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‘Aquaman 2’: Patrick Wilson e Nicole Kidman retornam para a sequência

Segundo o WGTC, Patrick Wilson e Nicole Kidman vão retornar para a sequência de ‘Aquaman‘.

Wilson interpretou Orm, o Mestre do Oceano, no primeiro filme. Na trama, ele estava determinado a impedir que seu meio-irmão Arthur Curry roubasse dele o trono da Atlântida.

Kidman volta como a mãe do casal, a rainha Atlanna.

Aquaman‘ arrecadou US$ 325 milhões nos EUA e US$ 778 milhões no resto do mundo, totalizando US$ 1,109 bilhão. A sequência tem estreia marcada para o dia 16 de dezembro de 2022.

Assista nossa crítica:

 

 

Misturar terror com crítica social se tornou a receita do sucesso de Hollywood!

Em determinadas cenas de O Homem Invisível, Cecilia Kass (Elisabeth Moss) simplesmente sabe que há mais alguém com ela dentro de casa. Ela não consegue ver outra pessoa, mas sente a presença incômoda. Aterrorizada, procura na sala, na cozinha e no banheiro, com medo de virar a esquina e dar de cara com o seu perseguidor, mas sem outra opção senão tentar encontrá-lo. Apesar de sentir ali outro coração pulsante, nada. Ela não vê ninguém, e eventualmente passa a ter a sanidade questionada. Enquanto a ameaça segue solta e à espreita, seu perseguidor vai ganhando mais coragem à medida que se salva mais e mais de ser descoberto.

Agora, pare e pense em termos práticos: Cecilia tem certeza que está sendo perseguida, mas é constantemente desacreditada. Ela anda no escuro procurando seu stalker e fugindo dele ao mesmo tempo. Eventualmente, passa a sofrer as consequências por tanto querer incriminar o vilão. Se essas situações fazem lembrar uma mulher que denuncia assédio e não é levada a sério, ou alguém voltando para casa tarde da noite com medo em uma rua deserta, talvez essas comparações não sejam mera coincidência.

Mais do que sabiamente beber da fonte do movimento #MeToo e fazer de si uma história com temas atualizados sobre gaslighting,O Homem Invisível se põe no centro de um tipo de terror social ao conectar a história com a vigilância constante dos tempos modernos. Câmeras por todos os lugares acabam se transformando em artifício de chantagem nas mãos do vilão, e isso também não é muito distante daquilo a que todos estamos sujeitos. Enquanto supostamente por proteção, estes são artifícios que na prática muito servem também para coleta de dados e inteligência que podem ser usados para qualquer propósito, contra ou a favor do interesse público. Se você pensou no tanto de informação que seu smartphone e as redes sociais também reúnem sobre você, o caminho é exatamente este.

O êxito de O Homem Invisível ao tratar temas tão universais no meio de uma história igualmente universal (H.G. Wells escreveu a obra há mais de 120 anos, afinal) se dá principalmente pela inventividade em termos cinematográficos. Seja na câmera subjetiva que deixa clara a presença física do vilão sem precisar se ater a artifícios simplistas de movimento, na decisão de mostrar o mínimo possível a face de Adrian Griffin (Oliver Jackson-Cohen) ou na escolha de se ater à palavra de Cecilia sobre o relacionamento abusivo sem jamais precisar mostrar o que de fato ocorreu entre o ex-casal, o filme do australiano Leigh Whallenn busca o tempo todo fazer a presença física de todos esses elementos ser sentida para que ele não precise dizê-la.

Na prática, isso funciona da seguinte forma: o histórico de abuso sofrido pela protagonista não precisa ser esfregado na cara do espectador. Basta que Cecilia conte que passou por este trauma, e sua palavra e suas ações devem ser suficientes para que acreditemos nela. Desta forma, o contraponto é justamente o fato de, na história, seu principal objetivo ser o de provar que está dizendo a verdade sobre ser perseguida pelo mesmo abusador.

Por isso, antes de se transformar em um thriller de ação sujeito a obviedades no ato final, O Homem Invisível faz as argumentações ideais para como atualizar uma história de monstros aproveitando os novos recursos e narrativas disponíveis, mas mantendo o que é essencial e enraizado nesta trama. No limiar entre ser uma história sobre relações abusivas e um terror de monstros extremamente ligado a um medo palpável, o longa mantém a ideia da ameaça ser um monstro físico, algo que está em seu DNA, ao mesmo tempo em que traz um tema extremamente pertinente para as discussões atuais. O fato de o vilão, um abusador, ser neste caso alguém que literalmente não podemos enxergar, só torna toda a atualização ainda mais pungente: não existe aquela história de que às vezes o inimigo está do lado e não sabemos?

‘Tom e Jerry’ tem estreia ANTECIPADA

O híbrido animado e live-action de Tom e Jerry teve sua estreia antecipada.

Ao invés de 5 de Março, o filme agora chega aos cinemas e na HBO MAX dos EUA no dia 26 de Fevereiro de 2021. No Brasil, o filme ainda não possui data de estreia definida.

Assista ao trailer:

O elenco é formado por Michael PeñaChloë Grace-Moretz, Ken JeongRob DelaneyJordan BolgerPallavi Sharda

Jerry, o rato, mora dentro das paredes de uma grande casa de campo da Nova Inglaterra, onde faz amizade com os antigos donos, um amoroso casal de idosos. Sua amizade única e cômica chega ao fim depois que o casal idoso morre e sua casa é colocada à venda. Quando uma jovem família se muda, Jerry está determinado a assustá-los para não assumirem sua casa. A família rapidamente adota um gato de rua chamado Tom para ajudar a livrá-los de seu problema de pragas. Em uma batalha épica pela casa, Tom & Jerry logo descobrem sua crescente adoração pela família e devem trabalhar juntos para protegê-los de uma ameaça externa. Através do trabalho em equipe, ambos aprendem o valor supremo da família e da amizade.

Tom e Jerry‘ começou como uma série produzida em curtos episódios, com uma média de sete e 10 minutos de duração cada. Entre os anos de 1940 e 1958, o estúdio Hanna-Barbera fez 114 curtas para  MGM. Com o sucesso global da animação, a dupla acabou conquistando uma genuína série de TV em 1975, chamada – inicialmente – ‘The Tom and Jerry Show’.

