Não é de hoje a discussão acerca da presença de cantoras no cinema. Elas sempre invadem os sets de gravação e exibem a sua capacidade de atuar (ou não) diante das telas.


Algumas conseguiram casar de forma feliz esses dois campos distintos: Cher e Barba Streisand. Outras, amargaram críticas ferrenhas, como Britney Spears, Mariah Carey e Kylie Minogue. Em alguns casos, recebem uma pedrada atrás da outras, porém, não há espaço para desânimo, como o clássico caso Madonna e a ambiciosa Jennifer Lopez. No que tange as medianas Beyonce e Whitney Houston, temos aí um caso neutro: os críticos podem até levantar uma opinião mais relevante, portanto, são casos mornos, não aquecem muito a mídia e não abrem espaços para polêmicas: sorte delas, não?

Faremos aqui um panorama das cantoras acima no cinema.

É óbvio que existem muitos outros casos de cantoras atuando, porém, decidimos realizar um recorte para melhor apresentação de cada caso. Foram selecionadas 10 dessas artistas-celebridades: primeiro, as que se deram bem no quesito bilheteria e crítica, casos raros, como os de Cher e Barba Streisand. Depois, comentaremos o fenômeno pop e auto estima Madonna. Em seguida, as que fizeram pouco, e com esse pouco, desistiram: a australiana Kylie Minogue e a norte americana Sheryl Crown. Logo depois, a talentosa Whitney Houston é analisada juntamente com Beyonce, uma norte-americana de corpo e voz. Próximo ao encerramento do dossiê, temos as coleguinhas Mariah Carey e Jennifer Lopez. Por fim, a cria de Madonna ganha espaço: Britney Spears e sua aparição polêmica nas telas do cinema.

As que se deram bem: Cher e Barbra Streisand

Aproveite para assistir:

Poucas cantoras conseguiram o devido respeito em suas aparições para o cinema. O primeiro caso, Cher, é uma demonstração de talento em pluralidade artística. Cher começou sua carreira em 1963, integrando ao lado do marido a dupla ‘Sonny & Cher’.

Nos anos 1960, tornou-se um dos ícones femininos máximos da cultura hippie, popularizando modelos de criação própria como a minissaia e a calça boca-de-sino. O que muitos não sabem é que Cher vai além das perucas e do visual excêntrico em seus shows: a cantora já ganhou o Oscar em 1988, pela atuação ao lado de Nicolas Cage em ‘Feitiço da Lua’.

Além disso, marcou com a elogiada personagem de ‘Marcas do Destino’, um drama baseado na história verdadeira de Rocky Dennis, um adolescente que nasceu com uma estranha deformidade no rosto e todos acham que usa uma máscara. Cher é Rusty, a mãe do rapaz. Com a ajuda do amor descompromissado e a inabalável determinação de Rusty, Rocky enfrenta a dor, a solidão e os preconceitos para emergir como um extraordinário jovem que se torna uma inspiração para seus colegas e professores. Pelo papel, Cher foi premiada em Cannes.

Além dessa atuação, temos ainda sucessos como o suspense ‘Sob Suspeita’, ‘As Bruxas de Eastwick’ e o recente ‘Ligado em Você’, dos irmãos Farrellyn. Há outras diversas apresentações de Cher merecedoras de comentários, mas por questões de recorte, não iremos discutir aqui. Após os casos de sucesso, alguma dúvida da presença de Cher entre as que se deram bem?

Acompanhe o caso Barbra Streisand: iniciou sua carreira em 1965 com a peça da Broadway “I can get it for you wholesale”.

Seu primeiro disco, “The Barbra Streisand Album”, foi lançado em 1963 e a premiou com dois Prêmios Grammy. A estreia no cinema foi em 1968, com o musical ‘Funny Girl’, e sua atuação no mesmo lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

Foi indicada também pelo filme ‘Nosso Amor de Ontem’, em 1973. Ela também ganhou o Oscar de melhor canção original pelo filme ‘Nasce uma Estrela’ em 1976.

Streisand é uma das poucas estrelas do show business a conquistar prêmios em diversas áreas da arte – Oscar (cinema), Grammy (música), Tony (teatro) e Emmy (televisão). Ela foi também a primeira mulher a simultaneamente produzir, dirigir, escrever e atuar em um filme (‘Yentl’, de 1983).

Nesse caso, temos uma artista que começou pelo caminho inverso, estabilizou-se como cantora e aportou no cinema tempos depois. Sem dúvida, um caso de sucesso. Destaque para a sua presença em ‘O Principe das Marés’, ao lado de Nick Nolte.

O fenômeno Madonna: sobrou pra você?


Madonna, creio eu, já ganhou status de substantivo. O nome da cantora de longa e respeitada carreira possui toda uma aura, magnetismo e outras coisas ligadas ao sucesso.

