Crítica 3 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

Crítica 3 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

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Foi em 1991 que conheci a franquia ‘O Exterminador do Futuro‘, quando assisti ao VHS do segundo filme, ‘O Julgamento Final‘. Me apaixonei pelo cinema de ficção-científica após essa obra-prima de James Cameron, que unia um roteiro muito bem escrito sobre viagens no tempo e ciborgues futurísticos somado a efeitos especiais de primeira (que muitos filmes atuais não conseguem reproduzir com a tecnologia atual).

Naquela época, os efeitos especiais eram feitos para incrementar um roteiro, e não ao contrário. Arnold Schwarzenegger estava no auge de sua carreira, e após viver com sucesso o vilão do primeiro filme, uma plot twist genial o transformou no herói – e alívio cômico – do segundo filme. Além de ser um exterminador, ele também se transformou em uma figura paterna de John Connor (vivido na época de maneira soberba por Edward Furlong). Junte a trama uma Linda Hamilton bombada e extremamente fodona (minha personagem preferida da franquia e do cinema), que se tornou a “mãe da resistência” e o exterminador T-1000 (Robert Patrick), criado por um CGI espetacular enquanto se transformava em metal líquido.

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Quase uma década depois, o diretor James Cameron perdeu os direitos da franquia após seu divórcio com Linda Hamilton, e desde então foi ladeira abaixo.

Jonathan Mostow (U-571 – A Batalha do Atlântico ) dirigiu em 2003 o caça-níquéis ‘O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas‘, que não adicionava nenhuma informação relevante à franquia e havia matado subitamente e sem explicações a melhor personagem da série, Sarah Connor, de leucemia (Oi?). Por mais que os efeitos haviam avançado, o filme era vazio e sem humor, trazendo um Schwarzenegger totalmente travado.

Confesso que gostei da trama de ‘O Exterminador do Futuro: A Salvação‘, que adicionava novos elementos à franquia com ideias mirabolantes, como um robô-meio-humano (Sam Worthington) que tem seu coração emprestado para John Connor (Christian Bale, mediano) no final da projeção, dando espaço para interessantes sequências que nunca foram produzidas. Apesar das ideias nobres, a direção do pop McG (‘As Panteras’) deu uma atrapalhada na execução, entregando apenas um filme divertido.

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Eis que em 2015 surge este ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘, que traz o retorno de seu grande astro Schwarzenegger ao papel principal – e alívio cômico – e tem a direção do competente Alan Taylor (‘Thor: O Mundo Sombrio’).

A ideia é interessante: não é uma sequência, refilmagem ou reboot. Como assim? Aproveitando a ideia da viagem no tempo do segundo filme, os roteiristas Laeta Kalogridis e Patrick Lussier resolveram criar uma linha temporal totalmente nova que empurra o Dia do Julgamento para 2017 e dá mais tempo para os produtores aproveitarem a franquia.

Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta a 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvar o futuro, uma reviravolta inesperada dos fatos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese encontra-se numa versão nova e desconhecida do passado, onde se depara com aliados improváveis, incluindo um novo exterminador T-800, o Guardião (Arnold Schwarzenegger); inimigos novos e perigosos, e uma missão inesperada: redefinir o futuro.

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O elenco se destaca: Emilia Clarke, uma atriz mirradinha e baixinha, acaba convencendo como Sarah Connor – chegando até a parecer com Linda Hamilton em algumas cenas do filme. É claro que ainda falta o físico, que deve ser trabalhado nos supostos próximos filmes. Mesmo assim, ainda prefiro Lena Headey (da finada série). Jai Courtney está fantástico no papel de Kyle Reese, e após esse filme deve se tornar um dos mais novos astros de ação de Hollywood.

E o que falar de Schwarzenegger? O astro voltou ao seu auge – não só físico – e consegue tirar risadas do público em quase todas as suas cenas. Fantástico e à vontade no papel, dá pra ver que nosso exterminador se divertiu pencas durante a filmagem e conseguiu trazer o humor de volta à franquia. E, por mais que alguns fãs achem que possa ser um ponto baixo, não é! O segundo filme se auto parodiava o tempo todo. E esse também.

Jason Clarke é a única ponta solta do filme, como um John Connor caricato e fora do tom. Uma pena.

Com ação do início ao fim e uma direção segura de Alan Taylor, o filme tem um roteiro sólido que mostra os bastidores da viagem no tempo e reseta o futuro da maneira que conhecemos.

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Conforme James Cameron afirmou em um vídeo recente, ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘ é sim o terceiro filme da franquia. Pode ainda não ser aquele filme definitivo que gostaríamos de ver (e provavelmente só conseguiríamos se Cameron e Linda Hamilton voltassem, o que é quase impossível), mas ele consegue levar a história para frente adicionando novos elementos à mitologia da série e preservando as ideias clássicas dos dois primeiros filmes – assim como a recriação de algumas cenas de ambos. É um deleite para os fãs, e um presente para quem gosta de filme de ação.

Crítica em Vídeo – O Exterminador do Futuro: Gênesis

Posted by CinePOP on Terça, 30 de junho de 2015

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