‘Quarteto Fantástico’: Emily Blunt volta a afirmar que não gosta de filmes de super-heróis

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP para promover ‘Um Lugar Silencioso 2‘, a atriz Emily Blunt já havia revelado que não pretende viver a Sue Storm no reboot ‘Quarteto Fantástico‘.

Agora, a atriz revelou ao Hollywood Reporter que realmente não tem interesse nos filmes de super-heróis.

“Eu sei que esses filmes de super-herói se tornaram como uma religião para muitas pessoas. Só é algo que não tem o mesmo apelo em mim. Não tenho esse desejo ardente de interpretar uma super-heroína nesses filmes”, afirmou.

Blunt disse que já interpretou uma super-heroína nos cinemas.

“Eu já interpretei uma super-heroína. Mary Poppins é minha super-heroína. Eu já fiz isso”, brincou.

Assista um trecho da entrevista:

A estrela disse que ficou um pouco decepcionada depois que perdeu o papel de Viúva Negra para Scarlett Johansson, e só pensaria na ideia se fosse uma personagem realmente única.

Até lá, os fãs continuam planejando o elenco dos sonhos para dar vida à família composta por Reed Richards, Ben Grim e Susan e Johnny Storm.

Lembrando que Kevin Feige, presidente da Marvel, planeja recolocar a disfuncional família de super-heróis de volta aos cinemas apenas em 2023.

Esta será a quarta tentativa de honrar o legado da equipe, logo depois do imemorável filme de Roger Corman em 1994, a mini-franquia fracassada de Tim Story iniciada em 2005, e a versão de Josh Trank em 2015, que foi massacrada pelo público e pela crítica. 

Por enquanto, ainda não há nenhuma outra informação sobre a vindoura adaptação.

O último reboot de ‘Quarteto Fantástico‘ foi um dos maiores fiascos de críticas e público na história recente, enquanto os bastidores caóticos geraram uma das histórias mais interessantes da indústria cinematográfica (especialmente quando foi revelado que um dos atores quase chegou às vias de fato com o diretor Josh Trank).

O remake de ‘Quarteto Fantástico‘ custou US$ 120 milhões e a arrecadou apenas US$ 167 milhões mundialmente.

Novo Suspense ERÓTICO do diretor de ‘Atração Fatal’ é DETONADO pelos assinantes do Amazon Prime…

O suspense erótico ‘Águas Profundas’, estrelado pelo casal Ben Affleck e Ana de Armas, já chegou na Amazon Prime Video e falhou em agradar os assinantes da plataforma.

Dirigido por Adrian Lyne, de ‘Atração Fatal‘ e ‘Proposta Indecente‘, o filme foi duramente criticado por seu roteiro risível.

Confira as reações:

No Rotten Tomatoes, o filme atingiu apenas 33% na avaliação dos jornalistas. Abaixo você confere trechos de algumas críticas falando a respeito do filme, onde destacaram um aspecto genérico dentro da narrativa. O CinePOP também já fez a sua crítica, que você pode ler logo abaixo. Segue também as demais.

‘Águas Profundas’, suspense erótico com Ben Affleck e Ana de Armas, se afoga na própria presunção

“O retorno de Adrian Lyne ao cinema encharcado de suor, troca a intriga por um tédio repetitivo e jogos mentais psicossexuais, entrando diretamente na semi-loucura dos seus personagens.” Consequence

“É um filme tão ultrapassado em sua visão sobre as mulheres e os relacionamentos, e tão estranhamente pervertido e limitado, que eles deveriam ter chamado literalmente de Male Gaze.” Globe and Mail

“Apesar de se assumir como um mestre do thriller erótico, Adrian Lyne faz um retorno bem morno à sua cadeira de diretor, com uma adaptação simplória de um intrigante estudo de personagem conjugal que Affleck luta para deixar interessante.” Empire Magazine

“De Armas parece estar em um comercial sensual de perfume, enquanto Affleck parece ter engolido cem quilos de analgésicos antes de entrar em cena.” The Guardian

Na trama, Vic e Melinda Van Allen são um jovem casal atraente, cujos jogos mentais sofrem uma reviravolta quando as pessoas ao seu redor começam a aparecer mortas. O casal evita o divórcio em um casamento sem amor, permitindo que cada um tenha seus próprios amantes, mas tudo fica conturbado quando a fachada da vida suburbana americana é exposta.

 

TRETA! Sessão de ‘Creed 3’ termina em BRIGA generalizada no cinema; Assista ao vídeo!

Depois da sessão de ‘Titanic‘ que alagou, agora foi a vez de ‘Creed 3‘ ganhar uma sessão 4DX real. Em um cinema na cidade de Saint Etienne, no centro da França, o filme terminou em uma luta generalizada entre a plateia.

Segundo o Deadline, um segurança foi ferido na cabeça quando latas e garrafas começaram a voar. Em outra sessão, 500 pessoas foram evacuadas no cinema Kinepolis e a exibição foi cancelada por conta de outra briga.

Assista:

Creed III‘ arrecadou US$ 58,6 milhões nos EUA no primeiro fim de semana e se tornou a maior abertura da franquia.

O estúdio esperava arrecadar entre US$ 38 – US$ 40 milhões.

Os dois filmes anteriores da franquia ‘Creed‘ foram lançados durante o mês de Novembro em 2015 e 2018, no feriado de Ação de Graças, abrindo, respectivamente, com US$ 29 milhões e US$ 35,5 milhões em seus três primeiros dias.

Creed III‘ está com 91% de aprovação pelos críticos do Rotten Tomatoes, o que é superior aos 83% de ‘Creed II‘ e um pouco menor que o primeiro filme, ‘CreedNascido Para Lutar‘, que está com 95%.

O orçamento do terceiro filme está estimado em US$ 75 milhões, o mais caro da franquia.

Confira o trailer juntamente com os cartazes:

 

‘Venom 3’ ganha logotipo OFICIAL

Venom 3’, a aguardada sequência do filme do vilão do Homem-Aranha, está entre os filmes mais esperados de 2024.

