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Crítica 4 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

He´s back… Again

Parece que foi ontem que assisti ao Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final no cinema e tive uma experiência de uma vida. O que posso dizer é: que pena para a geração de hoje. Estreia neste fim de semana mundialmente o novo exemplar da franquia, O Exterminador do Futuro: Gênesis, e nem é preciso dizer que não é 1/5 da obra-prima que James Cameron confeccionou e lançou em 1991. Bom, mas também quantos filmes são?

Privilegiando muito mais a ação do que ideias, o novo filme até possui um início exemplar. A resposta para “como tornar um material interessante e novo pela quinta vez” foi entregue na forma de referências, homenagens e o uso da metalinguagem, fazendo a série existir dentro dela mesmo. Um conceito interessantíssimo, porém, logo abandonado em nome da mesmice.

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É como se Gênesis existisse dentro do filme original de 1984 e sua primeira continuação. Para isso, os realizadores recriam momentos icônicos destes clássicos, frame a frame, trazendo grande apelo nostálgico para os que amam verdadeiramente cinema. Mas sabemos que cinema deste porte não é feito para os que amam cinema. É feito para qualquer um e todo mundo.

Antes que possa pegar as vestimentas dos punks em 1984, o modelo T-800 de um jovem Schwarzenegger, incrivelmente bem criado, é impedido pela versão mais velha do mesmo robô, agora chamado de “Papi”. Foi ele quem criou a guerreira Sarah Connor, interpretada aqui pela gracinha miúda Emilia Clarke (da série “Game of Thrones”). Eu sei que está confuso, mas tentem me acompanhar. O que acontece é que em Gênesis linhas temporais se entrelaçam e colidem, dando certa respeitabilidade ao roteiro.

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Toda esta parte inicial, na qual Gênesis invade e influencia principalmente o filme original, exala criatividade e mostra que as ideias podem não ter morrido. Quem dera pudessem ter feito o filme todo assim. Da metade, digamos, em diante, o novo Exterminador do Futuro segue a cartilha de qualquer blockbuster atual, ou seja, muitas explosões, muito CGI e momentos sem qualquer elemento humano que nos faça importar com o que está sendo mostrado na tela.

Não existe perigo verdadeiro aqui, ou nada realmente em risco. Os personagens não são devidamente desenvolvidos, e grande personagens como Kyle Reese (Jai Courtney) e Sarah Connor viram quaisquer heróis genéricos. E nem me peça para falar sobre John Connor (Jason Clarke). Nem mesmo grandes cenas de ação ganhamos aqui – o terceiro filme pode ser execrado, mas possui uma cena de ação de tirar o fôlego, criada na forma tradicional de fazer cinema, ou seja, a forma real. Neste, eu desafio qualquer um a lembrar ou apontar um grande momento. James Cameron, o pai da criatura, deu seu aval e Arnold está de volta. Infelizmente, não é o bastante.

Crítica | Belas e Perseguidas

Não, Reese, não!

Filmes como Belas e Perseguidas servem para um único propósito aos avaliadores, não precisarmos pensar muito na hora de eleger os piores do ano. Para quem achava que já havíamos visto do pior, esta “comédia” chega para provar que 2015 ainda não acabou. E o sofrimento também não. Recentemente, fiz no CinePop uma lista com as piores produções cinematográficas da primeira metade do ano. Bom, é seguro dizer que Belas e Perseguidas estará figurando na lista completa, e quem sabe em primeiro lugar.

Novo veículo de comédia para a estrela Reese Witherspoon (mal dá para acreditar que a atriz acabou de sair de uma indicação ao Oscar pelo ótimo Livre), Belas e Perseguidas aposta na dinâmica das duplas disfuncionais, a qual atingiu seu auge lá na década de 1980. Justamente por isso, o filme soa incrivelmente datado, e como algo que ficou engavetado por décadas, apesar de não ser este o caso – afinal, se fosse, o material deveria ser incinerado e não resgatado hoje.

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Tudo é extremamente cínico e quase nada funciona. Fica claro também que a Warner tentou pescar o filão conquistado pela Fox em 2013, quando As Bem Armadas somou US$ 230 milhões mundialmente, recebeu boas críticas e garantiu o aval para uma continuação. A estrutura é a mesma, temos a policial certinha, controladora e motivo de chacota (Sandra Bullock em As Bem Armadas e Reese Witherspoon aqui) e a figura exótica e tresloucada (Melissa McCarthy em As Bem Armdas e Sofía Vergara aqui).

O negócio é que não basta repetir uma fórmula sem conteúdo. E Belas e Perseguidas soa extremamente “montado” e sem alma. As situações são as mais absurdas e não fazem qualquer sentido. É como se estivéssemos assistindo a algo passado fora do planeta Terra. Não existe coerência com qualquer coisa que se assemelhe à realidade. As piadas não acertam o gol, e o espaço para cenas tão ruins que chegam próximo a serem boas (mas não o suficiente), como quando Witherspoon e Vergara se disfarçam de veado (sim, é triste neste nível), imperam.

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Na trama, Witherspoon é a única sobrevivente da força policial designada a proteger uma testemunha de um cartel do tráfico, após um ataque de assassinos. Agora, cabe a protagonista levar a personagem Daniella Riva (Sofía Vergara) em segurança até seu destino. No caminho, irão se deparar com policiais corruptos, um ônibus desgovernado cheio de turistas idosos, um condenado boa praça (com quem a protagonista irá se envolver amorosamente) e um caipira seduzido por uma das cenas de lesbianismo sensual mais “toscas” da história.

Para quem acha que um pouco de Sofía Vergara é demais (como eu – toda a sua sensualidade se esvai no momento em que abre a boca), saiba que aqui o termo “caricatura”, o qual domina a carreira da moça, é pouco para definir o esboço chamado Daniella Riva. A diretora Anne Fletcher, que tem bons trabalhos na carreira, como A Proposta (2009) e Minha Mãe é uma Viagem (2012), volta aos tempos do horroroso Vestida para Casar (2008) com seu novo filme. Um desperdício de tempo e dinheiro. Passem bem longe.

