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‘Clue’: James Bobin está sendo cotado para dirigir o remake

Segundo a VarietyJames Bobin está sendo cotado para dirigir o remake do clássico filme Clue, baseado no jogo de tabuleiro homônimo.

Ryan Reynolds (Deadpool) estrela a produção, com Rhett ReesePaul Wernick (Zumbilândia) assinando o roteiro.

Bobin é um veterano da comédia conhecido por escrever e dirigir astros da comédia como Sacha Baron Cohen e o grupo Flight of the Conchords. Ele fez sua estreia diretorial em 2011 com Os Muppets. Seus outros créditos incluem Alice Através do Espelho‘Dora e a Cidade Perdida’.

O filme em questão já foi adaptado em 1985 por Jonathan Lynn. Tim CurryChristopher LloydMichael McKeanMadeline KahnLesley Ann WarrenMartin Mull e Eileen Brennan estrelaram.

Durante um jantar em uma mansão isolada, Mr. Boddy, o anfitrião da noite, admite ser o homem que está chantageando todos os convidados. As luzes se apagam e Mr. Boddy aparece morto, e agora todos são suspeitos.

Oscar 2020: ‘Vingadores: Ultimato’ perde prêmio de Melhores Efeitos Visuais e fãs ficam decepcionados; Confira as reações!

Desde a estreia de ‘Vingadores: Ultimato‘, o público vinha torcendo para que a adaptação dos irmãos Anthony e Joe Russo fosse lembrada na temporada de premiações.

Quando o longa foi indicado ao prêmio de Melhoes Efeitos Visuais no Oscar 2020, parecia uma vitória certa.

No entanto, a estatueta foi entregue a ‘1917‘ (Sam Mendes), o que deixou os fãs da Marvel completamente decepcionados.

Confira as reações:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assista à nossa crítica sobre o filme:

Após os eventos devastadores de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘, o Universo entrou em destruição por causa do Estalar de Dedos do Thanos, o Titã Louco. Com a ajuda dos heróis sobreviventes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importa quais serão as consequências que os aguardam.

O elenco grandioso conta com Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper e Josh Brolin, entre outros.

Oscar 2020: fãs reagem à vitória de Joaquin Phoenix como Melhor Ator

Depoi de ganhar o Globo de Ouro como Melhor Ator por sua atuação emCoringa’, Joaquin Phoenix era o favorito ao prêmio na 92ª cerimônia do Oscar, e sua vitória não foi nenhuma surpresa.

Mesmo assim, foi um momento de grande emoção, já que o astro estava disputando com grandes concorrentes, como Jonathan Pryce (‘Dois Papas’), Antonio Banderas (‘Dor e Glória’), Adam Driver (‘História de um Casamento’), e Leonardo DiCaprio (‘Era Uma Vez em Hollywood’).

Além disso, Phoenix já havia sido indicado como Melhor ator em 2013 (‘O Mestre‘) e 2006, quando interpretou Johny Cash em ‘Walk the Line’.

Em 2001, também foi indicado como Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em ‘Gladiador’, de Ridley Scott.

Por conta da vitória, diversos fãs foram às redes sociais para comemorar o momento histórico.

Confira:

 

 

Assista à nossa crítica do filme:

 

‘Parasita’ torna-se o 1º longa de língua não-inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme

‘Parasita’ fez história na 92ª edição do Oscar.

Dirigido por Bong Joon-ho, o longa-metragem sul-coreano foi indicado a seis categorias, levando quatro prêmios para casa, tornando-se o primeiro filme de língua não inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme em quase cem anos de premiação.

Suas outras conquistas incluíram Melhor Roteiro OriginalMelhor Filme InternacionalMelhor Diretor.

Relembre o trailer oficial:

A produção acompanha um  jovem e sua família desempregada. Eles acabam ficando obcecados com a vida de uma outra família. Algo acontece e este clã desamparado se vê envolvido num grande problema.

O elenco conta com Song Kang-ho, que trabalhou com o diretor  em O Hospedeiro (2006) e ‘Expresso do Amanhã’ (2013), e Choi Woo-shik, de ‘Invasão Zumbi’ (2016) e Okja.

Assista ao Oscar 2020 AO VIVO no CinePOP

O Oscar 2020 começou e você pode acompanhar a cerimônia ao Vivo aqui no CinePOP, com um player para assistir a premiação e também um bate-papo.

Assista abaixo:

E aí, quais as suas apostas para o Oscar 2020? Participe através dos comentários!

 

MELHOR FILME

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Parasita

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Vencedor do Globo de Ouro (Drama), do BAFTA e dos prêmios dos sindicatos dos diretores (DGA) e produtores (PGA), 1917 é franco favorito ao Oscar. O filme dirigido por Sam Mendes – vencedor do Oscar de Melhor Filme com Beleza Americana – é um espetáculo visual e sucesso de crítica. Muito dificilmente sairá do Dolby Theater sem a estatueta mais aguardada da noite. Mas… isso não significa que estamos diante de uma barbada. Parasita vem ganhando muita força nas últimas semanas. O filme da Coreia do Sul faturou mais de US$ 30 milhões nos cinemas americanos, uma marca impressionante para uma produção internacional. Além disso, levou o prêmio de Melhor Elenco no SAG Awards e o de Melhor Roteiro Original no WGA Awards. E não dá para esquecer de Quentin Tarantino e seu Era uma Vez em Hollywood, que conquistou o Critics’ Choice e o Globo de Ouro (Comédia/Musical).

 

MELHOR ATOR 

Deve ganhar: Joaquin Phoenix, Coringa

Pode ganhar: Adam Driver, História de um Casamento

Corre por fora: Leonardo DiCaprio, Era uma Vez em Hollywood

Só uma tragédia tira o Oscar das mãos de Joaquin Phoenix. O ator recebeu sua quarta indicação pelo trabalho em Coringa, que já lhe rendeu um Globo de Ouro, um Critics’ Choice, um SAG Awards e um BAFTA. Adam Driver (História de um Casamento) é aquela aposta para quem quer vencer o bolão sozinho. Se der Leonardo DiCaprio, aí quer dizer que Era uma Vez em Hollywood levará todas as estatuetas possíveis pra casa. Não faz sentido. Se Phoenix levar o Oscar, como deve acontecer, será a primeira vez que dois atores conquistam uma estatueta pelo mesmo personagem – Heath Ledger venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Batman: O Cavaleiro das Trevas – desde que Marlon Brando e Robert De Niro fizeram isso pelos trabalhos em O Poderoso Chefão 1 e 2.

 

MELHOR ATRIZ 

Deve ganhar: Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris

Pode ganhar: Scarlett Johansson, História de um Casamento

Corre por fora: Cynthia Erivo, Harriet

Outra verdadeira barbada. Renée Zellweger já levou tudo que podia por Judy: Muito Além do Arco-Íris e vai levar também o Oscar. Até o momento, já venceu no Globo de Ouro, no Critics’ Choice, no SAG Awards e no BAFTA. Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Cynthia Erivo (Harriet) correm muito por fora. Curiosamente, as duas atrizes estão duplamente indicadas no Oscar 2020. Scarlett ainda concorre como Melhor Atriz Coadjuvante, por Jojo Rabbit, enquanto que Cynthia tenta a sorte em Melhor Canção Original, também por Harriet.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve ganhar: Brad Pitt, Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: Al Pacino, O Irlandês

Corre por fora: Joe Pesci, O Irlandês

De fato, não há para onde correr nas categorias de atuação. Todas parecem definidas. Brad Pitt também conquistou o Globo de Ouro, o Critics’ Choice, o SAG Awards e o BAFTA, e deve levar seu primeiro Oscar de atuação. Ele já tem uma estatueta como produtor por 12 Anos de Escravidão. Pitt é um dos principais destaques de Era uma Vez em Hollywood e tem se destacado nos discursos de agradecimento. E vem mais um por aí. A dupla de O Irlandês (Al Pacino e Joe Pesci) surgiram como opções fortes no início da temporada de premiações, mas hoje parecem ter ficado pelo caminho. Não haverá surpresa.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Deve ganhar: Laura Dern, História de um Casamento

Pode ganhar: Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Corre por fora: Margot Robbie, O Escândalo

Mais uma vencedora do Globo de Ouro, do Critics’ Choice, do SAG Awards e do BAFTA. O que foi dito para Brad Pitt vale para Laura Dern. A atriz arrasa em Histórias de um Casamento, mas o fato de nunca ter levado uma estatueta ajudou a transformá-la quase na única opção, ainda mais após a não indicação de Jennifer Lopez (As Golpistas). A dupla indicação de Scarlett Johansson (aqui competindo por Jojo Rabbit) a deixa com remotas chances. Margot Robbie seria uma aposta ainda mais ousada e improvável.

 

MELHOR DIREÇÃO

Deve ganhar: Sam Mendes, 1917

Pode ganhar: Bong Joon Ho, Parasita

Corre por fora: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

A situação em Melhor Direção é bem parecida com a de Melhor Filme, mas aqui o favoritismo é ainda maior para 1917. Sam Mendes deve levar a estatueta para casa mesmo se seu filme for derrotado na categoria principal. Até aqui, ele conquistou o Globo de Ouro, o BAFTA, o DGA e o Critics’ Choice. Bong Joon Ho dividiu com Mendes o Critics’ Choice e corre bem por fora. E o fato de Quentin Tarantino nunca ter conquistado um Oscar como diretor (ele tem dois como roteirista) pode dar alguns votos para o cineasta.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve ganhar: Bong Joon Ho e Jin Won Han, Parasita

Pode ganhar: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

Corre por fora: Noah Baumbach, História de um Casamento

Aqui talvez esteja a disputa que vai mudar o jogo no Oscar 2020. Parasita já levou o BAFTA e o WGA, mas é sempre bom lembrar que Tarantino não é integrante do sindicato dos roteiristas, então não submeteu seu filme ao último. Assim, se Parasita ganhar mesmo de Era uma Vez em Hollywood na categoria de roteiro, mostrará ao espectador que surpresas ainda poderão acontecer durante a cerimônia. Se perder, praticamente confirma a vitória de 1917 na categoria principal. Conhecido pelo ótimo texto, Noah Baumbach corre bem por fora este ano.

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve ganhar: Taika Waititi, Jojo Rabbit

Pode ganhar: Greta Gerwig, Adoráveis Mulheres

Corre por fora: Steven Zaillian, O Irlandês

Esta talvez seja a categoria que mais comprova a queda da força de O Irlandês. Quando a temporada de premiações estava para começar, o nome de Steven Zaillian era aposta quase certa, lembrando que já levou uma estatueta por A Lista de Schindler. Mas o tempo foi passando e seu nome foi ficando para trás. Nas últimas semanas, Taika Waititi (Jojo Rabbit) vem mostrando muita força, principalmente após as vitórias no WGA Awards e no BAFTA. No entanto, não dá para descartar o nome de Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres), vencedora do Critics’ Choice. Uma coisa que pode favorecer a cineasta é o fato de muita gente ter questionado sua ausência na categoria de Melhor Direção. O voto em Greta pode ser também um voto de protesto/compensação. 

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Dor e Glória

Corre por fora: Nenhum

Promete ser uma das maiores barbadas da noite. Parasita foi um dos filmes do ano, recebeu seis indicações ao todo e está cotado até para prêmios maiores. Este aqui é aposta certa. Já venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o BAFTA. A única coisa que poderia tirar o prêmio do sul-coreano é se o eleitor da Academia quiser premiar Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, achando que Parasita ganhará outras coisas. Mas é difícil. Uma vitória de qualquer outro seria das maiores zebras da história da premiação.

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Deve ganhar: Klaus

Pode ganhar: Toy Story 4

Corre por fora: Link Perdido

Em um ano em que as principais animações foram continuações como Toy Story 4, Como Treinar o Seu Dragão 3 e Frozen 2 (que nem indicado foi), o prêmio da Academia deve privilegiar o novo. Vencedor do Annie Awards e do BAFTA, Klaus tem surgido como favorito nas últimas semanas. E tem tudo para levar. O quarto Toy Story, que levou o Critics’ Choice e o PGA Awards, e Link Perdido, vencedor do Globo de Ouro, correm por fora.

