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‘O Máskara’: Karen Gillan pode viver versão feminina do personagem em filme derivado

De acordo com o We Got This Covered, a Warner Bros está considerando a atriz Karen Gillan para o papel principal num filme derivado de O Máskara’.

A informação veio da mesma fonte que revelou a produção de um novo filme da franquia ‘Pânico’.

Até o momento, Gillan está entre os principais nomes na lista de desejos do estúdio, mas não está claro se ela já está em negociações para viver a personagem.

Também foi dito que a Warner Bros quer reviver a franquia e construir um universo compartilhado, trazendo Jim Carrey para um novo filme, que será conectado ao spin-off.

Maiores detalhes sobre a trama não foram revelados, então não se sabe se o novo filme estrelado por Carrey será uma sequência da adaptação original ou se será uma história independente.

Por enquanto, Carrey, Gillan e a Warner Bros ainda não se pronunciaram sobre as informações, então considere como rumor.

Mesmo assim, vale lembrar que o criador do personagem, Mike Richardson, disse à Forbes que gostaria de um remake com uma protagonista feminina.

“Eu gostaria que o personagem tivesse uma ótima comédia física. Eu tenho alguém em mente, mas não falarei o nome dela. Vamos ter que fazer muito para convencer essa atriz em particular, mas nós veremos… Nunca se sabe o que acontecerá no futuro. Nós temos algumas ideias.”

Ele continuou, “Quero um filme focado em uma personagem lidando com o poder absoluto. Quando temos o poder absoluto, escolhemos com frequência um caminho mesquinho, que sobrepõe nossa natureza humana, usando esse poder para o bem.”

Lançado em 1994, o filme original faturou US$ 351 milhões nas bilheterias mundiais, a partir de um modesto orçamento de US$ 23 milhões.

A trama conta a história de Stanley Ipkiss, um cara decente que trabalha em um banco mas é socialmente desajeitado e sem muito sucesso com as mulheres. Quando encontra a estranha máscara de Loki, um deus escandinavo, ele se transforma em O Máskara, um ser com o rosto verde que possui a coragem para fazer as coisas mais arriscadas e divertidas que Stanley receia fazer, inclusive flertar com Tina Carlyle, a bela e sensual cantora que se apresenta no Coco Bongo, a discoteca do momento. O Máskara tem velocidade sobre-humana e um humor não-convencional e, enquanto isto, o gângster Dorian Tyrrell, que namora Tina, se esforça para destruir o Máskara e se apoderar da máscara para usar seus poderes para o mal.

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’: J.J. Abrams diz que fãs não precisam se preocupar com as refilmagens

Quando foi anunciado que a estreia de Star Wars: A Ascensão Skywalker’ seria adiada por conta de refilmagens, grande parte do público ficou preocupada, temendo um novo fracasso como ‘Solo: Uma História Star Wars’.

Mas, durante uma entrevista para o Collider, J.J. Abrams acalmou os fãs e garantiu que as refilmagens de ‘A Ascensão Skywalker’ não foram tão extensas quanto estão imaginando.

“Tivemos mais refilmagens e ajustes no roteiro do ‘Episódio VII’ do que em ‘A Ascensão Skywalker’. Na época, não sabíamos se Rey, Finn, e Poe funcionariam na trama, não sabíamos se os atores seriam capazes de realizar algo à altura de ‘Star Wars‘. Havia muitas coisas que não sabíamos. Agora sabemos quem e o que funciona, e todos fizeram o melhor trabalho que eu já vi alguém fazer…”

As alterações no roteiro da sequência também contribuíram para o atraso da estreia, mas Abrams está seguro de que o público vai adorar o desfecho da saga.

“O epílogo da nova trilogia é muito mais ambicioso e desafiador que o início dela. Vamos entregar algo que deixará o fandom emocionado, os fãs vão adorar.”

Lembrando que Star Wars: A Ascensão Skywalker’ estreia nos cinemas nacionais em 19 de dezembro.

Assista ao trailer:

O grandioso elenco conta com Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas SuotamoBillie LoudNaomi AckieRichard E. GrantKery Russell e os veteranos Mark Hamill e Billy Dee Williams.

Carrie Fisher também aparecerá como a General Leia Organa através do uso de imagens nunca antes divulgadas de ‘O Despertar da Força‘.

‘O Beco das Almas Perdidas’: Holt McCallany entra para o elenco do suspense

De acordo com o Deadline, Holt McCallany (‘Mindhunter‘) entrou para o elenco da adaptação ‘O Beco das Almas Perdidas‘ (Nightmare Alley), suspense dirigido por Guillermo del Toro.

O ator vai interpretar Anderson, um cara durão que tem mais segredos do que aparenta.

O elenco ainda conta com Bradley CooperToni ColletteCate Blanchett, Willem Dafoe, David Strathairn e Rooney Mara.

Além de produzir, del Toro também coescreve o roteiro ao lado de Kim Morgan.

Assim como o original, o novo longa também será baseado no livro escrito por William Lindsay Gresham.

A primeira adaptação foi lançada em 1947, e dirigida por Edmund Goulding. O clássico noir conta a história de um jovem ambicioso que começa a se relacionar com uma psiquiatra ainda mais corrupta do que ele. Os dois se dão bem destruindo a vida das pessoas, mas logo começam uma manipulação entre eles.

‘A Ilha da Fantasia’: Terror da Blumhouse ganha novo cartaz sensacional; Confira!

O terror ‘A Ilha da Fantasia‘, novo filme da Blumhouse com a atriz Lucy Hale (‘Pretty Little Liars‘), ganhou um novo cartaz.

Confira:

A estreia está marcada para o dia 14 de fevereiro de 2020.

