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Crítica | Carcereiros 2 – Mais Focada na Vida Paralela ao Cárcere

Ano: 2019

Temporada: 02

Episódios: 14

Minutagem: 33 (média por episódio)

 

Considerando que a série se chama ‘Carcereiros’, uma das coisas que ficou em falta na primeira temporada foi um maior aprofundamento justamente na vida desses carcereiros. Quer dizer, ainda que a ficção fosse intercalada por relatos de funcionários da vida real (algo que permaneceu nessa 2ª temporada), ficou faltando mostrar mais a vida pessoal desses personagens que dão título à série. E é justamente nisso em que foca o segundo ano dessa história.

Devido ao seu comportamento comprometido nos últimos capítulos da temporada anterior, Adriano (Rodrigo Lombardi) agora vai trabalhar em um novo presídio, e tem que se ambientar. Já não é mais o chefe responsável, e isso abala um pouco a sua forma de agir. Por outro lado, ao longo dos quatorze episódios o espectador vai conhecendo mais dos dramas que vão envolvendo sua família: a namorada Érica (Letícia Sabatella, ótima em todas as cenas mais dramáticas), que está encarcerada em um presídio feminino; o pai Valdir (Othon Bastos) e a madrasta Solange (Samantha Schmütz, comprovando seu valor para além da comédia), que se envolvem em negócios escusos; sua filha Lívia (Giovanna Rispoli), que tem um namorado viciado em crack e vai treinar jiu-jitsu com um ex-presidiário; e sua ex-esposa Janaina (Mariana Nunes, novamente se destacando), por quem o amor é maior do que todas as barreiras que aparecem na vida.

Com um longo tempo de exibição, a sensação que dá é que a história dessa vez focou demais na vida particular do personagem principal e as histórias paralelas dos presidiários ficaram de lado – que eram justamente o atrativo da série. E, considerando que há outros personagens na mesma função de agente penitenciário, interpretados por grandes atores – Tony Tornado, Ernani Moraes, Milton Gonçalves, para citar alguns – por que não jogar um pouco de luz neles também? Eles participam da trama, mas a bem da verdade é que o espectador pouco sabe sobre eles, com exceção das participações especiais de Monica Iozzi, no 3º episódio, interpretando uma agente cuja função é filtrar as correspondências enviadas para e do presídio; e Julia Lemmertz, que no capítulo 11 interpreta uma psicóloga que atende tanto aos presidiários quanto a Adriano.

O diferencial nesta temporada foi mostrar o funcionamento de um presídio feminino, onde Érika está presa, mas apenas em alguns episódios. Através da ficção, ficamos sabendo da tristeza que é para essas milhares de mulheres que em sua maioria são abandonadas pelos seus companheiros já no início do cumprimento da pena – em dias de visita, os homens que aparecem em geral são seus pais ou filhos. Esse é o tipo de coisa que não ocorre no presídio masculino, por exemplo. Destaque para a participação especial de Isabél Zuaa, como chefona do crime dentro do presídio feminino.

Para quem está chegando agora, assistir aos episódios sem ter visto os anteriores pode gerar dúvida com relação à história de Adriano, porém dá pra ir seguindo pelo viés dos presidiários, que é o centro de cada capítulo. As sugestões são o 3º, em que José Loreto faz um interno que aguarda as cartas da namorada (e aqui aprendemos que quando está escrito “vá com Deus, carteiro” na carta é porque ela foi escrita no presídio); o 4º, com o sumiço de um delegado e como o sistema corrupto arma para jogar a culpa em quem não consegue se defender; o 6º, que leva para ficção a história real da máfia das quentinhas nos presídios; o 10º, com participação de Thiago Martins como um gêmeo do mau; e os dois últimos, que revelam a realidade tensa de uma greve no ambiente carcerário.

De uma forma geral, ‘Carcereiros’ continua uma superprodução interessante, bem construída e que mantém o interesse do espectador, porém, a síndrome de herói do personagem principal, em sempre tentar solucionar todas as questões e levar o problema de todo mundo para casa – literalmente – às vezes cansa.

‘This is Us’: Jennifer Morrison entra para o elenco da 4ª temporada

De acordo com o Deadline, Jennifer Morrison (‘Once Upon a Time‘) entrou para o elenco da 4ª temporada de ‘This is Us‘. Sua personagem terá caráter regular.

Não foram revelados mais detalhes sobre seu papel.

A quarta temporada irá estrear no dia 24 de setembro.

Criada por Dan Fogelman, a série tem uma das maiores audiências da televisão aberta. A terceira temporada registrou uma média de 2.0 na demo, e um total de 8.3 milhões de espectadores.

A trama é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia e estão completando 36 anos, incluindo Rebecca (Moore) e Jack (Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos; Kevin (Hartley), um ator que está cansado do que faz; Kate (Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico. Acompanhamos esse grupo de pessoas especiais cujos caminhos se cruzam através do tempo e suas histórias de vida nos envolvem de uma maneira única.