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Indústria Americana

Pode ganhar: For Sama

Corre por fora: Democracia em Vertigem, Honeyland e The Cave

A categoria mais em aberto no Oscar 2020. Todos os indicados possuem chance de premiação. O favoritismo está com Indústria Americana, pois é uma história mais conectada com os Estados Unidos, que trata de um tema super atual, conta com a força da Netflix na divulgação e ainda tem o apoio oficial do casal Barack Obama e Michelle Obama. E foi o único doc a concorrer no BAFTA, no Critics’ Choice e no PGA, embora não tenha levado nenhum deles. Não por acaso, o vencedor do BAFTA For Sama surge como principal ameaça. Mas não dá para descartar os demais. Honeyland foi tão bem recebido que também concorre na categoria Melhor Filme Internacional, enquanto que Democracia em Vertigem tem conquistado bastante espaço na mídia nos últimos tempos. Por último, The Cave trata de um tema urgente e atual, sobre médicas mulheres atuando na Síria, num ambiente marcado pelo sexismo.

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Deve ganhar: “(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman

Pode ganhar: “Stand Up”, Harriet

Corre por fora: “I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

Uma categoria bem incerta. Não pela forte disputa, mas por não termos músicas realmente marcantes. “(I’m Gonna) Love Me Again”, composta por Elton John para Rocketman, desponta como favorita após ganhar o Globo de Ouro e o Critics’ Choice. Mas não dá para descartar a vitória de “Stand Up”, canção de Harriet composta por Cynthia Erivo e Joshuah Brian Campbell. E é justamente o nome de Erivo que pode ajudar a canção. Ela também está concorrendo na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no filme. E mais que isso: é a única atriz negra em todas as categorias de atuação. Isso pode dar alguns votos de “compensação” para ela na categoria de Canção Original. Toy Story 4 aparece como zebra apenas pela força do nome do compositor Randy Newman.

 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve ganhar: Coringa

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Adoráveis Mulheres

Para desespero da pessoa que precisar ler o nome da compositora na premiação, Hildur Guðnadóttir tem tudo para levar a estatueta para casa pelo trabalho em Coringa. A compositora já levou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Em sua 15ª indicação (sem nenhuma vitória), Thomas Newman deve ficar no quase pelo trabalho em 1917. O trabalho de Alexandre Desplat em Adoráveis Mulheres também foi muito elogiado, mas é azarão.

 

MELHOR MONTAGEM

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Jojo Rabbit

São raras as vezes em que o favorito ao Oscar de Melhor Filme não está indicado ao prêmio de Montagem, mas há de se destacar que há uma peculiaridade neste ano, uma vez que 1917 por simular planos-sequências não reforça tanto o trabalho do montador. Sem o franco favorito das categorias técnicas, o prêmio pode acabar na mão de Parasita, montado por Jinmo Yang. O filme sul-coreano foi o vencedor do prêmio do Sindicato dos Montadores (ACE) na categoria Drama. Os trabalhos de Andrew Buckland e Michael McCusker em Ford vs. Ferrari, vencedor do BAFTA na categoria, e de Tom Eagles em Jojo Rabbit, que levou o prêmio do sindicato dentre as comédias, também são apostas para a estatueta. 

 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Uma das maiores barbadas do Oscar 2020. Se Roger Deakins sair da noite sem uma estatueta será uma zebra gigantesca. 1917 chama atenção justamente por sua fotografia. O trabalho em plano-sequência é fabuloso e marcante. Muito dificilmente não será premiado. Lembrando que Deakins recebeu sua 15ª indicação ao Oscar em 2020. Ele tem uma única estatueta, pelo trabalho em Blade Runner 2049. Ele já levou o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Rodrigo Prieto (O Irlandês) e Robert Richardson (Era uma Vez em Hollywood) são apostas para quem quiser ganhar o bolão sozinho.

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve ganhar: Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Parasita

Muito dificilmente o trabalho de Barbara Ling e Nancy Haigh em Era uma Vez em Hollywood é realmente impressionante e franco favorito ao Oscar. O filme de Quentin Tarantino conta com uma reconstituição da Los Angeles do final dos anos 90, com grandes méritos da direção de arte e do design de produção. O longa venceu o prêmio do sindicato na categoria filme de época e o Critics’ Choice. 1917, com Dennis Gassner e Lee Sandales, também aparece forte na categoria, tendo conquistado o BAFTA. Corre muito por fora o trabalho de Ha-jun Lee e Won-woo Cho, em Parasita, que levou o prêmio do sindicato na categoria filme contemporâneo. 

 

MELHOR FIGURINO

Deve ganhar: Adoráveis Mulheres

Pode ganhar: Jojo Rabbit

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Entra ano, sai ano e os votantes da Academia seguem privilegiando figurinos de época nesta categoria. E em 2020, o resultado não deve ser diferente. Vencedor do BAFTA, o figurino criado por Jacqueline Durran para Adoráveis Mulheres chega como principal favorito na categoria. Mas também não dá para ignorar os trabalhos de Mayes C. Rubeo (Jojo Rabbit) e Arianne Phillips (Era uma Vez em Hollywood).

 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve ganhar: O Escândalo

Pode ganhar: Coringa

Corre por fora: 1917

O prêmio de Maquiagem e Penteado deve ser o Oscar de consolação para O Escândalo, filme que chegou com menos força do que o esperado na temporada. Mas aqui parece bem improvável que não seja premiado. O longa já recebeu o Critics’ Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato em três das cinco categorias (efeitos especiais de maquiagem, penteado contemporâneo e maquiagem contemporânea). Premiado pelo sindicato na categoria maquiagem de época, Coringa surge como zebra.

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve ganhar: Ford vs. Ferrari

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Coringa

Não é incomum ver gente se referindo às categorias de som como sendo a mesma coisa. E isso acontece inclusive dentre membros da Academia, que deveriam entender que são coisas bem distintas. Geralmente, um mesmo filme ganhar as duas categorias, mas uma disputa muito próxima entre os principais favoritos pode bagunçar um pouco. A força de 1917 deve render boa parte das vitórias nas categorias técnicas, mas aqui é a principal chance de Ford vs. Ferrari fazer um barulho (som trocadilhos). O trabalho de edição de som do longa sobre automobilismo é fantástico, seja no que diz respeito aos efeitos sonoros e folley.

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM 

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Coringa

Vencedor do BAFTA na categoria, 1917 chega um pouco mais forte na disputa. Mas, aqui, também não dá para descartar Ford vs. Ferrari, premiado pelo sindicato. 

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve ganhar: O Rei Leão

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Vingadores: Ultimato

A categoria de efeitos especiais traz a disputa entre Marvel e Martin Scorsese. E tanto Vingadores: Ultimato quanto O Irlandês possuem chances de estatueta. Mas quem parece chegar como favorito é O Rei Leão. Apesar de ser um fracasso de crítica e decepcionar muita gente, o filme é um deslumbre visual. O trabalho de efeitos do filme é tão impressionante que chegou a ser chamado de live-action por muita gente, mesmo não contando com um ator ou gravação em cenário.

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve ganhar: Brotherhood

Pode ganhar: The Neighbors’ Window

Corre por fora: A Sister

Produzido na Tunísia, Brotherhood é o principal favorito na categoria de Melhor Curta. O filme de Meryam Joobeur tem feito uma bela carreira até aqui, tendo sido premiado no último Festival de Toronto. Há rumores até que pode ser transformado/adaptado em um longa-metragem no futuro. The Neighbors’ Window, do diretor indicado ao Oscar Marshall Curry, também tem chances.

 

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO 

Deve ganhar: Hair Love

Pode ganhar: Kitbull

Corre por fora: Sister

Geralmente, pouca gente dá atenção às categorias de curtas, mas temos ótimos filmes no Oscar 2020. E provavelmente teremos uma disputa entre Sony Animation e Pixar. A primeira é responsável por Hair Love, de Matthew Cherry, que conta a bela história de um homem negro que tenta ajudar a jovem filha a pentear o cabelo. É delicado e incrível. E prepare-se: você vai chorar. Já o segundo é Kitbull, de Rosana Sullivan, divertida e sensível animação sobre o encontro de um gatinho de rua com um pitbull abusado pelo dono. O curta chinês Sister, de Siqi Song, corre por fora.

 

MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

Pode ganhar: Life Overtakes Me

Corre por fora: St. Louis Superman

Vencedor do BAFTA e exibido no Festival de Tribeca, Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl) é o principal favorito na categoria de curta documental. Dirigido por Carol Dysinger, o doc conta a história de jovens garotas que tentam aprender a ler, escrever e andar de skate em Cabul, no Afeganistão. A força da Netflix pode ajudar Life Overtakes Me, mas muito dificilmente o favorito não levará a estatueta para casa.

Oscar 2020: Confira a lista completa de vencedores!

A temporada de premiações finalmente chegou ao fim hoje (09), com a transmissão da 92ª edição do Oscar.

Confira abaixo a lista completa de vencedores, atualizada em tempo real:

MELHOR FILME

Ford vs. Ferrari

O Irlandês

Jojo Rabbit

Coringa

Adoráveis Mulheres

História de um Casamento

1917

Era Uma Vez em… Hollywood

Parasita (VENCEDOR)

 

MELHOR DIRETOR

Martin Scorsese, O Irlandês

Todd Phillips, Coringa

Sam Mendes, 1917

Quentin Tarantino, Era Uma Vez em… Hollywood

Bong Joon-ho, Parasita (VENCEDOR)

 

MELHOR ATRIZ

Cynthia Erivo, Harriet

Scarlett Johansson, História de um Casamento

Saoirse Ronan, Adoráveis Mulheres

Charlize Theron, O Escândalo

Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris (VENCEDORA)

 

MELHOR ATOR

Antonio Banderas, Dor & Glória

Leonardo DiCaprio, Era Uma Vez em… Hollywood

Adam Driver, História de um Casamento

Joaquin Phoenix, Coringa (VENCEDOR)

Jonathan Pryce, Dois Papas

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Kathy Bates, O Caso Richard Jewell

Laura Dern, História de um Casamento (VENCEDORA)

Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Florence Pugh, Adoráveis Mulheres

Margot Robbie, O Escândalo

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Tom Hanks, Um Lindo Dia na Vizinhança

Anthony Hopkins, Dois Papas

Al Pacino, O Irlandês

Joe Pesci, O Irlandês

Brad Pitt, Era Uma Vez em… Hollywood (VENCEDOR)

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Irlandês

Jojo Rabbit (VENCEDOR)

Coringa

Adoráveis Mulheres

Dois Papas

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Entre Facas e Segredos

História de um Casamento

1917

Era Uma Vez em… Hollywood

Parasita (VENCEDOR)

 

MELHOR ANIMAÇÃO

Como Treinar o Seu Dragão 3

Klaus

Perdi Meu Corpo

Toy Story 4 (VENCEDOR)

Link Perdido

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

American Factory (VENCEDOR)

The Cave

Democracia em Vertigem

For Sama

Honeyland

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

In the Absence

Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl) (VENCEDOR)

Live Overtakes Me

St. Louis Superman

Walk Run Cha-Cha

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Corpus Christi

Honeyland

Os Miseráveis

Dor & Glória

Parasita (VENCEDOR)

 

MELHOR FIGURINO

O Irlandês

Jojo Rabbit

Coringa

Adoráveis Mulheres (VENCEDOR)

Era Uma Vez em… Hollywood

 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Irlandês

Jojo Rabbit

1917

Era Uma Vez em… Hollywood (VENCEDOR)

Parasita

 

MELHOR MONTAGEM

Ford vs. Ferrari (VENCEDOR)

O Irlandês

Jojo Rabbit

Coringa

Parasita

 

MELHOR FOTOGRAFIA

O Irlandês

Coringa

O Farol

1917 (VENCEDOR)

Era Uma Vez em… Hollywood

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Vingadores: Ultimato

O Irlandês

O Rei Leão

1917 (VENCEDOR)

Star Wars: A Ascensão Skywalker

 

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Escândalo (VENCEDOR)

Coringa

Judy: Muito Além do Arco-Íris

Malévola: Dona do Mal

1917

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Ad Astra

Ford vs. Ferrari

Coringa

1917 (VENCEDOR)

Era Uma Vez em… Hollywood

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Ford vs. Ferrari (VENCEDOR)

Coringa

1917

Era Uma Vez em… Hollywood

Star Wars: A Ascensão Skywalker

 

MELHOR TRILHA SONORA

Coringa (VENCEDOR)

Adoráveis Mulheres

História de um Casamento

1917

Star Wars: A Ascensão Skywalker

 

MELHOR MÚSICA ORIGINAL

“I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

“(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman (VENCEDOR)

“I’m Standing With You”, Breakthrough

“Into the Unknown”, Frozen 2

“Stand Up”, Harriet

 

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMADO

Dcera

Hair Love (VENCEDOR)

Kitbull

Memorable

Sister

 

MELHOR CURTA-METRAGEM EM LIVE-ACTION

Brotherhood

Nefta Football Club

The Neighbors’ Window (VENCEDOR)

Saria

A Sister

Assista ao Red Carpet do Oscar 2020 AO VIVO

Você não tem acesso à TV paga? Não tem problema. Você pode acompanhar o tapete vermelho da cerimônia ao Vivo aqui no CinePOP.