O enigmático Sr. Roarke (interpretado por Michael Peña) realiza os sonhos secretos de seus sortudos convidados em um luxuoso e remoto resort tropical. Mas quando as fantasias se transformam em pesadelos, os convidados precisam resolver o mistério da ilha para escapar com vida.

O elenco ainda conta com Michael Rooker, Michael Peña, Charlotte McKinneyParisa Fitz-Henley, Austin Stowell e Jimmy O. Yang.

Jeff Wadlow é o responsável pela direção, roteirizando ao lado de Chris Roach e Jillian Jacobs. Todos colaboraram anteriormente com a Blumhouse no terror ‘Verdade ou Desafio‘.

O longa é baseado na série clássica ‘Ilha da Fantasia‘, exibida pela ABC de 1977 até 1984. A trama é similar à série, com a exceção de que alguém está matando os convidados na ilha.

‘Hunters’: Al Pacino caça nazistas no trailer da nova série da Amazon; Assista!

A Amazon divulgou o primeiro trailer da série ‘Hunters‘, estrelada por Al Pacino.

Confira:

Criada por David Weil, a série tem produção executiva de Jordan Peele (‘Corra!‘ e ‘Nós‘).

A trama segue um grupo diversificado de caçadores de nazistas em 1977, na cidade de Nova York. Os Caçadores, como são conhecidos, descobriram que centenas de oficiais nazistas de alto escalão estão vivendo entre nós e conspirando para criar um Quarto Reich nos EUA. A equipe eclética dos Caçadores partirá em uma sangrenta busca para levar os nazistas à justiça e frustrar seus novos planos genocidas.

A primeira temporada irá estrear somente em 2020.

‘Game of Thrones’: Emilia Clarke diz que foi pressionada a gravar cenas de nudez

Game of Thrones‘ já chegou ao fim, mas ficará marcada na mente dos fãs durante um bom tempo por conta de suas batalhas, dramas, atuações, premiações, e também pelas cenas de nudez.

Grande partes dessas cenas foi protagonizada por Emilia Clarke, intérprete de Daenerys Targaryen, que revelou ao TV Web que foi pressionada a ficar nua no set, mesmo quando não era necessário.

“Eu já tive um monte de brigas no set antes de dizer: ‘Não, não vou tirar minhas roupas’, e eles insistiam: ‘Você não quer decepcionar os fãs de ‘Game of Thrones‘, não é? Então eu perdia a paciência e xingava todo mundo.”

Apesar disso, Clarke disse que aceitou ficar nua nas cenas que tinham um contexto aceitável, como numa cena da 6ª temporada, quando a personagem queima a cabana dos Khals e sai ilesa das chamas.

“Eu estava no controle dessa cena. Eles me pediram para fazer isso, e quer saber? Eu estava no controle.”

Lembrando que o universo de ‘Game of Thrones vai continuar através de House of the Dragon, série baseada no romance Fogo & Sangue, também assinado pelo criador da franquia original George R.R. Martin.

A história se passa trezentos anos antes dos eventos da série principal e gira em torno da Casa Targaryen.

Confira o anúncio oficial da HBO:

Miguel Sapochnik comandará o episódio piloto e alguns capítulos adicionais. Ele não é estranho à saga Game of Thrones, visto que já dirigiu episódios como ‘Battle of the Bastards’ e ‘The Long Night’.

Ryan Condal (Colony) e Sapochnik serão co-showrunners da produção. Condal assina o roteiro.

Confira a sinopse oficial do livro:

Séculos antes dos eventos de A guerra dos tronos, a Casa Targaryen – única família de senhores dos dragões a sobreviver à Destruição de Valíria – tomou residência em Pedra do Dragão. A história de Fogo & Sangue começa com o lendário Aegon, o Conquistador, criador do Trono de Ferro, e segue narrando as gerações de Targaryen que lutaram para manter o assento, até a guerra civil que quase destruiu sua dinastia.

O que realmente aconteceu durante a Dança dos Dragões? Por que era tão perigoso visitar Valíria depois da Destruição? Quais foram os piores crimes de Maegor, o Cruel? Essas são algumas das questões respondidas neste livro essencial, relatadas por um sábio meistre da Cidadela.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

 

‘Arqueiro Verde e as Canários’: Manu Bennett deve reprisar seu papel como Slade Wilson no spin-off

De acordo com o We Got This Covered, Manu Bennett estará voltando ao ‘Arrowverse‘ em ‘Arqueiro Verde e as Canários’ como Slade Wilson.

A informação veio da mesma fonte que confirmou a produção da série derivada em março, antes de sua confirmação.

Até o momento, não se sabe se Bennett fará uma participação especial ou se terá um papel recorrente na trama, que terá foco na luta de Mia Smoak (Katherine McNamara) contra a gangue de assassinos liderada por Grant Wilson (Jamie Andrew Cutler), filho de Slade.

Slade não é visto desde a 6ª temporada de Arrow‘, mas considerando a influência de sua imagem na trama do spin-off, é de se esperar que o personagem tenha uma grande importância nos próximos eventos.

Mais informações devem ser reveladas no penúltimo episódio da 8ª temporada de ‘Arrow‘, que irá servir como piloto de ‘Arqueiro Verde e as Canários‘.

Até lá, vale lembrar que a 8ª temporada de ‘Arrow‘ já está em exibição na CW. A emissora divulgou que produção será encerrada no dia 28 de janeiro, com um episódio duplo.

Baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série deu origem ao Arrowverse da CW.