Crítica 3 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

Foi em 1991 que conheci a franquia ‘O Exterminador do Futuro‘, quando assisti ao VHS do segundo filme, ‘O Julgamento Final‘. Me apaixonei pelo cinema de ficção-científica após essa obra-prima de James Cameron, que unia um roteiro muito bem escrito sobre viagens no tempo e ciborgues futurísticos somado a efeitos especiais de primeira (que muitos filmes atuais não conseguem reproduzir com a tecnologia atual).

Naquela época, os efeitos especiais eram feitos para incrementar um roteiro, e não ao contrário. Arnold Schwarzenegger estava no auge de sua carreira, e após viver com sucesso o vilão do primeiro filme, uma plot twist genial o transformou no herói – e alívio cômico – do segundo filme. Além de ser um exterminador, ele também se transformou em uma figura paterna de John Connor (vivido na época de maneira soberba por Edward Furlong). Junte a trama uma Linda Hamilton bombada e extremamente fodona (minha personagem preferida da franquia e do cinema), que se tornou a “mãe da resistência” e o exterminador T-1000 (Robert Patrick), criado por um CGI espetacular enquanto se transformava em metal líquido.

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Quase uma década depois, o diretor James Cameron perdeu os direitos da franquia após seu divórcio com Linda Hamilton, e desde então foi ladeira abaixo.

Jonathan Mostow (U-571 – A Batalha do Atlântico ) dirigiu em 2003 o caça-níquéis ‘O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas‘, que não adicionava nenhuma informação relevante à franquia e havia matado subitamente e sem explicações a melhor personagem da série, Sarah Connor, de leucemia (Oi?). Por mais que os efeitos haviam avançado, o filme era vazio e sem humor, trazendo um Schwarzenegger totalmente travado.

Confesso que gostei da trama de ‘O Exterminador do Futuro: A Salvação‘, que adicionava novos elementos à franquia com ideias mirabolantes, como um robô-meio-humano (Sam Worthington) que tem seu coração emprestado para John Connor (Christian Bale, mediano) no final da projeção, dando espaço para interessantes sequências que nunca foram produzidas. Apesar das ideias nobres, a direção do pop McG (‘As Panteras’) deu uma atrapalhada na execução, entregando apenas um filme divertido.

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Eis que em 2015 surge este ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘, que traz o retorno de seu grande astro Schwarzenegger ao papel principal – e alívio cômico – e tem a direção do competente Alan Taylor (‘Thor: O Mundo Sombrio’).

A ideia é interessante: não é uma sequência, refilmagem ou reboot. Como assim? Aproveitando a ideia da viagem no tempo do segundo filme, os roteiristas Laeta Kalogridis e Patrick Lussier resolveram criar uma linha temporal totalmente nova que empurra o Dia do Julgamento para 2017 e dá mais tempo para os produtores aproveitarem a franquia.

Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta a 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvar o futuro, uma reviravolta inesperada dos fatos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese encontra-se numa versão nova e desconhecida do passado, onde se depara com aliados improváveis, incluindo um novo exterminador T-800, o Guardião (Arnold Schwarzenegger); inimigos novos e perigosos, e uma missão inesperada: redefinir o futuro.

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O elenco se destaca: Emilia Clarke, uma atriz mirradinha e baixinha, acaba convencendo como Sarah Connor – chegando até a parecer com Linda Hamilton em algumas cenas do filme. É claro que ainda falta o físico, que deve ser trabalhado nos supostos próximos filmes. Mesmo assim, ainda prefiro Lena Headey (da finada série). Jai Courtney está fantástico no papel de Kyle Reese, e após esse filme deve se tornar um dos mais novos astros de ação de Hollywood.

E o que falar de Schwarzenegger? O astro voltou ao seu auge – não só físico – e consegue tirar risadas do público em quase todas as suas cenas. Fantástico e à vontade no papel, dá pra ver que nosso exterminador se divertiu pencas durante a filmagem e conseguiu trazer o humor de volta à franquia. E, por mais que alguns fãs achem que possa ser um ponto baixo, não é! O segundo filme se auto parodiava o tempo todo. E esse também.

Jason Clarke é a única ponta solta do filme, como um John Connor caricato e fora do tom. Uma pena.

Com ação do início ao fim e uma direção segura de Alan Taylor, o filme tem um roteiro sólido que mostra os bastidores da viagem no tempo e reseta o futuro da maneira que conhecemos.

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Conforme James Cameron afirmou em um vídeo recente, ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘ é sim o terceiro filme da franquia. Pode ainda não ser aquele filme definitivo que gostaríamos de ver (e provavelmente só conseguiríamos se Cameron e Linda Hamilton voltassem, o que é quase impossível), mas ele consegue levar a história para frente adicionando novos elementos à mitologia da série e preservando as ideias clássicas dos dois primeiros filmes – assim como a recriação de algumas cenas de ambos. É um deleite para os fãs, e um presente para quem gosta de filme de ação.

Crítica em Vídeo – O Exterminador do Futuro: Gênesis

Posted by CinePOP on Terça, 30 de junho de 2015

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Crítica 2 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

Entre os festivais de explosões e tiros para todo lado, que são razoáveis, a graça é ver o velho Arnold soltando frases de efeito e abrindo seu sorriso de ciborgue feliz, aqui e ali. Porém, nem esse monte de carisma ou as ótimas atuações são capazes de sustentar o roteiro ruim e a direção chocha.

Senti que estava assistindo a uma versão robótica e futurista de uma das sequências da franquia ‘Velozes e Furiosos‘. Digo isso porque não há esforço algum em tentar construir uma base dramática sólida para o filme; algo para sustentar os montantes de perseguições e destruições gratuitas. É simplesmente ação injustificada; explodir coisas porque explodir é legal. E não há nada de errado nisso, não me entenda mal, alguém pode fazer um filme com o intuito apenas de explodir, queimar e destruir. O cuidado que se tem de tomar é em construir uma base narrativa para que aconteçam essas coisas. Fazer com que entendamos os personagens e seu universo e criar uma sequência narrativa lógica e bem trabalhada, senão, pode-se acabar com filmes medianos, como este.