O elenco conta com Milo Ventimiglia, Mandy Moore, Sterling K. Brown, Chrissy Metz, Justin Hartley, Susan Kelechi Watson, Chris Sullivan, Jon Huertas, Melanie Liburd, Eris Baker, Faithe Herman e Lyric Ross.

This is Us‘ já está renovada para mais três temporadas, garantindo a continuidade da produção até, pelo menos, a sexta temporada.

‘Titãs’: Joshua Orpin aparece como Superboy em nova foto de bastidores; Confira!

O usuário Thomas Polito postou em seu Twitter oficial a primeira imagem de bastidores de Joshua Orpin como Superboy, personagem que fará estreia na segunda temporada de ‘Titãs’.

Confira:

O novo ano da série estreia nos EUA no outono norte-americano, que acontece entre 23 de setembro e 21 de dezembro.

No Brasil, a série é exibida pela Netflix.

Chella Man e Iain Glen também foram elencados na nova temporada como Jericó e Batman, respectivamente. Esai Morales será o vilão Exterminador. Drew Van Acker foi recentemente elencado como Aqualad/Garth.

Ao que tudo indica, Devastadora também irá aparecer no próximo ano.

‘Titãs’ é estrelada pro Brenton ThwaitesAnna DiopTeagan CroftRyan Potter

‘The Ballad of Richard Jewell’: Olivia Wilde e Jon Hamm entram para o elenco

A Variery divulgou hoje a adição de Olivia Wilde e Jon Hamm ao elenco de ‘The Ballad of Richard Jewell’, drama dirigido por Clint Eastwood sobre a história real de Richard Jewell, um segurança identificado pela mídia como possível suspeito do atentado nas Olimpíadas de 1996 em Atlanta.

Wilde será a intérprete de Kathy Scruggs, repórter que cobriu o evento, e Hamm dará vida a um agente do FBI responsável pela investigação ao atentado.

Anteriormente, foram confirmados os nomes de Paul Walter Hauser, protagonista da trama, e Sam Rockwell e Kathy Bates, que interpretam o advogado e a mãe de Jewell, respectivamente.

De acordo com o site Collider, o longa será produzido pela Warner. Bros, e terá a presença de Jonah Hill e Leonardo DiCaprio como produtores, ambos anteriormente presentes no elenco.

O filme será uma adaptação do artigo “American Nightmare: The Ballad of Richard Jewell”, publicado por Marie Brenner na revista Vanity Fair, em 1997, e acompanha a história real de Richard Jewell, um segurança identificado pela mídia como possível suspeito do atentado nas Olimpíadas de 1996 em Atlanta. Na época, Jewell descobriu uma mochila suspeita no complexo olímpico e evacuou a área, no entanto, uma pessoa morreu e algumas ficaram feridas. Apesar de inicialmente considerado herói, ele foi acusado pelo ataque. Mesmo após o FBI ter descartado sua culpa, Jewell nunca se recuperou totalmente, morrendo décadas depois de um ataque cardíaco, aos 44 anos.

‘Chambers’ é CANCELADA pela Netflix depois de apenas uma temporada

A Netflix cancelou oficialmente a série de terror ‘Chambers‘ depois de apenas uma temporada.

“‘Chambers’ não retornará para a segunda temporada,” disse o serviço de streaming em uma declaração. “Estamos gratos à criadora e showrunner Leah Rachel por trazer essa história para nós. Também queremos agradecer a essa equipe incansável e nosso elenco incrível, especialmente Uma Thurman, Tony Goldwyn e a talentosa novata Sivan Alyra Rose

Criada por Leah Rachel, a série tem Akela Cooper (de ‘Grimm‘ e ‘Luke Cage‘) como showrunner.

A trama acompanha uma mulher que sobreviveu a um infarto e fica extremamente interessada na vida do doador do coração que salvou sua vida. Conforme vai descobrindo detalhes da morte dele, mais ela incorpora a personalidade dele.

O elenco conta com Uma Thurman, Tony Goldwyn, Sivan Alyra Rose, Lilliya Reid e Nicholas Galitzine.

‘Mistério no Mediterrâneo’: Comédia com Jennifer Aniston e Adam Sandler se torna a estreia mais vista da Netflix!

A Netflix anunciou que a comédia ‘Mistério no Mediterrâneo‘ (Murder Mystery), estrelada por Adam Sandler e Jennifer Aniston, bateu recorde em sua estreia.

De acordo com a empresa, o filme foi visto por mais de 30 milhões de contas diferentes em 3 dias, tornando-se a maior estreia de um filme original do serviço de streaming.

Vale lembrar que a própria Netflix faz a medição e divulga os resultados.

Confira:

O filme é dirigido por Kyle Newachek (‘Perda Total‘).

Quando um policial de Nova York (Sandler) finalmente convida sua esposa (Aniston) para uma longa e prometida viagem pela Europa, um encontro casual no voo os leva a uma reunião familiar íntima no iate do idoso bilionário Malcolm Quince. Quince é assassinado, e eles se tornam os principais suspeitos de uma novela policial contemporânea.

