De acordo com a Fox News, seis livros do catálogo da Dr Seuss Enterprises foram retirados de circulação na terça-feira (02) por promoverem imagens ‘racistas e insensíveis’.

Os títulos em questão são ‘And to Think That I Saw It on Mulberry Street’, ‘If I Ran the Zoo’, ‘McElligot’s Pool’, ‘On Beyond Zebra!’, ‘Scrambled Eggs Super!’ e ‘The Cat’s Quizzer’.

Para quem não conhece, Dr Seuss, pseudônimo de Theodor Geisel, foi um aclamado escritor e ilustrador famoso pela criação do personagem ‘O Grinch‘.

Além disso, suas histórias infantis ajudaram a propagar o termo ‘Moral da História’ através da cultura popular.



Após uma revisão entre os mais de 60 clássicos do autor, a companhia decidiu cancelar a venda dos títulos.

Publicados entre 1937 e 1976, os livros retratam estereótipos racistas, como ilustrações em que negros aparecem puxando carroças ou levando chicotadas, isso em um contexto em que a escravidão já havia sido extinta.

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Em nota, a companhia disse que:

“Esses livros retratam pessoas de maneiras que são dolorosas e completamente erradas. Isso é insensível e preconceituso de muitas formas, e não compactuamos com atitudes como essas. Cessar as vendas desses livros é apenas parte de nosso compromisso e nosso plano mais amplo para garantir que o catálogo da Dr. Seuss Enterprises represente e apoie todas as comunidades e famílias, independentemente de sua origem ou etnia.”



Apesar disso, outros livros do Dr. Seuss estão mais populares do que nunca em meio à controvérsia.

Na quinta-feira (04), as cópias dos livros mais populares do autor estavam no TOP 10 dos mais vendidos da Amazon e da Barnes and Noble.

Títulos como ‘The Cat in The Hat’, ‘Oh, The Places You Go’ e ‘Green Eggs and Ham‘, três das obras mais conhecidas de Seuss, esgotaram-se rapidamente no estoque da Amazon.

Aproveitando a oportunidade, vendedores autônomos anunciaram a venda dos títulos cancelados por centenas de dólares, alguns até chegaram a anunciar cada título por mais de US$ 1000.

Logo após a polêmica, a enteada de Seuss disse ao The New York Post que:

“Não havia um fio de cabelo racista no corpo daquele homem – ele estava muito ciente do mundo ao seu redor e se importava muito com as pessoas. Entendemos e poiamos a decisão de cancelar as vendas, mas não acredito que Theodor tinha intenção de causar constrangimento a qualquer tipo de pessoa.”

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