Três anos depois de ter feito sua estreia oficial no mundo da música, Lady Gaga pararia o mundo com o anúncio e o consecutivo lançamento de Born This Way.

Considerado não apenas o melhor álbum de sua carreira, como um dos melhores da história da música, o terceiro disco de Gaga se tornou uma espécie de bíblia para a comunidade LGBTQIA+ e para as minorias sociais, em virtude de sua atmosfera antêmica e suas composições de empoderamento, independência e liberdade. Além do sucesso crítico e comercial, a produção trouxe o electro-dance music ao cenário mainstream e apresentou misturas inéditas de estilos musicais e reiterou a importância da cantora e compositora na indústria fonográfica.

No dia de hoje, 23 de maio, o álbum completa 11 anos e, para celebrar seu crescente e inegável legado, preparamos uma breve matéria especial ranqueando todas as músicas da produção.

Para tanto, não estamos considerando a versão estendida, e sim o compilado padrão (com exceção do remix da faixa-titular).


Confira nossa lista abaixo e conte para nós qual a sua canção favorita:

Aproveite para assistir:



14. “GOVERNMENT HOOKER”

“Government Hooker” carrega consigo um afronte bastante específico que leva as reações finais para um nível inenarrável. Na música, o eu lírico é livre para ser mal, para ser bom, para ser sexy e para se entregar completamente àquele ou àquela que a possui. E mesmo dentro desse jogo perigoso de sedução, o qual termina com uma completa rendição ao corpo e ao extremo do êxtase, ela ainda tem controle e autoestima suficientes para poder encarnar qualquer fantasia que seu par possua.

13. “HIGHWAY UNICORN (ROAD TO LOVE)”


Talvez se consagrando como a faixa mais sintética de Born This Way“Highway Unicorn (Road To Love)” é uma ode à liberdade e é uma das faixas que representa a ressoante essência das mensagens promovidas por Gaga. Mesmo as bizarras pulsões criativas de que a artista se vale para compor os versos fazem sentido dentro da estrutura explosiva que se desenrola – um presente deliciosamente intrincado infundida com o melhor dos anos 2010.

12. “AMERICANO”

Apesar de não ser uma favorita dos fãs, “Americano” é uma das faixas mais críticas da carreira de Gaga e utiliza toda a bagagem cultural e seu conhecimento dos problemas sociais para construir uma narrativa essencialmente epopeica. Aqui, a performer evoca as grandes escapadas do romantismo literário em um tango eletrônico incrivelmente bem delineado e que expande até mesmo os horizontes do público.

11. “BAD KIDS”

A divertida faixa “Bad Kids” não se preocupa em nenhum momento em ser sutil ou colocar significados nas entrelinhas – pelo contrário, já se inicia com uma poderosa guitarra ao melhor do hard-rock, guiada pelas irreverentes falas de Gaga sobre estar cansada de ser podada pelo mundo e desejar ser quem é de verdade (um tema, como percebemos ao longo do álbum, que é bastante recorrente). A narrativa varia do hard-rock ao pop ao pop-rock ao synth-pop com fluidez invejável, discorrendo sobre uma personalidade que não pode ser domada.


10. “JUDAS”

Voltando a cutucar a hipocrisia da igreja católica, Gaga lançou “Judas” em plena Sexta-Feira Santa e destruiu quaisquer barreiras existentes entre religiões antigas e modernas. Encarnando Maria Madalena em uma narrativa bastante contemporânea, a cantora e compositora aliou-se a Nadir Khayat para a construção de uma história que une o bem e o mal em um ponto em comum.

9. “ELECTRIC CHAPEL”

Em “Electric Chapel”, Gaga parece fazer uma espécie de “Act of Contrition” visto em ‘Like a Prayer’, de Madonna, retomando temáticas e versos já mencionados em músicas anteriores – mas fugindo da obviedade. As ressonantes guitarras dialogam com o glam metal dos anos 1970 e 1980, enquanto transformam a pista de dança em um templo religioso movido pelos sinos e pela rouquidão vocal da lead singer.