A trama segue Oliver Queen, um playboy bilionário de Starling City, que passa cinco anos naufragado em uma ilha misteriosa. Após seu retorno à Starling City, ele se reencontra com sua mãe, Moira Queen, sua irmã, Thea Queen, e seu melhor amigo, Tommy Merlyn. A série centra-se em Oliver reacendendo seus relacionamentos, passando as noites caçando, e, às vezes, matando criminosos como um vigilante encapuzado. Ele descobre uma conspiração para destruir os Glades, um bairro mais pobre da cidade que se tornou sobreposta com a criminalidade. John Diggle e Felicity Smoak ajudam Oliver em sua jornada. Oliver também se reconecta com a ex-namorada, Laurel Lance, que ainda está irritada com seu envolvimento na morte presumida de sua irmã. A série também apresenta flashbacks de Oliver no período em que esteve na ilha, e mostra como ela o mudou.

O elenco conta com Stephen Amell, David Ramsey, Emily Bett Richards, Katie Cassidy, Paul Blackthorne, Willa Holland e Echo Kellym.

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’ ganha novo comercial de TV com cenas inéditas; Confira!

Star Wars: A Ascensão Skywalker‘ chega aos cinemas em 19 de dezembro e a Disney divulgou um novo comercial de TV com cenas inéditas, incluindo Rey se deparando com o capacete de Darth Vader, além de novos takes das batalhas entre a Resitência e a Primeira Ordem.

Confira:

Assista ao trailer:

O grandioso elenco conta com Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas SuotamoBillie LoudNaomi AckieRichard E. GrantKery Russell e os veteranos Mark Hamill e Billy Dee Williams.

Carrie Fisher também aparecerá como a General Leia Organa através do uso de imagens nunca antes divulgadas de ‘O Despertar da Força‘.

Crítica | A Grande Mentira – Suspense se salva pelas atuações de Helen Mirren e Ian McKellen

Os primeiros materiais de divulgação de A Grande Mentira começaram a sair na apresentação da Warner Bros na CinemaCon lá em Abril, onde a atriz Hellen Mirren afirmava que o filme tinha um final bastante imprevisível. E a veterana não estava errada, mesmo que com sua frase fique clara a intensão de vender o longa para os exibidores.

Intenso e liderado por dois ótimos atores, A Grande Mentira segura a atenção do espectador com um mar de intrigas e reviravoltas que surpreendem. Mas nem tudo são flores no filme… a construção da trama e da história esbarra em questões que soam quase impossíveis de acontecer, são muitas coincidências e “E se…” para dar certo, mas Mirren e o parceiro Ian McKellen fazem tudo com uma enorme naturalidade, delicadeza e pompa que seus nomes significam hoje em Hollywood. Os dois pulsam um magnetismo que é difícil encontrar em outras produções, mas, talvez só isso não seja o bastante.

Foto: Warner Bros Pictures

Em A Grande Mentira, não é mentira que a dupla acaba por ser o grande chamariz para se assistir ao drama, pois fica claro que qualquer outra dupla de atores provavelmente não funcionaria.

Assim, é fundamental a experiência e o talento de Mirren e McKellen para fazer o longa deslanchar, onde a dupla ajuda a compor esse mistério que nos deixa intrigados para ser resolvido. Em A Grande Mentira é preciso atenção aos pequenos detalhes apresentados ao longo da história para pintar esse grande quadro que o filme quer mostrar.

Assim, logo de cara, na primeira cena vemos que Roy Courtnay (McKellen, incrível) e Betty McLeish (Mirren, excelente e parecendo que se divertiu em cena) irão jogar um jogo de xadrez perigoso. A Grande Mentira então mostra aos poucos como Roy entra na vida de Betty, uma viúva que vive no subúrbio de Londres com o neto.

O que poderia ser uma história de amor na terceira idade, se mostra muito mais que isso, Roy aplica golpes dos mais diversos tipos, seja fraudes, extorsões, ou mesmo pequenas mentiras sobre onde viveu, conseguiu sua cicatriz no pescoço, e até seu verdadeiro nome.

Foto: Warner Bros Pictures

Na medida que somos apresentados a atribulada vida que Roy leva, vemos a construção do golpe que o simpático senhor quer aplicar na recém-conhecida senhora, onde ele precisa conquistar também o neto Stephen (Russell Tovey), que suspeita das intenções do novo amigo de sua avó. A Grande Mentira, como falamos, se apoia em certas decisões no roteiro de Jeffrey Hatcher, baseado no livro Nicholas Searle, para facilitar que momentos e situações deem certo para os personagens, e que, claro, fazem a trama se desenvolver.

Assim, temos decisões tomadas pelos personagens que soam difíceis de serem compradas… seja pelo castelo de cartas que a trama constrói e destrói ao longo do filme, ou pela simplicidade com que as coisas acontecem, mesmo com um propósito que fica claro apenas no seu final grandioso e cheio de reviravoltas quase inacreditáveis. Por mais intrigantes que sejam e que segurem nossa expectativa até o fim, A Grande Mentira acaba por se embolar na sua própria rede de mentiras, segredos, e traições. Mesmo com boas reviravoltas no fim, o caminho só é suavizado pela dupla principal que faz um show à parte.

A Grande Mentira chega dia 21 de novembro nos cinemas nacionais.

‘Valhalla’: Sequência de ‘Vikings’ será lançada pela Netflix

Vikings chega ao seu fim ainda este ano, mas isso não quer dizer que o History Channel tenha terminado de contar as histórias nórdicas de seus heróis escandinavos.

Recentemente, foi confirmado que a série ganhará uma sequência intitulada Valhalla e que se passará cem anos após os eventos originais. Segundo o The Hollywood Reporter, a produção irá contar a história “dos vikings mais famosos de todos os tempos – Leif Erikson, Freydis, Harald Harada e o Rei William, da Normandia. Esses homens e mulheres irão abrir novos caminhos enquanto lutam para sobreviver na Europa”.