O elenco ainda conta com Gemma Arterton, Luke Evans, John Kani e Terence Stamp.

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novas artes chinesas incríveis; Confira!

O aguardado ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘ ganhou novas artes chinesas incríveis.

Confira:

A sequência terá o retorno de Jon Watts na direção, e também contará com o retorno dos roteiristas John Francis Daley e Jonathan Goldstein.

Peter Parker (Holland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (Gyllenhaal) – que pode não ser quem parece.

O elenco conta com Tom Holland, ZendayaMarisa TomeiJacob BatalonSamuel L. Jackson e Jake Gyllenhaal.

Homem-Aranha: Longe de Casa‘ chega aos cinemas nacionais em 4 de julho.

‘Black Mirror’: Criadores da série reagem a memes brasileiros em vídeo divertido; Assista!

Isso é muito black mirror! A Netflix divulgou um novo vídeo de ‘Black Mirror‘, com os criadores da série, Charlie Brooker e Annabel Jones, reagindo a memes brasileiros.

Confira:

Criada por Charlie Brooker, a série foi resgatada pela Netflix, que assumiu a produção a partir da terceira temporada, transformando-a em um dos maiores sucessos de seu catálogo.

Com caráter antológico, a série adota uma visão sobre a influência das novas tecnologias na vida moderna, criticando com histórias sobre sensações tecno-paranoicas e traçando o perfil da sociedade formada pelas mídias, sociais ou não. Poderia ser resumida como uma série que apresenta críticas à sociedade atual e que alerta sobre como ela, se continuar nesse ritmo, pode piorar a cada dia.

Miley CyrusAnthony MackieYahya Abdul-Mateen IINicole BeharieTopher Grace e outros estão no elenco dos novos episódios.

‘Toy Story 4’ está com 115 críticas publicadas e TODAS são positivas!

Toy Story 4‘ ainda nem foi lançado, mas a maioria da crítica especializada concorda que o filme é um sucesso. A sequência da Disney/Pixar está se tornando um dos filmes mais bem avaliados no Rotten Tomatoes e alcançou 100% de aprovação.

Quase sempre há pelo menos uma ou duas críticas negativas em qualquer filme aclamado, mas a dois dias da estreia, ‘Toy Story 4‘ foi elogiado em 115 críticas agregadas ao site.

E não é só isso, três dos quatro filmes da franquia atingiram a pontuação. O longa original (1995) e sua sequência (1999) ainda mantém o sucesso no site. Mesmo assim, ‘Toy Story 3‘ (2010) não repetiu a marca por pouco, alcançando 98% de aprovação.

Os únicos outros filmes do estúdio de animação a chegarem próximo da perfeição foram ‘Procurando Nemo‘, com 99%, e ‘Up: Altas Aventuras’ e ‘Divertida Mente‘, com 98% cada.

Toy Story 4‘ chega aos cinemas nacionais no dia 20 de junho.

E para aumentar ainda mais suas expectativas, trouxemos as principais avaliações que já estão no ar. Confira e prepare-se para o retorno de Woody e seus amigos!

“Santo Deus, isso é bom”. – Kevin Maher, Times (UK)

“Que isso sirva de lição para todos os cínicos em relação à franquias: Às vezes, mais é realmente bom”. – Lindsey Bahr, Associated Press

“‘Toy Story 4’ termina em um agridoce e respeitável bilhete que seria o final perfeito de livro para essa adorável franquia. Mas assim também se encerrou o último filme”.  – Johnny Oleksinski, New York Post

“Se esse filme não tocar o seu coração, você teria que ser tão sem vida como esses brinquedos fingem ser quando os humanos estão na vizinhança”. – Richard Roeper, Chicago Sun-Times

Pixar poderia, facilmente, aposentar essa saga com uma leva de filmes que tenham sido adoráveis, comoventes e engraçados de assistir. Mas se eles conseguem manter esse nível de maravilha, continuem mandando mais”. – Alonso Duralde, TheWrap

Assista ao trailer:

Segundo o site BoxOfficePro, a quarta iteração da clássica franquia tem chances de arrecadar entre 105 a 130 milhões de dólares em seu primeiro final de semana – e isso apenas nos Estados Unidos! As previsões levam em consideração as expectativas criadas com os teasers e os trailers, bem como o constante marketing dos estúdios para promover o longa.

Dirigido por Josh Cooley, esse é o seu primeiro longa-metragem.

Quando Bonnie leva os brinquedos em sua viagem com a família, Woody acaba se dispersando inesperadamente e se juntando à sua amiga Bo Peep, que com seu espírito aventureiro e depois de anos na estrada já esconde seu delicado exterior de porcelana. Woody e Bo, que são totalmente diferentes quando se trata da vida como um brinquedo, logo percebem que esse é o menor dos seus problemas.

 

‘Brinquedo Assassino’: Andy tenta alertar sua mãe sobre Chucky em novo clipe; Assista!

O remake ‘Brinquedo Assassino‘ ganhou um novo clipe.