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Do inicio a metade, é quase insuportável assistir ao longa; que soa quase como um videoclipe, uma imagem bonitinha atrás da outra. Isso porque o diretor não se dá ao trabalho de nos apresentar aos personagens, nem de nos mostrar, efetivamente, o universo. Em vez disso, opta pela maneira mais preguiçosa e anti-criativa de se abrir a projeção. Imagens de um lugar com a voz de uma pessoa narrando o que aconteceu. Além disso, há uma enxurrada de diálogos expositivos; óbvios e com a função exclusiva de explicar a situação ao espectador. Entramos na narrativa frios, e fica difícil de se importar.

Mais para o final, o filme começa a engrenar. Devido mais ao tempo de exposição aos personagens do que tudo. Temos uma identificação mínima com aquelas pessoas e começamos a adentrar na história e se divertir com aquilo. É claro, não há tempo que substitua uma boa arquitetura dramática e mesmo que tenhamos o mínimo de diversão, nunca temos as mais fortes e agradáveis emoções que se pode ter. No final, quando o grupo consegue seu objetivo, após passar por diversos conflitos que envolvem tiro, porrada e (bomba?) viagens no tempo, não nos sentimos identificados, realizados ou satisfeitos. Não conseguimos entender os personagens, não sentimos que estávamos nessa jornada com eles e nem percebemos suas mudanças.

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O filme toca rapidamente na questão da privacidade na rede, quando inclui um programa que conecta todas as atividades das pessoas a rede. A história e os acontecimentos são tão inverossímeis e mal pensados, que fica difícil levar a sério alguma coisa na obra, mas a presença disso, embora tratado com pouquíssima seriedade e profundidade, revela uma preocupação crescente com a segurança e privacidade na rede.

O que sobra é o carisma enorme de Arnold Schwarzenegger como um ciborgue que proteje Sarah (Emilia Clarke), servindo de uma figura paterna para ela. Um robô grande, forte e poderoso incorporando um paizão soa engraçado e fofo, e é fonte recorrente de bom humor. As diversas cenas em que o ciborgue dá um sorriso mecânico e estranho, bem como, em especial, quando adentra um hospital carregando um urso de pelúcia gigantesco nas mãos são bastante engraçadas. Junto às boas atuações, com destaque para Jason Clarke, Emilia Clarke e Jai Courtney, estes aspectos não permitem que o filme seja um fracasso completo, pelo menos é divertidinho.

Crítica | O Exterminador do Futuro: Gênesis

I’ll be back… Ever!

A cinessérie O Exterminador do Futuro (ou Terminator, no original), criada por James Cameron, que confessou beber de várias mídias do gênero da ficção cientifica quando a concebeu, tornou-se um grande sucesso dentro da cultura pop logo no primeiro longa lançado em 1984. E ganhou proporções inimagináveis com a chegada de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), obra que deu outro rumo ao que se pode chamar de blockbuster. A terceira parte era só questão de tempo, quando Cameron vendeu os direitos da marca, quase doze anos depois do segundo capítulo, foi lançado O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003), o exemplo claro de um trabalho sem alma ou esmero. Nem mesmo com O Exterminador do Futuro – A Salvação (2009), que trazia um elenco cheio de estrelas e tinha uma proposta particular, vemos a franquia ganhar fôlego.

E para que o símbolo não morresse de vez, chega aos cinemas O Exterminador do Futuro: Gênesis, pela Paramount Pictures, que resgata os episódios envolvendo Sarah Connor e Kyle Reese, e traz de volta o ícone Arnold Schwarzenegger. Os fatos ocorridos no ano de 1984 são alterados quando John Connor envia para o passado, ainda na infância de sua mãe, uma espécie de Guardião, que a ensinará como sobreviver da futura ameaça chamada Skynet. Invertendo a situação, Reese acaba sendo ajudado e até protegido pela jovem que iria se tornar a simples garçonete de Los Angeles.

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Quando o primeiro teaser-trailer de Gênesis foi solto, pouco se entendeu a respeito da proposta que os produtores seguiriam, seria um reboot total ou continuaria a história de outro modo? A duvida aumentou quando se viu o modelo T-1000 presente ainda na década oitentista, ou com a chegada de um novo John Connor. A primeira vista, pareceu um roteiro ousado para os parâmetros hollywoodianos que estamos acostumados. Juntando isso ao casting, os excelentes efeitos destacados e as generosas declarações do próprio James Cameron, a expectativa era positiva sobre o troço.

Dirigido por Alan Taylor, que veio do mediano Thor: O Mundo Sombrio (2013), o filme tem um primeiro ato realmente promissor, ao refazer cenas do título original com perfeição. A recriação gráfica do jovem Schwarzenegger está bem convincente, apesar de alguma estranheza ser notada. Os ângulos de câmera e a direção de arte também nos fazem voltar no tempo, e a cena em que vemos John Connor escolher e enviar Kyle Resse para o passado, acaba sendo bem interessante para os fãs de longa data. Bem como o elenco parece conectado com a proposta fílmica, convencendo e envolvendo o espectador.

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Os problemas começam a surgir quando as novas ideias do roteiro, assinado pela dupla Laeta Kalogridis e Patrick Lussier, são postas em prática. Tudo parece muito perdido e confuso, até pouco funcional. As analogias temporais acabam sendo rasteiras, já que a suspensão de descrença precisa ser constantemente exigida. Até a trilha sonora de Lorne Balfe parece requentada. Ou seja, nesses aspectos, a fita peca bastante. Inclusive, há incoerências grosseiras no texto apresentando [Cuidado, as citações a seguir contém spoilers, caso não tenha interesse, pule para o próximo parágrafo.], como o fato do T-800 retornar após o sacrifício, ou a Skynet sobreviver a explosão, dando ideia que de nada daquilo adiantou.

Por outro lado, Taylor dá um dinamismo narrativo e tanto ao filme, que por assim flui organicamente e consegue prender o público na trama deveras maluca. As muitas tomadas de ação e perseguição mostram-se interessantes e pulsantes. O tom cômico é outra boa surpresa do longa, e isto acontece graças ao estrondoso carisma de Arnold Schwarzenegger. Este que em cena parece se divertir bastante voltando ao papel que o consagrou para sempre na sétima arte. O resto do elenco igualmente não compromete – o caso do casal Jai Courtney e Emilia Clarke, que apesar de serem geralmente criticados, cumprem bem suas funções. Jason Clarke e J.K. Simmons também somam positivamente.

