinema, o público se vê fascinado pelas mulheres lindas que desfilam em tela, tidas anteriormente como inatingíveis. Hoje, estas intérpretes se mostram gente como a gente, em especial devido à proximidade do público provida pelas redes sociais. Seus nomes podem ser capazes de arrastar uma verdadeira multidão, mas nem de longe são infalíveis.

Pensando em como nem mesmo os mais quentes nomes femininos da atualidade em Hollywood, donas de altos cachês, estão acima de ter em sua filmografia produções que a maior parte do público sequer ouviu falar (e alguns filmes são verdadeiramente bons), o CinePOP resolveu criar sua nova lista. Então prepare-se, estes são os filmes recentes de grandes estrelas que passaram sem você ver.

Margot Robbie | Os Últimos na Terra (2015)

Quer ver a musa Margot Robbie morena pela primeira e única (até o momento) vez nas telas? Então esse é o filme para você. Robbie está em cartaz atualmente em Aves de Rapina, no qual interpreta pela segunda vez a personagem amalucada Arlequina. Antes de viver o papel pela primeira vez, no filme Esquadrão Suicida (2016), no entanto, ela protagonizou este drama pós-apocalíptico com doses de suspense, que passou batido pelos cinemas brasileiros direto no mercado de home vídeo. Na trama, uma Robbie totalmente desglamourizada é uma das últimas sobreviventes na Terra após um evento catastrófico dizimar grande parte do planeta. Ao seu lado, os personagens de Chris Pine e Chiwetel Ejiofor.

Scarlett Johansson | A Noite é Delas (2017)

Este ano, a estrela ScarJo viverá pela oitava vez a personagem Natasha Romanoff, vulgo Viúva Negra, nas telonas – ao menos assim esperamos. Mas algo está diferente na superprodução da Marvel. É que pela primeira vez, a personagem será a protagonista de um filme só seu. Há três anos, porém, a atriz era a protagonista de um outro filme, uma comédia, que os brasileiros não viram passar pelos cinemas. A Noite é Delas é uma produção de humor impróprio que mostra que as mulheres podem ser tão sacanas e incorretas quanto os homens. Pense em um Missão Madrinha de Casamento (2011) mais jovem, com uma despedida de solteira saindo terrivelmente errado, com direito a muita droga, bebida, sexo e até mesmo assassinatos.

Gal Gadot | Vizinhos Nada Secretos (2016)

Outra estrela que esperamos ver em breve nas telas em 2020 – se o ano não for cancelado – é Gal Gadot em Mulher-Maravilha 1984, continuação do sucesso de 2017. A atriz israelense começou a carreira nos filmes da franquia Velozes e Furiosos, e fez sua primeira aparição como a personagem da DC em Batman Vs. Superman (2016). No mesmo ano, ela interpretava uma agente secreta que ao lado do marido (papel de Jon Hamm) fingem ser o típico casal dos subúrbios norte-americanos, sem que seus vizinhos (Zach Galifianakis e Isla Fisher) desconfiem de suas verdadeiras identidades. A Fox até planejou o lançamento da comédia nos cinemas, com trailers e cartazes, mas depois voltou atrás, jogando o filme direto no sistema de home vídeo no Brasil.

Brie Larson | Um Sonho na Índia (2017)

A protagonista de Capitã Marvel (2019) tem fama de não ser muito simpática em suas entrevistas. Mas ao menos nas telonas, a vencedora do Oscar por O Quarto de Jack (2015) tenta mostrar seu lado mais doce. Bem, só tenta mesmo, já que este filme é outro que quase ninguém viu e por aqui sequer nos cinemas passou. Um musical feito nos moldes de Bollywood, e inclusive passado na Índia, este é o filme para você que sempre sonhou em ver Brie Larson cantando e dançando. A obra, no entanto, não desceu redondo para muitos e foi acusada de ser o velho estereotipo da mulher branca que chega para salvar uma raça que não é a sua, gerando certa polêmica. Curiosamente, fora das telas Larson é porta-voz de causas sociais, como o abuso contra as mulheres.

