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O Juíz

(The Judge)

 

Elenco:

Robert Downey Jr., Leighton Meester, Billy Bob Thornton, Vera Farmiga, Vincent D’Onofrio, Robert Duvall, Sarah Lancaster, Dax Shepard.

Direção: David Dobkin

Gênero: Drama

Duração: 141 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 16 de Outubro de 2014

Sinopse:

Um advogado de sucesso  (Downey Jr.)  retorna à sua cidade natal para o funeral de sua mãe, apenas para descobrir que seu pai distante (Duvall), o juiz da cidade, é suspeito de assassinato.

Billy Bob Thornton interpreta o promotor, e Vincent D’Onofrio será o irmão do personagem de Downey Jr.. O elenco ainda conta com Leighton Meester, Vera Farmiga, Sarah Lancaster, David Krumholtz e Dax Shepard.

 

Curiosidades:

» Robert Downey Jr. (‘Homem de Ferro’) e Robert Duvall (‘A Estrada’) estrelam a comédia dramática, dirigida por David Dobkin (‘Eu Queria Ter A Sua Vida’).

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Crítica | Selma: Uma Luta Pela Igualdade

Ser profundamente amado por alguém nos dá força, amar alguém profundamente nos dá coragem. Dirigido pela cineasta norte-americana Ava DuVernay, um dos filmes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme esse ano no Oscar, chega as nossas telonas, estamos falando do ótimo Selma: Uma Luta Pela Igualdade. Tendo como principal tema central em seu roteiro a  luta pelo direito a votação dos negros nas eleições norte-americanas, o filme de 128 minutos possui uma excelente direção, além de discursos fervorosos, empolgantes e uma atuação brilhante e inspirada do ator David Oyelowo que interpreta o protagonista Martin Luther King Jr.

Na trama, voltamos a década de 60, onde o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo), luta pelos direitos dos negros ao voto. O filme retrata toda sua trajetória nessa causa: seus conflitos familiares, por conta das ameaças que sofria, seus discursos emocionados e uma coragem e força que eram sua maior marca. Figuras políticas de um Estados Unidos fervilhando de conflitos: O presidente Lyndon B. Johnson, interpretado pelo bom ator britânico Tom Wilkinson,  J. Edgar Hoover (Chefão e criador do FBI) são alguns dos nomes que circulam pela trama, que tem o roteiro assinado por Paul Webb.

Sua família vivia sob tensão e o próprio Dr. King não sabia direito como melhorar essa situação. Parecia um predestinado a encarar seu destino, seja ele qual fosse, em busca do objetivo que modelou sua vida. Em uma cena, buscando forças para seguir em frente em sua caminhada, Luther King liga para uma cantora sua amiga e pede para ela cantar e o abençoar com uma canção, é uma das cenas mais lindas e emocionantes deste belo trabalho.

Os diálogos entre Luther King e sua esposa são maravilhosos, fazem o público ficar com os olhos fixos na telona. Há tanta verdade nas interpretações dos artistas. A diretora nessa hora, também merece receber os méritos, nos sentimos sentados ao lado dos personagens, cada palavra, cada cena mostrada, nos fazem borbulhar em raciocínios, opiniões e lembranças.  Selma: Uma Luta Pela Igualdade emociona do início ao fim, e merecidamente teve seu reconhecimento com diversas nomeações à festivais de cinema ano passado. É um filme que todos nós devemos assistir e conhecer um pouco mais sobre a história da humanidade.

Crítica | O Imperador

Em seu primeiro projeto como diretor, Nick Powell não poderia ter começado com mais força e de pé esquerdo. O Imperador, é uma sucessão de erros. Diálogos deprimentes, cenas de ação feitas de forma desleixadas, nenhum tipo de entrosamento entre os atores em cena, planos bisonhos, atuações que beiram ao amadorismo. Nicolas Cage aparece bem pouco mas o suficiente para ajudar a derrubar o filme.

Na trama, conhecemos Jacob (Hayden Christensen) e Gallain (Nicolas Cage), dois guerreiros, vinculados aos templários, que destroem tudo e a todos que encontram pelo caminho. Os anos se passam e avançamos até o norte do oriente, onde Jacob reaparece dessa vez viciado em ópio e precisa ajudar uma dupla de irmãos que lutam para manter a dinastia deixada pelo recém assassinado pai deles. Para ajudar o trio no longo caminho que precisam percorrer, Gallain também reaparece e todos reunidos combatem as forças do mal.

Roteiro, direção, elenco, difícil saber qual desses itens é a pior parte deste projeto. O longa-metragem, é uma comédia de erros do primeiro ao último minuto. Não dá para entender o que o roteirista James Dormer quis dizer com esse filme. Nada que o diretor tenta executar com seus planos dá certo. É um filme muito mal roteirizado e dirigido.

Além disso tudo, precisamos falar de atuações. Nicolas Cage se supera em cada novo projeto. Perdeu de vez o rumo de sua carreira. Dá pena de ver. Nesse filme está cada cena mais bizarro, fica caolho sem muitas explicações, falas de seu personagem sendo ditas como se ele fosse o Darth Vadder da nova era e para brindar essa atuação caótica, uma sequência segurando uma cobra que deve virar meme na internet muito em breve.