Assista no vídeo abaixo:

E aí, quais as suas apostas para o Oscar 2020? Participe através dos comentários!

 

MELHOR FILME

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Parasita

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Vencedor do Globo de Ouro (Drama), do BAFTA e dos prêmios dos sindicatos dos diretores (DGA) e produtores (PGA), 1917 é franco favorito ao Oscar. O filme dirigido por Sam Mendes – vencedor do Oscar de Melhor Filme com Beleza Americana – é um espetáculo visual e sucesso de crítica. Muito dificilmente sairá do Dolby Theater sem a estatueta mais aguardada da noite. Mas… isso não significa que estamos diante de uma barbada. Parasita vem ganhando muita força nas últimas semanas. O filme da Coreia do Sul faturou mais de US$ 30 milhões nos cinemas americanos, uma marca impressionante para uma produção internacional. Além disso, levou o prêmio de Melhor Elenco no SAG Awards e o de Melhor Roteiro Original no WGA Awards. E não dá para esquecer de Quentin Tarantino e seu Era uma Vez em Hollywood, que conquistou o Critics’ Choice e o Globo de Ouro (Comédia/Musical).

 

MELHOR ATOR 

Deve ganhar: Joaquin Phoenix, Coringa

Pode ganhar: Adam Driver, História de um Casamento

Corre por fora: Leonardo DiCaprio, Era uma Vez em Hollywood

Só uma tragédia tira o Oscar das mãos de Joaquin Phoenix. O ator recebeu sua quarta indicação pelo trabalho em Coringa, que já lhe rendeu um Globo de Ouro, um Critics’ Choice, um SAG Awards e um BAFTA. Adam Driver (História de um Casamento) é aquela aposta para quem quer vencer o bolão sozinho. Se der Leonardo DiCaprio, aí quer dizer que Era uma Vez em Hollywood levará todas as estatuetas possíveis pra casa. Não faz sentido. Se Phoenix levar o Oscar, como deve acontecer, será a primeira vez que dois atores conquistam uma estatueta pelo mesmo personagem – Heath Ledger venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Batman: O Cavaleiro das Trevas – desde que Marlon Brando e Robert De Niro fizeram isso pelos trabalhos em O Poderoso Chefão 1 e 2.

 

MELHOR ATRIZ 

Deve ganhar: Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris

Pode ganhar: Scarlett Johansson, História de um Casamento

Corre por fora: Cynthia Erivo, Harriet

Outra verdadeira barbada. Renée Zellweger já levou tudo que podia por Judy: Muito Além do Arco-Íris e vai levar também o Oscar. Até o momento, já venceu no Globo de Ouro, no Critics’ Choice, no SAG Awards e no BAFTA. Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Cynthia Erivo (Harriet) correm muito por fora. Curiosamente, as duas atrizes estão duplamente indicadas no Oscar 2020. Scarlett ainda concorre como Melhor Atriz Coadjuvante, por Jojo Rabbit, enquanto que Cynthia tenta a sorte em Melhor Canção Original, também por Harriet.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve ganhar: Brad Pitt, Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: Al Pacino, O Irlandês

Corre por fora: Joe Pesci, O Irlandês

De fato, não há para onde correr nas categorias de atuação. Todas parecem definidas. Brad Pitt também conquistou o Globo de Ouro, o Critics’ Choice, o SAG Awards e o BAFTA, e deve levar seu primeiro Oscar de atuação. Ele já tem uma estatueta como produtor por 12 Anos de Escravidão. Pitt é um dos principais destaques de Era uma Vez em Hollywood e tem se destacado nos discursos de agradecimento. E vem mais um por aí. A dupla de O Irlandês (Al Pacino e Joe Pesci) surgiram como opções fortes no início da temporada de premiações, mas hoje parecem ter ficado pelo caminho. Não haverá surpresa.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Deve ganhar: Laura Dern, História de um Casamento

Pode ganhar: Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Corre por fora: Margot Robbie, O Escândalo

Mais uma vencedora do Globo de Ouro, do Critics’ Choice, do SAG Awards e do BAFTA. O que foi dito para Brad Pitt vale para Laura Dern. A atriz arrasa em Histórias de um Casamento, mas o fato de nunca ter levado uma estatueta ajudou a transformá-la quase na única opção, ainda mais após a não indicação de Jennifer Lopez (As Golpistas). A dupla indicação de Scarlett Johansson (aqui competindo por Jojo Rabbit) a deixa com remotas chances. Margot Robbie seria uma aposta ainda mais ousada e improvável.

 

MELHOR DIREÇÃO

Deve ganhar: Sam Mendes, 1917

Pode ganhar: Bong Joon Ho, Parasita

Corre por fora: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

A situação em Melhor Direção é bem parecida com a de Melhor Filme, mas aqui o favoritismo é ainda maior para 1917. Sam Mendes deve levar a estatueta para casa mesmo se seu filme for derrotado na categoria principal. Até aqui, ele conquistou o Globo de Ouro, o BAFTA, o DGA e o Critics’ Choice. Bong Joon Ho dividiu com Mendes o Critics’ Choice e corre bem por fora. E o fato de Quentin Tarantino nunca ter conquistado um Oscar como diretor (ele tem dois como roteirista) pode dar alguns votos para o cineasta.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve ganhar: Bong Joon Ho e Jin Won Han, Parasita

Pode ganhar: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

Corre por fora: Noah Baumbach, História de um Casamento

Aqui talvez esteja a disputa que vai mudar o jogo no Oscar 2020. Parasita já levou o BAFTA e o WGA, mas é sempre bom lembrar que Tarantino não é integrante do sindicato dos roteiristas, então não submeteu seu filme ao último. Assim, se Parasita ganhar mesmo de Era uma Vez em Hollywood na categoria de roteiro, mostrará ao espectador que surpresas ainda poderão acontecer durante a cerimônia. Se perder, praticamente confirma a vitória de 1917 na categoria principal. Conhecido pelo ótimo texto, Noah Baumbach corre bem por fora este ano.

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve ganhar: Taika Waititi, Jojo Rabbit

Pode ganhar: Greta Gerwig, Adoráveis Mulheres

Corre por fora: Steven Zaillian, O Irlandês

Esta talvez seja a categoria que mais comprova a queda da força de O Irlandês. Quando a temporada de premiações estava para começar, o nome de Steven Zaillian era aposta quase certa, lembrando que já levou uma estatueta por A Lista de Schindler. Mas o tempo foi passando e seu nome foi ficando para trás. Nas últimas semanas, Taika Waititi (Jojo Rabbit) vem mostrando muita força, principalmente após as vitórias no WGA Awards e no BAFTA. No entanto, não dá para descartar o nome de Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres), vencedora do Critics’ Choice. Uma coisa que pode favorecer a cineasta é o fato de muita gente ter questionado sua ausência na categoria de Melhor Direção. O voto em Greta pode ser também um voto de protesto/compensação. 

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Dor e Glória

Corre por fora: Nenhum

Promete ser uma das maiores barbadas da noite. Parasita foi um dos filmes do ano, recebeu seis indicações ao todo e está cotado até para prêmios maiores. Este aqui é aposta certa. Já venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o BAFTA. A única coisa que poderia tirar o prêmio do sul-coreano é se o eleitor da Academia quiser premiar Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, achando que Parasita ganhará outras coisas. Mas é difícil. Uma vitória de qualquer outro seria das maiores zebras da história da premiação.

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Deve ganhar: Klaus

Pode ganhar: Toy Story 4

Corre por fora: Link Perdido

Em um ano em que as principais animações foram continuações como Toy Story 4, Como Treinar o Seu Dragão 3 e Frozen 2 (que nem indicado foi), o prêmio da Academia deve privilegiar o novo. Vencedor do Annie Awards e do BAFTA, Klaus tem surgido como favorito nas últimas semanas. E tem tudo para levar. O quarto Toy Story, que levou o Critics’ Choice e o PGA Awards, e Link Perdido, vencedor do Globo de Ouro, correm por fora.

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Indústria Americana

Pode ganhar: For Sama

Corre por fora: Democracia em Vertigem, Honeyland e The Cave

A categoria mais em aberto no Oscar 2020. Todos os indicados possuem chance de premiação. O favoritismo está com Indústria Americana, pois é uma história mais conectada com os Estados Unidos, que trata de um tema super atual, conta com a força da Netflix na divulgação e ainda tem o apoio oficial do casal Barack Obama e Michelle Obama. E foi o único doc a concorrer no BAFTA, no Critics’ Choice e no PGA, embora não tenha levado nenhum deles. Não por acaso, o vencedor do BAFTA For Sama surge como principal ameaça. Mas não dá para descartar os demais. Honeyland foi tão bem recebido que também concorre na categoria Melhor Filme Internacional, enquanto que Democracia em Vertigem tem conquistado bastante espaço na mídia nos últimos tempos. Por último, The Cave trata de um tema urgente e atual, sobre médicas mulheres atuando na Síria, num ambiente marcado pelo sexismo.

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Deve ganhar: “(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman

Pode ganhar: “Stand Up”, Harriet

Corre por fora: “I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

Uma categoria bem incerta. Não pela forte disputa, mas por não termos músicas realmente marcantes. “(I’m Gonna) Love Me Again”, composta por Elton John para Rocketman, desponta como favorita após ganhar o Globo de Ouro e o Critics’ Choice. Mas não dá para descartar a vitória de “Stand Up”, canção de Harriet composta por Cynthia Erivo e Joshuah Brian Campbell. E é justamente o nome de Erivo que pode ajudar a canção. Ela também está concorrendo na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no filme. E mais que isso: é a única atriz negra em todas as categorias de atuação. Isso pode dar alguns votos de “compensação” para ela na categoria de Canção Original. Toy Story 4 aparece como zebra apenas pela força do nome do compositor Randy Newman.

 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve ganhar: Coringa

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Adoráveis Mulheres

Para desespero da pessoa que precisar ler o nome da compositora na premiação, Hildur Guðnadóttir tem tudo para levar a estatueta para casa pelo trabalho em Coringa. A compositora já levou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Em sua 15ª indicação (sem nenhuma vitória), Thomas Newman deve ficar no quase pelo trabalho em 1917. O trabalho de Alexandre Desplat em Adoráveis Mulheres também foi muito elogiado, mas é azarão.

 

MELHOR MONTAGEM

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Jojo Rabbit

São raras as vezes em que o favorito ao Oscar de Melhor Filme não está indicado ao prêmio de Montagem, mas há de se destacar que há uma peculiaridade neste ano, uma vez que 1917 por simular planos-sequências não reforça tanto o trabalho do montador. Sem o franco favorito das categorias técnicas, o prêmio pode acabar na mão de Parasita, montado por Jinmo Yang. O filme sul-coreano foi o vencedor do prêmio do Sindicato dos Montadores (ACE) na categoria Drama. Os trabalhos de Andrew Buckland e Michael McCusker em Ford vs. Ferrari, vencedor do BAFTA na categoria, e de Tom Eagles em Jojo Rabbit, que levou o prêmio do sindicato dentre as comédias, também são apostas para a estatueta. 

 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Uma das maiores barbadas do Oscar 2020. Se Roger Deakins sair da noite sem uma estatueta será uma zebra gigantesca. 1917 chama atenção justamente por sua fotografia. O trabalho em plano-sequência é fabuloso e marcante. Muito dificilmente não será premiado. Lembrando que Deakins recebeu sua 15ª indicação ao Oscar em 2020. Ele tem uma única estatueta, pelo trabalho em Blade Runner 2049. Ele já levou o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Rodrigo Prieto (O Irlandês) e Robert Richardson (Era uma Vez em Hollywood) são apostas para quem quiser ganhar o bolão sozinho.

