A cada ano que passa, o Universo Cinematográfico Marvel ganha novas adições, que expandem esse mundo dos filmes e enriquecem a mitologia. Em 2021, porém, com a chegada do Disney+ nos países faltantes, os cinemas deixaram de ser a única alternativa para conferir os lançamentos do MCU, dando espaço também para as novas séries e séries animadas.

Sem considerarmos M.O.D.O.K., que a princípio não faz parte do MCU, foram nada menos que nove produções, entre filmes e séries, lançadas em 2021. Em meio a tantos projetos ganhando vida, o CinePOP fez um ranking das produções do MCU que estrearam esse ano. A lista está classificada do melhor para a pior. E como sabemos que as últimas colocações podem causar polêmica, ressaltamos ser uma lista opinativa, então está tudo bem discordar, contanto que mantenha o respeito.
 

1- Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (Cinemas)



O primeiro lugar não tinha como ser diferente. Adaptando com maestria o espírito do próprio Homem-Aranha e dos quadrinhos em um modo geral, o terceiro capítulo da trilogia solo do Peter Parker de Tom Holland é uma carta de amor aos fãs do Cabeça de Teia, trazendo uma jornada pessoa de crescimento e amadurecimento do protagonista, que precisa enfrentar cinco vilões de outras realidades, o que acaba com ele tomando decisões que fazem valer o lema “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Independentemente da presença ou não de Tobey Maguire e Andrew Garfield, o longa consegue desenvolver seu próprio Homem-Aranha fazendo com que ele não deva nada a nenhuma versão anterior. É o filme definitivo do “Miranha”.

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2- Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Disney+)



Primeiro grande sucesso da Marvel nos cinemas após o início da pandemia, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é um filme de origem maravilhoso de ser assistido, porque conta com uma história interessante, tem personagens afogados no carisma e ostenta as melhores cenas de luta de todo o MCU. A trama do garotinho treinado para ser o maior mestre de artes marciais que se volta contra o próprio pai – fazendo um retcon do Mandarim de Homem de Ferro 3 (2013) – é divertidíssima, assim como os elementos místicos da cultura chinesa inseridos. A dupla de protagonistas, vivida por Simu Liu e Awkwafina, esbanja química em cena, fazendo com que esperemos ansiosamente pela próxima aventura de Shang-Chi e seus amigos.

3- Falcão e o Soldado Invernal (Disney+)

Depois de alguns anos transitando entre tramas alienígenas e realidades paralelas, a Marvel retornou ao seu estilo de ação urbana com Falcão e o Soldado Invernal. Na série, composta exclusivamente por coadjuvantes dos núcleos do Capitão América e do Homem de Ferro, os secundários roubam a cena ao explorarem mais da parte humana dos Vingadores, enquanto mexem com assuntos complicadíssimos, como o racismo na sociedade americana. A trama trabalha a questão de quem deve herdar o escudo do Capitão, o Falcão (Anthony Mackie) ou o Soldado Invernal (Sebastian Stan). Porém, em vez de mostrar um brigando com o outro, com cada um querendo o escudo para si, a série trabalha uma história na qual nenhum dos dois, por conta de seus respectivos motivos, quer ficar com o escudo do melhor amigo. Cheia de referências aos quadrinhos do Capitão e introduzindo a ilha famosa do universo dos X-Men, Madripoor, Falcão e o Soldado Invernal foi uma grata surpresa.

 

4- WandaVision (Disney+)



A primeira série do MCU no Disney+ é simplesmente sensacional! Trazendo elementos de séries icônicas da TV americana em cada episódio, a série conta a história de Wanda (Elizabeth Olsen), que acidentalmente sequestra uma cidade de Nova Jérsei para ajudar a lidar com o luto pela morte de seu amado, o Visão (Paul Bettany). O problema é que ela é uma feiticeira poderosa que não sabe como utilizar nem até onde vão seus poderes, então ela fica à mercê de vilões que querem manipulá-la para que ela use as habilidades para o mal. Além disso, a produção finalmente nos entrega a Feiticeira Escarlate atingindo seus poderes máximos, transformando a vingadora em uma potencial ameaça para Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ela só não ficou com a terceira colocação do ano por conta de uma derrapadinha na reta final, não conseguindo manter o altíssimo nível dos sete primeiros episódios. Mas nada que comprometa a qualidade da série.

