Crítica | Insurgente

Crítica | Insurgente

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Existem três segmentos atualmente que dominam o cinema hollywoodiano: filmes de super-heróis, cinebiografias e adaptações de livros infanto-juvenis. Enquanto os dois primeiros são receitas certas de sucesso nas bilheterias, as adaptações literárias se demonstraram um tiro pela culatra, e em sua maioria foram fiascos de bilheterias e crítica. Poucas conseguiram conquistar o público.

Crítica | Divergente

A receita de maior sucesso foi a saga milionária ‘Harry Potter‘, que iniciou essa leva e deu abertura para um outro fenômeno comercial: ‘Crepúsculo, que apesar de ter seus filmes malhados pela crítica especializada, obteve sucesso comercial e conquistou uma leva de fãs enfurecidos e fiéis, dispostos a brigar com qualquer crítico que falasse mal da Saga.

Depois, veio o último grande sucesso da leva de adaptações: ‘Jogos Vorazes‘. Apesar da negação dos fãs, este ‘Divergente‘ tem uma história muito similar à daquela protagonizada por Katniss Everdeen – uma sociedade caótica dividida entre grupos socioeconomicamente diferentes cuja esperança vem em uma forte personagem feminina. Não é?

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Inesperadamente, ‘Divergente‘ conquistou o público e arrecadou US$ 288 milhões com um orçamento de US$ 85 milhões. Logo, a Summit Entertainment se apressou em preparar a sequência e lançá-la apenas um ano depois do original. Com a correria, o visionário Neil Burger (‘Sem Limites’) abandonou a direção e deu seu lugar para Robert Schwentke, que tem no currículo ‘Red: Aposentados e Perigosos‘ e a recente bomba ‘R.I.P.D. – Agentes do Além‘.

A troca na direção é visível: as belíssimas cenas de um futuro caótico com uma fotografia espetacular deram espaço para uma direção insegura e cenas esquecíveis. Schwentke não consegue seguir os passos de seu antecessor e entrega um filme mediano, sem ritmo, que mescla cenas de ação com cenas entediantes e entrega uma fórmula falha e cansativa. Os 119 minutos (20 a menos que o primeiro filme) demoram a engatar, e deixam a plateia cansada com diálogos bem escritos, mas dirigidos de maneira amadora.

A talentosa Shailene Woodley, que já demonstrou seu talento em filmes como ‘Os Descendentes‘ (2011, indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz) e ‘A Culpa é das Estrelas‘ (2013) é mal aproveitada pela direção e não consegue levar o filme nas costas, totalmente diferente do que havia feito no primeiro filme. Aqui, fica claro que uma má direção pode afetar um bom ator.
Mais triste ainda é ver atrizes como Naomi Watts (irreconhecível como Evelyn) e Octavia Spencer (‘Johanna’) serem subaproveitadas, deixando o destaque apenas para a sempre fantástica Kate Winslet.

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Após os eventos do primeiro filme, os riscos para Tris aumentam quando ela sai à procura de aliados e respostas nas ruínas de uma Chicago futurista. Tris (Woodley) e Quatro (Theo James, em uma atuação decente) são agora fugitivos, caçados por Jeanine (Winslet), a líder da elite Erudição, faminta pelo poder. Correndo contra o tempo, eles precisam descobrir a causa pela qual a família de Tris sacrificou suas vidas e por que os líderes da Erudição farão tudo para impedi-los.

O segundo filme baseado na trilogia escrita por Veronica Roth não consegue convencer, e deve deixar até mesmo os fãs desapontados. O maior destaque ficaria para as cenas de ação, se as mesmas não tivessem sido exaustivamente usadas no material de divulgação, sendo a melhor aquela mostrada no trailer em que Tris precisa salvar sua mãe enquanto tudo ao seu redor é destruído.

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O que começou como uma franquia promissora, à la ‘Jogos Vorazes‘, pode cair no ostracismo após um segundo filme produzido na correria para visivelmente arrecadar uns bons trocados. E seu destino pode ser o mesmo de ‘Dezesseis Luas‘, ‘A Bússola de Ouro‘, ‘Os Instrumentos Mortais‘ e ‘A Hospedeira‘: o fracasso.

Se agradar o público – ou não – com esta última incursão, a franquia já tem mais duas sequências engatilhadas, pois o terceiro livro será dividido em dois filmes. ‘Convergente – Parte 1’ acontece em 18 de março de 2016, com a conclusão da franquia chegando aos cinemas um ano depois.
Obs: O 3D convertido deve ser EVITADO. Não há uma sequência no formato que justifique o ingresso mais caro.


Crítica Liga da Justiça


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