Título é altamente cultuado no mundo dos games

Não é de hoje que Hollywood tem voltado os olhos para a indústria de videogames, esse é um fenômeno mais antigo do que se pressupõe. Porém foi a partir de anos recentes que as tentativas de se adaptar cada vez mais títulos de games, sob uma perspectiva mais fiel ao material original e com orçamentos bem maiores, tornou-se mais recorrente. Nesse conjunto tiveramos em anos recentes as adaptações de Tomb Raider, Mortal Kombat, e  futuramente Resident Evil.

Correndo por fora, com certa escassez de notícias (mas com as poucas disponibilizadas sendo bem animadoras) há o projeto de um filme relacionado à saga Borderlands. Recentemente que uma foto da silhueta da personagem Lilith, interpretada por Cate Blanchett, foi divulgada e que por sua vez reanimou o interesse do público pelo projeto. Junto à premiada atriz o elenco ainda conta com Jamie Lee Curtis e Jack Black, além de Eli Roth (O Albergue) na direção, e Craig Mazin (Chernobyl) no roteiro.

Só com esses nomes o projeto já ganha uma dimensão de interesse totalmente diferente de muitas outras adaptações mais “humildes” de outros jogos. Não à toa o plantel envolvido em Borderlands é comparável ao alto nível de profissionais envolvidos na adaptação de Assassin’s Creed, provando que esse é um gênero que aos poucos vai se graduando em termos de importância profissional para os envolvidos e financeiramente atraente para os investidores.



Lilith, personagem de Cate Blanchet, pertence a classe siren e é uma das favoritas dos fãs mesmo tendo pouca resistência

Resumidamente, Borderlands é uma franquia que conta atualmente com quatro jogos lançados pela primeira vez em 2009. Ela pertence ao gênero FPS (tiro em primeira pessoa), com alguns elementos de RPG e com um foco intenso voltado para as partidas cooperativas, seguindo assim a tendência liderada por outros jogos de FPS como Call of Duty e Battlefield. No entanto, o grande diferencial dessa franquia para outras, além de fator importante para ter montado uma legião de fãs leais, é o forte tom humorístico presente no enredo e a jogabilidade.

Essa condição cômica, por exemplo, incentiva os jogadores a tentarem combinações de itens dos mais variados para assim produzirem um número ainda mais variado de armamentos; tamanha são as possibilidades que o Guinness concedeu ao primeiro título da série um recorde de versatilidade na criação de itens, já que o jogador tem à sua disposição mais de 17 milhões de possibilidades na hora de fabricar armas.

A história de Borderlands segue uma linha bem forte de ficção cientifica sem se desprender do humor. Em algum momento no futuro a humanidade colonizou um planeta conhecido como Pandora, cujo maior atrativo era sua riqueza natural em minerais valiosos. Essa descoberta atiçou o interesse de diversas empresas e grupos mercenários que desejavam ter algum tipo de ganho no que fosse encontrado. No entanto, manter o controle sobre Pandora se mostrou uma tarefa hercúlea pois a vida selvagem no planeta representava um alto perigo aos colonos.

O planeta Pandora possui climas extremos, além de monstros, que são grandes obstáculos aos jogadores

Com a mesma rapidez com que chegaram, essas empresas e grupos abandonaram Pandora, deixando para trás um contingente considerável de trabalhadores ou criminosos condenados a trabalhar na mineração do planeta que tiveram que formar sua própria sociedade improvisada. A problemática entra a partir da descoberta de artefatos deixados por uma raça alienígena em Pandora, que indicava para os assim chamados Eridian Vaults (fontes de riqueza incalculável).

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Munidos pela cobiça em torno dos Eridian Vaults essas empresas retornam em peso para Pandora aonde acabam entrando em rota de colisão com os grupos que por ali ficaram e com diversos tipos de monstros que protegem as localidades dos Eridian Vaults. Apesar do enredo geral de Borderlands lembrar em muito Avatar (filme de James Cameron) ambos os produtos carregam uma diferença crucial: estilo.

Enquanto que o filme de James Cameron se propôs a evoluir a tecnologia de CGI e 3D no cinema, a franquia de jogos da Gearbox Software sempre apostou muito mais na personalidade estética dos personagens e absurdos em situações durante as partidas do que propriamente um enredo inovador. Por exemplo, é possível rastrear similaridades também com uma outra saga de jogos: Gears of War, principalmente pelo diálogo entre ficção cientifica e busca de recursos naturais em outros planetas.

Se Eli Roth vai conseguir transpor para a telona toda a irreverência que tornou Borderlands um dos títulos mais jogados em termos de multiplayer ainda não há como saber, porém o diretor já mostrou em trabalhos prévios que sabe lidar com temas bastante violentos (como em O Albergue e em Canibais). A presença de nomes oriundos da comédia como Jack Black e Kevin Hart, por sua vez, podem indicar que o projeto não descartará o tom irreverente do material fonte.  

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