Qual seria o motivo? Ou os motivos? Mesmo que tais perguntas sejam envolvidas de tanto mistério, uma coisa é certa. Madonna possui uma elevadíssima auto-estima, e não desiste do cinema por nada.

Mesmo que estacione em alguns momentos, Madonna sempre surge no cinema, nem que seja por uma ponta básica, como aconteceu em ‘007 – O Amanhã Nunca Morre’.

A cantora, que possui uma carreira repleta de polêmicas, teve a maior delas em 1996, com a produção do único filme que lhe rendeu bons resultados críticos, porém, muita controvérsia: ‘Evita’.

A história de Eva Perón (Evita), uma das mais populares primeiras-damas da América Latina de todos os tempos, e idolatrada na Argentina, é narrada em flashback.


Começa mostrando a filha bastarda de um agricultor de um pequeno povoado, barrada no funeral do próprio pai, e que acaba por tornar-se a primeira-dama do seu país. As filmagens de ‘Evita’ foi uma verdadeira odisseia.

Madonna obteve o papel principal depois de escrever uma carta ao diretor Alan Parker, onde o convencia de que ela era perfeita para o papel. Madonna troca de roupa 85 vezes no decorrer do filme, mais do que Elizabeth Taylor em ‘Cleopatra’. Usou 39 chapéus, 45 pares de sapatos e 56 pares de brincos. Ganhou o Globo de ouro por esse filme.

Madonna possui outros filmes em seu currículo: em ‘Sobrou pra Você’, ela e Rupert Everett fazem um casal diferente: ele gay, mas ambos têm um filho e resolvem criá-lo como uma família. Com Lynn Redgrave e Ileana Douglas; Em ‘Procura-se Susan Desesperadamente’, após ler em um anúncio de jornal sobre a busca por uma jovem desaparecida, uma mulher rica, casada e entediada decide se fazer passar por ela, sem saber que correrá perigo de vida. Dirigido por Susan Seidelman (‘Ela é o Diabo’) e com Rosanna Arquette, Aidan Quinn, Will Patton e John Turturro no elenco.

Madonna estrelou muitos outros filmes. Sua presença firme e insistente na sétima arte impulsionaria outras cantoras a investir na carreira, e com isso, temos agora um panorama da presença de Kylie Minogue e Sheryl Crown no cinema.

Rápidas visitantes: Kylie Minogue e Sheryl Crown


As mais inusitadas e rápidas aparições nos cinemas das ditas cantoras. Ótima no que faz, Kylie Minogue resolveu arriscar sua carreira e ganhar uns trocados na adaptação para os cinemas de ‘Street Fighter’, ao lado do então midiático Jean Claude Van Damme.

Resultado: fracasso total do filme e da moça.

A crítica especializada caiu matando na australiana, que só apareceria numa ponta, musical, inclusive, no fabuloso ‘Moulin Rouge – Amor em Vermelho’, dirigido pelo também australiano Baz Lurhmann.

Kylie Minogue iniciou sua carreira artística no início dos anos 80, como atriz. Participou de algumas séries de TV, como ‘The Sullivans’, mas o destaque veio mesmo na pele de Charlene Mitchell, em ‘The Neighbours’, em 1986, o programa de maior audiência, exibido em seu país de origem e na Inglaterra. Por causa da série, Kylie foi convidada para cantar o clássico ‘The Locomotion’ em um show beneficente. A música fez um sucesso estrondoso, liderando as paradas australianas em 1987. Ocasionalmente atriz. Premiadissima no que tange o campo musical, não teve sorte similar com a sétima arte.

Sheryl Crown, famosa não só pela sua carreira de cantora mas também pela sua performance como instrumentista. Além da participação em ‘O Mundo de Andy’, ao lado de Jim Carrey, a cantora também participou de ‘De- Lovely: As vidas e amores de Cole Porter’.


Mulheres de poder: Whitney Houston e Beyonce

Eis aqui duas vozes negras de poder.

A primeira, Whitney Houston, fez grande sucesso nos cinemas após o cultuado ‘O Guarda-Costas’, em um dos filmes mais vistos durante a década de 90. Whitney nunca vendeu tantos CDs (discos?) como naquele período, lembrando que a talentosa cantora amargaria anos de infelicidade e internações devido à dependência causada pelo uso excessivo de drogas.

No filme, Frank Farmer (Kevin Costner), um guarda-costas altamente eficiente e caro, é contratado para proteger Rachel Marron (Whitney Houston), uma grande cantora e atriz, que está recebendo cartas anônimas e ameaçadoras.

Frank é um ex-agente do Serviço Secreto que ainda não se perdoou do sentimento de culpa em relação à sua inabilidade de proteger o presidente Reagan, que quase foi assassinado por John Hinckley. Frank e Rachel se apaixonam mas ele não deixa este amor evoluir, pois quando estão juntos Rachel fica vulnerável. Paralelamente, novos atentados acontecem.