O filme – que estreia no dia 8 de novembro de 2024 – acaba de ganhar seu logotipo oficial.

Confira:

Enquanto aguardamos por mais informações sobre o longa, a estrela Juno Temple (‘Ted Lasso’) compartilhou recentemente suas experiências e o prazer de trabalhar ao lado do protagonista da trilogia, Tom Hardy.

Durante uma entrevista à Variety, a atriz, que é a mais recente adição à saga, afirmou: “Estou aprendendo muito. É divertido e interessante, porque há tantas coisas que filmamos e, quando o filme finalmente é lançado, elas parecem diferentes do que eram quando estávamos filmando. Estou animada para ver as criações que acontecem fora das câmeras também.”

A trama de Venom 3’ ainda não foi divulgada. No entanto, os fãs especulam que o filme explorará as viagens multiversais de Eddie, considerando as cenas pós-créditos de Venom: Tempo de Carnificina’ eHomem-Aranha: Sem Volta para Casa’.

Rumores também tem surgido na internet sobre a participação do astro Andrew Garfield como Peter Parker/Homem-Aranha.

O novo filme que narra a história de Eddie Brock/Venom (Tom Hardy) será dirigido por Kelly Marcel e contará com a participação de Juno Temple e Chiwetel Ejiofor no elenco. Além disso, Avi Arad, Matt Tolmach, Amy Pascal e Hutch Parker serão produtores, juntamente com Marcel e Hardy.

Confira nossa crítica sobre Venom: Tempo de Carnificina’ em vídeo:

Grotesco, nojento e ESPETACULAR! ‘A Substância’ é uma obra-prima… [Crítica Em Vídeo]

a substância

‘A Substância’, longa estrelado por Demi Moore, já está em cartaz nos cinemas nacionais e é simplesmente uma obra-prima.

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica do filme:

Após ser demitida da TV por ser considerada “velha demais” para ser atriz, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) recorre a um sinistro programa de aprimoramento corporal. A substância milagrosa promete rejuvenescê-la, mas resulta em uma transformação ainda mais radical. Ela agora precisa dividir seu corpo com Sue (Margaret Qualley), sua versão jovem e melhorada, e, aos poucos, começa a perder completamente o controle da própria vida. Em um pesadelo surreal sobre a busca incessante pela juventude, A Substância revela o preço oculto da perfeição.

‘A Substância’ está em cartaz nos cinemas nacionais.

Coralie Fargeat é responsável pela direção e roteiro.

Dennis QuaidHugo Diego GarciaPhillip SchurerJoseph Balderrama também fazem parte do elenco.

‘Segredo Obscuro’: Elisabeth Moss busca juventude e beleza no trailer do novo suspense estilo ‘A Substância’

O suspense psicológico ‘Segredo Obscuro‘ (Shell), estrelado por Elisabeth Moss (‘O Homem Invisivel’) e Kate Hudson (‘A Chave Mestra’), ganhou o primeiro trailer.

A Paris Filmes lança o filme no Brasil dia 12 de Janeiro de 2026.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Max Minghella (‘Espírito Jovem’) é responsável pela direção..

A história é ambientada em um futuro próximo, quando a obsessão cultural da humanidade com juventude e beleza acaba sendo levada a novos extremos.

Na trama…

“A atriz Samantha (Moss) recebe a oportunidade de fazer um teste gratuito na Shell, uma empresa pioneira de saúde e beleza que promete manter seus clientes com aparência jovem para sempre. A vida e a carreira de Samantha são transformadas pelo tratamento, e ela desenvolve uma amizade crescente com a CEO da empresa, a ultra glamorosa Zoe Shannon (Hudson). Quando os pacientes da Shell começam a desaparecer em circunstâncias misteriosas, incluindo a popular influencer Chloe Benson (Gerber), Samantha começa a temer por sua vida.”

Jack Stanley (‘Lou’) assina o roteiro da produção.

O elenco ainda conta com Kaia Gerber, Arian Moayed, Este Haim e Elizabeth Berkley.

Crítica | Lola Pater – As atualidades de um morrer por amor

Dirigido pelo cineasta parisiense Nadir Moknèche, ‘Lola Pater’ fala sobre escolhas, medos e principalmente sobre a relação de pai e filho blindada por uma situação inusitada, de descoberta, onde passos são dados com muito cuidado. Os personagens transbordam emoções, a protagonista exala simpatia. É uma crônica moderna de uma família com descendentes árabes onde as escolham guiaram os destinos de todos anos atrás. No papel principal, a inesquecível Fanny Ardant. a atriz de 68 anos, musa de Truffaut, encontra num complexo personagem um dos grandes trabalhos de toda uma carreira.

Na trama, conhecemos Zinedine (Tewfik Jallab), também chamado de Zino, um afinador de instrumentos, motoqueiro que trabalha em uma Paris nos dias atuais. Zino acaba de perder precocemente sua mãe e resolver embarcar em uma jornada rumo ao paradeiro desconhecido de seu pai Farid. Nessa busca, chega até a professora de dança Lola (Fanny Ardant) que para sua surpresa é o seu verdadeiro pai que após anos fez uma cirurgia e virou mulher. Assim, pai e filho precisarão combater as mágoas do passado e tentar recriar os laços perdidos pelo tempo.

Precisamos falar de Fanny Ardant. A delicadeza com que compõe seu personagem é algo sublime, transborda emoção com um olhar amargurado de quem já sofreu bastante pela vida e muito por conta das escolhas do personagem. É muito fácil se encantar com Lola, dona de uma vitalidade envolta de uma arte apurada, uma força da natureza encantadora que precisou se blindar de muitos sentimentos bons para apagar manchas de seu passado como homem e pai ausente na criação de seu único filho. Talvez um recomeço, quando é procurada pelo filho, entra em conflito, não sabendo direito como lidar com essa situação do reencontro e com um medo constante da reação de seu filho já que agora é mulher por completo.