Tanto filme bom que não consegue chegar até os nossos cinemas e algumas distribuidoras teimam em comprar filmes ruins como esse. O público merece mais. Esse trabalho é quase uma falta de respeito com a nossa inteligência.

 

Crítica | Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água

Nunca fui um grande fã do desenho do Bob Esponja, exibido na Nickelodeon. Em uma breve tentativa de assistir a alguns episódios, achei o personagem demasiadamente caricato e um tanto quanto chato. Sendo assim, fui assistir ao filme com a expectativa lá embaixo. E confesso: há anos não me surpreendia com um longa-metragem de maneira positiva como nesse.

A direção de Paul Tibbitt transforma a animação em um longa-metragem frenético, louco e insano. Uma aventura que vai deixar muito adulto pirado com tantas cores e bizarrices que parecem simular uma viagem de ácido.

Por falar em viagem de ácido, os desenhistas e os roteiristas parecem ter usado algum entorpecente muito forte enquanto produziam a animação, totalmente diferente do convencional – e com direito a tiradas sarcásticas que fazem a plateia rir o tempo todo.

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O mais interessante é que existem piadas adultas que as crianças não irão entender, transformando-o em dois filmes extremamente distintos: um para os pequenos e um para o grandões.

A vida corria tranquila para o otimista Bob Esponja e sua turma: o leal estrela-do-mar Patrick, o sarcástico Lula Molusco, a esquilo cientista Sandy e seu chefe, o crustáceo capitalista Sr. Sirigueijo. Quando a ultrassecreta receita do Hambúrguer de Siri é roubada, o caos se instaura no fundo do mar. Para salvar a pátria, Bob Esponja e o vilão Plankton precisam unir suas forças em uma viagem através do tempo e do espaço.

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Nesta sinopse aparentemente simples, existem diversas ramificações, como a necessidade atual de Hollywood em adicionar uma cena de ação a cada minuto de projeção (isso é satirizado de maneira brilhante aqui), as reviravoltas na trama e um herói que possui falhas – mas ainda assim é um bom moço.

A diferença entre o longa e o desenho de Stephen Hillenburg é a inteligente transição do 2D para a computação gráfica no momento em que os protagonistas saem do mar para a vida real, mais especificamente em Miami Beach. Recriados em CGI super moderno, o filme se sobressai a qualquer episódio do desenho e se transforma em algo grandioso: um longa-metragem completo. A cena em que conhecemos o Golfinho, controlador de todo o Universo, é uma das mais brilhantes e divertidas do ano.

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Irônico, divertido, ácido… a nova animação do calça quadrada é uma viagem muito louca, com direito a explosões de cores e efeitos em 3D brilhantemente criados. Vale a pena levar a criançada no cinema, e ainda curtir a sessão junto!

Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água

(The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water)

 The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water<br />
(2015) on IMDb
Elenco:

Vozes na versão dublada: Wendel Bezerra (voz do Bob Esponja) e Victor Meyniel (voz da gaivota Kyle). Vozes no original de: Antonio Banderas, Clancy Brown, Tom Kenny, Thomas F. Wilson, Rodger Bumpass, Mr. Lawrence.

Direção: Paul Tibbitt e Mike Mitchell

Gênero: Animação

Duração: 93 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 66 milhões

Estreia: 05 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

A vida corria tranquila para o otimista Bob Esponja (Tom Kenny/ Wendel Bezerra) e sua turma: o leal estrela-do-mar Patrick (Bill Fagerbakke/ Marco Antônio Abreu), o sarcástico Lula Molusco (Rodger Bumpass/ Marcelo Pissardini), a esquilo cientista Sandy (Carolyn Lawrence/ Letícia Quinto) e seu chefe, o crustáceo capitalista Sr. Sirigueijo (Clancy Brown/ Luiz Carlos de Moraes). Quando a ultrassecreta receita do Hambúrguer de Siri é roubada, o caos se instaura no fundo do mar. Para salvar a pátria, Bob Esponja e o vilão Plankton (Mr. Lawrence/ Guilherme Lopes) precisam unir suas forças em uma viagem através do tempo e do espaço. Em terra firme, a turma toda enfrenta o malvado pirata Barba Burguer (Antonio Banderas), que tem seus próprios planos para os deliciosos hambúrgueres e conta com a ajuda do seu fiel escudeiro – a gaivota Kyle (Paul Tibbitt/ Victor Meyniel).

Curiosidades:

»  Jonathan Albel e Glenn Berger, de ‘Kung Fu Panda 2‘, roteirizam. Paul Tibbitt, que produziu o primeiro filme, será o diretor.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

O Jogo da Imitação

(The Imitation Game)

 

Elenco:

Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Mark Strong, Charles Dance, Allen Leech, Tuppence Middleton, Rory Kinnear, Steven Waddington, Tom Goodman-Hill.

