Halo já começou a puxar essa carroça

Recentemente a Paramount Plus liberou o primeiro teaser da vindoura adaptação de Halo, famosa franquia de FPS com elementos de ficção científica da desenvolvedora 343 Industries. Apesar da pouca duração, o material cumpre a função de prometer um Master Chief (protagonista dos jogos), pelo menos, muito fiel visualmente.

Ainda assim, essa produção é só a ponta de um curioso iceberg que vai se desenhando na indústria televisiva dos EUA. Em tempos recentes a atenção por propriedades relacionadas a videogames tem aumentado, principalmente quando comparado com tempos anteriores; não estranhamente novos filmes tem aparecido nos cinemas com a proposta de adaptar essas marcas para outro meio; mesmo sem o sucesso das adaptações de quadrinhos, por exemplo.

Já agora parece que a atenção das produtores de conteúdo para streaming está se voltando para essas propriedades também, principalmente em tempos onde mais e mais serviços do tipo vão surgindo com catálogos que precisam ser preenchidos e produções que precisam atrair novos assinantes. Sendo assim, seguem cinco projetos baseados em games com previsão de ter versões em live-action.



5) Assassin’s Creed (Netflix)

Em 2016 ocorreu um ambicioso projeto encabeçado pela então recém criada Ubisoft Film & Television (braço da desenvolvedora homônima responsável pelas adaptações das marcas da empresa) que foi o primeiro filme adaptando a famosa franquia Assassin ‘s Creed. Com um orçamento superior a US$ 100 milhões, o filme teve nomes estelares como Michael Fassbender e Marion Cotillard.

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Todos acreditaram que esse era o escolhido que enfim encontraria a forma perfeita de adaptar jogos

Sob a perspectiva técnica a adaptação traria consigo quase que toda a equipe responsável por Macbeth (2015), que havia sido amplamente elogiado pela fidelidade dramática ao material fonte e visual arrebatador. Mesmo com as melhores perspectivas, a franquia naufragou na própria ambição ao entregar um produto que não agradou fãs e críticos. 

Por volta de 2020 a Netflix liberou um teaser no qual exibia o famoso símbolo do credo de assassinos dos jogos, indicando que estaria à frente de novas incursões envolvendo a marca. Já no ano seguinte foi noticiada a contratação de Jeb Stuart, roteirista do primeiro Duro de Matar. Ainda assim não há maiores informações sobre a nova adaptação.



4) Resident Evil (Netflix)

Mais um exemplo da grande empresa de streaming mirando uma propriedade clássica da indústria de jogos, dessa vez a velha conhecida do cinema: Resident Evil. Após toda a era em que Milla Jovovich protagonizou os filmes da franquia, foi concedida à obra da Capcom um raro passe livre de apresentações, ainda que tais filmes estejam longe de serem unânimes.

Primeira foto do elenco da vindoura série

Em tempos recentes a Netflix tem investindo pesado no trabalho com a franquia, produzindo uma minissérie animada intitulada Infinite Darkness (feita ao estilo de outras adaptações animadas do jogo) e, mais futuramente, uma série live action. Entretanto, a sinopse inicial da produção gera certo receio dos fãs dos jogos uma vez que se propõe a trabalhar duas linhas do tempo.

Uma delas se passando no presente pós apocalíptico (o que pode tornar a série um spin-off dos filmes com Milla Jovovich, até porque a Constantin Film está também envolvida no projeto) e a outra no passado, apresentando o polêmico conceito de duas protagonistas que são filhas do grande vilão da franquia, Albert Wesker. Tal conceito não existe nos jogos e gera receio pelos fãs de que essa será outra adaptação não fiel ao material fonte.

3) Splinter Cell (Netflix)

Impossível se surpreender até aqui com mais um envolvimento da empresa no “desbravamento” de franquia eletronicas. Splinter Cell é uma das referências no gênero de stealth e simuladores de espionagem, ocupando um lugar de rivalidade com a histórica franquia Metal Gear. Lançada originalmente em 2002, a história segue o agente especial Sam Fisher, que viaja o mundo em operações altamente confidenciais.

O eterno concorrente de Metal Gear terá sua chance de brilhar ainda em outra mídia primeiro

É mais um caso também em que a Ubisoft entrega para a Netflix uma propriedade valiosa, ainda que nesse caso a produção será uma adaptação e não um live action. A frente do projeto está Derek Kolstad, que é o criador da franquia de filmes John Wick, o que pode ser um indicador que, ao menos, a adaptação terá ótimos momentos de ação.



2) Fallout (Prime Video)

Nascida como um RPG eletrônico em meados dos anos 90, a franquia Fallout é, no mais simples dos casos, bastante complexa. Com uma ambientação que traz um curso alternativo da história, em que EUA e China começaram uma guerra nuclear que destruiu toda a humanidade, a franquia se utiliza disso para discutir temas como abuso de poder público; selvageria humana e todo tipo de fanatismo.

Potencial nato para uma grande série

O projeto foi anunciado em 2020 como tendo a sua frente Jonathan Nolan e Lisa Joy, a mesma dupla responsável por Westworld. A produção se viu bastante postergada pela pandemia de Covid-19, o que tem atrasado o anúncio de casting e data de lançamento.

1) The Last of Us (HBO)

O casamento entre um dos títulos mais premiados e amados da história dos videogames com um das marcas de televisão mais conceituadas do mundo tem tudo para vingar. Lançado originalmente em 2013 pela Naughty Dog tomou a indústria de assalto, ao apresentar uma trama de Road Trip em um pós apocalipse de zumbis sobre um mercenário tendo que proteger uma menina.


O alto nível de escrita, acompanhada da trilha sonora do oscarizado Gustavo Santaolalla, renderam aclamação universal bem como uma sequência (esta sendo de igual qualidade porém infinitamente mais divisiva entre o público). Em 2020 a HBO confirmou que estava desenvolvendo uma adaptação da franquia, tendo como produtor Craig Mazin (Chernobyl) e Neil Druckman (criador dos jogos) como consultor. 

 

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