Emily Blunt | É o Bicho! (2017)

Outra atriz de grande prestígio, a talentosíssima Emily Blunt poderá ser vista em breve no terror Um Lugar Silencioso – Parte II e na aventura da Disney, Jungle Cruise, isto é, se o coronavírus deixar. Mas engana-se quem pensa que a franquia Um Lugar Silencioso foi a primeira colaboração do casal Emily Blunt e John Krasinski nas telonas. Bom, no Brasil até foi, já que a animação É o Bicho! não chegou a ver a luz do dia, ou as telas de cinema, em nosso país. O casal interpreta, bem, um casal que herda um circo e descobre o segredo mágico por trás do espetáculo: biscoitos em forma de animais com o poder de transformar quem os come em animais de verdade. O elenco de dubladores tem ainda Danny DeVito, Sylvester Stallone e Ian McKellen.

Saoirse Ronan | Stockholm, Pennsylvania (2015)

Indicada este ano ao Oscar pelo drama Adoráveis Mulheres, a jovem estrela é uma das atrizes mais prestigiadas de sua geração. De origem irlandesa, a atriz que está em vias de completar 26 anos em abril, já soma 33 créditos em sua carreira e quatro indicações ao Oscar, incluindo a citada deste ano. Mesmo assim, um de seus filmes mais recentes fugiu do radar. No mesmo ano de sua segunda indicação ao Oscar (por Brooklyn), Ronan protagonizou o suspense dramático Stockholm, Pennsylvania, onde interpretou uma jovem mulher sequestrada ainda criança e criada em cativeiro. Quando ela é libertada e devolvida à sua família, não consegue se readaptar no local devido à condição conhecida como síndrome de Estocolmo. Por esta sinopse podemos perceber a semelhança com um certo O Quarto de Jack, lançado no mesmo ano, e entendermos um pouco mais o motivo deste ter passado em branco.

Kristen Stewart | Lizzie (2018)

Ao contrário de todos os outros itens da lista, Lizzie chegou a ser exibido nos cinemas brasileiros. Mas o fato de sua curta carreira nas telonas fez com que a maioria sequer notasse sua passagem no circuito. Existe vida após Crepúsculo? Para Kristen Stewart sim, e a atriz apostou muito no circuito independente/alternativo. Alguns renderam frutos muito legais, vide Acima das Nuvens e Personal Shopper. Outros terminaram passando ser serem notados. É o caso deste suspense dramático que relata um dos crimes mais notórios e parte do folclore da história dos EUA, satirizado até mesmo em um episódio de Os Simpsons: o assassinato da família Borden. No melhor estilo Suzane von Richthofen, em pleno ano de 1892, Lizzie Borden foi a principal suspeita de ter assassinado sua própria família, seu pai e a madrasta, à machadadas. No filme, Chloë Sevigny vive Lizzie e Stewart interpreta a empregada Bridget Sullivan, a única outra pessoa presente no local quando os corpos foram encontrados.

Anne Hathaway | Uma Canção (2014)

Tudo bem que Anne Hathaway não tem tido muita sorte ultimamente nas telonas, engatando escorregadas consecutivas como em Oito Mulheres e um Segredo (2018), Calmaria (2019) e As Trapaceiras (2019). Seu grande acerto do ano passado foi na TV, com o fantástico episódio Take me as I Am, Whoever I Am, da ótima série da Amazon, Amor Moderno. Este ano ela terá a chance de se redimir no remake de Convenção das Bruxas. Antes disso, no entanto, ao voltarmos alguns anos, podemos perceber um filme da atriz que passou totalmente em branco por aqui. Trata-se do drama romântico Uma Canção, que como o nome diz envolve muita música. Uma mistura de Apenas Uma Vez (2006) e Força para Viver (2014).

Natalie Portman | Lucy in the Sky (2019)

Este é o item mais recente da lista, e novamente temos em foco uma jovem vencedora do Oscar. Natalie Portman levou seu prêmio da Academia por Cisne Negro (2010). Ano passado, a atriz fez as pazes com a Marvel e foi confirmada como a nova Thor, em Thor: Love and Thunder – com estreia para 2021. Seu último filme lançado, no entanto, chegou recentemente direto no sistema de home vídeo, sem que a maioria percebesse. Exibido em festivais de cinema, como sua estreia em Toronto, Lucy in the Sky é uma ficção científica que traz Portman no papel de uma astronauta. Sem dúvida um papel inédito na carreira da moça. Ela volta do espaço após sua última missão e não consegue se conectar mais com nossa realidade, achando tudo muito pequeno. No elenco, outra jovem atriz do momento, Zazie Beetz. O curioso aqui é o nome de sua personagem, Lucy Cola – quase um novo refrigerante.

