O Carnaval está na porta. A maior festa brasileira, e uma das maiores do mundo, para o nosso país por uma semana. Mas nem todos são foliões e existem os que só querem descanso e água fresca. Para estes, a boa pedida é ver o maior número possível de filmes no conforto de seu lar. E nada melhor do que o colosso do streaming Netflix para nos ajudar nesta tarefa.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu separar 10 filmes disponíveis no catálogo da Netflix de um gênero que promete te divertir ou quem sabe te fazer gargalhar: a comédia. Vem conhecer e não esqueça de anotar e comentar.

Meu Nome é Dolemite

Volta por cima na carreira do astro dos anos 1980 e 1990 Eddie Murphy, esta biografia recebeu inúmeros elogios da crítica – o que chegou inclusive a gerar enorme burburinho sobre possíveis indicações ao Oscar para o filme e seu protagonista. Mas com obras como O Irlandês, História de um Casamento e Dois Papas dominando a cerimônia para a Netflix este ano, o longa de Murphy terminou sem espaço. O que é uma grande injustiça.

Murphy entrega um dos melhores desempenhos de sua carreira, nesta produção muito pessoal para o ator, sobre a vida e carreira de Rudy Ray Moore e seu personagem mais famoso, Dolemite. Assim como Ed Wood (1994) e Tommy Wiseau (O Artista do Desastre, 2017), o protagonista aposta suas fichas e sonha em emplacar no mundo do cinema. Mas lhe falta algo…

Crítica TIFF | Meu Nome é Dolemite – A redenção de Eddie Murphy

A Incrível Aventura de Rick Baker

Aproveite para assistir:

Hoje, o diretor Taika Waititi se tornou um dos cineastas mais quentes de Hollywood – status este que apenas cresce. Tudo começou ao comandar e o criativo Thor Ragnarok (2017) para a Marvel e depois vencer o Oscar de melhor roteiro este ano pelo gracioso Jojo Rabbit. Antes disso, no entanto, o artista já dava sinais de brilhantismo em sua carreira como diretor, e este longa é a prova.

Escrito e dirigido por Waititi, baseado no livro de Barry Crump, o filme tem muito em comum como o citado longa de guerra, em especial ao narrar sua história da perspectiva de um garoto. Aqui, o protagonista é um menino órfão adotado por um casal. Quando a mulher morre, seu pai adotivo e ele decidem abandonar a casa e partir na maior aventura de suas vidas pela floresta, despertando a atenção das autoridades na Nova Zelândia, que começam uma busca nacional.

Cães de Guerra

Outro diretor celebrado na atualidade, antes de dirigir Coringa, Todd Phillips era conhecido por seus projetos na comédia, vide a trilogia Se Beber Não Case (2009, 2011 e 2013). No meio, entre estes filmes, ele entregava uma produção um pouco mais séria, mas sem descartar sua comicidade. Aqui, ele dava o primeiro passo rumo a um assunto um pouco mais substancial, utilizando uma história real como tema.

Na trama, Jonah Hill e Miles Teller (recém-saído do sucesso de Whiplash) interpretam jovens negociantes de armas – no melhor estilo Nicolas Cage em O Senhor das Armas (2005). Aos vinte e poucos anos, eles conseguem um contrato do Pentágono para armar os aliados dos EUA no Afeganistão. O elenco conta ainda com a bela atriz cubana Ana de Armas (juro que não é trocadilho intencional), que se destacou recentemente no suspense elogiado Entre Facas e Segredos.

Logan Lucky: Roubo em Família

Por falar em Entre Facas e Segredos, aqui também temos Daniel Craig protagonizando na pele de um personagem com sotaque sulista. Mas ao contrário do detetive Benoit Blanc, aqui ele se encontra no outro lado na lei na pele do presidiário Joe Bang, que escapa da cadeia momentaneamente para roubar uma grande quantia durante uma corrida, ao lado da família do título.

O filme é dirigido por Steven Soderbergh, vencedor do Oscar por Traffic (2001) e traz um elenco verdadeiramente estelar, encabeçado por Channing Tatum e Adam Driver.

Crítica | Logan Lucky: Roubo em Família – Fábula de Robin Hood moderna

As Travessuras de uma Sereia

Que o mercado asiático é um dos mais fortes do mundo atualmente não é novidade. A prova disso foi a vitória no Oscar deste ano do filme Parasita, entrando para a história como o primeiro não americano a vencer na categoria principal. Mas além do prestígio, existe também as gordas bilheterias de seus filmes, que conseguem emplacar no top 10 mundial mesmo sem penetrar nos mercados exteriores, para além da Ásia. Sim, Hollywood começa a comer poeira.