Direção: Morten Tyldum

Gênero: Drama, Cinebiografia

Duração: 113 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 5 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

A história acompanha a interessante vida do gênio matemático e cientista Alan Turing. Durante a Segunda Guerra Mundial, Turing trabalhou para a inteligência britânica, num centro especializado em quebra de códigos. Por um tempo ele foi chefe de Hut 8, a seção responsável pela criptoanálise da frota naval alemã. Planejou uma série de técnicas para quebrar os códigos alemães, incluindo o método da bombe, uma máquina eletromecânica que poderia encontrar definições para a máquina Enigma.

A homossexualidade de Turing resultou em um processo criminal em 1952 – os atos homossexuais eram ilegais no Reino Unido na época, e ele aceitou o tratamento com hormônios femininos, castração química, como alternativa à prisão. Morreu em 1954, algumas semanas antes de seu aniversário de 42 anos, devido a um aparente auto-administrado envenenamento por cianeto, apesar de sua mãe (e alguns outros) ter considerado a sua morte acidental.

 

Crítica:

Crítica | O Jogo da Imitação, por  (Nota: 9.0)

 

Curiosidades:

» ‘O Jogo da Imitação‘ foi o grande vencedor da 39ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. A cinebiografia de Alan Turing, considerado o pai da computação, foi ovacionada pela crítica e público após a exibição.

»  O norueguês Morten Tyldum dirige. Será sua estreia em Hollywood, após conquistar a crítica com ‘Headhunters‘. Ele entra no lugar deixado por J. Blakeson (‘The Disappearance of Alice Creed’) .

» O roteiro é baseado no livro ‘Alan Turing: The Enigma‘, de Andrew Hodges, e foi disputado a tapa pelos grandes estúdios de Hollywood. A Warner Bros. venceu a disputa, e pagou ao roteirista estreante Graham Moore mais de US$ 1 milhão pelo texto.

Trailer:

Cartazes:

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Selma – Uma Luta pela Igualdade

(Selma)

 

Elenco:

David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tim Roth, Lorraine Toussaint, Mikeria Howard, Christina Rice, Ebony Billups, Nadej k Bailey, Elijah Oliver, Oprah Winfrey, Clay Chappell.

Direção: Ava DuVernay

Gênero: Biografia, Drama

Duração: 128 min.

Distribuidora: Buena Vista Brasil

Orçamento: US$ 20 milhões

Estreia: 05 de Feveiro de 2015

Sinopse:

Selma‘ acompanha a luta histórica de Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) pela garantia do direito de voto para todas as pessoas. Esta campanha perigosa e assustadora culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery, Alabama, levando o presidente Lyndon Baines Johnson (Tom Wilkinson) a assinar a Lei dos Direitos de Voto, em 1965.

Curiosidades:

» Carmen Ejogo, Andre Holland, Omar J. Dorsey, Alessandro Nivola, Dylan Baker, Giovanni Ribisi, Tessa Thompson, Jeremy Strong e Tim Roth também estão no elenco. Winfrey faz participação como Annie Lee Cooper.

» Arama sobre a história de Luther King Jr.produzido pela apresentadora Oprah Winfrey.

» Indicada ao Oscar 2015 de Melhor canção original, “Glory”, a música-tema interpretada por Common e John Legend, embala o vídeo. Apesar de ter sido indicado em duas categorias, incluindo Melhor filme, Selma‘ vem sendo considerado um dos títulos esnobados pelo Oscar.

» Dirigido por Ava DuVernay (‘Middle of Nowhere’)

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Crítica | O Destino de Júpiter

Ação sem limites

Desde o fim da trilogia Matrix, os cultuados cineastas Andy e Lana Wachowski vêm colecionando opiniões negativas em relação a seus filmes. Não que tenham feito trabalhos pavorosos, longe disso até – pois é inegável a beleza estética de Speed Racer (2008) ou a quantidade de temas discutidos em A Viagem (2012) –, mas o que ironicamente está, de certa forma, atrapalhando seus projetos posteriores é justamente a saga de Neo. Muitos fãs e apreciadores, que ficaram espantados com a qualidade do material, aguardam ansiosamente um novo Matrix (1999). Mas será que os autores têm mesmo que provar que são capazes?

É também correto afirmar que estes longas já citados não possuem o mesmo vigor de outrora, ainda que acertem aqui e ali, exibem de fato alguns problemas narrativos, que cominam num desenvolvimento irregular. Como de costume, os cineastas recheiam seus filmes de referências, alegorias e trucagens visuais, mas ao mesmo tempo esquecem princípios básicos de continuidade, ritmo e identificação, excluindo dessa maneira o envolvimento da plateia. Ou seja, não é que precisam repetir o feito anterior, devem apenas unir os pontos. Isso porque a nova empreitada dos Wachowski, possui quase que os mesmos problemas dos títulos referidos. E ainda acrescenta novos deles, pois se o anterior era chamado de paquiderme, pela pegada contemplativa, este O Destino de Júpiter ultrapassa os limites da ação.