A direção de Moknèche é detalhista e competente, buscando em cada cena transpirar ao público as emoções e as forças dos personagens que cruzam nossos olhos nas árduas batalhas rumo ao entendimento. A narrativa é lenta o que nos faz nos aproximar dos personagens já que conseguimos entende-los melhor. Tendo a arte musical como característica marcante na vida dos dois personagens, preenche a tela com uma delicada trilha sonora que traz um toque requintado a bela história. ‘Lola Pater’ é atemporal, um projeto venerável que emociona do início ao fim.

 

Crítica | ‘Manga’ – Um simpático passatempo sem ambições maiores

Sem pretensões de ser algo além de uma simpática comédia romântica que vai de encontro a uma ingenuidade da previsibilidade, chegou à Netflix, nesse início de novembro, uma produção dinamarquesa que busca no superficial reflexões sobre o lado existencial de dois personagens em conflito. Manga, dirigido por Mehdi Avaz, segue uma receita de bolo – como tantas outras produções – virando um passatempo sem ambições maiores, mesmo com personagens carismáticos.

Lærke (Josephine Park) é uma mulher que busca os próximos passos no ramo hoteleiro. Mãe da jovem Agnes (Josephine Højbjerg), ela nunca consegue arrumar tempo para a filha. Focada em uma nova missão determinada pela chefe, Joan (Paprika Steen), ela parte para Málaga com o objetivo de convencer o viúvo Alex (Dar Salim) a vender suas valiosas terras, que abrigam uma enorme plantação de mangas. Tudo que ela não esperava era se apaixonar por ele.

A narrativa busca nas surpresas do destino seu fôlego, construindo contrastes que vão da alegria aos dilemas, das dores do passado às incertezas do futuro – norteada por um positivismo, traço marcante de muitas produções românticas. Com um cenário deslumbrante de pano de fundo, amplificações de emoções são vistas com uma composição de cores que expressam o desejo e a paixão, também por diálogos que expõem os clichês.

Mesmo sendo superficial e não rompendo camadas, o roteiro busca alguns caminhos para mostrar as aflições e correr desesperadamente para o intenso de um amor avassalador. Dois personagens de meia-idade enfrentam os conflitos de suas trajetórias até ali: uma mãe workholic e um empreendedor se enrolando em dívidas. O amor surge como uma oportunidade de entender o mundo de outra forma – dentro de um sentido existencialista, onde a responsabilidade e a angústia vem antes de qualquer construção de quem são como seres humanos.

Não sei se há alguma metáfora no sabor doce e no aroma intenso da conhecida fruta tropical que dá título à obra. Talvez seja uma possibilidade de refletir sobre o amadurecimento. Nesse caso, realmente se encontra conexões para se pensar sobre o tempo como um elemento importante para os próximos passos que todos nós, algum dia, temos que dar.

Os Filmes de Super-Herói dos Anos 90 que se tornaram Obras B do Cinema

Produções de US$200 milhões de orçamento, os filmes de super-heróis (em especial da Marvel) se tornaram sinônimo de sucesso nas bilheterias e verdadeiros fenômenos culturais. Justamente por isso, se torna cada vez mais distante e difícil a ideia de pensar neles como flops que rapidamente são esquecidos. Mas, é só voltarmos para a década de 1990, onde o gênero era tudo menos garantia de bom retorno, para perceber que tais obras eram exatamente isso.

Muitos inclusive foram lançados sem que grande parte do público sequer soubesse de sua existência. Já imaginou você alheio aos Vingadores ou Pantera Negra nos cinemas? Pois é, eram tempos sombrios, meus amigos. Pensando nisso, em como este gênero conseguiu evoluir rápido, o CinePOP te leva numa volta no tempo, para esta “era das trevas”, para conhecer ou lembrar os filmes de super-herói (alguns da Marvel inclusive) que viveram para se tornar obras B do cinema.

Capitão América (1990)

Sim, meus amigos, muito antes de Chris Evans se tornar um sex symbol na pele do íntegro herói que usa a bandeira dos EUA como uniforme na superprodução Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), um filme com o personagem já havia sido produzido. Na verdade, um seriado exibido nos cinemas (era assim que funcionava antes da TV) com o personagem data de 1944, três anos depois de sua criação nos quadrinhos. Depois disso, em 1979, dois longas feitos direto para a TV foram lançados com o ator Reb Brown protagonizando – aqueles que o Capitão América usava capacete e andava de moto. Mas a primeira produção com o herói para o cinema viria em 1990.

Produzido pela 21st Century Film Corporation, companhia do israelense Menahem Golan, ex-proprietário da picareta Cannon Films, o longa Capitão América teve de orçamento a bagatela de US$3 milhões. E ao olharmos os envolvidos, isso explica muita coisa. Golan e a Cannon tinham planos para um filme do Homem-Aranha que nunca se concretizou (apesar de teaser e tudo), e aqui finalmente o produtor conseguia pôr as mãos em uma propriedade da Marvel… e arruiná-la completamente! Hoje, o filme virou prazer culposo, item cult e aquele tipo de filme que de tão ruim se torna bom. Além disso, completa 30 anos de seu lançamento em 2020.

O Quarteto Fantástico (1994)

Primeiro supergrupo de heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico ainda não teve seu lugar ao sol no Olimpo cinematográfico. Bem, isso talvez mude agora que os direitos estão com o MCU através da compra da FOX. Os personagens apareceram na forma de desenho animado ainda na década de 1960 (produzido pela Hanna-Barbera) e depois em 1994 numa animação produzida pela Saban. No cinema, oficialmente deram as caras em 2005, num filme de pouca substância, mas que rendeu três vezes mais que seu orçamento de US$100 milhões. Este longa teve continuação dois anos depois e o resultado foi semelhante. Mesmo assim, a FOX optou pelo desastroso reboot de 2015.