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve ganhar: Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Parasita

Muito dificilmente o trabalho de Barbara Ling e Nancy Haigh em Era uma Vez em Hollywood é realmente impressionante e franco favorito ao Oscar. O filme de Quentin Tarantino conta com uma reconstituição da Los Angeles do final dos anos 90, com grandes méritos da direção de arte e do design de produção. O longa venceu o prêmio do sindicato na categoria filme de época e o Critics’ Choice. 1917, com Dennis Gassner e Lee Sandales, também aparece forte na categoria, tendo conquistado o BAFTA. Corre muito por fora o trabalho de Ha-jun Lee e Won-woo Cho, em Parasita, que levou o prêmio do sindicato na categoria filme contemporâneo. 

 

MELHOR FIGURINO

Deve ganhar: Adoráveis Mulheres

Pode ganhar: Jojo Rabbit

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Entra ano, sai ano e os votantes da Academia seguem privilegiando figurinos de época nesta categoria. E em 2020, o resultado não deve ser diferente. Vencedor do BAFTA, o figurino criado por Jacqueline Durran para Adoráveis Mulheres chega como principal favorito na categoria. Mas também não dá para ignorar os trabalhos de Mayes C. Rubeo (Jojo Rabbit) e Arianne Phillips (Era uma Vez em Hollywood).

 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve ganhar: O Escândalo

Pode ganhar: Coringa

Corre por fora: 1917

O prêmio de Maquiagem e Penteado deve ser o Oscar de consolação para O Escândalo, filme que chegou com menos força do que o esperado na temporada. Mas aqui parece bem improvável que não seja premiado. O longa já recebeu o Critics’ Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato em três das cinco categorias (efeitos especiais de maquiagem, penteado contemporâneo e maquiagem contemporânea). Premiado pelo sindicato na categoria maquiagem de época, Coringa surge como zebra.

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve ganhar: Ford vs. Ferrari

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Coringa

Não é incomum ver gente se referindo às categorias de som como sendo a mesma coisa. E isso acontece inclusive dentre membros da Academia, que deveriam entender que são coisas bem distintas. Geralmente, um mesmo filme ganhar as duas categorias, mas uma disputa muito próxima entre os principais favoritos pode bagunçar um pouco. A força de 1917 deve render boa parte das vitórias nas categorias técnicas, mas aqui é a principal chance de Ford vs. Ferrari fazer um barulho (som trocadilhos). O trabalho de edição de som do longa sobre automobilismo é fantástico, seja no que diz respeito aos efeitos sonoros e folley.

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM 

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Coringa

Vencedor do BAFTA na categoria, 1917 chega um pouco mais forte na disputa. Mas, aqui, também não dá para descartar Ford vs. Ferrari, premiado pelo sindicato. 

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve ganhar: O Rei Leão

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Vingadores: Ultimato

A categoria de efeitos especiais traz a disputa entre Marvel e Martin Scorsese. E tanto Vingadores: Ultimato quanto O Irlandês possuem chances de estatueta. Mas quem parece chegar como favorito é O Rei Leão. Apesar de ser um fracasso de crítica e decepcionar muita gente, o filme é um deslumbre visual. O trabalho de efeitos do filme é tão impressionante que chegou a ser chamado de live-action por muita gente, mesmo não contando com um ator ou gravação em cenário.

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve ganhar: Brotherhood

Pode ganhar: The Neighbors’ Window

Corre por fora: A Sister

Produzido na Tunísia, Brotherhood é o principal favorito na categoria de Melhor Curta. O filme de Meryam Joobeur tem feito uma bela carreira até aqui, tendo sido premiado no último Festival de Toronto. Há rumores até que pode ser transformado/adaptado em um longa-metragem no futuro. The Neighbors’ Window, do diretor indicado ao Oscar Marshall Curry, também tem chances.

 

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO 

Deve ganhar: Hair Love

Pode ganhar: Kitbull

Corre por fora: Sister

Geralmente, pouca gente dá atenção às categorias de curtas, mas temos ótimos filmes no Oscar 2020. E provavelmente teremos uma disputa entre Sony Animation e Pixar. A primeira é responsável por Hair Love, de Matthew Cherry, que conta a bela história de um homem negro que tenta ajudar a jovem filha a pentear o cabelo. É delicado e incrível. E prepare-se: você vai chorar. Já o segundo é Kitbull, de Rosana Sullivan, divertida e sensível animação sobre o encontro de um gatinho de rua com um pitbull abusado pelo dono. O curta chinês Sister, de Siqi Song, corre por fora.

 

MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

Pode ganhar: Life Overtakes Me

Corre por fora: St. Louis Superman

Vencedor do BAFTA e exibido no Festival de Tribeca, Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl) é o principal favorito na categoria de curta documental. Dirigido por Carol Dysinger, o doc conta a história de jovens garotas que tentam aprender a ler, escrever e andar de skate em Cabul, no Afeganistão. A força da Netflix pode ajudar Life Overtakes Me, mas muito dificilmente o favorito não levará a estatueta para casa.

Oscar 2020: Diretor de ‘Vingadores: Ultimato’ está torcendo pela vitória de ‘Coringa’


Apesar dos filmes baseados em quadrinhos se tornarem sucessos de bilheteria, eles não são muito bem recebidos na temporada de premiações, especialmente no Oscar.

Logan’ e Pantera Negra são algumas exceções, já que foram indicados nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Filme, respectivamente.

No entanto, ‘Coringa‘ se destacou na edição deste ano, recebendo nada menos que 11 indicações à estatueta, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (Joaquin Phoenix).

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, o diretor Joe Russo disse que está animado e torcendo para que o longa de Todd Phillips seja premiado.

“Eu já assisti ‘Coringa‘ e adorei. É um filme belo e trágico ao mesmo tempo. Representa muito bem o isolamento e a crise existencial que muitas pessoas sentem. É assustador, mas passa uma mensagem muito forte. Estou tão animado com o seu reconhecimento e torcendo por ele, porque esse filme rompeu o preconceito da Academia contra filmes baseados em quadrinhos.”

Lembrando que ‘Vingadores: Ultimato‘ concorre ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais.

Quanto a Coringa’, a adaptação foi aclamada pela crítica especializada e seu sucesso refletiu na temporada de premiações com diversas nomeações ao Globo de Ouro, ao SAG Awards, ao Critics’ Choice e ao BAFTA.

Além disso, o longa quebrou o recorde de ‘Pantera Negra‘ em número de indicações ao Oscar, ultrapassando as 7 indicações da adaptação de Ryan Coogler.

Sem muita surpresa, Joaquin Phoenix é o favorito para levar para casa a estatueta de Melhor Ator, enquanto Todd Phillips está indicado para Melhor Diretor, competindo com Sam MendesQuentin TarantinoBong Joon-ho

Coringa também concorre em Melhor FilmeMelhor Roteiro AdaptadoMelhor Mixagem de Som, Melhor FigurinoMelhor EdiçãoMelhor Trilha SonoraMelhor FotografiaMelhor Maquiagem & Cabelo Melhor Edição de Som.

Lembrando que a 92ª cerimônia do Oscar irá ao ar em 09 de fevereiro.

Assista à nossa crítica do filme:

 

Crítica | ‘Locke & Key’ é deliciosamente dark e envolvente

Doze longos anos depois de ser lançada (e algumas tentativas falhas de adaptá-la para as telinhas), a HQ Locke & Key, assinada por Joe Hill e Gabriel Rodriguez, finalmente ganhou sinal verde da Netflix e, durante seu período de gestação, tornou-se um dos projetos mais aguardados da plataforma e um de seus mais promissores. Misturando elementos de terror e aventura em uma clássica jornada de ficção fantástica que nos relembra bastante das icônicas histórias de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, os showrunners desse interessante enredo conseguiram imprimir sua própria perspectiva ao passo que resgatavam a essência dos quadrinhos originais – acrescentando alguns elementos muito bem-vindos, ainda que perdessem um pouco o ritmo dos episódios.

A primeira temporada da série, na verdade, é envolvente por sua familiaridade: a família Locke se muda para uma gigantesca mansão intitulada Keyhouse depois de uma tragédia levar o patriarca da família. Buscando recomeçar uma vida marcada por traumas, Nina (Darby Stanchfield) resolve se mudar com seus filhos para Matheson, Massachusetts, secretamente desejando encontrar alguma pista que revele os motivos do assassinato do marido, Rendell (Bill Heck), ao mesmo tempo arrastando as crianças para um mistério que vai para muito além de uma compreensão lógica e palpável das coisas. É a partir dessa condensada, porém transbordante premissa, que o trio formado por Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite desenvolve um satisfatório pontapé inicial, cultivando o terreno para os próximos anos.

De fato, o episódio piloto nos dá uma sensação levianamente apressada, como se não tivesse tempo o suficiente para construir os múltiplos arcos principais de seus protagonistas. O ato de abertura, na verdade, é sólido o bastante em seus minutos iniciais, apenas para perder-se em um frenesi de acontecimentos que inclui a descoberta de chaves místicas escondidas pela casa; a libertação não intencional de um perigoso demônio de sua prisão eterna (no caso, um profundo poço nos arredores da Keyhouse; e uma luta pela sobrevivência que é ameaçada por forças sobrenaturais e por mentiras enterradas que insistem em vir à tona e prometem destruir laços sólidos de confiança e fraternidade.

No centro desse turbilhão de eventos, temos os três jovens irmãos formados por Bodi (Jackson Robert Scott), Tyler (Connor Jessup) e Kinsey (Emilia Jones). Bodi é o caçula dos Locke e o primeiro a ouvir os tétricos sussurros das pequenas chaves que outrora pertenceram a seu pai e a seus amigos. Ele logo descobre que esses objetos são dotados de poderes incríveis (e um tanto quanto imprudentes) e é atraído pela sedutora voz de Dodge (Laysla De Oliveira), uma criatura que representa uma interpretação modernizada do Succubus e que utiliza todo o seu poder para enganá-lo e fazê-lo entregar a Chave de Qualquer Lugar para escapar de lá; seu objetivo principal ainda fica às escondidas nos capítulos seguintes, mas sabemos que ela quer tomar posse das outras Chaves.

Basicamente, a história inteira é calcada nesse complexo pano de fundo, que poderia se render aos comodismos de uma narrativa supersaturada, mas transforma-se em uma explicação didática, comovente e que nos mantém envolvidos do começo ao fim, nos fazendo desejar ardentemente pela próxima iteração. Tal empenho nutre-se de quase todos os elementos que são apresentados ao público, incluindo competentes atuações, personagens com arcos críveis e delineados com cautela extrema – e uma estética híbrida de surrealismo e expressionismo que em momento algum rende-se às fórmulas pedantes do gênero que explora.

As características identitárias de Andy e Barbara Muschietti (a dupla por trás do remake de ‘It: A Coisa’), que entram como produtores executivos, servem como inspiração para que os criadores deem vida à adaptação: afinal, temos um monstro que é capaz de mudar de forma e que se vale do medo dos heróis para conseguir o que almeja –culminando em um season finale que, apesar de previsível pela condução em foreshadowing do capítulo, é aprazível e resolutamente caótico, premeditando um “fim do mundo” que deve servir de base para as próximas temporadas.

Mais do que isso, são alguns elementos-chave que nos convidam a mergulhar de cabeça na aventura. Não me refiro apenas ao coeso roteiro, e sim às chocantes performances de certos membros do elenco, como Scott, que dá um salto de amadurecimento desde sua breve aparição em ‘It’, e Oliveira, que é um dos ápices da produção. Saindo de seu recente papel em Campo do Medo, a atriz abandona a concepção de vítima para encarnar Dodge, transformando um arquétipo a princípio maniqueísta em uma impiedosa força cosmológica que atravessa a fenda de nosso mundo para destruir qualquer um que ouse ficar à sua frente. A antagonista praticamente se recusa a sujar suas mãos e tem como alvo mentes mais fracas para que façam o árduo trabalho de destruir a família Locke e seus aliados.

A série por vezes deixa de situar os espectadores em certas reviravoltas, crente de que os quadrinhos darão conta do recado – como é o caso do surgimento espontâneo de Chaves que nem ao menos foram mencionadas por personas coadjuvantes (Sherri Saum como Ellie Whedon é um desses exemplos). Felizmente, a trama principal se isola numa confortável superfície que não faz dessas explicações tão necessárias assim, permitindo que os leigos ao mundo arquitetado por Hill não fiquem perdidos.

Locke & Key é uma adição muito bem-vinda ao crescente catálogo da Netflix e, em poucas semanas, deve conquistar o patamar de uma das produções mais adoradas pelos fãs. É inegável notar os poucos deslizes trazidos pela temporada; mas os pequenos erros conseguem ser ofuscados pelo modo como toda a trajetória é guiada.