 

5- Gavião Arqueiro (Disney+)

Recém-finalizada, a série do Gavião Arqueiro foi uma grata surpresa. Com orçamento de filme para cada um dos seis episódios, a produção entende suas limitações e não tenta dar um passo maior do que a perna. Feita na intenção de ser uma série para maratonar no natal, a série mostra um Clint Barton (Jeremy Renner) cansado e vivendo os efeitos de seus anos como herói, quando acaba se encontrando com Kate Bishop (Hailee Steinfeld), sua maior fã, que se envolveu em um problemão com a Gangue do Agasalho por conta do traje do Ronin, antiga identidade do Gavião. Assim, o arqueiro se junta com a garota para tentar impedir que essa máfia acabe com ela por conta de um mal-entendido. O que ele não esperava é que a menina teria muito a ensinar para ele, criando assim uma grande amizade e transformando Kate na verdadeira protagonista da série.


 

6- Eternos (Cinemas)

Chegando às telonas sob grande expectativa, já que foi dirigido pela vencedora do Oscar, Chloé Zhao, Eternos dividiu bastante as opiniões do público e da crítica, principalmente por fugir um pouco da famosa fórmula Marvel, se assemelhando muito com a proposta mais sóbria da DC. Outro ponto que pesou contra foi a longa duração e o ritmo mais lento, apesar de ter praticamente sua própria Liga da Justiça. Esse ar diferente fez bem para expandir o universo cósmico da Casa das Ideias nos cinemas, mas não foi exatamente o que os fãs queriam. Apostando em flashbacks, o longa conta a história de um grupo de heróis que foram enviados para a Terra há milhares de anos para proteger a humanidade dos Deviantes. Assim que concluem sua missão, cada um segue seu rumo, até que a líder original deles é encontrada morta, fazendo com que eles precisem se reunir para saber quem é o culpado.

 

7- What If…? (Disney+)

A primeira série animada do MCU chegou com uma premissa fantástica, mas não conseguiu fazer justiça a ela. Com a possibilidade de alterar histórias e explorar pontos não mexidos de personagens da Marvel, a série é narrada pelo Vigia (Jeffrey Wright), que observa as ações de diversos heróis pelo Multiverso, obedecendo a regra de não interferir. No entanto, quando as coisas saem de controle, ele precisará rever essa regra se quiser viver.

O problema dessa produção é justamente sua premissa. Quando existe a possibilidade de recontar histórias sob novas perspectivas, o público espera que novas histórias realmente sejam contadas. Enquanto alguns episódios apostaram mesmo nisso, mostrando heróis diferentes vivendo novas aventuras inéditas, outros capítulos apenas fizeram releituras de filmes que já foram vistos, tornando o roteiro algo previsível e repetitivo. O lado bom é que a segunda temporada foi confirmada, então pode ser que a Marvel aprenda com os erros e inove.

 

8- Loki (Disney+)

Ok, essa aqui vai causar polêmica porque muita gente simplesmente amou as aventuras de Loki (Tom Hiddleston) pelo Multiverso. Só que, apesar de ter personagens interessantíssimos, como o Agente Mobius (Owen Wilson), a série sofre de um problema parecido com o de What If…?. Mesmo tendo um multiverso inteiro para explorar, a direção prefere usar cerca de três episódios para investir em subtramas bobinhas que não acrescentam em nada ao desenvolvimento da série. Em outras palavras: metade da série é composta por fillers. Isso é frustrante porque nos outros três episódios, que são realmente fantásticos, dá para ver que tinha como ser a melhor série do MCU, era só ter um pouco mais de esmero e preocupação em aproveitar o máximo do tempo para desenvolver seus conceitos e personagens. Porém, o último episódio é uma peça FUNDAMENTAL para entender os próximos anos do MCU nos cinemas. Por isso, Loki fica em penúltimo. É uma pena, porque tinha tudo para ser Top-1 dessa lista.

 

9- Viúva Negra (Disney+)

Aguardado há anos pelos fãs do MCU, o filme da Viúva Negra foi decepção pura. Não só pela história bobinha e pelos efeitos especiais assustadoramente ruins, mas porque fica nítido que é um filme lançado fora de seu tempo. O estilo de enquadramento e representação da protagonista é a cara de como as protagonistas femininas eram mostradas nas telonas lá entre 2014 e 2016, época em que esse filme teria brilhado demais. Porém, em 2021, a história é outra.

Além disso, o vilão é completamente desperdiçado, assim como a própria protagonista (Scarlett Johansson), que acaba sendo ofuscada pela Yelena Belova (Florence Pugh) e pelo Guardião Vermelho (David Harbour). É triste que o tão merecido filme da Viúva Negra pouco tenha acrescentado a história da Nat e tenha servido apenas como uma passagem de bastão para sua “substituta”, por assim dizer. Ela merecia bem mais do que isso.

E você? Concorda com a lista? Se discordar, mostre o seu “Top-9” nos comentários!

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