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Mesmo apresentando um interessante plano de fundo – onde a personagem Jupiter Jones (Mila Kunis), que nasceu sobe um céu noturno, com sinais de estar destinada a algo maior, tem uma vida real complicada, mas tudo começa a mudar quando Caine (Channing Tatum) aparece para salva-la de um grupo alienígena e diz que a garota descende de uma herança que pode alterar o equilíbrio do cosmos –, o filme não se aprofunda no que discute e dá preferencia a gigantescas tomadas de batalhas áreas. Há algumas tão extensas que tornariam enxutos os incessantes entraves de O Homem de Aço (2013). E, mesmo que as cenas sejam graficamente belíssimas (de dar inveja a figurões como Terry Gilliam – que até faz aqui uma ponta) e possuam incríveis movimentos acrobáticos, a utilização é tão excessiva que agride o público. São sequências tão megalomaníacas quanto àquelas que dos filmes de Michael Bay.

No entanto, mesmo que tente ao máximo se sabotar, este novo universo criado pelos Wachowski é tão rico que se sobressai. A variedade de raças, a concepção visual das criaturas, do espaço, dos veículos e principalmente a multiplicidade de tons e influencias são realmente impressionantes. Nesse sentido, o diretor de fotografia John Toll e o supervisor de efeitos visuais Dan Galls levam boa parte do crédito. No que se refere a roteiro e narrativa, o modo como os personagens discutem, os temas, as escalas hierárquicas e a formula utilizada parecem bem semelhantes a que vemos na franquia Jornada nas Estrelas. Bem como as lutas com naves e tiros a laser nos remetem imediatamente a Star Wars. Já a constante trilha sonora de Michael Giacchino, tem como função pontuar os conflitos aludidos.

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Detendo de um bom casting, as atuações em geral não merecem maiores elogios. Sean Bean até se destaca por criar uma figura ao menos crível, já que todos os personagens são absolutamente caricaturais. Tatum, com uma caracterização horrenda, mesmo tendo um bom desempenho nos combates corpo a corpo, não consegue sozinho segurar a barra. Mesmo porque a Júpiter de Kunis empalidece diante de Caine. No entanto a maior decepção do elenco fica a cargo de Eddie Redmayne, que recentemente impressionou por sua sutileza ao interpretar Stephen Hawking em A Teoria de Tudo (2015), mas aqui se entrega ao overacting e faz um vilão que de tão ridículo parece o Coração Gelado.

Em suma, provavelmente não será dessa vez que os irmãos Wachowski conquistarão novamente todo prestigio perdido. O Destino de Júpiter é esteticamente interessante, tem um rico background e efeitos visuais impressionantes, mas possui um roteiro frágil, que tem medo de ir além e aposta todas suas fichas em intermináveis batalhas espaciais. No fim das contas, o filme parece inchado e a diversão pretendida torna-se indigesta. Torcemos então para que a dupla encontre equilíbrio em suas obras futuras.

Crítica | Corações de Ferro

A bravura não está no lutar uma guerra, está no significado da defesa da palavra honra. O novo filme de guerra protagonizado por Brad Pitt, Corações de Ferro, é um trabalho que se justifica e tem seu máximo valor nas ótimas atuações que vemos em meio a um caos de cenas sangrentas que já vimos em diversos outros filmes do gênero. Escrito e dirigido pelo cineasta David Ayer, o longa metragem busca ser diferente de outros trabalhos que exploram a grande guerra mundial mas acaba sendo mais do mesmo.

Na trama, conhecemos o grupo de batalha liderado pelo sargento Don Collier (Pitt). Nesse grupo, estão o religioso Bible (Shia Lebouf), o esquentadinho Grady Travis (Jon Bernthal), o inteligente Gordo (Michael Peña). Já perto do fim da batalha mais sangrenta que a humanidade já viu, o pequeno batalhão é chamado para invadir cidades alemãs que ainda não haviam se rendido, ao mesmo tempo e para ajudar nesse objetivo, ganham o ‘reforço’ do datilógrafo Normam (Logan Lerman) que acaba sendo introduzido aos horrores da guerra pelo enfurecido líder do grupo.

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Corações de Ferro é um filme atípico de guerra, não empolga pela história, resolve focar nas trincheiras sangrentas mas convence um pouco o público por suas atuações. Os personagens recebem uma entrega invejável de seus respectivos intérpretes, transformando pequenas e curtas sequências dentro de um tanque em diálogos intensos e provocantes. Basicamente: os atores levam o filme nas costas.

Fora as boas atuações, muito pouco é visto para deixar o espectador grudado com os olhos na tela. É mais fácil o público ser acordado a cada momento de sono pelo som alto da granada que estoura em muitos momentos. As cenas de guerra, os sofrimentos, as dúvidas, as incertezas, os atos de bravura, o herói, o definir o conceito de amizade e honra, são elementos que não são inovadores. Parece que estamos vendo fragmentos de vários outros filmes. Muito pouco para “Fury” (o nome original deste trabalho, ser posto em debate em uma rodinha cinéfila.