Oscar 2020 | Apostas do CinePOP para TODAS as categorias da premiação

O Oscar 2020 acontece no próximo domingo, 9 de fevereiro. Aproveitando a proximidade da data, o CinePOP decidiu ajudar todo mundo que vai participar de bolões preparando uma matéria bem completa com os favoritos, possíveis surpresas e azarões em TODAS as categorias do badalado prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Isso mesmo, temos apostas para todas as categorias. Quer saber que deve levar Melhor Curta de Documentário? E Melhor Filme, será que 1917 vai confirmar o favoritismo ou teremos surpresas? Só conferir a matéria até o final.

E aí, quais as suas apostas para o Oscar 2020? Participe através dos comentários!

 

MELHOR FILME

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Parasita

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Vencedor do Globo de Ouro (Drama), do BAFTA e dos prêmios dos sindicatos dos diretores (DGA) e produtores (PGA), 1917 é franco favorito ao Oscar. O filme dirigido por Sam Mendes – vencedor do Oscar de Melhor Filme com Beleza Americana – é um espetáculo visual e sucesso de crítica. Muito dificilmente sairá do Dolby Theater sem a estatueta mais aguardada da noite. Mas… isso não significa que estamos diante de uma barbada. Parasita vem ganhando muita força nas últimas semanas. O filme da Coreia do Sul faturou mais de US$ 30 milhões nos cinemas americanos, uma marca impressionante para uma produção internacional. Além disso, levou o prêmio de Melhor Elenco no SAG Awards e o de Melhor Roteiro Original no WGA Awards. E não dá para esquecer de Quentin Tarantino e seu Era uma Vez em Hollywood, que conquistou o Critics’ Choice e o Globo de Ouro (Comédia/Musical).

 

MELHOR ATOR 

Deve ganhar: Joaquin Phoenix, Coringa

Pode ganhar: Adam Driver, História de um Casamento

Corre por fora: Leonardo DiCaprio, Era uma Vez em Hollywood

Só uma tragédia tira o Oscar das mãos de Joaquin Phoenix. O ator recebeu sua quarta indicação pelo trabalho em Coringa, que já lhe rendeu um Globo de Ouro, um Critics’ Choice, um SAG Awards e um BAFTA. Adam Driver (História de um Casamento) é aquela aposta para quem quer vencer o bolão sozinho. Se der Leonardo DiCaprio, aí quer dizer que Era uma Vez em Hollywood levará todas as estatuetas possíveis pra casa. Não faz sentido. Se Phoenix levar o Oscar, como deve acontecer, será a primeira vez que dois atores conquistam uma estatueta pelo mesmo personagem – Heath Ledger venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Batman: O Cavaleiro das Trevas – desde que Marlon Brando e Robert De Niro fizeram isso pelos trabalhos em O Poderoso Chefão 1 e 2.

 

MELHOR ATRIZ 

Deve ganhar: Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris

Pode ganhar: Scarlett Johansson, História de um Casamento

Corre por fora: Cynthia Erivo, Harriet

Outra verdadeira barbada. Renée Zellweger já levou tudo que podia por Judy: Muito Além do Arco-Íris e vai levar também o Oscar. Até o momento, já venceu no Globo de Ouro, no Critics’ Choice, no SAG Awards e no BAFTA. Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Cynthia Erivo (Harriet) correm muito por fora. Curiosamente, as duas atrizes estão duplamente indicadas no Oscar 2020. Scarlett ainda concorre como Melhor Atriz Coadjuvante, por Jojo Rabbit, enquanto que Cynthia tenta a sorte em Melhor Canção Original, também por Harriet.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve ganhar: Brad Pitt, Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: Al Pacino, O Irlandês

Corre por fora: Joe Pesci, O Irlandês

De fato, não há para onde correr nas categorias de atuação. Todas parecem definidas. Brad Pitt também conquistou o Globo de Ouro, o Critics’ Choice, o SAG Awards e o BAFTA, e deve levar seu primeiro Oscar de atuação. Ele já tem uma estatueta como produtor por 12 Anos de Escravidão. Pitt é um dos principais destaques de Era uma Vez em Hollywood e tem se destacado nos discursos de agradecimento. E vem mais um por aí. A dupla de O Irlandês (Al Pacino e Joe Pesci) surgiram como opções fortes no início da temporada de premiações, mas hoje parecem ter ficado pelo caminho. Não haverá surpresa.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Deve ganhar: Laura Dern, História de um Casamento

Pode ganhar: Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Corre por fora: Margot Robbie, O Escândalo

Mais uma vencedora do Globo de Ouro, do Critics’ Choice, do SAG Awards e do BAFTA. O que foi dito para Brad Pitt vale para Laura Dern. A atriz arrasa em Histórias de um Casamento, mas o fato de nunca ter levado uma estatueta ajudou a transformá-la quase na única opção, ainda mais após a não indicação de Jennifer Lopez (As Golpistas). A dupla indicação de Scarlett Johansson (aqui competindo por Jojo Rabbit) a deixa com remotas chances. Margot Robbie seria uma aposta ainda mais ousada e improvável.

 

MELHOR DIREÇÃO

Deve ganhar: Sam Mendes, 1917

Pode ganhar: Bong Joon Ho, Parasita

Corre por fora: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

A situação em Melhor Direção é bem parecida com a de Melhor Filme, mas aqui o favoritismo é ainda maior para 1917. Sam Mendes deve levar a estatueta para casa mesmo se seu filme for derrotado na categoria principal. Até aqui, ele conquistou o Globo de Ouro, o BAFTA, o DGA e o Critics’ Choice. Bong Joon Ho dividiu com Mendes o Critics’ Choice e corre bem por fora. E o fato de Quentin Tarantino nunca ter conquistado um Oscar como diretor (ele tem dois como roteirista) pode dar alguns votos para o cineasta.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve ganhar: Bong Joon Ho e Jin Won Han, Parasita

Pode ganhar: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

Corre por fora: Noah Baumbach, História de um Casamento

Aqui talvez esteja a disputa que vai mudar o jogo no Oscar 2020. Parasita já levou o BAFTA e o WGA, mas é sempre bom lembrar que Tarantino não é integrante do sindicato dos roteiristas, então não submeteu seu filme ao último. Assim, se Parasita ganhar mesmo de Era uma Vez em Hollywood na categoria de roteiro, mostrará ao espectador que surpresas ainda poderão acontecer durante a cerimônia. Se perder, praticamente confirma a vitória de 1917 na categoria principal. Conhecido pelo ótimo texto, Noah Baumbach corre bem por fora este ano.

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve ganhar: Taika Waititi, Jojo Rabbit

Pode ganhar: Greta Gerwig, Adoráveis Mulheres

Corre por fora: Steven Zaillian, O Irlandês

Esta talvez seja a categoria que mais comprova a queda da força de O Irlandês. Quando a temporada de premiações estava para começar, o nome de Steven Zaillian era aposta quase certa, lembrando que já levou uma estatueta por A Lista de Schindler. Mas o tempo foi passando e seu nome foi ficando para trás. Nas últimas semanas, Taika Waititi (Jojo Rabbit) vem mostrando muita força, principalmente após as vitórias no WGA Awards e no BAFTA. No entanto, não dá para descartar o nome de Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres), vencedora do Critics’ Choice. Uma coisa que pode favorecer a cineasta é o fato de muita gente ter questionado sua ausência na categoria de Melhor Direção. O voto em Greta pode ser também um voto de protesto/compensação. 

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Dor e Glória

Corre por fora: Nenhum

Promete ser uma das maiores barbadas da noite. Parasita foi um dos filmes do ano, recebeu seis indicações ao todo e está cotado até para prêmios maiores. Este aqui é aposta certa. Já venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o BAFTA. A única coisa que poderia tirar o prêmio do sul-coreano é se o eleitor da Academia quiser premiar Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, achando que Parasita ganhará outras coisas. Mas é difícil. Uma vitória de qualquer outro seria das maiores zebras da história da premiação.

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Deve ganhar: Klaus

Pode ganhar: Toy Story 4

Corre por fora: Link Perdido

Em um ano em que as principais animações foram continuações como Toy Story 4, Como Treinar o Seu Dragão 3 e Frozen 2 (que nem indicado foi), o prêmio da Academia deve privilegiar o novo. Vencedor do Annie Awards e do BAFTA, Klaus tem surgido como favorito nas últimas semanas. E tem tudo para levar. O quarto Toy Story, que levou o Critics’ Choice e o PGA Awards, e Link Perdido, vencedor do Globo de Ouro, correm por fora.

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Indústria Americana

Pode ganhar: For Sama

Corre por fora: Democracia em Vertigem, Honeyland e The Cave

A categoria mais em aberto no Oscar 2020. Todos os indicados possuem chance de premiação. O favoritismo está com Indústria Americana, pois é uma história mais conectada com os Estados Unidos, que trata de um tema super atual, conta com a força da Netflix na divulgação e ainda tem o apoio oficial do casal Barack Obama e Michelle Obama. E foi o único doc a concorrer no BAFTA, no Critics’ Choice e no PGA, embora não tenha levado nenhum deles. Não por acaso, o vencedor do BAFTA For Sama surge como principal ameaça. Mas não dá para descartar os demais. Honeyland foi tão bem recebido que também concorre na categoria Melhor Filme Internacional, enquanto que Democracia em Vertigem tem conquistado bastante espaço na mídia nos últimos tempos. Por último, The Cave trata de um tema urgente e atual, sobre médicas mulheres atuando na Síria, num ambiente marcado pelo sexismo.

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Deve ganhar: “(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman

Pode ganhar: “Stand Up”, Harriet

Corre por fora: “I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

Uma categoria bem incerta. Não pela forte disputa, mas por não termos músicas realmente marcantes. “(I’m Gonna) Love Me Again”, composta por Elton John para Rocketman, desponta como favorita após ganhar o Globo de Ouro e o Critics’ Choice. Mas não dá para descartar a vitória de “Stand Up”, canção de Harriet composta por Cynthia Erivo e Joshuah Brian Campbell. E é justamente o nome de Erivo que pode ajudar a canção. Ela também está concorrendo na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no filme. E mais que isso: é a única atriz negra em todas as categorias de atuação. Isso pode dar alguns votos de “compensação” para ela na categoria de Canção Original. Toy Story 4 aparece como zebra apenas pela força do nome do compositor Randy Newman.

 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve ganhar: Coringa

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Adoráveis Mulheres

Para desespero da pessoa que precisar ler o nome da compositora na premiação, Hildur Guðnadóttir tem tudo para levar a estatueta para casa pelo trabalho em Coringa. A compositora já levou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Em sua 15ª indicação (sem nenhuma vitória), Thomas Newman deve ficar no quase pelo trabalho em 1917. O trabalho de Alexandre Desplat em Adoráveis Mulheres também foi muito elogiado, mas é azarão.

 

MELHOR MONTAGEM

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Jojo Rabbit

São raras as vezes em que o favorito ao Oscar de Melhor Filme não está indicado ao prêmio de Montagem, mas há de se destacar que há uma peculiaridade neste ano, uma vez que 1917 por simular planos-sequências não reforça tanto o trabalho do montador. Sem o franco favorito das categorias técnicas, o prêmio pode acabar na mão de Parasita, montado por Jinmo Yang. O filme sul-coreano foi o vencedor do prêmio do Sindicato dos Montadores (ACE) na categoria Drama. Os trabalhos de Andrew Buckland e Michael McCusker em Ford vs. Ferrari, vencedor do BAFTA na categoria, e de Tom Eagles em Jojo Rabbit, que levou o prêmio do sindicato dentre as comédias, também são apostas para a estatueta. 

 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Uma das maiores barbadas do Oscar 2020. Se Roger Deakins sair da noite sem uma estatueta será uma zebra gigantesca. 1917 chama atenção justamente por sua fotografia. O trabalho em plano-sequência é fabuloso e marcante. Muito dificilmente não será premiado. Lembrando que Deakins recebeu sua 15ª indicação ao Oscar em 2020. Ele tem uma única estatueta, pelo trabalho em Blade Runner 2049. Ele já levou o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Rodrigo Prieto (O Irlandês) e Robert Richardson (Era uma Vez em Hollywood) são apostas para quem quiser ganhar o bolão sozinho.

