Com a estreia da série Chucky, os fãs de terror e da franquia Brinquedo Assassino não poderiam estar mais em polvorosa. O boneco Chucky se tornou um ícone do terror e nesse dia das bruxas ele não podia ficar de fora das comemorações. 2021 viu o retorno de algumas das figuras mais emblemáticas do gênero, vide Michael Myers e até mesmo o Candyman assombrando em novos exemplares. Só faltou mesmo Jason e Freddy Krueger, os reis do slasher, para a festa ficar completa.

Chucky chegou ao Brasil hoje, dia 27 de outubro, bem propício para a data comemorativa do dia das bruxas, através da plataforma do Star+, da Disney. Para os não muito familiarizados com os longas de terror, cujo vilão protagonista é um gracioso boneco ruivo da marca Good Guy, não pegarem o bonde andando na hora de conferir a mais nova série comentada do gênero, resolvemos aqui nesta matéria recapitular para você todos os filmes da franquia Brinquedo Assassino. Confira abaixo e comente dizendo quais você já assistiu e quais são seus preferidos.

Brinquedo Assassino (1988)

Tudo começou em 1988, quando um jovem de 25 anos chamado Don Mancini lançava nos cinemas o terror que escreveu. O filme iria revolucionar novamente o gênero do slasher que, àquela altura, perdia o fôlego do início da década. Filmes de terror adolescente sobre um maníaco mascarado perseguindo jovens incautos já haviam perdido a graça e neste período, dois longas serviram para reinventá-los, adicionando na mistura elementos sobrenaturais. O primeiro, A Hora do Pesadelo (1984), trazia o maníaco como uma entidade existente no mundo dos sonhos. O segundo, usava a magia sombria como tema, ao narrar sobre um serial killer passando sua alma para dentro de um boneco – coincidentemente e ironicamente, o brinquedo que era a sensação daquele momento. Assim nascia um verdadeiro clássico.



Brinquedo Assassino 2 (1990)

O filme original havia marcado um golaço para a MGM/United Artists. Então, o sinal verde para a continuação, novamente escrita por Mancini, era mais que óbvio. No entanto, uma possível compra do estúdio fez com que os produtores levassem a propriedade para a Universal Pictures, onde permanece até hoje. Esse segundo filme do psicopata de baixa estatura Charles ‘Chucky’ Lee Ray não se destaca apenas pela mudança de casa (estúdio), mas também é considerada por muitos fãs o melhor exemplar da franquia (para muitos, superando o original – apesar da perda da novidade) e uma das melhores continuações do gênero. Ah sim, vale dizer que o grande Brad Dourif é quem empresta a voz para o boneco em todos os filmes. Aqui, após a tragédia do original, o menino Andy (Alex Vincent) é levado para morar com uma família adotiva, onde conhece sua irmã postiça Kyle (Christine Elise), uma favorita dos fãs.

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Brinquedo Assassino 3 (1991)

Sem perder tempo e com a máquina funcionando a pleno vapor, Mancini e a Universal tiravam da manga o terceiro filme, lançado logo no ano seguinte do segundo. Desta vez, porém, a pergunta era: o que fazer diferente da dinâmica “boneco perseguindo menino no apartamento ou numa casa”? Assim, a ideia do roteirista para este episódio foi pular alguns anos no futuro, trocar o ator que interpretava o menino Andy, o colocando agora como um rapaz estudando numa academia militar, onde iria se desenrolar toda a trama. Pode parecer estranho e desinteressante para uma locação de terror, mas ao menos é algo original. Afinal, quantos filmes do gênero se passando num lugar desses você já viu? O fato é que o público da época e a maioria dos fãs ainda hoje não se empolgaram com esta proposta e o terceiro filme, além de ser o menos rentável e elogiado do três primeiros, colocaria um hiato de sete anos na franquia.



A Noiva de Chucky (1998)

A franquia Brinquedo Assassino passaria quase todos os anos da década de 90 dormente, e para muitos tais filmes haviam se encerrado. Porém, no aniversário de dez anos do filme original, aproveitando o novo fôlego que os slashers tinham ganhado com Pânico, era a hora de comemorar este aniversário em grande estilo. Muitos filmes do subgênero surfaram na onda de Pânico, os mais notórios sendo Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e Lenda Urbana; porém, até mesmo franquias consagradas decidiram entrar no filão, como Halloween e, é claro, Brinquedo Assassino. Mudando o título para “ficar diferente” (ou quem sabe por problemas de direitos entre estúdios), este quarto filme protagonizado pelo boneco Chucky (que apresentava agora sua contraparte, a noiva psicótica Tiffany, também transformada em boneca) é o mais “Pânico” da franquia, e justamente por isso, considerado um dos mais divertidos pelos fãs.