Crítica | O Jogo da Imitação

Às vezes, as pessoas que menos esperamos podem fazer as coisas mais inacreditáveis. Dirigido pelo desconhecido cineasta norueguês Morten Tyldum (do ótimo Headhunters), O Jogo da Imitação é uma grande aula de matemática com um profundo drama de pano de fundo que conta com atuações brilhantes, principalmente de Benedict Cumberbatch que deve concorrer ao seu primeiro Oscar este ano. O roteiro é detalhista, baseado na obra de Andrew Hodges (Alan Turing: The Enigma) e assinado pelo estreante em longas-metragens Graham Moore.

Na trama, somos apresentados ao matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um gênio destemido e ao mesmo tempo um completo anti-social. Com a Inglaterra sofrendo sérios problemas por conta da guerra, Turing se candidata a ajudar a inteligência britânica a decifrar um código indecifrável dos nazistas e vencer a guerra. Teorema de Euler, Álgebra linear, conhecimentos de eletrônica, Charadas, trivias, pegadinhas matemáticas, todos esses são elementos que Turing e sua equipe possuem para cumprir o objetivo. O filme, fortíssimo candidato a uma indicação para o próximo Oscar, é modelado via Flashbacks em muitas fases da vida do personagem principal.

Cérebro elétrico, computador digital, décadas atrás raríssimas pessoas conseguiam pensar sobre tudo isso, Alan Turing era uma dessas mentes brilhantes. Mas como todo gênio, possuía problemas na arte de se relacionar. Talvez por isso, uma peça importante na história é Joan Clarke (interpretada pela sempre delicada e competente Keira Knightley), uma espécie de Oásis de Alan, uma amiga, esposa de mentirinha que ajuda o protagonista em suas diárias conturbações sociais. Enxergamos o filme sob a ótica de Joan também e toda a influência que teve sob o trabalho de Turing.

Em uma época hipócrita e de leis que não conseguimos entender até hoje, por ser homossexual, Alan é perseguido e colocado em chantagem a todo instante. Esse contexto praticamente preenche as lacunas do ato final desse grande filme. Alan Turing, considerado o pai do computador, ajudou os aliados a ganharem a guerra e merecia maior reconhecimento. Normandia, Stanlingrado, salvação de mais de 14 milhões de pessoas, todas essas e outras vitórias não seriam possíveis sem a ajuda de Turing e sua turma de decifradores ingleses.

Quem diria que realmente o amor ajudou a acabar com a guerra? Essa inusitada questão é uma das chaves do trabalho mais brilhante que Alan Turing executou em sua curta vida. A guerra para ele e seus amigos não eram com armas e bombardeios, era com palavras cruzadas em uma pequena vila no sul da Inglaterra. O Jogo da Imitação não deixa de ser uma homenagem a um homem que dedicou sua vida respirando matemática e ao mesmo tempo escreveu seu nome com louvor na história da humanidade.

Crítica | Pássaro Branco na Nevasca

Os únicos limites das nossas realizações de amanhã são as nossas dúvidas e hesitações de hoje. Baseado na obra homônima de Laura Kasischke, Pássaro Branco na Nevasca é um drama com uma narrativa lenta que possui leves pitadas de suspense. O diretor Gregg Araki, que também assina o roteiro adaptado, tem méritos por reunir um bom elenco mas o roteiro deixa a desejar, tornando o filme em algumas partes bem maçante.

Na trama, conhecemos um pouco melhor a história de Katrina (Shailene Woodley), uma jovem que vive no final dos anos 80 com os pais em um bairro de classe média no interior dos Estados Unidos. Kat tem inúmeras barreiras provocadas pela difícil relação com os pais. Quando sua mãe desaparece sua vida e a de todos ao seu redor, anos se passam e Kat ainda se vê envolvida por esse misterioso sumiço. É uma atuação forte e corajosa de Shailene Woodley. Muitas cenas envolvendo sexo são vistas, onde o diretor Gregg Araki faz um excelente trabalho nessas sequências, mostrando a sensualidade sem ser ofensivo em nenhum momento.

O filme se molda como uma confissão de uma adolescente provocada pelos estragos emocionais de sua família problemática e nada convencional. Kat expõe o que pensa e vive, principalmente suas aventuras sexuais com o namorado e um homem mais velho. Muitas dessas confissões são feitas durante sessões de terapia e nos inúmeros e longos bate papos com seus amigos mais próximos.

A relação de Kat com sua mãe era desgastante. A insanidade da figura materna levava a protagonista pra dentro de diálogos fervorosos. Eve, mãe de Kat (interpretada pela bela Eva Green), parece ter inveja da filha que vira seu principal alvo nos surtos depressivos que passa ao longo do tempo. Já a relação entre Kat e seu pai Brock (interpretado pelo ótimo Christopher Meloni) é muito carinhosa mas vai se tornando muito esquisita por conta de uma mistério que ronda a família.

Apesar das boas atuações que vemos ao longo dos 95 minutos de fita, a fórmula de misturar a lentidão das cenas dramáticas com um ritmo mais acelerado quando há um mistério a ser resolvido, deixa o trabalho sem identidade, não chegando a envolver o público como deveria, apesar do arco final surpreendente. Pássaro Branco na Nevasca é o tipo de filme mais ou menos que logo sairá da memória dos cinéfilos.