Evan Rachel Wood | No Escuro da Floresta (2015)

Em cartaz atualmente com a nova temporada de Westworld (a terceira), Evan Rachel Wood viu sua carreira ser alavancada em popularidade novamente devido ao programa da HBO. Antes da estreia da primeira temporada em 2016, no entanto, Wood dividiu as telas com outra jovem atriz talentosa, Ellen Page, num suspense dramático que ninguém viu. Na trama, Wood e Page vivem irmãs tendo que sobreviver por conta própria em sua casa na floresta, após um estranho evento que causou a falta de energia em massa nas redondezas.

Bônus:

Amber Heard | London Fields (2018)

Se tem um filme que resume perfeitamente toda a treta ocorrida entre o ex-casal Johnny Depp e Amber Heard, este filme é London Fields. Produção problemática que começou no ano do casamento da dupla, em 2015 – com Depp aceitando um papel no longa para ajudar a impulsionar a carreira de sua então jovem esposa rumo ao estrelato. O filme é baseado no livro do autor britânico Martin Amis e fala sobre a vidente Nicola Six (Heard), uma típica femme fatale saída diretamente de uma história noir moderna. O problema é que o lançamento foi engavetado devido a processos e brigas judiciais entre o diretor Mathew Cullen e os produtores. E quando London Fields finalmente estava pronto para a estreia em 2018, Depp e Heard se encontravam no meio de sua própria briga judicial e de um escândalo dos mais cabeludos, incapazes e pouco dispostos a divulgar o longa.

“Nunca diga Nunca”, Chris Evans fala sobre voltar como o ‘Capitão América’

Mesmo após ter sido aposentado, o Capitão América é tema de especulações sobre seu possível retorno ao MCU para explorar como foi sua viagem no tempo ao final de ‘Vingadores: Ultimato.

E, durante uma entrevista com a Variety, Chris Evans foi questionado se voltará a interpretar Steve Rogers/Capitão América, ao que ele respondeu:

“Nunca diga nunca. Eu amo o personagem, mas eu não sei. Não é um não definitivo, mas também não é um sim. Estou trabalhando em outras coisas agora. Eu acho que o Capitão teve um desfecho complicado, e eu fiz um bom trabalho ao completar a jornada dele. Se você revisitar o personagem, pode ser apenas por lucro e não para agrafar os fãs. O que isso traria de novo para a história? Teria que ser um motivo muito forte para trazê-lo de volta.”

Mesmo sendo evasivo, o astro não negou que sente vontade de retornar ao papel, caso haja uma história que valha à pena ser levada para o cinema.

No entanto, Chtistopher Markus e Stephen McFeely, roteiristas do longa, conversaram com o Screen Rant e comentaram se gostariam de ver o retorno do Capitão América ao MCU.

“Eu não gostaria. Eu adorei escrever as histórias do Capitão, e amo Chris Evans, mas eu sinto que, assim como Tony, nós os deixamos em uma posição na qual eles não precisam mais aparecer. Eu odiaria criar algo artificial só para vê-los de novo.”, disse Markus.

McFeely apoiou a crítica de Markus, dizendo que ‘Vingadores: Ultimato’ serviu como um encerramento, de fato, e o retorno do personagem poderia tirar o brilho dos momentos finais do filme.

“Eu me preocupo com essa ideia, e se trouxerem ele de volta, ‘Vingadores: Ultimato’ será jogado no lixo. O filme representa o encerramento de momentos importantes e interessantes para toda a franquia.”

Você gostaria de ver mais um filme com o ‘Capitão América‘?

Crítica Netflix | Despedida em Grande Estilo – Emocionante produção à moda antiga

Três Velhos Rabugentos

É muito bom perceber que nos tempos cínicos atuais, aonde o cinema de Hollywood se afunda cada vez mais em superproduções bilionárias, deficientes de elementos humanos, a maioria dando mais prejuízo do que outra coisa, e voltadas puramente para o escapismo da puberdade, riscos como este ainda são tomados. Despedida em Grande Estilo é uma produção mainstream de cinema entretenimento, no entanto, de um tipo diferente, com mais valor e próximo ao que era feito nas décadas de 1980 e 1990.

Apesar de ser uma refilmagem – o que neste caso funciona, justamente por refazer uma obra desconhecida do grande público e verdadeiramente antiga (de 1979 mais precisamente) – o longa que estreou na Netflix valoriza seus protagonistas, todos atores veteranos da terceira idade, dentro de uma indústria que raramente dá espaço para eles. É interessante notar também que filmes do tipo ainda possuem seu público, e que novas investidas em roteiros como este – que vêm se tornando quase um subgênero (com filmes como Antes de Partir, Última Viagem a Vegas, Ajuste de Contas e Amigos Inseparáveis, por exemplo)  – continuam a interessar os estúdios.

