Crítica | Carmen: Melissa Barrera e Paul Mescal encantam em romance que é uma genuína poesia visual

CríticasCrítica | Carmen: Melissa Barrera e Paul Mescal encantam em romance que é uma genuína poesia visual

Dança, culturalidade, tradição e história se entremeiam neste drama romântico que é do tipo raro. Conceitual em toda sua concepção, Carmen é um conto sobre vingança, amores trágicos e futuros incertos, contado através da expressividade corporal. Como um baile teatral, a história da protagonista homônima ganha vida de maneira profunda, pouco explicativa, mas profundamente sinestésica. No longa dirigido por Benjamin Millepied e roteirizado por Loïc Barrere, Alexander Dinelaris, Lisa Loomer, Prosper Mérimée e Alexander Dinelaris, coreografias latinas e ritmos como o tango são usados como instrumentos narrativos, se incorporando a um roteiro de beleza singular e às atuações envolventes de Melissa Barrera e Paul Mescal.

Como uma genuína poesia visual, Carmen é difícil de ser descrito. Na trama, uma jovem mexicana entra ilegalmente nos EUA, a fim de fugir de seu doloroso passado. Pega em uma operação fronteiriça que dá errado, ela é resgatada por um ex-fuzileiro da Marinha que acabara de iniciar seu trabalho como policial na fronteira. Acidentalmente, ambos se verão envolvidos em uma jornada de fuga, paixões tórridas e o anseio de sobreviver em uma terra hostil onde são procurados por todas as partes. Uma história de sofrimento e dor, o romance traz ares shakespearianos, tendo o fator trágico como a grande digital da trama. Marcado pela constante sombra da angústia e solidão, o filme é uma sinfonia cheia de epifanias existenciais e familiares.

Experimental em toda sua essência, Carmen não é feito para qualquer público. Flertando com o melodramático a todo momento, o longa é um conto alegórico sobre as agruras de imigrantes mexicanos que decidem abandonar suas raízes para construir uma nova história na tão sonhada “América”. Trazendo um espetáculo de coreografias bem teatrais, a produção é desenhada pela poderosa e intensa trilha sonora original de Nicholas Britell, que expressa com avidez os dilemas morais e intimistas de seus personagens. Estampando belíssimas cenas de dança sempre dirigidas de maneira performáticas – se assemelhando a verdadeiros clipes musicais, Millepied faz do seu conceito autoral uma metáfora da dor e da dubiedade de seus protagonistas.

Com Melissa Barrera entregando todo o seu talento na dança com a mesma intensidade dos dilemas de sua personagem, a atriz dá vida à Carmen com sensibilidade e delicadeza, sempre em sinergia com Mescal, que também brilha em tela como aquele homem sisudo que internaliza seus próprios questionamentos e indecisões. Entregando uma performance mais silenciosa, ele personifica um contraste perante a estrela de Pânico. E dominando as telas de forma apaixonante, ois dois são a epítome de um romance marcado por memórias amargas e o sonho pelo recomeço. Nos levando por uma epifania onde música, dança e sentimentos despertam nossos sentidos e emoções, Carmen transcende o cinema cult como uma experiência vívida, palpável e simbólica demais para não ser apreciada em sua totalidade.

Notícias

10 Séries Recentes que Duraram APENAS 1 Temporada

Na última terça-feira, dia 19 de maio, chegou ao...

Atriz revela planos para trilogia CANCELADA da franquia ‘Jogos Mortais’

Em entrevista ao The Direct, Hannah Emily Anderson ('Terror...

Novo thriller de sobrevivência com Brad Pitt ganha data de estreia no Brasil

A Paramount Pictures finalmente anunciou quando o thriller de...
Dança, culturalidade, tradição e história se entremeiam neste drama romântico que é do tipo raro. Conceitual em toda sua concepção, Carmen é um conto sobre vingança, amores trágicos e futuros incertos, contado através da expressividade corporal. Como um baile teatral, a história da protagonista...Crítica | Carmen: Melissa Barrera e Paul Mescal encantam em romance que é uma genuína poesia visual