Vinte anos antes, uma produção com os personagens era criada – ou quase. O que aconteceu foi que as produtoras New Horizons e Constantin Film estavam quase expirando os direitos do produto, obrigando as companhias a lançar um filme, caso contrário seriam revertidos à Marvel. Assim, só para constar e sem real intenção de estreá-lo nos cinemas, foi chamado o icônico Roger Corman, conhecido produtor que se vira com uns trocados, para supervisionar a obra pela quantia de US$1 milhão (e pensávamos que os US$3 milhões do item acima era mixaria). O longa virou uma espécie de lenda urbana, e com o advento da internet, o nunca exibido filme O Quarteto Fantástico, de 1994, pôde ser conferido por fãs e cinéfilos. E olha, tem gente que diz que não é a pior coisa produzida com este título…

Geração X (1996)

É seguro dizer que X-Men: O Filme (2000) deu o pontapé inicial para a nova era dos super-heróis nos cinemas, e o que temos hoje é graças a este “pequeno” filme de Bryan Singer. Mas nem sempre o universo mutante valia ouro. E aqui temos um grande exemplo disso. Para sermos justos, precisamos mencionar que este não é um filme propriamente dito, e sim um piloto de uma série rejeitada, que seria distribuída pelo canal FOX. Com o orçamento de US$4 milhões (vejam só, já um avanço – ainda mais se pensarmos que o alvo era a TV desde o início), a ideia por trás do programa era focar em personagens do time B dos mutantes, preparando terreno para um eventual filme no cinema. Dos rostos mais conhecidos, destaca-se a protagonista Jubileu (Heather McComb). Com o cancelamento da série, Geração X virou um filme para a TV de 1h30min, e no Brasil chegou nas locadoras causando trauma nos aficionados.

Barb Wire – A Justiceira (1996)

Aqui damos um tempo do esculacho na Marvel para focar numa heroína saída das páginas da Dark Horse Comics, companhia responsável pelos quadrinhos Hellboy, O Máskara e The Umbrella Academy. Criada por Chris Warner em 1993, a loira é uma espécie de Mad Max em um futuro distópico, sujo e feio. A diferença é que a protagonista é uma beldade – e talvez a ideia tenha sido colocar a boneca Barbie como centro de uma aventura pós-apocalíptica. Assim, em 1996, numa época em que os estúdios apostavam mais em personagens desconhecidos (para esconder o fato de sua origem nas HQs) do que em heróis simbólicos, somente três anos após sua primeira aparição nos quadrinhos, a personagem ganhava as telonas nas formas de nenhuma outra senão Pamela Anderson – no auge da popularidade devido ao seriado S.O.S. Malibu. Com um orçamento de US$9 milhões, bancados pela Polygram Filmed Entertainment e pela Dark Horse Entertainment, o longa recuperou apenas US$3.7 milhões mundiais. E você, já tinha ouvido falar deste?

Vampirella (1996)

Durante muito tempo, produtores de Hollywood ficavam receosos de colocar protagonistas femininas em filmes do gênero – coisa que vem mudando merecidamente nos últimos anos. O fato é que longas como Vampirella não ajudavam muito na causa. Seguindo por filmes protagonizados por heroínas, temos agora na lista a personagem criada por Forrest J. Ackerman ainda na década de 1960 – fazendo de Vampirella uma das personagens femininas precursoras, dona de seu próprio título (um marco para a indústria). Mesmo que fetichizada por trajes mínimos, a heroína é uma forte protagonista feminina, uma vampira vivendo em outra dimensão. Dando aula de “como Não fazer”, esta coprodução da Showtime Networks foi lançada direto em vídeo, com o orçamento de US$1 milhão – já imagina-se o drama com este “troco” da feira, certo? Sobra vergonha alheia ao assistirmos a pobre Talisa Soto (mais conhecida como a Kitana dos filmes Mortal Kombat) na pele da personagem. Esperamos que em breve Vampirella receba o seu merecido respeito numa superprodução de verdade.

Aço (1997)

Rebatizado como Steel – O Homem de Aço, esta produção resume bem como os engravatados dos grandes estúdios de Hollywood estavam perdidos sobre o que fazer com tais produtos na década de 1990. Os executivos da Warner não sabiam nem o que fazer com o Superman, um de seus maiores bens (quase dando sinal verde para Superman Lives, com Nicolas Cage, dirigido por Tim Burton), e mesmo assim foram em frente aprovando um filme solo com este personagem derivado de sua mitologia. John Henry Irons surgiu nos quadrinhos após a morte do Homem de Aço e se tornou uma espécie de Homem de Ferro da DC Comics. Assim, a Warner disponibilizava US$16 milhões para seu herói secundário (por comparação, Batman & Robin custava US$125 milhões ao mesmo estúdio) – demonstrando a falta de confiança neste universo. Para piorar a situação, esta era a época em que Hollywood tentava firmar esportistas como astros do cinema (Michael Jordan, Dennis Rodman) e o gigantesco Shaquille O’Neal, que embora carismático não tem nada de ator, foi selecionado para puxar o filme como protagonista. Resultado: nem ao menos US$2 milhões recuperados mundialmente.

Nick Fury – Agente da S.H.I.E.L.D. (1998)

Voltando a bater na Marvel (eles aguentam, tem trilhões em caixa), para finalizar temos outra produção da casa lançada direto em vídeo (nos EUA um filme produzido para a TV). Não sei de quem foi a ideia de dar filmes de heróis para ex-astros de Baywatch protagonizar – bem, no caso de Jason Momoa deu certo. Seja como for, depois de Pamela Anderson foi a vez de David Hasselhoff, o meme humano, dar vida a um personagem secundário da Marvel. Dois anos depois de Barb Wire, o colega de Pamela estrelava como Nick Fury, o caolho diretor da maior agência de segurança da casa, o FBI da Marvel, SHIELD – que hoje tem uma série digna para chamar de sua na TV. E bem, se surpreende o fato do personagem ser caucasiano, saiba que originalmente ele tinha tais formas em sua criação nos quadrinhos. Sua reimaginação nas formas de Samuel L. Jackson, também nos quadrinhos, foi um grande acerto da empresa. E bem, mais do que motivo para esquecermos o mais rápido possível essa produção mequetrefe da Fox Television.

Por que as pessoas não estão gostando do final de ‘Stranger Things’?