8. “MARRY THE NIGHT”


Além de ter dirigido o magnífico curta-metragem de “Marry the Night”, Gaga aproveitou para resgatar as raízes do electro-pop e do synth-pop para uma jornada epopeica através de sua própria vida, analisando os altos e baixos e de que forma superou os diversos obstáculos – fundindo densidade e exaltação em um mesmo lugar.

7. “HEAVY METAL LOVER”

“I want your whisky mouth all over my blonde south” certamente é uma das maneiras mais inesperadas de começar uma música – e essa total despreocupação e uma afeição gigantesca pela indesculpável sexualidade que tornam “Heavy Metal Lover” uma das faixas mais intrigantes de Born This Way (e que mais ressignificam o próprio título do álbum). A track reverbera electro-rock, servindo como contraponto a “Bad Kids”, e aproveita para se infundir no futurismo do synth-pop que Gaga já vinha explorando desde The Fame.

6. “SCHEIßE”

Guiada pelo icônico alemão-falso que introduz a ode ao electro-pop de Born This WayScheiße” pode até ser conhecida pela fanbase de Gaga, mas deveria ter um status maior do que realmente tem no mainstream. A vibrante produção é cortesia de RedOne, um dos frequentes colaboradores, enquanto os versos pungentes variam desde uma antêmica construção feminista até uma afeição pela libertação da sexualidade e pelo empoderamento feminino.


5. “HAIR”

“Hair” perdeu a chance de se tornar um grande single da era Born This Way, mas, certamente, não ficou de fora nem da nossa lista, nem dos ouvidos dos little monsters. Acompanhando a estética de empoderamento do álbum (considerado o melhor e mais importante de sua carreira), a canção uma história de amor-próprio envolvente, principalmente por sua arquitetura baseada em suaves notas de piano e saxofone clássicos que se mantém até o beat da segunda estrofe, retornando gradativamente para o forte techno-pop e alcançando seu ápice num incrível refrão.

4. “BLOODY MARY”

Gaga já falou em diversas entrevistas que a canção que mais gosta é “Bloody Mary” – motivo pelo qual não poderíamos deixá-la de fora do topo da nossa lista. De fato, ela resume (até então) a carreira que teve desde a estupenda estreia em 2008. Mais uma vez abrindo portas para metáforas religiosas, dessa vez em relação ao momento da crucificação de Jesus Cristo na mitologia católica, ela se respalda com força no synth-pop e no electro-rock com irreverência envolvente (e com bizarros versos que se refletem em sua personalidade indestrutível).


3. “THE EDGE OF GLORY”

A dêitica “The Edge of Glory” merecia mais reconhecimento do que realmente tem, mas ainda assim continua como uma das faixas favoritas dos fãs e da crítica. Inspirada pela morte do avô, Gaga aliou-se à habilidade irretocável de Clarence Clemons no saxofone para uma perfeita e emocionante faixa que fala sobre os últimos momentos da vida.

2. “BORN THIS WAY


O maior hino LGBTQ+ do século XXI – quiçá da história – foi a primeira música a mencionar a comunidade queer em todos os seus aspectos. A iteração, mergulhada irrefreavelmente no electropop, celebra a vida em todas as suas fases e incita o empoderamento das minoriais sociais, funcionando como um mote de libertação da própria artista.

1. “YOÜ AND I”

Antes de Joanne, Gaga já havia dado indícios de seu apreço pelo country com a incrível e irretocável “Yoü And I”. Afastando-se completamente do pop e apostando no country-rock, a faixa, uma das últimas promocionais de Born This Way, a canção também recebeu aplausos dos especialistas internacionais e tornou-se um destaque do álbum por sua competente produção e pela presença de ninguém menos que Brian May na guitarra.

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