M. Night Shyamalan quer sequência para ‘Corpo Fechado’

Corpo Fechado’ (2000), um dos maiores sucessos da carreira do diretor M. Night Shyamalan (‘Depois da Terra’, ’Sexto Sentido’), pode ganhar uma continuação 15 anos depois.

O cineasta, que inicialmente tinha ideia de fazer uma trilogia, falou sobre a possibilidade de um segundo filme ao Collider:

“Eu amo esses personagens e esse universo [de ‘Corpo Fechado’]. O mundo inteiro faz filmes de quadrinhos agora. Na época, era algo completamente novo. Me lembro que, na época em que fiz o filme, a Disney disse, ‘Histórias em quadrinhos?! Não há mercado para quadrinhos!’. Mas isso é tudo o que eles fazem agora! Foi uma conversa hilariante. Eu disse a eles, ‘Talvez tenham razão. Talvez ninguém irá ver filmes de quadrinhos’. Eles responderam, ‘São as pessoas que vão a pequenas convenções que gostam de histórias em quadrinhos’. Mas eu retruquei, ‘Eu gosto de histórias em quadrinhos!’”.

Shyamalan também comentou qual seria a abordagem de ‘Corpo Fechado 2’.

“A beleza de ‘Corpo Fechado’ é que você o está trazendo para a realidade. Ele nunca deve ser considerado um filme de quadrinhos, já que parece mais um drama. É real. Você está enfrentando a possibilidade de que personagens dos quadrinhos foram baseados em pessoas que são reais. Essa é a premissa, portanto, o tom teria que ser baseado na realidade. Seria bacana.”

No longa original, um desastre de trem choca os Estados Unidos, principalmente pelo fato de só haver um sobrevivente: David Dunne (Bruce Willis), que sai completamente ileso do acidente, para espanto de todos. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), estranho que apresenta uma explicação bizarra para o fato.

Assista ao trailer:

Crítica | Dois Dias, Uma Noite

E pensar que nesta noite na Terra, milhares de pessoas se sentem sozinhas, assim como eu. Estimado em cerca de 7 Milhões de Euros, o novo trabalho dos geniais cineastas belgas Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, é uma história angustiante de luta e constrangimentos em busca da manutenção de um emprego. Estrelado pela magnífica Marion Cotillard (o filme não seria o mesmo sem ela), Dois Dias, Uma Noite é uma fábula urbana que deve gerar todos os tipos de reações do público já que torcemos pela personagem principal a todo instante. Mais um trabalho impecável da nossa eterna Piaf.

Na trama, somos apresentados a Sandra (Marion Cotillard), uma mulher com grave crise de depressão que tem uma única chance de convencer seus colegas de trabalho a abdicar um bônus de 1000 Euros para ela ser mantida no trabalho. Assim, percorrendo os seus dramas e a de todos os outros colegas de trabalho, parte em busca de uma redenção que pode não ser necessariamente a manutenção de seu emprego.

Sandra navega nas dores dos outros personagens. Indo de porta em porta na busca de um final feliz para sua saga. Pagamento do colégio, recomeço com novo noivo, pagamentos de despesas básicas como luz e gás, os motivos são inúmeros. Cada personagem possui seu drama mas nenhum deles é maior que o de Sandra que topa uma luta desesperada para manter seu emprego. Uma humilhação, o resgate de uma força além dos seus próprios limites físicos e mentais para chegar em uma certa coragem necessária.

Seu marido a ajuda viver essas intermináveis horas antes da nova votação. A partir disso, problemas e dúvidas sobre o casamento acabam sendo atraídos e verdades tiradas de debaixo do tapete. É uma situação incômoda e um caminho extremamente solitário. Ter seu destino nas mãos dos outros é algo que ninguém gostaria de pensar.

Uma das melhores atrizes do mundo, a musa francesa Marion Cotillard, enche a tela de emoção. Impressiona tamanha verdade que ela passa com o seu desnorteado olhar. Somos reféns da dor e do sofrimento de sua personagem. Cotillard merecidamente foi indicada a mais um Oscar, por essa baita atuação.

Com uma Europa em crise nos tempos atuais, o grande mérito dos irmãos Dardenne é trazer à tona essa história que beira ao absurdo mas que pode realmente acontecer a todos nós e de diversas formas algum dia.

Crítica | James Brown

Produzido pelo astro do Rock, Mick Jagger, que tem sua famosa banda mencionada em um contexto deste trabalho, Get on up, ou na tradução James Brown, é uma quase emocionante homenagem a um ícone artista norte-americano mas um filme apenas mediano. O roteiro assinado por Jez Butterworth e John-Henry Butterworth tem diversas falhas principalmente quando começam a brincar com a linha temporal, mostrando flashbacks da ascensão do protagonista e deixando de lado uma construção mais profunda da personalidade forte que tinha um dos grandes reis dos palcos americanos das últimas décadas. De ponto positivo, a intensa interpretação/doação do bom ator Chadwick Boseman que dá vida ao protagonista. Como um todo, o filme termina deixando um gostinho de que poderia oferecer mais ao público.