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve ganhar: Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Parasita

Muito dificilmente o trabalho de Barbara Ling e Nancy Haigh em Era uma Vez em Hollywood é realmente impressionante e franco favorito ao Oscar. O filme de Quentin Tarantino conta com uma reconstituição da Los Angeles do final dos anos 90, com grandes méritos da direção de arte e do design de produção. O longa venceu o prêmio do sindicato na categoria filme de época e o Critics’ Choice. 1917, com Dennis Gassner e Lee Sandales, também aparece forte na categoria, tendo conquistado o BAFTA. Corre muito por fora o trabalho de Ha-jun Lee e Won-woo Cho, em Parasita, que levou o prêmio do sindicato na categoria filme contemporâneo. 

 

MELHOR FIGURINO

Deve ganhar: Adoráveis Mulheres

Pode ganhar: Jojo Rabbit

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Entra ano, sai ano e os votantes da Academia seguem privilegiando figurinos de época nesta categoria. E em 2020, o resultado não deve ser diferente. Vencedor do BAFTA, o figurino criado por Jacqueline Durran para Adoráveis Mulheres chega como principal favorito na categoria. Mas também não dá para ignorar os trabalhos de Mayes C. Rubeo (Jojo Rabbit) e Arianne Phillips (Era uma Vez em Hollywood).

 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve ganhar: O Escândalo

Pode ganhar: Coringa

Corre por fora: 1917

O prêmio de Maquiagem e Penteado deve ser o Oscar de consolação para O Escândalo, filme que chegou com menos força do que o esperado na temporada. Mas aqui parece bem improvável que não seja premiado. O longa já recebeu o Critics’ Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato em três das cinco categorias (efeitos especiais de maquiagem, penteado contemporâneo e maquiagem contemporânea). Premiado pelo sindicato na categoria maquiagem de época, Coringa surge como zebra.

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve ganhar: Ford vs. Ferrari

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Coringa

Não é incomum ver gente se referindo às categorias de som como sendo a mesma coisa. E isso acontece inclusive dentre membros da Academia, que deveriam entender que são coisas bem distintas. Geralmente, um mesmo filme ganhar as duas categorias, mas uma disputa muito próxima entre os principais favoritos pode bagunçar um pouco. A força de 1917 deve render boa parte das vitórias nas categorias técnicas, mas aqui é a principal chance de Ford vs. Ferrari fazer um barulho (som trocadilhos). O trabalho de edição de som do longa sobre automobilismo é fantástico, seja no que diz respeito aos efeitos sonoros e folley.

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM 

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Coringa

Vencedor do BAFTA na categoria, 1917 chega um pouco mais forte na disputa. Mas, aqui, também não dá para descartar Ford vs. Ferrari, premiado pelo sindicato. 

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve ganhar: O Rei Leão

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Vingadores: Ultimato

A categoria de efeitos especiais traz a disputa entre Marvel e Martin Scorsese. E tanto Vingadores: Ultimato quanto O Irlandês possuem chances de estatueta. Mas quem parece chegar como favorito é O Rei Leão. Apesar de ser um fracasso de crítica e decepcionar muita gente, o filme é um deslumbre visual. O trabalho de efeitos do filme é tão impressionante que chegou a ser chamado de live-action por muita gente, mesmo não contando com um ator ou gravação em cenário.

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve ganhar: Brotherhood

Pode ganhar: The Neighbors’ Window

Corre por fora: A Sister

Produzido na Tunísia, Brotherhood é o principal favorito na categoria de Melhor Curta. O filme de Meryam Joobeur tem feito uma bela carreira até aqui, tendo sido premiado no último Festival de Toronto. Há rumores até que pode ser transformado/adaptado em um longa-metragem no futuro. The Neighbors’ Window, do diretor indicado ao Oscar Marshall Curry, também tem chances.

 

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO 

Deve ganhar: Hair Love

Pode ganhar: Kitbull

Corre por fora: Sister

Geralmente, pouca gente dá atenção às categorias de curtas, mas temos ótimos filmes no Oscar 2020. E provavelmente teremos uma disputa entre Sony Animation e Pixar. A primeira é responsável por Hair Love, de Matthew Cherry, que conta a bela história de um homem negro que tenta ajudar a jovem filha a pentear o cabelo. É delicado e incrível. E prepare-se: você vai chorar. Já o segundo é Kitbull, de Rosana Sullivan, divertida e sensível animação sobre o encontro de um gatinho de rua com um pitbull abusado pelo dono. O curta chinês Sister, de Siqi Song, corre por fora.

 

MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

Pode ganhar: Life Overtakes Me

Corre por fora: St. Louis Superman

Vencedor do BAFTA e exibido no Festival de Tribeca, Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl) é o principal favorito na categoria de curta documental. Dirigido por Carol Dysinger, o doc conta a história de jovens garotas que tentam aprender a ler, escrever e andar de skate em Cabul, no Afeganistão. A força da Netflix pode ajudar Life Overtakes Me, mas muito dificilmente o favorito não levará a estatueta para casa.

Cerimônia do Oscar 2020 NÃO terá apresentador principal

Segundo o THR, a cerimônia do Oscar 2020 permanecerá sem apresentador fixo.

A informação foi revelada por Karey Burke, chefe-executiva da ABC:

“Posso confirmar para vocês, ao lado da Academia, que não haverá apresentador principal neste ano. Estamos muito orgulhosos da nova identidade criativa do show e como ele foi bem recebido pelo público, então não iremos mexer nessa fórmula por enquanto”, Karey Burke, afirmou, fazendo menção ao aumento dos índices de espectadores na premiação deste ano.

A cerimônia de 2019 ano abarcou 29,6 milhões de espectadores mesmo com a inexistência de um host, representando um aumento de 12% em relação a 2018. As críticas também ganharam um impulso positivo, reconhecendo o dinamismo da apresentação. A decisão de tirar o apresentador ocorreu depois de controvérsias acerca do ator Kevin Hart, que estava cotado para comandar o show até tweets homofóbicos ganharem palanque nas redes sociais.

“O que estou aprendendo sobre o processo do Oscar é que ele é moldado baseado nos filmes que mais são abraçados pelo público, e isso começa a influenciar na composição criativa do tipo de programa que queremos criar. Então continuamos  a ter conversas sobre como evoluir o programa, mas por enquanto estamos muito felizes com os resultados”, ela acrescentou.

Os indicados serão anunciados em 13 de janeiro, e a cerimônia acontecerá em 9 de fevereiro.

Cachorro é resgatado no trailer emocionante de ‘Um Amor de Filhote’; Assista!

O longa ‘Um Amor de Filhote‘ (Belong to Us) ganhou trailer legendado.

Confira:

O longa foi dirigido por Patrick Rea.

Um bandido chamado Mercer está envolvido em uma briga ilegal de cães. Seu pastor alemão é mordido enquanto luta e consegue fugir. A jovem Paige Crowley encontra o cachorro remexendo no lixo e gosta dele, então, ela o leva para casa, mas o esconde de seu pai Travis. A família de Paige é pequena, mas todos têm problemas: o pai dela é um homem ausente e frustrado, que deposita no futuro de seu filho Decklin, estrela do esporte da escola, a esperança de conquistar algo que ele mesmo não conseguiu. Paige perdeu a mãe cedo, então sua avó, Hazel, faz o papel materno na casa. A chegada de Mercer traz nova alegria a todos, mesmo que alguns demorem para perceber isso.

Ryan O’Nan, Joseph Lee Anderson e Meagan Flynn estrelam a produção.

Indicados Oscar 2020 | Os Esnobados e as Surpresas

Em sua 92ª Edição, os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nomearam alguns dos filmes mais badalados da temporada e do ano passado. Produções que vem aparecendo consecutivamente em listas dos melhores, e em todo tipo de premiação prévia à grande noite do cinema mundial – sejam elas círculos de críticos americanos, premiações da imprensa mundial, prêmios da indústria, e por aí vai.

Mas como o mundo só com cartas marcadas seria muito sem graça, todo ano também nos surpreendemos com estas nomeações – seja de forma positiva ou negativa. De forma positiva, pela lembrança de alguns artistas que não vinham preenchendo a boca dos votantes previamente. E negativamente, pelo esquecimento de artistas ou filmes que vinham emplacando em todas e terminaram de fora justamente da maior delas, o prêmio mais almejado – afinal, todo o resto serve como treinamento para este momento.

Sem mais delongas, vamos comentar um pouco as nomeações, lembrando os esquecidos (ou esnobados) e festejando as surpresas. Vem conhecer.

Esnobados

Meu Nome é Dolemite

Essa é triste para o coração. Meu Nome é Dolemite marcou mais um retorno aos holofotes do grande Eddie Murphy – após dois outros ensaios de volta por cima (Dreamgirls, pelo qual foi indicado ao Oscar em 2007, e Mr. Church, pelo qual, assim como este Dolemite, muitos acreditavam em uma indicação). Sim, é triste ver uma produção deste nível ser ignorada por completo pelos votantes da Academia, que traz desempenhos marcantes de veteranos renovados como (o já citado) Murphy e Wesley Snipes.

Pior do que isso é notar que os membros perdem assim uma grande chance de representatividade – já que novamente o público vem acusando esta edição de uma retomada do infame Oscar So White: com nomeados predominantemente brancos na maioria das indicações. E não me venha dizer que não havia boas opções. Sim, Dolemite é a prova disso. Eddie Murphy como ator principal é a prova disso. Wesley Snipes como coadjuvante também.

Para não sermos totalmente injustos, a explicação pode estar associada à Netflix. O colosso vem abrindo cada vez mais espaço com os votantes e a assimilação é lenta, mas está acontecendo. Ano passado tivemos Roma. Este ano, temos O Irlandês, História de um Casamento, Dois Papas e sobrou até mesmo para a animação Klaus. Neste cabo de guerra, Dolemite foi a ponta mais fraca. Uma injustiça.

Jennifer Lopez

Outra grande injustiça foi a esnobada de Jennifer Lopez. A atriz latina desempenha seu melhor trabalho nas telas (talvez de todos os tempos) na pele da stripper má intencionada Ramona em As Golpistas. Lopez vinha recebendo elogios de gregos e troianos, aparecendo em premiações menores, até ser consagrada com uma indicação ao Globo de Ouro – o qual perdeu para Laura Dern (um monstro em cena em História de um Casamento).

Talvez a história se repetisse e Lopez, mesmo sendo indicada, não levasse o prêmio para casa – Dern está praticamente com a estatueta em mãos. Mas J-Lo deveria ao menos ter sido indicada – era o que todos esperavam. Em seu lugar surgiram as azaronas Scarlett Johansson (JoJo Rabbit) e Florence Pugh (Adoráveis Mulheres). Mas Kathy Bates (uma grande atriz) é quem sobra na categoria, e quem deveria ter dado lugar à latina.

Frozen II

Crise na casa do Mickey! O Mundo está louco? Frozen (2013) foi um verdadeiro fenômeno mundial, uma verdadeira febre, lançou a música chiclete Let it Go e de que quebra levou o Oscar de melhor animação. Era de se esperar que a tão aguardada sequência de Elsa, Anna e Olaf fizesse barulho parecido. Mas num ano não muito favorável para a Disney (onde O Rei Leão, outra de suas grandes apostas de 2019, desagradou mais do que agradou), Frozen II terminou amplamente esnobado pelo Oscar – recebendo apenas a indicação de canção original, e ficando de fora da categoria mais almejada: melhor animação.

Rocketman

A Academia adora biografias musicais, certo? Isso é bem verdade, é só dar uma olhada no ano passado, quando Bohemian Rhapsody (produção problemática), levou para casa os prêmios de edição de som, mixagem de som, edição e melhor ator, além da indicação de melhor filme. Justamente por isso, muitos não acreditavam que a Academia iria reprisar o ano anterior e encher Rocketman – biografia do grande Elton John – de indicações. Mesmo que o filme tenha recebido muitos elogios, gerado falatório de Oscar em seu lançamento e de forma geral ser concebido como uma obra melhor que seu primo um ano mais velho.

Porém, ao vermos o longa indicado ao Globo de Ouro, e a vitória de Taron Egerton (que vive o músico) na categoria de melhor ator no mesmo prêmio, os ânimos voltaram a crescer em relação à produção. Mostrando que o Oscar guarda sim as suas surpresas em relação às outras premiações, Rocketman ficou de fora desta 92ª edição, ou quase, já que foi lembrado apenas para canção original.