Whitney também protagonizou outros sucessos, como ‘Falando de Amo’r e consequentemente, alguns filmes bem ruins, como o chato ‘Um Anjo em Minha Vida’ (1995), ao lado de Denzel Whassigton, numa história adocicada de amor, nos remetendo ao bacana ‘Resistindo as Tentações’ (2003), com Beyonce. Ambas as histórias trazem música gospel e uma plausível história de amor.

Beyonce é conhecida mundialmente por sua carreira de cantora. Com exceção de ‘A Pantera Cor de Rosa’ (2005), suas aparições foram todas bem comentadas. A cantora, assim como sua colega Christina Aguilera sofrem do mesmo problema: esquecem que só a sua voz (poderosa, por sinal) bastam para fazer sucesso e apelam para performances onde as vezes, somente o corpo fala. São insinuações sexuais desnecessárias. Outro problema dessas garotinhas: elas cantam ou gritam?

Beyonce brilhou de verdade, e até foi indicada ao Globo de Ouro, por sua participação em ‘Dreamgirls – em Busca de um Sonho’: Detroit, década de 60. Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) é um vendedor de carros, que sonha em deixar seu nome marcado no mundo da música.

Ele deseja abrir sua própria gravadora, mas ainda não tem o formato e o produto certo para vender ao público. Curtis encontra o que procura ao conhecer o grupo The Dreamettes, formado pelas cantoras Deena Jones (Beyoncé Knowles), Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) e Effie White (Jennifer Hudson). Elas se apresentam em um show de talentos local, usando perucas baratas e vestidos feitos em casa. Suas vidas mudam quando Curtis, já seu agente, consegue que elas façam o backup do show de James “Thunder” Early (Eddie Murphy), o pioneiro de um novo som em Detroit. Posteriormente o grupo alça vôo solo, mudando de nome para The Dreams. Porém Curtis sabe que para alcançar o sucesso o grupo precisará apostar na beleza provocante e tímida de Deena, mesmo que tenha que deixar de lado a voz potente de Effie.

A hora e a vez de Mariah Carey e Jennifer Lopez: divas?

Mariah Carey é uma das cantoras mais respeitadas do mundo da música. Dona de uma voz poderosa, a cantora emplacou diversos sucessos e prêmios que não cabem nesse artigo. Por isso, iremos nos ater a ‘Glittter’, grande fracasso na carreira da cantora.

O filme auto-biográfico em que Carey estrela, também se tornou um grande fracasso de público e crítica. Carey citou os eventos terroristas de 11 de setembro de 2001 como uma das razões para o fracasso de ambos, álbum e do filme.

A fraca reação do público na estréia do filme também pode ter afetado nas fracas vendas do álbum.

O único hit do álbum foi “Loverboy”, que chegou a segunda posição na lista dos singles mais vendidos da Revista Billboard, graças à uma grande campanha que a nova gravadora de Carey (Virgin Records) fez ao anunciar que o single iria ser vendido por apenas 99 centavos de dólar.

Mas por não ser muito tocada no rádio, a canção caiu rapidamente das dez primeiras posições, chegando ao esquecimento. Outros singles, como “Don’t Stop (Funkin’ 4 Jamaica)”, tiveram boas colocações no Total Request Live (os videoclipes mais pedidos do público) da MTV americana, mais não conseguiram sucesso nem Billboard ou nas rádios.

Mariah apareceria depois em melhor forma no filme Testemunhas contra a máfia, ao lado de Mira Sorvino. No filme, temos a história de Meg, que deseja mudar de vida. Assim, abandona sua cidade e o curso de medicina para viver com a avó doente. Logo que chega, a bela loira começa a trabalhar como garçonete de um restaurante italiano, e lá conhece Raychel (Mariah) e Kate, que se transformam na família que ela nunca teve. Aos poucos Meg vai descobrindo que está na boca do lobo. O restaurante é apenas o ponto de encontro de mafiosos que ganham fortuna traficando drogas. Depois de salvar um dos rapazes do bando e ver outro ser assassinado na sua frente, Meg sabe que perdeu o controle. Agora são os homens de Santalino que ditam seu futuro. Somente algo muito surpreendente poderá salvá-la.

Corajosa a moça, não? Além disso tudo, Mariah apareceria anos antes numa ponta em Procura-se uma Noiva, com Renné Zelweger. Mesmo com aparição rápida, sua personagem ganha até um nome: Ilana. Recentemente, fez uma ponta em Zohan, comédia com Adam Sandler. Basta aguardar os resultados de Tenesee, drama estrelado pela cantora que ainda não chegou por aqui.