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No fim das contas, O Exterminador do Futuro: Gênesis soa como mais uma continuação inócua da franquia, artisticamente falando, bem como as duas que o precede. Deve cumprir seu propósito de entreter e fazer referência aos dois primeiros jovens clássicos, como também servir de base para futuras continuações, por poder ser considerado um reboot. Resta saber quando a sequência sairá, já que em 2019 os diretos de Terminator voltam para as mãos de seu criador, que estará ocupado no mundo de Pandora, por longos anos.

Crítica | Meu Passado Me Condena 2

Ninguém imaginava o sucesso que ‘Meu Passado Me Condena‘ faria nas bilheterias, quando lançado em 2013. Adaptação da série de televisão e da peça de teatro de mesmo nome, escritas pela inteligentíssima Tati Bernardi, o filme levou 3,2 milhões de brasileiros aos cinemas, fazendo com que a sequência fosse prontamente confirmada.

Se a peça de teatro e a série são conhecidas pelas tiradas cômicas do roteiro, a adaptação para os cinemas falhou em criar situações divertidas e espontâneas, mesmo com a presença dos talentosos Fábio Porchat e Miá Mello, e em alguns momentos o primeiro filme chegava a ser pedante.

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Fui assistir a essa sequência sem muita expectativa, já que achei o filme original mediano. Eis que me surpreendi. A roteirista Tati Bernardi conseguiu se renovar, e fazer uma crônica atual do casamento, além de criar empatia do espectador com ambos os personagens principais, Fábio e Miá, coisa que não acontecia no primeiro filme (Miá era chata demais).

Enquanto vemos os dois lados da história, percebemos que os dois personagens estão certos e errados, cada uma na sua maneira de pensar. E não é que esse é o segredo para entender qualquer relacionamento afetivo? Essa dubiedade de pensamentos fazem qualquer história ter seus dois lados, e se bobear, até um terceiro.

Meu Passado me Condena 2’ mostra o que aconteceu com Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello), que se casaram com apenas um mês de namoro e tiveram uma turbulenta lua-de-mel num cruzeiro, em alto mar. Após o pedido de separação, Fábio convence a mulher a ir com ele a Portugal para consolar o avô (Antônio Pedro), que acabou de ficar viúvo. O desenrolar da história se passa em Lisboa e na aldeia de Sortelha, próxima da Serra da Estrela, local mítico e romântico. Lá, Fábio reencontra uma antiga namorada, Ritinha (Mafalda Rodiles), e Alvaro (Ricardo Pereira), com quem rivaliza desde garoto. Longe de casa, os dois passam, mais uma vez, pelas provações típicas dos jovens casais.

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O maior acerto da nova produção são as locações portuguesas de Quinta de Sant’Ana, no Gradil, e em Sortelha, um vilarejo perto da Serra da Estrela, que causam um deleite visual.

Vivendo os personagens no teatro, TV e no cinema, Fábio e Miá estão totalmente à vontade e conseguem conquistar o público com uma atuação sólida e uma química invejável em tela. Fábio rouba quase todas as cenas, com uma atuação que parece mesclar entre o profissional e a improvisação (seu grande forte), fazendo rir com seus tiques e tentativas de agradar sua companheira.

A fórmula do roteiro é a mesma do primeiro filme: um casal chega na vida dos protagonistas para atrapalhar a união. Se no primeiro os atores Alejandro Claveaux e Juliana Didone davam vida aos personagens, desta vez quem interpreta o “casal problema” são Mafalda Rodiles (ótima atriz portuguesa) e o talentoso – e também português – Ricardo Pereira. Grandes adições ao elenco.

Inez Viana (Suzana) e Marcelo Valle (Wilson), que serviam como alívio cômico como um adorável casal de trambiqueiros, retornam em uma participação bem menos divertida. Uma pena.

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A direção, da talentosa Julia Rezende, é extremamente eficiente e consegue tirar o máximo das belas locações portuguesas, transformando o país em um dos personagens do filme. Vale lembrar que Rezende lançou outro ótimo filme como diretora esse ano, ‘Ponte Aérea’.

Mesclando humor e drama, o filme consegue a medida certa tirar emoções dos expectadores, e se torna uma crítica bastante atual do casamento moderno.

Superior ao primeiro filme, ‘Meu Passado Me Condena 2‘ mostra que o cinema nacional evoluiu, trazendo uma fotografia bela e de qualidade, roteiro gracioso e atuações dignas. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos caminhando na direção certa.

‘As Branquelas 2’ pode se passar no Brasil

Ontem, o CinePOP foi o primeiro site no Brasil – e no mundo – a divulgar que a comédia ‘As Branquelas‘ (White Chicks), de 2004, poderia ganhar sequência.

Nossa publicação pedindo que as pessoas ajudassem o filme a sair do papel foi o maior sucesso, e o ator Marlon Wayans conseguiu as 300 mil curtidas em seu post no Twitter para transformar ‘As Branquelas 2‘ em seu próximo projeto.

Mas a alegria não para por aí: das 300 mil curtidas, quase metade veio dos fãs brasileiros, que iniciaram uma campanha: #WhiteChicks2InBrazil!

Com a campanha pedindo que a sequência se passe no Brasil, Marlon Wayans cogita trazer as socialites Brittany e Tiffany Wilson para a Cidade Maravilhosa. Já pensaram que hilário?

‘As Branquelas 2′ conta com a sua ajuda pra acontecer 

Confira o fuá que os brasileiros fizeram no Twitter, e o post do Wayans falando sobre a sequência:

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“Levante a mão quem quer a sequência desse filme! 300.000 curtidas e eu posso fazer desse o nosso próximo filme”, afirmou.

Os irmãos Shawn Wayans e Marlon Wayans começaram a produzir ‘As Branquelas 2‘ em meados de 2010, mas a Sony acabou cancelando a produção.

Com o sucesso do primeiro filme, e o interesse dos fãs no segundo, os irmãos podem ter levado o roteiro a outro estúdio de Hollywood.

O ator Terry Crews (‘Os Mercenários’), que viveu o divertido milionário Latrell, revelou que tem seu retorno confirmado.

O longa custou US$ 37 milhões e arrecadou US$ 113 milhões mundialmente.

Kevin e Marcus Copeland, dois agentes do FBI muito atrapalhados, se dão mal em uma investigação e são ameaçados de perder seus empregos. Quando um plano para seqüestrar as mimadas irmãs socialites Brittany e Tiffany Wilson (paródia, em particular das irmãs Hilton) foi descoberto, Kevin e Marcus ficam com a humilhante missão de escoltar as duas socialites do aeroporto para o hotel. Enquanto são escoltadas, as duas mulheres se ferem e eles se vêem obrigados a se disfarçar das irmãs socialites para não descobrirem o ocorrido e eles perderem seus empregos.

Crítica | Phoenix

Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Dirigido pelo cineasta alemão Christian Petzold (do ótimo Barbara), o longa-metragem Phoenix possui uma narrativa bastante lenta, um ritmo próprio que deixa o público um pouco com sono, conta com uma ótima atuação de sua protagonista e uma direção apenas boa de Petzold. Esse longa-metragem, que estreia no Brasil no mês de julho tem coisas muito boas e coisas que deixam a desejar, principalmente quando falamos em roteiro.

Na trama, ambientada no ano de 1945, acompanhamos a saga de Nelly Lenz (Nina Hoss), uma sobrevivente dos campos de concentração nazistas que, apesar de ter escapado do sofrimento que passou, sofreu vários ferimentos e seu rosto ficou totalmente desfigurado. Sem qualquer terror, vê a desunião das moléculas de sua própria existência, até que chega em sua vida, Lene Winter (Nina Kunzendorf), funcionária de uma agência judaica, que toma como missão cuidar e ajudar ela de todas as maneiras que é capaz. Junto com Lene, chega também a possibilidade de Nelly reencontrar seu marido. Mas será que ele vai reconhecê-la? O que será do destino dessas almas?

Nina Hoss interpreta com maestria sua sofrida Nelly Lenz. A agonia desta bela personagem somente é compreendida no segundo arco. E no arco final, já no desfecho da trama, carregada de emoção, surpreende o público com uma cena muito bem executada e que explica muito de todo o contexto da trama. O elenco, que leva o filme nas costas, ainda conta com Nina Kunzendorf e Ronald Zehrfeld, ambos inspirados em seus papéis.

O filme todo é modelado em atos recheados que vão melhorando conforme descobrimos mais sobre os personagens. A narrativa lenta que se destaca no início do filme, acaba deixando o andamento da história um pouco arrastado, muito porque acaba acontecendo uma certa sonolência pela falta de informação. É difícil ter empatia pelos personagens quando eles simplesmente são jogados em cena, mesmo assim as atuações dos artistas são acima da média deixando que pelo menos o suspense seja interessante para o respeitável público.

Meu Passado Me Condena

(Meu Passado Me Condena)

 

Elenco:

Fábio Porchat, Miá Mello, Inez Viana, Marcelo Valle, Rafael Queiroga, Juliana Didone, Alejandro Claveaux, Elke Maravilha, Stepan Nercessian, Catarina Abdalla.

Direção: Julia Rezende

Gênero: Comédia

Duração: 102 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 25 de Outubro de 2013

Sinopse:

Quando Fábio (Porchat) e Miá (Mello) se encontram, é amor à primeira vista. Eles se casam um mês depois de se conhecerem e decidem viajar à Europa em um cruzeiro em lua de mel. Só que, durante a viagem, eles encontram seus antigos namorados, Beto (Alejandro Claveaux) e Laura (Juliana Didone), que hoje estão juntos e também passam sua lua de mel.

Curiosidades:
» A direção fica por conta de Julia Rezende. ‘Meu Passado Me Condena‘ é a adaptação da série de televisão de mesmo nome, escrita por Tati Bernardi.

Entrevista:

Crítica:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Virando a Página

(The Rewrite)

 

 The Rewrite (2014) on IMDb

Elenco:

Hugh Grant – Keith Michaels
Marisa Tomei – Holly
Bella Heathcote – Karen
Allison Janney – Mary Wheldon
J.K. Simmons – Dr. Lerner
Chris Elliott – Jim

Direção: Marc Lawrence

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 107 min.

Distribuidora: Diamond Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 25 de Junho de 2015

Sinopse:

O roteirista Keith Michaels (Hugh Grant) já esteve no topo do mundo – com um Globo de Ouro e um filme de sucesso, um casamento feliz e um filho, e uma aparentemente infinita reserva do charme sexy e da inteligência tipicamente britânicas. Mas isso aconteceu 15 anos atrás. Agora ele está divorciado, chegando aos 50, não escreve um roteiro de sucesso há anos e está praticamente sem grana.

Mas a sua agente, que felizmente ainda lhe é fiel, o aconselha a dar um tempo de Hollywood e dar um semestre de aulas de Roteiro de Cinema numa universidade ao norte de Nova York, na bucólica cidade de Binghamton, além de aproveitar o tempo para finalizar um novo projeto. Sem outra alternativa e nenhuma vontade, Keith muda-se para a friorenta Binghamton, e logo descobre que lá ainda é, e pode aproveitar as vantagens de ser, uma celebridade: ter um caso proibido com uma das alunas (Bella Heathcote, de Sombras da Noite), desafiar a rigorosa professora Mary Wheldon (Allison Janney, da série Mom) e negligenciar seus deveres como professor.

Mas o respeito e a confiança da turma de alunos, a amizade do diretor da universidade Dr. Lerner (J.K. Simmons, Oscar de Ator Coadjuvante por Whiplash: Em Busca da Perfeição) e do colega especialista em Shakespeare Jim (Chris Elliott, de O Ditador), e sobretudo a companhia da sua aluna mais madura, Holly (Marisa Tomei) acabam mostrando a Keith que ele precisa mesmo é reescrever sua própria história.

 

Curiosidades:

» Escrito e dirigido pelo cineasta Marc Lawrence.

» Quarta parceria de Lawrence com o ator Hugh Grant após ‘Amor à Segunda Vista‘ (2002), ‘Letra e Música‘ (2007) e ‘Cadê os Morgan?‘ (2009).

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

 

Rainha e País

(Queen and Country)

 

 Queen and Country<br /><br /><br /> (2014) on IMDb

Elenco:

Caleb Landry Jones – Bill Rohan
Callum Turner – Percy
David Thewlis – Bradley

Direção: John Boorman

Gênero: Drama

Duração: 114 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 25 de Junho de 2015

Sinopse:

Bill Rohan é um feliz jovem de 18 anos que tem os sonhos interrompidos pela Guerra da Coreia em 1952. No campo militar, ele conhece Percy, que se torna um bom amigo. Os dois logo viram instrutores e conspiram contra um sargento desagradável. Enquanto explora o mundo longe de casa, Bill se apaixona por uma jovem indomável.

 

Curiosidades:

» Sequência de ‘Esperança e Glória‘ (1987).

» Escrito e dirigido por John Boorman, mesmo diretor do longa original.

» Rodado na Irlanda, França e Romênia.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

 

O Gorila

(O Gorila)

 

 O Gorila<br /><br />
(2012) on IMDb

Elenco:

Otávio Muller – Gorila
Mariana Ximenes – Cintia
Alessandra Negrini – Rosalinda
Milhem Cortaz

Direção: José Eduardo Belmonte

Gênero: Drama Nacional

Duração: 90 min.

Distribuidora: RT Features

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 25 de Junho de 2015

Sinopse:

Afrânio é um ex-dublador solitário que cria um heterônimo: o Gorila. Assim, ele passa a telefonar para mulheres, estimulando fantasias e se alimentando de suas histórias. No entanto, durante a ceia de Natal, Afrânio se torna vítima de um misterioso telefonema e se vê obrigado a enfrentar o mundo exterior para impedir um suicídio. Rosalinda, sua nova vizinha e uma de suas vítimas telefônicas, junta-se a ele em sua busca.

 

Curiosidades:

» Baseado no conto do escritor Sérgio Sant’Anna.

» Rodado em 2012.

 

Trailer:

 

Cartazes:

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Fotos:

 

Crítica | Minions

Ao longo dos 91 minutos de projeção, não houve um momento em que fiquei na ponta da cadeira ou gargalhei. ‘Minions soa como se estivesse tentando se tornar uma diversãozinha de sábado a tarde, no pior dos sentidos, sem em nenhum momento a aspirar por nada além disso. E ainda pior, não realiza nem esse objetivo medíocre, o que é uma pena, já que o filme tem um potencial enorme para ser algo criativo, mas seus diretores parecem estar satisfeitos em estar abaixo da média, celebrando a falta de sensibilidade e o lugar comum.

Em um primeiro momento se adota uma lógica que logo depois é abandonada, sendo que esta primeira abordagem é muito mais interessante e inteligente que a segunda, o que torna essa mudança extremamente irritante. O humor, que é fundamental para esta obra e a acompanha por toda a sua duração, também é bastante flácido e pouco criativo, assim como a maioria dos outros aspectos, se apoiando na mediocridade e na obviedade. Adicione a isso, também, que a maioria das principais piadas foram divulgadas no trailer, o que torna o filme além de monótono, desagradável em alguns momentos.

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Nos primeiros minutos nós vemos uma espécie de Travelogue, filmes de viagem que exploram lugares exóticos, algo que poderia se sustentar por si só, ainda mais se os diretores tivessem trabalhado no humor. Passamos, praticamente, por toda história da vida orgânica na terra. Organismos de uma célula, dinossauros, homens das cavernas e até Napoleão e o Drácula, numa viagem interessante e dinâmica. Depois dessa pequena colagem, vemos os Minions chegando à Nova York, no final dos anos sessenta, o que é bastante divertido e intrigante já que acompanhamos esses pequenos seres amarelos enquanto passam por lojas e ruas, desvendando aquele espaço e se metendo em confusões.

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Após ser adotada esta abordagem vídeo gamesca, onde se explora os espaços, inovadora e ainda pouco experimentada pelo cinema em geral, o longa dá uma guinada em direção a uma tática narrativa de eventos rápidos e ação. Nesse momento, já é tarde demais para adotar esta postura, já que não se gastou tempo suficiente para que criemos laços com os personagens e nos importemos com eles. É frustrante perceber como o filme trilha um caminho inteligente e novo, para em seguida regressar a um ultrapassado. Estava divertido acompanhar os Minions enquanto passeavam por Nova York, não havia necessidade de uma camada narrativa fajuta. Bastava trocar de lugar de vez em quando, trabalhar nas piadas e não utilizar referências obvias e preguiçosas, como um Outdoor contendo Richard Nixon sorridente e pessoas marchando por “paz e amor” nas ruas.

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As piadas, além de serem constituídas de Gags visuais mal trabalhadas, como as inúmeras vezes em que um policial de bigode aparece em meio a um coro de vozes femininas, são completamente sabotadas pela exposição anterior no trailer. As melhores passagens, como quando os minions confundem Kevin com uma banana e quando Stuart tenta paquerar um hidrante amarelo, são completamente anuladas por isso. E nem o enorme carisma dos Minions, principalmente Bob, tão fofinho que dá vontade de apertar (só eu fiquei com essa vontade?), é capaz de sustentar o filme, que acaba se afirmando como um entretenimento de baixa qualidade.

EXCLUSIVO: Cartaz de ‘Os Olhos Amarelos dos Crocodilos’, com Julie Depardieu

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o cartaz nacional da comédia-dramática ‘Os Olhos Amarelos dos Crocodilos‘ (Les Yeux Jaunes Des Crocodiles), de Cécile Telerman (‘Algo Que Você Precisa Saber’), baseado no livro de Katherine Pancol, que tem sua estreia nos cinemas brasileiras prevista para o dia 2 de julho de 2015.

Confira, com o trailer:

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Duas irmãs têm uma relação conflituosa e opostas totais: Iris (Emmanuelle Béart) leva uma vida fútil e luxuosa, sem trabalhar, enquanto Joséphine (Julie Depardieu), que acabou de passar por um relacionamento amoroso conturbado, trabalha como pesquisadora da Idade Média, mas não tem o reconhecimento da família. Certo dia, para impressionar a família, Iris diz que está escrevendo um romance, justamente sobre uma pesquisadora da Idade Média. Para sustentar a mentira, ela pede a irmã (Joséphine) escrever o romance de verdade em seu lugar, em troca de dinheiro. Quando o livro inesperadamente obtém sucesso, as duas irmãs entram em rota de colisão e um livro fará com que a relação entre elas transforme-se radicalmente suas vidas.

O filme terá pré estreias pagas em Brasília (Cine Cultura Liberty Mall) e São Paulo (Espaço Itaú de Cinema Augusta).

Destaque na edição deste ano do Festival Varilux de Cinema Francês,’Os Olhos Amarelos dos Crocodilos‘ (Les Yeux Jaunes Des Crocodiles) tem em seu elenco nomes como os de Julie Depardieu, Emmanuelle Béart e Patrick Bruel.

O que esperar de ‘Batman vs Superman’?

2015 chegou na metade, mas o próximo ano já tem seu filme mais aguardado: ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘.

Mesmo combatendo com o lançamento de ‘Capitão América: Guerra Civil‘, que tem um grande legado a preencher após um segundo filme espetacular, é a batalha dos dois maiores heróis da DC Comics que tem movimentado a internet e deixado todos os fãs – da Marvel e/ou da DC – ansiosos para o desenrolar desse embate.

Confesso que sou um grande fã da Marvel Studios (lá vem os comentários dos leitores enfurecidos chamando o CinePOP de “site Marvete”). Porém, é inegável o universo que eles conseguiram construir nos cinemas.

Em 2005, Kevin Feige escolheu de Jon Favreau para comandar uma promessa de fracasso ‘Homem de Ferro‘. Escolheram um ator em baixa, Robert Downey Jr., e apostaram todas as fichas na produção sobre o herói com sérios problemas de personalidade (o mesmo problema que o astro do filme tinha na época, após envolvimento com drogas e uma passagem pela cadeia). Nem a Marvel poderia imaginar o sucesso que o filme conquistou: foram espetaculares US$ 585 milhões arrecadados mundialmente.

Com o sucesso, Feige resolveu dar continuidade ao crescente subgênero dos filmes de super-heróis e resolver criar um universo a ser compartilhado por todos seus personagens, o Universo Marvel. À partir daí, foram só sucessos. Cada personagem ganhou seu filme-solo (exceto a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro), para no final se juntarem no genial ‘Os Vingadores‘.

Foram 10 anos de planejamento, roteiros adaptados para que os heróis pudessem aparecer nos filmes de outros personagens da casa, sucessos e alguns filmes que acabaram não emplacando (‘Homem de Ferro 3‘ é um saco, convenhamos).

Eis que na Comic-Con 2013, a Warner Bros. surpreendeu a todos e confirmou o encontro de Superman e Batman nos cinemas. Tudo pareceu meio apressado, afinal, tínhamos acabado de conhecer o novo Superman (Henry Cavill) em ‘O Homem de Aço‘, que foi um filme bacana, mas longe de ser espetacular.

Tudo bem que a Warner tem um acerto no seu currículo: a trilogia ‘Batman‘, de Nolan, é uma obra-prima irretocável que nos entregou o melhor filme de super-herói de toda a história, ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas‘. Mas só.

De resto, o estúdio tem mais erros do que acertos, e já tentou a sorte com o sofrido ‘Lanterna Verde‘ (2011), com o vergonhoso ‘Mulher-Gato‘ (2004) e com o sonolento ‘Superman – O Retorno‘ (2006). Dá pra ficar com o pé atrás, bem atrás.

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Mas então, o que esperar de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘?

Apesar das duras críticas sobre a escolha de Ben Affleck para viver o novo Homem-Morcego, todos temos que concordar que o cara evoluiu muito e deixou os haters de queixo caído com sua atuação ‘Garota Exemplar‘, sem contar que levou o Oscar por seu filme ‘Argo‘. Mas o problema não está no ator, e sim na falta de planejamento da Warner/DC.

Colocar dois dos seus maiores heróis lutando nas telonas sem sequer apresentar um deles em um filme solo é arriscado, afinal, ninguém conhece esse novo Batman e será muito difícil apagarmos da memória aquele vivido majestosamente por Christian Bale. Antes de dar sinal verde para este filme, os produtores deviam primeiro ter reiniciado a franquia ‘Batman‘ com filme que fosse, pelo menos metade, do que foi ‘Batman Begins‘.

Para piorar a salada mista, já foram confirmados a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e o Aquaman (Jason Momoa) na história, além do vilão Lex Luthor (Jesse Eisenberg). A difícil tarefa de juntar todos os personagens de maneira concisa na trama fica a cargo de Chris Terrio (‘Argo’).

São muitos personagens para serem apresentados em um filme só. E se tem uma coisa que o cinema e que ‘Homem-Aranha 3‘ nos ensinaram, é que o excesso de personagens é sinônimo de fracasso.

Segundo reportagem do Hollywood Reporter, a Warner está enfrentando problemas para construir o universo cinematográfico da DC, apesar de já ter dedicado seu cronograma dos próximos cinco anos à oito filmes de heróis da editora.

O principal problema é a falta de alguém para supervisionar os projetos, que estão sendo tocados de forma individual pelos diretores ou produtores de cada um dos filmes, ao contrário da Marvel, que tem seu presidente Kevin Feige como responsável por deixar coeso o universo cinemático da produtora. David Ayer, por exemplo, recebeu total controle criativo para dirigir ‘Esquadrão Suicida’.

A pessoa mais próxima no “comando” do universo da DC é Zack Snyder que, além de ser diretor de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’ e ‘Liga da Justiça’, também serve como consultor em outras adaptações da editora.

Porém, ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘ é a galinha dos ovos de ouro da Warner Bros. Se o filme não for bem sucedido, queima todo o universo que está se iniciando aqui, o que deve deixar o estúdio bastante receoso e preocupado em transformar o blockbuster em um hit bem sucedido, bem escrito, bem atuado e bem dirigido. As apostas estão na mesa!