A Despedida

Uma das produções independentes mais elogiadas do ano passado, o drama A Despedida fala sobre uma família chinesa armando uma forma de todos seus membros conseguirem se despedir de uma idosa matriarca, sem que a mesma saiba que seus dias estão contados. Para isso, arquitetam um casamento falso. Com o orçamento de US$3 milhões, o filme arrecadou US$20 milhões ao redor do mundo e figurou no top 10 das maiores bilheterias em seu lançamento. Além disso, soma 98% de aprovação da imprensa especializada no agregador Rotten Tomatoes.

Até aí, tudo bem. A surpresa veio mesmo com a indicação do filme para melhor produção estrangeira no Globo de Ouro e a vitória de melhor atriz para Awkwafina, em seu primeiro papel dramático. O fato deixou os cinéfilos com uma ponta de esperança de que o longa pudesse emplacar no Oscar também. Mas a produção e seus envolvidos foram esnobados pelos votantes.

Christian Bale

Aqui temos um caso semelhante. Desde seu lançamento, Ford Vs. Ferrari vinha sendo uma das grandes apostas para o Oscar. E não deu outra. A obra terminou indicada para quatro prêmios da Academia, incluindo melhor filme. Além disso, já é o filme número 134 na opinião do grande público dentre os melhores de todos os tempos. Mas em um quesito Ford Vs. Ferrari não emplacou, e esse foi a indicação de melhor ator para o metódico Christian Bale. O ator foi lembrado para o Globo de Ouro e sua presença em um filme geralmente chama prêmios. No entanto, desta vez o astro problemático teve que ficar de fora.

Greta Gerwig

Além da acusação de falta de representatividade racial com uma nova edição do Oscar So White, Natalie Portman vai ter muito o que falar nesta edição, que novamente privilegiou somente diretores homens na categoria de melhor direção. Sim, tínhamos várias opções, desde Marielle Heller (Um Lindo Dia na Vizinhança) – ignorada ano passado também – até Kasi Lemmons (Harriet); mas a ausência mais sentida foi a de Greta Gerwig.

A diretora foi indicada por sua estreia em Lady Bird, e agora desempenha um trabalho ainda melhor, mais ambicioso e mais sofisticado com este Adoráveis Mulheres. No entanto, nada dos votantes reconhecerem seus esforços e a cineasta ficou de fora da grande festa.

Nós

Voltando a falar de representatividade – afinal, nunca podemos deixar de bater nesta tecla -, outro que ficou de fora foi o poderoso thriller Nós. Lançado no início do ano, imaginava-se que o longa faria o mesmo caminho do irmão Corra! (2017), que quebrou muitas barreiras no Oscar de dois anos atrás. O diretor Jordan Peele e alguns envolvidos saíram nomeados e Corra! viu sua trajetória terminar com nada menos que 4 indicações, incluindo melhor filme, diretor e ator, além da vitória por roteiro original. Nós, igualmente potente e relevante socialmente, terminou sem nada. E não apenas isso, a performance arrebatadora da protagonista, a musa Lupita Nyong’o, digna de todos os elogios, terminou totalmente esnobada.

Adam Sandler & Robert Pattinson

Ano passado, escrevi uma matéria revelando como este Oscar poderia ser um dos mais loucos da história, com possíveis indicações de gente como Adam Sandler, Eddie Murphy, Robert Pattinson e Jennifer Lopez. Optando pelo conservadorismo, a Academia resolveu não indicar nenhum deles. Isso não diminui a qualidade de suas atuações nos projetos pelos quais foram cogitados. Dentre eles estão esnobadas em Adam Sandler no elogiado Joias Brutas e Robert Pattinson por O Farol – ambos dois dos filmes mais enaltecidos pela imprensa nesta temporada.

Willem Dafoe

Ainda falando em O Farol, novo terror de Robert Eggers, diretor do fantástico A Bruxa (2015), por mais que Pattinson fosse promessa, a falta mais sentida de tal filme (que chegou a ser indicado na categoria de fotografia) foi a do veterano Willem Dafoe na categoria de coadjuvante.

Cats

Calma, calma. Brincadeiras à parte, como sabemos Cats é sim um dos filmes mais odiados de anos recentes. Esculhambado por crítica e público, a obra era mirada à temporada de premiação, mas depois de tanta negatividade jogada em sua direção, os envolvidos sequer o inscreveram como elegível para algum prêmio no Oscar. Apesar disso, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de melhor canção, mesmo evento que já indicou pérolas como O Turista (2010) e Burlesque (2010).

Surpresas

Dose Dupla de Scarlett Johansson

A revelação desta jovem atriz veio com Encontros e Desencontros (2003), mas dentre as indicações que o filme levou para casa, nada de uma para Scarlett Johansson. E assim seguiu por anos a fio. Até mesmo quando achávamos que havíamos encontrado uma forma de indicar Johansson por Ela (2013), a Academia decidiu que atuações onde apenas ouvimos a voz do ator, sem que ele apareça em tela, não são elegíveis ao Oscar. Durante toda a sua carreira, nada de indicações pra moça. Era hora disso ser corrigido. E o foi de uma forma exagerada. Será? O fato é, para quem nunca havia sido nomeada pela Academia, Scarlett Johnasson chega chutando a porta, com duas indicações logo de cara.

História de um Casamento era esperado dar à atriz sua primeira indicação – se isso não ocorresse é que seria estranho. Mas a surpresa ficou mesmo com sua indicação na categoria de coadjuvante, onde foi lembrada por JoJo Rabbit (uma das grandes surpresas desta edição, com 6 indicações – incluindo melhor filme). Uma curiosidade é que no Globo de Ouro, foi o pequeno Roman Griffin Davis, o protagonista, filho de Johansson no filme, quem foi lembrando nas indicações, sendo substituído pela colega de cena no Oscar.

Parasita

Que Parasita é um dos melhores filmes do ano todos nós já sabemos. O filme elogiadíssimo foi o estrangeiro mais rentável nos EUA no ano passado e continua a arrancar admiração do público e especialistas, já sendo o filme de número 27 dentre os melhores de todos os tempos na opinião do grande público. Sua indicação para produção estrangeira era certa, assim como a vitória, muitos afirmam. Mas o que surpreendeu foi que o longa terminou com mais 5 indicações ao grande prêmio do cinema mundial, entre elas roteiro, direção e filme – fato conquistado por poucas produções internacionais ao longa da história do cinema.

Netflix

Como dito antes, o colosso Netflix vem sendo cada vez mais aceito por instituições consagradas e renomadas. É o caso com a Academia, que antes criava grande barreira com a empresa e seus filmes. A política mudou, e ano a ano a Netflix vem emplacado mais produções no Oscar. Em 2020, foram O Irlandês, Dois Papas (que muito bem poderia ter entrado para melhor filme também) e História de um Casamento. A surpresa aqui, porém, ficou a cargo de uma animação. Klaus, enaltecido por muitos especialistas como um dos melhores filmes do ano. Mostrando que todos estavam em sintonia, os votantes do Oscar resolveram indicar o longa entre as animações do ano – dando um chega pra lá no medalhão Frozen II. A falta sentida dentre as produções da Netflix foi mesmo Meu Nome é Dolemite.

Florence Pugh

Essa menina vai longe. Num ano muito promissor para sua carreira, a jovem britânica Florence Pugh, de 24 anos, apareceu em nada menos do que três produções de prestígio. Ela começou recebendo elogios e fazendo sucesso na biografia Lutando com a Família, produzida por Dwayne Johnson, ainda inédita no Brasil. Depois foi a vez de estrelar e carregar nas costas Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, de Ari Aster (diretor da obra-prima Hereditário). Fechando com chave de ouro, Pugh sequestra uma obra do nível de Adoráveis Mulheres, roubando todas as cenas em que aparece, não dando espaço sequer para suas companheiras de tela mais tarimbadas – como Emma Watson e Saoirse Ronan.

Não por menos, Pugh saiu, merecidamente, com sua primeira indicação ao Oscar à tira colo, e tem chances de levar a estatueta. Em 2020, ela estará ao lado de sua concorrente na categoria, Scarlett Johnasson, na superprodução da Marvel, Viúva Negra.

Democracia em Vertigem

O Brasil não entrou no Oscar na categoria tão almejada das produções estrangeiras, onde concorria com o excelente A Vida Invisível. Ficamos devastados. Mas podemos ser redimidos este ano na categoria documentário. A ótima cineasta Petra Costa emplaca com Democracia em Vertigem, sua parceria com a Netflix, na disputa pela estatueta dourada. O longa relata o atual cenário político brasileiro, desde impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Malévola – Dona do Mal

Amado e odiado em medidas iguais, o segundo Malévola surpreendeu com uma indicação ao Oscar. O filme foi lembrado na categoria de maquiagem. Se ganhar, terá a mesma honraria de Esquadrão Suicida (2016) – um filme de entretenimento igualmente divisor de opiniões. E se não ganhar, ao menos pode se gabar de ter uma indicação no currículo.

‘Os Eternos’: Possível novo logo do filme é vazado; Confira!

Um possível novo logo para Os Eternos, novo filme da Marvel, foi vazado. A arte, uma variação do logo original, foi registrada no uniforme da equipe do longa.

Confira:

Nos quadrinhos publicados em 1976, ‘Os Eternos‘ são uma raça de humanos superiores criados pelos Celestiais durante sua visita ao planeta Terra. No entanto, a criação dos Celestiais também deu origem aos Deviantes, demônios que se opõem aos Eternos na tentativa de tomar seu lugar como os herdeiros dos Celestiais.

Dirigido por Chloé Zhao,Os Eternos‘ chega aos cinemas em 2020.

O elenco conta com Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajax), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Don Lee (Gilgamesh), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

A trama segue os Eternos, seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

Vin Diesel revela quem gostaria de trazer para a saga ‘Velozes e Furiosos’

Depois de conseguir chamar a aclamada atriz Helen Mirren para participar da saga Velozes e Furiosos como Magdalene Shaw, mãe de Deckard Shaw (Jason Statham), o produtor e protagonista Vin Diesel revelou que próximo grande nome da indústria performática gostaria de trazer para a franquia.

“Essa é uma ótima questão. Ahn, Judi Dench“, ele disse em entrevista ao MTV International. “Acho que ela seria incrível”.

Lembrando que o longa estreia em 20 de maio de 2020.

Dirigido por Justin Lin, o filme será estrelado por Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris, Helen Mirren, Charlize Theron, John Cena, Finn Cole, Anna Sawai, Vinnie Bennett e Michael Rooker.

‘Venom 2’: Sequência ganha título de produção oficial

As filmagens de Venom 2’ já começaram, mas a sequência do longa-metragem de 2018 já completou parte de sua produção. Tom Hardy, que reprisa seu papel como Eddie Brock, postou em seu Instagram oficial uma imagem indicando que as gravações em Londres já foram finalizadas.

Além disso, a foto também revela o título de produção: ‘Fillmore’.

Confira:

That’s a wrap from r/MarvelStudiosSpoilers

O jornalista Daniel Richtman falou há várias semanas que Tom Holland estaria em negociações para participar do projeto. Dessa forma, um repórter do Discussing Films entrou em contato com a Sony Pictures para falar sobre o assunto, e os representantes do estúdio disseram que “não há comentários sobre isso, por enquanto.”

“Apenas uma pequena atualização sobre as notícias de que Tom Holland estaria em Venom 2’. Antes do feriado, perguntamos aos representantes da Sony se eles tinham algo a dizer sobre o assunto e nos disseram apenas que não há comentários, por enquanto.”

Apesar das críticas negativas, ‘Venom‘ teve um ótimo retorno nas bilheterias, arrecadando mais de US$ 845,5 milhões pelo mundo, o que garantiu a sequência.

Previsto para 2021, Venom 2’ trará de volta HardyMichelle Williams como Eddie Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris está em negociações para viver a vilã Shriek.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

Andy Serkis dirige a sequência.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

‘Bad Boys para Sempre’ ultrapassa US$ 300 milhões mundialmente

A sequência ‘Bad Boys Para Sempre‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais, consolidando-se como a maior bilheteria da FRANQUIA.

Nos EUA, o longa acumula US$ 166.3 milhões. No mercado internacional, são US$ 170 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 336.3 milhões mundialmente.

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

A dupla Adi El Arbi e Bilall Fallah é responsável pela direção.