Na trama, acompanhamos a trajetória de vida do futuro músico de sucesso James Joseph Brown Jr, o James Brown, um dos únicos artistas do planeta a vender mais de 100 milhões de cópias em toda sua carreira. Nesse trabalho, dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas), acompanhamos muitas fases da conturbada vida do protagonista, desde sua infância extremamente pobre na Carolina do Sul, passando pelo estrondoso sucesso nas décadas de 50, 60 e 70, até a decadência de sua carreira.

O rei do Soul, como era conhecido Brown, teve uma infância complicada. Filho de uma mãe que abandonou a família e um pai que não queria cuidar dele, acabou tendo que viver na casa de uma tia. Esteve preso durante um período e lá conseguiu encontrar outros músicos e assim montar uma primeira banda chamada The Famous Flames. Porém, sua voz e seu carisma eram preponderantes e James Brown acabou tendo que ficar mais em evidência o que gerou mal estar com os outros integrantes da banda. Essa parte no filme é mostrada de maneira rápida mas objetiva.

Os conflitos pessoais que levaram James Brown a ter uma vida até certo ponto mais difícil se dão ao fato de ter uma personalidade extremamente forte, o que o deixava em evidência e em conflito a todo instante. A sua genialidade era posta em prática durante as gravações, as ideias magníficas para os shows e com seu gingado que até hoje recebe adeptos mundo à fora. A atuação de Chadwick Boseman é louvável se doa ao máximo para mostrar cada detalhe desse furacão que era James Brown por mais que o roteiro não o ajude o tempo todo. Talvez falte um pouco mais de profundidade ao roteiro para entendermos melhor o homenageado, em certos pontos do filme não conseguimos interagir com a história, deixando o público até certo ponto decepcionado.

Crítica | Leviatã

UM FILME QUE NOS FALA

 

O Estado, segundo parte da filosofia, tornou-se uma divindade moderna. Nessa espécie de religião secular, as pessoas depositaram nele suas esperanças. E pode até ser ateu para seguir essa divindade. Se lembrarmos de povos que seguiram líderes políticos inspirados por ideologias (como o nazismo e o maoismo), fica bem clara a dimensão divina do Estado.

Para um filme como o russo Leviatã (Leviathan), essa ideia fornece uma ótima perspectiva. No universo criado pelo diretor Andrey Zvyagintsev, não há nenhuma divindade além do Estado. A igreja é corrupta e seus padres não têm convicção – vejam o jeito borocoxô do padre ao falar da história de Jó. A natureza está devastada: pedras, árvores secas, a ossada de uma baleia. Deus morreu e só restou o Estado, este Leviatã que irá esmagar a vida de Nikolay ‘Kolia’ (Aleksey Serebryakov).

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‘Kolia’ está próximo de perder sua casa, desapropriada pela prefeitura. Em pouco tempo, percebemos que o prefeito Vadim (o excelente Ramon Madyanov), uma versão do ex-presidente russo Boris Yeltsin, não tem nenhuma finalidade nobre para a casa. Como última alternativa, ‘Kolia’ chama Dimitriy (Vladimir Vdovichencov) um velho amigo e advogado em Moscou.

O filme expõe os efeitos terríveis que a soma entre um Estado excessivo que não respeita direitos individuais e a corrupção patológica provoca na vida de uma pessoa comum. Neste ponto, o filme retrata uma realidade muito próxima da gente, aqui no Brasil. Os problemas que ‘Kolia’ enfrenta – Estado inchado, corrupção, uma visão de que o individuo é menos relevante que a coletividade, miséria – também enfrentamos aqui. Não é exagero dizer que não seria necessário mudar nada no roteiro para que ele fosse rodado por aqui – ok, trocaríamos a vodka pela cachaça.

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O processo de desapropriação é apenas o ponto inicial. Outros problemas, aparentemente sem ligação, vão surgindo na vida de ‘Kolia’. O diretor Zvyagintsev liga todos os problemas na vida do protagonista à ação dos agentes corruptos do Estado. Se o Deus bíblico levou Jó ao limite para testar sua fé, o Estado não quer testar, mas destruir. Como um Leviatã, ele apenas causa devastação. Sozinho no mundo, sem nenhuma metafísica ou fé, o descrente ‘Kolia’ não tem nenhum outro Deus que possa lhe enviar um Behemoth* para lhe proteger.

 

* Behemoth é, assim como Leviatã, um monstro da mitologia bíblica. Segundo a tradição judaica, ele seria enviado por Deus para enfrentar Leviatã. Nesta luta, ambos morreriam.

Garota Exemplar

(Gone Girl)

 

Elenco:

Rosamund Pike, Ben Affleck, Neil Patrick Harris, Missi Pyle, Patrick Fugit, Tyler Perry, Kathleen Rose Perkins, Boyd Holbrook, Kim Dickens, Emily Ratajkowski.