Confira, com os trailers:

Com direção de Lars Klevberg (‘Morte Instantânea‘), a nova versão não tem o envolvimento de ninguém da franquia original.

No longa, a Kaslan Corporation, fabricante dos bonecos Buddi, é uma empresa que investe cada vez mais em tecnologias inteligentes. Para anunciar a chegada do boneco, o fundador da corporação explicou um pouco mais a respeito desse produto que promete encantar as crianças de todo o mundo. “Nós nos comprometemos a desenvolver o maior e mais interativo brinquedo do mercado, mas criamos algo muito mais especial. Toda criança é importante para nós e todas elas merecem uma companhia. Um amigo que nunca te deixaria para baixo. É uma honra apresentar a você o nosso brinquedo mais inovador até hoje: Buddi. Ele é mais que um brinquedo, ele é seu melhor amigo!”, afirma o CEO da empresa. No entanto, é quando Karen (Plaza) presenteia seu filho, Andy (Bateman), com um boneco Buddi, que crimes estranhos começam a acontecer pela vizinhança, revelando a natureza sombria do brinquedo.

Gabriel Bateman (‘Annabelle‘), Aubrey Plaza (‘Parks and Recreation‘) e Brian Tyree Henry (‘Se a Rua Beale Falasse‘) estrelam.

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 22 de agosto.

Crítica | Big Little Lies 2×02: Tell-Tale Hearts: O som ensurdecedor das mentiras mal ditas

É difícil se atualizar com elas. As mentiras, quando saem de nós, navegam de forma descontrolada, percorrem conversas, geram ruídos, segundos e terceiros questionamentos e ganham vida própria. E há quem minta pelo sadismo patológico, porque mentir é muito melhor do que reconhecer qualquer verdade, por mais tola e desnecessária que essa mentirinha branca seja. Há quem minta para preservar a sanidade alheia. Independente de qual seja a motivação, ambas se racham mais facilmente que um cristal. E em Big Little Lies, as mentiras já são incapazes de percorrer com fluidez. Exauridas de sustentação, elas começam a ruir. E Mary Louise (Meryl Streep) é a força motriz que vai retirar cada tijolo restante dessa muralha em iminente destruição.

Já sabemos que ela quer respostas. Então, naturalmente, a segunda temporada de Big Little Lies caminhará nessa direção, como aquele inconveniente fio solto de uma peça de lã, que inesperadamente desmembra toda a roupa, quando puxado inofensivamente. Mas aqui, enquanto a mentira maior ainda prevalece – a trancos e barrancos, as menores, aquelas que pareciam inofensivas ou esquecidas, começam a dar sua caras, se despindo diante dos nossos protagonistas. E mais rápido do que imaginávamos, Ed (Adam Scott) confirmou aquilo que temia. A famigerada traição de Madeline (Reese Witherspoon) veio à tona em meio a uma cozinha movimentada, com alimentos, legumes e condimentos espalhados e três rostos surpresos pelo fato de uma simples conversa entre mãe e filha ter escalonado freneticamente.

Mas Tell-Tale Hearts efervesce logo nos primeiros minutos, muito antes dessa eclosão, nos preparando para uma sucessão de revelações grandiosas. Seguindo seu impecável ritmo narrativo, Big Little Lies caminha com agilidade e pontualidade, não é prolixa, assim como também não procrastina. Como uma série que parece até mesmo seguir o curto tempo de vida útil das mentiras, seu segundo capítulo é enérgico, com frases simples se transformando em gatilhos mentais e uma perspicácia quase sagaz, de uma mãe/avó que insiste – com muita frieza, por sinal – em não reconhecer os crimes do seu belo filho de cabelos loiros e tende a fazer o clássico shaming de vítimas de estupro e abuso doméstico. Até porque, a mulher só pode ter feito algo para merecer o tratamento que teve.

E nesse novo episódio, as dinâmicas familiares das nossas protagonistas crescem vertiginosamente como o grande destaque, com segredos desconhecidos vindo à tona, fraudes bancárias sendo reveladas e passados indesejados voltando para assombrar a suntuosa riqueza e glamour de Monterey. Aqui, Laura Dern entrega a profundidade mais plena de sua atuação, roubando a cena a cada instante em tela. E mais rapidamente do que esperávamos, as belas e impecáveis mansões começam a falar pelos mortos, vivos e por aquelas ensurdecedoras mentiras mal ditas. E sob a direção de Andrea Arnold (Docinho da América), contemplamos mais um capítulo riquíssimo, do roteiro à fotografia, que faz aquele equilíbrio surpreendente entre um thriller dramático, com uma trilha sonora que nos faz cantarolar do começo ao fim.

Tragicômico, Tell-Tale Hearts é um episódio que traz toda a dramaticidade de BLL, com pequenos espasmos de humor negro/ácido, hora expressos na já clássica dinâmica Madeline-Mary Louise ou até mesmo no comportamento peculiar do novo interesse amoroso de Jane Chapman (Shailene Woodley). Sendo ainda capaz de manter o suspense que sempre orbita ao redor de sua narrativa, a produção segue com maestria, mantém nossa atenção com facilidade e nos envolve em um mistério que, embora conheçamos em parte – vendo como que por espelho em enigma, ainda veremos face a face até o sétimo capítulo. Amém.

 

 

 

 

 

Noiva é perseguida por familiares assassinos no trailer LEGENDADO do terror ‘Ready or Not’

O terror ‘Ready or Not‘ ganhou trailer legendado.

Confira:

Dirigido por Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin, o roteiro é assinado por Guy BusickRyan Murphy (de ‘American Horror Story‘).

A trama segue uma jovem noiva (Weaving) enquanto ela conhece a família rica e excêntrica de seu marido (O’Brien) em uma tradição que logo se transforma em um jogo mortal com todos lutando para sobreviver.

O elenco inclui Samara Weaving (‘A Babá‘), Adam Brody (‘Garota Infernal‘), Mark O’Brien (‘A Chegada‘), Henry Czerny (‘Objetos Cortantes‘) e Andie MacDowell.

O longa será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 23 de agosto.

‘Rambo – Até o Fim’ ganha trailer dublado, sinopse e cartaz nacional

A Imagem Filmes divulgou o trailer dublado, sinopse e cartaz nacional de ‘Rambo – Até o Fim‘, que trará a última aventura de Stallone como o protagonista.

A estreia acontece em 19 de Setembro nos cinemas nacionais.

Assista:

O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), que agora vive recluso em um rancho na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas irreparáveis. No entanto, quando uma jovem amiga da família é sequestrada, Rambo precisará confrontar seu passado e reviver suas habilidades de combate para enfrentar um dos mais perigosos cartéis mexicanos. A busca logo se transforma em uma violenta caçada por justiça, onde nenhum criminoso será perdoado.

O lançamento marca quase 37 anos do longa original, exibido em 22 de outubro de 1982 nos EUA.

Adrian Grunberg assume a direção do longa, que terá roteiro escrito por Matt Cirulnick e StallonePaz VegaSergio Peris-Mecheta, Adriana Barraza, Joaquin Cosio, Óscar Jaenada Yvette Monreal completam o elenco.

EXCLUSIVO: Confira nossa entrevista com Ian McShane, astro de ‘Deadwood: O Filme’

O CinePOP traz uma entrevista EXCLUSIVA com o astro Ian McShane, que estrela ‘Deadwood: O Filme‘ – sequência da aclamada série.

A estreia na HBO Brasil acontece nessa sexta-feira, dia 21, às 21 horas.

Confira:

Passaram-se 13 anos após o fim da série. Como foi voltar à história depois de tanto tempo?

Voltar a esta história foi como estar em um sonho bem ensaiado. Quando estávamos filmando, eu olhava para o Timothy Olyphant (“Seth Bullock”) ou para o John Hawkes (“Sol Star”) ou para a Paula Malcomson (“Trixie”) e pensava: “Meu Deus, lá vamos nós de novo”.

Era um sentimento único. A filmagem foi estranha no sentido de que era muito nostálgica organicamente. Era como há dez anos, só que dez anos depois, porque estávamos mais velhos, mas usávamos o mesmo vestuário, com os mesmos atores incríveis e fazendo cenas semelhantes.

Eu espero que nós estejamos tão bem quanto há 13 anos ou melhor. Não se trata de descansar no sucesso de Deadwood – eu espero que seja o tributo que a série merece e um carinhoso adeus a uma série muito amada.

A passagem do tempo foi generosa com os personagens?

O meu personagem, Al Swearengen, está um pouco encolhido fisicamente, mas tem a mesma cabeça, a mesma atitude, ele é o mesmo dentro do possível. Mas o tempo não foi generoso com ele. Não se pode beber tanto e esperar que o tempo seja generoso. Mas isso só aumenta a determinação dele de ter o máximo de astúcia possível e manter as questões dele dentro de certa ordem, porque ele não é bobo.

O Bullock também está mais velho. Todos estão mais velhos e, eu espero, um pouco mais sábios – alguns nem tanto. Mas eu acho que o David Milch (roteirista do filme e criador da série) carinhosamente dá a cada um seu repertório completo, e esperamos que a maioria das pessoas goste.

O Al Swearengen ajudou a construir o caminho para protagonistas mais complexos na televisão, que tornam menos clara a divisão entre o bem e o mal?

Vemos mais protagonistas assim desde o James Gandolfini, da “Família Soprano”, o Al em “Deadwood” e os complexos personagens de “The Wire”. Temos pessoas cada vez mais complicadas na TV. Talvez o Al tenha sido o primeiro, mas com certeza não foi o último.

Eu o vejo como uma espécie de Fagin [personagem de Charles Dickens]: ele pega todos os párias da sociedade e os coloca ao seu lado, como a Trixie, a Jewel (Geri Jewell) – que foi agredida e paralisada – e o idiota do Johnny Burns (Sean Bridgers). Todos eles encontraram um lugar com o Swearengen. É a família estranha que ele forma.

O que tornou a série cult?

Eu acho que foi a época. A série estreou logo após a Guerra do Iraque em 2003, e Deadwood abordou questões como imigração e ilegalidade, e o que acontece quando as leis locais não estão à altura de uma sociedade que cresceu. Mas a paixão pela série tem a ver com as pessoas que moram na cidade.

De que você sentiu mais falta do personagem Al nesses 13 anos? E por que este é o momento certo de interpretá-lo de novo?

Eu acho que eu senti falta da facilidade do figurino: colocar a velha ceroula e o terno listrado, brilhantina no cabelo e pronto! E era a maquiagem mais fácil do mundo, porque eu não usava nenhuma maquiagem para interpretar o Al. Era eu mesmo.

Também senti falta dos textos do David. Eu acho que todos nós sentimos. Mas todos nós voltamos; ele e seus textos também.

Eu acho que ele escreveu um ótimo filme de duas horas, e por isso estamos aqui de volta. A HBO não teria feito um filme velho, só por nostalgia. Tinha que ser o filme certo, e eles encontraram o roteiro certo.

Com esse personagem você ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator de Série Dramática para a TV em 2005, e foi indicado ao Emmy. O que mais ele representou para a sua carreira?

Fazer Deadwood foi muito bom para mim e me apresentou a um determinado tipo de público americano. Na primeira vez que eu li o roteiro eu percebi que o Al tinha alguma coisa especial. Interpretar este personagem tão bem escrito durante três anos foi maravilhoso, e voltar depois de 13 anos é fantástico. Também é fantástico trabalhar com o David Milch de novo.

Eu acho que o filme é uma homenagem à série, que para mim como ator representou três anos incríveis – três anos de criatividade, aprendizado e sentimentos.

Deadwood‘ contou com três temporadas, que foram exibidas pela HBO entre 2004 e 2006. A trama contava com os atores Ian McShane, Timothy Olyphant e Molly Parker entre os protagonistas.

 

Fora de Série

(Booksmart)

 

Elenco:

Kaitlyn Dever

Beanie Feldstein

Billie Lourd

Lisa Kudrow

Jason Sudeikis

 

Direção: Olivia Wilde

Gênero: Comédia

Duração: 105 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 13 de Junho de 2019

Sinopse: 

Melhores amigas e alunas fora de série, Amy e Molly sempre focaram em tirar as melhores notas e se destacar dos demais alunos. O que nenhuma delas esperava era que seus colegas que só queriam curtir, fossem aprovados nas mesmas universidades que elas. Ao perceber que poderiam ter se divertido entre uma prova e outra, elas decidem correr atrás do prejuízo e recuperar os anos perdidos de diversão em uma única noite. A tarefa dessa vez é um pouco diferente: aproveitar ao máximo os últimos momentos do ensino médio e provar que podem ser as melhores em tudo, até mesmo quando o assunto é festa!

Crítica | Fora de Série – O ‘coming of age’ perfeito para a nova geração (Nota: 9.0)

Curiosidades: 

» Esse filme marca a estreia na direção de um longa-metragem da atriz Olivia Wilde;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Pesquisa revela qual é o Batman preferido do público; Você concorda?

Desde 1989, o Batman já foi vivido por pelo menos cinco atores desde a sua última aparição nos cinemas e em breve Robert Pattinson também entrará para essa lista.

Após tantas encarnações, é claro que as comparações entre narrativas e atuações tornaram-se inevitáveis. Foi pensando nisso que a Morning Consult coletou a opinião de cerca de 2000 pessoas nos EUA. Mas, então, qual é a versão mais amada do Homem-Morcego nos cinemas?

Não é de se surpreender que Christian Bale e Michael Keaton ficaram no topo da lista, mas parece que Ben Affleck fracassou mais uma vez interpretando um personagem dos quadrinhos.

É claro que foram contabilizadas as opiniões somente nos EUA e, mesmo assim, muitos reclamaram que somente 2000 entrevistados não dão credibilidade o bastante ao resultado. E você, concorda com a enquete?

Lembrando que ‘The Batman‘, dirigido por Matt Reeves, começa a ser produzido em 2020 e deve chegar aos cinemas em 2021.

MIB: Homens de Preto – Internacional

(MIB – Men in Black International)

 

Elenco:

Tessa Thompson
Chris Hemsworth
Liam Neeson
Emma Thompson
Rebecca Ferguson
Kumail Nanjiani
Rafe Spall
Laurent Nicolas Bourgeois

Direção: F. Gary Gray

Gênero: Ficção Científica/Ação/Comédia

Duração: 114 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 150 milhões

Estreia: 13 de Junho de 2019

Sinopse:

Os Homens de Preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Nessa nova aventura, eles enfrentam a maior e mais global ameaça de todas: um espião infiltrado na organização MIB.

Crítica | MIB: Homens de Preto – Internacional: Mais fraco do que se esperava (Nota: 4.0)

Entrevista Tessa Thompson:

Curiosidades:

» A atriz Tessa Thompson se juntou ao elenco do filme derivado de ‘MIB: Homens de Preto’.

» Ela vai estrelar a produção ao lado de Chris Hemsworth, que foi confirmado no filme. Os dois trabalharam juntos em ‘Thor: Ragnarok‘.

» Rebecca Ferguson, Kumail Nanjiani, Rafe Spall, Laurent Nicolas Bourgeois e Larry Nicolas Bourgeois completam o elenco.

» Emma Thompson reprisará o seu papel de Agente O de ‘Homens de Preto 3‘.

» O roteiro foi escrito pela dupla Matt Holloway e Art Marcum (de ‘Homem de Ferro‘).

» Com direção de F. Gary Gray (‘Velozes e Furiosos 8’).

» Will Smith e Tommy Lee Jones não retornam.

» ‘Homens de Preto‘ arrecadou em 1997 mais de US$ 250 milhões no mercado americano e mais de US$ 587 milhões mundialmente. ‘Homens de Preto 2‘ faturou US$ 190 milhões nos EUA e US$ 440 milhões ao redor do mundo.

Trailer:

Cartazes:

Fotos:

Crítica Netflix | Meu Eterno Talvez – Keanu Reeves rouba a cena em divertida comédia romântica

Embora tenha como atores principais os descendentes asiáticos Randall Park e Ali Wong, Meu Eterno Talvez (Always Be My Maybe) não é um filme sobre questões étnicas, mas um sinal de novos tempos e rostos no cinema. Após o sucesso estrondoso de Podres de Ricos (2018), atores asiáticos destacam-se em histórias sem enredos históricos ou culturais, como o relacionamento dos amigos Sasha (Wong) e Marcus (Park). Ainda que as piadas sobre o comportamento dos pais coreanos estejam presentes, a abordagem soma pontos à comédia romântica.

Amigos de longa data, Park e Wong escreveram juntos o roteiro e, provavelmente, este é o segredo para Meu Eterno Talvez ser uma comédia romântica divertida e agradável para ser vista mais de uma vez. Como um projeto de longa data realizado graças à Netflix, a obra acompanha o nascimento da amizade entre os protagonistas nos anos 90, até a adolescência quando os dois têm a sua primeira experiência sexual em um Toyota Corolla e o encontro acaba no Burger King.

Os aspectos do início do filme são tocantes pela apreciação de ambos crescerem juntos e se apoiarem nos momentos difíceis, tanto quanto constrangedores com a chegada da puberdade e, consequentemente, o sexo entre eles. O promissor casal, no entanto, separa-se e 20 anos depois se reencontram com vidas completamente diferentes. Como toda comédia romântica, o final não é o mais importante, o sabor está na trajetória do casal, os diálogos e os momentos entre eles.

Comediante de palco com um discurso sobre a jornada tripla da mulher como mãe, esposa e profissional, Ali Wong consegue concentrar toda as atenções em suas falas. Quando ela declara “Não acredito que desperdicei os meus melhores anos reprodutivos com você” ao terminar um relacionamento, a atriz aflora os jargões da comediante do palco. Seu tom cômico dominante é um contraponto com o posicionamento acanhado, porém divertido, de Radall Park.

Por muitas vezes coadjuvante no cinema, Park surpreende com carisma e charme no papel de galã, mesmo tendo os estonteantes pretendentes de Sasha em jogo. Seguindo a cartilha dos romances, os personagens são completamente díspares, mas se convencem que são melhores juntos. Para o deleite do público, até eles perceberem-se apaixonados temos a presença de Jenny (Vivian Bang), atual namorada de Marcus, uma espécie de Janice (Maggie Wheeler) do seriado Friends (1994–2004). Quem não lembra idas e vindas com Chandler (Matthew Perry) e sua voz afetada?

Voltando ao longa, Sasha Tran é uma famosa chef e empreendedora de volta à cidade natal de Los Angeles para abrir mais um restaurante. Nesta visita ao passado, ela reencontra o primeiro amor e amigo Marcus. Enquanto ela abandonou suas origens, ele continua a morar na mesma casa, trabalha na empresa do seu pai Harry (James Saito) e a tocar na mesma banda do Ensino Médio. Em outras palavras, Marcus nunca saiu da sua zona de conforto e leva a vida de forma simples.

Para temperar esse reencontro, os coadjuvantes também roubam a cena. Se de um lado o pai de Marcus insinua que Sasha é o seu futuro, a amiga e assistente Veronica (Michelle Buteau) mexe os seus pauzinhos para a dupla se acertar. Contudo é Keanu Reeves, em uma versão caricata e hilária de si mesmo, que suspende o público do assento e o entretém por longos minutos de júbilo cinematográfico. A participação especial do ator é o ápice do filme e também o arremate final, obrigando todos assistirem aos crédito enquanto Radall Park canta a ótima canção “I Punched Keanu Reeves” com a sua banda Hello Peril.