Ninguém esperava que ‘Stranger Things’ se tornasse o fenômeno mundial que se tornou. Esses tipos de erupções de popularidade são muito difíceis de prever e não podem ser planejadas. É preciso cair no gosto do grande público – e para o espectador dos quatro cantos do mundo abraçar um produto, não há qualquer planejamento. Veja bem, todo e qualquer título almeja tal sucesso, e pensando assim, podemos dizer que toda e qualquer obra audiovisual é planejada para ser consumida pelo maior número de pessoas. Todos almejam quebrar tais recordes. Mas o que eu quero dizer é que são pouquíssimos os que de fato conquistam, e para isso não há fórmula. É preciso quase um alinhamento das estrelas e planetas.

Voltando para 2016, quando a primeira temporada de ‘Stranger Things’ estreou na plataforma da Netflix, em 15 de julho, de forma tímida, esse alinhamento ocorreu, e em pouco tempo o programa se tornava a “febre” daquela temporada. Este amigo que vos fala foi um dos primeiros a poder assistir à temporada completa, antes da estreia na plataforma. A Netflix disponibiliza para os jornalistas um acesso único para que assistam antes e possam dar o seu parecer ao público, para que as pessoas saibam o que irão assistir e se realmente vale à pena. Desta forma, sem qualquer alarde, sem grandes nomes no elenco (a não ser uma Winona Ryder buscando credibilidade na carreira novamente), o programa chegava de forma sorrateira.

Leia também: Crítica 1ª Temporada | Stranger Things: Terror e mistério na fantástica série da Netflix

Confesso que não dei a importância necessária ao programa logo de cara. Como dito, é impossível fazer qualquer previsão neste sentido. No meu caso, existia ainda um outro fator. Eu havia acabado de assistir à série ‘The Returned’ (2015), que fazia parte do catálogo como chamariz de uma recém-inaugurada Netflix, e o programa guardava muitas similaridades com ‘Stranger Things’. ‘The Returned’ era na verdade o remake americano da francesa ‘Les Revenants’ (2012), sobre um mistério sobrenatural envolvendo os moradores de uma pequena cidade, em especial crianças e suas famílias. Na versão americana, de criação de Carlton Cuse, produtor de ‘Lost’ (2004-2010), Mary Elizabeth Winstead era um dos nomes emergentes.

Assistindo a ‘The Returned’ e ‘Stranger Things’ sequencialmente, qualquer um esperaria que o programa criado pelo produtor do sucesso ‘Lost’ seria o dono de uma vida mais longeva. ‘Stranger Things’ também se garantia na emulação da nostalgia dos anos 80 – artifício muito utilizado na época, como por exemplo em filmes como ‘A Ressaca’, ‘Férias Frustradas de Verão’, ‘Uma Noite Mais que Louca’, ‘Super 8’ e ‘Terror nos Bastidores’, só para citar os que foram lançados mais ou menos na mesma época. Ou seja, pegar pela nostalgia oitentista não era assim algo muito inovador. Porém, não é preciso fazer primeiro, é preciso fazer bem. Nenhum dos filmes citados se tornou sucesso e a maioria ficou esquecido. ‘The Returned’, que não era um programa original da Netflix (e sim do canal A&E) – apenas exibido pela plataforma, foi cancelado na primeira temporada e rapidamente desapareceu. Você já tinha ouvido falar?

No final, tudo o que restou foi ‘Stranger Things’. A popularidade do programa foi tão grande, que ele ganharia um especial no SBT apresentado por Marília Gabriela, junto a boatos de que a emissora do homem do baú havia fechado um acordo para exibir a série, com o título de ‘Coisas Estranhas’. Isso nunca viria a se concretizar. Para nós jornalistas, ‘Stranger Things’ era legal, mas nada perto de ser um divisor de águas, e poderia ser cancelada, assim como ‘The Returned’, na primeira temporada. A coisa funciona mais ou menos como no cinema, em que as críticas saem antes da avaliação de bilheteria. Muitas vezes temos casos de filmes rechaçados pelos críticos, mas que se tornam sucessos financeiros retumbantes. Ou vice e versa. No caso de ‘Stranger Things’, foi só quando o programa ficou disponível para o público, que pudemos dimensionar o tamanho do abraço que receberia.

Esse sucesso garantiu logo no ano seguinte a segunda temporada. E daí foi um pulo. A sensação já estava consolidada, os personagens já haviam caído no gosto do grande público e a audiência atingia o pico para a primeira plataforma de streaming. ‘Stranger Things’ rapidamente se tornou o programa mais popular da empresa e um dos mais populares de todos os tempos. Com a terceira temporada, de 2019, os memes dominavam a internet, e todo mundo passou a conhecer o seriado. Quem poderia esquecer, por exemplo, a namorada secreta de Dustin, Suzie (Gabriella Pizzolo), cantando a música de ‘História sem Fim’, que viralizou com a ajuda das redes sociais – algo que as temporadas anteriores não contaram.

Finalmente chegamos à última temporada, o quinto ano do programa que também marcou sua despedida. É engraçado notar essa diferença da era do streaming e TV à cabo com os canais convencionais de antigamente, onde tínhamos ano após ano uma nova temporada de uma série que ainda estava no ar. ‘Stranger Things’, por exemplo, está em nossas vidas há praticamente 10 anos, mas só teve cinco temporadas.

Mas por que, com tanta adoração pela série, as pessoas não estão gostando do seu encerramento? Existem muitos fatores por trás disso. Os motivos podem ser os mais variados, dependendo do tipo de espectador que se analisa. Existem aqueles que nunca acharam ‘Stranger Things’ algo muito especial, mas assistiam sem compromisso para ficar por dentro das rodinhas de conversa. Esse tipo de espectador dificilmente se encantaria com o final de uma série a qual nunca morreram de amores verdadeiramente. A não ser que o final fosse realmente algo inovador e único. E devo dizer que realmente não foi. Não foi a reinvenção da roda. Mas ele é extremamente condizente com o que ‘Stranger Things’ sempre foi.