Direção: David Fincher

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 149 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 02 de Outubro de 2014

Sinopse:

Dirigido por David Fincher e baseado no best-seller de Gillian Flynn — Garota Exemplar desenterra os segredos de um casamento moderno. Na época de seu quinto aniversário de casamento, Nick Dunner (Ben Affleck) avisa a polícia que sua linda mulher, Amy (Rosamund Pike), está desaparecida. Sob pressão da polícia e da imprensa, a imagem desse casamento perfeito começa a desmoronar. Logo, suas mentiras e seu comportamento estranho fazem todo mundo começar a perguntar: Será que Nick Dunner matou sua mulher?

Curiosidades:

» Neil Patrick Harris (‘How I Met Your Mother’), Scott McNairy (‘Argo’), Tyler Perry (‘A Sombra do Inimigo’), Patrick Fugit (‘Compramos um Zoológico’), Kim Dickens (‘Treme’) eBoyd Holbrook (‘A Hospedeira’) também estrelam.

» O romance Garota Exemplar foi escrito por Gillian Flynn, que também assina a adaptação para os cinemas. A Fox comprou os direitos do livro por US$ 1,5 milhão.

»  A produção já chamou atenção por usar as câmeras digitais 6K RED Dragon, que capturam imagens com resolução 9 vezes maior que as câmeras de alta definição padrão. Além disso, foi revelado que David Fincher continua com seu método costumeiro de filmar várias vezes cada cena. Neste caso, ele está realizando uma média de 50 takes para cada cena.

Críticas:

Garota Exemplar, por  (10.0)

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

À Procura

(The Captive)

 

Elenco: Ryan Reynolds, Scott Speedman, Rosario Dawson, Mireille Enos

Direção: Atom Egoyan

Gênero: Suspense

Duração: 111 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

Há oito anos a menina Cassandra desapareceu, deixando uma série de dúvidas em torno do que poderia ter acontecido. Quando evidências de que ela ainda está viva começam a aparecer, seu pai Matthew se mostra disposto a arriscar tudo para encontrá-la e desvendar o mistério em torno de seu desaparecimento.

Curiosidades: 

» Rodado no Canadá.

» Foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes 2014.

 

Trailer:

Cartazes: 

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Fotos:

 

Livrai-nos do Mal

(Deliver Us From Evil)

 

Elenco:

Eric Bana, Édgar Ramírez, Olivia Munn, Sean Harris, Joel McHale, Dorian Missick, Antoinette LaVecchia, Scott Johnsen, Valentina Rendón.

Direção: Scott Derrickson

Gênero: Terror

Duração: 118 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 30 milhões

Estreia: 18 de Setembro de 2014

Sinopse:

Em ‘Livrai-nos do Mal‘, o oficial da polícia de Nova Iorque Ralph Sarchie (Eric Bana), está lutando contra sérios assuntos pessoais quando começa a investigar uma série de crimes perturbadores e inexplicáveis. Ele se alia a um padre não-convencional (Edgar Ramírez), treinado em rituais de exorcismo, para combater as possessões demoníacas assustadoras que estão aterrorrizando a cidade. Inspirado no livro que detalha os apavorantes casos reais do policial Sarchie.

Curiosidades:

» Do mesmo diretor de ‘A Entidade‘ e ‘O Exorcismo de Emily Rose‘.

» Baseado em uma história real extraída do livro Beware the Night, escrito por Ralph Sachie.


CineAgenda:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

 

O Melhor de Mim

(The Best of Me)

 

Elenco:

James Marsden, Michelle Monaghan, Liana Liberato, Luke Bracey, Sebastian Arcelus e Gerald McRaney.

Direção: Michael Hoffman

Gênero: Romance

Duração: 117 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2014

Sinopse:

Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante. Porém, a vida os separou. Vinte e cinco anos depois, eles retornam à cidade para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas.

Curiosidades:

» Nicholas Sparks teve vários de seus livros adaptados aos cinemas: ‘Diário de uma Paixão‘, ‘Um Amor para Recordar‘, ‘Noites de Tormenta‘, ‘Querido John‘, ‘A Última Música‘…

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Drácula: A História Nunca Contada

(Dracula Untold)

 

Elenco: Luke Evans, Dominic Cooper, Samantha Barks, Sarah Gadon, Zach McGowan, Art Parkinson, Paul Kaye, William Houston, Ronan Vibert.

Direção: Gary Shore

Gênero: Ação, Drama

Duração: 92 min.

Orçamento: US$ 100 milhões

Distribuidora: Universal Pictures

Estreia: 23 de Outubro de 2014

Sinopse:

Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.

Críticas:

Drácula: A História Nunca Contada, por  (Nota: 3,5)

Drácula: A História Nunca Contada, por  (Nota: 4,0)

 

Curiosidades:

» Luke Evans (‘Velozes & Furiosos 6’) estrela como Vlad III, o Príncipe da Valáquia, figura histórica que viveu no século XV e inspirou o escritor Bram Stoker a criar o vampiro Conde Drácula em seu clássico romance Drácula.

» O estreante Gary Shore dirige.

» A Universal realizou uma das primeiras adaptações do livro de Stoker para o cinema, com o clássico Drácula de 1931. Bela  Lugosi viveu o vampiro nessa versão.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos: