Atualmente, todos os estúdios de cinema estão procurando um Universo Compartilhado/ Estendido para chamar de seu. Desde o sucesso comercial do Universo Cinematográfico Marvel, ter filmes com personagens que podem interagir em outros filmes virou desejo de todas as empresas, já que é uma chance de expandir e potencializar os lucros de diversas franquias. Isso, porém, não é exatamente uma novidade na indústria. Lançados entre 1920 e 1950, o Universo dos Monstros da Universal Pictures foi o primeiro caso de sucesso dessa proposta de personagens compartilhando o mesmo mundo em diferentes películas.

Realizados com baixo orçamento e muito foco no terror, filmes como Drácula (1931), Frankenstein (1931), A Múmia (1932), O Homem Invisível (1933) e O Lobisomem de Londres (1935) fizeram muito sucesso com o público e, além de renderem muita bilheteria, se tornaram clássicos imortais do cinema. O sucesso foi tão grande que esses personagens superaram o próprio gênero do terror e viraram ícones da cultura pop. A cada nova sequência que esses personagens ganhavam, eles passavam a interagir com outros Monstros consagrados, o que deixava os fãs em polvorosa. Foram esses filmes que imortalizaram nomes como Bela Lugosi e Boris Karloff no meio cinematográfico, e os tornaram referência para os atores e fãs das gerações seguintes.

É impossível pensar no monstro de Frankenstein sem associá-lo a imagem de Boris Karloff

São filmes importantíssimos para entender não apenas um pouco mais sobre a cultura pop, mas também sobre a história do cinema em si. Agora, a Universal Pictures está prestes a dar um passo gigantesco rumo a democratização do cinema ao disponibilizá-las de forma gratuita no YouTube. Por meio do canal Fear: The Home of Horror, o estúdio vai realizar sessões gratuitas dos filmes em dias específicos, deixando eles a disposição do público por uma semana.



Confira a programação:

15 de Janeiro:

Aproveite para assistir:

Drácula (1931);
A Múmia (1932);

16 de Janeiro:



Frankenstein (1931);
A Noiva de Frankenstein (1935);

17 de Janeiro:

O Homem Invisível (1933);
O Lobisomem (1941);
Abbott e Costello Encontram Frankenstein (1948);

Bela Lugosi definiu a imagem que temos hoje em dia do Conde Drácula

Essa medida vem em um tempo no qual o mundo ainda convive com os efeitos diretos e indiretos da pandemia do novo coronavírus. Por conta da quarentena e dos processos de Lockdown ao redor do mundo, a taxa de desemprego cresceu bastante, assim como o índice de pobreza. No Brasil, por exemplo, são em torno de 50 milhões de pessoas vivendo na pobreza, segundo dados do IBGE. Sem empregos, com muitos streamings caros e com muitas salas de cinemas fechadas, o acesso a cultura acaba não sendo prioridade nesse momento, apesar de ser importantíssimo. E como são filmes muito antigos, muitas vezes o acesso a essas obras é muito difícil. Ao colocá-los de graça na internet, a Universal está fazendo um belo processo de democratização da arte, possibilitando a apreciação da mesma de forma acessível para milhões de pessoas no mundo.

O “Dark Universe” era a esperança da Universal de emplacar seu universo compartilhado dos Monstros mais uma vez. Porém, até o momento, a maioria dos filmes foram fracassos de crítica e público.

Claro que essa não é uma medida tomada apenas para ser legal com os outros. O estúdio está há anos tentando emplacar o Dark Universe, que foi cancelado em 2019, após o fracasso de filmes como Drácula: A História Nunca Contada (2014) e A Múmia (2017), mas que parece ainda haver uma certa esperança dele emplacar aos poucos. Sucesso de críticas no ano passado, O Homem Invisível é uma alternativa de como a Universal pode dar prosseguimento a esse universo: com filmes mais intimistas e de menor orçamento, mas mais preocupados com a qualidade das histórias. Enfim, de tantas maneiras que um estúdio poderia escolher para tentar colocar seus personagens em alta de novo, disponibilizar seus filmes de forma gratuita é a mais incrível delas.

Qual o seu filme de monstros favorito? Diga nos comentários!

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