Estreou na Netflix a nova superprodução estrelada pela musa Charlize Theron (ganhadora do Oscar por Monster – Desejo Assassino). Baseado nos quadrinhos de Greg Rucka e Leandro Fernandez, The Old Guard traz a atriz como Andy, líder de um grupo de mercenários imortais. É claro que a trama é apenas uma desculpa para as cenas de ação e pancadaria, nas quais a estrela tem se mostrado uma eficiente protagonista.

No entanto, basta uma segunda olhada na carreira de Theron para notarmos que tais papeis não são estranhos em sua filmografia. Mostrando que sabe transitar em todos os gêneros de forma eficiente, seja na comédia, suspense, dramas e, é claro, na ação, Charlize Theron tem sua cota de filmes eletrizantes no currículo, nos quais chuta traseiros como quem vai às compras. Pensando nisso, o CinePOP resolveu recapitular para você as produções em que a loira interpretou personagens para lá de duras na queda. Vem relembrar.

AEon Flux (2005)

Tudo começou aqui, nesta adaptação de um desenho cult da MTV. Vivendo a personagem título – que na época foi disputada pela nata das estrelas de Hollywood – Charlize Theron protagonizou seu primeiro blockbuster de ação. E mesmo que o resultado não tenha sido dos melhores, a intenção foi, já que a atriz se cercou de muito talento (como Frances McDormand) e foi dirigida por uma cineasta talentosa (Karyn Kusama) – mostrando a inclinação para a representatividade feminina sempre presente. Na trama passada no futuro, ela vive uma assassina tentando derrubar o governo totalitário. Ah sim, e a famosa cena de abertura da personagem pegando uma mosca nas pálpebras foi replicada.

Hancock (2008)

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Bem, aqui o personagem de Theron guarda certo spoiler em relação à trama. Portanto, se você não assistiu ao longa ainda, pule este item. Está avisado. À primeira vista uma dona de casa esposa do personagem de Jason Bateman no filme, Mary (Theron) é na realidade mais um ser da mesma raça do protagonista Will Smith – donos de superpoderes na Terra comparáveis aos do Superman. Hancock surgiu na mesma época de Homem de Ferro, e do início do império Marvel no cinema; e funciona muito como uma versão cômica de tais filmes do gênero.

Prometheus (2012)

Pré-sequência de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), dirigida pelo mesmo Ridley Scott. Vickers, a personagem de Theron aqui é tão fria que em determinado momento da trama, um dos tripulantes chega a questioná-la sobre o fato de ser na realidade um robô. Vickers é humana, mas uma amargurada pelo desprezo de seu progenitor, muito mais carinhoso em relação a uma máquina, o androide David (show de Michael Fassbender). Prometheus tem seus defeitos, mas no fundo é uma obra subestimada. Um dos pontos que até mesmo os detratores devem concordar é sobre as atuações do elenco magistral – e Theron é grande parte disso na pele de sua calculista vilã.

Branca de Neve e o Caçador (2012)

2012 foi o ano vilanesco de Charlize Theron no cinema. Dizem que grandes atores se divertem muito ao interpretarem antagonistas, e há oito anos isso foi muito verdade para a estrela. Na dobradinha com Prometheus, Charlize usou todo seu poder de exagero para se deliciar na caricatura da Rainha Ravenna – uma vilã típica e tirada diretamente dos clássicos contos de fadas – nesta fantasia que pegava carona nos feitos de Senhor dos Anéis e Game of Thrones. Ou seja, é Branca de Neve guerreira medieval. A piada pronta que veio com o filme foi cogitar rivalidade na beleza de Theron com a princesa vivida por Kristen Stewart – que não me levem a mal, é uma gracinha. Mas, né. A personagem fez tanto sucesso que voltaria na sequência/spin-off O Caçador e a Rainha de Gelo (2016), que tirou Stewart, mas acrescentou Emily Blunt e Jessica Chastain para rivalizar com Theron.

Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Agora sim, a brincadeira ficou séria. Que me perdoem os fãs do elétrico Atômica, mas a personagem mais bad ass da carreira de Charlize Theron atende pelo nome, ou apelido, Imperatriz Furiosa. Mad Max sempre foi uma franquia cult, filmes independentes de ação produzidos na Austrália com toda a liberdade criativa. Justamente por isso, numa era de produções feitas nas rédeas de estúdios gananciosos, é tão satisfatório notar uma das poucas obras multimilionárias criada de forma ainda muito autoral, quase sem diálogos, com uma narrativa contada através da ação. Acima de tudo, Furiosa rouba o show, e Theron está irreconhecível. Tomara que os realizadores cumpram o prometido de presenteá-la com um filme solo.

Atômica (2017)

Assim como muitos defendem Furiosa, a agente secreta Lorraine Broughton é constantemente apontada por tantos outros como a personagem mais bad ass da carreira de Charlize Theron. Uma coisa é inegável: Atômica se apoia muito nas cenas de ação realísticas, que incluem lutas corpo a corpo de tirar o fôlego, protagonizadas pela estrela. Enquanto Mad Max é uma ópera rock n roll da ação, que encontra Furiosa como uma das peças (a principal, muitos diriam), Lorraine é a atração principal neste thriller baseado numa HQ passada na época da Guerra Fria. A obra exala estilo e foi comparada a uma versão feminina de John Wick. O sucesso trouxe a promessa de uma já anunciada continuação.

Velozes e Furiosos 8 (2017)

Cinco anos depois da dobradinha Vickers e Ravenna, Charlize Theron entregou outra dupla memorável em seu repertório. Tanto que ambas darão as caras novamente em breve em sequências de tais filmes. Já falamos sobre a agente porradeira Lorraine Broughton acima, agora é a vez de comentar a mais recente vilã no hall da estrela: a onipresente Cipher, uma hacker que consegue comandar veículos à distância e é tão má que deixa qualquer antagonista de novela mexicana no chinelo. Cipher utiliza o clichê da vilã que “estava por trás de tudo desde o início”, mesmo que refazer seus passos seja impossível. Mas vamos dar um crédito, afinal estamos falando do universo de Velozes e Furiosos – que cada vez se assemelha mais a uma fantasia no estilo filme de super-heróis. O (inacreditável) nono capítulo já está em fase de pós-produção, trará Cipher de volta, e estreia em 2021.

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