Agora vem o segundo grupo de espectador: o que se decepciona com qualquer coisa. E eu poderia facilmente me incluir neste grupo também. É da natureza humana criar expectativas em nossa mente sobre o que deveria ser, e quando não recebemos, ocorre o inevitável. Junte a isso o fato de que é muito difícil criar o final de uma série, pois qualquer que ele seja, não irá agradar. Vamos usar com exemplo duas das séries consideradas as melhores de todos os tempos por grande parte dos fãs: ‘Game of Thrones’ e ‘Seinfeld’. Ainda hoje ambas entram na conversa quando o assunto é série adorada, no entanto, ambas são consideradas também séries com os piores finais. Estes finais talvez tenham decepcionado pela expectativa em torno do tamanho que tais programas atingiram. E bem, podemos dizer que ambos ousaram em suas abordagens, fugindo do esperado. E não foram bem aceitos.

Com ‘Stranger Things’ ocorre o contrário, as maiores críticas foram a falta de ousadia e a previsibilidade. Certamente, se o final entregasse o inesperado também não agradaria e os argumentos seriam os mesmos que elegem ‘Game of Thrones’ e ‘Seinfeld’ como dois dos piores de todos os tempos. ‘Stranger Things’ fez o feijão com arroz? Com certeza. A série não se arriscou, não ousou. Correto de novo. Ela entregou exatamente o que o público que acompanhou esse tempo todo queria, afinal a série sempre foi convencional e nada ousada, apenas brincava de ser afiada, mas é conservadora no sentido narrativo. Não dá para esperar que uma série assim entregue um final mirabolante e que fuja de sua essência. É esperar que ‘E.T. – O Extraterrestre’ tenha um final de ‘Clube da Luta’.

A vantagem de ‘Stranger Things’ é que ela nunca foi ‘Lost’. Ou seja, ao jogar no seguro, ela nunca deu um passo maior do que a perna. ‘Lost’ se tornou um programa ambicioso demais para o seu próprio bem, e os fãs no fundo sabiam que não existiria “payoff” que justificasse. É como sair amarrado em muitos balões, você levanta voo e é excitante, sobe, sobe, mas sabe que não vai ter mais como descer. ‘Lost’ não tinha como agradar em seu desfecho, e este é o caminho que parece estar seguindo uma série como ‘Ruptura’, por exemplo, em que ganhamos mais perguntas do que respostas, até se acumularem tanto, que até esquecemos qual foi a primeira pergunta que fizemos e não tivemos resposta. É a esquisitice pela esquisitice.

Stranger Things’ pode ser uma das séries mais populares de todos os tempos, mas é uma das melhores de todos os tempos? Bem, não. O que ela possui é o apelo do chamado “quatro quadrantes”, ou seja, apela aos quatro grupos demográficos: homens e mulheres, mais jovens e mais velhos. Isso explica sua chamada falta de ousadia, afinal é preciso continuar agradando todo tipo de espectador.

Em resumo, o final de ‘Stranger Things’ foi condizente com a proposta da série ao longo de todos esses anos. E como não vibrar ao ver a personagem de Winona Ryder arrancar a machadadas a cabeça de Vecna, empalado no dente da criatura colossal, lembrando de todas as vidas que ele tirou e o mal que causou a cada um dos personagens, em flashbacks de temporadas anteriores. Ele teve inclusive a chance de redenção, porém, se optassem por esse caminho aí sim que o povo iria chiar. Afinal o que todos queriam ver era o acerto de contas entre o bem e o mal, a mais antiga fórmula de todas. A decapitação é catártica, é a lavada na alma, e remete, por exemplo, a ‘Halloween H20’, o desfecho perfeito daquela franquia.

E o que dizer da corajosa afirmação de Will (Noah Schnapp), o mais sofrido dos quatro amigos, que finalmente ascendeu duplamente, ao mostrar sua verdadeira força e assumir sua sexualidade. O vislumbre de seu futuro na cena final foi um dos mais satisfatórios, mostrando que agora o personagem pode finalmente assumir as rédeas de sua vida sem medo, livre e sem restrições, se descobrindo por completo. Impossível não se emocionar. Assim como a mais bem-vinda adição ao elenco principal: a graciosa Holly (Nell Fisher), a irmã mais nova de Mike (Finn Wolfhard), que sempre esteve lá de pano de fundo, e ganha grande importância nesta temporada final. É ela quem fica na linha de frente, encarando os terrores de Vecna, dentro da mente do vilão. Ela é a responsável por salvar as outras crianças e no último episódio se mostra uma verdadeira líder, corajosa e confiante.

Todos os personagens tiveram os finais que precisavam ter. O mais interessante e emocionante, no entanto, foi o círculo perfeito que se fecha quando a última cena do programa se conecta com a primeira da temporada um. ‘Stranger Things’ abriu sua narrativa em 2016 com os quatro amigos jogando o RPG ‘  ’ no porão da casa de Mike. Todos que cresceram naquela era analógica se identificam de imediato. E aqui, no final, assim como o público, eles mesmos voltam àquela nostalgia inicial agora mais velhos, tendo se formado no colégio. Ao invés de festas com garotas, eles resgatam o tempo perdido de sua amizade após tantos entraves e perigos, ao mesmo tempo em que vemos uma passagem de bastão – com uma nova geração assumindo seus lugares, encabeçada pela mesma Holly.

O final de ‘Stranger Things’ foi repleto de emoção, suspense, ação e claro, drama – a despedida de Eleven (Millie Bobby Brown) foi de partir o coração. Ao mesmo tempo, deixou migalhas no chão para possibilidades no futuro. Foi um final perfeito? Bem, depende do que se entende pelo conceito. Para muitos sim. Para outros tantos não, bem longe disso. O que eu diria é que foi um final perfeito para ‘Stranger Things’ – o que não significa que foi um final perfeito para você.

‘Heathers’: Episódios voltam a ser engavetados após novo tiroteio nos EUA; Saiba mais!

Depois de um longo tempo, a Paramount finalmente decidiu exibir a polêmica série ‘Heathers‘, que adapta o clássico oitentista ‘Atração Mortal‘. No entanto, depois que um lamentável tiroteio que deixou 11 mortos em Pittsburgh, o canal optou por engavetar novamente a produção.

Os dois episódios que deveriam ter sido exibidos ontem (28) foram removidos da grade. E não serão exibidos.