Ben Affleck deve aparecer mais que Henry Cavill em ‘Batman vs Superman’

Qual sua expectativa em torno de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘?

 

Trailer dublado:

Trailer legendado:

Sangue Jovem

(Son of a Gun)

 Son of a Gun (2014) on IMDb

 

Elenco: Ewan McGregor, Brendan Kerkvliet, Brenton Thwaites.

Direção: Julius Avery

Gênero: Ação, Drama

Duração: 91  min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: R$ 2 milhões

Estreia: Nas Locadoras – 22 de Julho de 2015

Sinopse: 

O jovem JR (Brenton Thwaites) se envolve em um pequeno crime e é preso. Ma cadeia, ele conhece um mundo sem leis, onde cada um cuida apenas de si mesmo. Aos poucos, JR aproxima-se de Brendan Lynch (Ewan McGregor), um dos mais famosos criminosos do local, que se torna o seu mentor e protetor. Mas em troca dessa proteção, JR deve aceitar trabalhar para a gangue de Brendan quando estiver livre.

Curiosidades: 

» Escrito e dirigido pelo estreante Julius Avery.

Trailer:

Cartazes: 

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Garotas Inocentes

(Very Good Girls)

 Very Good Girls (2013) on IMDb

 

Elenco: Dakota Fanning, Elizabeth Olsen, Boyd Holbrook, Ellen Barkin, Richard Dreyfhuss, Demi Moore.

Direção: Naomi Foner

Gênero: Drama

Duração: 91  min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: R$ 2 milhões

Estreia: Nas Locadoras – 22 de Julho de 2015

Sinopse: 

A história acompanha duas grandes amigas (Fanning e Olsen) que querem perder a virgindade após finalizar o colegial. Para elas, é uma forma de passar de adolescentes para mulheres. O problema é que elas acabam se apaixonando pelo mesmo homem (Yelchin), colocando em risco o plano e a amizade.

Curiosidades: 

» Anton Yelchin (‘A Hora do Espanto’), Demi Moore (‘Lola’), Boyd Holbrook, Richard Dreyfuss eEllen Barkin completam o elenco.

» A roteirista Naomi Foner (‘Palavras de Amor’) estreia na direção.

Trailer:

Cartazes: 

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Terceira Pessoa

(Third Person)

 Third Person (2013) on IMDb

Elenco:

Liam Neeson, Mila Kunis, James Franco, Olivia Wilde, Kim Basinger

Direção: Paul Haggis

Gênero: Drama

Duração: 137 min.

Distribuidora: Playarte Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: Nas Locadoras – 23 de Julho de 2015

Sinopse:

A trama envolve três histórias de amor intercaladas, com três casais em três cidades: Roma, Paris e Nova York. Michael (Liam Neeson) é um autor de ficção ganhador do prêmio Pulitzer que vive trancafiado em uma suíte de hotel em Paris para terminar o seu mais recente livro. Recentemente, ele deixou sua esposa, Elaine (Kim Basinger), e está tendo um caso tempestuoso com Anna (Olivia Wilde), uma jovem e ambiciosa jornalista  que quer escrever e publicar uma ficção.

Curiosidades:

» Após ganhar um Oscar com ‘Crash – No Limite‘ (2004), o diretor Paul Haggis volta a apostar em um filme com várias tramas paralelas que acabam sendo interligadas.

» Haggis também escreveu o roteiro do filme.

» Quarta parceria no cinema dos atores Mila Kunis e James Franco após ‘Uma Noite Fora de Série‘ (2009), ‘Tar‘ (2012) e ‘Oz, Mágico e Poderoso‘ (2013).

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

O Apostador

(The Gambler)

 The Gambler (2014) on IMDb

Elenco:

Mark Wahlberg – Jim Bennett
Griffin Cleveland – Jovem Jim
Jessica Lange – Roberta
Omar Leyva – Valet
Anthony Kelley – Lamar Allen
Steve Park – Número 2
Emory Cohen – Dexter
John Goodman – Frank

Direção: Rupert Wyatt

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 111 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 25 milhões

Estreia: Nas Locadoras – 22 de Julho de 2015

Sinopse: 

O indicado ao Oscar® Mark Wahlberg vive Jim Bennett, um professor de inglês com uma secreta vida dupla, como um grande apostador. Quando é forçado a emprestar dinheiro de um notório gângster, Jim coloca a vida dos que ama em perigo mortal. Com o tempo se esgotando, ele tem que entrar no submundo do crime e arriscar tudo para tentar não perder tudo.

Curiosidades: 

» John Goodman (‘Argo’), Jessica Lange (‘American Horror Story’), Brie Larson (‘Anjos da Lei’) e Leland Orser (‘Busca Implacável’) completam o elenco.

» Rupert Wyatt (‘Planeta dos Macacos: A Origem’) dirige a refilmagem, a partir do roteiro de William Monahan (‘Os Infiltrados’).

 

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Vingança ao Anoitecer

(The Dying Of The Light)

 Dying of the Light (2014) on IMDb

 

Elenco: Nicolas Cage, Alexander Karim, Anton Yelchin, Claudius Peters, Irène Jacob.

Direção: Paul Schrader

Gênero: Suspense, Drama

Duração: 94  min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: R$ 15 milhões

Estreia: Nas Locadoras – 22 de Julho de 2015

Sinopse: 

Evan Lake é um agente da CIA que se vê forçado a reformar por estar a dar sinais de demência. Ao mesmo tempo, descobre que o seu maior inimigo e terrorista, Muhhamed Banir, não está morto como tido sido dito há 20 anos atrás, mas sim a receber tratamento médico experimental em parte incerta. Lake vai embarcar numa missão intercontinental perigosa para eliminar, de vez, esse perigoso terrorista.

Curiosidades: 

» Drama do diretor Paul Schrader (‘Gigolô Americano’ e de ‘Dominion’, prelúdio de ‘O Exorcista’) estrelado por Nicolas Cage.

» Nicolas Winding Refn, diretor do elogiado ‘Drive‘, produz junto com Gary Hirsch e Todd Williams.

 

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