O Filho de Chucky (2004)

Por incrível que pareça, as franquias Brinquedo Assassino e Halloween possuem algumas similaridades. Ambas estavam “mortas” em meados dos anos 90, para serem ressuscitadas com exemplares em 1998, que adicionavam elementos de Pânico na mistura – no caso de Halloween H20 utilizando inclusive o mesmo roteirista. Mas não para por aí, já que em ambas, após a revitalizada bacana em 1998, as duas meteram os pés pelas mãos no seu filme seguinte. Enquanto Halloween entregava o desastroso Ressurreição (2002), considerado pelos fãs o pior da série, o mesmo acontecia com os filmes desta franquia com O Filho de Chucky, o ponto baixo para grande parte dos aficionados. O curioso é que este foi o primeiro esforço de Don Mancini na direção de um dos longas que ajudou a criar. A ideia do cineasta foi apostar bem mais no humor e nas esquesitices. Apesar de ter virado a ovelha negra da franquia, ele nunca foi varrido para debaixo do tapete, pertencendo à cronologia oficial. E sim, apresentou o famigerado filho sem sexo de Chucky, Glen (ou Glenda).

A Maldição de Chucky (2013)

O Filho de Chucky (2004) deixou um gosto tão amargo na boca de todos, que após uma bilheteria medíocre e críticas devastadoras, marcaria o último filme da franquia lançado nos cinemas. Ou melhor, desta cronologia oficial – entenda mais abaixo. Ainda comandado por Mancini na direção, desta vez o realizador decidiu ouvir o que os fãs tinham a dizer e entregou o filme que eles queriam, voltando às suas raízes sombrias e assustadoras. Fora isso, apesar de ser um lançamento direto no mercado de vídeo (ou VOD), o sexto Chucky tinha como missão ser um filme para os fãs, recuperando personagens queridos como o menino Andy, vivido pelo mesmo Alex Vincent agora adulto.

O Culto de Chucky (2017)



Assim como A Noiva e O Filho fazem uma dobradinha de continuidade; a espécie de reboot dado com A Maldição teve sua própria companhia na forma deste O Culto de Chucky. Novamente Mancini era quem dava as ordens, e o sétimo filme, além de trazer outros personagens do passado da franquia, adicionava novos elementos nunca mostrados anteriormente nestes filmes – como as novas capacidades de feitiçaria do boneco sádico. Após este lançamento, no entanto, surgiria um novo impasse.

Brinquedo Assassino (2019)

Uma manobra que visava fazer o bem para os verdadeiros donos da propriedade, terminou se voltando contra eles. Os filmes de Chucky já não estavam mais sendo lançados no cinema pela Universal, assim a MGM, que ainda retinha os direitos do original, achou por bem reimaginar o conceito para os novos tempos – trazendo para a repaginada os mesmos caras que fizeram maravilhas com It: A Coisa (2017), de Stephen King. Além disso, era o desejo do estúdio ter Mancini a bordo com eles. O criador, porém, se sentiu ofendido por tentarem tirar sua criação de seu controle e iniciou uma “guerra” velada contra o remake. No fim das contas, o novo Brinquedo Assassino deu um bom resultado de crítica e bilheteria e quem sabe pode dar origem a uma continuação.

Chucky (2021)

Não devemos dizer que a franquia Chucky nas mãos da Universal e de Don Mancini vai de mal a pior porque os tempos hoje são outros e a TV e o “mercado de vídeo”, ou streaming, é “o que há”. Mas é notório o fato de que dos cinemas, a franquia passou para o vídeo até se tornar a série Chucky do canal SyFy em parceria com a Universal. O programa continua a narrativa iniciada lá em 1988 e mantida por todos os filmes. E vem recebendo elogios dos especialistas e dos fãs. Ou seja, aparentemente tudo vai bem. Como estamos passando por uma fase de ressignificação do que vai aos cinemas ou não, ter uma série que entregue o que os fãs querem no momento não é a pior solução. Estranho mesmo será ter a possibilidade de duas franquias – uma em que o boneco tem a alma possuída por um psicopata (com voz de Dourif e o elenco original) e outra onde Chucky agora é um boneco tecnológico interativo (com a voz de Mark Hamill) e um conceito mais moderno.


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