Além disso, o remake supera o original por acrescentar mais conteúdo ao núcleo motivador da trama, centrando o roteiro no hoje e servindo como reflexo de problemas atuais da política norte-americana e mundial. Desta forma, continuamos tendo os três amigos geriátricos inseparáveis Willie, Joe e Albert, agora nas peles dos vencedores do Oscar Morgan Freeman (Menina de Ouro), Michael Caine (Hannah e Suas Irmãs e Regras da Vida) e Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine), substituindo os atores igualmente lembrados pela Academia Lee Strasberg (indicado por O Poderoso Chefão II), George Burns (vencedor por Uma Dupla Desajustada) e Art Carney (vencedor por Harry, o Amigo de Tonto), nos mesmos papeis respectivos.

A diferença é que enquanto na versão original, os velhinhos decidem roubar um banco apenas para rechear o fim de suas existências de adrenalina, assim se sentindo vivos novamente, na reimaginação o crime é cometido por um motivo bem mais nobre, vingança – ou justiça fora da lei, chame como quiser. O trio passa seus dias finais, apenas contemplando a morte, até que seu tapete é puxado com força debaixo de seus pés. Willie (Freeman) não possui economias suficientes para ir visitar sua filha e neta em outra cidade. Joe (Caine) precisa dar respaldo para a filha e a neta, vivendo sob seu teto. E o rabugento Al (Arkin) cultiva sua empatia com gosto.

Na cena de abertura, em uma visita ao banco, na qual é avisado que pode perder a casa, o personagem de Caine presencia um assalto realizado com extremo requinte e eficiência. Para piorar a situação, entra em jogo o mote da trama e elemento mais urgente. Os três, que por mais de 30 anos trabalharam para a mesma empresa e coletam dela seus cheques de aposentadoria, assim como muitos outros funcionários presentes na fatídica reunião, são avisados de que a companhia está fechando as portas nos EUA e se mudando para um país asiático, terminando assim suas pensões também. O fato ressoa próximo aos brasileiros, e a polêmica envolvendo o tempo de contribuição de trabalho para a aposentadoria em nosso país.

Dito e feito, assim o personagem de Caine junta um mais um e ao lado de seus inseparáveis cúmplices decidem roubar seu próprio banco e sair do vermelho. O interessante deste roteiro, escrito por ninguém menos que Theodore Melfi, indicado ao Oscar pelo recente e cativante Estrelas Além do Tempo, baseado no texto original de Edward Cannon, é justamente acrescentar mais à mistura, dando credibilidade de sobra para a motivação dos infratores idosos, assim como encaixar comentários sociais e políticos relevantes, em especial ao que diz respeito à forma com que os idosos são tratados – mesmo num país de Primeiro Mundo como os EUA.

Apesar destas pinceladas de criatividade, como esperado, Despedida em Grande Estilo segue de perto uma fórmula que recai num tipo de filme seguro e sem grandes reviravoltas ou novidades em sua jornada. Mesmo assim, quando este caminho é feito ao lado de verdadeiros monstros da sétima arte, ele se torna menos tortuoso, e muito mais crível e prazeroso. Muitos afirmam que atores do naipe de Freeman e Caine, em especial, são convincentes até mesmo em comerciais de margarina. Pois bem, Despedida em Grande Estilo ganha muito ao incluir talentos gigantescos e dar-lhes espaço para fazerem o que sabem de melhor.

Quem comanda tudo é, inusitadamente, Zach Braff, ator da série Scrubs, e diretor de produções indie como os aclamados Hora de Voltar (2004) e Lições em Família (2014). Aqui, trabalhando pela primeira vez para um grande estúdio, a Warner, num filme com grandes nomes, o cineasta não faz feio e entrega uma obra redondinha, com bom ritmo, alívios cômicos eficientes e uma mensagem importante. Numa era de filmes barulhentos e de montagens epiléticas, Despedida em Grande Estilo surge como opção de cinema na Netflix à moda antiga, com atores à moda antiga e diversão à moda antiga. Receitado para todo tipo de público, em especial os necessitados de nostalgia.

O filme já está disponível na Netflix.