Netflix ficará responsável por transmitir a continuação seriada, que ainda não tem previsão de estreia.

Enquanto isso, a 6ª e última temporada do show original será lançada em 04 de dezembro de 2019.

Confira o trailer:

Segundo o Deadline, os 20 episódios da nova temporada irão concluir a história da série. Entretanto, o criador Michael Hirst já está planejando uma série derivada.

A épica série segue navegadores nórdicos explorando e conquistando novos territórios na Era Medieval. Ragnar Lothrok (‘The Beast’) é o protagonista. Gabriel Byrne (‘In Treatment’) faz Earl Haraldson, o poderoso antagonista da série. Jessalyn Gilsig (‘Glee’), Gustaf Skarsgård (‘Expedição Kon Tiki’), Clive Standen (‘Camelot’, ‘Robin Hood’) e Katheryn Winnick (‘Almas à Venda’) completam o elenco principal.

Michael Hirst e Morgan O’Sullivan, os criadores de ‘The Tudors’ e ‘Camelot’, são responsáveis pela série.

No Brasil, ‘Vikings’ é exibida pelo canal pago Fox Premium.

‘Liga da Justiça’: Henry Cavill tem um ótimo motivo para não apoiar o Snyder Cut

Apesar de nomes com Gal GadotBen Affleck terem se posicionado a favor do corte de Zack Snyder para ‘Liga da Justiça’Henry Cavill não manifestou nenhum apoio ao lançamento da nova versão do filme – e o motivo pode ter sido revelado.

Segundo o ScreenRant, o ator não seguiu os passos de seus colegas devido a conselhos de sua agente, Dany Garcia. Trabalhando com Cavill desde 2016, Garcia vem tentando fechar contrato para que ele reprise seu papel como Superman na sequência de Adão Negro, estrelada por Dwayne Johnson. Dessa forma, o melhor jeito é fazer com que o astro não se manifeste tão veementemente quanto Gadot e Affleck, por exemplo.

Em uma recente entrevista ao Men’s Health, Cavill comentou um pouco sobre ‘Liga da Justiça’ e falou sobre o que achou da narrativa:

‘Homem de Aço’ foi um ótimo ponto de partida e acho que eu não mudaria nada. ‘Batman vs Superman’ foi mais um filme do Batman que do Superman, e a pegada sombria funcionou para o Homem-Morcego. Mas ‘Liga da Justiça‘ não saiu como eu esperava.”

Mesmo assim, o ator revelou que faz questão de voltar a viver o herói para fazer jus à sua imagem.

“Não vou me calar enquanto as pessoas ficam comentando. Eu não desisti do papel e ainda tenho muito pela frente como Superman, há um monte de histórias que quero contar e me aprofundar… Eu quero mostrar com louvor as histórias em quadrinhos. Isso é muito importante para mim. Há muita justiça a ser feita pelo Superman. O que eu posso dizer? Aguardem e vejam.”

Lembrando que Cavill também é o protagonista de ‘The Wicther’, nova série da Netflix que estreia em 20 de dezembro.

Criada por Lauren Hissrich, a série é baseada em uma saga literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski.

Geralt de Rivia, um solitário caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas muitas vezes se mostram mais perversas que as bestas. Mas quando o destino o leva a uma feiticeira poderosa e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três precisam aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

O elenco ainda conta com Millie Brady, Freya Allan, Anna Shaffer, Jodhi May, Anya Chalotra e Björn Hlynur Haraldsoon.

‘Klaus’: Elenco revela quais são seus filmes de Natal preferidos! [EXCLUSIVO]

O jornalista Miguel Morales entrevistou os dubladores da animação natalina ‘Klaus‘, que já está disponível no catálogo da Netflix.

Rodrigo Santoro, Daniel Boaventura e Fernanda Vasconcellos falam sobre os desafios da dublagem, e nos contam quais são seus filmes de Natal preferidos.

Confira:

A produção é dirigida por Sergio Pablos, um dos criadores de ‘Meu Malvado Favorito‘.

Jesper (Rodrigo Santoro), o pior aluno da Academia de Carteiros, é enviado a uma ilha gélida no Círculo Polar Ártico onde os moradores mal se falam e muito menos trocam cartas. Ele está prestes a desistir, mas acaba fazendo amizade com Klaus (Daniel Boaventura) , um misterioso carpinteiro que vive sozinho em uma cabana cheia de brinquedos artesanais. Essa amizade estranha devolve a alegria à cidade e cria uma nova era de vizinhos generosos, sabedoria e meias mágicas penduradas na chaminé.

‘Emma’: Anya Taylor-Joy no trailer da nova adaptação de Jane Austen

Focus Features divulgou o trailer de seu novo drama, Emma, baseado no romance homônimo de Jane Austen.

Assista:

O filme é dirigido por Autumn de Wilde e funciona como um remake do longa lançado em 1996.

Na esquecida cidade litorânea de Claypole, Inglaterra, uma série de coincidência acidentais e infelizes conspiram para trazer as vidas e as ambições de alguns sonhadores a um trágico final.

Anya Taylor-Joy (FragmentadoA Bruxa) estrela a produção como a personagem-titular. O elenco também é formado por Mia GothJohnny FlynnBilly NighyGemma WhelanJosh O’ConnorCallum Turner.

Emma chega aos cinemas no dia 01 de fevereiro de 2020.

Usuários da Netflix estão cancelando assinaturas por causa dos preços e da falta de conteúdo

De acordo com uma pesquisa feita pelo site Kill the Cable Bill, diversos clientes da Netflix estão cancelando suas assinaturas por conta dos preços e da falta de interesse no conteúdo disponibilizado pela plataforma de streaming.