O que dizer de Jennifer Lopez? Cantora (dubladora) que deu certo nos Eua. Algo mais? Sim, uma atriz, mesmo que torçam o nariz aqueles mais tradicionais, que sai do mediano e entrega algumas atuações dignas de nota. Com exceção de Waiting for tonight, If you had my love e Jenny from the block, todo resto da obra musical é tão descartável como os copinhos para refrigerante de festas de aniversários.

‘Assalto sobre trilhos’, em 1995 foi o seu grande trunfo. Logo depois, tivemos o divertido e sucesso de bilheteria (não de critica) ‘Anaconda’.

Jennifer Lopez, muito tempo conhecida como a latina gostosona que havia aportado em Hollywood mostra seu poder em ‘Nunca Mais’, um misto de suspense e drama de ranger os dentes: uma dona de casa que apanha do marido acaba se separando dele. Depois de mudar de nome e de visual e se esconder em uma pequena cidade com sua filha o passado volta a aterrorizá-la. Agora ela começa a treinar artes marciais e vai fazer de tudo para que seu marido a deixe em paz, e vai acabar tento que lutar com suas próprias mãos. O final é formulaico mas 95% da narrativa é digna de nota.

Jennifer ainda atuaria com Ralph Fieenes no bacana ‘Encontro de Amor’ (2003), ‘Olhar de Anjo’ (2001), ao lado de Sônia Braga e Jim Caviezel e em outras tantas produções, até aportar como uma lésbica no péssimo ‘Contrato de Risco’ (2004), atuando com Ben Aflleck, seu então marido.

Em ‘Contato de Risco’ (Gigli), uma irreverente comédia romântica de Martin Brest (Scent of a Woman, Midnight Run), Larry Gigli (Ben Affleck), um pequeno mafioso que recebe a arriscada missão de seqüestrar Brian (Justin Bartha), o irmão mais novo de um poderoso procurador federal que sofre de distúrbios psicológicos, para ajudar a salvar um mandachuva do crime de ir para prisão. Escondendo-se em seu apartamento de um quarto com Brian, Gigli fica surpreso quando Ricki (Jennifer Lopez), uma belíssima e determinada aliada dos fora da lei enviada para ajudá-lo já que o chefão mentor da trama acha que ele corre o risco de estragar seus planos.

Ano passado, Jennifer Lopez apareceu no ótimo, porém quase desconhecido, ‘Cidade do Silêncio’. O filme trata sobre uma repórter de Chicago que vai para a cidade mexicana de Juarez, fronteira com os Estados Unidos. Ela quer investigar intrigantes assassinatos envolvendo jovens funcionárias de uma fábrica. Ao se aprofundar no caso , ela eventualmente conquista a confiança dos habitantes, mas também pode acabar se tornando mais uma das vítimas. atriz e cantora Jennifer Lopez recebeu o prêmio da Anistia Internacional por ter produzido e atuado no filme. O prêmio, chamado “Artistas pela Anistia”, foi entregue pelo Primeiro Ministro de Timor Leste, Jose Ramos-Horta.

Todos os olhares estão em mim, como em um Circo: o caso Britney Spears

Uma das celebridades mais controversas da atual música americana, Britney Spears também investiu no cinema.

Apesar dos rumores de sua participação em S’ex and the City 2 – O Filme’, Britney esta mesmo preocupada com sua carreira de cantora (dubladora), que alcançou o fundo do poço entre 2007-2008 e agora apresenta sinais de revigoração. Independente disso tudo, eis uma pergunta que não quer falar: a desculpa anterior para o uso de tanto playback era a performance frenética da cantora.

E agora, em que suas performances são nada mais que andar pelo palco de um lado para o outro, jogando os cabelos? Falta de talento? Novo estilo? It´s Britney, bitch !

Em 2002 a mocinha apareceu em ‘Crossroads – Amigas para Sempre’, um filme que apesar de criticas e das indicações ao Framboesa de Ouro, consegue ser melhor que qualquer outra bobagem sobre adolescentes produzidas pelos norte americanos: O filme é estrelado por Britney Spears, no papel de Lucy.

No filme, Lucy, Kit (Zoë Saldaña) e Mimi (Taryn Manning) são três amigas de infância que ficaram 8 anos afastadas umas das outras e se reencontraram recentemente. Elas planejam realizar uma viagem pelo sul dos Estados Unidos até chegar a Califórnia, onde esperam reencontrar a antiga amizade e experimentar novas experiências. Com os mais diversos sonhos em mente mas pouco dinheiro, elas acabam pegando carona com o misterioso Ben (Anson Mount), amigo de Mimi, para realizar a tão sonhada viagem.

Matéria por:

Leonardo Campos Cerqueira
Graduando em Letras Vernáculas com Habilitação em Língua Estrangeira – Inglês – UFBA

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