A trama é focada na polícia de Miami e no grupo de elite AMMO em sua tentativa de derrubar Armando Armas, chefe de um cartel de drogas. Armando é um assassino de sangue frio com uma natureza cruel e provocadora. Ele está comprometido com o trabalho do cartel e é enviado por sua mãe para matar Mike (Smith).

Will Smith e Martin Lawrence retornam. Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig, Charles Melton, Jacob Scipio e Paola Nuñez completam o elenco.

Apesar das boas críticas, ‘Aves de Rapina’ DECEPCIONA nas bilheterias

Apesar da boa recepção dos críticos, ‘Aves de Rapina‘ teve uma estreia decepcionante nos EUA, bem abaixo das projeções (que indicavam algo em torno de US$ 50-55 milhões), com apenas US$ 33.2 milhões.

O resultado ficou abaixo até mesmo das expectativas modestas do estúdio, que esperava que o longa fechasse com US$ 45 milhões no país.

Internacionalmente, o filme arrecadou US$ 48 milhões através de 78 mercados (incluindo o Brasil, com US$ 2.8 milhões), totalizando uma estreia global de US$ 81.2 milhões.

Felizmente, o orçamento da produção foi de medianos US$ 85 milhões, o que deve ajudar no sucesso do filme a longo prazo. No entanto, vale destacar que esse é um começo extremamente decepcionante e pode colocar em risco o futuro desses personagens e universo.

Vale lembrar que ‘Aves de Rapina‘ já está em exibição nos cinemas nacionais.

Já ouviu falar daquela sobre o policial, o passarinho, a psicótica e a princesa da máfia? Aves de Rapina é um conto deturpado contado pela própria Harley Quinn, e da única forma como Harley consegue contá-la. Quando o vilão mais narcisista e nefasto de Gotham City, Roman Sionis, e sua zelosa mão-direita, Zsasz, colocam o alvo em uma garota chamada Cass, a cidade vira de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Harley, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya colidem um com o outro e o time não tem escolha a não ser derrubar Roman de seu pedestal.

O elenco conta com Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Rosie Perez (Renee Montoya), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz).

 

Conheça a produção que levou o Brasil ao Oscar 2020!

Com uma narração em voz melodiosa diante dos mais inquietantes acontecimento durante duas horas de ‘Democracia em Vertigem’, Petra Costa consegue construir poesia sobre os últimos atormentados anos da política brasileira. Ao mesclar sua experiência de vida com os acontecimentos do país, a cineasta apresenta um documentário intimista, tal como uma voz amiga a contar-nos sobre fatos e suas percepções em um emaranhado de intrigas e manipulações.

Por conta da escolha de se colocar na história, o documentário de Petra soa avante às outras obras produzidas sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula, como ‘Excelentíssimos’ (2018) e ‘O Processo (2018). Dentro da história, a diretora, roteirista e produtora levanta o ponto de encontro do seu processo de construção: “Eu e a democracia brasileira temos quase a mesma idade” e completa “eu achava que em nossos 30 e poucos anos estaríamos pisando em terra firme”.

Esta ponte é soldada intensamente durante toda a narrativa. Desde momentos em que a diretora menciona ser de uma família privilegiada, uma vez que o seu avô é um dos fundadores da empreiteira Andrade Gutierrez  (envolvida no esquema de corrupção do Mensalão), assim como os seus pais tornaram-se refugiados políticos durantes os anos de ditadura militar, e o nome “Petra” lhe foi dado em homenagem a um amigo dos seus progenitores, morto durante o período.

Com os pés em dois lados, a diretora consegue se inserir e mostrar sua esperança e idealização, atendo-se às suas crenças e temperanças, mas apresentando todos os contornos da história. Com o começo focado no dia da sentença de prisão proferida contra Lula, ‘Democracia em Vertigem’ segue a trajetória do homem que conseguiu mudar e mobilizar multidões por meio de determinação e voz.

A partir de imagens de Lula as 33 anos, ainda como líder sindical, vemos o político nato fazer o seu discurso aos trabalhadores e acender a chama de uma transformação possível. Ao invés de rebelar-se contra o poder político, aquele homem decide fazer política e funda um partido – o PT – em 1980.

Deste ponto, Petra mostra as tentativas e fracassos de Lula ao longo dos anos até a sua vitória triunfante – a partir da sua mudança de discurso e as suas alianças políticas.

De maneira linear, o documentário segue os fatos que levaram o país da euforia pela vitória do “líder do povo” até a eleição do extremista e apoiador da tortura 16 anos depois. Todos os detalhes do desenvolvimento econômico brasileiro, alavancados com o programa social do Bolsa Família mais o descobrimento do Pré-Sal estão relatados de forma coerente e marcada pela sua repercussão futura.

Além da câmera sempre perto das figuras de Lula e Dilma, principalmente nos momentos mais pungentes dos últimos acontecimentos políticos, Petra da voz as pessoas nas ruas, aos membros do congresso e o atual presidente Jair Bolsonaro. De forma a conectar todos os pontos do jogo, ou melhor, do plano montado para mostrar como a democracia brasileira segue em corda bamba.

Embora o longa termine antes dos vazamentos das conversas do então Juiz Federal e atual Ministro da Defesa Sérgio Moro com o procurador Deltan Dallagnol, todos os fatos se conectam perfeitamente com a manipulação causada durante todo o processo do ano de 2017.

Por meio de uma sequência de capas de revistas nacionais e internacionais, a cineasta estabelece como o discurso midiático transformou a imagem de Dilma Rousseff perante a opinião pública e, consequentemente, corroborou com os planos do alto escalão. Tal como o Caso de Watergate, o documentário apresenta os grampos entre vários personagens envolvidos na Operação Lava-Jato, destacando as passagens mais sórdidas para que lembremos que o que ocorre atualmente é apenas produto do passado.

Com imagens de arquivo pessoal e depoimentos inéditos, ‘Democracia em Vertigem’ atém-se a questionar como o nosso regime democrático está debilitado. A inversão da voz suave de Pedra Costa e suas imagens do Palácio do Planalto vazio na escuridão permite à obra transmitir a sensação de leveza apesar de mostrar totalmente o oposto diante da conjuntura dos fatos apresentados.

Como o desfazer de um conto de fadas, se um por lado pessoas agradecem ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva pelas oportunidades alcançadas, por outro o som dessa vozes é silenciado pelos barulhos da bater de panelas e gritos enraivecidos de “Fora PT”. Ao ponto que Petra reflete que talvez a democracia brasileira tenha sido “um sonho efêmero” e analisa as imagens da posse da Dilma Rousseff em 2011, ao lado de Michel Temer, como uma detalhada aula de semiótica.

Ao explorar os meandros futuros àquela cena, ela sentencia: “esta não é apenas uma história de traição”, com sua sofisticada e tenaz dicção, e termina “esta é uma história de como a própria democracia desmoronou”. Para além da capacidade de Petra em se apropriar da história, vide seus vibrantes trabalhos anterior ‘Elena (2012) e ‘Olmo e a Gaivota (2015) – seguindo a escola de Agnés Varda (‘Visages Villages) -, ela apresenta uma obra-prima delicada e envolvente sobre o difícil panorama brasileiro.

Com o poder dos discursos de Lula permeando todo arcabouço da produção, as intervenções da autora resplandece como uma rubrica de autenticidade de como essa obra se inscreve na história. Como Lula pronuncia a milhares de rostos esperançosos: “a oposição pode matar 100 rosas, mas ela não vai impedir a primavera de chegar”. O maniqueísmo não tem vez em ‘Democracia em Vertigem’, a obra se posiciona e entrega ao público um discurso bucólico sobre o Brasil que fomos e aquele que poderemos ver surgir depois das cinzas.

O filme foi indicado ao Oscar 2020 de Melhor Documentário, cuja premiação ocorre no dia 09 de fevereiro.

“A história do golpe de 2016 ganha o mundo”, diz Dilma Rouseff sobre indicação ao Oscar de ‘Democracia em Vertigem’

Através de um pronunciamento, a ex-presidente Dilma Rouseff falou sobre a indicação de ‘Democracia em Vertigem’ ao Oscar de Melhor Documentário na 92ª cerimônia da premiação.

“A história do golpe de 2016, que me tirou da presidência da República por meio de um impeachment fraudulento, ganha o mundo pelas lentes de Petra Costa.”, disse ela, segundo o Carta Capital. “O filme mostra o meu afastamento do poder e como a mídia venal, a elite política e econômica brasileira atentaram contra a democracia no país, resultando na ascensão de um candidato da extrema direita em 2018.”

Para quem não assistiu, o documentário explica o processo de impeachment de Dilma e relembra importantes momentos da do cenário político que levaram à atual situação do país, como os protestos de 2013, a prisão de Lula, e a criação da operação Lava Jato.

Além disso, a produção apresenta a brusca transição de poder a partir da queda da esquerda e a ascensão da extrema direita durante as eleições trouxeram Jair Bolsonaro à presidência.

Ao final do comunicado, Dilma comemora e elogia a diretora pela indicação.

“Parabéns à Petra e à equipe do filme pela indicação ao Oscar. A verdade não está enterrada. A história segue implacável contra os golpistas.”

A 92ª cerimônia do Oscar acontece 09 de fevereiro, em Los Angeles.

Confira abaixo os indicados:

Melhor Filme
O Irlandês
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita
História de um Casamento
1917
Coringa
Ford vs Ferrari
Jojo Rabbit

Melhor Diretor
Bong Joon-Ho – Parasita
Martin Scorsese – O Irlandês
Sam Mendes – 1917
Todd PhillipsCoringa
Quentin Tarantino – Era Uma Vez em… Hollywood

Melhor Ator
Antonio Banderas – Dor e Glória
Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez em… Hollywood
Adam Driver – História de um Casamento
Joaquin PhoenixCoringa
Jonathan Pryce – Dois Papas

Melhor Atriz
Saoirse Ronan – Adoráveis Mulheres
Charlize Theron – O Escândalo
Scarlett Johansson – História de um Casamento
Renée Zellweger – Judy – Muito além do Arco-Íris
Cynthia Erivo – Harriet

Melhor Ator Coadjuvante
Brad Pitt – Era Uma Vez em… Hollywood
Joe Pesci – O Irlandês
Al Pacino – O Irlandês
Anthony Hopkins – Dois Papas
Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança

Melhor Atriz Coadjuvante
Kathy Bates – O Caso Richard Jewell
Laura Dern – História de um Casamento
Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
Florence Pugh – Adoráveis Mulheres
Margot Robbie – O Escândalo

Melhor Roteiro adaptado
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Dois Papas

Melhor Roteiro original
Entre Facas e Segredos
História de um Casamento
1917
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita

Melhor filme internacional
Corpus Christi (Polônia)
Honeyland (Macedônia do Norte)
Os Miseráveis (França)
Dor e Glória (Espanha)
Parasita (Coreia do Sul)

Melhor Animação
Como Treinar o Seu Dragão 3
Perdi Meu Corpo
Klaus
Link Perdido
Toy Story 4

Fotografia
1917
O Irlandês
O Farol
Coringa
Era Uma Vez em… Hollywood

Figurino
O Irlandês
Jojo Rabbit
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Coringa

Trilha Sonora Original
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de Um Casamento
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Efeitos Visuais
Vingadores: Ultimato
O Irlandês
O Rei Leão
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Documentário
Indústria Americana
The Cave
Democracia em Vertigem
Honeyland
For Sama

Montagem
Ford vs Ferrari
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Parasita

Melhor Canção Original
I Can’t Let You Throw Yourself Away – Toy Story 4
(I’m Gonna) Love Me Again – Rocketman
Into The Unknown – Frozen 2
I’m Standing With You – Superação – O Milagre da Fé
Stand Up – Harriet

Direção de arte
1917
O Irlandês
Jojo Rabbit
Parasita
Era Uma Vez em… Hollywood

Mixagem de Som
Ad Astra
Ford Vs Ferrari
Coringa
1917
Era Uma Vez em… Hollywood

Edição de som
1917
Coringa
Star Wars: A Ascensão Skywalker
Era Uma Vez em… Hollywood
Ford Vs Ferrari

Maquiagem e Penteado
Malévola: Dona do Mal
1917
O Escândalo
Coringa
Judy: Muito Além do Arco-Íris

Curta-Metragem
Brotherhood
Nefta Footbal Club
The Neighbors’ Window
Saria
A Sister

Animação em Curta-Metragem
Dcera (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable
Sister

Documentário de Curta-Metragem
In the Absence
Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)
Lifeovertakesme
St. Louis Superman
Walk Run Cha-Cha