Entre os 1000 clientes entrevistados na América do Norte, 49% disseram que o aumento dos preços foi decisivo para o cancelamento, enquanto outros 42% argumentaram que a causa foi a “falta de conteúdos interessantes.”

Também foram mencionados como causa o cancelamento de algumas séries e que o serviço “não disponibiliza filmes suficientes para os usuários.”

Além disso, 40% deles argumentaram que outros serviços de streaming influenciaram na decisão, já que seus catálogos são mais atraentes.

Outro dado interessante é que 63% disseram que eram clientes da Netflix há mais de um ano antes de cancelarem a assinatura, indicando que o problema não é assinar o serviço e não gostar do catálogo, e sim que os usuários estão se cansando da oferta ao longo do tempo.

Questionados se voltariam a assinar a Netflix, 58% dos entrevistados responderam que ​não têm certeza, 25% estão decididos a não retornar, e apenas 17% cogitaram o recadastramento.

No Brasil, a plataforma varia do plano básico (R$ 21,90) ao premium (R$ 45,90), que dá direito a quatro telas simultâneas com programação em ultra HD.

Confira a pesquisa:

‘Coringa 2’: Diretor comenta polêmica em torno da ‘matéria que confirmou a sequência’

Ontem, o The Hollywood Reporter divulgou uma extensa matéria exclusiva anunciando que a Warner Broshavia fechado contrato com Todd Phillips para uma continuação. Entretanto, as informações foram desmentidas pelo site Deadline, cuja contraposta notícia disse que o diretor e o estúdio nem ao menos se encontraram, quando mais discutiram sobre mais uma trama envolvendo o Palhaço do Crime.

Agora, Phillips comentou a respeito da confusão em entrevista exclusiva ao IndieWire.

“Bem, um filme não ganha um bilhão de dólares e eles não falam sobre uma sequência. Joaquin e eu dissemos publicamente que conversamos sobre uma sequência desde a segunda semana de filmagens, porque é uma coisa divertida de se falar. Mas o artigo [do THR] estava se referindo a outras coisas além daquelas que eram francamente falsas. Não sei como tudo começa, se é algum assistente tentando ganhar credibilidade nas ruas com um escritor.”, afirmou.

Phillips se recusou a comentar se ele realmente vai ganhar US$ 100 milhões com ‘Coringa‘ porque “ele adiou seu salário inicial em troca de uma fatia maior da bilheteria”.

“Aqui está a verdadeira verdade sobre a sequência. Enquanto Joaquin e eu conversamos sobre isso, e durante uma turnê pelo mundo com executivos da Warner Bros, nós confirmávamos que estávamos conversando sobre uma sequência. Mas, falando em contratos, não há um contrato assinado para escrevermos a sequência, nunca abordamos Joaquin para uma sequência. Isso vai acontecer? Talvez. Mais uma vez, acho que o artigo foi antecipatório, na melhor das hipóteses. ”, continua.

Porém, o diretor volta a afirmar que não há certezas.

“Posso dizer honestamente que não houve nenhuma reunião. Antes de tudo, se você me conhece e minha carreira, esse não é o meu estilo. Fiz uma comédia enorme na Warner Bros., Se Beber, Não Case, e ainda assim não me tornei um produtor de comédias. Bradley [Cooper] e eu temos uma empresa de produção na Warner. Estive na Warner por 15, 16 anos. Temos duas coisas em desenvolvimento o tempo todo, não 40 coisas como algumas pessoas. Eu não sou o tipo de cara que vai dizer que eu quero desenvolver esses 40 títulos. Eu simplesmente não tenho energia.”, afirmou.

A negação da confirmação certamente vieram como um balde de água fria, mas isso não quer dizer que Coringa 2’ foi descartado. Afinal, considerando o sucesso crítico e comercial da primeira produção, é apenas natural que a companhia tente reexplorar o universo de Gotham City, ainda mais com as chocantes conclusões que transformaram a cidade em um anárquico caos social e que preparam o terreno para a insurgência de Bruce Wayne como Batman (visto que seus pais morreram no final do terceiro ato).

Mas o que realmente sabemos sobre essa possível sequência? Bom, caso o acordo aconteça, é provável que Phoenix retorne no papel principal. Logo, Phillips também retornaria, visto que já trocou algumas ideias com o ator. O cineasta admitiu em uma recente entrevista que estaria aberto para mais um projeto, afirmando que a única condição para que isso se concretize é a continuidade temática:

“Não poderia ser apenas um filme selvagem e louco sobre o Palhaço do Crime. Teria que ter alguma repercussão temática semelhante ao original, porque foi isso que conectou o público à narrativa. Muitos filmes são sobre a faísca, Coringa é sobre as cinzas. Se pudermos capturar isso novamente de uma maneira real, seria interessante numa sequência.”

Ainda dentro do espectro dos rumores,  o site We Got This Covered afirmou que Coringa 2’ traria outros antagonistas do universo Batman, como Duas-Caras e Pinguim. Enquanto isso, o Collider explorou a multiplicidade de temas que o longa poderia ter, incluindo uma inversão de papéis entre Coringa e Bruce Wayne, com aquele se transformando no herói que Gotham precisa, e até mesmo uma legião de Palhaços do Crime que assolaria a cidade.

Para além disso, o mais cabível é que Phillips arquitete uma nova história de origem, dessa vez focando no recém-órfão Wayne. De qualquer forma, tudo permanece num escopo nublado e surreal demais; ou seja, precisamos que uma das duas partes confirme, de fato, a sequência.

Lembrando que ‘Coringa continua em exibição nos cinemas nacionais.

Assista à nossa crítica:

Crítica | Midway: Batalha em Alto-Mar – Guerra e patriotismo americano à moda antiga

Independence Day na 2ª Guerra

Mudam as décadas e o cinema, mas o patriotismo norte-americano permanece inabalável. Bom! O excesso de amor por sua nação não deve ser algo negativo, mesmo que não concordemos com os líderes vigentes e seus rumos para o país. E certos valores serem enaltecidos ao olharmos para o passado, faz bem. Por outro lado, um filme que se segura apenas nisso através de clichês do gênero e momentos para lá de piegas consegue subverter o sentimento em uma coisa ruim.

O mais curioso de tudo é ver o alemão Roland Emmerich ser cimentado como garoto propaganda dos filmes americanos mais patrióticos dos últimos anos. Em seu currículo se encontram produções como Independence Day (1996), O Patriota (2000) e O Ataque (2013), por exemplo. Agora chega aos cinemas brasileiros este Midway, que reconta uma das batalhas mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. Seria uma forma de Emmerich limpar sua consciência pelos feitos de seu país no passado?

Esse momento histórico crucial já havia sido tema de um longa grandioso de guerra, lançado em meio ao fenômeno do cinema catástrofe da década de 1970. Intitulado A Batalha de Midway (1976), a superprodução contava com nomes como Charlton Heston, Henry Fonda, James Coburn, Glenn Ford, Robert Mitchum e Hal Holbrook no elenco, dando credibilidade e prestígio ao projeto. Neste quesito o novo Midway sai perdendo, ao apresentar a nata do time B de Hollywood frente à produção. O nome de maior peso aqui é mesmo o do cineasta Emmerich.

A presença do diretor se faz notar, já que no filme o maior chamariz são as eletrizantes batalhas aéreas. As cenas de ação, efeitos especiais e todos os quesitos técnicos não decepcionam, prometendo manter na beira da poltrona os aficionados por este tipo de cinema. Este, porém, não é um filme de guerra realista, cru e visceral como, digamos, O Resgate do Soldado Ryan (1998), ou sequer um que traga ponderações sobre os horrores da guerra. Midway é megalomaníaco, um blockbuster repleto de adrenalina, com uma roupagem de obra histórica – justamente por isso, pela segunda semana consecutiva se encontra no topo das bilheterias nos EUA.

Não me leve a mal, os atores aqui dão tudo de si para transparecer veracidade, mas este é um filme cujo principal objetivo é reforçar sentimentos como honra, justiça, lealdade e dignidade. E o faz com muito sentimentalismo. Vale lembrar que a 2ª Guerra acabou com a entrada dos EUA no “jogo”, e que a Europa se via praticamente toda tomada pelas forças nazistas de Hitler. Então fica claro qual era o lado bom e o ruim do conflito. Os heróis e os vilões. Aqui, no entanto, o foco é no confronto com a potência do Japão, aliada dos alemães.

Sem a menor cerimônia, no filme de Emmerich os soldados americanos se tornam heróis dignos do cinema, realizando façanhas impossíveis – como pilotar aviões em meio a uma saraivada de balas dos mais pesados calibres, sem que qualquer uma delas (em meio a uma chuva) seja capaz de acertar a aeronave dos protagonistas; ou mostrar que não são apenas os japoneses que possuem audácia suicida, com pilotos quase tocando o chão em suas manobras para jogar bombas mais de perto.

Podemos dizer também que o texto e a direção de Emmerich transformam os personagens em estereótipos caricatos. Temos o superior durão (Dennis Quaid), o burocrata que tenta prevenir o pior (Patrick Wilson), o responsável pelas decisões que não queria estar ali (Woody Harrelson), o piloto famoso (Aaron Eckhart) e a esposa preocupada (Mandy Moore), entre outros. O protagonista é o caubói que desafia a morte, interpretado por Ed Skrein. Ele é o “Top Gun” da década de 1940.

Midway segue a cartilha dos filmes de Roland Emmerich, onde se privilegia mais a ação e a parte técnica do que outros fatores como profundidade de personagens e seus dramas. O cineasta perpassa por alguns momentos chave do conflito, mesmo que esqueça de dar continuidade à parte deles – como o trecho envolvendo a queda de Aaron Eckhart na China (o personagem é abandonado, só voltando a aparecer num daqueles recortes ao final, quando nos mostram  o que tais figuras fizeram até sua morte – durante os créditos).

Apesar de seus constantes exageros e mão pesada na falta de sutileza, Roland Emmerich entrega com Midway um de seus melhores filmes nos últimos anos. O longa dá seu recado, mesmo que cambaleando um pouco no percurso, e traz um ou outro insight interessante sobre a época e o que foi ser um soldado americano no período. Midway é um filme de guerra recomendado para os que não gostam de filmes de guerra. Não sei se isso chega a ser um elogio para a produção, mas pode servir como porta de entrada para os não escolados no gênero. De resto, segue de perto, perpassando todos os itens de exemplares deste tipo de cinema, sem grandes acréscimos ou inovações – ao contrário de expoentes dos últimos anos como Até o Último Homem (2016) e Dunkirk (2017), longas que focavam na humanidade por trás do terror e insanidade da guerra. Já Midway é sua espetacularização.

A Vida Invisível | Produção tentará indicação de Fernanda Montenegro ao Oscar 2020 [EXCLUSIVO]

Como todo mundo já sabe, A Vida Invisível foi o filme escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional no ano que vem. A novidade é que esta não será a única estatueta que a produção tentará em 2020. Com distribuição internacional da Amazon, que nos últimos anos obteve sucesso em campanhas ao Oscar com obras como O Apartamento e Guerra Fria, o filme brasileiro buscará ao menos outras três indicações.

Em conversa exclusiva com o CinePOP, o diretor Karim Aïnouz falou sobre os planos para o Oscar e revelou: “Estamos pleiteando a possibilidade de estar não só na disputa de Melhor Filme Internacional, mas também Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Fotografia e Melhor Atriz Coadjuvante, com a Fernanda Montenegro.