Um exemplo de tal caso é esta comédia de fantasia alucinada que foi uma das maiores bilheterias do mundo no ano de 2016. Dirigido por Stephen Chow (Kung-Fusão, 2004), o filme conta a história de uma sereia enviada para assassinar o dono de uma companhia que ameaça seu ecossistema, mas no percurso termina se apaixonando por ele. O filme é recheado de efeitos especiais e muitos momentos cômicos de non sense.

O Cidadão Ilustre

 

Outro cinema muito adorado pelos brasileiros é o dos hermanos “arrentinos”. E este aqui foi um dos chamarizes do Festival do Rio de seu respectivo ano. Quem protagoniza é o astro do país Oscar Martínez (Relatos Selvagens), na pele de um recluso e amargurado escritor celebridade. O sujeito acaba de ganhar o prêmio Nobel de Literatura e parece ter tudo na vida, sucesso, riqueza e fama. Mas ele está saturado deste status e busca justamente o oposto: a simplicidade. Sentindo-se nostálgico, ele decide aceitar o convite e retornar à sua cidadezinha para receber as honrarias como Cidadão Ilustre. Esta viagem, no entanto, além de sua reconexão com o passado, trará diversas situações hilárias e algumas muito perigosas também.

Crítica | O Cidadão Ilustre

La Vingança

E já que estamos por território sul-americano, que tal uma parada por terras tupiniquins para prestigiar nosso próprio cinema? Igualmente parte do acervo do festival do Rio, La Vingança é uma comédia hilária, que fala sobre amizade, amores perdidos e seguir em frente. O “figuraça” Daniel Furlan, mais conhecido como o Renan do Choque de Cultura, interpreta um sujeito dono de um plano para animar o melhor amigo (Felipe Rocha), que pegou sua namorada na cama com um Argentino. O plano é fazer uma road trip até Buenos Aires e ir a forra, dormindo com o maior número possível de hermanas. O longa conta ainda com a musa de nosso cinema, Leandra Leal.

Crítica | La Vingança

Um Príncipe em Nova York

Simplesmente adoramos Eddie Murphy. Quem não cresceu nas décadas de 1980 e 1990 talvez não compreenda o quão grande ele foi e importante para o humor, não apenas nos EUA. Depois de aparecer na lista com o recente Meu Nome é Dolemite – dando um gás em sua carreira – o ator retorna aqui, para apresentar uma de suas clássicas comédias para toda uma geração. Isso sem falar nos saudosistas e os que não lembram muito bem deste ícone da Sessão da Tarde.

E não existe época melhor para celebrar e aproveitar Um Príncipe em Nova York, já que este ano será lançada a continuação. Na trama, dona de curiosas semelhanças com Pantera Negra (2018), que viraram infinitos memes na internet, um príncipe de uma nação africana decide ir para os EUA para encontrar uma esposa – uma mulher por quem seja verdadeiramente apaixonado. Sua única condição é viver como um cidadão comum, escondendo o fato de ser um membro da realeza.

Um Dia a Casa Cai

Por falar em atores veteranos que começaram suas carreiras nos anos 1980, quem vê o astro Tom Hanks hoje em dia – dono de seis indicações ao Oscar (incluindo este ano por Um Lindo dia na Vizinhança) -, não imagina que ele começou em comédias de variados subgêneros e recepções. Esta aqui é produzida por ninguém menos que Steven Spielberg, e traz como sua parceria de cena a sumida Shelley Long (sucesso na época devido ao seriado Cheers, 1982-1993).

Na trama (que deveria ser repensada para os dias de hoje – ou num remake, continuação ou série de TV), um casal recém-casado (Hanks e Long) compra a casa dos sonhos nos subúrbios americanos. O grande problema é que precisará de uma reforma total, trabalho que se mostrará um verdadeiro inferno na vida dos dois. Com a forte tendência atual dos reality shows de reformas de casas, a hora para um novo Um Dia a Casa Cai é agora!

Between Two Ferns – O Filme

A geração Youtube deve conhecer este programa do humorista Zach Galifianakis (o Alan da trilogia Se Beber Não Case), mesmo que seja através de vídeos de memes nas redes sociais. Um talk show que virou cult, Galifianakis apresenta sempre com um convidado famoso, e dispara suas perguntas pra lá de inconvenientes, deixando seus entrevistados em baitas saias justas. A ideia foi comprada pela Netflix neste filme original da casa, que traz um grande número de celebridades entrando na brincadeira, entre elas: Matthew McConaughey, Benedict Cumberbatch, Brie Larson, Bruce Willis, Will Ferrell, Keanu Reeves, David Letterman e Paul Rudd.

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