Vale destacar ainda a química entre os protagonistas, ambos conseguem remontar, aos seus moldes, a cena clássica do final de Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) de forma sensível, mas sempre humorada. Até os não apreciadores de comédias românticas vão curtir Meu Eterno Talvez, seja pelo o tom cômico em todos os momentos, seja pelo cenário perfeito para trazer romance ao patamar menos idealizador e mais palpável.

Crítica | Obsessão: Isabelle Huppert é uma psicopata carente em novo thriller

Relações doentias. O cinema é cheio delas. Psicopata Americano, Atração Fatal, Garota Exemplar e A Orfã são alguns dos exemplos das últimas décadas. E nós adoramos um bom thriller capaz de explorar a psique humana e a psicopatia, nos fazendo salivar diante do suspense. E em Obsessão, a temática está mais viva do que nunca, em um drama aparentemente simplista demais, mas que faz das atuações seu ponto chave na condução da trama. Nos presenteando com uma Isabelle Huppert voraz, a produção garante corações acelerados e angustiados diante da doentia mente de uma senhora que não sabe muito bem como lidar com a solidão.

Dirigido por Neil Jordan, o mesmo responsável pelo clássico Entrevista com o Vampiro, temos a história de uma misteriosa mulher francesa, Greta (Huppert), uma pessoa solitária que – aparentemente – passa os seus dias tocando piano. Ao perder sua bolsa dentro do metrô, ela é surpreendida por Frances (Chloë Grace Moretz), uma sensível jovem, que faz a gentileza de retornar seus pertences, iniciando assim uma complexa e doentia relação quase maternal. Entre duas tristezas em virtude de perdas mal ou nada superadas, elas protagonizam uma dinâmica sádica, um pouquinho óbvia, mas ainda assim prazerosa de ver nas telonas.

Sob o roteiro de Ray Wright e Neil Jordan, essa inofensiva amizade vai ganhando tons mais sombrios, que se revelam diante da tela a partir do momento que descobrimos outras facetas de uma senhora que, até então, parecia ser apenas alguém que precisava de companhia. Com instinto psicopata e comportamentos obsessivos, ela traga jovens garotas para uma armadilha mortal, em uma narrativa que tem seus momentos de maior lentidão, mas até que consegue se desviar do maçante. E ainda que Obsessão não seja o thriller psicótico da vez, sua trama é capaz de nos conduzir com tranquilidade, sem ser cansativo demais.

Mas o que torna toda a experiência realmente válida é poder contemplar a transformação de Huppert diante dos nossos olhos. Como uma loba faminta, ela passeia entre os cenários e as circunstâncias fazendo de todo o filme a sua história. Nos compadecemos por Frances, obviamente, mas queremos mesmo é ver Greta nos deixando ansiosos, promovendo uma série de emoções sucessivas e angustiantes. Nos lembrando facilmente porque ela fora indicada ao Oscar no passado recente, ela entrega mais uma de suas melhores atuações e é capaz de fazer deste roteiro, simples como é, uma história que vale muito o seu tempo.

Com uma dinâmica em tela realmente boa ao lado de Moretz, Huppert faz de Obsessão um thriller instigante, cuja trama cresce vertiginosamente nos 40 minutos finais. Trazendo um clímax de doer o coração – tamanha sua crueldade -, o longa abre mão de trazer uma surpresa no final, mas isso de forma alguma pesa em seu desfecho. Com uma trilha sonora completamente antagônica, o thriller ainda é capaz de criar um ótimo equilíbrio entre o suspense e a música clássica e contemporânea, que ajudam a pautar as cenas mais fortes. Essa combinação agridoce é mais um belo empurrão neste, que ainda que não seja uma grande joia de 2019, é um bom filme para passar o tempo.

Mary Jane Watson? Zendaya surge com cabelos ruivos em premiere de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’

Desde o lançamento de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘, muitos fãs vem suspeitando que Zendaya possa assumir o papel de Mary Jane Watson no MCU, após sua personagem ser chamada de MJ ao final do longa.

E durante a premiere de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘, a atriz surgiu com cabelos ruivos, levantando ainda mais as suspeitas dos fãs da personagem, que invadiram as redes sociais com comentários sobre o penteado dela.

Zendaya com cabelo ruivo e usando terno? É a energia da Mary Jane.”

“Estou apaixonada pela Zendaya com esse visual ruivo”

“Eu ainda não consegui lidar com ‘Euphoria’ e a Zendaya aparece com esse visual completo de Mary Jane.”

Zendaya apareceu ruiva.”

O visual parece ter dado esperança aos fãs, mas vale lembrar que nada foi confirmado e a troca de penteado pode ter sido apenas uma homenagem à famosa personagem dos quadrinhos.

Homem-Aranha: Longe de Casa‘ estreia em  04 de julho nos cinemas nacionais. Confira o trailer:

No filme, Peter Parker (TomHolland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Samuel L Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (JakeGyllenhaal) – que pode não ser quem parece.

Além de Zendaya e Tom Holland, o elenco conta Marisa Tomei, Jacob Batalon e Samuel L. Jackson.