Karim Aïnouz e as atrizes Julia Stockler e Fernanda Montenegro / Foto: Mario Miranda Filho/agenciafoto.com.br

O cineasta revelou ter ficado muito feliz de poder contar com a atriz em sua produção. “Ela tem uma coisa muito impressionante, traz uma aura diferente ao filme”, disse.

Fernanda Montenegro, que completou 90 anos no último dia 16 de outubro, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Central do Brasil, em 1999. Ela já recebeu um Emmy e um Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.

A Vida Invisível chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de novembro. Leia a crítica do CinePOP.

Crítica | A Vida Invisível – Tocante relato sobre a força da mulher e a luta contra o patriarcado

Filme Assistido durante a cobertura do Cine Ceará 2019

Cultuado diretor responsável por obras como Madame Satã (2002), O Céu de Suely (2006) e Praia do Futuro (2014), Karim Aïnouz construiu sua carreira de quase 20 anos sempre focando em personagens complexos e histórias intimistas, que muitas vezes possuem como pano de fundo temáticas abrangentes e ousadas. Ele repete a dose com seu novo trabalho, A Vida Invisível, vencedor do prêmio de Melhor Filme da Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e escolhido o representante brasileiro na corrida pelo Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional.

O filme segue a história de duas irmãs, Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler), filhas de uma família tradicional de portugueses no final dos anos 40 e início dos 50. Eurídice é introvertida e sonha em ser uma pianista de sucesso, enquanto Guida é apaixonada e espontânea, enfrentando as convenções sociais da época. Após ver a irmã fugir de casa com o namorado, Eurídice sofre com a separação e o fardo de ter que ser a filha perfeita, deixando os sonhos de lado para formar uma família mais convencional.

“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” A clássica frase de Vinícius de Moraes poderia estar marcada a ferro e fogo no cartaz de A Vida Invisível. É uma obra sobre um grande desencontro entre essas duas irmãs que se amavam. Mas também sobre novos encontros. Eventualmente, encontros falsos que preenchem vazios. Adaptação do livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão“, o filme chegou a ter o mesmo nome da obra original antes de cortar a menção direta à personagem. Neste caso, há de se valorizar o fato de que o nome reduzido faz mais sentido diante da versão cinematográfica. Não é a história de Eurídice. Ela não é a única personagem apagada pela vida e pelo patriarcado que corrompia (e corrompe) a sociedade à época. É um filme sobre Eurídice e Guida, e qualquer coisa diferente disso joga contra a narrativa dessas mulheres.

Aïnouz sempre valorizou personagens femininas em suas histórias, mas dessa vez foi além e se cercou de mulheres na equipe técnica, com destaque para a diretora de fotografia Hélène Louvart, a montadora Heike Parplies e a profissional do som Laura Zimmerman. Com relação à fotografia, a parceria entre Karim e Louvart é realmente fascinante. Mesmo filmado no digital, o longa possui uma textura de película, com cores fortes e cenas com variações de granulação. Com relação às cores, é impressionante o uso do verde e do vermelho e a variação entre a cor viva e o tom mais esvaziado, muitas vezes acompanhando o momento das vidas das personagens. O posicionamento da câmera e os ângulos também chamam atenção, seja pelo uso constante de planos fechados não apenas nas reações, mas em objetos de cena ou partes de corpos.

Um dos principais méritos do diretor, que co-escreveu o roteiro com Murilo Hauser e Inés Bortagaray, foi abraçar o gênero do melodrama para contar a sua história, sem cair necessariamente no exagero, mas também sem o medo de demonstrar emoção. Para isso, contou com a ajuda fundamental de um elenco inspiradíssimo. Carol Duarte e Julia Stockler se transformam de forma impactante naquelas mulheres, empregando cada pingo de sofrimento e dor. Gregorio Duvivier vive o marido de Eurídice, um homem que é aquele misto de tímido e banana, mas que não deixa de ser violento. E aí não falamos de uma violência necessariamente física, mas daquela que não se preocupa em proteger ou incentivar os sonhos da pessoa que está ao seu lado. Destaque ainda para Bárbara Santos, ícone do teatro que faz sua estreia nos cinemas como Filomena, uma mulher forte que surge como uma espécie de segunda mãe para Guida.

Estamos diante de um filme sobre ausência, em que o que mais marca é a presença sentimental que uma irmã tem sobre a outra mesmo diante da distância e da falta de contato. Para fechar o elenco, temos ninguém menos que Fernanda Montenegro na pele de Eurídice quando idosa. Trata-se de uma atuação breve, mas completamente avassaladora. Fosse esse um filme americano, cinco minutos seriam o bastante para a atriz receber um Oscar de coadjuvante. Fernanda é tão sutil e tão complexa que arrebata o público, que se emociona bastante ao final da sessão.

Ainda sobre a valorização da mulher, é interessante notar que Karim não se preocupa em inserir os homens como vilões. É como se a vilã fosse a vida e aqueles personagens agentes para dificultar a ascensão daquelas mulheres. É curiosa ainda a forma como o cineasta usa o sexo para contar a história. São várias as cenas de sexo. E todas são nada cinematográficas. Não há beleza, há naturalidade e, por vezes, brutalidade. É uma forma de transmitir a falta de conforto permanente de Guida e Eurídice. Em um momento em que muita gente confunde sexo com pornografia, é importante notar como tais cenas são fundamentais para contar a narrativa das duas.

A Vida Invisível é uma obra sobre viver nas sombras, sobre famílias partidas, sobre formar novos laços. Ao final, um tradicional fado português acompanha os créditos. Fado que também pode ser traduzido como “destino”. E o longa também é sobre isso, sobre se sentir presa em uma obrigação e objetivo de vida. Uma obra essencial no Brasil de 2019.