Estranhamente, o canal ainda pretende exibir o último episódio da série hoje (29) – que foi pesadamente reeditado para remover as tramas consideradas muito “controversas” para audiência americana –, mesmo sem os espectadores terem visto os anteriores.

Em junho, a Paramount havia engavetado o projeto porque o conceito satírico de violência dentro de um colégio “não parecia certo”.

Heathers‘ traz de volta a mesma história do filme de 1988, tornando a trama mais atual e trazendo, também, uma nova protagonista. Mas a principal diferença, é que a atração seria comandada por meninas “desajustadas”, a série teria caráter antológico.

Selma Blair (‘Segundas Intenções’) interpreta Jade, madrasta interesseira de Heather Duke (Brendan Scannell). A série ainda conta com Shannen Doherty, de ‘Barrados no Baile‘.

O filme original foi protagonizado por Winona Ryder (‘Stranger Things‘), Christian Slater (‘Mr. Robot‘) e Shannen Doherty, e contou com a direção foi de Michael Lehmann. Na época, ‘Atração Mortal‘ fracassou nas bilheterias, mas com o passar dos anos foi considerado um clássico cult do cinema – assim como outros vários filmes, por exemplo, ‘Blade Runner, O Caçador de Androides‘.

‘Into the Dark’ é renovada para a 2ª temporada

De acordo com o SpoilerTV, o Hulu renovou a série antológica de terror ‘Into the Dark‘, produzida em parceria com a Blumhouse, para a 2ª temporada.

A produção do próximo ciclo está prevista para começar no dia 25 de julho.

Diferente das séries tradicionais, os episódios são lançados mensalmente, cada um focando em uma data comemorativa diferente.

‘Insecure’: 4ª temporada da aclamada comédia da HBO ganha trailer COMPLETO; Assista!

A HBO divulgou o trailer completo da 4ª temporada de ‘Insecure‘.

Assista:

A nova temporada irá estrear no dia 12 de abril.

Insecure conta a história de Issa Dee (Issa Rae), uma jovem negra talentosa e cheia de inseguranças, que após um relacionamento frustrante, tenta encontrar sua própria beleza e vigor como uma mulher solteira. A busca por si mesma a leva a uma série de situações diversas, sempre compartilhadas com sua melhora amiga, Molly (Yvonne Orji).

‘Ozark’: Alfonso Herrera entra para o elenco da última temporada

De acordo com o TVLine, Alfonso Herrera (‘Sense8‘ e ‘The Exorcist‘) entrou para o elenco da 4ª (e última) temporada de ‘Ozark‘.

O ator vai interpretar Javi Elizonndro, um membro desconhecido da família Navarro que transita entre a tênue linha entre ser um tenente obediente e conspirar para assumir o cartel de seu tio.

As novas adições ao elenco também contam com Adam Rothenberg, Bruno Bichir, CC Castillo e Katrina Lenk.

Ainda sem previsão de estreia, o próximo ciclo terá 14 episódios que serão divididos em duas partes.

Jason Bateman, produtor executivo e diretor, estrela como Marty Byrde, junto à indicada ao Oscar Laura Linney como sua mulher, Wendy.

Na trama, os Byrde e seus filhos adolescentes, Charlotte e Jonah, são, para todas as intenções e propósitos, uma família comum com uma vida comum. Exceto pelo trabalho de Marty, um consultor financeiro de Chicago que é também o mais importante lavador de dinheiro para o segundo maior cartel de drogas do México. Quando as coisas ficam feias, Marty precisa tirar sua família dos arranha-céus de Chicago e se mudar com ela para a região bucólica dos Lagos Ozark, no Missouri.

O elenco conta com Esai Morales, Julia Garner, Marc Menchaca, Jason Butler Harner e Harris Yulin.

‘Kandisha’: Entidade é invocada no clipe do novo terror dos diretores de ‘A Invasora’

O terror sobrenatural ‘Kandisha‘ ganhou um novo clipe.

Confira, com o trailer completo:

Alexandre Bustillo e Julien Maury, do perturbador ‘A Invasora‘, são responsáveis pela direção.

Durante as férias de verão três amigas se juntam aos outros adolescentes do bairro. Todas as noites, eles se divertem compartilhando histórias assustadoras e lendas urbanas. Mas quando Amélie é agredida por seu ex, ela se lembra da história de Kandisha, uma demônio poderosa e vingativa. Com medo e chateada, Amélie a convoca. No dia seguinte, o ex dela é encontrado morto. A lenda é verdadeira e Kandisha está à solta. Agora, cabe às três meninas quebrar a maldição.

Mathilde LamusseSamarcande Saadi e Suzy Bemba estrelam a produção.

Nos EUA, o terror foi lançado pelo Shudder. No Brasil, segue sem previsão.

A Colheita

(Dark Harvest)

 

Elenco:

Elizabeth Reaser

Jeremy Davies

Luke Kirby

 

Direção: David Slade

Gênero: Terror

Duração: — min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 3 de Maio de 2024

Sinopse: 

Um monstro lendário chamado Garoto do Outubro aterroriza os residentes de uma cidade pequena quando ele surge dos milharais todo Halloween com sua faca de açougueiro em busca de alguém corajoso o suficiente para confrontá-lo.

Curiosidades: 

» O longa é baseado no livro homônimo de Norman Partridge;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

’65’: Sci-fi com Adam Driver é ADIADO para evitar competição com ‘Pânico VI’

Inicialmente previsto para 10 de março, o suspense sci-fi ‘65‘, estrelado por Adam Driver (‘Casa Gucci’), foi adiado em uma semana para evitar a concorrência direta com ‘Pânico VI‘ – que está previsto para o mesmo dia.

Agora, a produção está programada para estrear no dia 17 de março.

Confira o trailer:

O longa foi escrito pela dupla Scott BeckBryan Woods, do aclamado ‘Um Lugar Silencioso‘. Infelizmente, detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em segredo.

Ariana GreenblattChloe Coleman também foram confirmados ao elenco

Além de roteirizar, Beck e Woods também são responsável pela direção.

Sam Raimi produz o filme ao lado de Zainab Azizi e Debbie Liebling.