Fernanda Montenegro pode ganhar sua 2ª indicação ao Oscar por ‘A Vida Invisível’ [EXCLUSIVO]

Crítica | Greed: Sátira sobre a corrupta indústria de fast fashion é um soco no estômago

Filme assistido durante o Festival de Toronto

Crescimentos explosivos, trocas de coleções quase que semanalmente e preços incrivelmente tentadores. Lojas como a Forever 21, Zara, H&M e até mesmo a Renner, C&A e Riachuelo cresceram de maneira vertiginosamente com ofertas irresistíveis, roupas que seguem a tendência atual e valores bem irrisórios – quando comparados àquelas pequenas, médias e enormes boutiques. Mas qual seria o genuíno valor das peças comercializadas? Sua origem é socialmente responsável ou estaríamos nos vestindo com roupas que custaram a vida de mulheres asiáticas, que trabalham em galpões mal arejados e ganham o minúsculo valor de US$ 1,30 por hora trabalhada? Greed vem às telonas para responder a essas e tantas outras perguntas, se apropriando de uma narrativa semelhante a do documentário The True Cost, acrescentando o tom ideal de ironia, sarcasmo e sátira, em uma comédia dramática que, no final das contas, é um baita soco na boca do estômago.

Na trama dirigida por Michael Winterbottom e co-escrita por ele e Sean Gray, toda a questão de como as lojas de fast fashion lidam com suas produções de roupa é vista pela ótica mais parcial possível, por razões óbvias. Ao invés de direcionar nossos olhos – inicialmente – para as agravantes condições insalubres de trabalho das mulheres que passam seus dias costurando roupas que serão vendidas por uma média de US$ 30,00, o filme segue a premissa de seu próprio nome: segue os rumos da ganância, nos apresentando o implacável Steve Coogan como um magnata bilionário que é dono de uma loja de departamentos que compete diretamente com as concorrentes estrangeiras apresentadas logo acima. Aqui, em uma tentativa fracassada de defender seu modelo de negócio – marcado por negociações vorazes com donos de galpões de costura, que acarretam naqueles precinhos pechinchas que vemos nas vitrines das lojas -, ele é um homem sem escrúpulos, profundamente vaidoso e sagaz em sua essência.

Sua atuação é a mais pura e impecável definição de troglodita grotesco e por meio de sua caracterização, Greed ainda nos apresenta ao seu peculiar círculo familiar e de amigos, a partir de uma narrativa que começa sua jornada em seu aniversário de 60 anos. Enaltecendo, com muita ironia e sarcasmo, a excentricidade que bilionários como ele possuem, a produção faz escorrer pelas telas uma soberba sem precedentes, é uma crítica direta aos verdadeiros sócios fundadores da Zara, Forever 21 e H&M e faz um contraste desconfortável entre a realidade daqueles que costuram roupas estilosas e aqueles que sequer as usam, mas sabem fazer uma fortuna imensurável com cada um dessas peças.

A extravagância inquietante do drama ainda é incorporada pelas atuações de um elenco que se entrega aos personagens, revelando genuínas personas detestáveis e chocantes, tamanha a falta de bom senso social e econômico. Aqui, Isla Fisher e Asa Butterfield complementam o trabalho de Coogan, como coadjuvantes que sabem se destacar diante do grande ator, dominando suas cenas com precisão e amargor. Sem o filtro ético que definiria os verdadeiros princípios que uma pessoa digna deveria ter, todos eles são fragmentos da causa e da extensão de uma série de injustiças mundiais, apresentadas com maestria em seu roteiro, que faz um contraste ensurdecedor entre a suntuosa festa de aniversário inspirada em deuses gregos e um grupo generoso de imigrantes instalados na praia, em frente à mansão. Vítimas das crises políticas e econômicas de seus países, eles pelejam em barracas alojadas na bela costa praiana, sendo engolidos pelo visual estarrecedor de um evento que emana luxo, poder e dinheiro.

Divertido e confrontador, Greed é uma experiência cinematográfica chocante, cujo impacto se comunica mais diretamente com consumidores de fast fashion. Explorando uma dura realidade esquecida até mesmo por celebridades, que no passado se associaram a essas marcas com coleções especiais (como é o próprio caso da Gisele Bündchen, que já estampou uma parceria com a H&M no passado), o filme faz duras críticas ao modelo contemporâneo de trabalho escravo adotado por essas lojas. Usando o sarcasmo como o filtro que visa colocar toda a audiência em posição de alerta e análise, o longa nos leva a nos questionarmos a respeito de nossas escolhas quando o assunto é moda. Entrelaçando seus personagens de forma madura, a narrativa cresce de maneira caótica, performática e excêntrica ao extremo, justamente com o objetivo de mostrar o nível de surrealismo que essa pequena parcela mais rica do mundo cria ao seu redor, a ponto de – eventualmente – se tornar vítimas de sua própria e sufocadora ganância.

Progressiva e construtiva, a produção ainda conta com uma trilha sonora revigorante, que passeia pelas décadas de 70, 80, 90 e 2000, ajudando a compor o teor cômico e irônico de seu roteiro. Com uma direção simples, Greed culmina com um final que é um genuíno soco na boca do estômago. Clamando por justiça sócio econômica para uma das áreas mais enriquecedoras, a comédia dramática diverte quando necessário, mas não se esquiva de sua responsabilidade denunciante, fazendo de toda sua trama uma desconfortável reflexão mental e emocional sobre o que acharíamos de consumir roupas de maneira tão irresponsável, se o verdadeiro preço fosse a vida de alguém que amamos.